sexta-feira, 14 de julho de 2017

Capital norueguesa volta atrás no banimento de carros no centro da cidade, mas proíbe estacionamento de veículos na região...



 
 
Em outubro de 2015, quando grande parte da Câmara Municipal da capital norueguesa Oslo foi ocupada por membros de partidos progressistas, um plano simples se tornou o objetivo de curto prazo para diminuir emissões que contribuem para o desequilíbrio do efeito estufa: banir a circulação de veículos da região central da cidade. Do total de poluentes atmosféricos emitidos no município, 61% são oriundos do setor de transportes - cerca de 39% desse montante é gerado a partir de carros privados.

A região central conhecida como Ring 1, de 1,7 km², foi a escolhida. A mudança seria imediata e isso não agradou moradores da região e comerciantes. Os primeiros teriam que abandonar seus veículos e os vendedores enfrentariam muita dificuldade em transportar mercadorias para seus negócios. Membros de partidos conservadores chamaram a medida de "Muro de Berlim contra carros".

Se não dá para banir os carros...

Ao longo de um ano, a proposta esteve em pauta, mas não se efetivou. A câmara decidiu, após conversar com muitos lojistas da região, mudar de estratégia para um plano mais gradual. A ideia agora não é banir os carros de uma vez, mas tornar o centro da cidade uma região com o menor número de carros possível. Segundo os adeptos da ideia, os motoristas devem se sentir como visitantes, não como os donos das ruas - e isso também vale para veículos elétricos.

A solução sagaz dos membros da maioria da câmara foi banir o estacionamento de carros na região central em todos os 650 pontos antes disponíveis para este fim. No lugar, serão construídos espaços de lazer, bancos ou bicicletários.

Há três fases no plano atual. Na primeira, todos os espaços para estacionamento de carros nas ruas serão removidos de Ring 1 - estacionamentos privados na região e nas proximidades poderão se manter. No segundo estágio, a "rede pedestre" será expandida e muitas ruas serão totalmente fechadas para tráfego privado; também haverá introdução de espaço compartilhado e construção de mais de 64 km de ciclovias.

Na terceira fase, o conselho irá refletir a partir da situação. Se for necessário banir os carros do centro para que se chegue à meta estabelecida de redução de emissões (95% das emissões de 1990 até 2030), a medida pode voltar à pauta, mas até 2019 a tendência é que a diminuição dos gases-estufa se dê de forma gradual.

Fonte: theguardian.com

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