terça-feira, 20 de junho de 2017

Projetos de eficiência energética: Por que o Brasil perde tantas oportunidades?

 
Proporcionar melhoria contínua no consumo de energia. Esse é um dos principais objetivos da eficiência energética.

Medidas como trocar os equipamentos para mais modernos e eficientes, troca do sistema de iluminação para LED, bem como medidas de adoção de medidas de consumo consciente fazem parte deste conceito.

Cenário da eficiência energética no Brasil

Uma economia muito mais competitiva pode surgir através da implantação de bons projetos de eficiência energética já que o País dispõe de muitos recursos para desenvolvê-la. O que falta é conhecimento e disposição de empresas e governo para tomar as medidas necessárias para que o Brasil possa ser favorecido com este tipo de economia de energia.

Há alguns entraves ainda que limitam o desenvolvimento de projetos de eficiência energética. São eles:

Captação de recurso: Muitas empresas não valorizam adequadamente projetos de sustentabilidade, como da eficiência energética e continuam investindo apenas em capacitação produtiva. Como decorrência disso, acabam buscando recursos para investimentos em outras áreas e deixam de desenvolver projetos de economia de energia. 
 
Falta de conhecimento dos benefícios: Ainda existem lideranças e tomadores de decisão nas empresas que não entendem o quanto os projetos de eficiência energética podem alavancar a economia das organizações e o quanto eles influenciam na arrecadação de valores e no ganho perante a sociedade.

Principais benefícios de um projeto de eficiência energética

  1. Redução na conta de energia elétrica;
  2. Economia nos custos;
  3. Modernização das máquinas e da infra-estrutura elétrica;
  4. Redução da emissão de gases de efeito estufa.

Para as empresas, eficiência energética significa alcançar os mesmos resultados com um consumo menor de energia, podendo ser aplicada em vários setores da indústria.

Troca de equipamentos, aquisição de maquinário que fazem o mesmo processo consumindo menos energia com igual qualidade e até mesmo a manutenção auxiliam a melhorar a eficiência energética da operação.

Além das indústrias, outros setores também podem aplicar a eficiência energética, que pode ser estabelecida desde a construção dos estabelecimentos utilizando a captação solar, além de tomadas e lâmpadas que propiciem economia de energia.

Várias são as medidas que podem ser tomadas para agregar eficiência energética ao negócio, melhorando inclusive a valorização da empresa diante dos parceiros e público em geral, além de reduzir muito os custos com energia.

Retorno do investimento

Num primeiro momento, as medidas a serem tomadas para a implantação de um projeto de eficiência energética podem exigir um investimento um pouco mais alto. Mas é importante levar em conta que esses custos serão compensados com o retorno financeiro trazido pela economia que proporcionará no médio prazo e que se estabelecerá com a nova realidade de consumo.

Os custos da ineficiência energética

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco) mostram que o Brasil deixa de lucrar em eficiência energética, anualmente, o equivalente a uma usina Belo Monte. Ou seja, 4.600MW em média. Este volume seria capaz de abastecer 40% do consumo das residências do País.

Investimentos em eficiência energética trazem redução de custos, diminuição da poluição e criam uma economia muito mais competitiva uma vez que utiliza menos energia para atingir ou superar os resultados.

Mas, como viabilizar um projeto de eficiência energética?

Linhas de financiamento e outros instrumentos financeiros com generosos subsídios estão disponíveis para auxiliar os projetos de eficiência energética. Cerca de R$ 42 bilhões estão disponíveis para a captação de recursos para este tipo de projeto em diversos programas como:

Programa Nacional de Conservação da Energia Elétrica (Procel);
Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE);
Programa de Eficiência Energéticas das Empresas de Distribuição (PEE-ANEEL);
Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
 
Fonte:  abesco.com.br

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