sexta-feira, 2 de junho de 2017

Projeto salva tartarugas de atropelamento em rodovia no Canadá...


A revista Wildlife Society Bulletin publicou um artigo explicando como a comunidade de Long Point construiu cercas nas rodovias e túneis para passagem dos animais com o objetivo de diminuir a quantidade de animais morrendo na rodovia.

A Long Point Causeway foi considerada em 2003, o quarto lugar na América do Norte com maior taxa de mortalidade de tartarugas. Pesquisadores estimam que desde 1979, aproximadamente 10 mil animais por ano tenham morrido atropelados pelo tráfego de veículos, o que representaria cerca de 100 espécies de animais.

O estudo descobriu que a ação da comunidade paga reduzir essa taxa de mortalidade na rodovia, diminuiu a quantidade de tartarugas nas estradas em cerca de 90% no período de 10 anos, enquanto o número de cobras diminuiu aproximadamente 50%.

Os pesquisadores afirmam que o trabalho desenvolvido pela Long Point Causeway Improvement Project devem servir de modelo para outras comunidades localizadas próximo a ecossistemas frágeis em outros lugares do mundo.

Chantel Markle, da Universidade McMaster, conta que é imprescindível abordar o problema da mortalidade rodoviária de animais, especialmente no caso das tartarugas, que são muito suscetíveis à questão. “As tartarugas têm atrasado a maturidade sexual, por isso algumas espécies não podem reproduzir até 20 anos de idade. Isso faz com que as tartarugas adultas sejam realmente importantes para a população. Quando você tem mortalidade na estrada, mesmo alguns adultos mortos a cada ano pode ter um grande impacto negativo sobre a população”, diz Markle.

O projeto

O Long Point Causeway Improvement Project começou em 2006, quando os membros da comunidade viram a necessidade de discutir a questão para solucionar o problema.

Rick Levick é o gerente do projeto. Ele disse que as pessoas sentiram a importância de conservaras espécies de animais que vivem na reserva nacional de animais selvagens de Big Creek, um santuário de biosfera designada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, que faz fronteira com a rodovia.

Levick conta que a partir disso a comunidade se uniu para arrecadar fundos para poder montar a estrutura necessária para salvar a vida dos animais que vão para a estrada. Em 2008, os cercos começaram a ser instalados e após 2 anos, o número de tartarugas morrendo na estrada já havia diminuído pela metade.


Fonte: https://www.anda.jor.br/

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