quarta-feira, 21 de junho de 2017

Eficiência energética na indústria automobilística...


Assim como em outros setores, na indústria automobilística, a busca pela eficiência energética também é constante, mas, ao que parece, ainda não é suficiente. Dados divulgados recentemente apontam que esse segmento não alcançará a meta proposta pelo governo no Programa Inovar-Auto de reduzir em 12% o consumo de combustíveis até o fim de 2017. 

Em geral, a crise econômica é colocada como um dos empecilhos para o alcance deste índice. Para isso, é preciso que haja investimento em projetos de energia, utilizando alternativas para colocá-los em prática, como o financiamento.

Como se mede a energia na indústria automobilística?


Anualmente, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) divulga a lista dos veículos aprovados no Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) e que, com isso, podem ser identificados com a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). A classificação, que vai de A a E, leva em conta: a eficiência energética na categoria, quilômetros (km) por litro de combustível na cidade e na estrada, e a emissão de dióxido de carbono (CO²).

Essa lista pode ser consultada tanto no site do Inmetro, quanto em um aplicativo disponível para Android e iOS, chamado “Etiquetagem Veicular”. Só recebem o selo os veículos enquadrados na classificação A na comparação geral com os modelos da mesma categoria.

Eficiência energética: As novidades no setor automobilístico


O Salão do Automóvel, realizado em São Paulo, teve a tecnologia como protagonista do evento, sendo apresentada cada vez mais associada à eficiência e sustentabilidade, visando um menor impacto nos custos ambientais e econômicos. Confira os destaques:

  • H-tron, lançamento da Audi, é movido a hidrogênio e faz aproximadamente 600 quilômetros com o abastecimento total, sendo que o tempo de recarga prometido é de cerca de quatro minutos. Este conceito já começa a ser testado em ônibus em cidades do ABC paulista. Você consegue imaginar a economia que isso traria ao transporte coletivo?
  • O uso de alumínio como material para a estrutura de carroceria do veículo contribui para um melhor desempenho e com a eficiência energética. Nissan, Jaguar, Chevrolet e Land Rover foram algumas das empresas a utilizarem esta matéria-prima;
  • A Chevrolet escolheu a eficiência energética como temática para o seu estande e apresentou soluções como injeção direta de combustível, computador de bordo com função ECO e sistema que desliga parte dos cilindros do motor. Inclusive a linha de 2017 da marca foi premiada pelo Selo Conpet de Eficiência Energética Veicular como destaque pela classificação perante as categorias de cada carro e também no ranking geral, tendo seus veículos indicados como os mais econômicos do mercado;
  • No BMW i3, a montadora apresentou uma autonomia elétrica de até 160 km por carga. Se utilizada aliada ao motor à combustão interna, esta autonomia é ampliada, podendo chegar a até 300 km;
  • A Tesla também esteve presente anunciando a venda no Brasil de um dos carros elétricos mais populares do mundo, o Tesla Model S. Utilizando também o alumínio como matéria-prima, o veículo, com dois motores elétricos, possui apenas o rotor em movimento, garantindo uma aceleração que parte do 0 ao 100 km/h em 4,5 segundos.

Toda esta tecnologia embarcada nos automóveis também é alvo de estudo das demais indústrias, seja para seus produtos ou mesmo para aumentar a eficiência energética dos parques fabris, garantindo uma redução de custo e também reforçando o compromisso ambiental exigido de todas as organizações. 


Fonte: abesco.com.br

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