quinta-feira, 8 de junho de 2017

Brasil defende baleias do Atlântico Sul...


Os projetos e compromissos brasileiros para conservação marinha foram destacados na Conferência dos Oceanos, que ocorre nesta semana na sede das Nações Unidas, em Nova York. Em representação ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, o assessor internacional do MMA, Fernando Coimbra, defendeu nesta terça-feira (06/06) a proposta de criação do Santuário das Baleias do Atlântico Sul. A iniciativa propõe uma zona de proteção das baleias e será tema do evento brasileiro na programação da Conferência, marcado para esta quarta-feira (07/06).

A participação do Brasil ocorreu no diálogo de parceria de gerenciamento, proteção, conservação e restauração de ecossistemas marinhos e costeiros. Coimbra explicou que a criação do Santuário é defendida pelo Brasil desde 2001 e é, hoje, copatrocinada por África do Sul, Argentina, Gabão e Uruguai. Entre as ações propostas, estão atividades não-letais e monitoramento das baleias. “Elas foram dizimadas no passado por meio da exploração excessiva e, até hoje, estão longe de recomporem suas populações”, justificou Coimbra.

Também foram apresentadas outras medidas brasileiras alinhadas ao décimo quarto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que trata da conservação dos oceanos e é o tema central da Conferência. Coimbra defendeu a ação conjunta e listou iniciativas em áreas como gestão do litoral brasileiro e combate ao lixo no mar. “O Brasil tem adotado uma série de políticas e implementado ações relacionadas à conservação dos recursos marinhos e à gestão sustentável de nossas costas”, afirmou Coimbra. “As parcerias são fundamentais para levar adiante essas ações”, acrescentou.

O Ministério do Meio Ambiente, participará desta conferência e realizará uma apresentação sobre o Santuário de Baleias do Atlântico Sul e sua relação com a meta do ODS 14. Esta apresentação será realizado no dia 7 de junho, às 17h, na sede da ONU em Nova Iorque, e contará com a participação de representantes do Governo do Brasil, Argentina, Uruguai, Gabão além de entidades apoiadoras como a WWF, CI e outras personalidades engajadas na conservação da biodiversidade marinha.

Santuário – Nesta quarta-feira (07/06), a delegação brasileira realizará evento sobre o Santuário das Baleias do Atlântico Sul e sua realação com o ODS 14. O evento contará com a participação de representantes do governo brasileiro e da Argentina, Uruguai e Gabão e de entidades apoiadoras como a WWF e Conservação Internacional (CI). A ideia é sensibilizar os participantes para a necessidade de criar uma zona de proteção das baleias entre a costa brasileira, africana e o santuário da Antártica.

Os participantes debaterão os objetivos da proposta, a redução das ameaças no Atlântico Sul prevista a partir da criação do Santuário e as relações dessas medidas com quatro das sete metas do ODS 14. A proposta do Santuário inclui o incentivo às atividades de turismo sustentável, voltada para observação de baleias, e o fortalecimento da resiliência, produtividade e saúde dos oceanos.

O Atlântico Sul abriga mais de 50 espécies de cetáceos. Sete delas (baleia-azul, baleia-fin, baleia-sei, baleia-minki-austral, baleia-jubarte e baleia-franca-austral) são altamente migratórias, já que se alimentam nos Oceanos Antártico e Subantártico durante o verão e se reproduzem em águas tropicais, subtropicais e temperadas do Oceano Atlântico Sul no inverno e na primavera.

A conferência - A Organização das Nações Unidas (ONU) realiza, até 9 de junho, a Conferência dos Oceanos 2017. O evento tem como tema “Nossos Oceanos, Nosso Futuro: Parcerias para a Implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14”. Os 17 ODS foram lançados em 2015 e são metas a serem realizadas por todos os países até 2030. Os objetivos incluem desde a erradicação da pobreza até o fortalecimento de parcerias globais.

O ODS 14 busca a conservação e o uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável, através de uma série de chamadas para ação, como a redução da poluição marinha, a eliminação da sobrepesca e de práticas de pesca destrutivas e beneficiamento econômicos para países pequenos e menos desenvolvidos.


Fonte: mma.gov.br

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