sexta-feira, 30 de junho de 2017

Após incêndio, presidente de Portugal ordena aprovação de projetos de prevenção...




A Assembleia Nacional de Portugal tem até o dia 19 de julho – antes do recesso parlamentar – para aprovar todos os projetos sobre as questões florestais e de prevenção de incêndios, conforme determinação do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A decisão presidencial ocorre após o grave incêndio florestal iniciado no sábado passado (17/06/2017) na região central do país, provocando 64 mortes e deixando mais de 200 feridos. Os bombeiros conseguiram controlar o último foco das chamas na quinta-feira (22/06/2017) em Góis.

Em março, o Parlamento aprovou a reforma florestal aprovada pelo governo e as propostas de lei sobre cadastro florestal, além de três decretos de autoria do partido Bloco de Esquerda, aprovadas em plenário. Contudo, ficaram 60 dias paradas na Comissão de Agricultura e Mar, onde já deveriam ter sido apreciadas, obrigando a renovação ontem do prazo. Os partidos têm que informar quais entidades desejam ouvir sobre a matéria e aprovar as propostas até 19 de julho de 2017.

Os projetos de lei dispõem sobre o cadastro florestal, banco nacional de terras, benefícios fiscais para gestão florestal, regimes jurídicos da arborização e rearborização – que tenta bloquear o plantio do eucalipto – e o sistema de defesa das florestas contra incêndios. Já o Bloco de Esquerda propôs medidas sobre arborização, banco público de terras e a constituição de unidades de gestão florestal, iniciativas que vêm sendo defendidas ao longo dos anos por especialistas e depois da tragédia foram relembradas por muitos como indispensáveis à prevenção dos incêndios.

Já o professor da Universidade do Minho e Coimbra e um dos autores do estudo Grandes Florestas em Portugal, Luciano Lourenço, acredita que as iniciativas não devem surtir o efeito desejado. Para ele, trata-se apenas de “uma resposta política. “Estão próximos das eleições. Daqui a 15 dias, ninguém vai se lembrar mais de nada e ninguém vai cumprir nada”, adverte.

Para o professor, os dois problemas fundamentais que dificultam a prevenção efetiva dos grandes incêndios florestais são: falta de integração e a atuação de bombeiros voluntários.

Ele explicou que o fato os bombeiros voluntários – que têm outras profissões e empregos e trabalham voluntariamente apenas no verão -, em geral, não têm conhecimento adequado sobre os terrenos onde ocorrem os desastres e não cuidam das áreas durante o inverno. Lourenço reconhece que os voluntários têm o apoio das comunidades ”e nenhum governo tem coragem de os substituir por uma estrutura nova porque as pessoas não vão aceitar que sejam retirados das suas localidades”.

Porém, ele defende que atuem de forma diferente. “Está tudo mal equacionado. O combate do verão tem de começar no inverno. No inverno, é preciso fazer as limpezas e, no verão os bombeiros, saberiam onde atacar, mas o governo não acha isso.”

Para Lourenço, teria de haver também uma redução do número de bombeiros voluntários no combate aos incêndios, o que resultaria na elevação do custo para a criação de uma nova estrutura. “O governo não quer enfrentar a oposição das corporações dos bombeiros que sempre dizem que faltam meios para combater os incêndios”, acrescentou.

Para o professor, são levantadas falsas questões para justificar a ocorrência dos grandes incêndios, como a extinção da Guarda Florestal, que foi incorporada â Guarda Nacional Republicana,” porque esses homens foram aproveitados para os mesmos serviços”. Da mesma forma, ele discorda da argumentação de que os minifúndios (pequenas propriedades) agravam o problema pelo descaso dos donos que deixam o mato crescer, nem que a proliferação dos eucaliptos colabore para o agravamento do problema.

“Devo ser o único a achar isso. Portanto, devo estar errado, mas a maior parte do valor florestal é produzido pelas pequenas propriedades. O minifúndio existe porque é produtivo. São as regiões mais ricas do país porque conseguem alimentar uma família inteira. Quanto às áreas baldias, representam apenas 12%, mas não oferecem risco e não podem ser vendidas porque pertencem à comunidade. Quanto aos eucaliptos, o que importa é o que está embaixo deles, pois as árvores são mais difíceis de queimar”.

O professor critica a proposta de que o governo precisa proibir que se plantem árvores perto de rodovias. ”É inevitável. Não há como se proibir isso, as pessoas não vão cumprir. O nosso problema é econômico, a legislação tem que ter base no real”.

Lourenço alerta que grandes incêndios, como o Pedrógão Grande, ocorrerão dentro de alguns anos pos causa das condições climáticas e geográficas do país e o fato de que a mata voltará a crescer de forma desordenada.

Ele informou que apenas 150 mil hectares pertencem às empresas de celuloses e os outros 750 mil hectares a pequenos proprietários ”que não têm a menor condição de limpá-los”. “Portanto, na minha opinião, integrar a prevenção com o combate aos incêndios, e pagar pelos serviços de limpezas das florestas, ajudaria muito a enfrentar os fogos, do qual não podemos nos livrar”, disse. Ao lado dessas providências, o professor defende que as pessoas que vivem nessas localidades precisam ser orientadas sobre como se protegerem do fogo.

O Ministério Público de Portugal abriu uma investigação para apurar as causas e consequências do incêndio. Contudo, a ministra Constança Urbano de Sousa já adiantou que não vai autorizar a Inspeção Geral da Administração Interna – IGAD- abrir inquérito. Ela observou que as apurações das causas ainda não foram concluídas e que ainda está em curso a operação de combate aos incêndios. No Parlamento, o partido PSD pediu a criação de uma comissão técnica de peritos independentes. Todos os demais partidos apoiaram a iniciativa, menos o Partido Comunista. Já o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, declarou à imprensa que a o incêndio pode ter sido provocado por “mão criminosa”.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Cientistas testam vacina contra colesterol para prevenir doenças cardíacas...




Depois de testes bem-sucedidos com camundongos, uma vacina que reduz o colesterol será testada em humanos.

A injeção foi desenvolvida para evitar que depósitos de gordura obstruam as artérias. Ela seria uma alternativa a pacientes que tomam diariamente comprimidos para reduzir o risco de derrame, angina e doenças do coração.

Pesquisadores da Universidade Médica de Viena vão avaliar a segurança de seu tratamento experimental em 72 voluntários.

Ainda levará pelo menos seis anos de testes para saber se o tratamento é seguro e eficiente o suficiente para uso em humanos, explicaram Guenther Staffler e sua equipe da Organização Holandesa de Pesquisa Científica Aplicada na publicação científica European Heart Journal.

Segundo os pesquisadores, mesmo que se torne disponível ao público, a vacina não deveria ser vista como uma desculpa para pessoas evitarem exercícios físicos e adotarem uma alimentação com alto nível de gordura.

A injeção ajuda o sistema imune do corpo a atacar uma proteína chamada PCSK9, que permitiria ao mau colesterol, o LDL, se acumular na corrente sanguínea.

Pesquisadores esperam que esse possa ser um reforço anual para aumentar a imunidade dos pacientes.
Em camundongos, o tratamento reduziu o LDL em 50% em um período de 12 meses e pareceu proteger contra o acúmulo de depósitos de gordura nas artérias (aterosclerose).

O que é colesterol? – O colesterol é uma substância gordurosa encontrada no sangue.

Todos precisam dela, mas o excesso do chamado colesterol ruim aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

O bom colesterol, ou HDL, por outro lado, é benéfico porque ajuda a transportar outros tipos de colesterol da corrente sanguínea para o fígado, onde ele é descomposto.

Algumas pessoas têm colesterol alto por uma condição genética chamada hipercolesterolemia familiar. Alimentação não saudável, alto consumo de álcool, fumo e inatividade também estão relacionados com o problema.

Pessoas com colesterol alto podem tomar medicamentos que reduzem seus níveis, chamados estatinas, e, com isso, também minimizar os riscos de doenças cardiovasculares.

Mas embora as drogas sejam baratas e eficazes, não funcionam em todo mundo. Algumas pessoas não gostam de tomar medicação diária ou se esquecem de tomá-la porque estão se sentindo bem. Além disso, em alguns casos é possível haver efeitos colaterais.

Por essas razões, pesquisadores têm investigado opções alternativas de tratamento no lugar das estatinas.

Próximos passos – A primeira fase de testes, em 72 voluntários, deve ser concluída no final deste ano. Isso vai definir se há problemas de segurança ou efeitos colaterais antes que estudos maiores com pessoas comecem.

Há uma preocupação de que a vacina terapêutica aumente o risco de diabetes – os pesquisadores da Universidade Médica de Viena estarão de olho nisso.

“Ainda há muitas perguntas sobre essa abordagem poder funcionar em humanos”, comentou Tim Chico, cardiologista da Universidade de Sheffield.

“Essa é mais uma prova de que o colesterol provoca doenças do coração. E reduzir o colesterol diminui o risco de doenças do coração, então isso confirma a importância de um estilo de vida saudável para todos, e de medicamentos como estatinas para algumas pessoas.”

Para o professor Nilesh Samani, da Fundação Britânica do Coração, encontrar novas formas de controlar os níveis de colesterol das pessoas é “absolutamente vital”.

“Embora testada apenas em camundongos até o momento, essa vacina poderia levar a uma maneira simples de combater o colesterol alto e, em última instância, reduzir o risco de doenças do coração nas pessoas.”

Fonte: g1.globo.com

 

São Carlos ganha instituto para pesquisas sobre trabalho em equipe entre robôs...




São Carlos (SP) ganhou um novo instituto de pesquisa. A entidade une grupos que atuam com robótica e quer ajudar a resolver problemas nacionais como o monitoramento da Floresta Amazônica. A ideia é trabalhar com sistemas autônomos, como carros e caminhões sem motorista, e fazer máquinas como drones desempenharem funções em equipe, um “enxame” de robôs.

Batizada de Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Sistemas Autônomos Cooperativos (InSac), a organização tem sede na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP). Ela reúne cerca de 40 professores, além de alunos de instituições como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Temos pesquisas relacionadas com veículos autônomos aéreos, terrestres e submarinos. Em função da rápida disseminação dessas tecnologias em alguns países, temos para os próximos anos desafios relacionados com a cooperação entre esses agentes. Um carro autônomo, por exemplo, deve saber onde outros carros autônomos estão”, exemplificou Marco Henrique Terra, coordenador do instituto.

“Se dois helicópteros autônomos executam uma tarefa de maneira cooperativa, eles podem obviamente fornecer melhores resultados do que se apenas um executar essa mesma tarefa”, completou.

Terra explicou que os projetos são financiados por agências de fomento e por empresas, e cada grupo atua em propostas específicas. Na UFMG, por exemplo, a pesquisa é voltada para voos autônomos em baixas altitudes.

Na USP em São Carlos, o coordenador afirmou que estão sendo desenvolvidos veículos que dispensam motoristas e, na UFRJ, o foco é a robótica subaquática, voltada para extração de petróleo em alto mar. Tudo isso pensando no trabalho em conjunto.

“É fácil perceber que em um voo conjunto de milhares de abelhas ou no deslocamento de milhares de peixes eles não batem cabeça, não trombam. Como expressar matematicamente tamanha estabilidade encontrada nesses movimentos? É disso que uma linha importante da robótica tem tratado nas últimas décadas”, comentou Terra.

“Em algumas cidades norte-americanas, carros autônomos já estão transportando pessoas. Colisões entre carros autônomos e entre os mais diversos obstáculos encontrados nas ruas deverão ser reduzidas ao máximo, principalmente se tivermos milhares desses carros circulando pelas ruas”.

Fonte: g1.globo.com

Por que a morte de milhares de antílopes é uma boa notícia para uma das principais reservas naturais do mundo...





Todos os anos, em setembro, mais de um milhão de gnus – acompanhados de zebras, gazelas e outros mamíferos – migram no leste da África em busca de novas pastagens.

A jornada da Tanzânia ao Quênia é considerada a maior migração animal da Terra, mas também uma das mais perigosas.

Na rota, esses antílopes africanos precisam atravessar várias vezes o rio Mara, que cruza os dois países. Trata-se de um rio raso com cerca de 40 metros de largura.

Ao fazer a travessia, milhares de animais morrem afogados ou atacados por crocodilos que habitam a região.

À primeira vista, pode parecer uma tragédia da natureza, mas é justamente o contrário: os corpos desses animais fornecem diversos nutrientes que revitalizam o ecossistema do rio. É o que mostra um estudo publicado recentemente na revista científica americana PNAS.

Alimentos em abundância – Em média, cerca de 6,2 mil gnus morrem afogados por ano, liberando por volta de 1,1 mil toneladas de biomassa na correnteza do rio.

A quantidade equivale ao peso de dez baleias azuis, segundo Amanda Subalusky, pesquisadora da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e principal autora do estudo.

Essa biomassa inclui cem toneladas de carbono, 25 toneladas de nitrogênio e 13 toneladas de fósforo.

Embora o número de gnus mortos possa parecer alto, é uma fração pequena do total: um em cada 200 morre ao atravessar o rio Mara.

Os crocodilos e aves de rapina são os primeiros a se beneficiar da oferta de alimentos em abundância.

Mas como os nutrientes são liberados lentamente – o tecido mole dos gnus leva um mês para se decompor e os ossos demoram até sete anos -, peixes e insetos também são beneficiados.

De acordo com os pesquisadores, a contribuição nutricional deste fenômeno tem impactos ecológicos que podem ser medidos em meses e em uma área muito mais ampla do que o local exato em que acontece.

Curiosamente, os crocodilos não são os que mais se alimentam destes nutrientes, uma vez que são animais com o metabolismo relativamente lento e que se saciam facilmente.

Migrações frequentes – Os pesquisadores afirmam que esse tipo de migração em massa era muito mais frequente no passado.

Subalusky cita como exemplo o caso dos bisões na América do Norte.

Atualmente, há poucos espécimes selvagens destes mamíferos, que já não podem se mover livremente pela grande quantidade de cercas que delimitam seu habitat natural.

Para a pesquisadora, a falta de fósforo em muitos ecossistemas de rios nos Estados Unidos pode ser resultado da falta de mortes em massa de bisões.

Segundo ela, o desaparecimento deste tipo de evento “pode ​​alterar fundamentalmente o funcionamento dos ecossistemas fluviais”.

Fonte: g1.globo.com

 

OMS diz que epidemia de cólera no Iêmen é a pior do mundo...





A epidemia de cólera que assola o Iêmen já é a pior do mundo, com 5 mil novos doentes por dia e um total que supera os 200 mil casos em dois meses, informou no sábado (24/06/2017), em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesse período, a epidemia tem se expandido por quase todas as 23 províncias que formam o país, causando 1.300 mortes. “Acreditamos que o número de mortes aumentará”, apontou a OMS em comunicado. As informações são da agência de notícias EFE.

Com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e outras organizações, a OMS está acelerando as ações para deter a doença, registrando todos os focos infecciosos e tentando determinar de que maneira ela se propaga. O grupo também está fornecendo água potável, serviços de saneamento e tratamentos médicos.

A emergência é tanta que a OMS decidiu que as equipes iriam de casa em casa para informar diretamente os moradores sobre as medidas de proteção que devem ser tomadas quanto à purificação da água e o seu correto armazenamento.

Conflito armado – As organizações também pediram que autoridades do Iêmen se esforcem para conter a expansão da epidemia, ainda que os meios públicos sejam escassos por causa do conflito armado que o país vive há mais de dois anos e que fez com que 14,5 milhões de pessoas ficassem sem acesso a serviços básicos.

Os enfrentamentos entre a milícia dos houthis e as forças governamentais, que contam com o apoio de uma coalizão árabe – liderada pela Arábia Saudita e apoiada pelos Estados Unidos -, fizeram o Iêmen mergulhar em uma situação caótica. O país, que já era o mais pobre da região antes do conflito, agora enfrenta uma situação próxima à de fome total em determinadas áreas.

Os combates atingiram ou destruíram vários hospitais e 30 mil médicos e funcionários públicos estão sem pagamentos. “Pedimos a todas as autoridades dentro do país que paguem os salários e, acima de tudo, que ponham fim a este conflito”, enfatizou a OMS.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br