quarta-feira, 31 de maio de 2017

Madeira Legal e Madeira Certificada: entenda a diferença...



Muitos consumidores desconhecem a diferença entre madeira legalizada e certificada. Para a construção ou reforma da casa, há quem busque no mercado a madeira legal como garantia de produto ecológica e ambientalmente correto. No entanto, somente a certificação assegura a extração por meio do manejo florestal.

 O termo ‘legalizada’ significa que a extração é autorizada por órgãos ambientais e, assim, o produto possui o Documento de Origem Florestal (DOF). Isso não determina, porém, que a retirada da madeira não afeta o ecossistema. Essa segurança só é dada pela certificação, que garante o menor impacto socioambiental possível no processo de extração.

 A Tégula, empresa conhecida pela fabricação de telhas, foi a primeira companhia brasileira a receber o certificado FSC® (Conselho Brasileiro de Manejo Sustentável) para comercializar madeira nativa para construção de telhados que já possui, inclusive, certificação da cadeia de custódia. Hugo Armelin, diretor superintendente da empresa, explica que, para que a madeira receba o selo FSC, é necessário cumprir exigências desde o processo de extração até o comércio. “Quem compra madeira certificada estimula práticas legais e éticas, que conservam a floresta em pé, respeitam trabalhadores e comunidades e asseguram o pagamento de impostos”, reforça o executivo.

 Além da preocupação socioeconômica com a população do entorno da área de extração, existe o cuidado com o impacto ambiental ao cortar a planta. Para minimizar este impacto, algumas medidas são tomadas, como a retirada de apenas duas ou três árvores a cada 30 anos numa área equivalente a um campo de futebol. Outro fator importante é que, diferentemente da madeira legal, a certificada pode ser rastreada.

O consumidor que adquire madeira com o selo FSC contribui para a sobrevivência da floresta para as próximas gerações. Se utilizada de forma sustentável, a floresta se recupera após um período de 25 a 30 anos. Isso significa que ela não perderá a biodiversidade e tampouco suas funções de regulação do clima.

Fonte: floratiete.org.br

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