quarta-feira, 31 de maio de 2017

Bactéria do solo amazônico ajuda a ampliar produção agrícola, aponta pesquisa...


Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, identificou genes relacionados às características de promoção de crescimento vegetal na Rizobactéria Promotora de Crescimento de Plantas (RPCP) Bacillus sp. RZ2MS9. O estudo mostra que a bactéria, encontrada no solo da região amazônica, produz o fitormônio Ácido Indol Acético (AIA), que tem efeito benéfico no crescimento de diversos cultivos, como os de milho e soja, podendo aumentar a produção agrícola. O trabalho da biotecnóloga Bruna Durante Batista foi orientada pelos professores João Lucio de Azevedo e Maria Carolina Quecine Verdi.

Na camada fina do solo ao redor das raízes das plantas, também chamada de rizosfera, está o foco de significativo número de cientistas em busca de um desafio: alimentar quase 10 bilhões de pessoas em 2050. Uma dessas pesquisadoras é Bruna, que em 2010 cursava o último ano do curso de Biotecnologia na Universidade Federal de Alfenas (Unifal), quando veio fazer seu estágio curricular de fim de curso na Esalq. “Naquela época, ingressei em um projeto que buscava isolar bactérias do guaranazeiro visando especialmente o controle de um fungo nas lavouras da planta, mas também com interesse de busca por micro-organismos com algum potencial biotecnológico.”

Dessa primeira etapa, ainda na iniciação científica, resultou a base do seu mestrado, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas, na Esalq. “Da rizosfera do guaranazeiro separamos um grupo de 100 bactérias com o propósito de avaliar o potencial de crescimento das plantas, mas como o cultivo do guaraná em São Paulo não obteve sucesso devido às condições agroclimáticas, adotamos o milho por apresentar uma composição microbiana relativamente compatível com o guaraná.”

Do grupo inicial, a pesquisa seguiu com a Rizobactéria Promotora de Crescimento de Plantas (RPCP) Bacillus sp. RZ2MS9. “Trata-se de um representante da rica biodiversidade amazônica brasileira e uma forte candidata a bioinoculante por seu efeito benéfico em uma ampla gama de culturas, incluindo milho e soja, e facilidade de formulação e sobrevivência em condições adversas, características bastante buscadas em produtos biológicos”, explica.

SOLUÇÃO BIOTECNOLÓGICA

Em 2014, parte desse trabalho de mestrado venceu o Prêmio Novos Talentos para Agricultura Sustentável, iniciativa que aproxima jovens universitários da tarefa de aumentar a produção de alimentos e intensificar a sustentabilidade dos sistemas produtivos. A premiação despertou Bruna para a necessidade de encarar um novo desafio, o de levar essa solução biotecnológica, que ainda engatinhava em escala de laboratório, para o campo. “Para alimentar a população mundial crescente é necessário um aumento sustentável na produtividade agrícola. Nesse sentido, RPCPs têm sido continuamente buscadas para formulações inoculantes por sua capacidade de incremento na produção vegetal aliado ao seu potencial de redução e/ou substituição do uso de fertilizantes minerais, insumos que causam grandes impactos ambientais, na saúde humana e econômicos”, avalia a biotecnóloga.

Da necessidade de refinar os resultados, Bruna dedicou seu doutorado, também realizado na Esalq, à tarefa de entender de forma detalhada os mecanismos de ação dessa rizobactéria, explorando desde seu genoma até seu desempenho em condições de campo. No Laboratório de Genética de Micro-Organismos, sob orientação do professor Azevedo e co-orientação da professora Maria Carolina, identificou genes relacionados às características de promoção de crescimento vegetal a partir do RZ2MS9. “A análise genômica revelou que diversos genes potencialmente contribuem com seu efeito promotor de crescimento vegetal, no entanto pudemos confirmar que a produção do fitormônio Ácido Indol Acético (AIA) por essa bactéria está diretamente envolvido nesse efeito benéfico.”

Na sequência, foi avaliado em condições de campo o efeito sobre o desenvolvimento e produtividade de milho e soja com a aplicação do bacilo. “No milho, o efeito da inoculação bacteriana foi, ainda, associado à adubação nitrogenada para verificar a possibilidade de redução desses insumos”, revela. Segundo a autora do trabalho, bioinoculantes formulados com RPCPs consistem em uma fonte barata e não danosa ao ambiente de suplementação nutricional vegetal. “Por esse motivo, a busca por micro-organismos que possuam a capacidade de manter relações benéficas, especialmente com gramíneas, é cada vez maior.”

E, de fato, os resultados foram animadores. O potencial do Bacillus sp. RZ2MS9 mostrou-se bastante claro pois, com um custo de produção inferior a R$1,00 por hectare, sua aplicação aumentou o desenvolvimento de milho e soja e causou incremento de 16 sacas de milho por hectare com redução de 30% na adubação nitrogenada, assim como um incremento de 11 sacas de soja por hectare, ambos comparados ao controle não inoculado. “As culturas do milho e da soja representam mais de 80% da área cultivada com grãos no Brasil, considerando o tamanho desses mercados, incrementos relativamente modestos de crescimento e produtividade podem gerar riqueza significativa ao País. Portanto, é imprescindível dar continuidade a estudos utilizando o Bacillus sp. RZ2MS9 em diferentes condições para a validação dos resultados”, conclui.


Fonte: acritica.com

Comunidades e hotéis que permitem ao hóspede fazer uma visita à natureza...



Há dias em que tudo o que queremos é esquecer o cinza-esverdeado da capital do Amazonas e sair por aí, para respirar ar puro, tomar um banho de rio e vivenciar uma realidade bem diferente da urbana. Com o fechamento do Ariaú Amazon Towers, hotel que proporcionava uma experiência "in loco" junto à natureza, vários outros hotéis e agências de turismo surgiram para potencializar os passeios turísticos regionais. O BEM VIVER traz, neste domingo, alguns estabelecimentos que seguem exatamente essa proposta, seja proporcionando visitas de um dia ou pacotes inteiros.

Base comunitária

O turismo sustentável é a bola da vez nos roteiros amazônicos e a dica é passar por três comunidades: a indígena Três Unidos, a 64 km de Manaus (na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro); e as ribeirinhas Saracá e Tumbira, a 70 e 75 km da capital (ambas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro). As comunidades são beneficiadas pelo Programa Bolsa Floresta, que por meio da Fundação Amazonas Sustentável, Bradesco e Fundo Amazônia/BNDES incentiva o turismo como uma alternativa sustentável de geração de renda para os nativos dos núcleos comunitários.
É possível fazer um roteiro de lancha pelas três comunidades ou partindo de Manaus para cada uma delas, separadamente. O ponto de partida para os visitantes geralmente é a Marina do Davi. Na comunidade Três Unidos há o restaurante Sumimi, comandado por mulheres indígenas e que serve cafés e almoços regionais. A comunidade sedia o projeto "Repórteres da Floresta", que incentiva os indígenas a produzirem informação por meio de texto, foto e vídeo, um programa de gestão de resíduos bem articulado e artesanatos à venda.

A Comunidade Saracá tem o restaurante Encanto do Saracá, que serve peixes fresquinhos para os visitantes, como tambaqui, jaraqui e matrinxã. A comunidade de Tumbira é como uma mini cidade ribeirinha: possui campo de futebol, pousada, uma capela, um bar e é a sede de um projeto de geração de energia solar. Todas as três comunidades possuem praias privativas. Informações e reservas: (92) 3371-1165 - Comunidade Saracá; (92) 99146-4667 - Comunidade do Tumbira; (92) 99322-1083 - Comunidade Três Unidos.

Localizado na entrada de Anavilhanas, um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, o sítio arqueológico está a cerca de 40 km de Manaus. O embarque é feito no porto de Manaus e leva-se cerca de 1 hora e 30 minutos de lancha ou 3 horas de barco regional. O charme do lugar são os 12 bangalôs suspensos na altura das árvores a acomodarem os hóspedes, além de uma acomodação exótica que simula um “ninho” no meio das árvores, com visão para o arquipélago.

Feito de madeira caída da mata, o hotel possui uma boate comunitária, e um salão de jogos para a prática de xadrez, baralho e outros. Os passeios que o hotel disponibiliza são a visita ao Encontro das Águas, visita à casa de artesanato flutuante, mergulho com botos, caminhada instrutiva na selva, visita e ritual em tribo indígena, passeio de canoa para observação dos animais noturnos e pôr-do-sol nas Anavilhanas. Informações e reservas: (92) 3071-3158/(92) 99261-5035.

Amazon Ecopark Jungle Lodge

Para chegar até o hotel, localizado no Rio Tarumã, se gasta cerca de 20 minutos de lancha da Marina Tauá até o local. A estrutura do hotel conta com uma praia de rio privativa, quatro piscinas naturais, loja de conveniência, salão de jogos e um píer flutuante. Por meio do hotel, é possível visitar uma tribo indígena, interagir com botos, visitar a Casa do Caboclo para aprender sobre os costumes e tradição dos ribeirinhos, visitar a Floresta dos Macacos, um centro de reabilitação de animais silvestres, além de fazer focagem noturna de jacaré. Informações e reservas: (92) 3622-2612/(92) 99146-0575. 

Evolução Ecolodge

Com apenas um ano de vida, o hotel de selva fica nos arredores da comunidade de Acajatuba, a 69 km de Manaus. Para chegar lá, basta 1h30 indo de carro pela AM-070 e mais 25 minutos de barco. Há a opção de ir pelo píer do Tropical Hotel, gastando o tempo de 1h20. O hotel ficou famoso por hospedar atores da novela "A Força do Querer", da Rede Globo, gravada na comunidade, a exemplo de Isis Valverde, Marco Pigossi e Dandara Mariana. Entre as excursões tradicionais organizadas, o hotel também leva os clientes para visitar a comunidade e ter a chance de conhecer a casa dos personagens Ritinha e Zeca. Informações e reservas: (92) 99411-5889\ (92) 9122-0436/(92) 99249-8694.

Fonte: acritica.com


Por que um Brasil sustentável, logo agora? (por Renata Koch Alvarenga)...


A COP21, Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, aconteceu em dezembro de 2015, somente um mês após o maior desastre ambiental da história do Brasil: o rompimento da barragem em Mariana, Minas Gerais. Apesar disso, o Brasil teve uma posição de liderança nas negociações climáticas, e o Acordo de Paris, que entrou em vigor no final do ano passado, foi adotado por 195 países, incluindo diversas medidas que visam combater as mudanças climáticas.
Dentre essas medidas, destaca-se a cláusula para manter o aumento da temperatura média global em menos de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, realizando esforços para que o aumento máximo da temperatura seja de 1,5°C. Essa última condição, motivo de polêmica nas negociações em Paris, é crucial, pois esse meio grau Celsius de diferença pode resultar em consequências desastrosas para o planeta – e principalmente para o Brasil.
Sede da maior floresta tropical do mundo, o Brasil tem 42% do seu território ocupado pela floresta Amazônica. Devido a essa riqueza natural, o governo brasileiro possui o dever de implementar medidas ambientais que visem proteger a Amazônia. A questão do 1,5°C encaixa-se nisso, já que dentre as principais fontes emissoras de gases de efeito estufa no Brasil está o desmatamento de regiões tropicais como a floresta Amazônica.
Um segundo fator diz respeito à queima de combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão mineral), que não são renováveis e causam muita poluição na atmosfera. O setor de produção de energia brasileiro, por meio das termelétricas, é um dos mais poluentes e, desde 2013, tem sido utilizado como medida para amenizar a crise hídrica que atingiu o Brasil – mais um motivo para manter o aumento em 1,5°C.
De acordo com o site Carbon Brief, o orçamento atual de carbono revela que em apenas quatro anos de emissões globais de gases de efeito estufa o aumento da temperatura média global será maior do que 1,5°C. Essa informação leva o planeta a um estado de urgência; e o Brasil, como um dos principais emissores do mundo (atrás da China, dos EUA, e da União Europeia), tem enorme responsabilidade na luta para estabilizar a temperatura do planeta.
A crise política e econômica do Brasil não deve – e nem pode – ser deixada de lado em meio à urgência ambiental no planeta. Entretanto, mais do que nunca, as secas e as enchentes, assim como outros desastres ambientais, têm o potencial de desestabilizar o Brasil em proporções catastróficas. Se as mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável não forem vistos como prioridades pelo governo brasileiro e pela população, as consequências serão muito piores do que a atual instabilidade que figura nos setores público e privado.
Fonte:.sul21.com.br

Madeira Legal e Madeira Certificada: entenda a diferença...



Muitos consumidores desconhecem a diferença entre madeira legalizada e certificada. Para a construção ou reforma da casa, há quem busque no mercado a madeira legal como garantia de produto ecológica e ambientalmente correto. No entanto, somente a certificação assegura a extração por meio do manejo florestal.

 O termo ‘legalizada’ significa que a extração é autorizada por órgãos ambientais e, assim, o produto possui o Documento de Origem Florestal (DOF). Isso não determina, porém, que a retirada da madeira não afeta o ecossistema. Essa segurança só é dada pela certificação, que garante o menor impacto socioambiental possível no processo de extração.

 A Tégula, empresa conhecida pela fabricação de telhas, foi a primeira companhia brasileira a receber o certificado FSC® (Conselho Brasileiro de Manejo Sustentável) para comercializar madeira nativa para construção de telhados que já possui, inclusive, certificação da cadeia de custódia. Hugo Armelin, diretor superintendente da empresa, explica que, para que a madeira receba o selo FSC, é necessário cumprir exigências desde o processo de extração até o comércio. “Quem compra madeira certificada estimula práticas legais e éticas, que conservam a floresta em pé, respeitam trabalhadores e comunidades e asseguram o pagamento de impostos”, reforça o executivo.

 Além da preocupação socioeconômica com a população do entorno da área de extração, existe o cuidado com o impacto ambiental ao cortar a planta. Para minimizar este impacto, algumas medidas são tomadas, como a retirada de apenas duas ou três árvores a cada 30 anos numa área equivalente a um campo de futebol. Outro fator importante é que, diferentemente da madeira legal, a certificada pode ser rastreada.

O consumidor que adquire madeira com o selo FSC contribui para a sobrevivência da floresta para as próximas gerações. Se utilizada de forma sustentável, a floresta se recupera após um período de 25 a 30 anos. Isso significa que ela não perderá a biodiversidade e tampouco suas funções de regulação do clima.

Fonte: floratiete.org.br

Nosso agronegócio é sustentável?, por Rui Daher...



Alguém no Facebook: "a agricultura nunca será sustentável, pois na hora em que os alimentos se tornam mercadorias que usam os recursos naturais deixam de ser sustentáveis". Ops, pré-história ou extermínio?
Já mencionei a barafunda que hoje se faz com o termo sustentabilidade. Virou carne de vaca fraca, quase de joelhos. O tema, quando corretamente abordado, sem vieses políticos ou comerciais, é de extrema importância.
Folha de São Paulo pensa que tem dois colunistas de agronegócios, Ronaldo Caiado e Marcos Sawaya Jank. Tem apenas um. O primeiro é um político de péssima cepa que nunca tratou do tema desde a sua estreia.
Marcos, sim, é um especialista equilibrado. Muito mais jovem do que eu, lembro, há mais de 20 anos, tê-lo contratado para uma série de palestras à equipe de vendas de uma empresa de fertilizantes em que eu trabalhava.
Na sua coluna de 29/04/22017, “Erros grosseiros no Índice de Sustentabilidade de Alimentos”, ranking de 25 países divulgado pela unidade de inteligência da britânica The Economist, calculado em base a critérios que levam em conta desde perdas e desperdício de alimentos, até agricultura sustentável, passando por saúde e nutrição, o Brasil foi colocado nas últimas posições (20º).
É o que Marcos contesta: “Fomos puxados para baixo por indicadores conceitualmente equivocados ou de mensuração altamente questionável”.
Em alguns pontos terá razão, noutros não. Onde acho que erra? Quando segue linha frequente e conveniente aos líderes do agronegócio, confederações e federações da agropecuária, associações de classe dos fabricantes de agroquímicos e a bancada ruralista no Congresso, que usaram os mesmos argumentos para fazer passar o novo Código Florestal.
Sigamos:
MJ: “Fomos punidos pelo uso elevado de fertilizantes e agroquímicos. Ora, corrigir e adubar solos e combater pragas e doenças deveria dar nota alta, e não baixa, principalmente em zona tropical, onde se plantam duas safras por ano”;
Verdade, mas foi merecida a nota baixa devido aos usos excessivos, desnecessários, forçados nas doses pelos fabricantes concentrados em grandes complexos multinacionais, com poder de divulgação massiva e, muitas vezes, mentirosa. A pesquisa hoje reconhece a quantidade de nutrientes retida no solo, indisponíveis, e as várias opções orgânicas, naturais e minerais que podem reduzir as aplicações químicas e manter a produtividade das lavouras, reduzindo o custo por hectare. O mesmo vale para pragas e doenças. Agrotóxicos podem ser eliminados ou, pelo menos, reduzidos com o uso de controladores biológicos.
Num caso e noutro o bolso do agricultor agradeceria e a EIU (Economist Intelligence Unit) seria mais condescendente com o Brasil.
MJ: “(...) seriam sustentáveis os países que têm maior área relativa ocupada com produção orgânica. O contrassenso é evidente: como a produtividade da agricultura orgânica é notoriamente menor do que a da agricultura convencional, ela fatalmente acabará demandando maiores extensões de terra, leia-se desmatamento adicional, além do impacto do maior custo do alimento final”.
Sim, mas não. Primeiro: experimentos que comparam vantagens dos tratamentos convencionais em relação aos orgânicos não as mostram assim tão “notórias”. Segundo: a expansão de áreas de plantio, no Brasil, não deveria implicar desmatamento, dada a disponibilidade de espaços agricultáveis. São suficientes para décadas de exploração e, concomitante, proporcionaria tempo para desenvolvimento de inovações tecnológicas de menores custos e impacto ambiental.
Não foi a preocupação com a sustentabilidade que fez nossa agricultura economizar área através da produtividade, mas o bolso dos produtores. Novas fronteiras são distantes, mal servidas pela logística, e de condições edafoclimáticas duvidosas. Daí os altos riscos e investimento para expandir áreas. Considere-se ainda a especulação imobiliária primitiva. 
No mesmo tema:
MJ“(...) não aparece nenhuma referência ao percentual da área de cada país preservada com florestas, onde somos campeões mundiais”.
Ora, ora. Sabemos que os demais países já terminaram a obra que nunca deveria ter começado aqui. Se o que temos devemos aos portugueses, lembremos que, campeões mundiais de área preservada com florestas, mas também em desmatamento.
Acerta Marcos Jank, no entanto, nos seguintes pontos: a) o absurdo de considerarem a agricultura brasileira como protecionista e altamente subsidiada; b) o uso não diversificado de nossas terras; c) negar como benéficas as produções de rações animais e biocombustíveis; d) o fator nutrição e saúde ser avaliado pela população do país dividida pelo número total de restaurantes das cadeias McDonald's, KFC e Burger King.
Suas críticas mais se fortalecem quando aponta uma das principais empresas que vendem carboidratos no mundo, líder mundial em macarrão, como patrocinadora da avaliação, a Barilla. Trigo não é o nosso forte.
Deixo apenas uma lembrança singela. A mesma desconfiança vale para estudos e pesquisas que garantem sustentabilidade aos agroquímicos quando patrocinados por Syngenta, Monsanto, Bayer, Basf, Dow/Dupont, enfim, os membros da Associação Nacional de Defesa Vegetal, ANDEF. 
Fonte: jornalggn.com.br

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Hambúrguer de caju aproveita fibra descartada da indústria...



A Embrapa Agroindústria Tropical, do Ceará, desenvolveu duas formulações para fabricação de hambúrguer tendo como principal ingrediente a fibra do caju – um co-produto abundante nas fábricas de suco, que normalmente é descartado. 

Uma delas, projetada para a produção industrial, prevê a incorporação de proteína de soja, além de outros ingredientes, e requer equipamentos industriais. A outra formulação apresenta como base proteica o feijão-caupi (também conhecido como feijão-de-corda) e foi planejada para a produção doméstica, com o objetivo de oferecer uma alternativa de renda a agricultores familiares.

A pesquisadora Janice Lima, da Embrapa Agroindústria Tropical, conta que as formulações representam um aprimoramento do hambúrguer feito unicamente com a fibra de caju e condimentos, por adicionarem proteína vegetal em sua composição. 

Estudos realizados pela Embrapa identificaram que o produto feito apenas com a fibra de caju apresentava aceitação sensorial mediana e baixo teor proteico. Foram desenvolvidas, então, as formulações que associam uma fonte proteica vegetal ao bagaço do caju.

Em comparação com outros hambúrgueres vegetais, este hambúrguer apresentou excelente aceitação em testes de análise sensorial e de intenção de compra. Além disso, tem apenas metade das calorias do seu similar de carne bovina e pode ser uma boa alternativa para compor dietas com restrição ao consumo de proteína animal, vegetarianas ou veganas.

A tecnologia já está finalizada e disponível a interessados em fabricar o produto. "A ideia é promover o aproveitamento do coproduto da fabricação de suco de caju, aumentando a cadeia de valor da cajucultura", diz a pesquisadora. Segundo ela, a fibra, que é abundante e barata, pode ser aproveitada em inúmeros produtos, como biscoitos e barras de cereal, dentre outros. 

Bom e barato
Os hambúrgueres de caju podem ser armazenados congelados, à temperatura de -18 °C, por seis meses, sem prejuízo de sua qualidade físico-química, microbiológica e sensorial. "Esses resultados apresentam uma nova perspectiva para o aproveitamento do pedúnculo de caju e diminuição de seu desperdício", diz Janice. O produto possibilita o consumo fora do período de safra e o aproveitamento do excedente de produção.

A pesquisadora também ressalta que o processo de fabricação da versão com proteína de soja foi testado em escala-piloto e comprovou-se que é possível utilizar os mesmos equipamentos do análogo de origem animal já disponíveis nas indústrias.

O principal insumo do hambúrguer vegetal, a fibra do caju, representa apenas 3% dos custos variáveis de composição do produto. "É um custo muito baixo para a matéria-prima principal do produto", diz o economista Pedro Felizardo Pessoa, pesquisador da Embrapa, responsável pela análise de viabilidade econômica da tecnologia. Segundo ele, um quilo do bagaço de caju pode ser adquirido por R$ 0,30.

Como a principal matéria-prima é barata, existe uma repercussão no preço final do produto. O estudo de viabilidade econômica aponta que enquanto o quilo de outros hambúrgueres vegetais pode ser encontrado no mercado por R$ 50 o do hambúrguer vegetal desenvolvido na Embrapa pode ser comercializado por R$ 12,00 (24% a menos do preço de outros tipos de hambúrguer vegetal).

O preço é também menor que o do hambúrguer de carne bovina, cujo quilograma pode ser encontrado no mercado por R$ 15,00.

Para Felizardo, a produção de hambúrguer vegetal pode ser um negócio atraente. "Os estudos apontam que, ao final de 2 anos, o negócio pode oferecer uma rentabilidade média anual de 43%", diz. Ele explica que a análise levou em consideração a produção, no primeiro ano, de 50% da capacidade da fábrica, e no segundo ano, em capacidade plena.

A análise de viabilidade econômica simulou uma pequena fábrica com capacidade de produção de 75 mil kg/ano. O investimento inicial com máquinas e equipamentos gira em torno de R$ 160 mil e mais R$ 55 mil para capital de giro. Pedro Felizardo avalia que o produto apresenta um grande potencial, já que se observa no mercado uma tendência crescente de consumo de alimentos saudáveis.


Fonte: revistagloborural.globo.com

Hambúrguer bovino orgânico será lançado em feira de São Paulo...


Um hambúrguer bovino orgânico será lançado na 13ª edição da feira de orgânicos Bio Brazil Fair 2017. O produto é fabricado pela Korin, que tem no mercado outros produtos, como café orgânico, linguiça de frango, carne bovina e frango assado.

As carnes são de novilhos criados no Pantanal sul-mato-grossense. O rebanho que dá origem ao hambúrguer é criado sem antibióticos nem hormônios. Além disso, os criadores não aplicam ureia – tipo de adubo – nas pastagens. Segundo a empresa, os hambúrgueres orgânicos são produzidos com gramatura de 170g por unidade. Além disso, são preparados apenas com carne bovina, não possuindo tempero e nem sal. No estande da Korin, será realizado a degustação dos produtos da empresa.

No dia 10 de junho, o diretor da empresa, Reginaldo Morikawa, conversa com a jornalista do canal Do Campo à Mesa sobre as diferenças entre a produção de carne bovina orgânica e convencional. O bate-papo acontece na Arena Vivência, das 14h às 15h. A entrada é gratuita e por ordem de chegada.

Serviço


A 13ª edição da Bio Brazil 2017 ocorre entre os dias 7 e 10 de junho no pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. O credenciamento é gratuito. Mais informações consulte o site no seguinte endereço: http://www.biobrazilfair.com.br/2017/.

Fonte: revistagloborural.globo.com

Estudante de arquitetura cria projeto de cooperativa para manter agricultores no campo...


Para fazer a agricultura uma atividade melhor, todas as ciências podem ajudar, não apenas as que estudam a terra e os animais. A exemplo da arquitetura, área estudada por Caciano Gemmi na Faculdade Mater Dei, de Pato Branco (PR). Como trabalho de conclusão de curso, o estudante desenvolveu a planta de uma cooperativa agroindustrial focada no armazenamento e venda de produtos orgânicos.

A iniciativa, segundo explica seu orientador, o Prof. Esp. Gilmar Tumelero, ajudaria na permanência dos pequenos trabalhadores rurais no campo. “Além da necessidade do cumprimento das disciplinas do curso, tanto o aluno como eu, orientador, temos a preocupação com o êxodo rural, com a extinção da pequena propriedade, por entender que a agricultura familiar é quem produz produtos orgânicos e que muitos deles deixaram de existir nas prateleiras dos supermercados”, explica.

Filho de produtores de queijos no município de Bom Sucesso do Sul (PR), Caciano trouxe da vivência com sua família a ideia do trabalho. Para entender as demandas do setor, também fez uma visita técnica à Cooper Fonte Nova, localizada em Crissiumal (RS), onde buscou referências de sucesso em cooperativismo agrícola.

Munido de experiências que deram certo, ele pensou em formas de incrementar ainda mais a venda de produtos orgânicos na sua região. No seu projeto, há diversos pontos que podem agregar valor aos coletivos comuns. São eles:

1 – Áreas experimentais, que possibilitam a prática para os dias de campo, experimentos agrícolas de plantas e máquinas, e demonstrativos de máquinas e equipamentos;

2 - Área de comercialização de produtos agro industriários. Espaço voltado à exposição dos produtos, onde aconteceria a venda constante de produtos, similar a uma feira ou mercado de produtos do campo. Além disso, os interessados em compras de grande escala poderão conhecer e degustar os produtos antes de fechar negócios;

3 – Áreas de apoio, caracterizadas por inúmeras funções:

• Salas administrativas onde presta serviços administrativos aos produtores, com recursos humanos, financeiros, jurídicos entre outros;

• Salas para comercialização, onde os produtores poderão vender ou comprar produtos diretamente com os representantes;

• Salas de armazenamentos condicionadas para laticínios, embutidos, hortifruti, panificados, carnes;

• Armazém para tratamento de sementes, onde aconteceria o beneficiamento de sementes para os produtores;

• Depósito de embalagens, desde sacarias, sacolas, caixas, entre outras, destinadas aos produtores para acondicionamento das mercadorias;

• Garagem para implementos agrícolas de uso comum por produtores;

• Auditório de treinamento, palestra, eventos em geral;

• Laboratórios de testes e pesquisas, como análise de solos, enxerto, pragas agrícolas e outras inovações;

• Área de lazer, para confraternizações e eventos em geral;

A estrutura completa tem razão de ser, como explica o professor. “A cooperativa funciona como o centro de uma rede composta de diversas atividades, que tende a atender não somente o município em que está implantado, mas também a região com possibilidade de ramificações ainda maiores”, diz. 

Além da integração entre todos os ambientes, o local possibilita um espaço dentro de normas regulamentadoras, bem como acessibilidade em todos os ambientes do complexo. Ainda na planta, há a busca por sustentabilidade quando optam por explorar os recursos naturais. “É possível usar iluminação e ventilação naturais, sombreamento das fachadas com alto fator incidência solar, faces norte e leste abertas com visual para cidade, captação e aproveitamento de água da chuva e uso de placas solares para geração de energia”, detalha Tumelero.

Toda esta estrutura abrigaria, inicialmente, de 50 a 80 produtores.

“Outros agricultores também podem ser sócios, mas de uma maneira diferente. Não para comercializar seus produtos, mas participando dos cursos e treinamentos, dos dias de campo, exposições de máquinas e implementos (como um show rural)”, complementa o professor.

Investimento

O projeto ainda não saiu do papel. Professor e aluno agora buscam investidores que tornem o espaço real, que podem ser da iniciativa privada, pública (como prefeituras), entidades como sindicatos, cooperativas e bancos rurais. A planta pode ser utilizada em todo o território nacional e adaptada às necessidades dos grupos cooperados.

A obra é orçada em até R$ 6 milhões, que pode ser barateada se construída em módulos, ou com áreas reduzidas. O tempo de retorno financeiro é estimado em 8 ou 10 anos. Mas o retorno social é imediato, segundo argumenta Gilmar Tumelero. “Se analisar o investimento do empreendimento, o retorno é mais longo. Mas se analisar pelo aspecto funcional, de que irá fomentar a agricultura familiar, aumentar a renda das pequenas propriedades, a permanência no campo, ampliação do alcance dos produtos, o retorno é em curto prazo”.

É uma forma, finaliza ele, de levar conforto e comodidade aos trabalhadores, fortalecendo o setor e a representatividade da cultura e os costumes das unidades agroindustriais do município e região onde forem implantadas; além de beneficiar o público consumidor e as empresas fornecedoras e parceiras dos agricultores.


Fonte:  revistagloborural.globo.com

Hortelões urbanos criam grupo no Facebook para compartilhar conhecimento, técnicas e sementes...


Hortas urbanas já são uma tendência. Cada vez mais moradores de cidades grandes investem seu tempo e dinheiro na criação de pequena hortas em suas casas, quintais e apartamentos. As opções são diversas: um vasinho na janela da cozinha, uma horta vertical na varanda ou na sala de estar, e ainda, para aqueles que têm mais espaço, uma horta completa no quintal. Por prazer, economia de plantar a própria comida e pela busca por alimentos saudáveis, a prática se espalhou.

Porém, cultivar não é tarefa simples. Além do esforço, o hortelão ou hortelã precisa de um mínimo de conhecimento para fazer prosperar a terra. Já existem cursos sobre o assunto e a literatura sobre o tema é diversa e extensa, mas muitos iniciantes não sabem disso, não têm tempo ou condições financeiras para se aperfeiçoar por esses meios.

Para dividir técnicas e trocar experiências entre hortelões iniciantes e experientes, a jornalista Claudia Visoni criou, com a colega Tatiana Achcar, o grupo Hortelões Urbanos no Facebook, em 2011. 

Quatro anos depois, a comunidade já reúne mais de 18 mil membros que diariamente tiram dúvidas, compartilham as conquistas de suas hortas e dividem o conhecimento que acumularam ao longo de seu tempo de cultivo. “No grupo, tem desde gente que começou ontem, que colocou uma sementinha na terra, viu brotar e correu para perguntar o que fazer agora, a agrônomos experientes, que têm toda a paciência para nos dar uma força”, conta Claudia.

Há pouco mais de 7 anos, a administradora também era iniciante no assunto e, mesmo estudando em livros e cursos, sentia que faltava compartilhar as experiências. “Na hora de colocar a mão na terra, eu me sentia meio sozinha. Conheci a Tatiana num dos cursos que fazia e criamos o grupo também para reestabelecer o sentimento de comunidade, que estava esquecido, e, principalmente, para reestabelecer a confiança no ser humano”, relata.

A diversidade de mensagens e de experiência dos hortelões pode ser percebida em uma rápida visita ao grupo no Facebook. Os membros da comunidade divulgam frutos colhidos, plantas e flores que conseguiram cultivar em pequenos pedaços de terra, além de tirarem dúvidas pontuais, como a melhor época para plantar ou colher determinado alimento e como combater uma praga.

Algumas discussões do grupo rendem tanto, que passam dos 100 comentários. Ao longo do tempo em que a reportagem de GLOBO RURAL monitorou o grupo, nenhuma dúvida ficou mais de uma hora sem receber uma resposta ou ajuda de algum hortelão experiente ou que já tinha passado pela mesma situação.

A terapeuta ocupacional Mariana Neves publicou no grupo uma foto de uma planta que havia brotado em sua horta e perguntou aos hortelões que espécie era aquela. Em menos de uma hora, foram mais de quarenta comentários que, além de elucidar que o que havia crescido no canteiro de Mariana era uma muda de abóbora menina, indicavam qual era a melhor época para a colheita e quais cuidados adicionais a hortelã precisava ter. “Depois de publicar no grupo, precisei sair e, quando voltei a acessar a internet, fiquei até assustada com a quantidade e qualidade dos comentários. A gente percebe que são pessoas querendo ajudar pelo prazer de ver que a prática que tanto amam está se espalhando”, disse a terapeuta.

Vida real

Outra prática comum entre os hortelões é a troca de sementes. Membros do Brasil inteiro combinam o envio dos grãos pelo grupo e se correspondem via Correios. Basta explorar um pouco a comunidade para encontrar fotos de sementes, envelopes e agradecimentos entre os hortelões. A cearense Celsa Feijó, por exemplo, recebeu algumas sementes de maracujá da gaúcha Mônica Birchler. Os mais de quatro mil quilômetros entre as duas cultivadoras ficaram curtos na tela do computador.

É muito fácil participar das trocas. Basta publicar no grupo pedindo determinada semente e esperar algum companheiro responder se tem o que foi requisitado para enviar. O mesmo funciona para quem deseja doar as sementes. O cultivador publica perguntando se alguém se interessa em receber os grãos e diversas pessoas se apresentam para recebe-los.

Mas não é só no mundo virtual que os hortelões urbanos são ativos. Desde 2012, alguns participantes da comunidade se uniram e decidiram levar o trabalho que faziam em suas casas para praças e ambientes públicos. Somente em São Paulo, o grupo ajuda a manter 31 canteiros. São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba, são as outras cidades que têm hortas mantidas por membros do grupo. É possível acessar uma página com os endereços das hortas comunitárias clicando neste link: https://www.facebook.com/notes/hortel%C3%B5es-urbanos/as-hortas-e-os-hortel%C3%B5es-onde-est%C3%A3o/475572129178440.


Fonte: revistagloborural.globo.com

Documentário aborda os problemas da alimentação brasileira...


O canal GNT exibe, na próxima quinta-feira (1º), um documentário que discute o ambiente alimentar brasileiro. Dirigido por Estevão Ciavatta, o filme busca abordar os problemas da má nutrição no país. A produção conta com entrevistas com diversos profissionais da área da alimentação como o Chef de cozinha Alex Atala e a apresentadora Bela Gil.  O diretor viajou por diversas regiões do Brasil para colher depoimentos de pessoas que buscaram soluções para uma boa alimentação, valorizando a produção de alimentos brasileira.

Segundo Ciavatta, o documentário tem origem em um Laboratório de Inovação Social promovido pelo projeto Novos Urbanos, iniciativa que busca soluções que promovam um novo comportamento de consumo. Um dos lugares visitados pelo diretor foi o Polo da Borborema na Paraíba, em que agricultores familiares trabalham com sementes crioulas adaptadas ao semiárido nordestino. O diretor também foi à Usina São Francisco Native em Ribeirão Preto (SP) conferir como é realizada a produção de orgânicos em larga escala.

Ele ressalta que também visitou o assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Ribeirão Preto e conversou com os produtores sobre o trabalho deles com a agroecologia. “Uma das grandes mensagens do filme é valorizar e fortalecer o consumo de frutas, verduras e legumes, que são indicadores de boa alimentação”, ressalta o diretor. 

Além disso, o filme também busca conscientizar a sociedade sobre temas como a obesidade e a má alimentação no país. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os casos de desnutrição estão diminuindo no Brasil, mas o país está enfrentando um novo problema: o crescimento do número de pessoas acima do peso.

Um estudo americano da National Obesity Observatory constatou que as crianças já estão com a expectativa de vida menor que a dos pais, 19 anos a menos de vida saudável e oito anos a menos de vida. Os organizadores da iniciativa explicam que a obesidade contribui com o aumento das doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e diabetes.
 
Educação

O projeto  construiu um mapa do ambiente alimentar, que serviu como base para o desenvolvimento do filme. Com o intuito de fomentar o diálogo nas escolas,  a instituição convidou a Universidade de São Paulo e o Centro de Recuperação e Educação Nutricional para produzirem um roteiro de aulas sobre o documentário voltado para alunos do Ensino Fundamental I e II. O material estará disponível gratuitamente a partir do lançamento do documentário no VideoCamp.

Evento

A pré-estreia do documentário “Fonte da Juventude” ocorre dia 27 de maio às 20h30, no  Espaço Itaú de Cinema Augusta. O evento também recebe para um bate-papo: Estevão Ciavatta,  diretor do filme, Gerd Sparovek, professor da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ) e especialista em agricultura e conservação do solo e da água, Gisela Solymos, psicóloga, Fellow da Ashoka e  fundadora do Centro de Recuperação e Educação Nutricional e Denise Chaer, produtora-executiva do documentário e idealizadora do Novos Urbanos.

Serviço

O documentário Fonte da Juventude estreia no GNT,1º de junho, às 23h30, e simultaneamente no Vídeo Camp pelo link: http://www.videocamp.com/pt/ 


Fonte: revistagloborural.globo.com

domingo, 28 de maio de 2017

Instituições brasileiras ganham prêmio internacional de revitalização social e ambiental...


A Lush e a Associação de Pesquisa Ethical Consumer anunciaram que três projetos brasileiros foram vencedores do Lush Spring Prize 2017, premiação que visa dar suporte a iniciativas ao redor do mundo que acreditam no modelo de permacultura, agroecologia e biomética, buscando a revitalização social e ambiental.

O Instituto Compassos, entidade catarinense privada sem fins lucrativos, foi um ganhadores da categoria Projetos Intencionais com a “Ação Compassos”. A iniciativa une profissionais da agricultura biodinâmica, pedagogia curativa e especialistas em agroecologia e produção orgânica para a capacitação de jovens e adultos com necessidades especiais.

As demais instituições nacionais foram vencedoras na categoria Novos Projetos. Também de Santa Catarina, o projeto Monitoramento Mirim Costeiro elabora atividades com crianças para promover a conscientização da limpeza, preservação das praias e proteção da vida marinha pioneiro na costa brasileira. E de São Paulo, a Associação de Resgate à Cidadania por Amor à Humanidade (ARCAH) auxilia pessoas em situação de rua a se reintegrarem à sociedade por meio de atividades permaculturais em uma fazenda.

Ao todo, a premiação repartiu entre os vencedores £200,000 (equivalente a mais de R$ 800 mil).


Fonte: revistagloborural.globo.com

Indústria investe em tecnologia para otimizar o uso da água da chuva...


Reutilização de água de chuva, de torres de refrigeração, racionalização de consumo, produção de água de poços na região do complexo industrial e mais o reúso das correntes descartadas como efluente.

Em tempos de crise hídrica no estado, onde a escassez do recurso fez com que a Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa) reduzisse o bombeamento de água da Barragem de Santa Helena para o Polo Industrial de Camaçari, de 2 mil m³/hora para 1,1 mil m³/hora, as unidades operacionais não deixam escapar nem uma gota de água. 

Investimentos em tecnologia limpa, que chegam a alcançar o volume de R$ 15 milhões com o objetivo de tornar o negócio não só sustentável, mas também competitivo. Junto com a Braskem, a Cetrel desenvolveu um projeto de reúso no Polo onde as águas pluviais junto com correntes de efluentes não contaminados são tratadas e usadas em atividades compatíveis com esse tipo de água como, por exemplo, nas torres de refrigeração.

A empresa de serviços ambientais é responsável pelo tratamento dos resíduos hídricos e sólidos das plantas operacionais de todo o Polo Industrial. Ao todo, a Cetrel chega a receber efluentes de mais de 60 unidades industriais. O projeto tem uma capacidade máxima de reúso de 800 m³/h, o que corresponde ao consumo de uma cidade com 200 mil habitantes.

“A crise hídrica que passa em nosso estado é, sem dúvida, uma das mais severas das últimas décadas. Em 2016, a média do índice pluviométrico na região foi de apenas 765mm.

Anteriormente, tínhamos índices típicos de 1600mm, e já vínhamos observando um decréscimo da pluviosidade nos últimos anos”, diz o responsável pelo gerenciamento ambiental da Cetrel, Eduardo Fontoura.

Ecoeficiência

A falta de chuva afetou os reservatórios superficiais que abastecem as indústrias. “O Polo possui uma grande demanda por esse recurso natural e tem buscado maior ecoeficiência para produzir mais usando menos”, destaca Fontoura. 

“Os resíduos líquidos perigosos, em geral, são destinados à incineração e os efluentes industriais são destinados à estação de tratamento. Lá, após um rigoroso processo de eliminação da carga poluidora, são dispostos no mar a 4,8 km da costa por meio de um emissário submarino”.

A Cetrel e a Distribuidora de Águas de Camaçari (DAC) não só trata e distribui água para boa parte das empresas do Polo. Ela capta água bruta, proveniente tanto de rios, poços, lagos quanto de águas subterrâneas. “As empresas têm se conscientizado mais. Ou investe-se nessas práticas ou o negócio pode se tornar inviável e insustentável”.

Mais iniciativas

Outra fonte onde a indústria tem buscado soluções para expandir as tecnologias limpas são as universidades. Na Deten Química, por exemplo, o Programa Efluente Zero (PEZ) é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba).

A fábrica produz a matéria-prima básica para detergentes biodegradáveis líquidos e em pó. Entre as iniciativas do programa está a Auditoria Hídrica praticada mensalmente pelos operadores de processo.

No último ano foram realizadas mais de 600 medições para controle de água na fonte para reduzir perdas. “88 mil m³/h de água por ano deixaram de ser enviados para tratamento e disposição final. A vazão de perdas de efluente orgânico, que era de 15m³/h em 2003,  foi reduzida para menos de 5 m³/h em 2016”, avalia o coordenador de Proteção Ambiental, Segurança e Qualidade, Ricardo Rappel.

De acordo com ele, a maior demanda por água está no processo de resfriamento para controle da temperatura das correntes quentes. Grande parte acaba sendo perdida na evaporação, exigindo reposição permanente do recurso.

O reaproveitamento de água da chuva também reduziu o consumo na Monsanto. O reservatório instalado na área da fábrica para fazer a captação pluvial tem capacidade de 11 mil m³. Com o programa, a empresa economizou uma média anual de R$ 300 mil na conta de água da unidade, responsável pela produção da matéria-prima para a fabricação do glifosato, componente presente em herbicidas.

Em sete anos, foram economizados quase 580 milhões de litros, água suficiente para suprir uma cidade de 120 mil habitantes por um mês. “Aproveitamos um recurso natural que seria descartado. Reduzimos não apenas o consumo total de água captada, mas também o volume total de efluentes gerado”, ressalta a engenheira de meio ambiente da unidade de Camaçari, Suzana Carneiro.

Fonte: correio24horas.com.br





Campanha de vacinação contra febre aftosa termina na quarta-feira em Mato Grosso...


Termina na próxima quarta-feira (31.05), a primeira etapa de vacinação contra febre aftosa. Neste ano, as etapas de vacinação foram invertidas em Mato Grosso, uma demanda antiga do setor, devido à dificuldade de manejo do rebanho no mês de novembro, período de maior incidência de chuva.

Estima-se que cerca de 30 milhões de animais sejam vacinados. Na primeira etapa, que compreende o período de 1º a 31 de maio, é obrigatória a imunização de todos os bovinos e bubalinos de todas as idades, de mamando a caducando, com exceção para os animais de propriedades localizadas no baixo pantanal mato-grossense.

A comunicação da imunização do rebanho deve ser feita até 12 de junho nos escritórios locais do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT). A multa para quem deixar de vacinar o rebanho dentro do período da campanha é de 1 UPF (Unidade Padrão de Fiscal) por cabeça de gado não vacinado. O produtor que atrasar a comunicação fica impossibilitado de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) por um período mínimo de 30 dias.

Atualização de saldo

Nesta etapa os produtores poderão aproveitar o período de comunicação da vacinação do rebanho e declarar o número efetivo de animais da propriedade, sem sofrer penalidade, conforme prevê a Lei 10.486 que dispõe sobre a Defesa Sanitária Animal no Estado de Mato Grosso.

Na primeira campanha de vacinação contra febre aftosa após o início da vigência da Lei 10.486, fica vedada a aplicação da sanção, no caso de declaração cadastral sobre animais vivos divergente da situação efetiva do estabelecimento rural. A partir da segunda etapa, a ser realizada em novembro deste ano, para casos de divergência será 1,50 UPF, por bovino ou bubalino.

A informação declaratória cadastrada e/ou registrada é de cunho exclusivamente sanitário e direcionada ao controle e planejamento das ações de defesa sanitária animal no território estadual. Não caracteriza garantia de posse e/ou propriedade de terras ou animais.


Fonte: cenariomt.com.br

Agronegócio investe na precisão com veículo aéreo não tripulado...


Você tem problemas em manter o seu jardim, horta ou pequena plantação sempre úmida? Saiba que existe uma engenhoca, desenvolvida por um pesquisador da Embrapa Instrumentação, de São Carlos (SP), que pode resolver o seu problema. O irrigador é automático, não usa eletricidade e é feito com materiais usados.

A criação - rústica e eficaz – mantém os canteiros irrigados pelo método de gotejamento, que economiza bastante água.

Quem desenvolveu o aparelho foi o físico Washington Luiz de Barros Melo. O equipamento é baseado em um princípio simples da termodinâmica: o ar se expande quando aquecido. Ele se valeu dessa propriedade para utilizar o ar como uma bomba que pressiona a água para a irrigação.

Uma garrafa de material rígido pintada de preto é emborcada sobre outra garrafa que contém água. Quando o sol incide sobre a garrafa escura, o calor aquece o ar em seu interior que, ao se expandir, empurra a água do recipiente de baixo e a expulsa por uma mangueira fina para gotejar na plantação.
"Funciona tão bem que se você sombrear a garrafa, o gotejamento para, e, ao deixar o sol bater novamente, a água volta a gotejar", afirma o pesquisador.

Fazem parte do invento outros dois depósitos de água: uma garrafa rígida também emborcada que desempenha a função de caixa d'água para manter abastecida a garrafa do gotejamento, e um recipiente maior, conectado à garrafa-caixa-d'água, que armazena um volume maior de água que será usado por todo o sistema.

"Os tubos que interligam as garrafas podem ser de equipos de soro hospitalar, por exemplo, mas já utilizei até capas de fios elétricos, retirei os fios de cobre de dentro e funcionou também," conta o pesquisador.

Ele explica que o maior desafio para quem for fazer o equipamento em casa é a vedação. Para o funcionamento do sistema, é necessário que as três primeiras garrafas estejam fechadas hermeticamente. "Isso pode ser obtido com adesivos plásticos, mas exige uma aplicação minuciosa", ensina.

Também compõe o sistema um distribuidor que pode ser construído com garrafa pet, de onde saem as tubulações que farão a irrigação.

Econômico e ecológico As vantagens do irrigador caseiro são várias. “Trata-se de um sistema automático sem fotocélulas e que não usa eletricidade, pois depende somente da luz solar, tornando sua operação extremamente econômica”. Melo promove igualmente uma economia de água, pois utiliza o método de gotejamento para irrigar, o que evita o desperdício do recurso.

"Além disso, é possível construí-lo com objetos que seriam jogados no lixo, como garrafas e recipientes de plástico, metal ou vidro", lembra o especialista.


Fonte: revistagloborural.globo.com

Vem aí mais uma supersafra paranaense...


O ano de 2017 promete ser, mais uma vez, próspero para o agronegócio paranaense. Só na produção de soja, serão 3,6 toneladas por hectare, o que coloca o Paraná 4% acima da média colhida nos Estados Unidos, maior produtor do planeta. Os dados são da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento que estima, ainda, a produção de 19,4 milhões de toneladas de soja na atual safra, uma alta de 17% sobre o volume registrado na colheita passada. Em meio a crise econômica, o agronegócio paranaense representa uma grande força na economia nacional.

De acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), a agropecuária – principalmente a produção de grãos, como soja, milho e trigo, a pecuária (principalmente a avicultura), as lavouras de cana-de-açúcar e a silvicultura – continua a ser um dos principais setores para o desenvolvimento do Estado. Os dados de um levantamento feito pelo Instituto, com base nos números do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no período de 2010 a 2014 mostra que, dos 399 municípios do Paraná, 144 têm mais de 50% das economias vinculadas à agropecuária. Algumas cidades com grande participação da agropecuária chegaram a dobrar o tamanho das suas economias no período analisado.

Boa parte desse crescimento deve ter como destino o mercado externo. De acordo com a Organização das Cooperativas do Paraná (OCEPAR), apesar das variáveis, estima-se que o setor continuará sendo crucial para a balança comercial brasileira. Em 2016 o saldo comercial do Brasil foi de US$ 47,7 bilhões, o agronegócio exportou US$ 84,9 bilhões, o que representou 46% das vendas externas.

Dentro deste cenário, as rodovias paranaenses têm papel fundamental na cadeia que suporta o agronegócio. Isso porque 56% da produção de grãos é enviada para exportação por meio das chamadas artérias do Paraná. Apesar da elevada importância, as rodovias padecem de investimentos, e o cenário promissor poderá ficar comprometido se os obstáculos relacionados à infraestrutura de transporte não forem solucionados. “Os entraves de infraestrutura oneram significativamente os custos logísticos para o escoamento dos produtos, pois, da totalidade do custo logístico, o custo de transporte destaca-se como principal componente, demonstrando a importância de sistemas de transportes eficientes em relação ao desenvolvimento econômico nacional. 

Assim, elevados custos de transportes afetam negativamente a competitividade das exportações brasileiras e, em relação ao mercado interno, o abastecimento inter-regional também é prejudicado”, conta o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella.

Para continuar com bons resultados o Paraná investiu, considerando os setores público e privado, mais de R$ 1 bilhão em transporte rodoviário em 2016, de acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional. Isso fez dele o segundo estado brasileiro com mais investimentos no setor, atrás apenas de São Paulo.

Prosperidade e cooperativismo

Mas, o que faz do Paraná um estado tão próspero no agronegócio? Do ano 2000 para cá o estado vem acumulando bons resultados, inclusive nos períodos de crise financeira, ou mesmo do clima. Para Pedro Loyola, economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), os pontos fundamentais para os bons números são a pesquisa e a capacitação. “No que diz respeito à pesquisa, após a Embrapa e com a chegada das multinacionais, houve um avanço grande no estudo e desenvolvimento das sementes. Já na capacitação, a forte presença de organizações junto aos produtores, trazendo capacitação, acompanhamento, ministração de cursos, fez uma enorme diferença para tornar o Paraná essa potência do agronegócio de hoje”, completa Loyola, que afirma que mais de 50% de tudo que é produzido no estado passa por cooperativas. “Nosso produtor tem visão estratégica e faz uma boa gestão de riscos e isso os diferencia dos demais. Cerca de 1/3 das apólices de seguro rural do país estão no Paraná, líder absoluto neste tipo de contratação”, conta Loyola.

Essa gestão é fundamental para garantir bons números, já que a estrutura fundiária está basicamente no pequeno e médio produtor – 87% das propriedades rurais do estado tem até 50 hectares. Para o superintendente da OCEPAR, Robson Mafioletti, pequenas economias juntas geram grandes riquezas. 

“Em 2016, as cooperativas brasileiras exportaram US$ 5,2 bilhões e cerca de 40% dessas exportações são realizadas pelo cooperativismo paranaense. O crescimento de 16% no faturamento em 2016. Esses números contribuíram para a geração de renda e emprego e, em última análise, dão o impulso necessário para o crescimento do PIB do país”, afirma Mafioletti.

Futuro

Outro ponto levantado pelos especialistas que, certamente, fará diferença no futuro do agronegócio, é o planejamento. “Por meio dele poderemos melhorar a gestão, discutir questões logísticas urgentes e importantes e continuar a crescer de forma consolidada”, conta Mafioletti.

Com a área de produção praticamente ocupada, a pergunta importante é: como manter o estado no mesmo patamar econômico, gerando riquezas ainda do agronegócio? De acordo com Pedro Loyola, a diversificação nas atividades garantirá a sobrevida do setor por muito tempo. “Há alternativas para a cultura de inverno como, por exemplo, a cevada. Vejo também um grande potencial para o bovino de corte. Acredito que as atividades integradas lavoura x pecuária serão o futuro do agronegócio no Paraná”, finaliza Loyola.


Fonte: g1.globo.com

sábado, 27 de maio de 2017

Fotojornalismo e tecnologia são temas na Urcamp...


Na noite de segunda-feira (22/05/2017), o fotojornalista do jornal Zero Hora e professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Bruno Alencastro realizou, no Salão de Atos da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), uma palestra com o tema "Fotojornalismo nos tempos de convergência". A atividade faz parte do projeto ZH na Faculdade, em que o veículo percorre os cursos de Jornalismo do Rio Grande do Sul para conversar com os alunos e ouvir seus anseios deles.

Bruno Alencastro falou sobre a história da fotografia, principalmente a evolução dos equipamentos com as novas tecnologias. Além isso, relatou como fazer a narrativa de uma imagem e qual é o papel do fotojornalista nas redações dos jornais. Diante das convergências, Alencastro também enfatizou que para realizar uma boa produção é necessário procurar um ângulo diferente, buscar proporções para uma narrativa e outros aspectos importantes para uma imagem. 

— A gente precisa fazer o melhor para o leitor se surpreender — disse.

O fotojornalista contou, também, de suas experiências nos últimos anos e elencou duas coberturas que realizou recentemente, o acidente ambiental de Mariana e a tragédia da Chapecoense. Por fim, o palestrante apresentou vídeos de depoimentos de colegas da Zero Hora que comentaram sobre o fotojornalismo atual, apontando algumas dicas para a profissão, como por exemplo, ter agilidade, sensibilidade e estar disposto a aprender com as tecnologias. 

— São 10 anos dedicados à fotografia. Amo o que faço. É muito bom experimentar e entender as novas tecnologias, pois agrega conhecimento e possibilidade de contar novas histórias — disse.
O evento reuniu acadêmicos de Jornalismo, História, professores, egressos e convidados.

Confira o roteiro e a cobertura dos alunos do ciclo de encontros #ZHnaFaculdade no mês de aniversário do jornal:

Dia 8 - UPF (Passo Fundo) - 8h30min (Cláudia Laitano) "A curadoria no jornalismo cultural"

Dia 9 - manhã e noite
UFRGS (Porto Alegre) - 10h30min - Ticiano Osório e Carlos Rollsing "Caderno DOC e a investigação jornalística em ZH"
ESPM (Porto Alegre) – Paulo Germano – "Jornalismo fora da curva e senso de humor na política"
UCPel / UFPel (Pelotas) – Raquel Saliba – "Jornalismo multimídia: as mudanças na produção de imagens em uma redação digital"
UCPel / UFPel (Pelotas) – Raquel Saliba - "A ousadia de experimentar formatos diferentes é o mais importante", diz editora ZH
Unifra (Santa Maria) – Rodrigo Müzell – "Cante a sua aldeia – como o conteúdo local pode ajudar a salvar o jornalismo"
UniRitter (Fapa-POA) – Debora Pradella – "Apps Colorado e Gremista: cinco tendências digitais na palma da mão"

Dia 10 - tarde e noite
UFSM (Santa Maria) – Rodrigo Müzell – "Cante a sua aldeia – como o conteúdo local pode ajudar a salvar o jornalismo"
Unipampa (São Borja) – Léo Gerchmann – "A América Latina na pauta jornalística"

Dia 11 - noite
Unicruz (Cruz Alta) – Jefferson Botega – "Todo jornalista é um profissional de imagem"
IPA (Porto Alegre) – Diego Araujo – "A cobertura esportiva em ZH"
Unifin (Porto Alegre) – Nilson Vargas – "Os desafios dos novos jornalistas no mercado em transformação"

Dia 15 - noite
Feevale (Novo Hamburgo) – Rodrigo Lopes – "Jornalismo transmídia em zonas de guerra e de catástrofe"

Dia 16 - noite
Univates (Lajeado) – Juliana Bublitz – "O jornalismo de dados na reportagem diária"

Dia 17 - tarde e noite
Unijuí (Ijuí) – Humberto Trezzi – "O jornalismo investigativo"
UFSM (Frederico Westphalen) – Ticiano Osório – "O caderno DOC e a edição de reportagens especiais"
Unisinos (São Leopoldo) – Nilson Vargas – "Os desafios dos novos jornalistas no mercado em transformação"
Unisinos (Porto Alegre) – Tulio Milman – "Multimídia e os novos parâmetros da comunicação"
PUCRS (Porto Alegre) – Carlos Etchichury e Adriana Irion – "A investigação jornalística – os bastidores do Grupo de Investigação (GDI) do Grupo RBS"
UniRitter (Porto Alegre) – Rosane de Oliveira – "Informação exclusiva e opinião no jornalismo político"

Dia 18 - noite
Unisc (Santa Cruz do Sul) – Dione Kuhn – "A cobertura da crise política do Brasil em ZH" - palestra adiada

Dia 22 - noite
Ulbra (Canoas) – Nathalie Córdova – "Como ZH se tornou o veículo campeão em engajamento nas redes sociais brasileiras"
UCS (Caxias do Sul) – Diogo Olivier – "O desafio do jornalista multimídia"
Urcamp (Bagé) – Bruno Alencastro – "Fotojornalismo em tempos de convergência"

Dia 24 - noite
Fadergs (Porto Alegre) – Marta Sfredo – "O dia a dia do jornalismo econômico em um país em transformação"


Dia 31 - noite
FSG (Caxias do Sul) – Marta Gleich – "A investigação jornalística – os bastidores do Grupo de Investigação (GDI) do Grupo RBS"

Fonte: zh.clicrbs.com.br