quinta-feira, 13 de abril de 2017

TCE determina que Sabesp explique redução de verba para despoluição do Tietê...


O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) explique em 15 dias a diminuição de recursos destinados ao projeto de despoluição do Rio Tietê entre os anos de 2012 e 2016.

Em 7 de março, a Globo News divulgou dados exclusivos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação que mostram que a Sabesp reduziu o investimento no projeto de despoluição do rio no mesmo ano em que anunciou o registro de lucro recorde de quase R$ 3 bilhões. A Sabesp afirmou na ocasião que a constância de recursos no projeto foi mantida.

Em nota, a Sabesp informou que “a Sabesp informa que recebeu a solicitação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e prestará todos os esclarecimentos ao órgão dentro do prazo estipulado”.

No despacho publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (12), o conselheiro Antônio Roque Citadini determina que a Sabesp explique os números e a redução de investimento de 9,52% no projeto de despoluição em 2016. Enquanto em 2015 teria sido aplicado R$ 378 milhões, em 2016 tal aplicação alcançou R$ 342 milhões.

Já o lucro da Sabesp em 2016 foi 450% superior aos R$ 536 milhões que a companhia registrou de lucro em 2015. O dinheiro destinado pela Sabesp ao programa de despoluição do rio Tietê em 2016 foi também o menor já registrado em cinco anos. Desde 2012, não se investia tão pouco nesse programa.

O TCE quer saber agora da presidência da Sabesp quais os valores programados para investimentos na despoluição do Rio Tietê desde 2012 e quanto foi efetivamente gasto com o projeto.

O conselheiro Citadini também questionou a Sabesp quais foram as contratações de empréstimos (com valores e datas) feitas no período, se houve prorrogação contratual e quais os valores efetivamente recebidos, além das justificativas para a demora.

Por ocasião da divulgação do lucro, o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, comemorou, no relatório da administração, o fim da crise hídrica, afirmando que esta “teria, ainda, deixado como legado um sistema de abastecimento mais robusto e resiliente e que seria capaz de enfrentar secas ‘tão extremas quanto a ocorrida em 2014-2015, afirmou Citadini no despacho.

Fonte: g1.globo.com

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