sexta-feira, 28 de abril de 2017

Primeira hidrelétrica do país foi construída em Minas há mais de 100 anos...

 

Os primeiros watts/hora (W/h) de energia hidrelétrica gerados na América Latina foram possíveis graças às águas do Rio Paraibuna, que atravessa a Zona da Mata mineira e deságua no litoral fluminense. Há mais de 120 anos, quando as turbinas importadas dos Estados Unidos giravam pela primeira vez na Usina de Marmelos, em Juiz de Fora, ocorreu de forma inédita no país a transformação da energia mecânica em elétrica. Foi o salto inicial para que o Brasil se tornasse um dos maiores produtores de energia hidrelétrica do planeta. Cinco anos antes, as águas do Ribeirão do Inferno, em Diamantina, já tinham sido usadas para gerar energia, mas ela ficou restrita ao uso de mineração de diamantes, sem grandes registros. A usina levantada às margens do Paraibuna acelerou o processo de desenvolvimento da técnica no Brasil, que passou a olhar para seus rios como fonte de uma riqueza que iria além da pesca e mobilidade. 

A iniciativa da construção da primeira usina hidrelétrica do continente partiu do industrial mineiro Bernardo Mascarenhas, que, com objetivo de ampliar sua produção de tecidos, buscou por vários anos uma forma mais moderna e prática de movimentar os teares de sua empresa têxtil. Em 1878, depois de visitar a Exposição Universal de Paris, onde se encontrou com empresários de outros países e ficou conhecendo pesquisas e novidades tecnológicas desenvolvidas no exterior, Mascarenhas resolveu apostar na energia dos rios com forma de gerar energia.

“Ele buscou informações para otimizar o método manual que era usado em suas fábricas. Já sabia que fora do país empresários economizavam mão de obra e conseguiam aumentar a produção”, conta José Roberto Tagliati, diretor acadêmico do Centro de Ciências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Mas o industrial mineiro tinha pretensões que ultrapassavam as paredes de sua fábrica de tecidos e, assim que retornou da Europa, firmou contrato com a Prefeitura de Juiz de Fora para mudar o fornecimento de luz na cidade, passando da iluminação a gás para a elétrica. 

Com a concessão garantida pela prefeitura, Mascarenhas criou a Companhia Mineira de Eletricidade (CME) de Juiz de Fora, que passou a fornecer energia elétrica para a cidade e lugarejos da região. Aos poucos a demanda pela nova invenção ganhou ruas e praças do lugar, até chegar às moradias nos primeiros anos do século 20. A companhia existiu até 1980, quando foi incorporada pela Cemig. Em 1983, a Usina de Marmelos se transformou em Espaço Cultural e Museu, após seu tombamento, no mesmo ano, pelo Patrimônio Histórico Artístico e Cultural.

ReaçãoEm 22 de agosto de 1889, foi realizada a primeira experiência com eletricidade às margens do Rio Paraibuna, garantindo que a força da água seria suficiente para a instalação de uma usina. A inauguração ocorreu em 5 de setembro de 1889, provocando grande atração e desconfiança da população. “Temos relatos de pessoas que não aprovavam a chegada da nova tecnologia. A reação do povo foi forte, com muitos considerando perigosa a nova usina. Foi espalhado inclusive o perigo com a alta voltagem da turbina instalada, que iria até soltar descargas de raios elétricos capazes de matar pessoas”, conta Tagliati. 

Para convencer os desconfiados de que o novo empreendimento era seguro para a cidade, Bernardo Mascarenhas chegou até a mostrar dados estatísticos de que o perigo causado pelos atropelamentos por carroças era muito maior do que a morte por acidentes elétricos. “Com o tempo foi ficando cada vez mais claro que a energia elétrica tinha chegado para ficar e que o uso de rios para a geração de energia seria a melhor forma a ser adotada no Brasil”, lembra Tagliati. Depois da primeira unidade, foram montadas outras usinas no mesmo local e os primeiros equipamentos foram substituídos.

CAFÉ Assim como na implantação da usina hidrelétrica em Juiz de Fora, outras usinas começaram a ser construídas no final do século 19, motivadas principalmente pela iniciativa de grandes empresários brasileiros. “Nesse período os capitais provenientes do café estavam em alta e os grandes produtores tinham interesse em reinvestir em outras áreas. A energia elétrica então se encaixou bem nesse cenário, já que além de negócio rentável trazia uma novidade tecnologia que envolvia muito charme e atraía a curiosidade das pessoas”, explica Renato de Oliveira Diniz, doutor em história da energia elétrica pela Universidade de São Paulo (USP).

Aproveitando as características naturais do país, com muitos rios e cachoeiras, o desenvolvimento se deu rapidamente nas primeiras décadas do século 20, e atraiu novos investimentos de grupos internacionais. “Principalmente nos estados de Minas e São Paulo, a construção de usinas se encaixou muito bem e iam se espalhando pelas cidades. Capitalistas locais assinavam contratos de concessão com as prefeituras e depois seguiam para os municípios vizinhos”, diz o historiador. 

SAIBA MAIS: INCENTIVO REAL

Ao contrário de muitos avanços tecnológicos que levaram tempo para ser disseminados aos países subdesenvolvidos, a energia elétrica avançou rapidamente no Brasil, acompanhando as melhorias feitas no exterior. O grande responsável por manter a chegada de novas invenções foi o próprio dom Pedro II, monarca entre 1840 e 1889. “De fato o Brasil foi um dos países pioneiros na implantação da energia elétrica como negócio e isso se deveu a dom Pedro II, que era um grande incentivador das novas descobertas. Em 1872, ele instalou um cabo telegráfico ligando o Brasil à Europa, e desde então ficava cada vez mais ligado no que acontecia pelo mundo”, explica Renato Diniz, pesquisador da história da energia elétrica. Segundo o historiador, em 1879, no mesmo ano que o norte-americano Thomas Edison finalizava o desenvolvimento da lâmpada elétrica incandescente, uma de suas mais famosas invenções, o governo brasileiro já programava a instalação da tecnologia em estações ferroviárias fluminenses. 

LINHA DO TEMPO

1879 – O imperador dom Pedro II concede à empresa do norte-americano Thomas Edison, a Edison Eletric Light Co. a instalação de iluminação elétrica na estação da Estrada de Ferro Pedro II.
1888  – Princesa Isabel assina a Lei Áurea, que proíbe a escravidão no Brasil.
1889 – Início da operação da primeira hidrelétrica do continente. A Usina de Marmelos foi idealizada pelo industrial mineiro Bernardo Mascarenhas.
1889 – Proclamação da República.
1899  – Criação da São Paulo Light, entrada do capital estrangeiro no setor elétrico.
1903 – Aprovação, pelo Congresso Nacional, do primeiro texto de lei disciplinando o uso de energia elétrica no país.
1905  – Criação da Rio Ligth, do mesmo grupo financeiro da São Paulo Light.
1940 – Regulamentação da situação das usinas termelétricas do país, mediante integração às disposições do Código de Águas.
1952  – Fundação da Cemig, com o nome de Centrais Elétricas de Minas Gerais.
1960 – Criação do Ministério das Minas e Energia.

Fonte: conhecaminas.com.br

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Vans elétricas da Mercedes para empresa de entregas na Alemanha...


A  Mercedes-Benz e a Hermes, uma das empresas líderes do setor de logística de distribuição urbana na Alemanha, firmaram acordo para substituir veículos da frota atual da transportadora por modelos elétricos. Os veículos equipados com bateria serão utilizados num projeto piloto, com início previsto para 2018, em operações reais da Hermes nas cidades alemãs de Hamburgo e Stuttgart.
Até 2020, esse cliente pretende contar com 1.500 comerciais leves elétricos da Mercedes-Benz, entre Vito e Sprinter, para utilização em áreas urbanas, visando aumentar a economia operacional, a sustentabilidade e mais praticidade da logística de entrega.
“A tecnologia de propulsão elétrica será decisiva para o transporte urbano, especialmente no uso comercial. Como exemplo, as entregas devem se tornar mais eficientes e sem emissões. No ano passado, anunciamos que colocaríamos uma van elétrica em série novamente. A primeira foi em 2011”, diz Volker Mornhinweg, chefe mundial da Mercedes-Benz Vans.
O executivo fala também sobre o primeiro cliente para essas vans elétricas. “Estamos orgulhosos por poder anunciar que a Hermes Alemanha será o nosso primeiro cliente com um número tão significativo de veículos. Essa Empresa necessita de vans elétricas de médio e de grande porte para suas operações de logística. Dessa forma, nós da Mercedes-Benz podemos oferecer produtos que atendam às necessidades dos clientes com alta qualidade, confiabilidade, conforto e segurança, no alto padrão da marca reconhecido pelo mercado mundial”.
Segundo Frank Rausch, CEO da Hermes Alemanha, a parceria com a Mercedes-Benz é um marco no progresso da proteção do clima e do meio ambiente com a mobilidade elétrica. “Com as vans elétricas da Mercedes-Benz, iniciamos o processo de renovação da frota de maneira sustentável, utilizando-a em operações de entregas urbanas”.
Eletricidade é uma energia sem impacto no clima
Devido ao crescimento das vendas de produtos pela internet, as empresas de logística estabeleceram como meta melhorar a eficiência, produtividade e sustentabilidade nas entregas das encomendas, além de incrementar a qualidade dos serviços junto aos clientes.
Até 2025, a Hermes planeja executar as entregas nos centros das principais cidades alemãs totalmente sem emissões. Somente eletricidade, a partir de fontes 100% regenerativas, será utilizada para a recarga das baterias de propulsão dos veículos. A energia será gerada sem impacto algum ao clima e em conformidade com o selo verde de eletricidade “Grüner Storm”, emitido por associações ambientais.
Novos conceitos sobre a entrega e a eficiência econômica dos veículos elétricos deverão ser adotados para a integração das vans elétricas nos processos operacionais já existentes, inclusive a infraestrutura necessária para recarregar as baterias. Com a utilização dos comerciais leves elétricos da Mercedes-Benz, silenciosos e livres de emissões, a parceria entre as duas empresas alemãs parceiras deseja influenciar o mercado, visando à otimização do transporte urbano de mercadorias.
Sistemas conectados e soluções inteligentes
Outro importante ponto para a melhoria da eficiência das entregas, refere-se ao desenvolvimento de sistemas inteligentes que equipam as vans. Com a parceria, a Mercedes-Benz Vans também implementará serviços conectados, como, por exemplo, que otimizem o planejamento das rotas de entrega com informações sobre a autonomia da bateria.
A Mercedes-Benz contribuirá também com soluções inteligentes de carga e espaço, além de inovadores serviços de mobilidade para a empresa, o que inclui novas modalidades de leasing e de locações de curto prazo.
Parceria de sucesso por mais de 40 anos
A Daimler e a Hermes possuem uma parceria de mais de 40 anos, baseada em veículos convencionais e na pesquisa e desenvolvimento de sistemas de propulsão alternativos, como na década de 90, com testes da primeira van do mercado movida a hidrogênio. Em 2001, a Hermes testou uma Sprinter com tecnologia de célula de hidrogênio em suas operações. Em 2011, a empresa de logística utilizou o Vito E-Cell, o primeiro modelo elétrico da Mercedes-Benz Vans produzido em série.
Com essa parceria, a Mercedes-Benz Vans está dando mais um importante passo rumo à implementação da iniciativa estratégica para o futuro, adVANce, apresentada no ano passado. Como decorrência, a marca passa de uma fabricante de veículos para uma fornecedora de soluções em sistemas totalmente customizados.
A Mercedes-Benz Vans está focada em quatro áreas nas quais investirá cerca de 500 milhões de euros até 2020. São elas: a integração de várias soluções de conectividade em comerciais leves (digital@vans), soluções inovadoras de hardware para o setor de vans (solutions@vans), novos conceitos de mobilidade do transporte atendendo às necessidades das pessoas e de bens (mobility@vans) e sistemas customizados de propulsão elétrica para aplicações específicas (eDriver@vans). De forma estratégica, está fornecendo para sua parceira Hermes Alemanha os conhecimentos especializados em todas as quatro áreas do adVANce.
Fonte: investimentosenoticias.com.br

'Amigos da Praça' reduz burocracia para adoção de áreas verdes...


A Prefeitura de Santo André lançou na manhã desta quarta-feira (26) o programa Amigos da Praça, que tem o objetivo de desburocratizar o acesso de pessoas físicas e jurídicas na conservação e manutenção de praças e áreas verdes. Antes mesmo de ser lançado oficialmente, o programa já disponibilizou neste ano 13 espaços para empresas e munícipes. A cidade possui 300 praças e, antes da adaptação do antigo projeto vigente, a Administração tinha conseguido a adoção de apenas 15 áreas em 18 anos. A empresa Copafer é amiga da Praça São Jorge, na Vila Príncipe de Gales, local onde aconteceu o evento de lançamento do programa.

O novo modelo simplifica a documentação para a participação de pessoas físicas, sendo necessária, apenas, a apresentação de RG, CPF e comprovante de residência. Para a iniciativa privada, como contrapartida, será disponibilizada uma imagem publicitária da empresa com nome e logo da mesma, ou no caso de pessoa física, o nome da pessoa constará na placa afixada na área verde. Será fornecido ainda um selo verde com contato direto com o Departamento de Parques e Áreas Verdes (DPAV).

Dentre as obrigações da empresa/pessoa amiga da praça estão a irrigação da área vegetada sempre que houver plantios ou em períodos de estiagem prolongada. As peças de mobiliário urbano seguirão padrão adotado pela Prefeitura, devendo obedecer critérios de preservação, aparência e condições de segurança. Os interessados em participar do programa devem enviar um e-mail para programaamigosdapraca@gmail.com informando a área e localização de interesse. A partir disso, será realizado o chamamento público que indicará data, hora e local para que os eventuais interessados apresentem documentação.

O vice-prefeito e Secretário de Manutenção e Serviços Urbanos, Luiz Zacarias, reforça que o novo modelo, em substituição ao antigo ‘Adote uma Praça’, é mais robusto e fácil para todos. “Fizemos questão de abrir o programa para pessoas físicas, já que uma das prioridades do prefeito Paulo Serra é a participação efetiva da população, trazendo elas de volta aos parques, praças e áreas verdes da nossa cidade, cuidando do que é seu”, citou. 

O prefeito Paulo Serra frisou que o modelo de gestão atual tem o olhar para ações positivas para a cidade. “No nosso governo as parcerias com a iniciativa privada são mais presentes, uma saída encontrada para superar o déficit orçamentário deixado na cidade. Somos acostumados a crer que os governos têm de fazer tudo sozinho, mas o modelo por si mostrou que o poder público sozinho não dá conta. Plantar a semente na cabeça de cada uma das pessoas potencializa o projeto e colabora na conservação e manutenção dos espaços públicos”, destacou.


Serra complementa ainda sobre a expectativa positiva em relação ao Amigos da Praça. “É uma espécie de PPP que abrimos para pessoas físicas, desburocratizando o processo e, com isso, gerando grande expectativa do envolvimento de cada vez mais empresas e pessoas”, finaliza.

Fonte: abcdoabc.com.br

Petrobras retomará projetos sociais e esportivos em Três Lagoas...


A Petrobras vai retomar projetos sociais e esportivos em Três Lagoas. Os projetos fazem parte das ações sociais que a estatal deve executar na cidade em razão da instalação da fábrica de fertilizantes no município.

 A retomada desses projetos foi definida em reunião entre o prefeito Ângelo Guerreiro (PSDB) e os representantes da Petrobras e do Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania, que estiveram em Três Lagoas, nesta quarta-feira (26).

Os projetos serão retomados por meio de uma parceria entre o Instituto, Petrobras e Unicef. Os representantes das instituições estiveram no Balneário, onde será retomado o projeto com remo e outras modalidades aquáticas.

Além desses, serão retomados os projetos esportivos de natação, vôlei, esgrima, entre outros, para crianças e jovens de 6 a 17 anos, bem como capacitação para os professores. Antes de o projeto ser interrompido, as atividades aconteciam no centro poliesportivo da Lagoa Maior.


Participaram da reunião com o prefeito, Marcelo Brandão e Rafael Dias, representantes da coordenação de Responsabilidade Social da Petrobras do Rio de Janeiro e os diretores do Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania, Gilbert Scharnik, Carlos Eduardo e Emerson Silva.

Fonte: jpnews.com.br

Aluno da UEMS é selecionado para evento sobre energia no México...


O engenheiro ambiental Nélison Ferreira Corrêa, aluno do Mestrado em Recursos Naturais da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), unidade de Dourados, foi selecionado para participar do Student Energy Summit (SES) 2017. O evento será nos dias 13, 14, 15, 16 e 17 de junho, na cidade de Mérida, no México.

O SES é um evento internacional, realizado pela organização Student Energy, que reúne os alunos mais brilhantes do mundo para discutir as principais questões e tendências na área de energia sustentável. O evento, que ocorre de dois em dois anos, já foi recebido pelo Canadá (2009 e 2011), pela Noruega (2013) e pela Indonésia (2015). Neste ano, foram selecionados 800 alunos, de 120 países.

“Essa é uma oportunidade incrível de conhecer novas tecnologias na área de energias sustentáveis, fazer o networking com outras universidades do mundo e levar o nome da UEMS para um evento internacional”, afirma Corrêa.

Também participam do evento especialistas da área de energia de todo o mundo, além de representantes de empresas, agências internacionais, Ongs, setor público e aceleradores de negócios.

Nélison conta que, desde a graduação, estuda e atua na área de energia sustentável. Ele se formou em 2015, no curso de Engenharia Ambiental, também oferecido pela UEMS. Nos anos de 2012 e 2013, fez um intercâmbio na Holanda, por meio do programa Ciência sem Fronteiras, e desenvolveu um projeto na Eindhoven University of Technology.

Segundo Nélison, a Assessoria de Relações Internacionais e Mobilidade (Arelim) auxiliou todo o processo de inscrição e seleção para o Student Energy Summit 2017, que começou em março.

A Arelim é responsável pelos convênios e acordos de Cooperação Internacional com Universidades e Institutos de pesquisas estrangeiros, que possibilitam a inserção da UEMS no exterior.

Fonte: jpnews.com.br


Instituto de inovação de biomassa será inaugurado no próximo mês...


Além de ser referência em celulose, Três Lagoas também será destaque na área de pesquisa de biomassa. No próximo mês, entra em funcionamento na cidade o Instituto Senai de Inovação em Biomassa (ISI Biomassa). O instituto vai funcionar em uma estrutura do barracão da antiga oficina da estrada de ferro Noroeste do Brasil (NOB), no bairro Santa Luzia, que é tombado como patrimônio histórico e foi restaurado.
Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, a inauguração do ISI Biomassa vai acontecer na primeira quinzena de maio. A definição do dia correto depende de agenda do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e do presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga de Andrade, que vão participar da inauguração do prédio, que já está pronto.
Longen informou que o instituto será inaugurado e já entra em funcionamento no próximo mês, o que tornará Três Lagoas referência em pesquisa e inovação na área de biomassa. “Esse instituto vai atender o Brasil inteiro na área de biomassa. Entendemos que é um grande avanço para a indústria nacional, e contemplar Três Lagoas com um projeto nacional, foi muito importante”, destacou.
No Brasil existem apenas sete institutos na área química. Agora, além da industrialização, Três Lagoas terá um instituto de pesquisa, ciência e tecnologia, que proporcionará uma nova fase de desenvolvimento no município. 
O objetivo do instituto é escalonar a produção de cinco linhagens de leveduras cervejeiras, ainda não comercializadas no Brasil, para um volume de até 120 litros de cultivo.
Ainda de acordo com o presidente da Fiems, o instituto já inaugura com cinco projetos ancoras, os quais serão detalhados durante a inauguração. Ele destacou que Três Lagoas é um município contemplado com biomassa. A cidade dispõe de duas fábricas de celulose. A biomassa do eucalipto, por exemplo, é transformada em papel. 

As obras de construção do instituto, orçado em mais de R$ 20 milhões, foram iniciadas em janeiro de 2015.
Fonte: jpnews.com.br

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Painel solar gera energia nos dois lados e tem maior durabilidade que o painel convencional...

 
E se ambos os lados de um painel solar pudesse gerar energia? Essa é a ideia dos pesquisadores do Solar Energy Research Institute of Singapore (SERIS), National University of Singapore, e Germany’s International Solar Energy Research Center Konstanz.
 
Eles conseguiram desenvolver e fabricar o primeiro módulo solar bifacial usando Interdigitated Back Contact (IBC) em tamanho comercial do mundo. O módulo inovador poderá ter maior durabilidade e gerar mais energia do que o módulo convencional.
 
O novo módulo solar bifacial da equipe poderá oferecer energia com mais eficiência em um futuro próximo. Pode absorver a luz em ambos seus lados, frente e verso. Seu protótipo foi feito com células bifaciais ZEBRA IBC, que têm uma eficiência de até 22%. De acordo com Armin Aberle, CEO do SERIS, estas células IBC são conhecidas pela confiabilidade e durabilidade.
 
O isolamento do vidro duplo no módulo significa que a sua garantia pode ser mais longa do que a maioria dos módulos solares: 30 anos ou mais. E uma vez que as células são bifaciais o módulo pode produzir até 30% a mais de energia.
 
Já Wang Yan, diretor do SERIS disse: “Com o novo projeto de módulos SERIS, os painéis com potência de 350 watts na frente podem ser feitos com 60% de células IBC. Considerando um adicional de 20% de potência através da superfície do verso do painel, cada módulo bifacial IBC de 60 células irá produzir impressionantes 400 watts de potência no mundo real.”
 
O revolucionário módulo solar será exibido na próxima International Photovoltaic Power Generation Conference & Exhibition, nos dias 19 a 21 de abril em Xangai, na China.
 
“A tecnologia do módulo oferece uma potência de primeira linha de classe mundial, ao mesmo tempo que fornece energia extra pelo verso do painel”. Yan disse que o próximo passo é transferir a tecnologia para parceiros industriais e o produto poderia estar no mercado em cerca de dois anos.
 
Fonte: engenhariae.com.br

Novo protótipo de carro voador já começou a ser testado na Alemanha...


 
Olhando para a foto você não pensaria que o Lilium Jet poderia voar. Parece mais um mouse de computador do que qualquer aeronave que você já viu, mas, este veículo pode ser o carro voador que você estava esperando.
 
O jato, que não é realmente um jato, pode decolar e pousar verticalmente como um helicóptero e voar como um avião, não é preciso ter uma pista para fazer seu pouso. Em outras palavras, ele é tudo o que você quer em um carro voador.
 
Um protótipo em tamanho grande do avião fez sua viagem inaugural em um aeródromo perto de Munique no início de abril de 2017. Durou apenas alguns minutos, sem ninguém em nenhum dos dois assentos, e um piloto controlando-o do chão, mas ele voou.
 
Em entrevista a Wired, Daniel Wiegand o CEO da Lilium, disse “Os desafios básicos estão resolvidos”. Agora vem alguns anos de testes de vôos antes de passar para a produção em série. A startup alemã tem apoio da Agência Espacial Européia e milhões de dólares em financiamento, o que ajudará a Wiegand cumprir seu objetivo de triplicar sua equipe em cerca de 135 pessoas.
 
Fonte: engenhariae.com.br

Desafiando as leis da Física, cientistas criam objeto com ‘massa negativa’...

Pesquisadores esfriaram átomos de rubídio



A descoberta dos cientistas desafia a 2ª Lei de Newton, famosa como o Princípio Fundamental da Dinâmica, que de acordo com a mesma, quando empurrado, o objeto se acelera na mesma direção que a força é aplicada sobre ele.

Mas na teoria, a matéria pode ter massa negativa, da mesma forma que uma carga elétrica possa ser positiva ou negativa.A criação foi descrita na publicação científica Physical Review Letters.

A equipe de cientistas, liderada por Peter Engels, da Washington State University (WSU), levou átomos de rubídio a uma temperatura pouco acima do zero absoluto, algo em torno de  -273ºC, gerando assim o que chamamos de Condensado de Bose-Einstein.

Nesse estágio da matéria, as partículas tem particularidades semelhante as de ondas, se movem de forma extremamente lenta, conforme previsto pela mecânica quântica.Elas também se movimentam juntas no que conhecemos como superfluido, algo que flui sem perder energia. Para chegar nas condições de massa negativa, os pesquisadores usaram lasers para capturar os átomos de rubídio e assim poder empurrá-los para frente e para trás, mudando assim a forma como giram.

Quando os átomos foram liberados do que podemos de chamar de “armadilha do laser”, eles se expandiram, chegando desse forma na massa negativa.“Com massa negativa, se você empurrar alguma coisa, ela acelera em sua direção”, explica o coautor Michael Forbes, professor-assistente de Física da WSU.

 “Parece que o rubídio se choca contra uma parede invisível”. A técnica vai ser usada para entender melhor o fenômeno, dizem os pesquisadores.“Primeiramente, o que nos chamou atenção foi o controle que temos sobre a natureza da massa negativa, sem quaisquer complicações”, diz ele à Forbes.

Esse tal controle fornece aos pesquisadores uma importante ferramenta para explorar as possíveis relações entre massa negativa e fenômenos observados no cosmos, por exemplo, estrelas de nêutrons, buracos negros e energia escura.

Fonte: engenhariae.com.br

Mata Atlântica, às margens da Rodovia dos Imigrantes, ganhará parque sustentável...


Localizado em região remanescente de Mata Atlântica, às margens da Rodovia dos Imigrantes (km 35), em São Bernardo do Campo (SP), o Parque Ecológico Imigrantes será o primeiro do estado a ter a infraestrutura projetada e construída seguindo os preceitos de sustentabilidade da certificação internacional de origem francesa, AQUA-HQE, da Fundação Vanzolini. O selo AQUA-HQE é um dos mais importantes do mundo e líder no Brasil em atestar o desempenho ambiental de projetos e obras da construção civil.

Uma idealização e realização da Fundação Kunito Miyasaka, o parque está situado em um terreno de 484 mil m², vizinho ao Parque Estadual da Serra do Mar e da represa Billings, e tem como princípio a realização de atividades voltadas à disseminação de conhecimento sobre educação ambiental e integração das pessoas com a fauna e flora local, entre outros objetivos.

O projeto contou com a consultoria de sustentabilidade da Inovatech Engenharia, que atuou no trabalho de minimização dos impactos para a implantação sustentável da estrutura construída até agora. Entre as principais soluções de sustentabilidade indicadas, destaque para a escolha do material para a construção de uma passarela elevada – principal local de circulação de pessoas pelo parque – que sobrevoa a floresta em meio à copa das árvores. “A opção foi pela utilização da madeira plástica, feita partir da reciclagem de resíduos plásticos, que possui alta resistência à umidade e exige baixa manutenção”, esclarece Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia.

O Parque Ecológico Imigrantes tem previsão de ser inaugurado em 2018

De acordo com Ricardo Pimentel Maluf, ambientalista, fundador da organização não governamental, S.O.S Mata Atlântica, e um dos membros do comitê executivo do Parque Ecológico Imigrantes, o desejo dos empreendedores foi usar as soluções ambientais como algo que promova a educação ambiental. “Um sistema fotovoltaico e eólico para backup de energia, com 3 horas de autonomia, alimenta a rede de energia e iluminação, inclusive a bomba d´água que irriga as áreas administrativas do parque e o lago. Tudo isso está localizado em locais bastante visíveis, como forma de mostrar aos visitantes que existem sistemas de geração de energia por meio de fontes alternativas e limpas”.

Gestão de resíduos

Outro aspecto relevante na implantação do parque foi a gestão dos resíduos. Mais de 92% das sobras da obra foram valorizadas, muitas como material para a própria construção do parque. Para fazer a gestão dos materiais que seriam descartados, a Inovatech Engenharia coordenou, junto com a equipe do local, um trabalho de monitoramento, triagem, valorização e redução do volume de resíduos encaminhados aos aterros.


A solução construtiva utilizada na portaria, também busca diminuir impactos ambientais futuros. O sistema é desmontável, feito com perfis metálicos parafusados, o que facilita a remoção, se necessária, no futuro.

A inclusão social de pessoas foi outro ponto de atenção dos gestores. O acesso ao parque, inclusive à plataforma, atende às normas para pessoas com deficiência. Para ajudar os visitantes a vencerem um morro inclinado em uma das regiões da área, foi construído um elevador funicular.

O Parque Ecológico Imigrantes tem previsão de ser inaugurado em 2018 e, segundo Maluf, o comitê executivo busca parcerias com o setor privado para viabilizar outras áreas como a construção de espaços multiusos, que serão utilizados para a realização de eventos com temática ambiental. O local planeja ser referência em centro de estudos, de convivência e de desenvolvimento do respeito pela natureza.

Fonte: engenhariae.com.br

Brasil começa a produzir papel feito de palha de cana-de-açúcar...


Foi instalada, no interior do estado de São Paulo, a FibraResist, primeira fábrica do mundo capaz de produzir matéria-prima para o papel a partir da palha de cana-de-açúcar. Esse processo inovador permite fabricar um papel biodegradável, de excelente qualidade e com valor de mercado competitivo com os papéis que utilizam pinus e eucalipto.

Nesse novo processo a palha é triturada e limpa, sendo em seguida acrescentado um produto químico capaz de separar a fibra da celulose. Após isso a fibra é reidratada, sendo transformada em uma pasta. É a partir dela que as indústrias produtoras de papel conseguirão fabricar cartolina, papel jornal e papel tissue (utilizado em papel higiênico e guardanapos). Porém, com o rápido avanço da tecnologia, em breve será possível ampliar a gama de opções de papéis que poderão ser fabricados a partir da palha de cana-de-açúcar. O processo de produção da pasta não agride o meio ambiente em nenhum momento, já que não há a emissão de poluentes.

Além disso, para produzir uma tonelada de papel é necessário aproximadamente 3,7 toneladas de bagaço de cana. Atualmente a indústria de celulose chega a utilizar até 14 toneladas de eucalipto para produzir a mesma tonelada.

Mesmo com o avanço da tecnologia digital o papel ainda é muito consumido no Brasil, principalmente no meio corporativo, como explica Anderson Martins da ImpressorAjato.com , loja virtual especializada em artigos para impressão para pequenas e médias empresas.

“As empresas estão sempre buscando encontrar novas soluções para reduzir o consumo de papel, seja reutilizando folhas ou investindo em novas impressoras que contam com diversas funções feitas para reduzir o desperdício. Logo, tecnologias sustentáveis para produção de papéis tendem a conseguir uma rápida aceitação por parte desses consumidores”.

Operando com apenas 25% da capacidade, a fábrica pretende aumentar gradualmente sua produção, trabalhando em parceria com cooperativas da região, gerando novos empregos. Mas, com certeza, o grande beneficiado será o meio ambiente.

Fonte: engenhariae.com.br

domingo, 23 de abril de 2017

Investimentos dos países em saneamento não estão sendo suficientes, alerta ONU...


Relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que os países aumentaram  orçamentos para água, saneamento e higiene a uma taxa média anual de 4,9% nos últimos três anos. Contudo, 80% deles admitem que o financiamento para o setor ainda é insuficiente para cumprir os objetivos definidos nacionalmente para esses serviços.

Os países não estão aumentando os gastos com rapidez suficiente para atender às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionadas à água e ao saneamento, aponta um novo relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em nome do UN-Water (ONU Água), mecanismo formado por agências das Nações Unidas para assuntos relacionados à água e questões de saneamento.

“Hoje, quase 2 bilhões de pessoas usam fontes de água potável contaminada com fezes, isso as coloca em risco de contrair cólera, disenteria, febre tifoide e poliomielite”, afirmou Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública, Determinantes Ambientais e Sociais da Saúde da OMS.

“Estima-se que a água potável contaminada cause mais de 500 mil mortes por diarreia a cada ano e esse seja um fator importante em várias doenças tropicais negligenciadas, incluindo vermes intestinais, esquistossomose e tracoma”, acrescentou.

O relatório salienta que os países não cumprirão as aspirações globais de acesso universal à água potável e ao saneamento, a menos que sejam tomadas medidas para utilizar os recursos financeiros de forma mais eficiente e aumentar os esforços para identificar novas fontes de financiamento.

De acordo com o relatório “UN-Water Global Analysis and Assessment of Sanitation and Drinking-Water (GLAAS) 2017”, os países aumentaram seus orçamentos para água, saneamento e higiene a uma taxa média anual de 4,9% nos últimos três anos. Contudo, 80% deles admitem que o financiamento para água, saneamento e higiene (WASH) ainda seja insuficiente para cumprir os objetivos definidos nacionalmente para esses serviços.

Em muitos países em desenvolvimento, os atuais objetivos de cobertura nacional têm como base a obtenção de acesso a infraestruturas básicas continuamente seguras e confiáveis. Os investimentos planejados ainda não levaram em conta as metas dos ODS, muito mais ambiciosas, que visam ao acesso universal a serviços de água e saneamento seguros para 2030.

Para atingir os objetivos globais, o Banco Mundial estima que os investimentos em infraestrutura devem triplicar para 114 bilhões de dólares por ano – um valor que não inclui custos operacionais e de manutenção.

Embora o déficit de financiamento seja amplo, 147 países já demonstraram a capacidade de mobilizar os recursos necessários para cumprir o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir pela metade a proporção de pessoas sem uma melhor fonte de água e 95 atingiram o objetivo correspondente de saneamento.

Os ODS, muito mais ambiciosos, exigirão esforços coletivos, coordenados e inovadores para mobilizar níveis ainda mais elevados de financiamento de todas as fontes: impostos, tarifas (pagamentos e mão-de-obra das famílias) e transferências de doadores.

“Este é um desafio que temos a capacidade de resolver”, afirma Guy Ryder, presidente do UN-Water e diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “O aumento dos investimentos em água e saneamento pode produzir benefícios substanciais para a saúde humana e o desenvolvimento, gerar empregos e garantir que não deixemos ninguém para trás”.

Fonte: fne.org.br

Jovem de 21 anos desenvolve tecnologia que promete recolher todo o plástico do Oceano Pacífico...



O cenário não é favorável para os oceanos. Segundo estudos recentes, se mantivermos o ritmo atual, até 2050 terá mais plástico do que peixe em nossas águas. Algo precisa ser feito para reverter este cenário, certo? Foi por isso que o jovem holandês Boyan Slat, então com apenas 19 anos, resolveu lançar uma vaquinha online para construir uma tecnologia capaz de limpar o oceano.

Conhecida como The Ocean Cleanup, a ideia é limpar em 10 anos, pelo menos, metade do Oceano Pacífico (onde se concentra a maior parte dos resíduos plásticos descartados incorretamente pelo ser humano). O plano é construir uma barreira flutuante que aproveita as correntes marítimas para bloquear o lixo encontrado nas águas. A iniciativa, lançada em fevereiro de 2013, já ganhou o apoio de pesquisadores e ambientalistas de todo o mundo.

Em setembro de 2014 foram arrecadados 2,2 milhões de dólares por meio de financiamento coletivo. 38 mil pessoas de 160 países diferentes colaboraram para que a ideia saísse do papel. O dinheiro tornou possível a construção do protótipo de 2 quilômetros de barreira (cerca de 2% do necessário para limpar o Pacífico inteiro), que ficou pronto em maio de 2015 e está localizado em uma ilha japonesa chamada Tsushima.

Fonte: thegreenestpost.bol.uol.com.br

O primeiro dia do Reino Unido sem carvão desde a revolução industrial...


Tantas vezes se declara que um momento é histórico que, por vezes, a humanidade já duvida, mas Cordi O'Hara, directora de operações da National Grid (multinacional que está para o Reino Unido como a REN está para Portugal), não se terá enganado quando declarou a sexta-feira 21 de Abril de 2017 como um "momento histórico": pela primeira vez desde 1880, ou seja, desde os tempos da revolução industrial que começou precisamente ali, a electricidade necessária durante 24 horas não veio do carvão, mas sim de outras fontes de energia.

O feito foi confirmado pela própria companhia, através de um comunicado e no próprio Twitter. A imprensa local não passa ao lado deste acontecimento inédito desde os finais do século XIX.

"Sexta-feira, 21 de Abril de 2017 foi o primeiro período de 24 horas desde os anos de 1880 em que a Grã-Bretanha não utilizou as estações alimentadas a carvão", informa a empresa. A BBC dá mais alguns detalhes, por seu lado: "Acredita-se que sexta-feira foi a primeira vez que o país não usou carvão para gerar electricidade desde a inauguração do primeiro gerador público do mundo a carvão, inaugurado em 1882, em Londres", escreve o canal britânico na edição online.

 "Ter o primeiro dia sem carvão desde o início da revolução industrial é um momento histórico na forma como o nosso sistema energético está a mudar", comentou O'Hara, citada pela BBC.

Portugal já foi notícia por alimentar as suas necessidades eléctricas com fontes renováveis. Aconteceu em 2016, e segundo os dados referidos então, o país terá estado a ser alimentado durante quatro dias só com fontes de energia renovável.

Segundo dados da Bloomberg, cerca de metade da electricidade consumida pelo Reino Unido provém de gás, 30% vem de fontes renováveis e importação e o restante de centrais nucleares. O objectivo de longo prazo é desligar as centrais de carvão até 2025. Até ao momento, o Reino Unido é o maior proprietário de turbinas eólicas colocadas no mar e a capacidade dos painéis solares equivale à de sete reactores nucleares, refere a mesma agência.

Não terá sido por acaso que este feito se tenha registado numa sexta-feira, sublinha por seu lado a BBC, porque é um dia em que o consumo de electricidade na indústria é tradicionalmente menor. Hanna Martin, da Greenpeace UK, comenta o sucedido com satisfação, em declarações citadas pela Bloomberg: "Um dia sem carvão seria impensável há uma década. E dentro de dez anos o nosso sistema energético estará radicalmente diferente outra vez."

Fonte: publico.uol.com.br

ARES: Um novo tipo de armazenamento de energia renovável...


Uma empresa chamada Advanced Rail Energy Storage (ARES) com sede na Califórnia, criou trens que armazenam energia. Sua inovadora alternativa terrestre ao método de armazenamento “tradicional” de hidro-bombeamento, fornece armazenamento de energia em escala de grade usando pequenos trens bonitos.

Estas pequenas locomotivas elétricas usam carros ferroviários para empurrar blocos de concreto pesado para o topo de uma inclinação usando o excesso de energia gerada a partir de plantas de energia renovável.

Como seria de esperar, o excesso de energia é utilizado durante os horários de pico, quando a saída da rede é baixa. Para liberar energia, quando a demanda é maior no pico, basta deixar o trem rolar para baixo a inclinação. Os trens, sob a influência da gravidade, geram energia através de seus sistemas de freamento regenerativos, o que é legal.

ARES alega que o sistema pode responder ao aumento e diminuição da demanda em segundos. Eles também afirmam que o sistema possui eficiências de carga/descarga de 80 por cento e pode fornecer potência constante por períodos de até oito horas.

A ARES realizou um teste de sistema piloto em Tehachapi, Califórnia, em uma pista de 268 metros. Após este teste provou o conceito, foi concedida a permissão para a empresa construir o sistema de energia da grade em Nevada.

A frota de trens de 300 toneladas deve ser concluída a qualquer em breve. Estes veículos vão fornecer 50 MW de potência de resposta rápida para ajudar a estabilizar o fornecimento da rede elétrica californiana.

O CEO da empresa, Jim Kelly, afirma que pode: – ser implantado em cerca de metade do custo de outras tecnologias de armazenamento disponíveis. Igualmente importante, a ARES não produz emissões, não queima combustível, não necessita de água, não usa materiais ambientalmente problemáticos e fica muito ligeiramente na terra “.

Fonte: engenhariae.com.br

SP pagará bônus à polícia ambiental para proteger parques estaduais...


A Secretaria de Meio Ambiente vai pagar bônus aos integrantes da Polícia Militar Ambiental que se dispuserem a trabalhar durante as folgas na fiscalização da unidades de conservação permanente do Estado de São Paulo.

A 'Atividade Delegada Ambiental' é uma tentativa de suprir a falta de vigilância que está deixando parques estaduais à mercê de caçadores e palmiteiros. De acordo com ambientalistas, contratos de vigilância terceirizada que venceram no ano passado não foram renovados até agora.

O Estado mantém 39 parques estaduais e 16 estações ecológicas, protegendo área de cerca de 1 milhão de hectares, boa parte de mata atlântica.Na terça-feira, 18, a Polícia Militar Rodoviária apreendeu 1,6 mil peças de palmito in natura que eram levadas em duas Kombi, abordadas no trecho de serra da Rodovia dos Tamoios, em Caraguatatuba.

Havia ainda cerca de 110 quilos de palmito processado e embalado em vidros. Os três homens, que foram detidos e autuados por crime ambiental, contaram ter extraído o palmito em matas da região, inclusive o Núcleo de Caraguatatuba do Parque Estadual da Serra do Mar.

O total de palmito apreendido corresponde ao corte de ao menos 1,7 mil palmeiras da espécie juçara, ameaçada de extinção. Cada infrator foi multado em R$ 514 mil.A Secretaria de Meio Ambiente e a Fundação Florestal vão assinar convênio com a Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo que prevê o pagamento de diárias extras aos policiais que se dispuserem a combater ilícitos ambientais durante a folga.

O secretário Ricardo Salles prevê a adesão de ao menos 680 policiais, sendo 480 em parques urbanos e 200 para atuar nas unidades de conservação de áreas rurais, especialmente os parques estaduais. Conforme Salles, a autorização para o convênio, já acertado com o comando da PM, deve ser assinada nos próximos dias pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). As unidades de conservação estão com efetivo menor desde o segundo semestre do ano passado, quando contratos de vigilância venceram e não foram renovados.

É o caso do Parque Estadual da Serra do Mar, onde houve o ataque de palmiteiros, que teve o contrato encerrado em outubro. Em abril, um homem foi preso por policiais ambientais depois de cortar 400 palmeiras juçara no Parque Estadual do Jurupará, em Tapiraí. A unidade estava desfalcada de 32 terceirizados que cuidavam da vigilância e poderiam ter evitado o crime ambiental.

Só este ano, conforme números da Ambiental, foram apreendidos 2,6 mil peças de palmito in natura e 1 tonelada do produto processado, resultantes da derrubada de ao menos 3,6 mil palmeiras. Os policiais admitem que apenas pequena parcela do produto extraído ilegalmente acaba sendo apreendida.

Há ainda registros da invasão das unidades de conservação por caçadores. Em março deste ano, em Juquiá, na zona de amortecimento do parque Jurupará, três caçadores mataram uma onça-pintada adulta.Eles usavam cachorros para caçar pacas e alegaram que o felino atacou os cães. A polícia só tomou conhecimento do crime porque os próprios caçadores divulgaram um vídeo em que se vangloriavam do feito.

Em outubro do ano passado, quatro homens foram presos após capturar uma onça-parda com uma armadilha de caça, montada no interior da Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, em Rio Claro, interior paulista. O secretário negou que os parques estão com a vigilância reduzida, como disseram à reportagem funcionários das próprias unidades.

Segundo ele, os contratos não renovados referem-se principalmente aos serviços de portaria. "Deixamos de renovar alguns contratos para portaria e usamos o valor para agregar aos contratos de vigilância, mas apenas nos casos em que a unidade não tem fluxo de visitação."

Segundo ele, a medida não afetou a segurança, pois os infratores ambientais usam picadas e outros acessos para adentrar os parque.De acordo com Salles, o pagamento de bônus aos policiais ambientais se justifica porque as quadrilhas que extraem palmitos, espécies florestais e caça das unidades de conservação se sofisticaram e agem armadas.

"É necessária uma ação mais forte, de policiamento armado, para combater esse tipo de crime." A atividade delegada, também chamada de 'bico' oficial, foi adotada no policiamento urbano pelo governo paulista em dezembro de 2009, inicialmente na capital. Nos anos seguintes, foi estendido a outros 43 municípios do interior.

Fonte: revistapegn.globo.com

sábado, 22 de abril de 2017

Ponto de ônibus com teto verde que produz energia solar é instalado em Caxias do Sul...


Um ponto de ônibus na cidade de Caxias do Sul (RS), foi restaurado na intervenção urbana, batizada de Parada Verde. O projeto foi idealizado pelo escritório de arquitetura sustentável ecco! archi studio, em parceria com a empresa de transporte coletivo Visate.

A Parada Verde se trata na verdade, de um projeto de restauração de um ponto de ônibus. O projeto usou a estrutura original do ponto de ônibus, onde fez pequenos ajustes para que pudesse colocar um teto verde, que traz benefícios para o meio ambiente e aos usuários do transporte coletivo.

As placas fotovoltaicas foram instaladas no local para que a parada seja energeticamente autossuficiente. As placas oferecem pontos de recarga de celular e garantem a iluminação da região com lâmpadas LED.

Nos bancos e no próprio telhado ainda foram utilizadas madeiras plásticas, que aproveitam resíduos da indústria moveleira em sua composição. E mais: assentos antigos de ônibus foram reformados e reaproveitados no local, e está protegido com vidro laminado, garantindo conforto, segurança e proteção contra intempéries.

Além da Parada Verde, a Visate também lançou, em parceria com a Volvo, o primeiro ônibus híbrido de Caxias do Sul, movido a biodiesel e eletricidade.

Fonte: engenhariae.com.br

O sistema que purifica 2 mil litros de água por dia com energia solar (e ainda gera eletricidade para quem não tem)...


Moradores de continentes como África e Ásia têm dificuldades de encontrar água potável para consumo. Várias iniciativas procuram a melhor forma de promover qualidade de vida para esses países com menor custo benefício. Lembra do dispositivo de US$ 16 que purifica água potável por um ano para uma família inteira?

A novidade agora é da startup Tenkiv’s, que recentemente arrecadou US$ 50 mil, via financiamento coletivo, para aprimorar e produzir em larga escala um sistema capaz de purificar dois mil litros de água por dia com energia solar (e ainda produzir, armazenar e converter energia para outros usos).

Localizada na cidade de Sacramento, na Califórnia, o principal objetivo da companhia é democratizar o acesso à água potável e energia renovável.

O grande diferencial da invenção é que, em vez de focar na tecnologia fotovoltaica, ela usa o calor do sol para fazer tudo isso – é a chamada tecnologia térmica solar. De acordo com a empresa, o método custa aproximadamente 1/13 do que um painel solar e 1/5 do que qualquer fonte de combustível fóssil, o que torna a tecnologia viável e escalável.

“Tenkiv Solar Collectors pode distribuir de forma simples e eficiente energia térmica colhida do sol. Seja para esquentar o banho ou fazer chá, não importa. A maior parte das invenções energéticas provém de sistemas complexos e ineficientes que requerem energia para transformar a energia”, explica o site. Será essa a solução para suprir a necessidade das quatro bilhões de pessoas que sofrem com a falta de água no mundo? Assista ao vídeo abaixo para conhecer melhor a tecnologia!

Fonte: thegreenestpost.bol.uol.com.br

22 de abril - Descobrimento do Brasil...


Descoberta, ou descobrimento do Brasil refere-se à chegada, em 22 de abril de 1500, da frota comandada por Pedro Álvares Cabral ao território onde hoje se localiza o Brasil.

Cidade da Chapada dos Veadeiros mantém horta medicinal comunitária que oferece remédios naturais DE GRAÇA à população...


Tosse? Dor de garganta? Gases? Cólica? Enjoo? Enxaqueca? Já pensou poder colher, na hora, remédios naturais para os incômodos que está sentindo? No povoado de São Jorge, que fica na cidade de Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, já é assim.

A comunidade mantém, na rua principal da vila, um horto medicinal comunitário, onde são cultivadas ervas com propriedades que ajudam a aliviar e até curar uma porção de problemas de saúde. A produção (orgânica!) fica à disposição dos moradores da região e também do Sistema Único de Saúde local. Qualquer um pode colher remédios naturais na horta, a qualquer hora e de graça. Já pensou?

Batizado de Plantando Saúde, o projeto é comandado por quatro especialistas da região (Anaí Garcia dos Santos, Eleni Ferreira da Silva, Mauro Alves de Araújo e Mariana Jouvin Abraham) e cultiva também hortaliças, plantas ornamentais, árvores frutíferas e temperos. Isso porque, para eles, verde (de qualquer tipo!) é saúde. Alguém ousa discordar?

O local ainda:

– conta com espaço educativo, que oferece cursos e vivências sobre o tema para adultos e crianças;
– possui uma área de convivência para moradores e turistas, uma vez que a Chapada dos Veadeiros é um destino bastante procurado por viajantes;
– mantém uma estação ecológica, que tem até borboletário espontâneo;
– e é uma graça!


Está aí mais um dos inúmeros motivos para colocar a Chapada dos Veadeiros no roteiro de viagens. A gente recomenda!

Fonte: thegreenestpost.bol.uol.com.br

22 de abril - Dia da Terra...



Como surgiu o Dia Internacional da Terra:

Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson. Em 22 de abrl de 1970, o político convocou o que foi considerado o primeiro protesto contra a poluição.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Nós sabemos o que pinguins fizeram no inverno passado...


Os pinguins-gentoo (Pygoscelis papua) do extremo sul da Península Antártida Ocidental não tinham como desconfiar, mas estavam sendo vigiados pela internet. Câmeras fotográficas espalhadas em sete locais de reprodução da espécie, na Argentina, Antártica e algumas ilhas, enviavam diariamente entre 8 e 14 fotografias para site Penguin Watch na internet, entre os anos de 2012 e 2014.

As imagens eram acompanhadas por um grupo de voluntários, cientistas-cidadãos que contavam os animais registrados. As fotografias retratam cerca de 1400 horas da vida dos pinguins, inclusive durante o rigoroso e escuro inverno antártico. Resultados do estudo foram publicados na edição desta quinta-feira no jornal científico The Auk: Ornithological Advances.

"Trabalhar com câmeras nos permite entender metade da vida desta espécie sem ter que passar o inverno rigoroso na Antártica”, afirma Caitlin Black, candidata ao doutorado pela Universidade de Oxford. Além dela, o artigo é assinado por Tom Hart, também de Oxford, e Andrea Raya Rey, do Conselho Nacional de Investigação Científica e Técnica da Argentina.

Pinguins-gentoo são as aves que nadam mais rápido no planeta, quando estão submersas, atingindo cerca de 36 quilômetros por hora. Além disso, enquanto outras espécies de pinguins estão em declínio naquela região, a população desta espécie continua a aumentar. Agora, os pesquisadores conhecem também hábitos dos animais não estão no período de reprodução e que são influenciados por alterações no clima e diferenças geográficas.

Graças a vigilância, eles descobriram, por exemplo, que as áreas de reprodução ficam mais povoadas quando estão em águas abertas ou geleiras que flutuam livremente do que em praias congeladas. Além disso, antes do período de reprodução, nestas áreas são encontrados mais animais do que após os animais procriarem.

De acordo com os pesquisadores, nas áreas polares, indivíduos de uma mesma espécie podem adotar estratégias diferentes de migração para sobreviver. O editor-chefe da revista Auk, Mark Hunter, que também é professor de Comportamento Animal na Faculdade Hunter e no Centro de Pós-Graduação da Universidade da Cidade de Nova York, destaca que na Antártida esses estudos são particularmente importantes devido aos longos períodos de escuridão que os animais enfrentam.

"Esta nova pesquisa publicada na Auk: Ornithological Advances em colônias de pinguins-gentoo revela diferenças críticas ano a ano, onde as aves estão quando não estão aninhando: em alguns anos, apenas os locais mais temperados são visitados, e em outros anos tanto Sul e Norte estão ocupados com pinguins ", afirma.

Fonte: oeco.org.br

Depois de sete anos de recuperação, peixe-boi da Amazônia é solta...


Peixes-boi são bichos grandes. Eles pesam de 400 a 550 kg e o seu couro muito grosso é uma defesa, que desencoraja a maioria dos predadores. Os peixes-boi-amazônicos (Trichechus inunguis) foram caçados em escala industrial desde o Brasil Colônia e há registros de sua carne e óleo sendo exportados do então Grão Pará no século XVII. E hoje os peixes-boi continuam sofrendo com a caça desenfreada de seus algozes. Mas, o que será relatado nas próximas linhas trata-se de uma história real de sucesso pela preservação dessa espécie.

Levaram sete anos para que a peixe-boi Helena, que em 2010 foi levada ferida para o Centro de Reabilitação de Peixe-Boi Amazônico de Base Comunitária, fosse devolvida sã e salva à vida em ambiente natural. No dia 13 de abril, Helena foi solta no Igarapé do Juá Grande, localizado na Reserva Mamirauá, unidade de conservação do Amazonas.

Durante esses sete anos, Helena recebeu os cuidados dos pesquisadores e técnicos do “Centrinho”, como é chamado o Centro de Reabilitação, que foi criado pelo Instituto Mamirauá, em 2008. Na época, quando encontrada ferida pelos moradores da região, a peixe-boi tinha cerca de três meses.

Helena passou por um processo de recuperação diferente dos demais animais que ficam cerca de dois anos em reabilitação. A longa duração dos seus cuidados deveu-se às condições nas quais ela foi encontrada, apresentando muitas sequelas devido aos ferimentos e quadro de infecção. Esse longo tempo foi necessário para que a peixe-boi tivesse plena capacidade para a vida livre. A peixe-boi faz parte de uma enorme história de recuperação e sucesso, que deixa os profissionais envolvidos nesse processo muito felizes.

"Ela teve uma melhora extraordinária. Chegou muito debilitada, ferida com uma flechada na mandíbula, que acabou comprometendo o nervo facial. Por isso, ela perdeu a visão de um olho, teve muita dificuldade até conseguir fechar completamente as narinas e principalmente a mastigação, dificuldade pra pegar a mamadeira e mordiscar as plantas. Digo extraordinária, porque, quando ela chegou, a gente não sabia se ia sobreviver, por causa desta dificuldade grande", explica Miriam Marmontel, pesquisadora do Instituto Mamirauá - unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O Igarapé do Juá Grande, na Reserva Mamirauá, onde Helena foi solta, não foi escolhido aleatoriamente. O local apresenta disponibilidade de vegetação para alimentação nesta época do ano, primeiro período de adaptação do peixe-boi na natureza, e tamém porque a área foi o reduto escolhido por Japurá, outro peixe-boi solto pelo Instituto Mamirauá, há dois anos. Há um otimismo entre os pesquisadores de que os dois animais se encontrem.

Antes da soltura, Helena foi pesada, medida e em sua cauda foi adaptado um cinto equipado com transmissor de sinais de rádio. O cinto emite um sinal que permite ser monitorado pelos pesquisadores em ambiente natural.

Esse foi o quinto evento de soltura de peixes-boi reabilitados pelo Instituto Mamirauá. Através do monitoramento, os pesquisadores buscam a compreensão de como os animais se movimentam na área e acompanham o desempenho de adaptação dos indivíduos em vida livre, fora do cativeiro.

Fonte: oeco.org.br

O que é uma Área de Preservação Permanente...


Segundo o atual Código Florestal, Lei nº12.651/12:

Art. 3o Para os efeitos desta Lei, entende-se por:
(...)
II - Área de Preservação Permanente - APP: área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas;


Áreas de preservação permanente (APP), assim como as Unidades de Conservação, visam atender ao direito fundamental de todo brasileiro a um "meio ambiente ecologicamente equilibrado", conforme assegurado no art. 225 da Constituição. No entanto, seus enfoques são diversos: enquanto as UCs estabelecem o uso sustentável ou indireto de áreas preservadas, as APPs são áreas naturais intocáveis, com rígidos limites de exploração, ou seja, não é permitida a exploração econômica direta.

As atividades humanas, o crescimento demográfico e o crescimento econômico causam pressões ao meio ambiente, degradando-o. Desta forma, visando salvaguardar o meio ambiente e os recursos naturais existentes nas propriedades, o legislador instituiu no ordenamento jurídico, entre outros, uma área especialmente protegida, onde é proibido construir, plantar ou explorar atividade econômica, ainda que seja para assentar famílias assistidas por programas de colonização e reforma agrária.

Somente órgãos ambientais podem abrir exceção à restrição e autorizar o uso e até o desmatamento de área de preservação permanente rural ou urbana mas, para fazê-lo, devem comprovar as hipóteses de utilidade pública, interesse social do empreendimento ou baixo impacto ambiental (art. 8º da Lei 12.651/12).

As APPs se destinam a proteger solos e, principalmente, as matas ciliares. Este tipo de vegetação cumpre a função de proteger os rios e reservatórios de assoreamentos, evitar transformações negativas nos leitos, garantir o abastecimento dos lençóis freáticos e a preservação da vida aquática.
O Código Florestal atual, no seu art. 4º, estabelece como áreas de preservação permanente:

I - as faixas marginais de qualquer curso d'água natural perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de:a) 30 (trinta) metros, para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura;
b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura;
c) 100 (cem) metros, para os cursos d'água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura;
d) 200 (duzentos) metros, para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura;
e) 500 (quinhentos) metros, para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros;
II - as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de:
a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo d'água com até 20 (vinte) hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros;
b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas;
III - as áreas no entorno dos reservatórios d'água artificiais, decorrentes de barramento ou represamento de cursos d'água naturais, na faixa definida na licença ambiental do empreendimento;
IV - as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d'água perenes, qualquer que seja sua situação topográfica, no raio mínimo de 50 (cinquenta) metros;
V - as encostas ou partes destas com declividade superior a 45°, equivalente a 100% (cem por cento) na linha de maior declive;
VI - as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;
VII - os manguezais, em toda a sua extensão;
VIII - as bordas dos tabuleiros ou chapadas, até a linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais;
IX - no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mínima de 100 (cem) metros e inclinação média maior que 25°, as áreas delimitadas a partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois terços) da altura mínima da elevação sempre em relação à base, sendo esta definida pelo plano horizontal determinado por planície ou espelho d'água adjacente ou, nos relevos ondulados, pela cota do ponto de sela mais próximo da elevação;
X - as áreas em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação;
XI - em veredas, a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50 (cinquenta) metros, a partir do espaço permanentemente brejoso e encharcado.

Como visto acima, os limites das APPs às margens dos cursos d'água variam entre 30 metros e 500 metros, dependendo da largura de cada um. Entre as mudanças introduzidas pelo Código atual esta é das mais controversas: embora mantenha as mesmas distâncias do Código revogado, ele inicia a medida a partir da calha regular (isto é, o canal por onde correm regularmente as águas do curso d'água durante o ano) dos rios e não mais a partir do leito maior (a largura do rio ao considerar o seu nível mais alto, isto é, o nível alcançado por ocasião da cheia sazonal). Isto significou uma a efetiva redução dos limites das APPs às margens de cursos d'água, uma vez que a nova medida ignora as épocas de cheias dos rios. Dado que o regime fluvial varia ao longo do ano, a calha será menor nos meses secos que nos meses chuvosos.

Além das áreas descritas acima, ainda podem ser consideradas nesta categoria, quando assim declaradas de interesse social por ato do Chefe do Poder Executivo, as áreas cobertas com florestas ou outras formas de vegetação destinadas à contenção da erosão do solo e mitigação dos riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha; à proteção as restingas ou veredas; à proteção de várzeas; ao abrigo de exemplares da fauna ou da flora ameaçados de extinção; proteção de sítios de excepcional beleza ou de valor científico, cultural ou histórico; formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias; assegurar condições de bem-estar público; auxiliar a defesa do território nacional, a critério das autoridades militares; proteger áreas úmidas, especialmente as de importância internacional (art 6º).
 
Fonte: oeco.org.br