domingo, 19 de março de 2017

Poluição de córrego em Uberlândia é analisada por alunos da UFU...



Alunos da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) estão coletando amostras para pesquisar o impacto da poluição na água e no entorno do Córrego Liso, que faz parte de uma área de preservação ambiental. No ponto em que o córrego se encontra com o Rio Uberabinha, principalmente, há espumas, descarte irregular de esgoto e material de longa decomposição ao redor.

A mestranda UFU, Danyele Mendes, verifica a contaminação na fauna e na flora por meio de  bioensaios feitos com peixes, plantas e in vitro – com cultura de células. Já o estudante de engenharia ambiental, Rodrigo Dias, analisa se há material tóxico no solo.

“É uma área que tem grande impacto humano, com muito descarte irregular de lixo, de indústrias. Acredito que vamos constatar grande quantidade de elementos que não estariam lá se não fosse essa degradação”, disse Rodrigo.

A professora e coordenadora do departamento de recursos hídricos da UFU, que orienta o projeto de monitoramento de bacias, Sueli Moura Bertolino, foi até o córrego para medir o oxigênio na água. “Há dados que comprovam a degradação no local. Isso pode ocorrer com o descarte de lixo, de esgoto e a não preservação da mata ciliar”, disse. 

O Ministério Público de Minas Gerais informou que ainda não recebeu a denúncia, mas que, atualmente, na promotoria há uma ação civil pública e quatro inquéritos civis sobre a poluição do córrego.  O Promotor de Meio Ambiente Marcus Vinícius Ribeiro Cunha disse que vai acionar os órgãos responsáveis para investigar o que foi mostrado na reportagem na TV Integração.

Segundo o assessor técnico ambiental da Prefeitura, Anderson Alves de Paula, têm sido feitos levantamentos, estudos e acompanhamentos em todos os córregos urbanos e do meio ambiente como um todo.

“Nós temos observado que ações do homem têm prejudicado. E isso faz com que busquemos alternativas para sanar esse problemas. Fazemos a limpeza semanalmente desse material irregular que é depositado, mas às vezes a chuva arrasta materiais de outros locais. A qualidade da água é medida pelo Dmae constantemente também”, disse ele.

Fonte: http://g1.globo.com

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