sábado, 18 de março de 2017

A sustentabilidade e a gestão de riscos...


Vivemos em uma sociedade de risco e, assim sendo, cabe a nós gerenciarmos esses riscos, sejam eles de aumento de custos, perda de mercado, penalizações ou multas, por exemplo.
O que muda, portanto, é nossa forma perante o risco. Ou seja, é fazer do risco uma oportunidade para crescer, transformar a ineficiência em ecoeficiência, a perda de mercado com aumento do mercado, e isso é função da sustentabilidade corporativa.
Segundo Ricardo Yong do Instituto Ethos, sustentabilidade corporativa cria valor para a organização, através do aproveitamento das oportunidades e do gerenciamento dos riscos, sempre com vistas ao tripé social, econômico e ambiental.
Se pensarmos na evolução da gestão ambiental, vamos desde a negação, onde o meio ambiente não é importante, o que importa é produzir, passando pela fuga, onde a poluição é um fato da vida e os clientes pagam os custos, a ambivalência, onde se acredita que o meio ambiente é importante, mas não cabe a nós a solução do problema, até chegarmos ao comprometimento, onde todos devem se esforçar para melhorar o meio ambiente e a pro atividade onde devemos fazer o que tiver de ser feito.
Mas para chegar à fase do comprometimento e a pro atividade, tivemos que passar por algumas fases de “pressão regulatória” e necessidade do cumprimento legal, principalmente com a criação da lei de crimes ambientais, instituída pela Lei n. 9605, em 1998.
Sustentabilidade hoje é oportunidade, mais do que solucionar problemas ou cumprir leis, sustentabilidade é para inovar e obter lucros.
Ainda de acordo com Yong, as empresas ditas sustentáveis possuem quatro pontos em comum: todas possuem um líder que acredita no conceito e enxergam o tema sob a ótica da oportunidade e não do risco, inseriram os valores sustentáveis nas estratégias de negócio, e educam para inovar.
E essa tal de sustentabilidade nada mais é do que implantar os conceitos da gestão integrada ao meio ambiente, qualidade, saúde e segurança no trabalho e responsabilidade social ao negócio.
Se pensarmos hoje em indicadores de sustentabilidade, teremos:
AMBIENTAIS
Emissões: locais e globais
Geração de Efluentes e de Resíduos
Uso de recursos naturais
Riscos ambientais
SOCIAIS (perceptividade)
Qualidade de vida: acesso a bens, saúde e conforto
Empregabilidade e características da ocupação e renda
Receptividade de ações
ECONÔMICOS
Custos e preços
Riscos de mercado
Consumo de matérias primas e demais insumos energéticos ou não energéticos

Legislação

Todos os indicadores são trabalhados dentro de uma gestão que envolve a análise de riscos não só ambientais, mas de saúde e segurança e que podem impactar de forma drástica nos fatores econômicos de uma organização.
Em 2015 foi publicada a nova versão das normas NBR ISO14001 e NBR ISO9001, e com essa nova versão, as organizações não só passam a gerenciar o risco em todas as fases de implantação das normas, mas reconhecem que as questões ambientais e de qualidade fazem parte do negócio, sendo traçados já em seu planejamento estratégico.
A nova versão da ISO9001 e 14001 pode ser uma grande mudança comportamental das organizações frente as questões principalmente ambientais, no que diz respeito aos riscos do negócio. Se observamos os grandes acidentes da história, como em Chernobil, Minamata, Bhopal, Goiânia, Cubatão e o mais recente triste acidente em Mariana, podemos dizer que houve sim uma falha de análise de riscos ambientais ao negócio, que talvez poderiam ser evitados com uma sustentabilidade corporativa.
Fonte: http://www.administradores.com.br

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