segunda-feira, 20 de março de 2017

Organizando os armários de tarântulas...



A análise de novas coletas e de espécimes depositadas em museus de todo o mundo revelou a existência de três espécies até agora desconhecidas e levou à definição de três novos gêneros de tarântulas do grupo Avicularia.

O estudo desenvolvido pelos aracnólogos Carolina Sayuri Fukushima e Rogério Bertani, do Instituto Butantan, de São Paulo (SP), foi publicado esta semana na revista científica de acesso aberto ZooKeys.

As aranhas avicularia, conhecidas como comedoras de pássaro, foram descritas pela primeira vez por Carl Linnaeus, em 1758, e ganharam o nome inspirado por uma ilustração do século XVII em que uma delas aparecia devorando uma ave.

Porém, como explica Carolina Fukushima, havia uma grande confusão na classificação e definição das características que definem essas aranhas. Ao longo dos séculos, segundo ela, espécies com características completamente diferentes foram identificadas como Avicularia, criando uma grande bagunça.

Depois de um grande trabalho de investigação, os pesquisadores brasileiros propõem uma nova classificação das espécies para 49 espécies do grupo, que inclui mudanças de status de espécies conhecidas, novas espécies e novos gêneros.

As cores metálicas de um indivíduo juvenil do novo gênero de aranhas, Ybirapora. Essas são encontradas na Mata Atlântica. Foto: Rogério Bertani.

As aviculárias ganharam três novos gêneros, que agora passam a ser doze. Entre os novos, Caribena e Antillenaincluem espécies encontradas no Caribe. O gênero Ybirapora, palavra em Tupi que pode ser traduzida como “aquelas que vivem em árvore”, designa um grupo brasileiro que vive na Mata Atlântica.

A autora da ilustração que inspirou a fama do gênero, cientista pioneira e artista Maria Sybilla Merian, que viveu entre 1647 e 1717, foi homenageada na denominação de uma das novas espécies, a A. merianae, uma tarântula peruana.

A. lynnae é uma espécie nova, identificada a partir de coletas feitas no Peru e Equador. O nome é uma homenagem a Lynn West, mulher de um especialista em aranhas, Rick West. A outra espécie nova, A. caei, foi batizada em homenagem a um amigo dos pesquisadores. Até agora, só foi encontrada na região do Lago de Juriti, no Pará.

Fonte: http://www.oeco.org.br

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