sexta-feira, 31 de março de 2017

Como as raízes do Cerrado levam água a torneiras de todas as regiões do Brasil...



O rio São Francisco está secando, haverá cada vez menos água em Brasília e a cidade de São Paulo terá de aprender a conviver com racionamentos.

O alerta é do arqueólogo e antropólogo baiano Altair Sales Barbosa, que há quase 50 anos estuda o papel do Cerrado na regulação de grandes rios da América do Sul.

Ele diz à BBC Brasil que a rápida destruição do bioma está golpeando um dos pilares do sistema: a gigantesca rede de raízes que atua como uma esponja, ajudando a recarregar os aquíferos que levam água a torneiras de todas as regiões do Brasil.

Formado em antropologia pela Universidade Católica do Chile, doutor em arqueologia pré-histórica pelo Museu de História Natural de Washington e professor aposentado da PUC-Goiás, Barbosa conta que a água que alimenta o São Francisco e as represas de São Paulo e Brasília vem de três grandes depósitos subterrâneos no Cerrado: os aquíferos Guarani, Urucuia e Bambuí.

Os aquíferos são reabastecidos pela chuva, mas dependem da vegetação para que a água chegue lá embaixo.

Barbosa afirma que muitas plantas do Cerrado têm só um terço de sua estrutura acima da superfície e, para sobreviver num ambiente com solo oligotrófico (pobre em nutrientes), desenvolveram raízes profundas e bastante ramificadas.

"Se você arrancar uma dessas plantas, vai contar milhares ou até milhões de raízes, e quando cortar uma raiz e levá-la ao microscópio, verá inúmeras outras minirraízes que se entrelaçam com as de outras plantas, formando uma espécie de esponja."

Esse complexo sistema radicular retém água e alimenta as plantas na estação seca. Graças a ele, as árvores do Cerrado não perdem as folhas mesmo nem mesmo no auge da estiagem - diferentemente do que ocorre entre as espécies do Semiárido, por exemplo.

Barbosa conta que, quando há excesso de água, as raízes agem como esponjas encharcadas, vertendo o líquido não absorvido para lençóis freáticos no fundo. Dos lençóis freáticos a água passa para os aquíferos.

O professor diz que essa dinâmica começou a ser afetada radicalmente nos anos 1970, com a expansão da pecuária e de grandes plantações de grãos e algodão pelo Cerrado.

A nova vegetação tem raízes curtas e não consegue transportar a água para o fundo.

Pior: entre a colheita e o replantio, as terras ficam nuas, fazendo com que a água da chuva evapore antes de penetrar o solo. Em alguns pontos do Cerrado, como no entorno de Brasília, o uso de água subterrânea para a irrigação prejudica ainda mais a recarga dos aquíferos.

Em fevereiro, Brasília começou a racionar água pela primeira vez na história - e meses antes do início da temporada seca.

Migração de nascentes

Conforme os aquíferos deixaram de ser plenamente recarregados, Barbosa diz que se acelerou na região um fenômeno conhecido como migração de nascentes.

Para explicar o processo, ele recorre à imagem de uma caixa d'água com vários furos. Quando diminui o nível da caixa d'água, o líquido deixa de jorrar dos furos superiores.

Com os aquíferos ocorre o mesmo: se o nível de água cai, nascentes em áreas mais elevadas secam.

Ele diz ter presenciado o fenômeno num dos principais afluentes do São Francisco, o rio Grande, cuja nascente teria migrado quase 100 quilômetros a jusante desde 1970.

O mesmo se deu, segundo Barbosa, nos chapadões no oeste da Bahia e de Minas Gerais: com a retirada da cobertura vegetal, vários rios que vertiam água para o São Francisco e o Tocantins sumiram.

O professor diz que a perda de afluentes reduziu o fluxo dos rios e baixou o nível de reservatórios que abastecem cidades do Nordeste, Centro-Oeste e Norte.

Em 2017, segundo a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil(Sedec), o número de municípios brasileiros em situação de emergência causada por longa estiagem chegou a 872, a maioria no Nordeste.

Já em São Paulo as chuvas de verão aumentaram os níveis das represas e afastaram no curto prazo o risco de racionamento. Mas Barbosa afirma que a maioria dos rios que cruza o Estado é alimentada pelo aquífero Guarani, cujo nível também vem baixando.

O aquífero abastece toda a Bacia do Paraná, que se estende do Mato Grosso ao Rio Grande do Sul, englobando ainda partes da Argentina, Paraguai e Uruguai.

Fotografia do passado

Bastaria então replantar o Cerrado para garantir a recarga dos aquíferos?

A solução não é tão simples, diz o professor. Ele conta que o Cerrado é o mais antigo dos biomas atuais do planeta, tendo se originado há pelo menos 40 milhões de anos.

Segundo ele, olhar para o Cerrado é como olhar para uma fotografia do mundo.

"O Cerrado já atingiu seu clímax evolutivo e precisa, para o seu desenvolvimento, de uma série de fatores que já não existem mais."

Ele exemplifica: há plantas do Cerrado que só são polinizadas por um ou outro tipo de abelhas ou vespas nativas, várias das quais foram extintas pelo uso de agrotóxicos nas lavouras. Essas plantas poderão sobreviver, mas não serão mais capazes de se reproduzir.

O Cerrado também é uma espécie de museu porque muitas de suas plantas levam séculos para se desenvolver e desempenhar plenamente suas funções ecológicas. É o caso dos buritis, uma das árvores mais famosas do bioma, que costuma brotar em brejos e cursos d'água.

Barbosa costuma dizer que, quando Cabral chegou ao Brasil, os buritis que vemos hoje estavam nascendo.

Mesmo plantas de pequeno porte costumam crescer bem lentamente. O capim barba-de-bode, por exemplo, leva mais de mil anos para atingir sua maturidade. Barbosa diz ter medido as idades das espécies com processos de datação em laboratório.

Parceria com animais

Sabe-se hoje da existência de cerca de 13 mil tipos de plantas no Cerrado, número que o torna um dos biomas mais ricos do mundo. Dessas espécies, segundo o professor, não mais que 200 podem ser produzidas em viveiros.

Ele conta que a ciência ainda não consegue reproduzir em laboratório as complexas interações entre os elementos do bioma, moldadas desde a era Cenozoica.

Barbosa diz, por exemplo, que muitas plantas do Cerrado têm sementes que são ativadas apenas em situações bem específicas. Algumas delas só têm a dormência quebrada quando engolidas por certos mamíferos e expostas a substâncias presentes em seus intestinos.

Há ainda sementes que precisam do fogo para germinar. Contrariando o senso comum, Barbosa diz que incêndios naturais são essenciais para a sobrevivência do Cerrado e podem ocorrer de duas formas.

Uma delas se dá quando blocos de quartzo hialino, um tipo de cristal, agem como lentes que concentram a luz do sol, superaquecendo a vegetação.

A outra ocorre pela interação entre algumas plantas e animais do Cerrado, entre os quais a raposa, o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e o cachorro-do-mato-vinagre.

Segundo Barbosa, esses mamíferos carregam no pelo uma carga eletromagnética que, em contato com gramíneas secas, provoca faíscas.

O professor diz que o fogo é necessário não só para ativar sementes, mas para permitir que gramíneas secas, que não têm qualquer função ecológica, sejam substituídas por plantas novas.

"Se a gramínea seca fica ali, não tem como rebrotar, então é preciso dessa lambida de fogo natural pra limpar aquele tufo."

Os incêndios também são importantes, segundo ele, para que o solo do Cerrado continue pobre - afinal, foi nesse solo que o bioma se desenvolveu.

"O fogo é paradigma para quem pensa na preservação. Se você pensa como agrônomo, o fogo é nocivo, porque acentua o oligotrofismo do solo."

Estancar os danos

Quando deixa de haver incêndios naturais, os animais e insetos nativos desaparecem e as plantas do Cerrado são derrubadas, é quase impossível reverter o estrago, diz Barbosa.

Mesmo assim, ele defende preservar toda a vegetação remanescente para estancar os danos.

Barbosa diz torcer para que, um dia, a ciência encontre formas de recuperar o bioma.

"Claro que você não vai reocupar toda a área que está produzindo [alimentos], mas você pode pelo menos tentar amenizar a situação nas áreas de recarga de aquíferos."

Sua preocupação maior é com a fronteira agrícola conhecida como Matopiba, que engloba os últimos trechos de Cerrado no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Nos últimos anos, a região tem experimentado uma forte expansão na produção de grãos e fibras.

"Se esse projeto continuar avançando, será o fim: aí podemos desacreditar qualquer possibilidade, porque não teremos nem matriz para experiências em laboratório."

Nesse cenário, diz Barbosa, os aquíferos do Cerrado rapidamente se esgotarão.

"Os rios vão desaparecer e, consequentemente, vai desaparecer toda a atividade humana da região, a começar das atividades agropastoris."
"Teremos uma convulsão social", ele prevê.

Fonte: bbc.com

Pesquisadores ‘encontram’ mar na região de Ribeirão Preto...



A região de Ribeirão Preto já foi banhada por um mar, que cairia muito bem no forte calor ao qual estamos acostumados. Só que isso foi há 260 milhões de anos. A descoberta foi realizada pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), que publicou o do inventário do Patrimônio Geológico do Estado de São Paulo. O mar em questão era o mar Irati, presente na superfície terrestre no período Permiano médio, registrado de 250 a 290 milhões de anos atrás.

Um dos principais locais de pesquisa para o levantamento – feito entre 2012 e 2015 - foi encontrado em Santa Rosa de Viterbo, onde foi revelada na extração de uma mina de calcário a existência de estromatólitos gigantes, que nada mais são do que acúmulos de sedimentos do que um dia foram microalgas em águas rasas.

Esses estromatólitos se formam como se fosse uma sobreposição de tapetes, tomando esse formato ao longo de milhões de anos. Geralmente, formações rochosas do tipo são encontradas em diversos cantos do planeta, porém são pequenas comparadas ao que foi encontrado em nossa região.

De acordo com os responsáveis pelo levantamento, liderados pela professora Maria da Glória Motta Garcia, esse campo de estromatólitos gigantes, com até 3 metros de altura, é considerado “único no planeta”. A pesquisa ainda teve assessoria do geólogo do Instituto de Ciências da Terra da Universidade do Minho, em Portugal, José Brilha.

O levantamento envolveu uma equipe de 16 pesquisadores, composta por geocientistas da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal da São Carlos (UFSCar), Instituto Florestal e Instituto Geológico do Estado de São Paulo e Universidade Federal do Paraná – além de 13 outros profissionais da área de geociências. O objetivo final do trabalho foi classificar os sítios geológicos pelo valor científico e risco de degradação.

Fonte: revide.com.br

Ex-hippie vende soluções verdes para uma metrópole mais sustentável...



Ele nunca teve carteira assinada. Cursou artes plásticas na USP (Universidade de São Paulo), mas não queria ser artista. Migrou para a educação.

Das boas práticas de seu estilo de vida sustentável, passou a bancar a família à frente de um negócio social fincado em São Paulo, mas batizado de Morada da Floresta.

Com uma composteira prática, que usa minhocas para transformar lixo doméstico em adubo orgânico, Cláudio Spínola, 40, criou um produto que é referência nacional.

Nascido em Brasília, em 1976, morou na Asa Sul da capital federal e lembra de brincar na rua como no interior.

Bem mais novo que os quatro irmãos, entrou na adolescência meio punk, "revoltado com o sistema". Aos 16, mudou-se para São Paulo. O pai vinha dirigir o Instituto Mackenzie.

O impacto foi grande, lembra: "Da janela do meu prédio eu via mais um prédio e mais um e mais um, sem horizonte, sem céu. Esse choque me influenciou nas escolhas depois, sempre querendo resgatar a natureza."

Na hora do vestibular, não conseguia escolher a profissão. Todas contribuíam para "a manutenção do sistema".

Entrou na USP em 1995. "Fui ficando mais hippie." Mudou-se para uma república e entrou em contato com as ideias da permacultura, sistema de pensamento nascido na Austrália nos anos 1970, que tem como práticas agricultura orgânica, cooperativismo e educação ambiental.

Sem querer morar na metrópole, saiu em viagem com um grupo pelo Brasil em um ônibus, o Bus On Ganesha. Percorriam festivais de ecologia e encontros de ecovilas levando cursos e oficinas.

Depois de um ano e meio, em 2006, em um Encontro Nacional de Comunidades Alternativas, conheceu Ana Paula Silva, 33, que tinha saído de São Paulo querendo mudar de vida.

Na Lata

O empreendedor social Cláudio Spínola que criou uma composteira prática, que usa um kit com minhocas para transformar lixo doméstico em adubo orgânico.

INCÊNDIO E PAIXÃO

Um incêndio destruiu o ônibus e impediu o casal de seguir com a caravana. De volta a SP, Spínola gastou as economias na compra de um carro, roubado em seguida. "Cheguei ao fundo do poço."

Transformou a casa na zona oeste, comprada com a ajuda da família, em uma comunidade ecológica de verdade. Passaram a convidar expoentes do movimento das ecovilas para cursos e workshops no espaço que começa a abrigar também o espírito empreendedor do dono.

Quando nasceu Violeta, 8, a primeira filha, o casal optou por fraldas de pano para evitar as descartáveis, vilãs do ambiente por não serem biodegradáveis. Com modelos do Canadá, Ana Paula Silva passou a produzir e vender fraldas modernas de pano.

Ao mesmo tempo, Spínola iniciou a fabricação artesanal do hoje carro-chefe da Morada: a composteira de gavetas de plástico empilháveis, com torneira para a saída do adubo líquido, que não dá cheiro e pode ser usada em casa ou em apartamento. Com o crescimento do negócio e o nascimento do segundo filho, Micah, a casa deixou de ser comunidade e passou a abrigar apenas a família e a empresa.

COMPOSTA SP

A experiência acumulada levou o negócio social a ser chamado pela prefeitura para o Composta São Paulo, em 2014. Marco no tratamento do lixo orgânico na capital paulista, o projeto distribuiu 2.006 composteiras para famílias selecionadas entre as mais de 10 mil cadastradas.

O custo de R$ 800 mil saiu de um acordo com as empresas Loga e Ecourbis, responsáveis pela coleta da cidade.

"Foi o mais importante projeto de que participei. Mostrou que é possível fazer compostagem urbana em São Paulo", diz Spínola.

O desafio de entregar milhares de encomendas em três meses ajudou a estruturar a empresa. "Cláudio foi um grande parceiro. Precisávamos de alguém com experiência, e a Morada é respeitada nas práticas de descarte", diz Simão Pedro, secretário municipal de Serviços.

"Ele tem a militância alegre típica das pessoas que anteveem um futuro melhor", diz Lúcia Salles, funcionária da prefeitura que acompanhou a gestação do Composta SP.

Ricardo Young, vereador pela Rede, também destaca o papel precursor do fundador da Morada da Floresta. "Ele tem integridade e coerência: faz o que prega."

Spínola reconhece o processo orgânico de se tornar empreendedor. "Tudo começou com práticas internas, para estar em paz com nossa consciência. Aos poucos, viraram produtos e serviços."

A adesão à prática de compostagem, diz, muda a vida da clientela. "As pessoas ficam eufóricas, a composteira vira ponto turístico da casa."

No momento, Spínola está desenvolvendo um novo projeto de minhocário para 2017. "Veia de empreendedor sempre tive. Não fiz administração nem tenho conhecimento contábil. Aprendi para gerar impacto positivo."

Ele usa uma imagem para resumir sua trajetória. "Os visionários, no início, são diferentes dos outros. Aos poucos, a visão começa a virar alternativa ao sistema. Depois, é tendência até virar cenário."

Nesta toada, ele aposta que o tratamento de resíduos orgânico domésticos, de casa em casa, vire logo cenário.

Fonte: m.folha.uol.com.br

Observação de pássaros ganha novos destinos no Brasil; saiba onde praticar...


Foi dos rios no sopé da serra de São José que brotou ouro e, graças a ele, nasceu, nas Minas Gerais do século 18, Tiradentes, hoje uma das cidades coloniais mais preservadas do país. Agora, a serra atrai outro tipo de garimpo, uma atividade que exige olhos atentos e um bocadinho mais de paciência: a observação de aves.

Conhecida internacionalmente como birdwatching, a prática começou a incorporar-se ao turismo nos anos 1960, quando muita gente descobriu o prazer de visitar lugares remotos para assistir ao comportamento das aves.

Entre os maiores adeptos do hobby, destacam-se os ingleses, mas os brasileiros se interessam cada vez mais pela atividade. Há dez anos, o número de birdwatchers por aqui não chegava a 2.000. Hoje, são 35 mil, com potencial para chegar a 100 mil nos próximos três anos, de acordo com a Avistar Brasil, ONG que organiza o maior encontro de observação de aves da América Latina.

Também pudera: o Brasil é o segundo país do mundo com maior diversidade de aves. De acordo com a BirdLife International, representada aqui pela Save Brasil, entidade que trabalha na conservação de aves brasileiras, o país tem 1.809 espécies, ficando atrás somente da Colômbia (1.877 espécies).

DE FRENTE PARA A SERRA

Destino com atrações variadas, que vão da festa da cerveja a festivais consagrados, como o de cinema, Tiradentes começa a conciliar o charme de cidade histórica com a imersão na natureza.

Segundo o historiador Luiz Cruz, 57, tiradentino autor de livro sobre a serra de São José, a região é um refúgio de vida silvestre que acolhe, por exemplo, 118 espécies de libélulas, conhecidas popularmente como lavadeiras ou helicópteros, sendo uma delas endêmica –só ocorre por ali.

Geralmente, onde há libélulas há pássaros. Na serra de São José, área de mata atlântica com encraves de cerrado e que se estende por cinco municípios, o biólogo-ornitólogo Kassius Santos, 44, calcula que existam cerca de 400 espécies de aves.

Entre elas, destacam-se o tangará-dançarino, o rabo-mole-da-serra e o papa-moscas-de-costas-cinzentas, que podem ser vistos ao longo de trilhas que chegam a atingir 1.300 metros de altitude.

Num sábado de outono, uma família de seriemas faz seu lanche no meio da mata, em um ponto da estrada que liga os municípios de Prados e Tiradentes, enquanto é, silenciosamente, observada.

Poucos passos acima, um colorido altera o visual dos paredões. As matas que acompanham os riachos são o habitat do tangarazinho. No macho, chama a atenção a plumagem branca, vermelha, preta e verde; na fêmea, predomina o verde-oliva.

Típico de campos rupestres, outro pássaro que surgiu por ali foi o campainha-azul. Soberana, a águia-serrana habita os paredões rochosos e costuma nidificar nos penhascos, segundo Kassius, que regularmente guia observadores de aves.

Num giro de 360 graus, os birdwatchers passam a assistir ao comportamento de uma ave de pequeno porte, o gavião-carrapateiro. No meio da serra, o sol começa a se esconder, e o tempo parece acelerar, dando espaço à Lua, que ilumina a paisagem.

Antes de ela começar a receber a companhia das estrelas, um pica-pau-do-campo cruza o céu. Num lampejo que rompe o silêncio, o sino da Igreja Matriz –cuja fachada, de Aleijadinho, é voltada para a serra– começa a badalar no centro, como a anunciar que é hora também de a gente se recolher.

Fonte: m.folha.uol.com.br

Tratamento de lixo no Japão é exemplo de cuidado com o ambiente...



O bom exemplo no tratamento do lixo vem do outro lado do mundo. O Bom Dia Brasil visitou um lugar que transforma lixo em energia no Japão.

As ruas das cidades são absolutamente limpas. A preocupação das pessoas vai além da reciclagem. O cuidado é não produzir muito lixo, mas é inevitável ter sujeira, dejetos, coisas que a gente joga fora. A visita a uma moderna usina de tratamento mexe com a cabeça da gente.

Elas se espalham pelo Japão. De longe, parecem prédios, mas são chaminés, a parte mais visível de como os japoneses tratam o lixo. Não há depósitos abertos, lixões, mas locais como o da cidade de Saitama, vizinha a Tóquio.

O entra e sai dos caminhões é constante. Trazem lixo dos bairros ao redor, quase 400 toneladas por dia. Os moradores já separam em casa o que é orgânico do que é reciclável. Cada caminhão traz um tipo de lixo, tratados de forma diferente.

Por trás das portas, fica o depósito de lixo orgânico. Quando os caminhões descarregam, é que descobrimos o tamanho do desafio: enorme. Tudo que chega é controlado de uma sala de vidro, um operador carrega remotamente o lixo até o incinerador.

Lá dentro, a queima acontece por uma hora, à temperatura de 1.800 graus centígrados. De um lado, forma-se um gás, que por uma tubulação alimenta uma turbina geradora de energia. De lá, sai eletricidade para atender o equivalente a 10 mil casas. De outro, o que sobra da tal queima, resíduos e metais, que são reaproveitados em sua quase totalidade como, por exemplo, para asfaltar ruas.

No mesmo prédio, mas para outro grande depósito, vai o lixo reciclável, o cuidado ali é outro. Uma enorme garra de aço tem capacidade de transportar até 3 toneladas de carga. No fundo, só tem plástico. Todo esse material vai para uma separação manual, antes de ir para reciclagem.

O processo é rápido. Funcionários separam garrafas pet do plástico comum. Latas de alumínio, metais, são distribuídos em outro setor. E, no final, tudo já sai embalado, limpo, pronto para ser vendido para centros de reciclagem. Assim, do total de lixo que chega à usina, apenas 4% não rendem nada, mas só até agora.

Um dos funcionários conta que, no futuro, ainda serão aproveitados esses 4%, retirando vários tipos de metal contidos ali.

Para quem se espanta com tanta dedicação ao lixo, tem mais. Em um prédio ao lado, foi montado um centro social, onde os moradores se encontram. Podem mergulhar em banheiras com água a 40 °C, fazem ginástica. Tudo funciona com a energia gerada na turbina do lixo.

O senhor Ishikawa, de 70 anos, vai quase todo o dia e diz que essa é uma boa iniciativa para aproveitar o lixo e manter os idosos saudáveis. O japonês aprende que, quando se trata de lixo, nada pode ser desperdiçado.

A queima do lixo pode ser perigosa, pode jogar poluentes na atmosfera, mas os japoneses dizem que colocaram filtros poderosos nas chaminés. O custo total de uma usina como essa, com área de lazer e tudo, é salgado, quase R$ 800 milhões.

Alguns podem dizer, "O lixão é mais barato". Mas no longo prazo não é mais barato: pelo impacto ambiental de um lixão, nos rios, no solo, na saúde das pessoas. Lixo abandonado não gera energia, não bota aqueles velhinhos para se encontrar, se exercitar. Lixo não precisa ser problema, se for bem administrado.

Fonte: g1.globo.com

quinta-feira, 30 de março de 2017

Ministério da Saúde incorpora medicinas tradicionais e complementares ao SUS...

 

Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União inclui na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares as seguintes práticas: arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reikishantala, terapia comunitária integrativa e yoga.

Diversos Estados e municípios, inclusive, já têm este tipo de prática instituída em sua rede de saúde

De acordo com o texto, a pasta levou em consideração o fato de a Organização Mundial da Saúde preconizar o reconhecimento. E a incorporação das chamadas medicinas tradicionais e complementares nos sistemas nacionais de saúde de seus países-membro.
Outro aspecto importante, segundo o ministério. É que diversas categorias profissionais no país reconhecem as práticas integrativas. E complementares como abordagem de cuidado. Diversos Estados e municípios. Inclusive, já têm este tipo de prática instituída em sua rede de saúde.

Meditação, arteterapia e reiki
 
Terapias alternativas como meditação, arteterapia e reiki agora fazem parte dos procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, estas práticas integram “ações de promoção e prevenção em saúde”. Definidas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) em 2006.

Por meio Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. O Ministério da Saúde reconhece oficialmente a importância das manifestações populares. Em saúde e a chamada medicina não convencional. Considerada como prática voltada à saúde e ao equilíbrio vital do homem. Os serviços são oferecidos por iniciativa local, mas recebem financiamento do Ministério da Saúde por meio do Piso de Atenção Básica (PAB) de cada município.

Praticas
 
– O campo das práticas integrativas e complementares contempla sistemas médicos complexos. E recursos terapêuticos. Os quais são também denominados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de medicina tradicional e complementar – diz nota do ministério.
Para o diretor do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Allan Nuno. A medida será útil para o desenvolvimento de programas. Para formação de trabalhares nessas áreas e investimentos na área.

– O que a gente está colocando é a possibilidade de realização e registro no sistema de informação do ministério. Para reconhecer formalmente esse tipo de procedimento no SUS. E monitorar as ações, a partir disso. Vamos conseguir inclusive desenvolver ações de formação dos trabalhadores – disse Nuno.

De acordo com o diretor, não é necessariamente o médico que prescreve esses procedimentos. “Por exemplo, a homeopatia. Para você ser habilitado a fazer você pode ser médico, enfermeiro, fisioterapeuta, professor de educação física”.

Algumas terapias já eram oferecidas na categoria “práticas integrativas”. Como práticas corporais em medicina tradicional chinesa, terapia comunitária, dança circular, ioga, oficina de massagem. Auriculoterapia, massoterapia e tratamento termal.

De acordo com a OMS, terapia alternativa significa que ela é utilizada em substituição às práticas da medicina convencional. Já a terapia complementar é utilizada em associação com a medicina convencional e não para substituí-la. O termo integrativa é usada quando há associação da terapia médica convencional aos métodos complementares. Ou alternativos a partir de evidências científicas.

– Historicamente, a gente focou muito no médico e na alopatia. A gente tem essa cultura, sentiu qualquer coisa procura o médico e ele passa um remédio. Mas existem outras terapias reconhecidas pela ciência. Que diminuem sofrimento e melhoram as condições de saúde. A gente não privilegiava tanto essas alternativas e passamos agora a privilegiar mais.

Agora, serão oferecidos meditação, arteterapia, reiki, musicoterapia, tratamento naturopático, tratamento osteopático e tratamento quiroprático.
Saiba mais sobre estes tipos de terapia:

Meditação
 
A palavra “meditação” vem do latim “meditatum”. Que significa ponderar. Trata-se da prática de concentração mental com o objetivo de harmonizar o estado de saúde.

Arteterapia
 
Faz uso da arte como parte do processo terapêutico.

Reiki
 
A técnica japonesa se baseia na prática de imposição das mãos por meio de toque ou aproximação para estimular mecanismos naturais de recuperação da saúde.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Pesquisas e Difusão do Reiki. O método é um sistema natural de harmonização. E reposição energética que mantém ou recupera a saúde. É um método de redução de estresse, captando. Modificando e potencializando energia.

Reiki é uma palavra japonesa que identifica o Sistema Usui de Terapia Natural (Usui Reiki Ryoho). Nome dado em homenagem ao seu descobridor, Mikao Usui. Rei significa universal e refere-se ao aspecto espiritual, à Essência Energética Cósmica. Que permeia todas as coisas e circunda tudo quanto existe. Ki é a energia vital individual que flui em todos os organismos vivos e os mantém.

Musicoterapia
 
Usa a música e seus elementos como terapia, o som, ritmo, melodia e harmonia.

Tratamento naturopático
 
É o uso de recursos naturais para recuperação da saúde. A naturopatia encara a doença como um processo. A prevenção, o combate das causas das doenças e a estimulação da inerente capacidade de cura do organismo. O método valoriza a integração das áreas da saúde, as terapias naturais. Como também a inata “sabedoria” do corpo humano. Determinada pelos genes e a evolução da espécie. Para auxiliar no restabelecimento da saúde.

Tratamento osteopático
 
É uma terapia manual para problemas articulares e de tecidos. A Osteopatia é fundamentada no exame clínico. Através da anatomia, fisiologia e semiologia. Essa técnica é indicada para alterações dolorosas no sistema musculoesquelético. Como é o caso das lombalgias, cervicalgias, hérnias de disco, dores de cabeça e nas articulações. Alterações de sensibilidade e limitações articulares.

Tratamento quiroprático
 
É a prática de diagnóstico e terapia manipulativa contra problemas do sistema neuro-músculo-esquelético. O objetivo do método é avaliar, identificar e corrigir as subluxações vertebrais e os maus funcionamentos articulares. Que podem causar irregularidades no mecanismo da coluna e na função neurológica. Em vez de prescrever medicação, o profissional de quiroprática busca o funcionamento correto da mecânica do corpo e a nutrição adequada. O objetivo é corrigir a causa do problema e não os sintomas.

Fonte: correiodobrasil.com.br

Ciclovia Tim Maia tem fissuras e corrosões em diversos pontos...

 

Os problemas estruturais identificados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro na Ciclovia Tim Maia, na orla da Zona Sul do Rio de Janeiro, vão além do trecho em que um desabamento matou duas pessoas em abril do ano passado. A obra, inaugurada em janeiro de 2016, apresenta sinais precoces de deterioração, e o conselho aponta falhas na construção.

A obra, inaugurada em janeiro de 2016, apresenta sinais precoces de deterioração, e o conselho aponta falhas na construção

O presidente do Crea, Reynaldo Barros, pontuou que o problema determinante para a tragédia. Foi a falta de fixação para as bandejas, que estavam apenas posicionadas sobre os pilares de sustentação. Os problemas identificados no laudo divulgados nesta terça-feira não interferiram no incidente.

– Não foram esses problemas que determinaram o acidente. Foi o impacto da onda, em função das características da obra. Os tabuleiros eram apenas apoiados. A onda ofereceu um impacto de baixo para cima e virou o tabuleiro – disse.

O local do acidente já foi refeito, mas, segundo o Crea, foram encontrados sinais de fratura do concreto na ligação das vigas com os pilares. O que pode ser resultado de um longo trecho sem intervalos para a dilatação do material. Já que os vãos entre as bandejas foram unificados no reparo. O trecho também tem pontos de corrosão por falta do cobrimento adequado dos materiais.

Na ciclovia, o Crea identificou que a maioria dos blocos de fundação já apresenta fissuração considerável. Devido à incompatibilidade dos materiais com o ambiente agressivo. “Esta degradação comprometerá a integridade e a segurança da estrutura em curto prazo”. Alertou o texto utilizado na apresentação do Crea. Que recomendou a interdição da ciclovia ao menos até agosto para que sejam feitos os reparos.

As juntas de dilatação também apresentam problemas, como a falta de vedação suficiente e a inexistência de uma abertura mínima  que permita a movimentação dos materiais. Em alguns trechos, a vedação foi feita com madeira, que já apresentava sinais de apodrecimento. As juntas são necessárias para que as variações de temperatura não comprometam a estrutura.

Materiais pré-fabricados utilizados na obra também apresentam muitos pontos de corrosão, por não terem recebido o cobrimento de concreto adequado. “Este fato compromete de forma muito intensa a durabilidade da obra em primeiro plano, e sua segurança ao longo do tempo”, diz o Crea.

Laudo
 
O laudo conta com 169 fotos de problemas encontrados, e foi preparado pela meteorologista Ana Cristina Palmeira e pelos engenheiros civis Luiz Carneiro de Oliveira e José Schipper.

Ana Cristina avalia que ondas com mais de 4 metros (m), como a que derrubou a ciclovia, não foram raras nos últimos anos, com uma periodicidade de até três vezes por ano nos períodos de ressaca. Em 1982, por exemplo, foi registrada uma onda com mais 6m no local onde foi construída a ciclovia, que previa ondulações de até 2m em seu projeto, segundo CREA.

– Alturas desse padrão acontecem com alguma frequência, periodicamente nesse intervalo, de abril a agosto. A previsibilidade disso que não é tão trivial – disse a meteorologista.

O estudo hidrológico recomendado para dar maior capacidade de resposta a condições climáticas deve demorar até dois anos para ficar pronto. Até lá, mesmo que as reformas sejam feitas ainda neste ano, o Crea disse que cabe à prefeitura decidir se dará respostas que permitam reabrir a ciclovia nos meses de ressaca, ou se vai fechá-la preventivamente.

Fonte: correiodobrasil.com.br

Odebrecht inicia negociação com credores no segmento de óleo e gás...



A Odebrecht Óleo e Gás (OOG) abriu negociações com credores e detentores de títulos uma recuperação extrajudicial. Foi o que disseram à agência inglesa de notícias Reuters duas fontes a par do assunto.

O navio da Odebrecht servirá à Petrobras, que bateu recorde de produção de petróleo na camada pré-sal

A opção tem sido vista pela companhia como uma alternativa para reescalonar pagamentos. Sem precisar do aval de toda sua base de detentores de títulos, disse uma das fontes.

A expectativa é que, se optar por essa solução, a companhia precisará de aprovação de donos de 60% da dívida da companhia, disse a segunda fonte. Uma recuperação judicial envolveria todos os credores e precisaria de aval prévio da Justiça.

— Os bônus da empresa estão nas mãos de milhares de investidores e é muito complicado conseguir unanimidade numa base tão diluída — disse a primeira fonte.

Reserva do pré-sal
 
Sofrendo os efeitos combinados da crise no setor de óleo e gás e do envolvimento de sua controladora Odebrecht nas investigações da operação Lava Jato, a OOG vem negociando com credores e investidores desde o fim de 2015. Visa uma readequação de seus cerca de US$ 5 bilhões em dívidas. A maior parte do montante vencendo até 2022.

Meses antes, a Petrobras havia cancelado o contrato do navio-sonda ODN Tay IV, uma das quatro plataformas que garantem bônus da empresa. Segundo a primeira fonte, a OOG avalia que com a entrada em operação nos próximos meses de seu navio-plataforma FPSO Pioneiro, em Libra. Trata-se da maior reserva de petróleo do pré-sal. Assim terá condições de propor um alongamento dos pagamentos a credores e investidores sem mesmo ter que propor uma redução do valor principal. O navio vai prestar serviços à Petrobras.

Consultada sobre as negociações para uma recuperação extrajudicial, a OOG afirmou que “segue em negociações construtivas com seus credores com o objetivo de fortalecer sua posição financeira de curto e longo prazo em meio ao desafiador cenário da indústria de óleo e gás”.

Conta de luz
 
Ainda nesta terça-feira, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou em reunião um ajuste extraordinário. Este deverá reduzir em cerca de 8% as tarifas das distribuidoras de eletricidade. Objetiva devolver aos consumidores valores cobrados indevidamente em 2016, após um erro de cálculo.

O processo, que já havia sido anunciado na semana passada pela agência, vem após a Aneel reconhecer que as tarifas no ano passado incluíram valores referentes à usina nuclear de Angra 3, que ainda não entrou em operação.

A Aneel disse que a compensação aos consumidores se dará em duas etapas, durante os meses de abril e maio. O efeito médio para todas distribuidoras do país será de 7,8%, mas o impacto varia para cada empresa. Clientes da Eletropaulo, em São Paulo, sentirão redução de 12,44% nas tarifas. Enquanto no Rio, o consumidor da Light verá queda de 5,35%, segundo estimativa da Aneel.

Anteriormente, a agência havia proposto devolver os valores cobrados indevidamente no momento do reajuste de cada distribuidora. Mas, posteriormente, voltou atrás e decidiu antecipar o ajuste.

“A percepção da redução tarifária nas faturas dos consumidores se dará de acordo com os ciclos de leitura e faturamento de cada um. Podendo levar até dois meses para se completar”, explicou a Aneel, em nota. A Aneel não detalhou os valores que serão devolvidos aos consumidores.

Fonte: correiodobrasil.com.br

Retração na colheita de soja reduz fluxo de navios...

 

A escala de navios previstos para embarcar soja nos portos brasileiros em março e no início de abril está 41% abaixo do registrado um ano atrás, apesar de uma safra recorde sendo colhida no país, em decorrência da retração dos produtores em venderem suas colheitas.

A colheita de soja, nos Estados do Sul do país, foi redimensionada pela agência

Levantamento da agência inglesa de notícias Reuters com dados da agência marítima Williams mostra que há no momento navios escalados para embarques de 6,26 milhões de toneladas de soja, ante 10,64 milhões de toneladas da escala de 12 meses atrás.

O ritmo de embarques do Brasil é fator considerado no mercado internacional, uma vez que o país é o maior exportador global de soja. Analistas disseram que um dos principais motivos para o atual “line-up” de navios é a baixa comercialização por parte dos agricultores. Eles têm reclamado dos baixos preços do grão em meio a uma valorização do real ante o dólar e a valores pouco atrativos no mercado internacional. Isso afeta a formação das cotações na moeda brasileira – no porto de Paranaguá (PR), estão em níveis registrados em 2015, em termos reais.

Volume recorde
 
As vendas de produtores da safra 2016/17 atingem 45% do total, ante 54% neste mesmo estágio da safra 2015/16 e 50% da média histórica, segundo levantamento mais recente da consultoria França Júnior.

— As tradings não estão conseguindo originar direito e, com isso, estão evitando fazer novas nomeações (de navios) no escuro — disse o analista Flávio França Júnior.

Além disso, o Brasil realizou fortes embarques nos dois primeiros meses do ano, com a ajuda de uma largada rápida da colheita da oleaginosa.

— Isso (retração das vendas de produtores) pesa bastante… mas olhe janeiro e fevereiro, adiantamos já uma parte (dos embarques — disse o analista de inteligência de mercado de uma trading estrangeira, que pediu anonimato.

As exportações de soja do Brasil atingiram um volume recorde para o mês de fevereiro de 3,51 milhões de toneladas, alta de 72% ante o mesmo mês de 2016 e quase quatro vezes superior aos embarques de janeiro, informou na última quinta-feira a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Com exportações acumuladas nos dois primeiros meses do ano de 4,4 milhões de toneladas, o Brasil registra o início de temporada de embarques de soja mais acelerado desde que os registros da Secex começaram, em 2006.

Meta frustrada
 
Operadores ouvidos pela Reuters no fim de fevereiro disseram que muitas empresas estão com dificuldade de obter todos os volumes necessários para completar os navios com os quais já se comprometeram. Nesse casos, oferecem valores mais elevados para adquirir as cargas, algumas vezes com prejuízos.

— Pedidos adicionais você acaba não atendendo ou deslocando para outras origens (outros países) — disse, na ocasião, um executivo de uma outra trading.

Todos esses percalços ocorrem em meio a uma colheita recorde no Brasil.

Segundo a Abiove, associação que reúne as grandes empresas processadoras e exportadoras de soja no país, a safra 2016/17 deverá atingir um recorde de 104,6 milhões de toneladas, com exportações recordes de 58,7 milhões de toneladas de soja em 2017, ante 51,58 milhões em 2016.

Carga de soja
 
Os trabalhos de colheita no país já alcançam 45% da área total, ante 38% da média histórica. Contudo, o calendário de plantio permitiria que 60% da safra já estivesse disponível no mercado, caso não fossem registrados atrasos pelas chuvas. Essa espécie de frustração do ritmo de oferta, segundo França Junior, também seria um fator a pressionar os compromissos firmados pelas tradings, que se traduzem na escala de navios nomeados nos portos.

Os dados da Williams mostram também que a escala total de embarques de grãos, incluindo soja em grão, farelo de soja e milho, apresenta agora 13,4 milhões de toneladas, metade do volume previsto 12 meses atrás.

Além da soja, a queda é influenciada pelos embarques de milho, que ainda eram fortes neste estágio do ano passado (previsão de 1,3 milhão de toneladas) e que agora são nulos, em meio a um aperto da oferta no mercado brasileiro.

Fonte: correiodobrasil.com.br

Marco civil da mineração entra na agenda do Congresso...



Projetos de lei para reformar a indústria mineradora do Brasil devem ser encaminhados ao Congresso no final de março ou início de abril e podem ser aprovados até 110 dias mais tarde, disse o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, em uma entrevista no domingo.

Extração de nióbio em andamento nos arredores de Araxá, cidade situada no sul de Minas Gerais

Um código de mineração reformulado, cuja meta é renovar o interesse dos investidores, foi proposto pela primeira vez em 2009, mas empacou no Congresso em 2013. Para facilitar sua aprovação, o projeto de lei foi dividido em duas seções que revisam os royalties do governo e estabelecem uma nova agência reguladora.

– Estamos terminando as discussões dentro do governo, estamos muito próximos de encerrar a discussão para (as regras) irem ao Congresso – disse o ministro Fernando Coelho Filho na entrevista, concedida durante uma conferência em Toronto, que começou no domingo e vai até quarta-feira.

‘Papel importante’
 
O ministro também disse que a escolha do substituto do presidente da Vale, Murilo Ferreira, cujo mandato termina em 26 de maio, também pode acontecer no final de março ou início de abril.

Os fundos de pensão estatais, como a Previ, têm um “papel importante” no processo de seleção, junto com outros sócios da mineradora Vale, disse o ministro durante a conferência.

A Vale, maior produtora mundial de minério de ferro, foi privatizada em 1997, embora o governo ainda exerça influência na empresa por meio do braço de investimento do BNDES e dos fundos de pensão.

– Por ora, ainda estamos procurando – comentou Coelho Filho, sobre o novo CEO da mineradora.

Fonte: correiodobrasil.com.br

quarta-feira, 29 de março de 2017

Seminário de Política Urbana e Ambiental discutirá os desafios da gestão das cidades...



Nos dias 4 e 5 de abril, a Comissão de Política Urbana e Ambiental do CAU/BR promoverá em Brasília o IV Seminário Nacional de Política Urbana e Ambiental, com o tema “A Gestão Urbana Inserida no Compromisso com a Nova Agenda Urbana”.  Os debates englobarão os desafios da gestão urbana e as possíveis ferramentas e estratégias de atuação para a melhoria da qualidade de vida nas cidades.

O evento, que se realizará no Memorial Darcy Ribeiro (Beijódromo), na Universidade de Brasília, conta com o apoio do Fórum de Presidentes do CAU. As inscrições, gratuitas, já estão abertas: https://caubr.typeform.com/to/ahQYJz 

O primeiro dia contará com uma mesa-redonda sobre “Desafios da gestão urbana”. No dia 5, haverá a apresentação de rede colaborativa de gestores e estudiosos de cidade e das ferramentas do IGEO (Sistema de Inteligência Geográfica do CAU) que são úteis para a gestão urbana.

O Seminário de Política Urbana e Ambiental do ano passado resultou na elaboração de dois documentos encaminhados aos candidatos às eleições municipais de 2016 e à Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III). Os documentos precederam a campanha de valorização profissional lançada pelo CAU/BR em comemoração do Dia do Arquiteto e Urbanista 2016, em apoio à Nova Agenda Urbana que abordou a necessidade de se repensar as cidades para atender aos desejos, necessidades e direitos dos cidadãos, valorizando o planejamento urbano e ressaltando a responsabilidade dos prefeitos.

Este ano pretende-se produzir um  novo documento focado em ferramentas de gestão urbana que será direcionado aos prefeitos eleitos para nortear a elaboração de políticas e projetos alinhados com a Nova Agenda Urbana.

Veja a programação completa do seminário: 

Local: Memorial Darcy Ribeiro – Beijódromo, Campus Universitário Darcy Ribeiro – Universidade de Brasília

Dia 4 de abril 

9h às 10h                   Abertura

 – Haroldo Pinheiro – Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil;
 – Lana Jubé – Coordenadora da Comissão de Política Urbana e Ambiental do CAU/BR
 – Patrícia Luz – Presidente do CAU/RN e coordenadora do Fórum dos Presidentes do CAU

10h às 11h                 Palestra de abertura
                                 
  João Sette Whitaker – professor doutor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo  e ex- secretário municipal de habitação de São Paulo

11h às 12h                Debate

  Moderadora: Lana Jubé – Coordenadora da Comissão de Política Urbana e Ambiental do CAU/BR

12h às 14h               Almoço

14h às 18h              Mesa redonda: Desafios da gestão urbana
                           
  Jório Cruz – ex-professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco e ex-presidente da Fundação de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife – FIDEM
  Flávia Mourão – Diretora-Geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte
 Ernesto Galindo – Técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA
 Mediador: Deputado Federal Edmilson Rodrigues


18h                        Encerramento das atividades do primeiro dia


DIA 5 DE ABRIL

9h às 10h             Apresentação da REDE
                           
                             Grupo de trabalho Rede Urbana do Fórum de Presidentes do CAU:
                            – Roberto Montezuma – Presidente do CAU/PE
                            – Wilson de Andrade – Presidente do CAU/MT
                             Tito de Carvalho – Presidente do CAU/ES
                            – Jeferson Navolar – Presidente do CAU/PR
                             Guivaldo Baptista – Presidente do CAU/BA
                                  
11h às 12h           Apresentação das ferramentas do IGEO (Sistema de Inteligência Geográfica) para gestão urbana

 Mirna Cortopassi Lobo – especialista em Tecnologia da Informação Geográfica e criadora do Centro Integrado em Estudos de Geoprocessamento e do Curso de Pós-Graduação em Geoprocessamento da UFPR
  João Felipe Villar – Coordenador de Geotecnologia do Centro de Serviços Compartilhados do CAU

12h às 14h          Almoço

14h às 17h           Discussão e aprovação do documento direcionado aos prefeitos eleitos
                            
  Relatores
   – José Alberto Tostes – Conselheiro CAU/BR e membro da CPUA-CAU/BR
   – Roberto Montezuma – Presidente do CAU/PE
    Ana Maria Farias – Presidente do CAU/SE

17h às 17h30       Coffee Break

17h30 às 18h         Encerramento
                           
  – Haroldo Pinheiro – Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil
   Lana Jubé – Coordenadora da Comissão de Política Urbana e Ambiental do CAU/BR
   Patrícia Luz – Presidente do CAU/RN e coordenadora do Fórum dos Presidentes do CAU

Fonte: caubr.org.br

Mais uma cidade proíbe transporte de carga em carroças...



A lei que proíbe o transporte de qualquer tipo de carga ou fretamento por veículo de tração animal precisa ser regulamentada em São José dos Campos, São Paulo. De acordo com o 1º artigo, o meio de transporte caracteriza maus-tratos aos animais.

O vereador Valdir Alvarenga (SD) disse que a lei foi feita por meio de um clamor à causa animal, referente à crueldade com que os animais são tratados.

"Os animais são tratados com muita crueldade. São maltratados pela carga que carregam e pelo jeito que são tratados, com alimentação e medicamentos inadequados, torturas e abandono dos animais mais velhos", disse o vereador.

Quem não cumprir com a lei, será punido com multa. Qualquer cidadão poderá comunicar os órgãos competentes, quando constatado maus-tratos aos animais.

Segundo Valdir Alvarenga, o valor das multas e o órgão que vai fazer a fiscalização serão definidos quando a lei for regulamentada pelo prefeito Felicio Ramuth (PSDB), o que ainda não tem data para acontecer.

Petição Digital

O NewPangea abraçou a causa de proteção aos animais explorados em carroças e, atualmente, conseguimos mais de 30 mil assinaturas reinvidicando uma Lei Federal que proíba o uso de 'veículo de tração animal'

Fonte: newpangea.com.br