segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Capital da Noruega oferece R$ 3.600 para moradores comprarem bikes elétricas...


A bicicleta tem se tornado uma alternativa cada vez mais viável para a mobilidade urbana. Há muitas cidades que já entenderam a importância do meio de transporte e incorporaram medidas públicas para incentivar o uso da modalidade. Na Suécia, por exemplo, o governo distribui bikes para quem está à fim de deixar o carro em casa.

Mas as magrelas têm uma desvantagem. Quem pedala diariamente sabe o quanto subidas e muito peso podem estragar a viagem. Por isso a capital da Noruega, Oslo, anunciou que irá oferecer R$ 3.600 aos seus moradores para incentivar a compra de modelos elétricos de bike, além de carga para as bicicletas. A iniciativa faz parte do projeto de se tornar carbono neutro até o ano de 2030.

O valor que será doado pelo governo cobre aproximadamente 25% dos custos de comprar uma bicicleta cargueira elétrica. Qualquer residente da cidade está apto a receber o benefício, mas apenas quem tiver condições de arcar com os outros 75% receberá o dinheiro. Não rola guardar para mais tarde!

No ano passado, a cidade também anunciou que proibirá todos os carros a circular em suas ruas a partir de 2019. Melhor as pessoas começarem a se adequar às novas modalidades de
transporte.

Michigan decide banir o uso de sacolas plásticas...


O estado norte-americano de Michigan veio a público anunciar a aprovação de uma importante lei, que promete transformar a maneira como os seus cidadãos se relacionam com as sacolas de plástico e outros tipos de embalagens.

Assinado nos últimos dias de 2016, o projeto prevê o banimento não só do uso de sacolas plásticas em qualquer um de seus governos regionais, mas elimina também outros recipientes descartáveis (independentemente do que são feitos).

De acordo com a publicação, além das sacolinhas, copos, garrafas e outras embalagens reutilizáveis ou de uso único (sejam elas de tecido, papel, vidro, alumínio etc.) também foram banidas do estado. O objetivo principal da ação é evitar o consumo desnecessário destes materiais, que em sua grande maioria, são descartados inadequadamente, poluindo ruas, rios e oceanos.

Levando como base o banimento de sacos plásticos em alguns países, como os exemplos de Marrocos, Afeganistão e, principalmente, a Escócia – que em seu primeiro ano de proibição, foi responsável por evitar a utilização de 650 milhões de sacolas, o governo de Michigan foca na oportunidade de diminuir consideravelmente os níveis de poluição do material.

Como era de se esperar, alguns outros estados norte-americanos (Arizona, Idaho e Missouri) têm seguido a iniciativa sustentável e, de acordo com o Washington Post, aprovaram projetos de lei semelhantes.

Vale lembrar ainda que estas novas tendências seguem algumas das orientações discutidas nos últimos movimentos em prol do futuro do planeta, caso do COP 22, que aconteceu em novembro do ano passado. A expectativa é de que grandes resultados sejam apresentados nos próximos anos, comprovando a eficiência e importância de ações como essa.

Barcelona cria ‘superilhas’ para tirar carros das ruas e reduzir poluição...


Um projeto da Prefeitura de Barcelona, na Espanha, criou superquadras (“superilles” em catalão, ou superilhas) com o objetivo de reduzir o uso de veículos e fazer com que o espaço público seja recuperado pelos cidadãos.

O trânsito já foi reduzido ou cortado na primeira “superilha”, formada pelos cruzamentos de nove quadras. Onde antes só passavam veículos, agora há parque infantil, palco para atividades culturais, quadras esportivas e até um parlamento pintado no chão.

O projeto-piloto começou em setembro passado no bairro de PobleNou. Já estão previstas mais cinco “superilhas” em outras áreas até 2018, um investimento de 10 milhões de euros (mais de R$ 33 milhões). A intenção da prefeita Ada Colau é implantá-las em toda a cidade.

Janet Sanz, vice-prefeita de Barcelona na área de Ecologia, Planejamento Urbano e Mobilidade, explica que a ideia nasceu há algum tempo, mas só começou a ser implantada agora por causa do aumento da poluição do ar, além da necessidade de gerar mais espaço público para diferentes atividades.

Carros demais

A poluição é um grave problema local. Segundo a prefeitura, Barcelona é a cidade europeia com maior densidade de carros – diariamente, mais de 500 mil veículos entram e saem do município, que tem 1,6 milhão de habitantes.

Todo ano, são registradas 3,5 mil mortes prematuras decorrentes da contaminação atmosférica, além de 31 mil casos de bronquite em crianças e 54 mil ataques de asma.

A administração municipal defende que, para reduzir a poluição do ar, é preciso desestimular o uso de veículos, fomentar um transporte público mais econômico e ecológico e implantar as “superilhas”, que proporcionarão mais zonas verdes na cidade.

Moradora da primeira “superilha”, Silvia Casorrán, de 37 anos, avalia o projeto de forma positiva. “Estou convencida de que a cidade tem de mudar o modelo de mobilidade, para reduzir a poluição que respiramos e mudar a forma como nos locomovemos”, afirma.

Salvador Clarós Ferret, presidente da associação de moradores do PobleNou, ressalta que o projeto vai transformar a mobilidade e o espaço urbano.

Para ele, a “superilha” propõe uma dinâmica contrária à da maioria das cidades. O congestionamento, afirma, “não se soluciona ampliando ruas, mas reduzindo o tráfego de veículos e forçando uma mudança de hábito”.

Afetados pela ‘superilha

O projeto também recebeu críticas de parte dos moradores e comerciantes, que criaram a Plataforma dos Afetados pela Superilha. Eles reivindicam o direito de decidir sobre o uso das ruas.

A principal reclamação do grupo é que algumas ruas se tornaram exclusivas para pedestres e outras do entorno não. Outra queixa é dos comerciantes, principalmente donos de restaurantes, que acreditam que a redução do trânsito pode prejudicar seus negócios.

“A experiência mostra o contrário: transformar a rua para pedestres incrementa o comércio. Falta engajar a vizinhança, para que empreenda novas dinâmicas de utilização do espaço”, rebate Ferret.

Segundo o presidente da associação, as pessoas estão tão acostumadas a acreditar que as ruas são para os carros, e por isso a mudança gerou “surpresa” e “incompreensão” de alguns.

Mas no geral, diz, “o conceito de ‘superilha’ foi muito bem acolhido. Podemos aproveitar melhor o espaço para fazer outras atividades, já que não passam mais tantos carros aqui”.

Ferret reforça que a mudança deve ser acompanhada de mais alternativas de transporte público. “É um projeto que terá sentido quando atingir toda a cidade. Vai reduzir o trânsito não só nas ‘superilhas’, mas também em volta delas.”

Janet Sanz admite que a medida é “ambiciosa e afeta muito o entorno”, o que requer uma mudança de “cultura”.

“Moradores que normalmente não participavam desse tipo de discussão agora participam. Acho porque positivo que os barcelonenses estão falando mais de urbanismo, opinam sobre como querem que sejam suas ruas”, observa a vice-prefeita.

Transformação

Como trabalho de campo, estudantes de diversas faculdades de Arquitetura fizeram as primeiras transformações do espaço em PobleNou.

Um dos supervisores, o arquiteto Iñaki Baquero, da Confederação de Oficinas de Projetos de Arquitetura (CTPA, na sigla em catalão), conta que durante dez dias os alunos pintaram e mudaram o mobiliário da “superilha”.

“A intenção é eliminar os carros da rua e humanizar as cidades. Esse espaço público é uma oportunidade para que as pessoas o utilizem de novo”, reforça.

Baquero explica que inicialmente a implantação é funcional, não urbanística, iniciada aproveitando o que já existe no asfalto. “Quando a ‘superilha’ se consolidar, os moradores poderão transformá-la em bosques ou em teatros”, exemplifica.

Segundo o arquiteto, o conceito de “superilha” pode funcionar bem em cidades octogonais como Barcelona. Janet Sanz avalia que o modelo é exportável.

“Muitas cidades podem utilizar esse conceito e recuperar as ruas. A chave é que as ruas não sejam só o espaço onde o cidadão é um transeunte, mas onde se possa ler, comer, fazer esportes. Tudo isso forma parte da qualidade de vida de uma cidade”, opina.

A vice-prefeita revela que Barcelona tem recebido pedidos de informações de prefeitos de várias cidades do mundo. “O objetivo é o mesmo: conseguir cidades amáveis, saudáveis, sustentáveis, onde possamos respirar ar puro”, afirma.

Americano retrata espécies em estúdio antes que elas desapareçam da Terra...


Não chega a ser novidade para ninguém que muitas das espécies hoje existentes, e catalogadas por vários órgãos, têm sofrido com a extinção ou iminência dela. Algumas delas, inclusive, têm grandes chances de desaparecer já nas próximas décadas, motivadas pelo ritmo acelerado na redução do número de seus exemplares.

Analisando o cenário preocupante – e quase que apocalíptico – de alguns animais, o fotógrafo norte-americano Joel Sartore decidiu, então, retratar em um estúdio espécies que estão sob ameaça de extinção. O projeto “Photo Ark”, do National Geographic, é uma ideia criada pelo fotógrafo com o objetivo de catalogar o maior número de espécies diferentes.

A ideia é, de alguma forma, incentivar a preservação da biodiversidade animal, através da arte e exposição da fauna em diferentes ângulos. Também assim, o Photo Ark garante às próximas gerações, registros de muitas espécies que podem não mais existir daqui alguns anos.

De acordo com o site oficial de Sartore, até o momento já são mais de 6000 fotos com diferentes animais registradas no estúdio, sempre usando recursos de iluminação em tons de preto e branco para dar ainda mais destaque à fotografia. A meta do norte-americano é chegar a 12 mil espécies fotografadas.

Vale mencionar, inclusive, as edições especiais de imagens que são retratadas pelo National Geographic, que mensalmente cria uma seleção de fotos interessantes para destacar em seu site.

Universidade do Ceará inaugura árvore solar para alimentar bicicletas elétricas...

 
O campus do Itaperi, da Universidade Estadual do Ceará (UECE) inaugurou na última terça-feira (21) uma Árvore Solar, formada por dez painéis fotovoltaicos postos sobre as palmas de uma palmeira metálica, estilizada e branca, que carregam as baterias de uma frota de dez bicicletas elétricas. As bikes serão utilizadas pela equipe de segurança do campus da Instituição, no primeiro momento.

Durante o dia, quando as bicicletas estiverem conectadas à árvore, os painéis carregarão as baterias. Quando as bicicletas estiverem em uso, a árvore repassará a energia para a rede pública, gerando créditos para a UECE utilizar posteriormente. A bicicleta com necessidade de carga à noite usará a energia da concessionária.

O benefício é resultado da parceria da UECE, por meio do Mestrado Acadêmico em Ciências Físicas Aplicadas, com a empresa Eco Soluções em Energia, associada à Incubadora de Empresas da UECE (IncubaUECE), que conta com o apoio técnico em arquitetura da Projec. Por estar associada a incubadora pública, a Eco soluções em Energia pode contar com o apoio do Fundo de Inovação Tecnológica do Ceará (FIT/CE), por meio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), que analisou e aprovou o projeto.

A IncubaUECE continuará participando do projeto, oferecendo assistência para a sua viabilização, pois tem como missão estimular e apoiar empreendedores no processo de geração, consolidação e crescimento de micro, pequenas e médias empresas no Ceará, visando promover o desenvolvimento regional sustentável.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

BM&FBovespa compensa suas emissões de gases de efeito estufa pelo quinto ano consecutivo...


A BM&FBovespa compensou as suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de 2015 não passíveis de redução, tornando-se, assim, “carbono neutro” por mais um ano. A iniciativa existe desde 2013, anos base 2011 e 2012, e desde então este processo passou a ser anual.

Entre os objetivos desta ação, está o de induzir a adoção das melhores práticas de sustentabilidade pelas empresas listadas e o mercado em geral. A ação também está em linha com a Política de Sustentabilidade da Bolsa – aprovada pelo Conselho de Administração em abril de 2013 – em seu Pilar Ambiental e concretiza o compromisso com o avanço das iniciativas relacionadas a mudanças climáticas.

A compensação de emissões dos GEE é um passo evolutivo ao trabalho iniciado em 2009, quando a BM&FBovespa fez seu primeiro inventário de emissões de GEE que, a partir de 2010, passou a ser verificado por terceira parte.

Em 2015, a BM&F emitiu 5.402 toneladas de CO2 equivalente. Para compensar essas emissões, foram comprados 5.402 créditos de carbono gerados no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto, denominados RCEs (Reduções Certificadas de Emissão).

Os créditos de carbono comprados pela Bolsa foram gerados pelo projeto de energia renovável Grid Connection of Isolated Systems (Conexão à Rede de Sistemas Isolados), registrado junto à Organização das Nações Unidas (ONU), do qual fazem parte a Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantins (CELTINS) e as Centrais Elétricas Mato-Grossenses S. A. (CEMAT).

O objetivo do projeto é proporcionar a geração de energia renovável em municípios dos estados de Tocantins e Mato Grosso, trazendo benefícios como a redução da poluição ambiental e da dependência das importações de petróleo; geração de empregos em áreas geográficas menos atraentes para outras atividades econômicas e, consequentemente, promoção da inclusão social.

Com esta iniciativa, a Bolsa busca identificar, gerenciar e reduzir o seu impacto ambiental, contribuindo para o esforço global contra as mudanças climáticas e seus efeitos.

Margareth Menezes ganha homenagem por promover Carnaval sustentável...


Madrinha do Prêmio Eu Promovo o Carnaval Sustentável, Margareth Menezes vai ganhar homenagem no Circuito Dodô (Barra-Ondina), em Salvador, neste sábado. A ação, que acontece às 16h, durante a apresentação de Margareth em trio independente, vai homenagear a cantora e compositora com a entrega de uma placa em reconhecimento ao seu trabalho socioambiental na Península de Itapagipe e por acreditar em um Carnaval de Salvador mais sustentável.

Margareth, que neste ano completa 30 anos de carreira, recebeu o título de madrinha do Prêmio Eu Promovo o Carnaval Sustentável por promover ações e projetos na cidade, por meio da Organização Social Fábrica Cultural, que tem como princípios o respeito ao meio ambiente e à cultura local, a valorização do ser humano e a busca de inclusão produtiva de jovens. 

A campanha da Prefeitura propõe que blocos, camarotes e trios transformem o ambiente da festa em um lugar capaz de integrar as questões sociais, enérgicas, econômicas e ambientais, como por exemplo, utilizar lâmpadas ecoeficientes (LED), materiais recicláveis para a decoração de espaços, disponibilizar rampas para acesso a cadeirantes, promover campanhas de combate ao racismo, ofertar alimentos mais saudáveis e mais. 

Parceria entre governo e comunidade cria área de lazer em São Sebastião...


Com cerca de 2 mil metros quadrados usados principalmente como estacionamento de caminhões e descarte de lixo, uma área na entrada do Residencial Vitória, em São Sebastião, começou a ganhar novo visual nesta sexta-feira (24). Entulhos foram retirados, e o parqueamento dará lugar a uma praça e a uma horta comunitária. Além disso, um campinho de futebol ganhou espaço maior e mais organizado, delimitado com pneus coloridos.

As mudanças fazem parte do Ações Urbanas Comunitárias, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Os trabalhos de hoje integram também o programa Cidades Limpas, desenvolvido em São Sebastião desde 13 de fevereiro.

O local da atividade desta sexta é alvo de muita especulação, de acordo com o diretor-presidente da Codhab, Gilson Paranhos. “Periodicamente, pessoas chegavam aqui para tentar parcelar irregularmente a terra. Se a população se apossar desse espaço, os grileiros não terão vez”, aposta.

Morador do residencial há 13 anos, o estudante Marcos Paulo Andrade de Jesus, de 22 anos, já viu muitas situações relacionadas a uso e venda de drogas no local. Ele acredita que, quanto mais as pessoas movimentarem a área, menor é o risco de criminalidade. O jovem estuda ciências biológicas com bolsa em uma universidade privada de Taguatinga e pretende contribuir com o que aprende no curso. “Espero ajudar na implementação da agrofloresta [sistema que reúne culturas agrícolas e florestais], da horta comunitária e da horta medicinal”, planeja.

As melhorias na área próximo ao Residencial Vitória começaram ainda na semana passada, quando, por meio do Cidades Limpas, foram recolhidos cerca de 250 pneus, usados para delimitar o campinho de futebol e para construir um trajeto de acesso ao espaço de lazer. Para não acumularem água, os pneus foram tapados com areia e cimento.

Também na semana passada, a praça recebeu mudas de ipê-roxo e amarelo, doadas pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Balanço prévio do Cidades Limpas em São Sebastião


Esta sexta-feira (24) foi o último dia do Cidades Limpas em São Sebastião. O balanço prévio de ações destaca a limpeza de 250 metros de rede de esgoto, a desobstrução de 40 bocas de lobo, a revitalização de 19 faixas de pedestres, a pintura de 4,2 mil metros de meios-fios, a visita a 2,6 mil imóveis por agentes da Vigilância Ambiental em Saúde para combater focos de Aedes aegypti, a retirada de 7,1 mil toneladas de entulho, a poda de 376 árvores e o nivelamento de cerca de 7 mil metros de vias.

Coordenada pela Secretaria das Cidades, a força-tarefa busca unir governo e comunidade para a melhoria das regiões administrativas. “São mais de dez órgãos públicos engajados em limpeza e urbanização, mas, quando [o mutirão] acaba, fica a cargo dos moradores zelar pelo que foi feito”, diz o subsecretário de Desenvolvimento Regional e Operações nas Cidades, Manoel Alexandre.

Lançado em novembro de 2016, o Cidades Limpas é feito em parceria com as administrações regionais, com base em demandas indicadas pelos moradores. Além da Secretaria das Cidades e da Codhab, integram a equipe a Agência de Fiscalização (Agefis), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a Companhia Energética de Brasília (CEB), a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), o Corpo de Bombeiros Militar, o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a Polícia Militar, a Secretaria de Saúde e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

São Sebastião é a oitava região a receber o programa, que já passou pelo Gama, Itapoã, Paranoá, por Ceilândia, Brazlândia, pela Estrutural e por Planaltina.

SLU recolhe 14 toneladas de lixo do primeiro dia de carnaval...


Nas primeiras horas da manhã deste domingo (26), centenas de garis já estavam espalhados pelo Distrito Federal para recolher o lixo deixado pelos foliões. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) coletou 14 toneladas de resíduos entre sábado (25) e a manhã de hoje. A maior parte se concentrou nos dois maiores eventos: o Babydoll de Nylon, na Praça do Cruzeiro; e o Galinho, na 201 Sul. Os dois reuniram juntos 170 mil pessoas.

O SLU mobilizou 523 garis nos dois dias. Uma medida que facilitou e tornou mais seguro o trabalho deles foi a proibição de garrafas de vidro nos blocos. Neste domingo, um efetivo semelhante será empregado na limpeza de blocos como o Raparigueiros, na 110/210 Sul; e o Baratona, na 108/208 Sul.

O carnaval de rua do Distrito Federal em 2017 conta com a campanha Bloco Brasília Limpa, onde servidores do governo — com base em contribuições dos cidadãos, garis e supervisores do SLU — vão eleger os blocos mais limpos.

Os foliões podem ajudar os blocos colaborando com a limpeza durante os eventos e indicando os mais limpos por meio de postagens no Instagram com a hashtag #blocobrasilialimpa, seguida de outra com o nome do bloco.

DF e Goiás definem projetos para gestão de resíduos sólidos em 2017...


Na primeira reunião do ano do Consórcio Público de Manejo dos Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do Distrito Federal e Goiás (Corsap), foram tratados temas como a eleição da presidência e da diretoria do grupo de trabalho e a elaboração dos planos de resíduos e de drenagem dos municípios do Entorno do DF.

O encontro ocorreu na Residência Oficial de Águas Claras na quarta-feira passada (22). Participaram o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg; o secretário de Infraestrutura e Obras Públicas, Antonio Coimbra; a diretora-presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Kátia Campos; o secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos de Goiás, Wilmar Rocha; e representantes de municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride).

A primeira pauta foi a recondução do governador Rollemberg à presidência do grupo de trabalho. A sugestão foi apresentada por Wilmar Rocha em nome do governador de Goiás, Marconi Perillo. A eleição contou também com a recondução de diretores e de suplentes representantes das cidades.

Outro assunto abordado foi o repasse de cerca de R$ 2 milhões ao consórcio por meio de emenda parlamentar federal. A verba, destinada pelo deputado federal Augusto Carvalho (SD-DF), será aplicada na contratação de consultoria para elaborar o plano de resíduos sólidos e de drenagem das cidades do Entorno.

O esforço conjunto é fundamental para que surjam resultados, acredita o chefe do Executivo do DF. “A elaboração dos planos de resíduos sólidos e de drenagem são um grande desafio dos municípios e estados, além de uma determinação legal. A gente sabe que muitos municípios não têm condições de fazer isso sozinhos. Se nos unirmos, aumentamos muito a capacidade de realização de todos. Por isso, a necessidade de integração entre o DF e Goiás é cada vez maior”, explicou Rollemberg.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Empresa cria copo de café que pode ser plantado para virar árvore...

 

Imagine se a cada cafezinho que você consome, nascesse uma árvore. A ideia existe e e está sendo colocada em prática: uma empresa norte-americana criou um copo de café feito com material biodegradável que pode ser plantando, dando origem a plantas e flores que contribuem para a melhoria da qualidade do ar.

O projeto tem dois objetivos: desenvolver embalagens biodegradáveis feitas de fibras vegetaise assim, apostar no reflorestamento das comunidades.“Os nossos copos serão capazes de extrair, por ano, até 1 tonelada de CO2 da atmosfera, depois de serem plantados”, diz a equipe da empresa Reduce – Reuse – Grow.

Os copos vêm embebidos com sementes nativas da Califórnia.Para plantar o copo de sementes, basta molhar o copo durante cinco minutos e colocá-lo na terra.

“Podemos garantir que este é o copo mais ecológico do mundo. Mesmo que seja jogado no lixo, em vez de se plantado, este copo vai carregado de nutrientes que alimentam o solo”, acrescenta a empresa.

O projeto conseguiu o financiamento necessário, 18 mil euros, por meio de crowdfunding.Os copos vão começar em breve a ser distribuídos em vários estados norte-americanos.Todos os anos, nos EUA são jogados fora 146 mil milhões de copos de café.

Processo de reciclagem de lâmpadas...

 

O termo “reciclagem de lâmpadas” refere-se à recuperação de alguns de seus materiais e o retorno ao ciclo de vida industrial. A maioria dos brasileiros não tem opções de descarte desse tipo de lâmpada

Um processo eficiente de reciclagem inclui desde um competente serviço de informação e esclarecimentos junto aos geradores de resíduos, explicitando como estes devem ser transportados para que não ocorra a quebra dos bulbos durante o seu transporte, até a garantia final de que o mercúrio seja removido dos componentes recicláveis e que os vapores de mercúrio serão contidos durante o processo de reciclagem. Analisadores portáteis devem monitorar a concentração de vapor de mercúrio no ambiente para assegurar a operação dentro dos limites de exposição ocupacional (0,05 mg.m~3, de acordo com a Occupational Safety and Health Administration -OSHA).

O processo de reciclagem mais usado e em operação em várias partes do mundo envolve basicamente duas fases:

a) Fase de esmagamento:

As lâmpadas usadas são introduzidas em processadores especiais para esmagamento, quando, então, os materiais constituintes são separados por peneiramento, separação eletrostática e ciclonagem, em cinco classes distintas:
– terminais de alumínio – pinos de latão; – componentes ferro-metálicos; – vidro, – poeira fosforosa rica em Hg; – isolamento baquelítico.

No início do processo, as lâmpadas são implodidas e/ou quebradas em pequenos fragmentos, por meio de um processador (britador e/ou moinho). Isto permite separar a poeira de fósforo contendo mercúrio dos outros elementos constituintes. As partículas esmagadas restantes são, posteriormente, conduzidas a um ciclone por um sistema de exaustão, onde as partículas maiores, tais como vidro quebrado, terminais de alumínio e pinos de latão são separadas e ejetadas do ciclone e separadas por diferença gravimétrica e por processos eletrostáticos.

Essa lâmpada é econômica, mas é fácil de reciclar?

A poeira fosforosa e demais particulados são coletados em um filtro no interior do ciclone. Posteriormente, por um mecanismo de pulso reverso, a poeira é retirada desse filtro e transferida para uma unidade de destilação para recuperação do mercúrio.

O vidro, em pedaços de 15 mm, é limpo, testado e enviado para reciclagem. A concentração média de mercúrio no vidro não deve exceder a 1,3mg/kg. O vidro nessa circunstância pode ser reciclado, por exemplo, para a fabricação de produtos para aplicação não alimentar.

O alumínio e pinos de latão, depois de limpos, podem ser enviados para reciclagem em uma fundição. A concentração média de mercúrio nesses materiais não deve exceder o limite de 20 mg/kg. A poeira de fósforo é normalmente enviada a uma unidade de destilação, onde o mercúrio é extraído. O mercúrio é, então, recuperado e pode ser reutilizado. A poeira fosforosa resultante pode ser reciclada e reutilizada, por exemplo, na indústria de tintas.

O único componente da lâmpada que não é reciclado é o isolamento baquelítico existente nas extremidades da lâmpada.

No que se refere à tecnologia para a reciclagem de lâmpadas, a de maior avanço tecnológico é apresentada pela empresa Mercury Recovery Technology – MRT, estabelecida em Karlskrona Suécia. O processador da MRT trabalha a seco, em sistema fechado, incorporado em um “container” de 20 pés de comprimento (6,10m). Todo o sistema opera sob pressão negativa (vácuo) para evitar a fuga de mercúrio para o ambiente externo (emissões fugitivas).

b) Fase de destilação de mercúrio:

A fase subsequente nesse processo de reciclagem é a recuperação do mercúrio contido na poeira de fósforo. A recuperação é obtida pelo processo de reportagem, onde o material é aquecido até a vaporização do mercúrio (temperaturas acima do ponto de ebulição do mercúrio, 357° C). O material vaporizado a partir desse processo é condensado e coletado em recipientes especiais ou decantadores. O mercúrio assim obtido pode passar por nova destilação para se removerem impurezas. Emissões fugitivas durante esse processo podem ser evitadas usando-se um sistema de operação sob pressão negativa.

O Problema da Reciclagem das Lâmpadas

Em localidades onde existe a separação de resíduos recicláveis, é importante manter os produtos que contêm mercúrio separados do lixo comum. Tais produtos são, freqüentemente, classificados como resíduos perigosos se excederem o limite regulatório de toxicidade.

Uma vez segregados e/ou separados, os resíduos mercuriais podem, então, ser tratados objetivando a recuperação do mercúrio neles contidos. As opções de aterramento e incinerações não são as mais recomendadas. Com a finalidade de minimizar o volume de mercúrio descarregado ao meio ambiente, a opção de reciclagem, com a conseqüente recuperação do mercúrio, é considerada a melhor solução. O principal argumento é que tecnologias comprovadamente bem sucedidas para esta finalidade já existem.

Custo para Descontaminação de Lâmpadas

O custo para a reciclagem e a conseqüente descontaminação do gerador de resíduos depende do volume, distância e serviços específicos escolhidos pelo cliente.

Ao preço, deve-se acrescentar os custos de frete (transporte), embalagem e seguro contra acidentes. O ônus envolvido no processo de reciclagem tem sido suportado, até o presente momento, pelas empresas e indústrias mais organizadas, que possuem um programa ambiental definido.

Os subprodutos resultantes do processo de reciclagem, tais como vidro, alumínio, pinos de latão e mercúrio, possuem baixo valor agregado, portanto é de se esperar que a reciclagem de lâmpadas tenha um alto custo, o que explica a quantidade de lâmpadas que você descartada em local inadequado.

Enersolar+Brasil 2017 apresentará tecnologias para geração de energia limpa...

 

Em sua 6ª edição a feira ENERSOLAR+BRASIL 2017 será realizada de 23 a 25 de maio de 2017, no São Paulo Expo, em São Paulo, com entrada gratuita para profissionais do setor.

Entre as tecnologias e soluções que serão apresentadas estão as dos segmentos de aquecedores solares, placas termosolares, painéis fotovoltaicos, aerogeradores, inversores, máquinas para transporte e manuseio de biomassa, caldeiras e queimadores, entre outros.

Em paralelo a feira acontecerá o 7º Congresso de Tecnologias Limpas e Renováveis para a Geração de Energia, o Ecoenergy, evento cujo objetivo é fomentar a discussão sobre o aproveitamento racional dos recursos renováveis para geração de energia por fontes não poluidoras como o sol, o vento, a biomassa e os resíduos agrícolas e urbanos. Este ano o tema principal do congresso será “Planejamento Estratégico e Superação de Gargalos para a Decolagem de Projetos em Energia Solar no Brasil. Os debates e palestras do congresso acontecerão entre empresários, pesquisadores, representantes do governo, entidades e associações do setor.  

Serviço:

EnerSolar + Brasil 2017
Data: 23 a 25 de maio de 2017, das 13h às 20h
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil
Transporte gratuito: Rua Nelson Fernandes, 450 – Acesso pelo Terminal Rodoviário
Jabaquara

* Evento gratuito para profissionais do setor

Fenda na África poderá criar novo oceano...

 

Cientistas estão observando um fenômeno que pode mudar o formato de um continente. Uma fenda de cerca de 56 quilômetros que se abriu no deserto da Etiópia pode dar origem a um novo oceano, segundo geólogos. Mas como a rachadura ainda não foi bem estudada, alguns cientistas consideram a hipótese controversa. 

A fissura, que chega a medir mais de seis metros de largura em alguns pontos, foi aberta em 2005. A erupção de um vulcão subterrâneo foi responsável pelo surgimento da fenda. Os pesquisadores dizem que é uma grande sorte testemunhar o nascimento desse novo oceano, já que o processo normalmente ocorre escondido nas profundezas dos mares.

As placas tectônicas da África e Arábia se encontram no deserto de Afar, no norte da Etiópia, e vêm se separando nos últimos 30 milhões de anos a uma velocidade de 2,5 cm anuais. Acredita-se que o novo oceano iria dividir o continente africano em dois em cerca de 10 milhões de anos. A equipe que estuda o fenômeno espera que a observação da fenda sirva para ajudar a entender como a superfície da Terra é formada.  

Carro vegano acelera nas pistas da Nascar...

 

Lançado em Daytona, EUA, na corrida automobilística de abertura da temporada mundial 2017, o primeiro carro vegano da Nascar, 100% movido por energias renováveis.

Intitulado Vegan Powered (alimentado pelo veganismo), o carro foi adesivado em toda sua lataria.

A piloto profissional do Vegan Powered é Leilani Münter. Ela é bióloga, vegana e ativista pelo meio ambiente e direitos animais, desde 2011. Leilani já correu com o carro personalizado com tema ambientalista em 2014, em alusão ao filme Blackfish, referente aos danos da exploração de animais marinhos em parques aquáticos.

No autódromo houve degustação gratuita de comida vegana e bate-papo com atletas profissionais veganos. Leilani que ficou no 19° lugar dentre 40 competidores, segue a temporada acelerando com o Vegan Powered nas pistas da Nascar.

O campeonato que tem milhares de expectadores no mundo todo serve como uma boa vitrine para difundir o veganismo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Eclipse solar anular é observado no próximo domingo em Angola...



Angola é um de dois países africanos onde vai ser observado no domingo, durante duas horas e nove minutos, um eclipse anular do Sol, fenômeno espacial que começa a ser observado a partir da Patagônia,

uma região geográfica localizada no Chile e na Argentina, e termina, já ao pôr-do-sol, próximo da cidade de Lubumbashi, na República Democrática do Congo.

A informação foi avançada na quarta-feira à Angop, em Luanda, pelo director do Instituto Superior Técnico Militar, astrofísico Jaime Pombo Vilinga, que confirmou a presença em Angola, desde terça-feira, de quatro cientistas franceses que, com colegas angolanos, vão observar e estudar o fenómeno espacial, no âmbito de uma actividade científica denominada Expedição Eclipse Anular do Sol.

Jaime Pombo Vilinga acentuou que o eclipse anular do sol vai atravessar o Oceano Atlântico, onde atinge o seu máximo, entrando para o continente africano pela província do Namibe, entre as localidades de Lucira e Bentiaba, às 16 horas, 15 minutos e 23 segundos.  

A linha de centralidade do eclipse anular do Sol vai atravessar o território angolano do mar ao Leste, pelas províncias do Namibe, Benguela, Huíla, Huambo, Bié e Moxico, disse o astrofísico.

 Na maioria do território angolano, o fenômeno vai ser observado já como um eclipse parcial do Sol.
 
O fenómeno vai ser observado em Angola durante duas horas e nove minutos, devendo a fase parcial terminar às 18h28. O astrofísico Jaime Pombo Vilinga explicou que um eclipse solar anular acontece quando a Lua cobre o centro do disco solar, deixando a zona visível para formar um “Anel de Fogo” em torno do satélite natural da Terra, ao longo da sua órbita, conhecida como perigeu, que é o local mais distante do planeta.

Os eclipses solares ocorrem apenas quando o satélite natural está em fase de Lua Nova, explicou o astrofísico, acrescentando que a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados. 

Apesar de não serem tão espectaculares quanto os eclipses totais do Sol, os eclipses anulares servem ­para realizar várias experiências científicas, motivo pelo qual estão em Angola, a convite do Instituto Superior Técnico Militar, os quatro cientistas franceses, pertencentes ao Instituto de Astrofísica de Paris.

Os cientistas franceses estão desde quarta-feira em Benguela, onde hoje orientam uma conferência científica sobre o estado e comportamento do Sol, eclipses e a procura e caracterização de exoplanetas.

A expedição científica é organizada pelo Instituto Superior Técnico Militar em parceria com os ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia, Telecomunicações e Tecnologias de Informação e Interior.  O Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, os governos provinciais de Luanda, Namibe e Benguela, assim como a Rede Mediatecas de Angola apoiam também a expedição científica, da qual fazem parte mais de dez estudantes do Instituto Superior Técnico Militar, ligados aos cursos de Engenharia Mecânica, Construção e Fortificação, Informática, Electrotecnia e Medicina.

O Instituto Superior Técnico Militar, instituição de ensino universitário enquadrado no subsistema de ensino superior, forma licenciados nas áreas de Engenharia e Medicina. A actividade académica no Instituto Superior Técnico  Militar teve início a 15 de Maio de 2008.

Lixo doméstico da cidade de Pequim transformado em energia...

 

As autoridades de Pequim estabeleceram como meta transformar 57 por cento do lixo doméstico da cidade em energia. De acordo com a comissão municipal de gestão urbana de Pequim, a conversão de resíduos em energia vai ser realizada em seis estações de tratamento de lixo que serão abertas este ano.

O director da comissão, Sun Xinjun, disse que a prioridade do órgão este ano é incentivar os residentes a gerar menos lixo, separá-lo melhor e impulsionar a conversão.

O processo de transformação mais comum do lixo gera electricidade ou calor directamente por meio da combustão. Outra forma de aproveitamento é o processamento industrial para produção de combustíveis como metano e etanol. Esse processo além de produzir energia reduz as emissões de carbono. Com 21,7 milhões de residentes permanentes, a enorme quantidade de lixo doméstico de Pequim tem um impacto profundo no meio ambiente.

As autoridades locais visam aumentar a capacidade de tratamento de lixo para 30 mil toneladas por dia até 2020, sendo 24 mil incineradas e o resto submetido a tratamento biológico. Nenhum resíduo não tratado vai ser enterrado.

Li Jinwen, outro funcionário da comissão de gestão urbana,   confirmou que Pequim diminuirá as categorias de lixo de três para duas. Nos pontos de recolha, será destinado um contentor para os resíduos de cozinha e outro para o restante lixo doméstico. Indicou que a cidade distribuirá manuais e organizará treinos para ajudar o público a classificar o lixo. Funcionários da municipalidade estarão ao lado dos contentores dos condomínios para ajudar os moradores confusos.

ONU lança campanha para limpeza dos oceanos...

 
“Clean Seas” (“Limpar os mares”) é o nome da campanha apresentada durante a Conferência Mundial dos Oceanos, que termina hoje, em Nusa Dua, na ilha de Bali, na Indonésia.

A organização multilateral sugere aos governos que apliquem políticas para reduzir o plástico, que as empresas reduzam as embalagens com este material e que os consumidores mudem os seus hábitos.

Para o ano 2020, a campanha propõe que sejam totalmente eliminadas as maiores fontes de plástico no mar: os microplásticos de cosméticos e as embalagens descartáveis.

“Já passou a hora de abordarmos o problema do plástico que aflige os nossos oceanos. A poluição de plástico está a aparecer nas praias da Indonésia, repousando no leito marinho do Polo Norte e ascendendo na cadeia alimentar até às nossas mesas”, disse Erik Solheim, chefe da ONU Meio Ambiente.

Nove países já se juntaram à campanha, como a Indonésia, que se comprometeu a reduzir em 70 por cento o plástico lançado no mar em 2015, o Uruguai, que vai introduzir um imposto sobe os sacos plásticos, e a Costa Rica, que vai melhorar a gestão de resíduos e a educação para reduzir o uso de sacolas. A companhia Dell vai utilizar, por sua vez, plástico reciclado recolhido perto do Haiti para fabricar os seus produtos de informática.

Segundo a ONU, o plástico representa 80 por cento do lixo nos oceanos e causa prejuízos no valor de oito mil milhões de dólares nos ecossistemas marinhos. Se o aumento de resíduos como garrafas, sacolas e copos de plástico se mantiver no ritmo actual, em 2050 vai haver mais plástico do que peixes em peso no mar e 99  por cento das aves marinhas vão consumir restos deste material.

Criada a comissão para rever estratégia de desenvolvimento em Angola...



Uma comissão multissectorial para revisão e extensão da estratégia de desenvolvimento nacional de longo prazo, até 2050, foi criada por despacho do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, nos termos da Constituição.

De acordo com o Despacho Presidencial nº 11/17 de 14 de Fevereiro, publicado no Diário da República I Série Nº 25, de 14 de Fevereiro deste ano, a comissão é coordenada pelo ministro do Planeamento e Desenvolvimento Territorial. A comissão, refere o despacho citado pela Angop, integra os titulares dos ministérios da Administração do Território, das Finanças, da Indústria, do Comércio, da Economia,  do Urbanismo e Habitação, da Geologia e Minas,  da Energia e Águas, dos Transportes, do Ambiente,  da Saúde,  da Educação, da Agricultura e das Pescas.

Os titulares  dos ministérios da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, da Cultura, o  governador do Banco Nacional e Angola (BNA) e o secretário para os Assuntos Económicos do Presidente da República também integram a comissão. O organismo tem como principal atribuição, coordenar  a revisão  e extensão  da Estratégia de Desenvolvimento  de Longo Prazo  Angola/2025, para o horizonte de 2050. A comissão  foi criada  ao abrigo da Lei  n.º 1/11, de 14 de Janeiro, Lei de Bases do Regime  Geral do Sistema Nacional de Planeamento, que  apresenta  a  Estratégia  Nacional  de DesenvolvimentCZo  de Longo Prazo,  uma visão  global  para Angola e o seu papel na cena internacional, sendo elaborada com base na análise de cenários, para os níveis nacional, sectorial e territorial e eixos  prioritários.

De acordo com o Despacho Presidencial, compete ao coordenador da comissão apresentar ao titular do Poder Executivo, o cronograma  das acções a desenvolver, para  a sua respectiva aprovação.   O relatório final dos  trabalhos  efectuados  e  a estratégia  de desenvolvimento  de longo prazo para o  horizonte  de 2050, deverá  ser apresentado  ao  Presidente da República no prazo de  24 meses  a contar  da data de entrada em vigor  do presente Despacho. No quadro da implementação dos  documentos,  a comissão pode  constituir  grupos de trabalho por especialidade, bem como contratar  assessoria  técnica  especializada de peritos  nacionais  ou estrangeiros  necessários à boa execução das tarefas.
 
Em 2012, o MPLA venceu as eleições e pôs em marcha o Plano Nacional de Desenvolvimento  2013-2017, elaborado com base na Estratégia Angola 2025. O PND compreende 229 programas de acção fundamentais e 1227 medidas de políticas transversais e sectoriais, que implementam 11 políticas nacionais. Os sectores do PND 2013-2017 estão distribuídos pelos domínios económico, de infraestruturas, institucional e social.

No domínio social, agrupam-se os sectores dos antigos combatentes e veteranos da pátria, da assistência social, da reinserção social, da ciência e tecnologia e da comunicação social. A lista prossegue com os domínios da cultura, do desenvolvimento rural, dos desportos, da educação, do ensino superior, da família e da promoção da mulher, da formação profissional, da habitação e da saúde.

Já na Estratégia Angola 2025, esses sectores distribuem-se pelos vários sistemas definidos. O documento que serviu de base para o PND prevê a criação de 8,2 milhões de empregos líquidos e a redução em 75 por cento do índice de pobreza, com base na erradicação da fome e da pobreza extrema, e multiplicar por nove a 10 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) per capita e reduzir a taxa média de inflação para níveis de um dígito. Outros grandes objectivos da estratégia Angola 2025 é garantir a coesão nacional, promover a paz e a estabilidade, o desenvolvimento económico equitativo e sustentável, assegurar uma justa distribuição dos rendimentos, a estabilidade macro-económica, e o desenvolvimento harmonioso das regiões do país.

Outros grandes objectivos da Estratégia Angola 2025 é garantir a coesão nacional, promover a paz e a estabilidade, o desenvolvimento económico equitativo e sustentável, assegurar uma justa distribuição dos rendimentos, a estabilidade macro-económica, e o desenvolvimento harmonioso das regiões do país.

No capítulo da energia, atendendo o vasto potencial hidroeléctrico do país é de referir que a grande aposta, no quadro dessa estratégia de longo prazo, tem sido a energia hidroeléctrica. O gás natural abre novas perspectivas ao sector e o sector abre novas perspectivas para o gás em Angola.

Plano de conservação ambiental para Serra Ricardo Franco é traçado pelo Governo de Mato Grosso...


Um plano com nove ações voltadas para a conservação ambiental e o uso sustentável do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco foi apresentado pelo Governo de Mato Grosso ao Ministério Público Estadual (MPE). Entre as diversas ações previstas estão à elaboração de um plano de manejo para a unidade de conservação, normatização do uso público do local, regularização fundiária, sinalização do entorno do parque, realização de atividades de fiscalização, criação de um conselho consultivo.

O documento foi apresentado pelo secretário de Estado de Meio Ambiente e vice-governador, Carlos Fávaro, e o Procurador Geral do Estado, Rogério Gallo, ao Procurador de Justiça Especializado em Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística de Mato Grosso, Luiz Alberto Scaloppe, na última terça-feira, 21 de fevereiro.

O plano de ação será protocolado ainda nesta semana na Procuradoria-Geral de Justiça. De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), algumas das nove ações previstas no plano de ações já estão em andamento, como a realização de um diagnóstico fundiário. A empresa para tal trabalho já foi escolhida por meio de processo licitatório. O trabalho envolve demarcação de área, sinalização, geoprocessamento e georreferenciamento e o documento é considerado para a desapropriação das áreas que forem necessárias e indenização dos proprietários.

Ainda conforme a Sema, o tal contrato "abrange outras oito unidades de conservação estaduais, com R$ 5 milhões de recursos do Fundo Amazônia".

Outro ponto já em discussão, destaca a Secretaria, é o plano de manejo do parque que deverá ser realizado pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

De acordo com o Governo de Mato Grosso, a execução do plano de melhorias ao Parque deverá ser estabelecida através de um termo de acordo judicial sugerido pela PGE ao Ministério Público do Estado (MPE), em que será fixado um cronograma de ações.

O secretário de Meio Ambiente e vice-governador, Carlo Fávaro, afirmou ao MPE que o parque sempre esteve na agenda de melhorias da pasta, porém a única discordância existente é com relação aos prazos.

“São 20 anos de inércia e nesta gestão estamos trabalhando arduamente para executar as determinações impostas, porém não é possível fazer a execução de todas as ações em curto espaço de tempo”.

O Governo de Mato Grosso destaca que entre as exigências realizadas pela procuradoria na ação civil pública n° 642-31.2015.811.0077, de fevereiro de 2016, estava à elaboração de um plano de manejo em oito meses. O Procurador Geral do Estado, Rogério Gallo, pontua que tal prazo era "impossível" de ocorrer. Gallo destaca que um serviço técnico como o solicitado leva em média de um a dois anos para ficar pronto.

Rogério Gallo salienta que a proposta é executar as ações do plano sem estar premido por uma multa diária de R$ 100 mil por dia, como estabelecia a liminar para o não cumprimento dos prazos. “As pessoas pensam que com a suspensão da liminar o estado vai abandonar o parque. Pelo contrário, o que estamos discutindo de fato é prazo, e com a liminar suspensa vamos ter mais tranquilidade para construir um calendário conjuntamente com o MP e, a partir desse termo de acordo judicial, o MP terá total liberdade para nos cobrar, porque estaremos embasados tecnicamente quanto aos prazos de execução das ações”.

O Procurador de Justiça Especializado em Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística de Mato Grosso, Luiz Alberto Scaloppe, declarou, durante a reunião, que deixará sua equipe técnica disponível para analisar as propostas do plano de ação. Scaloppe afirmou ainda que "Estamos abertos ao diálogo. A preservação ambiental e a utilização sustentável do parque é um objetivo em comum da Sema e do MP. Vamos avaliar o documento e estudar a proposta do termo de acordo judicial".

Além do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, a Sema revela que outras 10 unidades de conservação terão seu plano de manejo elaborado, mas, ainda está em andamento a licitação para escolher a empresa que realizará o processo. Ao todo serão investidos R$ 9 milhões, oriundos de compensação ambiental.

O caso

Localizado em Vila Bela da Santíssima Trindade, o Parque Estadual Serra de Ricardo Franco é objeto de polêmica desde o final de 2016. Considerada uma unidade de conservação ambiental, o local só pode ser indiretamente em ações de turismo ecológico, passeios, trilhas e em atos de educação ambiental. O Parque deveria receber, portanto, proteção integral, o que não vem ocorrendo.

O MPE denuncia que, desde quando fundado, em 1997, o Parque Serra Ricardo Franco teve seus 158,6 mil hectares explorados por interesses pessoais, tais como pecuária sem licença, desmatamento irregular e até mesmo trabalho escravo.

O Parque Estadual Serra de Ricardo Franco foi criado por meio do Decreto Estadual nº 1.796/97 no Governo Dante de Oliveira e desde então os produtores convivem com as dificuldades causadas pela sua criação e não implantação do mesmo. O setor produtivo destacou na ocasião, como o Agro Olhar comentou, dos bloqueios que até o momento não houve o pagamento de indenização para os mesmos, bem como apresentado algum documento que comprove que ali é um parque.

Em meados de novembro e dezembro do ano passado, cerca de 51 produtores rurais na região tiveram seus bens bloqueados pela Justiça por força de decisões liminares proferidas em ações civis públicas propostas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso. O valor de R$ 949,5 milhões bloqueados buscava  garantir que os "requeridos tenham como arcar com a condenação, promovendo a recuperação das áreas degradadas e a compensação pelo dano moral coletivo e danos materiais ambientais não passíveis de recuperação", como destacou o MPE na ocasião.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Portugal sem plano para garantir sustentabilidade das empresas públicas...


A Comissão Europeia advertiu hoje que Portugal "ainda não tem um enquadramento para garantir a sustentabilidade das empresas detidas pelo Estado", lamentando a ausência de "um plano concreto" para resolver a dívida elevada.

Recordando que as empresas públicas tinham uma dívida de 32 mil milhões de euros no segundo semestre de 2016, o executivo comunitário afirma que "não há um plano concreto para atacar este amplo 'stock' de dívida".

O setor dos transportes é "o mais endividado", com a Infraestruturas de Portugal (IP) a representar 27% do total do endividamento das empresas públicas, e, somando também a Comboios de Portugal (CP) e os metros de Lisboa e do Porto, o endividamento do setor totaliza 62% do montante em dívida pelas empresas públicas.

Quanto à IP, resultante da fusão das empresas Estradas de Portugal e Refer -- Rede Ferroviária Nacional, a Comissão refere que, apesar de ter assinado um contrato-programa de cinco anos, "ainda não foi definida uma operação de sustentabilidade de mais longo prazo".

Quanto às empresas públicas de transportes urbanos em Lisboa e no Porto, Bruxelas recorda que o Governo está a rever o modelo operativo e de financiamento destas empresas mas lamenta que "a dívida elevada e os resultados operacionais negativos dos sistemas de metro das cidades continuam preocupantes e a sua sustentabilidade de longo prazo ainda não foi assegurada".

Outro aspeto apontado pelo executivo comunitário prende-se com a reintrodução da progressão na carreira para os trabalhadores das empresas públicas, o que Bruxelas considera que "pode afetar ainda mais negativamente a situação financeira das empresas".

Relativamente às Parcerias Público-Privadas (PPP), a Comissão antecipa que vão continuar a penalizar as finanças públicas.

No caso da IP, Bruxelas diz mesmo que "os subsídios extraordinários e os pagamentos extraordinários deverão mais do que duplicar em relação a 2016, sobretudo em resultado do contrato de obrigação de serviço público de cinco anos recentemente assinado".

Em março do ano passado, a IP assinou com o Estado um contrato programa que define e regula os termos de obrigação de serviço público de gestão da infraestrutura da ferrovia, que vigora pelo prazo de cinco anos a contar de 01 de janeiro de 2016.

Estas considerações de Bruxelas fazem parte do relatório sobre Portugal divulgado hoje no âmbito do 'pacote de inverno' do 'semestre europeu' de coordenação de políticas económicas.

O executivo comunitário determinou também que Portugal continua com "desequilíbrios macroeconómicos" e indicou que vai "rever a sua avaliação em maio, tendo em conta o nível de ambição do Programa Nacional de Reformas", colocando na mesma situação Chipre e Itália.

Pesquisadores debatem estratégia e sustentabilidade em Fortaleza...


As pesquisas voltadas para estratégias de sustentabilidade estão cada vez mais frequentes em todo o mundo.  Pensando em promover uma discussão sobre o tema, a Unifor realiza, durante os dias 16 a 17 de março, o I Encontro de Pesquisa em Estratégia e Sustentabilidade (EPES). O evento tem como objetivo promover a socialização de informações, contribuindo para a construção do conhecimento acadêmico, assim como difundir as diferentes vertentes dos grupos participantes.

Organizado pelo Núcleo de Estudo em Estratégia e Sustentabilidade (NESS), com o apoio da Pós-Graduação em Administração de Empresas (PPGA) da Unifor, o evento contará com a participação de expoentes internacionais na área de Sustainable Supply Chain Management, como os professores Stefan Seuring (Universidade de Kassel - Alemanha) e Vikas Kumar (Universidade de West of England - Reino Unido). Além disso, estarão presentes pesquisadores de outros Estados, como a professora Marcia Barcellos (UFRGS), Susana Pereira (FGV/EAESP).

O evento tem como público-alvo pesquisadores das diversas áreas do conhecimento, com foco em pesquisa estratégia e sustentabilidade, além de professores de Mestrado e Doutorado e alunos de graduação. As inscrições estão abertas pelo site para todos os interessados.

De acordo com a professora Daiane Neutzling, integrante do NESS, existe um grande interesse sobre o tipo de pesquisa que são realizadas no Brasil. “Há internacionalmente uma carência de dados em relação ao nosso país, no que se refere a área da administração.
 
O EPES é uma grande oportunidade de se fazer pesquisa e aumentar os laços com pesquisadores estrangeiros, que se mostram muito abertos a colaboração”, explica Daiane.

Reciclagem de lixo gera renda para hospital de Cachoeiro...



Na última semana, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) entregou para uma empresa de reciclagem da cidade o montante de 800 quilos de papelão, papel comum e garrafas pet. O dinheiro arrecadado com a venda dos materiais recicláveis é revertido para obras de melhorias no hospital.

De acordo com o setor de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), cerca de 90% de todo material recolhido para realizar esta entrega foi gerado pelo próprio hospital. “A empresa faz o recolhimento do material a cada duas semanas e toda verba obtida é transformada em melhorias para o hospital”, destaca o técnico de segurança do trabalho Erbert Garcia.

Além de recolher e separar o lixo, o HECI também atua como posto de coleta de materiais recicláveis. O setor de reciclagem existe há 10 anos e em trabalho conjunto ao Serviço de Controle de Infecções Hospitalares (SCIH) forma a Comissão de Resíduos, que define o controle do descarte dos materiais residuais e também o processo de reciclagem no hospital.

egundo Jocimar Rosa, supervisor do SESMT, essa ação pode ser melhor se houver mais adesão. “Fazemos treinamentos informando a necessidade e a forma adequada de descarte desse material, uma vez que a sua eliminação correta é muito importante. Além disso, essa ação gera um retorno financeiro e social que contribui para o meio ambiente”, completa.

Meio ambiente foi tema do encontro da Diocese com prefeitos do Agreste...


A Diocese de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, realizou na manhã desta quinta-feira (23), um encontro com prefeitos e representantes das 19 cidades que fazem parte da cobertura da Diocese. O evento aconteceu no Seminário Interdiocesano Nossa Senhora das Dores, no bairro Petrópolis.

De acordo com o Bispo Diocesano, Dom Bernardino Marchió, o encontro serviu para colocar em pauta assuntos importantes das cidades. "Partilhamos preocupações como a seca. Falamos sobre a Campanha da Fraternidade e biomas brasileiros. Falamos também sobre outros assuntos ligados as vidas das paróquias. Tem muita coisa que devemos dialogar", disse.

Ainda segundo Dom Dino, um assunto bastante discutido foi o Rio Ipojuca, pois interessa a vários munícipios. Outros encontros e um fórum serão realizados com os secretários das cidades e os prefeitos, ainda sem datas definidas.

Para a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), o momento foi importante para discutir sustentabilidade. "Discutimos como a gente consegue ter uma cidade boa para todos viverem. A gente não consegue resolver o problema de uma cidade sozinho. Falamos de saneamento básico, da Bacia do Rio Ipojuca, do Rio Capibaribe. Nos comprometemos a trabalharmos juntos", comentou.

Após a reunião, os prefeitos conheceram as novas instalações do Centro Administrativo da Diocese de Caruaru.

Brasileiro é finalista de prêmio de melhor professor do mundo...

 

Agricultores pobres com prole numerosa, no interior do Espírito Santo, os pais do menino Wemerson ofereciam aos filhos ainda pequenos duas opções: ir para roça com eles, capinar lavouras e colher café, ou estudar. Franzino e com mãos de pele fina que o cabo da enxada enchia de bolhas, o menino sempre optava pelos livros. Nesta quarta-feira, 22, o hoje professor Wemerson Nogueira da Silva, de 26 anos, será apresentado como o único brasileiro entre os dez finalistas ao prêmio de Professor Global 2017, que dará ao vencedor US$ 1 milhão.

Professor de ciências da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Antônio dos Santos Neves, na pequena Boa Esperança, cidade de 15,3 mil habitantes na região noroeste do Estado, Wemerson está concorrendo com educadores de países como Inglaterra, Alemanha, Espanha e Austrália. Em sua terceira edição, o Professor Global (Varkey Foundation Global Teacher Prize 2017), é o maior prêmio do gênero e foi criado para reconhecer "um professor excepcional que tenha feito uma grande contribuição para a profissão, além de chamar a atenção para o importante papel que os professores exercem na sociedade".

Entre 2012 e 2014, o professor capixaba revolucionou as comunidades pobres de Nova Venécia, sua terra natal, com o projeto 'Jovens Cientistas', como conta. "A comunidade é carente de tudo e muitos alunos faziam o tráfico de drogas nos arredores e nas dependências da escola. Comecei a motivá-los para a música, para o esporte e, por fim, envolvi os pais. Os alunos passaram a ter interesse pela escola e pelo contexto social." 
 
Ele conta que num dos projetos, o 'Karaoquímica', os alunos cantavam as fórmulas de uma matéria normalmente difícil. Contrariando orientação dos chamados "pedagogos", ele liberou o celular nas aulas e converteu os aparelhos em fonte de consulta.

Depois de detectar que muitos alunos sofriam violência em casa, focou o tema em pesquisas e trabalhos escolares. "Em dois anos, a violência doméstica nessa região caiu 80% e a criminalidade relacionada à droga reduziu 90%." Outro projeto, chamado "Filtrando as Lágrimas do Rio Doce", saiu da escola e foi para as margens do rio, castigado pelos resíduos de mineração após o rompimento da barragem de Mariana (MG). Além de constatar in loco os efeitos da poluição, os alunos orientados por ele, e com a ajuda de especialistas, desenvolveram sistemas para tratar a água e devolver a potabilidade. "Distribuímos os filtros para a comunidade ribeirinha e os moradores puderam ter de volta água limpa em casa."
 
Os trabalhos já renderam a Silva o prêmio brasileiro de Educador Nota 10, o Educador do Ano, em 2016, da Fundação Victor Civita.

A forma diferenciada de lecionar deu bons frutos, segundo ele.
 
"Muitos desses alunos conseguiram entrar no Instituto Federal do Espírito Santo, uma escola concorrida. Eles disseram que nunca tinham sonhado com isso. No ano passado, um aluno meu foi aprovado para o curso de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo. 
 
Pena que, de tão pobre, ele não tinha dinheiro para se manter e não pôde dar continuidade, mas tenho certeza de que não vai desistir."

Wemerson sabe por experiência própria que o incentivo é tudo quando se trata de aprender. "Sou de origem humilde, meus pais até hoje vivem do salário de aposentado rural, mas sempre deram prioridade para o estudo. Somos sete irmãos e sou o único professor, mas todos estudaram. Tenho uma irmã formada em advocacia, outra em radiologia e outra na área social. Todos nós estudamos em escolas públicas, com muita dificuldade. Quando eu tinha 14 anos, vendia picolé na rua e guardava o dinheiro, pois sonhava fazer faculdade."

Ele conta que conseguiu, na época, fazer uma poupança de R$ 700 vendendo sorvete de palito. "Não consegui passar na federal, então decidi fazer um curso a distância. Isso mesmo, sou formado num EAD (Ensino a Distância). Muitas pessoas torcem o nariz, mas foi o que consegui fazer. Com minhas economias, eu pagava R$ 190 de mensalidade." Com apenas quatro meses de curso, ele se apresentou em uma escola que enfrentava falta de professores e começou a substituir os faltosos nas aulas. "O dinheiro da substituição me ajudou a terminar o curso de Ciências Biológicas."

Caso vença o Professor Global 2017, o brasileiro já sabe o que fará com o dinheiro. "A prioridade é construir um laboratório de Ciência e Tecnologia na minha cidade, aberta a todos. Sei da importância porque minha escola não tinha um microscópio para mostrar uma célula para os alunos." Outra parte do dinheiro vai para uma instituição que incentive a formação de professores e, se sobrar, Wemerson usará o restante em sua própria formação. "Sonho em conhecer a realidade da educação em outros países, os mais avançados, como a Finlândia, e outros mais carentes. Isso pode me ajudar no trabalho no Brasil."

O prêmio é concedido pela Varkey Foundation, com sede em Londres. Os dez finalistas foram selecionados entre 20 mil indicações e inscrições de 179 países. O vencedor será anunciado no Fórum Global de Educação e Habilidades em Dubai, no domingo, 19 de março de 2017.
 
No anúncio dos dez finalistas, o Príncipe Harry fez uma homenagem ao trabalho dos professores. "Além de ensinar a ler, escrever e aritmética, os melhores professores vão além das páginas dos livros para ensinar aos jovens sobre determinação, ambição, resiliência e compaixão. Todos enfrentamos obstáculos e desafios em nossas vidas e nossos professores exercem um papel crucial para nos preparar para esses altos e baixos."

O fundador da Varkey Foundation, Sunny Varkey, parabenizou Wemerson por estar entre os dez finalistas. "Espero que sua história inspire as pessoas que estão pensando em seguir a carreira de professor e que também chame a devida atenção para o incrível trabalho que os professores fazem por todo o país e no mundo inteiro, todos os dias." O brasileiro já se considera um vencedor. "Essa caminhada que estou vivendo já há alguns anos com meus alunos é o meu melhor prêmio."

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Brasil é o segundo país com maior área florestal do mundo...


A FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura compilou dados dos países com as maiores áreas florestais do mundo, como você pode ver no infográfico acima. Os números mostram o Brasil como o segundo maior, perdendo apenas para a Rússia.

Ainda é possível ver dados interessantes, como o fato de 13 milhões de pessoas serem empregadas pelo setor florestal formal, ao passo que mais que o triplo trabalha no mercado informal, o que diz muito sobre o crescimento do desmatamento global.

No entanto, em contraponto, a China foi, de longe, o país que mais teve ganhos em áreas verdes, com 1.542 mil hectares entre 2010 e 2015, deixando a vice Austrália muito atrás.

Síndica cria projeto de educação ambiental e publica livro...


Hoje vamos conhecer a história da Maria Odete Azevedo Pinho, que enquanto síndica de um condomínio de 12 unidades, resolveu criar um projeto de educação ambiental, focado no princípio dos 3R´s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar).  Atualmente, atua como sub-síndica e participa ativamente da administração do condomínio Joaquim Távora, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio de Janeiro. Confira abaixo os detalhes dessa ação maravilhosa, que rendeu muitos bons frutos e se transformou em livro!

Condomínios Verdes –  O que é o Projeto AJO Ambiental e como ele surgiu?

Maria Odete A. Pinho – O Projeto AJO Conscientização e Educação Ambiental foi criado em 2007, tendo como base o Art. 225 da Constituição Federal/88, a Lei da Educação Ambiental 9.795/99 e a Resolução do CONAMA 275/01, com ênfase na teoria dos 3Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), levando em conta a crescente e desordenada urbanização e suas consequências que afetam os recursos naturais, comprometendo o meio ambiente. AJO Conscientização e Educação Ambiental é uma marca registrada no INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial em 22/12/2009.

A ideia do Projeto surgiu em 2006 quando terminei o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão e Controle Ambiental (UGF/RJ).  Na época, era síndica de um condomínio e vendo a quantidade de resíduos (lixo) que eram colocados na Coleta Comum, comecei a idealizar o projeto.

Condomínios Verdes – Como funciona a atuação de vocês nos condomínios?

Maria Odete A. Pinho – O Projeto AJO Ambiental começou com a implantação do Projeto Piloto no Condomínio do Edifício Joaquim Távora em agosto de 2007. No início as ações eram mais focadas em condomínios, mas hoje atuamos em qualquer segmento. Nosso objetivo maior é provocar mudança de hábitos com foco na separação e na destinação correta dos resíduos sólidos (nosso lixo) e no combate ao desperdício dos recursos naturais (água e energia) sempre com ênfase nos 3R’s. A Educação Ambiental é o alicerce para a mudança da cultura socioambiental de uma sociedade. Quando o cidadão adquire esses conceitos, ele passa a exercer melhor a sua cidadania.

Condomínios Verdes –  O livro é uma amostra do trabalho realizado durante os sete anos de projeto. Sempre foi uma ideia documentar essas experiências?  Conte um pouco pra gente sobre o conteúdo do livro.

Maria Odete A. Pinho – Nesses sete anos promovendo conscientização e Educação Ambiental, conseguimos sensibilizar e provocar mudança de hábitos por onde passamos. O Blog do Projeto AJO Ambiental é visitado por vários países do mundo, além do Brasil e sempre recebemos muitos elogios e também preocupações com os problemas ambientais que comprometem a sustentabilidade do nosso Planeta. Quando decidi escrever o livro, primeiro criei uma cartilha que foi impressa e distribuída para os nossos parceiros e amigos voluntários. Diante da repercussão do material decidi lançar o livro, com o apoio da Editora POD.

O livro traz os conceitos de Educação Ambiental com ênfase nos 3R’s, foco na separação e na destinação correta dos resíduos sólidos urbanos (nosso lixo) e no combate ao desperdício dos recursos naturais (água e energia). Trata dessas questões que ainda são ignoradas pela maioria dos cidadãos, traz informações sobre os problemas com a produção de lixo no Brasil e no Rio de Janeiro, alguns esclarecimentos sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O Livro também mostra o passo a passo dos 7 anos do Projeto AJO no Condomínio Joaquim Távora.


Condomínios Verdes – Apesar de ser fundamental para o desenvolvimento sustentável, a educação ambiental ainda é pouco divulgada nas instituições de ensino e na sociedade como um todo. Como você acredita que o Projeto AJO pode colaborar para reverter este cenário?

Maria Odete A. Pinho – Provocar mudança de hábitos ainda é uma tarefa muito difícil, além do profissional não ter seu valor reconhecido.  Mas essas mudanças podem trazer muitos benefícios quando os conceitos de Educação Ambiental são compreendidos e praticados por todos, seja dentro do condomínio, da empresa, da instituição etc. O Projeto AJO Ambiental é como uma gota de água em um oceano que se multiplica com o apoio e o comprometimento dos parceiros e amigos.

Máquina transforma garrafas em areia para salvar praias...


Em 2015, a cervejaria BD da Nova Zelândia fez sucesso ao transformar a bebida em biocombustível. Dois anos depois, a marca reforça seu posicionamento ambiental ao abranger as possibilidades do que fazer com uma garrafa vazia. Dessa vez, a empresa criou um mecanismo que transforma os vasilhames em areia para salvar as praias do país.

Para pôr em prática o projeto, a neozelandesa criou um máquina especial esmagadora de garrafas. O processo é simples, a medida em que o vasilhame é inserido, um laser aciona pequenos cortadores de aço que rodam a 2.800 rpm. Ao final do processo, o que resta são 200 gramas de areia que têm composição semelhante à encontrada na natureza.

Segundo a empresa, dois terços de todas as faixas litorâneas do mundo estão recuando. Isso acontece porque a demanda pelo material é altíssima em indústrias que vão desde a farmacêutica até a de construção. Por isso, a natureza não se recompõe a tempo, sendo preciso um esforço mútuo e boas ideias para manter este bioma saudável.

Os biohackers estão preocupando o mundo - saiba por quê...


Se você pensou que os hackers limitavam-se a realizar artimanhas no mundo digital, está enganado. Uma nova categoria de hackers está surgindo e esses não trabalham com computadores, mas sim com genética e isso está deixando muita gente preocupada.

Chamados de biohackers, esses indivíduos fazem parte de um grupo que compra kits pela web para realizar experimentos com sua estrutura de genes. Isso é uma prática comum entre estudantes que querem fazer experimentos envolvendo cervejas bioluminescentes em suas casas. O problema é que as experiências dos hackers são mais perigosas.


Um dos projetos mais famoso é o “The Glowing Plant Project”. Os cientistas estão trabalhando no cultivo de uma planta especial chamada arabidopsis mesclada com um gene bioluminescente natural dos vaga-lumes. Essa experiência vem causando muita polêmica no mundo inteiro, principalmente na comunidade religiosa.

Na Alemanha, por exemplo, já existe uma lei que proíbe a engenharia genética fora de laboratórios com a supervisão adequada. Essa medida, inclusive, começou a ser amplamente divulgada mais recentemente, afirmando que quem for pego realizando essa prática terá que pagar uma multa de 50 mil euros (cerca de R$ 170 mil), além de encarar três anos de prisão.
 
Se na Alemanha o controle é rigoroso, nos EUA esses kits estão sendo distribuídos para que estudantes e profissionais realizem suas próprias experiências em casa. Tudo, no entanto, precisa estar conforme manda a lei do país governado por Donald Trump.