domingo, 31 de dezembro de 2017

Quer ganhar um milhão de dólares...





Basta ajudar a Coca-Cola a resolver um de seus maiores problemas: o açúcar.

A The Coca-Cola Company abriu um concurso mundial na semana passada convocando cientistas e curiosos de todo o mundo a achar algo que a empresa ainda não achou: um substituto definitivo para o açúcar.

A empresa busca um adoçante natural, seguro, de baixo teor calórico ou nulo e que tenha a mesma sensação de doce do açúcar de cana quando misturado às bebidas e comidas.
A preocupação da empresa pode ser com a saúde de seus consumidores, mas também é temor com sua própria saúde financeira.

Estudos mostram que, nos EUA, pessoas hoje consomem 19% menos refrigerante que 15 anos atrás. O consumo da bebida foi cortado justamente pelas altas taxas de açúcar. A tendência é o consumo continuar a cair.

A ideia, portanto, é correr contra o tempo para achar um substituto tão bom que aposente de vez a sacarose a partir da cana-de-açúcar.

Alguns especialistas já manifestaram ressalvas. O valor de um milhão parece bem baixo para a solução de um negócio bilionário.

Regras

No site do concurso “The Coca-Cola Company Sweetener Challenge”, a empresa avisa que a solução não pode envolver a planta estévia (a empresa já usa o adoçante na fórmula de sua versão Life, a “Coca verde”) ou a planta asiática Lo Han Guo (conhecida como Fruta-dos-Monges).

A solução também não pode envolver plantas de espécies protegidas ou substâncias que já têm restrições em algum país.

O site do desafio avisa que faltam 154 dias para o encerramento das propostas: até 18 de janeiro de 2018.

Em 21 de fevereiro, a marca vai anunciar os dez semifinalistas. Em 11 de abril, os três finalistas. Finalmente, em três de outubro de 2018, o grande vencedor.

Fonte: Revista Exame

sábado, 30 de dezembro de 2017

Cade aprova compra pela AES Tietê de 5 projetos de energia solar...





A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou, sem restrições, a compra pela AES Tietê Energia de cinco projetos de energia solar no Estado de São Paulo, de acordo com despacho publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.

Os projetos localizados no município de Guaimbê estão em fase pré-operacional, pertencem à Cobra Brasil e têm capacidade instalada de geração de energia conjunta de 150 MW.

Como a capacidade dos projetos representa apenas 0,009 por cento da capacidade de geração de empreendimentos de todas matrizes energéticas outorgados no país, o Cade não viu risco para a concorrência.

A AES Tietê, que pertence à norte-americana AES, anunciou em dezembro que pretende investir 280 milhões de reais para construir um complexo de geração de energia solar em São Paulo, cuja produção foi vendida antecipadamente. A meta da empresa é chegar a 2020 com metade de sua geração de caixa proveniente de empreendimentos não hidrelétricos e com contratos de longo prazo.

Fonte:  Site Exame

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Nova empresa de energia solar investe em Venâncio...





Foi com o intuito de trazer algo diferente e mais moderno para Venâncio que Nelice Wollmann Green, 55 anos, e mais dois sócios resolveram investir no município e abrir uma empresa do ramo de energia solar.

Nelice é venâncio-airense, mas, há seis anos, mora na Suíça. Antes disso, também chegou a morar na Inglaterra e África. A partir de janeiro do ano que vem, a empresa denominada Energia Solar Brasil iniciará as atividades. Também no mesmo mês, será implantada uma unidade em Santa Cruz do Sul.

Ela conta que a equipe há quatro anos tem estudado a produção de energia solar e o uso das tecnologias de última geração para essa finalidade. Nelice explica que, em muitos países da Europa, a energia proveniente do sol é muito comum, como na Alemanha, por exemplo, mesmo que o país seja frio e o sol não tão intenso quanto aqui. Ao levar isso em consideração, conta que se fez alguns questionamentos: 'Se lá é tão comum energia solar, porque não trazer isso para o Brasil já que aqui é muito mais quente e o sol ainda mais forte?'.

DIFERENCIAL

Embora já existam empresas no país que instalem estrutura para a captação de energia do sol, Nelice ressalta que o diferencial, agora, está no fato de que foram realizadas muitas pesquisas pessoalmente em empresas do exterior que produzem o material para coleta de energia. Comenta, ainda, que a partir de janeiro do ano que vem um sócio ficará no Brasil - em Santa Cruz do Sul - enquanto ela permanecerá na Suíça e o outro sócio na Ásia, sendo que todos trabalharão em conjunto para o desenvolvimento das empresas nos dois municípios.

O interessante, na opinião de Nelice, é que como ela e o sócio estão no exterior, o que facilita a negociação com fábricas que criam a estrutura para a captação de energia e, além do mais, ainda é possível acompanhar mais de perto as constantes tecnologias que surgem na área. 'Nosso diferencial é que temos tecnologia muito avançada, que ainda não é comum aqui', observa.

Na opinião dela, apostar em energia solar impacta em uma economia muito grande, além de contribuir com o meio ambiente: 'Porque é uma energia limpa, não polui. Temos que pensar na Mãe Natureza'. Diante disso, Nelice acredita que se torna importante investir no município nessa área, até porque considera que a região e, principalmente a cidade, ainda precisam evoluir nesse segmento em comparação a outros países. 'Eu sempre vou escolher Venâncio Aires, porque sou daqui', complementa.

O valor para quem quiser instalar a estrutura para captação de energia solar varia de acordo com o consumo de energia do local. Além disso, o tamanho do espaço também interfere no preço do investimento.

TIPOS DE ENERGIA

1. Energia solar térmica
É uma forma de energia alternativa e, uma tecnologia, para o aproveitamento da energia solar para gerar energia térmica ou energia elétrica para uso na indústria e ou residências.


2. Coletor solar - aquecedor de água solar
É a forma mais conhecida de aproveitamento da energia solar térmica e é utilizado para aquecer água para banho em residências (os famosos aquecedores solares) e também para gerar água quente para uso industrial.


3. Energia solar heliotérmica
Esta é uma outra forma de se utilizar o calor da energia solar para gerar energia elétrica. Na maioria das vezes, utilizam-se concentradores, como espelhos, para focar a energia em um ponto específico, seja no topo de uma torre ou em um tubo a vácuo, para aquecer o líquido que há dentro e usar este líquido para gerar vapor e alimentar uma turbina elétrica a vapor. 


4. Energia solar fotovoltaica
A energia solar pode ser diretamente convertida em energia elétrica. A energia fotovoltaica é o foco de Nelice e os sócios. Hoje, trata-se da fonte de energia limpa que mais cresce no mundo. Ela usa materiais semicondutores como o silício cristalino para converter a luz solar em energia fotovoltaica (energia solar elétrica). O sistema solar fotovoltaico é composto por painéis solares, inversor solar, sistema de fixação das placas solares, cabeamentos, conectores e outros materiais elétricos padrões.


Fonte: Folha do Mate

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Isenção de imposto para geração de energia solar no Espírito Santo...





A geração própria de energia elétrica a partir do uso de placas solares vai ficar mais barata no Estado. O Espírito Santo irá aderir ao convênio 16/2015, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que prevê a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
 
A dispensa do tributo será para micro e minigeração de energia, ou seja, para aquelas pessoas que produzem até 1 megawatt (MW) de energia por mês pelo sistema de compensação com as companhias distribuidoras.
 
O secretário de Estado da Fazenda (Sefaz), Bruno Funchal, explicou que atualmente quem gera a própria energia acaba sendo tributado quando consome, posteriormente, a carga excedente que foi injetada na rede distribuidora, no caso a EDP Escelsa.

“Por exemplo, a pessoa gera energia durante o dia, mas não consome tudo e joga no sistema o que sobrou. Aí, à noite, quando ela precisa dessa energia, ela pega da rede, mas é tributada em 25%. Agora, isso não vai mais acontecer. Essa carga extra ficará como crédito para uso durante a noite.”

Para Funchal, a desoneração irá estimular a adesão a esse tipo de matriz energética. “Nosso objetivo é incentivar a energia limpa e sustentável”, ponderou ao citar que o pedido para inclusão no convênio será feito no próximo dia 15 em reunião do Confaz, em Vitória.
Depois dessa etapa e da resposta positiva do conselho, o governo do Estado irá preparar um projeto de lei para ser encaminhado à Assembleia Legislativa. “Acreditamos que o texto não vai sofrer resistências.”

O governador do Estado, Paulo Hartung, disse que a decisão de aderir ao convênio veio após uma análise minuciosa do quadro econômico capixaba.

“Essa é uma providência que eu tinha muita vontade de realizar por tudo que penso em relação à evolução do planeta e à importância de migrarmos para uma matriz energética limpa. Mas foi preciso ter paciência diante do quadro fiscal muito delicado que atravessamos, não só pela crise nacional, como também pelos impactos que o Espírito Santo sofreu com a paralisação dos projetos na indústria de petróleo e gás, com a grave crise hídrica e ainda com a interrupção das atividades da Samarco.”

RENÚNCIA

A entrada no convênio vai acontecer cerca de dois anos após a sua criação. O Espírito Santo é um dos quatro Estados que ainda não aderiram à isenção de imposto sobre a mini e microgeração de energia solar fotovoltaica.

Assim como Hartung, Bruno Funchal justificou a instabilidade econômica e a queda da arrecadação para a demora em desonerar o ICMS nesse segmento. Ele observou que o setor de energia é um dos maiores geradores de impostos, portanto, havia um receio por parte do governo do impacto que a isenção do tributo causaria aos cofres públicos.

“O convênio foi assinado em 2015, quando o país passava por uma crise severa. E, na ocasião, não havia uma estimativa das perdas de arrecadação com essa iniciativa. Em 2016, nossa arrecadação caiu mais ainda. Somente agora consideramos que havia espaço para aderir ao convênio, uma vez que levantamos os dados, a economia está melhorando e estamos com a situação fiscal equilibrada”, pontuou o secretário da Sefaz.

Questionado sobre quanto o Estado irá abrir mão de receitas, Funchal disse que a quantia não é significativa, mas não detalhou os valores. Informou somente que das 1,75 milhão de unidades consumidoras de energia no Estado, 520 são de micro e minigeração, que produzem a própria energia. Ainda segundo ele, em junho essas 520 unidades foram responsáveis por injetar 87.578 quilowatts/hora no sistema da EDP.

Para o governador, esse é um mercado com grande potencial de crescimento no Estado e no mundo como um todo. Ele destacou que os avanços tecnológicos estão contribuindo para o barateamento dessa matriz energética e, consequentemente, a sua expansão. “Com o convênio, além de estimularmos a energia limpa, esperamos que mais para frente possamos atrair fabricantes do setor para o Estado.”

ENTENDA

O que é

Microgeração de energia
A Microgeração de Energia Distribuída é caracterizada por uma central geradora de energia elétrica, com potência instalada menor ou igual a 100 kW e que utilize fontes de energia renovável, como a energia solar fotovoltaica, conectada na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

Minigeração de energia
A Minigeração de Energia Solar é uma central geradora de energia solar fotovoltaica, com potência instalada superior a 100 kW e menor ou igual a 1 MW.

Isenção de ICMS

Adesão
O governo do Estado irá aderir ao convênio 16/2015, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que prevê a desoneração do ICMS nos casos de micro ou minigeração de energia. Dessa forma, o custo para quem produz energia solar fotovoltaica será menor.

Fonte:  Gazeta Online