sábado, 19 de agosto de 2017

Google Earth vira “megafone” para os povos da Amazônia...



Ubiratan Surui aponta para o mapa em um monitor na sede do escritório do Google em São Paulo e, com impressionante grau de detalhes, vai revelando os segredos da terra onde vive em plena floresta amazônica. “Aqui ficam os melhores pontos para coleta de castanha, ali é onde aparecem mais onças, aquelas são as melhores áreas para caçar e pescar, neste outro ponto foi onde aconteceu o primeiro contato com brancos”, conta a EXAME.com.

Diferentemente de seus antepassados e dos indígenas mais velhos do povo Surui, verdadeiras enciclopédias de conhecimento tradicional, Ubiratan usa tecnologia de geolocalização para preservar a cultura do seu povo, promover conhecimento entre os mais jovens e monitorar ameaças às fronteiras de sua terra. “Muita gente diz que a introdução da tecnologia na cultura indígena é negativa, mas nós estamos utilizando a tecnologia a nosso favor e também divulgando nossa realidade para o mundo”, afirma.

Ele não está sozinho nessa, embora quando se pensa na imensidão da floresta amazônica, nem sempre considera-se os povos e culturas que vivem nela e ajudam a mantê-la de pé. A partir de hoje, qualquer pessoa do mundo poderá mergulhar numa jornada profunda sobre a história da floresta e de seus povos, contada por meio de vídeo, mapas, áudio e realidade virtual em 360º.

O Google Earth lançou globalmente 11 histórias interativas que abordam diferentes aspectos da região amazônica, onde vivem 25 milhões de pessoas, mais que a população da Austrália. Cada história do projeto Eu sou Amazônia contempla os desafios e ameaças a esse ecossistema complexo, que produz 20% do oxigênio do planeta e abriga uma em cada 10 espécies de animais do mundo.

É possível conhecer sobre os rios voadores, a cadeia de produção de iguarias da floresta, como a castanha-do-pará e o açaí, ou descobrir como comunidades, que antes praticavam extração ilegal, agora se reestruturaram com esforços sustentáveis.
 

Na seção Viajante, os povos da Amazônia compartilham suas vivências em um formato rico e interativo. Há poucos dias, o estudante de biologia Diego Larga, do povo indígena Cinta Larga, estava às voltas gravando um “streetview” de um local na aldeia “onde o pessoal se banha”, parte de um esforço para desenvolver o ecoturismo nas terras de seu povo, que pegam parte do sul de Rondônia e uma pequena parte do sul de Mato Grosso, totalizando 2,7 milhões de hectares.

Apontando no mapa no Google Earth, ele mostra onde ocorreu o maior genocídio da história dos Cinta Larga, em 1964, o Massacre Paralelo 11, onde morreram 5 mil indígenas, envenenados com arsênio por militares, seringalistas e garimpeiros. “Sobraram apenas 400, meus pais escaparam desse conflito e hoje em dia estamos na resistência e contando essa história para o mundo inteiro”, diz.

Ele clica na aba “educação” e fala do plano de educação que o estado de Rondônia firmou em 2015 com o Ministério Público Federal para garantir 100 bolsas de estudo superior para o povo Cinta Larga. “Só a gente pode fazer a diferença para o nosso povo. Com esse projeto, estudamos sobre como fazer a gestão do território e assim buscar autonomia” conta Diego, que menciona empolgado a possibilidade de usar drones para realizar vigilância contra invasões.
 


Google Earth como ferramenta socioambiental

“O Google Earth é uma plataforma para contar histórias sobre o mundo, por isso fizemos do ‘storytelling’ uma prioridade”, conta a diretora do Google Earth, Rebecca Moore. “Acreditamos que nos tempos atuais, quando as pessoas em todo o mundo parecem se dividir em facções, se polarizando, cada vez mais temos que encontrar formas de criar pontes. Queremos ajudar a empoderar as comunidades da Amazônia para que elas contem sua história e coloquem seus povos no mapa, ao mesmo tempo em que criamos uma nova fonte de educação poderosa para o mundo”, afirma.

A ideia de usar o Google Earth como ferramenta socioambiental não é nova. Ela remonta ao ano de 2007, quando o chefe Almir Surui decidiu bater na porta do Google, na Califórnia, para propor uma parceria para ajudar a aldeia na proteção da floresta e na divulgação da cultura do povo Paiter-Surui. “Nossa luta é para conscientizar o mundo, mostrando que nós podemos sim ser protagonistas do nosso futuro, e essas ferramentas tecnológicas facilitam muito isso. Floresta não é só patrimônio dos povos indígenas, é patrimônio do Brasil e do mundo. Cada um tem o dever de defender e acreditar que é capaz de fazer mudanças para melhor”, setencia.

De lá para cá, a parceria com o Google chegou a outras comunidades e aldeias, um processo que demanda intenso treinamento, fornecimento de materiais para trabalho, como GPS, computadores e sinal de internet para todos.”Nós começamos há pouco tempo a parceria com o Google e estamos aprendendo a fazer o mapeamento territorial agora”, afirma Claudinete Cole de Souza, remanescente do Quilombo Boa Vista Trombetas, no município de Oriximiná, no Pará, o primeiro a ser reconhecido e titulado no Brasil.

“Uma coisa é a gente saber que tem oito territórios, a gente saber pelo que é falado, outra coisa é a a gente conseguir ver isso lá de cima, o que tá acontecendo dentro desse território”, compara. Claudinete explica que ferramenta permite visualizar a situação do território e fazer o levantamento socioeconômico dos quilombos, saber quais são as suas necessidades, especialmente diante de ameaças constantes. “Hoje, na Amazônia, nós quilombolas e também os indígenas somos muito ameaçados pelos grandes projetos, como mineração, como madeireiras, garimpo e grandes criadores de gado. Estamos sendo sufocados e oprimidos”, diz.

“A todo o momento o governo tenta derrubar tudo aquilo que nós conseguimos através de uma luta muito grande. Quando os grandes projetos vão pra Amazônia, dizem que lá não tem quilombola, mas tem. Nós estamos lá e temos que mostrar para o mundo que estamos lá. Com muita força, muita união, nós vamos conseguir. Porque eu sou Amazônia, eu sou liberdade, está no meu coração e está na minha vida”, desabafa emocionada.

Fonte Exame Abril

Experiência fora do corpo: resposta pode estar nos problemas de ouvido...




Cientistas daUniversidade Aix-Marseille, na França, fizeram uma pesquisa para entender porque algumas pessoas relatam passar por situações em que ficam "fora do corpo". De acordo com o estudo, publicado no periódico Cortex, a explicação pode estar nos problemas de ouvido. 

Em inglês, o fenômeno é chamado de out-of-body experiences (OBE). As experiências variam, mas geralmente estão relacionadas com a sensação de sobrevoar ou levitar sobre o próprio corpo. 

Os pesquisadores afirmaram que é comum diagnosticar OBE em quem tem histórico de tonturas e distúrbios do sistema vestibular — conjunto de órgãos do ouvido interno responsável pelo equilíbrio do corpo humano. Problemas nessa região causam tontura, dificuldades em focar a visão e sensações de rotação e flutuação. 

Além disso, muitas pessoas que relataram viver OBE passaram por situações de trauma físico ou ficaram próximas da morte.

Para a pesquisa, os cientistas analisaram mais de 400 pacientes, sendo que metade havia registros de vertigem e o restante não. Dos que tinham problemas de equilíbrio, 14% declararam que já tiveram OBE. Com os demais, apenas 5% afirmaram passar pela experiência. 

As razões por trás desse link não estão claras. Isso porque os pesquisadores não fizeram uma relação direta entre as experiências fora do corpo e os transtornos no sistema vestibular. Eles apenas fizeram uma simples conexão entre os dois elementos.

"Nossos dados indicam que OBE em pacientes com tontura podem surgir da combinação entre incoerência perceptiva e disfunções do [sistema] vestibular, com fatores psicológicos e neurológicos", concluiu o estudo. 

Fonte: Revista Galileu

4 hortas garantem alimentos saudáveis para 550 pessoas em Curitiba...



Natural de Ortigueira, o aposentado Jorge Carlos da Cruz, 79 anos, mora há 42 anos em Curitiba (Paraná), mas nunca esqueceu do contato com a terra. Ainda menino, na cidade dos Campos Gerais, ele ajudava a família a plantar, principalmente, feijão. Em 1975, ao se mudar para a capital, a rotina na lavoura deu lugar a novas responsabilidades, mas ele sempre guardou o desejo de voltar a cultivar.

“Só quando me aposentei, há 13 anos, voltei a plantar e nunca mais parei de colher meus pés de alface, couve, brócolis e repolho”, conta ele, um dos 22 produtores urbanos da horta comunitária Vitória Régia I, que integra a Regional CIC.

Ao todo, 132 famílias cultivam hortifrutigranjeiros nas quatro hortas comunitárias que têm apoio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab) na Regional CIC. Além das 22 famílias da Vitória Régia I, há 58 famílias na Vitória Régia II, 52 famílias na Vitória Régia III e 74 famílias na horta comunitária Itatiaia.

“São, ao todo, cerca de 550 pessoas que têm acesso a frutas e hortaliças plantadas para consumo próprio,doadas a quem precisa ou vendidas para moradores da região”, conta Simone Tomiazzi da Silveira,chefe de Núcleo da Smab na regional.

De acordo com Luiz Carlos de Mattos, vice-presidente da Associação dos Moradores da Vitória Régia,as hortas comunitárias ligadas à associação têm, principalmente, uma finalidade terapêutica, de ser uma atividade aos moradores, muitos aposentados, e também é uma forma de diminuir os custos em alimentação para os próprios agricultores e as famílias.

“Os produtores urbanos da hortas Vitória Régia I, II e III, que plantam sob linhões da Eletrosul, recebem assistência técnica e acompanhamento dos engenheiros agrônomos da Smab, que também fornece as mudas”, complementa ele.

A artesã Ruth das Graças Barbosa, 58 anos, planta, há 14 anos, alface, almeirão, repolho, couve, cebola, pimentão 
e morango na Horta Comunitária Vitória Régia II. “Morei muitos anos em apartamento. Eu até tentei ter hortinhas de temperos, mas era difícil. Quando vim para cá, na hora, quis participar do plantio na horta”, recorda ela, que cultiva para consumo próprio e também dá para os vizinhos. “É só chegar aqui e pedir que ganha”, garante a artesã.

Fonte: Águas de Pontal

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A surpreendente capacidade das abelhas de compreender o conceito do zero...



São produtoras de mel, cumprem um serviço ecológico essencial polinizando a maioria das plantas que nos servem de alimento e, como se não fosse o bastante, são capazes de entender o conceito do zero.

A capacidade das abelhas para entender a falta absoluta de quantidade foi descoberta por pesquisadores da Universidade RMIT de Melbourne, na Austrália, que apresentaram recentemente o resultado dos seus estudos em uma conferência em Portugal.

A ideia do algarismo zero é difícil de entender até para os humanos: os pequenos parecem ter dificuldade para isso e só o aprendem depois de outros números.

No reino animal, a compreensão desse conceito também não é comum. Mas, enquanto os macacos e os chipanzés, por exemplo, podem chegar a aprendê-lo, o surpreendente é que as abelhas, que têm um cérebro tão pequeno, também o consigam.

Aliás, elas são os primeiros invertebrados que demonstraram ter essa curiosa habilidade.

Prêmios e castigos

Para testar essa capacidade, os pesquisadores usaram abelhas melíferas (que produzem mel).
Eles criaram duas plataformas nas quais colocaram entre um e quatro objetos iguais.

E, como as abelhas aprendem mais rápido não só quando são premiadas por fazer o certo, mas também quando são castigadas por errar, elas ganhavam como recompensa uma substância doce quando voavam até a plataforma com menos objetos - e recebiam uma solução de sabor desagradável quando escolhiam a mais cheia.

Em 80% dos casos, elas tendiam a ir para a plataforma com menos objetos.
Quando tinham que decidir entre uma com poucos objetos e outra com nenhum objeto, elas escolhiam a de zero objetos.

Para as abelhas, o zero é um número
Em uma segunda etapa, os cientistas repetiram o mesmo experimento, mas variando o número de objetos.

Elas continuaram escolhendo a plataforma sem objetos, mas cometiam mais erros e demoravam mais quando tinham que escolher entre essa e uma plataforma com um objeto e outra com seis.

Segundo os pesquisadores, o fato de que a diferença de quantidade afeta a capacidade para resolver o problema mostra que as abelhas entendem que o zero é um número.
Por que ou como elas fazem isso ainda é um mistério.

"Ainda temos que descobrir algumas coisas sobre as razões que permitem que elas façam isso", disse à revista New Scientist Scarlett Howard, coautora da pesquisa.

O estudo ainda deve ser submetido a uma revisão de colegas.

Fonte: G1

Nasa abre vaga para 'protetor da Terra' contra ameaça de aliens com salário de até R$ 580 mil ao ano...



A agência espacial americana Nasa está buscando um novo "protetor planetário" com a tarefa de defender a Terra contra ameaças de alienígenas. Mais especificamente, a principal preocupação do trabalho é evitar a "contaminação biológica da exploração espacial por homens e robôs".

Isto se aplica tanto às espaçonaves retornando à Terra quanto ao risco de que humanos contaminem outros planetas.

Junto com o inspirador título do emprego, a posição vem com um bom salário, na faixa anual de US$ 124 mil a US$ 187 mil (R$ 386 mil a R$ 582 mil).

As vagas foram abertas a cidadãos americanos em julho e as pessoas podem se candidatar até meados de agosto. Mas o anúncio do emprego vinha passando em brancas nuvens até chamar a atenção, e a imaginação, de veículos de imprensa dos EUA.

A ideia nem é tão nova assim. O acordo internacional da ONU sobre exploração espacial, assinado em 1967, pedia que as potenciais nações espaciais tomassem cuidado com contaminantes.

Entre os objetivos do Escritório de Proteção Planetária da Nasa, está o de manter outros mundos "em seu estado natural" e "tomar precauções para proteger a biosfera da Terra no caso de existir vida em outros lugares".

A ideia de contaminação indesejada por alienígenas é bem comum nos livros de ficção científica.
A atual ocupante do cargo, Catharine Conley, disse ao New York Times em 2015 que ganhou óculos escuros no estilo da série de filmes dos Homens de Preto em seu primeiro dia no trabalho, mas que a principal ameaça são, na verdade, os humanos.

"Se estamos buscando vida em Marte, seria meio chato levar vida da Terra para lá e acabar encontrando isso (no planeta)", disse ao jornal americano.

As grandes responsabilidades podem explicar o salário generoso - mas as qualificações exigidas são complexas.

Além de ter um "conhecimento avançado sobre proteção do planeta", o candidato precisa ter experiência em "programas espaciais de importância nacional". Também pedem formação em física, engenharia ou matemática. E o trabalho exige que o candidato seja habilitado a trabalhar sob o mais alto nível de sigilo.

A Nasa leva a proteção planetária tão a sério que está se preparando para destruir a nave Cassini, que orbita Saturno - para que ela não se choque e contamine outro planeta depois de sua missão.

Foi o mesmo que fez com a Gallileo, que orbitou Júpiter até 2003.

Recentemente a questão da limpeza e descontaminação de aeronaves espaciais veio à tona quando o vice-presidente americano, Mike Pence, encostou em uma peça de equipamento da Nasa apesar do grande aviso de "não toque".

A peça seria usada na nave Orion, que está em construção. Depois da gafe, a Nasa garantiu que a superfície da peça seria rigorosamente limpada.

Fonte: G1

Tecnologia coreana transforma lixo orgânico em adubo em apenas 180 minutos...



Do lixo orgânico ao adubo em apenas três horas. A tecnologia que esta empresa coreana trouxe recentemente para o Brasil acelera em mais de 50 vezes o processo de compostagem – uma espécie de reciclagem de resíduos orgânicos que, normalmente, leva semanas para acontecer em condições normais.

O processo é bastante simples. Basta depositar os restos de alimentos na composteira e apertar este botão. Ao aquecer, a máquina então desidrata os resíduos e, ao final, tritura o que sobrou resultando em um farelo bastante fino e sem cheiro algum.

Depois de secos, os resíduos são decompostos por fungos e bactérias. Com isso, eles geram nutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio, que podem ser aproveitados por outras plantas que estejam crescendo.

Além de não soltar cheiro, a composteira coreana é bastante silenciosa. Uma solução interessante para quem tem uma hortinha ou um canteiro de flores em casa.

E não é só a horta da sua casa que pode se beneficiar dessa tecnologia. O lixo orgânico é um problema no mundo todo, e uma solução dessas poderia ser uma maneira de transformar esse lixo em algo útil. Tanto que a empresa está pensando em criar versões maiores das suas composteiras para uso em praças de alimentação de shopping centers, por exemplo. E o diretor da empresa até pensa em usar o adubo para gerar energia.

Fonte: Olhar Digital 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Poluição sonora nos oceanos tira a paz (e segurança) dos peixes...



Já tentou dormir ou estudar com o som de uma festa ou o bate estaque de uma construção invadindo seu quarto? Altas são as chances de você se sentir estressado e desorientado com o barulho. No fundo do mar, não é diferente. Uma nova pesquisa sugere que os peixes estão se tornando estressados ​​e confusos como resultado da crescente poluição sonora nos oceanos.

Cientistas da Universidade de Newcastle mediram os níveis de estresse do robalo europeu enquanto replicavam os tipos de sons de emitidos por perfurações para exploração de petróleo e construção de outros projetos marinhos, como estações de salva-vidas. Eles descobriram que o peixe ficava extremamente ansioso e perturbado com a poluição sonora.

Não bastasse perder a “paz” no oceano, os peixes também tornaram-se mais vulneráveis ao ataque de predadores. Ao combinarem os sons de perfuração com a simulação de um predador que se aproximava, os cientistas descobriram que os animais tinham dificuldade de fugir diante do perigo.

Os resultados, publicados esta semana na revista Marine Pollution Bulletin, sugerem que os peixes ficam menos atentos ao que se passa ao seu redor quando ruídos altos invadem seu ambiente.

“Ao longo das últimas décadas, o mar tornou-se um lugar muito ruidoso”, disse a pesquisadora Ilaria Spiga em um comunicado de imprensa. “Os efeitos que vimos foram mudanças sutis, que podem muito bem ter o potencial de interromper a capacidade dos peixes de permanecer em sintonia com seu meio ambiente.”

Além de tornar os peixes mais vulneráveis ​​aos predadores, os pesquisadores também desconfiam que a poluição sonora possa interferir com a capacidade dos peixes de encontrar comida e companheiros para reprodução. “Se os peixes evitam ativamente as áreas onde esses sons estão presentes, isso pode impedir que eles entrem nas áreas de desova, ou afetar a comunicação entre os indivíduos”, disse Spiga.

Os ruídos utilizados em experimentos de laboratório foram registrados a partir de projetos reais de construção marítima. Os cientistas dizem que os projetos de infraestrutura offshore, o transporte marítimo e até mesmo as atividades em terra (onshore) podem contribuir para a poluição sonora nos oceanos.

Estudos anteriores já destacaram como a poluição sonora pode perturbar as habilidades de comunicação e navegação de baleias e golfinhos, mas o último estudo serve como um lembrete de que o ruído marinho gerado por atividades humanas pode ser perturbador para uma variedade de outras espécies marinhas.

Fonte: Revista Exame





Fazenda urbana cultiva 10 milhões de mudas por ano...



De hortas na sacada e jardins verticais a fazendas no meio de cidades enormes, a agricultura urbana tem sido cada vez mais difundida devido à sua importância para garantir o desenvolvimento sustentável de grandes centros urbanos. Além da economia gerada a partir do corte dos custos com a distribuição de alimentos, os produtos oferecem maior segurança e qualidade.

Dentre os principais exemplos, podemos destacar a Brooklyn Grange, localizada em Nova York, uma das cidades mais movimentadas e importantes do mundo, e a Gotham Greens, de Chicago. Ambas vão além de uma simples horta e se tornaram fazendas urbanas.

A segunda, inclusive, tem se destacado no mercado e nos discursos de sustentabilidade devido ao seu potencial de cultivo de mais de 10 milhões de mudas por ano. É referência em qualidade por ser livre de pesticidas e, consequentemente, produzir apenas alimentos totalmente orgânicos, dentre os quais estão hortaliças, legumes e frutas.

Sustentabilidade em plena expansão

Essa é a quarta fazenda da empresa – de mesmo nome – e representa uma enorme expansão. Localizada no último piso de um prédio no bairro histórico de Pullman, é alimentada por energia 100% renovável e emprega mais de 50 trabalhadores – a maior parte vem da própria comunidade.

Os produtos da fazenda estão disponíveis em diversas lojas locais, inclusive nas redes Whole Foods Market, Peapod, Treasure Island, Sunset Foods, Plum Market, Target e outros. Além disso, a empresa fez uma parceria com instituições da cidade a fim de incentivar o sistema alimentar local a se tornar mais saudável e verde.
 

A produção e o cultivo continuam até mesmo no inverno, já que há sistemas de controle computadorizados que ajustam automaticamente a temperatura da estufa. Dessa forma, é possível garantir ótimas condições de crescimento durante todo o ano.

Os equipamentos utilizados, inclusive, garantem um crescimento até 30 vezes maior do que um ambiente agrícola tradicional.

Iniciativa começou em NY

A fazenda urbana localizada no Queens, em NY, tem os mesmos princípios da instalada em Chicago. Além dos alimentos, o local possui um apiário, que conta com mais de 30 colmeias e é considerado o maior apiário urbano local.

Além disso, a fazenda urbana também ajuda na captação de água e disponibiliza aulas de ioga, provas de vinho, concertos e outros eventos para os moradores e turistas de Nova York.

Fonte: Pensamento Verde

O potencial e a importância da comunicação na conscientização ambiental...




As questões relacionadas ao meio ambiente e à sustentabilidade são complexas e envolvem uma série de fatores. Para além do ambiental, elas revelam aspectos políticos, econômicos e sociais da sociedade. Por conta disso, dar visibilidade às temáticas no meio jornalístico é essencial.

No entanto, a percepção da importância da sustentabilidade e do meio ambiente, ainda mais considerando o modelo atual de vida, por vezes, parece distante. Um dos principais motivos para isso é que os assuntos caíram na invisibilidade na grande mídia com o passar dos anos, por conta dos altos custos das reportagens. Atualmente, inclusive, é perceptível certa sazonalidade na cobertura, que acontece em função de grandes eventos, seja um desastre como o de Mariana ou uma agenda pública como as Conferências do Clima da ONU.

“Cuidar do meio ambiente faz bem para todo o mundo, mas não afeta a vida das pessoas que moram nas cidades diretamente – afeta ao longo do tempo. É um problema de todos, mas que não interessa especificamente a ninguém” aponta Eduardo Pegurier, editor-chefe do O Eco, portal especializado em cobertura ambiental. Para ele, falta uma maior conscientização sobre como os temas atrelados ao meio ambiente podem influenciar a dinâmica da vida cotidiana.

A questão do custo também é apontada por Pegurier como um agravante para a ampliação da cobertura. “É um problema comum a todo jornalismo, mas no ambiental é particular, porque qualquer ida a campo envolve distâncias longas e custos altos”. O que ele mais lamenta é que com as restrições orçamentárias, perde-se muito do potencial que esse tipo de jornalismo poderia apresentar ao público. “A cobertura ambiental, além de tudo, também têm imagens bonitas. Então, fazer jornalismo ambiental de longe tem uma perda grande”.

A respeito do potencial jornalístico da área, o desmatamento da Mata Atlântica, por exemplo, é um tema multifacetado e que pode ser analisado de diversas maneiras. Seja pelo fato de o Brasil contar com apenas 12% da floresta em pé, o que gerou grandes impactos na fauna e flora. Ou, destacando que a floresta assegura a quantidade e a qualidade da água potável de sete bacias hidrográficas do país, que abastece mais de 110 milhões de brasileiro em 3,4 mil municípios. Outra possibilidade é o potencial turístico do bioma, que integra os parques da Tijuca e do Iguaçu, ambos com grande visitação no país. Os dados são do Instituto Brasileiro de Florestas.

Ainda que o eixo central seja ambiental, a floresta pode desdobra-se em uma variedade de outros assuntos, como a disponibilidade do recurso hídrico, o potencial econômico do turismo e a cultura do desmate. Em alguma medida, olhando por uma ótica que vai além do fator preservação – de relevância inquestionável – há outros vieses que poderiam ser explorados. Identificar essas outras narrativas traz engajamento e consequentemente mudanças. É possível destacar os impactos e a necessidade de recuperar a Mata Atlântica abordando outros fatores de interesse, como a qualidade da água potável.

A visibilidade auxilia no processo de inserção do tema no debate público. No entanto, quando o movimento é contrário e cai no esquecimento, a problemática amplifica-se, estendendo o seu ciclo de vida. Ou seja, quando o assunto perde destaque na mídia as coisas pioram, pois a questão cai no esquecimento público.

Foi identificando essa necessidade de discussão que veículos especializados como O Eco e o eCycle surgiram. O primeiro com foco em meio ambiente, como falado anteriormente, e o segundo dedicado às questões acerca do consumo sustentável e da geração de resíduos.

“O Eco tem a definição de que é a voz das plantas e dos animais”, comenta Pegurier. O portal está prestes a completar 13 anos com um total de mais de 30 mil conteúdos publicados, entre textos, fotos e vídeos. A biodiversidade, as áreas protegidas e o desmatamento são os seus principais focos de atenção, com produções de profundidade sobre os temas. “A gente prioriza notícias científicas sobre conservação”, explica o editor-chefe do veículo.

Já o eCycle escolheu na conscientização acerca do consumo sustentável o seu pilar de cobertura. Atuando em um nicho específico dentro de um tema macro como a sustentabilidade, o portal discute, entre outras questões, soluções para reduzir os impactos ambientais, climáticos e sociais do modelo atual de consumo.

“Fala-se muito sobre sustentabilidade, mas, às vezes, a difusão dos temas não dá o foco necessário, pois está em tudo. Então, a nossa opção se deu pela abordagem através das lentes do consumo”, conta Onofre de Araujo Neto, publisher do portal. Até o momento, mais de 6 mil conteúdos, entre dicas, curiosidades e boas práticas de consumo já foram publicados. A ideia é incentivar o pensamento consciente a partir de assuntos diversos. “Nós podemos falar sobre as alterações climáticas, sobre a redução da biodiversidade no Ártico, mas nunca o faremos sem sermos capazes de associar onde está o sujeito e as suas práticas de consumo”, completa Neto.

Além da produção de conteúdo, o eCycle também conta com uma loja virtual que oferece produtos ambientalmente responsáveis, inclusive, auxiliando no processo de redução da geração de resíduos e no reaproveitamento de recursos naturais, como cisternas e composteiras. Por conta disso, o eCycle ganhou o selo de empresa B. Ou seja, um modelo de negócio onde o lucro está associado a benefícios socioambientais. A empresa também já concorreu ao Prêmio Eco da Amcham.

Desafios da cobertura ambiental
Os dois veículos reconhecem que a linguagem é um dos maiores desafios da cobertura de temas atrelados à ciência. Isso porque contam com termos e processos técnicos que demanda estudo e um maior aprofundado para serem oferecidos de forma simplificada para o público.

“Um desafio muito grande é tornar os temas que nós trazemos à tona amigáveis. Isso passa por diversas fases”, destaca Neto. De acordo com ele, todos os conteúdos produzidos pelo eCycle têm no campo acadêmico a sua base de sustentação, com o apoio de especialistas e pesquisadores como as fontes mais consultadas para a apuração das pautas. Por conta disso, os conteúdos tendem a ser mais densos e demandam um processo de revisão, como uma tradução. “A gente tem o amortecimento, que é transformar tudo em uma linguagem acessível para o público, porque isso não é simples”, reconhece.

Aliás, democratizar o conhecimento científico é um desafio que pode trazer grandes ganhos para a sociedade, pois aproxima a academia e os pesquisadores do público, incentivando até a ampliação das produções. “Um dos projetos que nós temos na gaveta é treinar cientistas para escrever para o grande público”, comenta Pegurier. Para ele, a empatia com o leitor é essencial na divulgação desses tipos de conteúdos. “Tem que descer do pedestal e falar com o leitor”, completa.

Especializados e com audiência ascendente
Ainda que, por vezes, fora do radar da grande mídia, o consumo de conteúdos relacionados ao meio ambiente e a sustentabilidade tem sido ascendente para os veículos consultados.

“De fato, crescemos em termos de audiência a taxas anuais na casa de dois até três dígitos. A gente vem aferindo isso cotidianamente”, revela o publisher do eCycle. Para ele, a sustentabilidade é uma área muito fértil para o desenvolvimento de conteúdos com potencial de gerar engajamento.

No O Eco os resultados não são diferentes, seguindo a mesma escala de crescimento. “Ele tinha em 2010 cerca de 5 mil visitas por dia. Hoje, tem 12 mil. Mais do que dobrou nos últimos 6 anos”, afirma Pegurier. Os resultados positivos, inclusive, têm contribuído para o desenvolvimento de projetos especiais: um documentário sobre a influência da pecuária no desmatamento da Amazônia, que está sendo realizado em parceria com Imazon. “É um trabalho de fôlego que eu espero que influencie [políticas públicas]. A ideia da parceria é dar visibilidade ao que a ciência está fazendo”.

Fonte: Espaço Ecológico no Ar

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ele ensina o mundo a construir casas usando apenas técnicas naturais...



Você já ouviu falar em bioarquitetura ou bioconstrução? Foi a partir de recursos locais (e naturais!) que nossa civilização começou a construir casas. Em busca de abrigo eficiente, encontramos, logo de primeira, o modelo mais ecológico e inteligente de fazer arquitetura. Na verdade é intuitivo, a construção faz parte de nossa genética. Mas por que esquecemos nossas raízes e pouco a pouco deixamos a bioarquitetura fazer parte do nosso passado?

Com a necessidade de otimização imposta pelo modelo moderno de sociedade, surgiu a padronização de praticamente tudo, inclusive das moradias. Isso explica os motivos pelos quais quase toda a população mundial mora em casas de alvenaria e paredes com ângulos retos. Parece até que perdemos a criatividade! Todo esse processo aconteceu para acelerar o “desenvolvimento”, “baratear” os custos e aproveitar tudo até o último milímetro. Mas será que vale a pena?

O setor civil se enquadrou tanto nesse modelo padrão que hoje em dia nem as faculdades de arquitetura e engenharia civil abordam a bioarquitetura – ou qualquer outra técnica semelhante. Se é assim, por que de uma hora para outra o tema bioconstrução voltou a ser debatido?

Chegamos em um momento de transição social. Se olharmos ao redor, é nítido o desequilíbrio ecológico e social no mundo todo. É chocante saber que hoje existem mais exilados climáticos do que de guerra. Não faz sentido usarmos recursos finitos e inúmeros químicos para a construção de algo que pode ser feito apenas com o que temos ao nosso redor. Não é preciso destruir uma montanha e armazenar um manancial para obter matéria-prima para construção. Não há necessidade de inúmeros caminhões indo pra lá e pra cá, carregando um monte de cimento. Basta observar e perceber o que a natureza nos oferece em abundância para fazer nosso próprio abrigo.

Está na hora de pensar no planeta todo como um único ser vivo. Tudo e todos estão intimamente interligados! O bater das asas de uma borboleta aqui, pode causar um furacão no Japão.

Esses questionamentos foram feitos pelo holandês Johan Van Legen, há mais de 30 anos. Guiado pela curiosidade, um dia ele foi a uma pequena comunidade ribeirinha a fim de estudar a arquitetura local. Estava instigado a descobrir como as pessoas sem o menor estudo formal em arquitetura desenvolviam construções tão complexas em cima da água, por exemplo.

Ele notou que as casas, apesar de estarem estabelecidas, eram frágeis e precisavam de pequenos ajustes técnicos para melhorar sua condição. Foi aí que ele introduziu as técnicas que havia aprendido na universidade, como a “mão francesa”, e teve a sacada de criar o livro Manual dos Arquitetos Descalços, que mais tarde serviria como uma espécie de guia para qualquer um disposto a construir sua própria casa. Hoje o livro é referência mundial no assunto, principalmente nos espaços onde as pessoas se preocupam com conforto e meio ambiente.

A bioarquitetura é uma alternativa mais inteligente para cocriarmos ambientes mais integrados com a natureza e com a realidade atual. Por isso conhecer e ouvir as palavras do professor de judô, que se tornou um dos mais importantes arquitetos da história, é tão importante. Fundador do TIBÁ RIO – Instituto de Tecnologia Intuitiva e BioArquitetura, ele é uma enciclopédia viva sobre o tema.

Interessado? Tivemos o prazer de conhecê-lo e fazer um milhão de perguntas. Olha só o que ele nos contou!


https://www.youtube.com/watch?v=_KgzWul9NLQ#action=share



Fonte: The greenest post

Este homem reduziu o número de moradores de rua de Utah em 91%...




Um adolescente morava com o pai nas ruas e abrigos de Utah, nos Estados Unidos. Casado, teve a chance de mudar-se para uma habitação de apoio permanente com a sua esposa e duas crianças pequenas. Hoje, empregado, ele deixará a moradia de apoio. Histórias assim marcam a trajetória de Lloyd Pendleton, o homem que conseguiu reduzir, ao longo de uma década, o número de moradores de rua de Utah em 91%: de duas mil pessoas em 2005 a menos de 168 até 2016.
                    
O programa de habitação baseado na ideia de “housing first” (algo como “primeiro, habitação”) está no centro do projeto que Pendleton desenvolveu como diretor da Homeless Task Force de Utah, parte da Divisão de Habitação e Desenvolvimento Comunitário do estado.

“Nós construímos casas novas ou reformamos hotéis para criar cerca de mil unidades de alojamento permanentes. Além disso, também alugamos locais existentes e os usamos como habitação de apoio”, conta Pendleton, em entrevista à Gazeta do Povo.

Especialistas em habitação, agências sem fins lucrativos e de serviços sociais e financiamentos federal, estadual e privado foram os elementos combinados na criação de uma gestão de casos para apoiar os chamados sem-teto crônicos (pessoas que vivem nas ruas por mais de um ano ou que retornaram cerca de quatro vezes nos últimos três anos. Também fazem parte desses casos indivíduos que sofrem de doenças físicas ou mentais). 

O ambicioso objetivo de zerar o número de moradores de rua do estado de Utah nasceu em 2005. Doze anos depois, quem vê a trajetória de Lloyd Pendleton no departamento não imagina o quão avessa era sua visão sobre política de redução de danos no passado.

Sua opinião mudou em 2003, durante uma conferência, quando soube dos resultados associados à ideia de “housing first”, o fornecimento imediato de habitações.

“Quando eu ouvi pela primeira vez sobre o que era a política redução de danos, eu a achei um tanto falha. Entretanto, quando entrei em contato com os desabrigados, comecei a perceber a engrenagem. Hoje, o modelo é a base para a política de moradias”, diz Pendleton. 

Atualmente os Estados Unidos contabilizam um total de 549.928 pessoas dormindo nas ruas todos os dias, segundo dados de novembro de 2016 do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano. No Brasil, pesquisa recente publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados de 2015, projeta que o país tenha pouco mais de 100 mil pessoas vivendo nas ruas. 

“Por que essas pessoas não arrumam um trabalho?” 

O mito mais difundido sobre os moradores de rua, diz Pendleton, aponta para a necessidade do emprego como fator prioritário e mesmo antecedente a políticas públicas de moradia.

“Esse, infelizmente, é um sentimento comum entre a maioria das pessoas com quem tive contato. Muitos me dizem: ‘por que esses indivíduos deveriam ganhar uma moradia se eles não lutaram por isso?’. Pesquisas mostram dados relevantes sobre essas pessoas. Em serviços de emergências, por ano, gastamos entre 20.000 e 40.000 dólares. Já chegamos a cifra de 500.000 dólares em alguns casos”, conta. Dentre as emergências estão internações, chamados por equipes médicas, visitas a hospitais, interações policiais, entre outros. 

O custo do programa desenvolvido por Pendleton, contudo, com suporte e moradia para os desabrigados, não ultrapassa os 15.000 dólares por ano. Do ponto de vista econômico, as contas fecham. Nem é preciso citar o impacto social.

“Com moradia, os custos com emergência caem enormemente e também, em casos crônicos, essas pessoas tornam-se mais dispostas a receber algum tipo de tratamento. Nós descobrimos que a maioria dos desabrigados tinha problemas de saúde mental ou relacionado ao uso de substâncias. Assim, a habitação com serviços de gerenciamento de casos era necessária para ajudá-los a alcançar alguma estabilização na vida”, diz. 

Pendleton conta que, ao longo desses dez anos, muitos alojados se reconectaram com familiares que por muito tempo tentavam travar contato. O programa desenvolvido por ele também presta auxílio àqueles que conseguem ou buscam algum emprego.

“Os fatores para as pessoas viverem nas ruas são muitos. Incluem problemas econômicos duradouros em um país, apoios e não-apoios políticos e sociais, questões criminais e escolhas pessoais”, diz, para exemplificar a complexidade da situação. 

Se Pendleton mudou completamente a forma como pensa e se aproxima da questão, na sua opinião, foram três os segredos em Utah:

1) a reunião de diferentes atores sociais em torno de uma mesma visão e abordagem;

2) uma grande colaboração entre pessoas que prestam serviços aos desabrigados, líderes políticos, estaduais e municipais, líderes comunitários e empresas; e


3) antes de tudo, compaixão e a preocupação na elaboração de projetos experimentais.

“Vemos essa população marginalizada como parte importante de nossa sociedade. Além disso, quando implementamos nosso projeto, começamos com pilotos para testar as novas ideias. Esses pilotos eram de baixo custo e de baixo risco, mas forneceram excelentes experiências de aprendizado e provaram que as ideias funcionavam. Só assim, então, as expandimos.” 

Hoje, aposentado, Lloyd Pendleton tem consultado outros estados a respeito de diferentes abordagens para eliminar o problema crônico dos desabrigados.

Fonte: Gazeta do Povo

Fundo Amazônia abre chamada para financiar mais 10 projetos...



O Banco Nacional de Desenvolvimento Sustentável, gestor do Fundo Amazônia, preparou um grande evento na manhã desta quarta-feira (09/08/2017) para demonstrar alguns dos projetos que financia para tentar conter o desmatamento na maior floresta tropical do mundo e anunciar o aporte de até 150 milhões de reais que financiarão novas propostas.

Os projetos desta nova chamada pública terão como objetivo o fortalecimento da atividade econômica de comunidades que possam atuar como guardiões da floresta. Ou seja, projetos que envolvam povos e comunidades tradicionais, populações ribeirinhas, famílias assentadas pela Reforma Agrária, projetos de agricultura familiar, povos indígenas e quilombolas que vivem na Amazônia Legal poderão se candidatar.

“A gente já diagnostica que as organizações não-governamentais, as associações locais, elas seguem fortalecidas e estão prontas para seguir uma estratégia mais ousada, de articulação com o mercado consumidor, do fortalecimento do processo de logística. Então esta chamada tem como objetivo apoiar projetos que tenham uma dimensão territorial maior e tenha estratégia de consolidação efetiva das cadeias produtivas mas também fortalecendo essa lógica de trabalho em rede, lógica de instituições aglutinadoras e aglutinadas”, explica Juliana Santiago, chefe do departamento de gestão do Fundo Amazônia.

Essa é a terceira vez que o Fundo Amazônia lança uma chamada pública desde que foi criado, em 2008. O BNDES também pretende lançar uma segunda chamada até o final do ano ou início de 2018. Essa segunda chamada será também de pelo menos 150 milhões e terá como foco o restauração e reflorestamento.

O Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA) aprovou na última reunião, realizada em maio, o lançamento de mais dois editais que serão lançados provavelmente no ano que vem. As chamadas terão como foco os assentamento de reforma agrária e o fortalecimento dos municípios da Amazônia, respectivamente.

“Nesta nova chamada pública de projetos, estamos colocando mais do que o dobro de recursos da última iniciativa, de 2015, quando foram investidos R$ 70 milhões. E ainda este ano deveremos ter outra chamada, voltada para projetos de reflorestamento, que poderá ter um valor ainda maior. Com isso, estamos ajudando o Brasil a cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). É a contribuição do Fundo Amazônia para ajudar a reverter esse quadro preocupante de desmatamento”, explica Marilene Ramos, diretora do BNDES responsável pelas áreas Socioambiental e de Infraestrutura.

O Fundo Amazônia já recebeu, em 9 anos de existência, 2,8 bi e já fez o aporte de metade já está comprometido em projetos. Atualmente, são 89 projetos beneficiados em áreas que vão de controle de desmatamento na Amazônia ao fortalecimento da cadeia produtiva do açaí, por exemplo. O maior financiador do fundo é a Noruega é responsável pelo aporte de 97% do Fundo, seguida da Alemanha, responsável por 2,5%. O resto fica por conta da Petrobrás.

“A diversidade de projetos dialoga muito com o diagnóstico e as estratégias definidas no Plano de Ação para Prevenção e Controle do. Desmatamento, que é a política maior que orienta de forma macro as prioridades de atuação do fundo”, disse Juliana Santiago.

O fortalecimento de programas capazes de trazer uma alternativa econômica ao corte raso e garantir a sobrevivência da floresta em pé foi um dos responsáveis pela diminuição do desmatamento na Amazônia, que apresentou reduções significativas de 2008 a 2012. Em 2013, ela apresentou uma alta de 29%, mas no ano seguinte o desmatamento voltou a cair. Em 2015 e 2016, o desmatamento aumentou 24% e 29%, respectivamente. Por causa disso, o aporte que a Noruega manda todo ano dessa vez será menor. A ampliação do aporte para projetos financiados pelo Fundo tem como objetivo ajudar na queda dessa taxa.

Como se candidatar

Os projetos poderão ser apresentados por associações, cooperativas, fundações de direito privado e empresas privadas. O período de inscrição de projetos começa em 9 de agosto e termina em 7 de dezembro de 2017. A divulgação final dos aprovados está prevista para 13 de abril de 2018.

Cada entidade deverá apresentar um projeto na modalidade aglutinadora. Ou seja, a entidade proponente deverá aglutinar pelo menos 3 subprojetos de outras organizações, de forma integrada e coordenada. Cada projeto poderá receber de R$ 10 milhões a R$ 30 milhões de forma não-reembolsável e terá que abranger pelo menos uma das seguintes atividades econômicas:

  • Manejo florestal madeireiro e não madeireiro, incluindo manejo de fauna silvestre.

  • Aquicultura e arranjos de pesca.

  • Sistemas alternativos de produção de base agroecológica e agroflorestal.

  • Turismo de base comunitária.



Fonte: Oeco

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Detran-DF aposta em eficiência energética e economiza 92% no custo da energia...



Os 3.160 semáforos de todo o Distrito Federal, instalados pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF), tiveram suas lâmpadas incandescentes substituídas por 7.160 LEDs (diodos emissores de luz). Isso resultou em uma economia de 92% no custo da energia elétrica consumida pelos equipamentos.

O consumo de energia elétrica dos 2.131 sinaleiros de veículos e dos 1.029 de pedestres custava ao Detran-DF em torno de R$ 385 mil por mês. Com o uso da nova tecnologia, o valor foi reduzido para apenas R$ 30 mil mensais.

A tecnologia LED é mais resistente, tem durabilidade aproximada de cinco anos e baixo consumo de energia. Além disso, proporciona melhor visibilidade, sem ofuscamento da visão, como acontece no caso da lâmpada incandescente.

Por ano, o gasto do órgão com energia nos semáforos era em torno de R$ 4,6 milhões. Agora, o valor estimado caiu para R$ 360 mil, o que significa uma economia anual de R$ 4,2 milhões.

A expectativa é que os LEDs diminuam também o valor da manutenção dos equipamentos, da ordem de R$ 724 mil por mês. Os gastos ocorrem principalmente na época das chuvas, quando 40% das lâmpadas comuns queimam e provocam transtornos nos cruzamentos de veículos.

Termo de cooperação com a CEB

A troca da tecnologia foi resultado de um termo de cooperação entre o Detran-DF e a Companhia Energética de Brasília (CEB), para implementação de projeto de eficiência energética com substituição das lâmpadas de todos os semáforos do DF.

Todo material utilizado foi adquirido pela CEB, dentro do orçamento do seu programa de eficiência energética. Já a mão de obra foi mobilizada pelo Detran-DF, sem custo adicional, uma vez que já estava inclusa no contrato de manutenção semafórica.

Fonte: Agência Brasília

Comissão de Meio Ambiente aprova PL que permite beneficiários de reforma agrária a explorar energia eólica e solar...



Beneficiários da reforma agrária poderão celebrar contratos com terceiros para exploração de energia eólica ou solar. A medida consta de projeto de lei (PLS 384/2016), de autoria do senador José Agripino (DEM-RN), aprovado pela Comissão de Meio Ambiente(CMA). O texto original foi modificado por substitutivo, elaborado pelo relator, José Medeiros (PSD-MT), e segue para votação final na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).

Originalmente, o PLS 384/2016 previa que, nos imóveis rurais com condições de produzir energia eólica ou solar, o Incra autorizaria o beneficiário da reforma agrária a firmar contratos com terceiros para exploração desse potencial energético. O substitutivo tratou de ressalvar que esses contratos sejam feitos de forma complementar às atividades de cultivo da terra e tenham autorização do órgão federal competente para a execução do Programa Nacional de Reforma Agrária.

“Dessa forma, evitar-se-ia que a exploração de energia eólica e solar se tornasse a atividade principal da área, o que contribui para o agricultor migrar para as cidades por ter como meio de sustento a renda obtida pelo arrendamento das terras para a produção de eletricidade”, explicou Medeiros no parecer.

Fonte: Agência Senado

Comissão aprova projeto que isenta equipamentos de energia solar de imposto sobre importação...



A Comissão de Finanças e Tributação aprovou o Projeto de Lei 8322/14, do Senado, que isenta do imposto sobre importação os equipamentos e componentes de geração elétrica de fonte solar. Pela proposta, a isenção somente será aplicada quando não houver similar nacional.

“Em que pese a renúncia fiscal, há que se considerar que ocorrerá um barateamento no custo da energia elétrica e, em função disso, infere-se que ocorrerá um incremento no giro da atividade econômica e, consequentemente, elevação da arrecadação”, disse o relator da matéria, deputado Miro Teixeira (Rede-RJ). “Por essa razão, estamos considerando a proposição adequada orçamentária e financeiramente”, completou.

O parecer dele foi favorável ao texto original do PL 8322/14 e contrário aos projetos apensados (PLs 7186/14, 5539/13, 157/15 e 3542/15) e ao substitutivo da Comissão de Minas e Energia, que ampliou as isenções tributárias.

O substitutivo isenta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins um amplo conjunto de materiais utilizados na geração de energia solar.

Fonte: Agência Câmara Notícias

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

UNIR será beneficiada por projeto de eficiência energética e minigeração de energia elétrica...




A Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) será beneficiada por um projeto de eficiência energética e minigeração de energia elétrica que foi proposto pela Eletrobras Distribuição Rondônia, por intermédio da UNIR, UFSM e CGTI, e aprovado junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em uma chamada pública de 2016. Trata-se do projeto “Portal de Soluções Inteligentes para Eficiência Energética e Minigeração incluindo Desenvolvimento de Controladores Ativo de Demanda para Instituições Públicas de Educação Superior”, que deverá ser implementado ainda este ano.

O projeto foi aprovado em uma chamada pública para seleção de projetos de Eficiência Energética (EE) e de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) estratégico. A intenção da Agência foi reduzir os entraves à implementação de projetos de EE e de geração própria de energia (Minigeração) por meio da implantação de projetos pilotos em Instituições Públicas de Educação Superior (IPES), de modo a obter subsídios para a implantação de ações dessa natureza em todo o setor público.

O valor total orçado pela Eletrobras Distribuição Rondônia para o projeto é de R$ 8.851.279,00. Os custos referentes às ações de P&D totalizaram R$ 4.676.562,00, enquanto as ações de eficiência energética totalizaram R$ 4.174.717,00. Já a contrapartida não financeira da Universidade é de R$ 237.600,00, correspondendo à disponibilização dos servidores/pesquisadores envolvidos no projeto. Conforme cronograma da ANEEL, o limite para início da execução do projeto é 28/8/17, já o término de execução está marcado para 12/8/20.

Além da UNIR, outras 26 Instituições Públicas de Educação Superior em todas as regiões do país também tiveram projetos aprovados que totalizam aproximadamente R$ 309 milhões em investimento previsto para os próximos três anos.

Sobre o projeto

O projeto “Portal de Soluções Inteligentes para Eficiência Energética e Minigeração incluindo Desenvolvimento de Controladores Ativo de Demanda para Instituições Públicas de Educação Superior” tem a Eletrobras/Rondônia como empresa proponente em parceria com as seguintes entidades executoras: UNIR (Beneficiária/Executora), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/Executora) e Centro de Gestão de Tecnologia e Inovação (CGTI/Executora/Gestora). E o projeto de Eficiência Energética foi apresentado pela empresa Mont Soluções em Engenharia Ltda.

A equipe é composta por 33 pesquisadores, entre docentes,técnicos e alunos, além de pesquisadores externos, e será coordenada pelos seguintes membros: professor doutor Carlos Alberto Tenório de Carvalho Júnior (Grupo de Pesquisa em Modelagem de Sistemas Elétricos – GPMSE/UNIR); professor doutor Daniel Pinheiro Bernardon (Centro de Excelência em Energia e Sistemas de Potência – CEESP/UFSM); engenheiro especialista Adelfo Braz Barnabé (Centro de Gestão de Tecnologia e Inovação - CGTI) e o engenheiro eletricista Pedro Daniel Bach Montani (Mont Soluções Ltda).

Na proposta de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), o professor Carlos Tenório, docente do Departamento de Engenharia Elétrica da UNIR, enfatiza a criação do “Portal de Soluções Inteligentes para Eficiência Energética e Minigeração”, um software para gerenciamento de energia que fará o monitoramento da rede elétrica da UNIR-Centro, identificando e solucionando eventuais problemas.

“Digamos que no final do expediente um servidor esqueceu o ar-condicionado ligado. Esse software poderá identificar que a carga ficou ligada, que não há ninguém na sala, e acionar o sistema para que o aparelho seja desligado, por exemplo. É a automatização do procedimento de gestão de energia, entre outros aspectos técnicos”, explicou o professor.

Na área acadêmica, a expectativa é que a pesquisa resulte também na elaboração de teses de doutorado, dissertações de mestrado, pedidos de patente, registro de software, bem como a publicação de artigos científicos em congressos e revistas. “Podemos pensar ainda nos benefícios econômicos ligados à melhoria da infraestrutura laboratorial e ao renome que os participantes certamente obterão pelo ineditismo do desenvolvimento, podendo se tornar referência em eficiência energética e minigeração”, observou Tenório.

Já na proposta de eficiência energética (EE) o professor destaca dois pontos essenciais. Em primeiro lugar, a instalação de um sistema de minigeração de energia solar com capacidade de aproximadamente 500 kWp. O sistema completo é composto por módulos, inversor, estrutura metálica, cabos e demais componentes menores.

O segundo ponto é a execução de retrofit no sistema de iluminação em diversos ambientes da Universidade. Isso consiste na substituição de 2434 lâmpadas fluorescentes comuns, compactas e tubulares, de vapor de mercúrio e incandescentes por lâmpadas e luminárias de tecnologia LED, nos corredores, passarelas, salas de aula e salas administrativas.

De acordo com Tenório, as ações de eficiência energética (AEE), juntamente com a instalação da minigeração fotovoltaica, pretendem alcançar economia de energia de 836,08 MWH/ano e redução de 41,23 kW da demanda na ponta, alcançando uma economia anual de aproximadamente R$ 443.016,40 para a UNIR.

Na opinião do reitor da UNIR, professor doutor Ari Miguel Teixeira Ott, a economia que a Universidade terá com a implantação do sistema de minigeração permitirá o investimento desses recursos em outras áreas. Segundo ele, os gastos com energia elétrica consomem cerca de 9% dos recursos de custeio da Universidade. “É um volume muito alto que poderá ser investido em outras áreas prioritárias e, numa perspectiva otimista, poderemos até nos tornar fornecedores de energia, após a implantação completa do sistema”, avaliou o reitor Ari Ott.

Está prevista também a implementação de uma cultura de redução do desperdício de energia elétrica junto à comunidade acadêmica.

Gastos com energia elétrica em Instituições Públicas de Educação Superior

A ANEEL constatou que o gasto com energia elétrica representa um dos principais itens de custeio das Instituições Públicas de Educação Superior e que parte considerável dessa despesa poderia ser evitada por meio de ações de eficiência energética e da implantação de sistemas de geração própria de energia (micro ou minigeração).

De acordo com a Secretaria de Ensino Superior (SESu) do Ministério da Educação, o valor total pago, em 2015, apenas pelas Universidades Federais, foi de cerca de R$ 430 milhões. Na UNIR, o gasto com energia elétrica em 2015 foi de R$ 3.307.055,59 e em 2016 foi de R$ 3.539.323,68.

Segundo a SESu, as despesas com energia elétrica dessas instituições despontam como o 3º maior grupo e representam cerca de 9% dos gastos apurados em 2015. Constata-se, também, que parte considerável desse gasto se refere ao uso de equipamentos ineficientes e altos índices de desperdício de energia.


Fonte: Procel

CPFL investe R$ 100 mil em projeto do HU-UFSCar com foco na redução do consumo de energia elétrica...



Um projeto apresentado pelo Hospital Universitário Prof. Dr. Horácio Carlos Panepucci da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar) na chamada pública do Programa de Eficiência Energética (PEE) da CPFL foi aprovado no segmento “Poder público”. Com a aprovação, a concessionária de energia vai investir R$ 100 mil no HU para a substituição de 1.300 lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED.

O projeto foi elaborado por Leandro Azeka, engenheiro eletricista do HU, e teve como objetivo propor um novo sistema de iluminação para o Hospital composto por lâmpadas com tecnologia a LED. A proposta foi a substituição somente das lâmpadas fluorescentes e reatores, mantendo o sistema atual de luminárias.

A partir da aprovação, a CPFL vai custear o valor de R$ 100 mil para o processo de substituição das lâmpadas distribuídas em todo o complexo hospitalar, além de medições e diagnóstico energético. O trabalho da concessionária no HU começou no dia 28 de junho e deve ser finalizado até o final do mês de julho.

Com esse investimento, a economia anual de energia será de 100 MWh, que corresponde a 18% do consumo atual do Hospital e um benefício anualizado no valor de R$ 37 mil. Além disso, Azeka aponta outras vantagens: “Menor consumo de energia elétrica, podendo economizar em até 50% a energia utilizada para iluminação, se comparado com as lâmpadas fluorescentes atuais; diminuição do custo de manutenção e quantidade de ordens de serviço, já que a vida útil das novas lâmpadas é superior a do sistema atual; e a sustentabilidade, uma vez que as lâmpadas de LED podem ser descartadas e até recicladas por não possuírem metais pesados em sua produção”.

“Esta é a primeira vez que tivemos um projeto aprovado em programas de eficiência energética e essa conquista amplia as nossas expectativas. Já planejamos submeter novos projetos, incluindo também os campi da UFSCar”, afirma Azeka.

Para Juliano Garcia Campos, engenheiro de Eficiência Energética da CPFL, a ideia apresentada pelo corpo técnico do HU-UFSCar foi aprovada por ter seguido as regras estipuladas no edital do Programa. “O PEE, gerido pela CPFL Energia, busca o desenvolvimento de projetos de eficiência energética junto às comunidades residenciais, entidades privadas e órgãos públicos, disseminando a utilização inteligente de energia elétrica e a instalação de equipamentos eficientes, com foco na inovação tecnológica, sustentabilidade e preservação dos recursos naturais. E o projeto do Hospital atendeu a todos esses requisitos”, destaca Campos.

O engenheiro eletricista do HU afirma que as novas áreas de ampliação do Hospital, que devem ser inauguradas em breve, já contam com luminárias a LED. “A previsão é que tenhamos 100% do nosso sistema de iluminação baseado neste tipo de tecnologia”, finaliza Azeka.

Programa de Eficiência Energética


O PEE existe desde 1998 e, atualmente, é regido pela Lei 13.280, de 13 de maio de 2016. Seu principal objetivo é promover a eficiência energética e o combate ao desperdício de energia, contribuindo com a ampliação da consciência ambiental e com mudanças de hábitos da sociedade sobre o tema. As metas são a redução do consumo de energia e a retirada de demanda da ponta, otimizando o sistema elétrico e subsidiando o desenvolvimento econômico e social. Mais informações podem ser acessadas em www.cpfl.com.br/energias-sustentaveis.

Sobre a Ebserh

Desde outubro de 2014, o HU-UFSCar é filiado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), que administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas. O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.


Fonte: Procel

Universidade vai receber mais de 800 mil para aprimorar sistemas...




A Unesc vai receber R$ 856 mil para aprimorar o desempenho energético de equipamentos e sistemas que utilizam energia elétrica. O recurso vem do Programa de Eficiência Energética da Celesc, no qual a Instituição foi contemplada. O principal objetivo é combater o desperdício de energia e contribuir para a sustentabilidade, já que essa é uma das preocupações da Unesc como Universidade Comunitária. O convênio foi assinado na manhã da última sexta-feira (21/07/2017), na Fiesc (Federação Indústria do Estado de Santa Catarina), em Florianópolis.

O pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Oscar Montedo, representou a Unesc na assinatura do convênio. Ele comentou que essa captação de recursos permite que a Instituição faça investimentos para melhoria. “Uma Universidade Comunitária não tem fins lucrativos. Então, ela depende de duas fontes de recursos para implementar suas melhorias e realizar suas atividades acadêmicas, por meio das mensalidades e da captação de recursos externos. Ser contemplado pelo programa é uma forma de obter investimentos que possam fortalecer a Instituição”, ressaltou o pró-reitor.

Montedo comentou ainda sobre a importância de participar de projetos como esse. “Nós temos muitas expertises na Instituição, e quando as utilizamos para elaborar projetos de qualidade que concorram com outras grandes instituições, captando recursos externos para o cumprimento da nossa missão e da nossa atividade acadêmica, isso é muito importante para que nós consigamos desenvolver nossos processos e melhorar nosso sistema de gestão”, complementou.

Diminuição do gasto de energia

Para participar desta Chamada os projetos deveriam estar pautados em ações de melhoria de instalação, que são ações realizadas em instalações de uso final de energia elétrica envolvendo a troca ou melhoramento do desempenho energético de equipamentos e sistemas de uso da energia elétrica. Projetos que contemplem, além das ações de melhoria, a inclusão de geração de energia elétrica com uso de fontes incentivadas, poderiam participar do processo de seleção.

O pró-reitor de Administração e Finanças da Unesc, Thiago Fabris, comentou que a utilização racional da energia é essencial para atingir a eficiência nos custos. “Não só da Instituição, mas também para contribuir com o desenvolvimento sustentável do meio ambiente. O convênio assinado permitirá que a Unesc reduza consideravelmente seus custos relacionados à energia. É mais um dos vários convênios que beneficiará a instituição e toda a comunidade”, afirmou.

Ações previstas no projeto:

- Substituição de 70 climatizadores de janela por condicionadores de ar Split Inverter classe A com gás ecológico.

- Substituição de mais de seis mil lâmpadas Florescentes e descarga que contem mercúrio e metais pesados por lâmpadas e luminárias em LED com selo Procel.

- Implantação de sistema de aquecimento Solar na Piscina do Complexo Esportivo;

- Instalação de Desumidificadores de Alta Eficiência no sistema de climatização do Biotério;

- Capacitação para comunidade acadêmica para uso racional e consciente dos recursos energéticos e seus impactos no meio ambiente

Alguns benefícios com a implantação do Projeto:

- Substituição dos equipamentos atuais por equipamentos mais modernos e com selo Procel.

- Redução de 16% no consumo de energia e redução de 8,6% de demanda na ponta.

- Redução em mais de 20% nos custos com energia elétrica e cerca de em mais de 12% nos custos com manutenção.

- Redução das despesas com manutenção de sistema de iluminação e equipamentos.

- Redução das interrupções dos serviços provocados pelas manutenções corretivas nos sistemas.

- Contribuição para difusão de uma cultura que privilegia os processos de desenvolvimento sustentáveis, que valorize a conservação de energia, o ambiente e os recursos naturais.

- Aumento da satisfação do ambiente de trabalho contribuindo para melhoria dos serviços prestados à comunidade.

Saiba mais

O projeto foi coordenado pela equipe do Departamento de Projetos e Infraestrutura da Unesc, sob responsabilidade do engenheiro Israel Dal Toe Benincá e a gerencia de Grasiela de Espíndola Goulart Nuernberg.


Fonte: Procel

domingo, 13 de agosto de 2017

Impacto na conta de luz é menor em indústrias que investem em eficiência energética...



Em plena era da Indústria 4.0 – ou “Quarta Revolução Industrial” – e da Sustentabilidade, os sistemas inteligentes não poderiam ficar de fora das ações de eficiência energética aplicadas no setor industrial. A busca por soluções vai desde a troca de equipamentos por outros mais eficientes até a utilização de programas que permitam monitorar o consumo de energia elétrica via internet, possibilitando, assim, o gerenciamento de gastos de uma maneira mais eficaz.

Utilizar energia de forma consciente e planejada pode resultar em uma economia significativa para a indústria. O consumo de eletricidade é bem intenso e os principais “esbanjadores” neste setor são: motores elétricos, iluminação e os equipamentos de aquecimento e de resfriamento.

Como se não bastasse todo este consumo, ainda há a questão dos reajustes tarifários, que elevam os gastos e tornam a conta de luz um peso extra nas planilhas de custos.

Quem mais sofreu com os últimos reajustes foram as indústrias do Sul do país. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou, em meados de julho, o reajuste tarifário de duas concessionárias de energia do Rio Grande do Sul e uma no interior do Paraná. Esta é a quarta revisão tarifária para a região e os novos valores passaram a ser cobrados a partir do dia 22 do mês passado.

Segundo levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), os setores mais afetados pelo reajuste são os de metalurgia, que terão o maior percentual do faturamento comprometido dentre os segmentos da indústria de transformação.

“Hoje, boa parte delas tem resultado operacional que não supera 3% de tudo que é comercializado”, lamenta Edson Campagnolo, presidente da Fiep, destacando que estes aumentos reduzem a competitividade e criam mais entraves no ambiente interno e na concorrência com os produtos importados.

Neste cenário de crise e reajustes, quem sofre menos impacto são as companhias que já investem em ações de eficiência energética e adotam recursos e sistemas que diminuem consumos e, consequentemente, gastos.

Eurofarma: case de sucesso em ações de eficiência energética

A Eurofarma é um exemplo de empresa que participa e investe em ações de eficiência energética há alguns anos, contribuindo na preservação do meio ambiente e, de quebra, reduzindo custos com energia elétrica. Não à toa, foi a única farmacêutica bicampeã com o prêmio Guia EXAME Sustentabilidade, nos anos de 2013 e 2015, e destaque em gestão de água, em 2016.

O compromisso sustentável desta indústria brasileira, presente em 20 países da América do Sul, Central, Caribe e África, começa em 2012, na Rio +20, ao participar do Encontro da Indústria para a Sustentabilidade, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Neste evento, se uniu a outras 16 companhias, na assinatura do documento “Compromissos e demandas para a construção do futuro que queremos”, apresentado pelo Instituto Ethos.

A partir de 2014, a Eurofarma instituiu o Comitê de Conservação de Recursos Naturais para atuar na identificação e implementação de oportunidades em relação aos aspectos de água e energia, em busca de soluções eficientes do ponto de vista ambiental e financeiro.

As mudanças aconteceram já a partir daquele ano. Primeiro, foram implantadas ações relacionadas à otimização do consumo de energia por meio da modernização do sistema de iluminação, mediante o uso e expansão de lâmpadas led.

“Devido a maior durabilidade de horas de uso das lâmpadas led, otimizamos hora de trabalho de nossa equipe interna em relação a troca de lâmpadas”, diz André Avelino, Gerente de Engenharia Corporativa da Eurofarma.

Ainda em 2014, foi dado início ao projeto de energia fotovoltaica, com a substituição do sistema convencional de iluminação externa (postes) por módulos fotovoltaicos. Nos 2 anos seguintes, o processo avançou com a ampliação deste sistema fotovoltaico em telhados e a cobertura do edifício que abriga o Centro de Distribuição, com 720 painéis capazes de gerar 180 kWp de energia obtida diretamente da energia solar, a melhor opção de energia limpa disponível. De 2014 até 2016, a Eurofarma investiu R$ 2,6 milhões no projeto.

“Atualmente, o sistema de geração fotovoltaica está implementado em nossa principal unidade, localizada em Itapevi, responsável por cerca de 80% da produção industrial. Quando estiver integralmente concluído, deve suprir 10% da demanda daquela Unidade, com geração de 2 MGWh (novo limite estabelecido pela Aneel em 2016) e R$ 19 milhões de investimento”, estima André Avelino.

A redução no consumo de energia elétrica foi registrada no último Relatório Anual da companhia. Se em 2015 foi consumido 241.511 GJ, este número caiu para 218.877 GJ, em 2016.

Sistema inteligente de gestão de energia

O projeto, segundo o engenheiro, agrega valor ao negócio e está alinhado às metas de ecoeficiência, que abrangem o uso de novas tecnologias para reduzir o impacto ambiental das atividades da empresa, ampliando a contribuição de fontes renováveis na Matriz Energética da companhia. Paralela à otimização do sistema de geração de energia da farmacêutica, foi contratado um serviço de monitoramento de energia, com a instalação de uma ferramenta inteligente, que funciona via internet: o Follow Energy. Primeiro foi instalado na unidade de Itapevi, e, depois, em Campo Belo.

“Utilizamos o sistema para visualizar o consumo de energia por bloco produtivo”, explica o gerente. “O sistema pode medir e apontar os resultados das ações de eficiência energética que a empresa implementa”, declara Maurício Villar, Consultor de Negócios da ACS Automação, responsável pela implantação do sistema na Eurofarma.

Para concluir, André Avelino afirma que o gerenciamento de energia se mostrou essencial no sucesso do projeto de eficiência energética da farmacêutica. “É importante podermos identificar o consumo de energia da companhia, mapear onde está sendo gasto e visualizar se há áreas com consumo excessivo”, finaliza.


Fonte: Procel