domingo, 30 de outubro de 2016

Criação do Santuário de Baleias é negada...


Apesar de a maioria dos países que participam da reunião da CIB na Eslovénia votar pela transformação de mais de 20 milhões de quilômetros quadrados do Atlântico Sul em um santuário onde a caça de baleias e golfinhos seria proibida, o requisito de 75% a favor da proposta não foi alcançado. Foram 38 votos a favor, 24 contra e 2 abstenções entre os países-membros presentes, ou seja, 60%.

A decisão foi tomada apesar de quase um milhão de pessoas terem assinado petições em vários países pedindo a criação do santuário.

Por todos os problemas que as populações de baleias têm enfrentado atualmente, e de já terem sido devastadas pela caça comercial, no passado, é mais que necessário uma zona protegida, onde serão capazes não apenas de sobreviver, mas de se recuperarem e se reproduzirem.

John Frizell, especialista em oceanos do Greenpeace Internacional, que participou da reunião, lamentou: "Mesmo que a maioria dos países e grande parte do público acreditarem que um santuário é o melhor caminho a seguir para proteger as baleias, estamos mais uma vez em uma reunião da CBI nos sentindo frustrados.”

No entanto, o Greenpeace acredita que mais cedo ou mais tarde a criação do Santuário acontecerá, pois seu apoio é crescente. “Agradeço a todos os que apoiaram esta luta. A não criação do Santuário atende aos interesses de alguns poucos países. Mas a  vitória deles é passageira, a nossa será definitiva. Não vamos desistir de criá-lo e de proteger as baleias",  afirma Helena Spiritus, do Greenpeace Brasil.

A reunião da CIB está sendo realizada na Eslovênia e vai até o fim de semana. Os delegados debaterão ainda os 30 anos da moratória da caça comercial. O Greenpeace desempenhou um papel crucial na obtenção dessa proibição e continua a se opor à matança de baleias com fins lucrativos.

O ministro Sarney Filho acompanhou a votação e reafirmou o convite para que a próxima reunião da Comissão Internacional da Baleia, daqui a dois anos, seja no Brasil. "Até lá, continuaremos nos dedicando a enfrentar outras ameaças à sobrevivência das baleias, como o aquecimento global, a poluição dos mares, a destruição dos habitats e a pesca super exploratória”, completa Spiritus.

Prejuízos causados por insetos podem aumentar 18% por causa das mudanças climáticas...


Um novo estudo publicado na Nature Communication concluiu que 10 espécies de insetos são responsáveis por prejuízos anuais de US$ 77 bilhões por ano em todo o mundo e que esse valor poderá aumentar em 18% até 2050 por causa das mudanças climáticas.  Cobrindo danos a bens e serviços, perdas agrícolas e até mesmo os custos de saúde, o estudo reúne o maior banco de dados já compilado de prejuízos econômicos causados por insetos invasores em todo o mundo: 737 artigos, livros e relatórios.

Mas por que tanto trabalho por causa de insetos?

Os insetos invasores reduzem a produção global entre 10% e 16%.  87% dos 2.500 invertebrados terrestres que colonizaram novos territórios são insetos.  "Durante milhões de anos, os insetos têm sido responsáveis ​​por propagar doenças entre os seres humanos e animais e causar danos consideráveis, que vão desde a aniquilação de colheitas e reservas até a destruição de infra-estrutura e a devastação das florestas, assim, alterando ecossistemas e tornando-os mais frágeis. No reino dos seres vivos, a classe de insetos abrange aproximadamente 2,5 milhões de espécies e é provavelmente o grupo que mais causa prejuízos", explica Franck Courchamp, diretor de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), da França, (Université Paris-Sud / CNRS / AgroParisTech) que liderou a equipe internacional responsável pelo estudo, que teve apoio da Fundação Paribas BNP e da agência nacional de pesquisa da França (ANR). Ainda mais preocupante, insetos em geral pesam muito na agricultura, consumindo cerca de 40% da produção agrícola. "O equivalente a comida suficiente para alimentar um milhão de seres humanos", destaca Franck Courchamp.

Paris vai possibilitar que moradores plantem árvores frutíferas em espaços públicos...


A Prefeitura de Paris vai emitir uma licença para que os moradores da cidade possam plantar espécies de árvores frutíferas e flores em espaços públicos. A licença vai valer por um período de três anos, podendo ser renovada.

O objetivo é deixar a cidade mais verde, oferecendo incentivos para que os moradores se tornem “jardineiros do espaço público”. A Prefeitura fornecerá um kit de plantio e sementes para cada cidadão.

As sementes poderão ser plantadas nas fachadas de casas e prédios, em jardineiras móveis, canteiros, nos pés de outras árvores, em postes ou em outros lugares com espaço adequado.

Os moradores vão precisar assinar uma carta de ‘revegetação’ e se comprometer a usar plantas locais e melíferas, com o intuito de promover a biodiversidade de Paris.

"Com esta autorização, permitiremos que os parisienses participem do modelo urbano de mudança para uma Paris mais verde, para o embelezamento e para a melhoria da qualidade de vida, na frente de sua casa ou de seu trabalho. Além de promover a natureza e da biodiversidade na cidade, essa autorização também irá ajudar a criar laços sociais, através do reforço de trocas com os outros, especialmente entre vizinhos", diz Penelope Komitès, adjunta da Prefeitura de Paris.

Espera-se que os moradores usem a sua criatividade para deixar Paris mais verde. "Vamos oferecer os caminhos, mas esperamos principalmente as ideias", conclui Penelope Komitès.

Valor da produção florestal brasileira cai e fecha 2015 em R$ 18,4 bilhões...


O valor da produção da extração vegetal e da silvicultura no país em 2015 atingiu R$ 18,4 bilhões, total inferior aos R$ 19,2 bilhões de 2014. A informação consta da pesquisa Produção da Extração Vegetal e Silvicultura (Pevs) 2015, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (27) com os números relativos às atividades ligadas ao setor florestal.

Os números indicam que, dos R$ 18,4 bilhões, a silvicultura, atividade diretamente ligada à regeneração e plantação de florestas, respondeu por 74,3% da produção, o equivalente a R$ 13,7 bilhões; enquanto os que estão ligados diretamente à extração vegetal (coleta  de produtos em matas e florestas nativas) participaram com 25,7% (R$ 4,7 bilhões).

Apesar de registrar uma ligeira queda no faturamento em relação a 2015, quando os produtos florestais acusaram valor da produção de R$ 19,2 bilhões, o setor florestal, em especial a produção obtida em florestas plantadas, vem, segundo o IBGE, assumindo, nos últimos anos, “uma posição de destaque no cenário nacional”.

Queda de 2% na produção

Em 2014, os dados do IBGE indicam que, do total da produção florestal de R$ 19,2 bilhões, R$ 14,62 bilhões corresponderam a produtos provenientes da silvicultura (76,3% do total), uma queda de 2% em relação à participação do setor em 2015; a extrativa contribuiu com R$ 4,58 bilhões (ou 23,7% do total), neste caso um aumento de 2% na participação global.

Em entrevista à Agência Brasil, o gerente da pesquisa do IBGE, Luís Celso Guimarães, atribuiu a queda no valor total decorrente da produção florestal "à crise econômica que atinge o Brasil e o mundo, hoje demandante em menor escala de produtos derivados da siderurgia, que utiliza muito carvão vegetal proveniente da silvicultura. A exceção ficou com os produtos voltados para a produção de papel e celulose, cujo aumento da demanda compensou, em parte, a retração dos produtos voltados para a siderurgia e a queda na exportação de madeiras em toras”.

Os dados da Pevs 2015 indicam, ainda, que a participação dos produtos madeireiros na extração vegetal chegou a R$ 3,2 bilhões e a de não madeireiros somou R$ 1,5 bilhão. Na silvicultura, os quatro produtos madeireiros somaram R$ 13,4 bilhões e os três não madeireiros, R$ 292,9 milhões.

Já o grupo de produtos alimentícios foi o que acusou o maior valor da produção extrativa não madeireira em 2015, participando com 69,4%, seguido pelas ceras (14,8%), oleaginosos (8,3%) e fibras (7%) e demais grupos (0,5%).

Embora o número de produtos em crescimento no extrativismo tenha sido menor em relação a 2014 (de 15 para 13 produtos), o açaí mostrou o maior crescimento absoluto (17,9 mil toneladas a mais que em 2014). Já entre os 21 produtos com queda na produção, o maior decréscimo foi o da produção de amêndoas de babaçu (-6 mil toneladas).

Todos os produtos madeireiros do extrativismo vegetal caíram em 2015, “o que está diretamente ligado à crise e à recessão econômica” que atinge o país, segundo Luís Guimarães.

Geração de emprego

O setor florestal, em especial a produção obtida em florestas plantadas, vem assumindo, nos últimos anos, posição de destaque no cenário nacional gerando emprego e renda.

Os dados divulgados pelo IBGE, com base em estimativas da Indústria Brasileira de Árvore (Ibá) - que representa os segmentos de painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas, produtores independentes de árvores plantadas e investidores financeiros – indicam o Brasil como o quarto maior produtor de celulose do mundo, atrás da China, Estados Unidos e Canadá; e o Brasil já é o primeiro em produção de celulose de eucalipto.

“O clima favorável é um forte componente do alto rendimento florestal obtido no país. No Brasil, uma árvore de eucalipto está pronta para corte aos sete anos, enquanto no Chile somente aos 18”, lembra o IBGE. Segundo o Ibá, estimativas apontam o setor como responsável por cerca de 3,8 milhões de empregos diretos, indiretos e resultantes do efeito renda.

Produtos mantêm mesmo patamar

Os principais produtos que se destacaram em função do valor da produção se mantiveram no mesmo patamar em relação a 2014, puxados por alguns alimentícios como o açaí (R$ 480,6 milhões), a erva-mate nativa (R$ 396,3 milhões) e a castanha-do-pará (R$ 107,4 milhões);

O IBGE destaca, ainda, entre as ceras, o pó de carnaúba  com R$ 195,6 milhões; nos oleaginosos, as amêndoas de babaçu (R$ 107,7 milhões); e, nas fibras, a piaçava (R$ 101,3 milhões). A soma do valor da produção representou 91,4% total da produção extrativista vegetal não madeireira.

A produção do extrativismo vegetal não madeireiro, em sua maioria, se concentra na região Norte, com destaque para o açaí (93,1%) e a castanha-do-pará (94,9%), e na região Nordeste, onde ressaltam as produções de amêndoas de babaçu (99,7%), fibras de piaçava (96,1%) e pó de carnaúba (100%). Na região Sul, sobressaem apenas dois produtos: erva-mate (99,9%) e pinhão (85,5%).

Crise econômica

A crise econômica afetou todos os produtos madeireiros do extrativismo vegetal em 2015 com decréscimo generalizado na quantidade obtida, tendo à frente o carvão vegetal, cuja retração foi de 21,9%; seguido da lenha (-6,8%); da madeira em tora, principalmente para a exportação (-3,2%); e o nó-de-pinho (-55,3%).

Em consequência, o número de árvores abatidas do pinheiro brasileiro nativo caiu 40%. A demanda industrial, o preço, a disponibilidade de mão de obra na coleta de determinados produtos e a atuação de órgãos de controle ambiental e fiscalizadores - que ora liberam abertura de áreas para a agricultura, ora intensificam a fiscalização (aplicando multas e fechando serrarias e carvoarias) - bem como as condições climáticas, foram fatores que explicam em boa parte as oscilações da produção do extrativismo vegetal. “Nessa atividade, é comum serem observadas flutuações expressivas da produção”, diz o estudo do IBGE.

A produção madeireira da silvicultura tem a região Sudeste como a principal produtora de carvão vegetal (84,6%) e de madeira em tora para papel e celulose (36,9%). A região Sul responde por 65,1% da lenha e 66,6% da madeira em tora para outras finalidades.

A produção não madeireira da silvicultura também está concentrada no Sudeste e Sul – a de cascas de acácia-negra só é encontrada no Sul, enquanto as produções de folhas de eucalipto (94,7%) e de resina (73,7%) estão na Região Sudeste.

Museu do Amanhã assina termo de cooperação científica para incentivar redução nas emissões de CO2...


Durante o 4º Seminário Nacional sobre Gases de Efeito Estufa – Como descarbonizar o Brasil até 2050, realizado nesta quinta-feira (27), o Museu do Amanhã e IDG (Instituto de Desenvolvimento e Gestão) assinaram termo de cooperação técnica e científica com Sistema Brasileiro de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG), que pertence ao Observatório do Clima. O documento prevê, por exemplo, realização de atividades para reflexão, disseminação e repercussão dos dados e análises do SEEG (de 1970 a 2015).

O novo estudo divulgado pelo SEEG mostrou que as emissões de gases de efeito estufa do Estado do Rio de Janeiro ficaram estáveis em 2015 – oscilaram para baixo em 0,3% em relação ao ano anterior. No total, o Estado emitiu 76,729 milhões de toneladas de CO2 equivalente, contra 76,983 milhões de toneladas em 2014. É a primeira vez que as emissões fluminenses não sobem desde 2009, ano da crise econômica global. O Rio é o décimo Estado que mais emite do país. As emissões no Brasil subiram em 3,5% em 2015 de acordo com o SEEG.

sábado, 29 de outubro de 2016

Cazaquistão se une à luta contra a mudança climática...


O Senado do Cazaquistão ratificou nesta quinta-feira (27) o Acordo de Paris, que procura manter o aumento da temperatura global neste século abaixo dos 2 graus centígrados sobre os níveis pré-industriais.

De acordo com o ministro da Energia cazaque, Kanat Bozumbayev, o país centro-asiático se comprometeu a reduzir para o ano 2030 as emissões de gases do efeito estufa em 15% com relação aos níveis de 1990.

O acordo propõe um conjunto de medidas e compromissos para a adoção de projetos nacionais que reduzam as emissões de gases do efeito estufa e promovam a adaptação à mudança climática, assim como o investimento no desenvolvimento das tecnologias necessárias para esta incumbência.

Por sua vez, a Conferência das Partes para o Acordo de Paris, que avalia periodicamente o avanço na aplicação dos objetivos comuns, deve realizar o primeiro balanço do presente pacto em 2023.
 
O Acordo de Paris, que foi adotado em 12 de dezembro de 2015 na capital francesa, foi assinado pelo Cazaquistão em 2 de agosto.

Brasil recicla 98% das latinhas de alumínio de bebidas...


O índice de reciclagem das latinhas de alumínio de bebidas no Brasil atingiu 97,9% em 2015, com um total de 292,5 mil toneladas de latas recicladas, quase a totalidade das embalagens colocadas à venda. Os dados, divulgados na sexta-feira (28), são da Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas).

De acordo com as duas entidades, somente na coleta da latinha foram injetados cerca de R$ 730 milhões na economia brasileira. “O valor equivale a quase um milhão de salários-mínimos por ano, confirmando a importância da reciclagem para a geração de emprego e renda para os catadores de materiais recicláveis”, destacou o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da Abal, Mario Fernandez.
 
Segundo a entidade, a reciclagem das latinhas consome apenas 5% da energia que seria utilizada para a produção das mesmas a partir do alumínio primário, extraído da bauxita. “A economia de energia gerada nessa reciclagem atenderia à demanda residencial anual de energia de um estado como Goiás”, disse Fernandez.

Cientistas revelam origem da maior cratera da Lua...


Cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, sigla em inglês) e da Universidade Brown, nos Estados Unidos, descobriram a origem de Oriental, a maior cratera da Lua formada há 3,8 mil anos e com um diâmetro de 930 quilômetros, segundo publicou na quinta-feira a revista Science.

A descoberta, fruto de estudos divulgados em dois artigos, foi possível graças aos dados recolhidos em 2012 pelos satélites da missão Laboratório Interior e de Recuperação de Gravidade (Grail, sigla em inglês) da Nasa.

De acordo com o estudo do geólogo Brandon Johnson, da Universidade Brown, o asteroide que criou a cratera Oriental impactou a 15 km/h contra a Lua e tinha 64 quilômetros de diâmetro.

Esse impacto criou uma cratera de dimensões (entre 320 e 460 quilômetros de diâmetro), que não correspondem com as atuais, uma vez que entrou em colapso pelas fraturas da rocha e suas temperaturas, formação de três anéis concêntricos visíveis atualmente.
 
“Grandes impactos como o que formou Oriental foram os maiores fatores de mudanças nas crostas planetárias do sistema solar. Graças aos dados surpreendentes fornecidos pelo Grail, compreendemos melhor como se formaram essas bacias, e podemos usar esses conhecimentos em outros planetas e luas”, disse Johnson.

Antártida terá maior reserva de conservação marinha do planeta...



A partir de dezembro de 2017, uma área de 1,55 milhão de quilômetros quadrados na Antártida terá proteção especial para a conservação da vida marinha. A decisão foi tomada, em uma reunião na Austrália, pelos países que integram a Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártida, da qual o Brasil faz parte. Todos os países-membros da comissão concordaram com a proposta, feita pelos Estados Unidos e pela Nova Zelândia.

A maior área de proteção marinha do mundo, localizada no Mar de Ross, vai limitar ou proibir totalmente algumas atividades para atender a conservação específica, a proteção do habitat, o monitoramento de ecossistemas e o manejo de pesca. Em 72% da área de proteção haverá uma zona de proibição total de pesca, enquanto outras áreas vão permitir a captura de alguns peixes para investigação científica.

O secretário-executivo da comissão, Andrew Wright, lembrou que a decisão levou vários anos para ser tomada. “Alguns detalhes sobre a área de proteção ainda estão sendo finalizados, mas não há dúvidas sobre o estabelecimento da zona protegida e estamos incrivelmente orgulhosos de ter chegado a este ponto”, disse Wright.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse, em nota, que a aprovação da proposta foi um progresso extraordinário e que não aconteceu por acaso, mas “graças a muitos anos de persistentes estudos, intensas negociações e diplomacia baseada em princípios. Aconteceu porque nossas nações entenderem a responsabilidades que partilhamos para proteger esse lugar único para as futuras gerações”, disse.
 
A Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártida foi estabelecida por um acordo internacional em 1982, com o objetivo de promover a conservação da vida marinha no continente. Além da União Europeia, 24 países fazem parte da comissão: Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Chile, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, República da Coreia, Namíbia, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Rússia, África do Sul, Espanha, Suécia, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai.

Cientistas identificam tecido cerebral fossilizado de dinossauro pela 1ª vez...


Cientistas britânicos e australianos identificaram um seixo marrom despretensioso, encontrado há mais de uma década por um caçador de fósseis no sul da Inglaterra, como o primeiro exemplo conhecido de tecido cerebral fossilizado de dinossauro.

O cérebro fossilizado, encontrado pelo entusiasta de fósseis Jamie Hiscocks perto de Bexhill, em Sussex, em 2004, muito provavelmente é de uma espécie similar ao Iguanodon – um herbívoro de grande dimensão que viveu no início do período cretáceo, cerca de 133 milhões de anos atrás.

Em um relatório de sua análise presente em uma Publicação Especial da Sociedade Geológica de Londres, os pesquisadores disseram acreditar que o fragmento de tecido ficou tão bem preservado porque o cérebro do dinossauro ficou “conservado” em uma porção de água altamente ácida e com baixo oxigênio – como em um brejo ou pântano – pouco depois de sua morte.

“As chances de se preservar tecido cerebral são incrivelmente pequenas, por isso a descoberta deste espécime é espantosa”, disse Alex Liu, do departamento de ciências da terra da Universidade de Cambridge, que trabalhou em sua identificação.

David Norman, que também é de Cambridge e liderou o trabalho, disse que a descoberta desencadeia perguntas sobre a percepção comum dos dinossauros como animais que têm cérebros muito pequenos.

Em répteis típicos, o cérebro tem o formato de uma linguiça e está cercado por uma região densa de artérias sanguíneas e sínus, o que significa que o cérebro em si só ocupa cerca de metade do espaço da cavidade craniana.

O tecido do cérebro fossilizado, porém, parece ter estado pressionado contra o crânio, disseram os cientistas, o que significa que é possível que alguns dinossauros tenham tido cérebros maiores.

Mas a equipe de Norman alertou que não se deve tirar conclusões muito definitivas sobre o tamanho dos cérebros dos dinossauros ou seus níveis de inteligência com base neste único fóssil.
 
“Como não conseguimos ver os lobos do cérebro propriamente dito, não podemos dizer com certeza quão grande era o cérebro deste dinossauro”, disse. “Claro que é inteiramente possível que os dinossauro tivessem cérebros maiores do que lhes damos crédito, mas não podemos afirmar baseados só neste espécime.”
 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Sem saber se peixe está contaminado, pescadores evitam Rio Doce...


 
No porto da vila de Regência, no norte do Espírito Santo, a maioria dos barcos não sai para o mar. Os pescadores estão proibidos pela Justiça de pescar na foz do Rio Doce, onde a lama da barragem da Samarco chegou de Minas Gerais e avançou pela costa do Espírito Santo em novembro do ano passado. No rio, eles também não pescam, pois afirmam que, até hoje, não sabem se o peixe está contaminado ou não.

A 170 km dali, em Baixo Guandu, as 250 famílias que fazem parte da colônia de pescadores vivem a mesma incerteza. As redes estão penduradas no quintal de casa enquanto eles esperam por uma resposta oficial e definitiva sobre se podem pescar, comer e vender os peixes do Rio Doce sem comprometer a saúde de ninguém.

Os pescadores afirmam que, mesmo sem proibição da pesca no rio, não conseguem mais vender os peixes porque a população parou de comprar por medo.

Quem viu o rio tomado pela lama um ano atrás concorda com o receio da clientela. Entre os pescadores, muitos também deixaram de comer o peixe do Rio Doce.

“Tem muita gente que não molha nem o pé na água, a maioria não usa o rio para quase nada, não come o peixe”, afirma Aldo dos Santos Firmino, o Pirão, pescador nascido e criado em Regência.

Segundo ele, já foram recolhidas análises de peixes na região da foz, mas até hoje nenhum resultado foi passado aos pescadores. “Tá faltando é uma resposta. Vem muita gente recolher análise de água, de lama, de peixe, de tudo, mas o resultado mesmo que tem que passar para a gente ninguém fala nada”, diz Pirão.
O que me sustentava mesmo era o rio [...] Mas hoje a gente está sobrevivendo com o cartãozinho que a Samarco deu para todo mundo e sem perspectiva nenhuma de voltar a pescar.”

“O que me sustentava mesmo era o rio [...] Mas hoje a gente está sobrevivendo com o cartãozinho que a Samarco deu para todo mundo e sem perspectiva nenhuma de voltar a pescar.”

Em Baixo Guandu, cidade onde toneladas de peixes mortos foram tirados do rio quando a lama passou por lá, Rodrigo Nunes Freire, que é pescador e guia de pesca, não leva mais ninguém para pôr o anzol na água nem mergulhar.

“Não vem mais ninguém. Todo mundo tem medo de comer o peixe, ainda mais entrar na água. Acabou”, afirma ele, que também é representante da colônia de pescadores da cidade.

Segundo Rodrigo, a proibição da pesca na foz deixa as pessoas com receio sobre a qualidade do peixe rio acima. “Aqui não está proibido pescar, mas as pessoas falam: ‘se lá está contaminado, imagine aqui.’”

Ele diz que já pescou para biólogos, mas que o resultado das análises dos peixes nunca foi informado. O pescador diz que nas reuniões com a Samarco, as pergunta sobre as condições dos peixes não são respondidas.

Diferentemente da associação de pescadores de Regência, que ainda não pensa em acionar a empresa na Justiça, a colônia de pescadores de Guandu já entrou com uma ação indenizatória, afirma Rodrigo.

Estudo de toxicologia – Há estudos de toxicologia sendo feitos nos peixes atingidos pela lama, afirma o coordenador nacional do Centro Tamar, João Carlos Thomé, que está à frente das equipes de monitoramento marinho nas áreas afetadas pelo rompimento da barragem.

Ele explica que a proibição da pesca na foz do Doce tem relação com a grande precipitação de sedimentos no mar de Regência e também pelo fato de que índices de contaminação do pescado estavam surgindo em alguns organismos. “Esse monitoramento continua sendo feito e assim que saírem novas informações a gente vai fornecer isso à Justiça”, afirmou.

“Tem uma ou outra pesca clandestina, mas a maioria dos pescadores vem cumprindo com essa proibição”, diz Thomé. No dia em que a reportagem estava em Regência, uma tartaruga gigante havia sido resgatada pelo projeto Tamar de uma rede de pesca dentro da área da reserva e Combios – onde está proibido pescar também pela lei ambiental.

Thomé disse ainda que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) recebeu recentemente amostras dos peixes dos rios e que foram encaminhadas para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul para exames toxicologicos. “Mas ainda não recebemos os resultados.” Segundo ele, a Samarco também segue monitorando a situação.

Questionada sobre análises dos peixes do Rio Doce, a Fundação Renova, criada pela Samarco implementar os programas de recuperação das áreas atingidas, afirmou que “um programa de monitoramento identificará eventuais impactos à qualidade do pescado no Rio Doce e no mar”.

A fundação afirmou que mantém “debates regulares com órgãos ambientais”, envolvendo especialistas e a comunidade acadêmica. “Estão sendo alocados os melhores recursos para que a situação seja esclarecida o mais rápido possível, com alta confiabilidade e transparência na disponibilização dos dados”.

Auxílio – Tanto em Regência quanto em Baixo Guandu, os pescadores reclamam do sistema de cadastramento e concessão de cartão-benefício pela Samarco para os afetados pela lama. Eles alegam que pessoas que vieram de outras cidades ou que nunca pescaram no Rio Doce estão recebendo o cartão, enquanto pescadores com documentação e anos de atividade ficaram sem o auxílio.

Neusimar Presilius, pescadora de 41 anos, disse que fez o cadastro para receber o benefício seis vezes, mas só conseguiu depois de acionar o Ministério Público do Trabalho. Com os registros de pescadora em cima da mesa, ela disse que se sentiu “humilhada” pela dificuldade de conseguir o cartão.

“Tenho todos os documentos que comprovam que sou pescadora e eu não recebia. Várias mulheres de pescadores não recebiam [...] A gente se sente humilhado, porque foram várias pessoas que demoraram a receber, e outras que nunca foram no rio, não conhecem nem peixe, receberam primeiro do que a gente”, afirma.

Mesmo com o cartão em mãos, Neusimar diz não se sentir tranquila. As constantes mudanças no cadastramento realizado pela empresa fazem ela ter medo de um dia ir sacar o benefício e não encontrar mais o dinheiro.

A Samarco informou que foram entregues 7.327 cartões de auxílio financeiro para famílias que dependiam diretamente do Rio Doce para sobreviver. Somente no Espírito Santo foram 3.535 cartões, sendo 287 em Regência. Em Baixo Guandu, até o início de outubro, eram 808 cartões.

O auxílio é um pagamento mensal de um salário mínimo para cada pessoa do núcleo familiar, mais um adicional de 20% para cada dependente e cesta básica. A empresa disse que os critérios para concessão dos cartões foram definidos junto com o Ministério Público do Trabalho, mas não especificou quais são eles.

A empresa afirmou ainda que os levantamentos de informações feitos após o rompimento da barragem de Fundão foram utilizados pela Samarco para decisões emergenciais. Agora, está “em andamento o Programa de Levantamento e Cadastro Integrado de impactados definitivo”, pela Fundação Renova, conforme previsto no Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) assinado pelo Samarco para solucionar os problemas causados pelo desastre ambiental.

“Um de seus objetivos é levantar informações socioeconômicas sobre o núcleo familiar e identificar atividades e bens impactados, a fim de viabilizar o adequado encaminhamento aos demais programas e ações de reparação socioeconômica previstos no TTAC”.

A empresa não respondeu sobre a reclamação dos pescadores de que pessoas que não teriam direito ao auxílio estariam recebendo o cartão.

Pesquisa identifica células do Aedes infectadas pelo zika e cria ‘antivírus’...


Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou quais células do mosquito Aedes Aegypti são infectadas pelo vírus da zika. De acordo com os autores do projeto, o resultado abriu caminho para que fosse desenvolvidas estratégias de combate a esse mecanismo de transmissão e diminua o número de casos da doença. O trabalho foi realizado em laboratório e ainda vai passar por outros testes em animais e humanos.

Segundo a pesquisa, foram identificados 13 lipídios que servem de biomarcadores da infecção pelo vírus da zika. As células estão presentes no mosquito Aedes Albopictus, uma categoria semelhante à do Aedes Aegypti e que também pode transmitir a doença, assim como a dengue e a chikungunya.

A multiplicação da doença se dá através do aumento dos lipídios. As estruturas ficam na membrana da célula do mosquito e o vírus da zika reconhece essas moléculas como uma porta de entrada para ele se multiplicar.

“Essas moléculas já existiam na literatura, mas o que a gente fez foi identificá-las no processo de identificação viral para saber qual a função delas nesse processo de infecção e multiplicação”, afirmou o pesquisador da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp Carlos Fernando Melo.

Antivírus – Depois da identificação dos biomarcadores infectados pelo vírus da zika, os pesquisadores fizeram o caminho inverso e desenvolveram estruturas para evitar a multiplicação da doença. As moléculas são antivírus naturais produzidos pelo próprio organismo do mosquito. A “esfingofungina” evita que O zika se reproduza e pode se tornar a chave para a produção de medicamentos.

“Você pode fazer com que ela seja sintetizada, com que ela possa ser disseminada e, por exemplo, funcionar como um inseticida direto pro mosquito. Ou até mesmo ser formado ou criado um medicamento justamente para combater a infecção do zika em seres humanos”, disse o pesquisador Rodrigo Ramos Catharino.

O trabalho foi feito durante um ano para o mestrado de Carlos Fernando Melo, com orientação de Catharino. Também participaram o pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu (SP) Jayme Souza Neto, além de Luiz Proença Modena e Clarice Weis Arns, do Instituto de Biologia da Unicamp. Todos são integrantes da Rede de Pesquisa sobre Zika Vírus de São Paulo (Rede Zika).
 
Casos – Os 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) têm, neste ano, 581 casos de vírus da zika. As cidades que mais registraram pacientes infectados foram Campinas e Sumaré (SP), com 520 e 56, respectivamente.
 

Projetos inovadores recebem Prêmio A3P...



O Ministério do Meio Ambiente anunciou os ganhadores do 6º Prêmio de Boas Práticas na Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), no final da tarde desta quarta-feira (26), em cerimônia no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

Em sintonia com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, o Prêmio A3P mostra como diversos órgãos públicos estão desenvolvendo bons projetos e implementando iniciativas de sustentabilidade na administração pública.

A diretora do Departamento de Produção e Consumo Sustentáveis do MMA, Raquel Breda, destaca que o prêmio é um estímulo para que a A3P se multiplique. “Como o programa é voluntário, depende da boa vontade das pessoas e das instituições, que aqui recebem um reconhecimento. O Prêmio vem para valorizar essa dedicação e mostrar a eles que fazem, sim, a diferença”.

O Prêmio recebeu 90 inscrições de todo o Brasil. “Isso mostra que estamos no caminho certo”, comemora Breda. A adoção aos princípios da Agenda Ambiental significa redução nos gastos com energia elétrica, material de consumo, água, implementação das compras públicas sustentáveis, melhora na qualidade de vida de todos que atuam no órgão, e sobretudo, uma mudança de cultura institucional.

Premiação - Os troféus em formato de árvores nativas brasileiras (buriti, castanheira, ipê e pau-brasil) levam a assinatura da designer Ana Paula Castro, do ateliê Oficina de Ideias. Foram confeccionados em material de baixo impacto ambiental, aço e madeira de reflorestamento.

O primeiro lugar na categoria Uso/manejo sustentável dos recursos naturais foi para o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal com o projeto uso de sistema de espuma por ar comprimido no combate a incêndios classes A e B. O tenente-coronel George Cajaty Braga, do Corpo de Bombeiros do DF, coordenou o projeto de pesquisa junto à Financiadora de Estudos e Projeto (Finep) que comprovou, em sete anos, a eficácia do sistema de espuma, já utilizado na Europa.

“O sistema diminui a temperatura de forma muito mais rápida do que a água, dando uma sobrevida às pessoas que estejam no ambiente. Em um minuto, a espuma abaixa a temperatura de 800 para menos de 60 graus, coisa que a água leva seis minutos para fazer”, conta o bombeiro. Além disso, em 15 dias, a espuma é 90% biodegradável.

Ônibus elétrico – Furnas Centrais Elétricas foi reconhecida por dois projetos – aplicação de baterias de lítio-íon em sistemas de informação da empresa e desenvolvimento de ônibus urbanos com tração elétrica. A coordenadora de A3P de Furnas Centrais Elétricas, Maristella Altomar, conta que o projeto do ônibus elétrico partiu de ideia de uma cidade sustentável, desenvolvido em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “O ônibus elétrico, hoje, circula só no campus da UFRJ. Mas, no futuro, acreditamos na viabilidade de expandir para a cidade”, diz.

Sobre o prêmio A3P, ela diz que tem um valor muito grande junto aos funcionários da empresa. “Toda vez que ganhamos – no 5º prêmio também foram dois destaques – é um incentivo a mais. As pessoas se sentem mais estimuladas a fazer os projetos para serem premiados”, conta Maristella.

Mudas do cerrado – Um projeto que envolve presidiários da Papuda, em Brasília, na produção de mudas de espécies do Cerrado ganhou o primeiro prêmio na categoria Destaques da Rede A3P. O gerente de Meio Ambiente da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), Albatênio Granja Júnior, explica que o convênio com a Fundação do Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) prevê a produção de 100 mil mudas. 50 mil já foram produzidas. 

“O prêmio é um incentivo para conseguir mais parceiros e ampliar o projeto”, afirma. As mudas são utilizadas pela Terracap para recuperar áreas de Cerrado degradadas por empreendimentos imobiliários no Distrito Federal. O convênio proporciona uma alternativa de recuperação social aos presos, que recebem capacitação técnica e, portanto, uma nova profissão. Os presos ganham uma bolsa pelo trabalho e redução na pena.
 

“Compromisso com o planeta é inadiável”...



Eficiência no uso dos recursos naturais: esse foi o tema do 9º Fórum da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) nesta quarta-feira (26/10), no auditório do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Três painéis sobre a temática foram apresentados durante o evento, com objetivo de levar conhecimento técnico às instituições participantes e parceiros do projeto.

Na abertura do fórum, o secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (Saic), Edson Duarte, destacou que o compromisso com o planeta e com o meio ambiente é inadiável. “Todos os indicativos que nós estamos vendo atualmente exigem uma tomada de posição. As instituições precisam dar o exemplo, especialmente as públicas”, disse. O secretário ressaltou que espera que a “experiência atual sirva de base para um trabalho constante de aprimoramento das nossas práticas, tanto coletivas quanto individuais”, afirmou.

De acordo com a diretora do Departamento de Produção e Consumo Sustentável do MMA, Raquel Breda, o Fórum ajuda a disseminar a A3P e fazer com que mais parceiros da administração pública façam a adesão ao programa. “O nosso objetivo é que o MMA, cada vez mais, faça uso mais eficiente dos recursos e, com isso, possa dar exemplo para a outros órgãos públicos”, explicou.

Proben - O painel “Eficiência no Uso de Energia”, destacou a importância do gerenciamento e redução do consumo de energia elétrica dentro das instituições. Em 2015, o MMA, Ministério do Planejamento e Universidade Federal de Pelotas firmaram um acordo de cooperação para implementação do Programa de Bom Uso Energético (Proben), que procura gerenciar e reduzir o consumo de energia elétrica dentro das instituições.

O programa foi apresentado na sétima edição do fórum e, em seguida, implementado nas instituições participantes do projeto Esplanada Sustentável, que incentiva órgãos e instituições públicas federais a adotarem ações voltadas ao uso racional de recursos naturais.

A3P – A A3P é um programa do MMA que incentiva órgãos públicos das três esferas (federal, estadual e municipal) a adotarem práticas de sustentabilidade. Por exemplo, o uso adequado dos recursos naturais; uma correta gestão dos resíduos gerados; compra de produtos e serviços que tenham o mínimo de impacto ambiental; qualidade de vida para o servidor; e instalações prediais planejadas para o uso eficiente das condições ambientais e estruturais. A A3P está presente atualmente em mais de 300 órgãos públicos.

Para a coordenadora do Programa de Responsabilidade Socioambiental do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ketlin Scartezini, desde sua concepção, a A3P vem trazendo uma mudança de paradigma no padrão de consumo e de compra na administração pública. “Os eixos temáticos da A3P são importantíssimos. Eu os considero fundamentais para o desenvolvimento de qualquer tipo de gestão com foco em sustentabilidade no âmbito de qualquer organização. Se você tem uma empresa privada e quer fazer a gestão ambiental, trabalhe com os eixos temáticos da A3P”, incentivou Scartezini.

Emissões de gases estufa crescem 3,5% no Brasil...



As emissões brutas de gases do efeito estufa no Brasil cresceram 3,5% em 2015 em relação a 2014, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Observatório do Clima – rede que reúne 40 organizações da sociedade civil. De acordo com o Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg), o País emitiu 1,927 bilhão de tonelada de CO2 no ano passado, contra 1,861 bilhão de toneladas em 2014.

O desmatamento foi, segundo o estudo, o principal responsável pelo aumento, o que contrariou a tendência de queda no lançamento de poluentes, esperada em um ano de recessão, com retração de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

As emissões por mudanças no uso da terra cresceram 11,3% em 2015. A transformação de áreas de mata em pasto ou plantações representa 46% das emissões brasileiras. Nesse sentido, o observatório destaca que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais apontou para um aumento de 25% na taxa de desmatamento na Amazônia em 2015 em relação ao ano anterior.

Energia – O setor de energia, responsável por 24% das emissões no país, registrou queda de 5,3% no lançamento de poluentes em 2015. Além da redução do nível da atividade econômica, o estudo aponta para o aumento do uso de energias renováveis como um dos fatores que levaram à redução.

Houve, segundo o levantamento, uma queda de 7,1% no consumo de diesel, devido à diminuição no transporte de cargas ocasionado pela crise. O consumo de etanol e gasolina permaneceu estável. No entanto, o balanço indica uma substituição no uso do fóssil pelo renovável, com aumento de 18,6% do uso de etanol e queda de 9,4% no consumo de gasolina. Com isso, as emissões relacionadas ao uso de combustíveis caíram 7,4%.

A agropecuária, terceira maior responsável pelas emissões no Brasil, com 22% do total de CO2, praticamente não variou em 2015, com um aumento de apenas 0,6% em comparação com o ano anterior.
 
As emissões industriais (5% do total) tiveram queda de 1,2% no ano passado. A poluição resultante da disposição de resíduos, que representa 3% do CO2 brasileiro, teve ligeira elevação de 0,3%.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Tecnologia inovadora realiza análise de solos em apenas 30 segundos...


A Embrapa Solos desenvolveu um pacote de tecnologias que promete revolucionar a análise de solos. Denominado SpecSolo, a novidade tem a vantagem de analisar as amostras de solo de forma não destrutiva, rápida e econômica. Dezenas de parâmetros de fertilidade (carbono orgânico do solo, pH, cálcio, magnésio, fósforo, potássio dentre outros) e física do solo (argila, silte e areia) podem ser analisados simultaneamente em apenas 30 segundos. Enquanto isso, a análise convencional demora dias para apresentar os mesmos parâmetros.
 
“O SpecSolo é baseado no uso de técnicas de espectroscopia vibracional e de inteligência artificial”, diz André Marcelo de Souza, pesquisador da Embrapa Solos e responsável pela tecnologia. Souza explica que a tecnologia lança mão de algoritmos precisos e eficientes. “Estes algoritmos usarão um robusto banco de dados, com mais de um milhão de amostras de solos representativos do Brasil”, diz o pesquisador.
 
As amostras e dados analíticos relacionados foram obtidos de um dos maiores laboratórios de análises de solos do mundo, o Instituto Brasileiro de Análises (IBRA), parceiro do projeto de desenvolvimento e corresponsável pela tecnologia. “A solução analítica SpecSolo é uma das maiores inovações em análise de solos das últimas cinco décadas no Brasil, retomando a missão da Embrapa de propor e implantar novas metodologias em análise de solos no cenário agrícola brasileiro”, diz o chefe-geral da Embrapa Solos Daniel Vidal Pérez.
 
Tanto o instrumento quanto a tecnologia possuem a chancela da Embrapa. Portanto, o SpecSolo será mais um método oficial preconizado pela Empresa para análise de solos no Brasil. Além do numeroso banco de dados, o pacote tecnológico SpecSolo conta com um software hospedado na nuvem exclusivo para o processamento da informação e um equipamento inovador dedicado à análise de solos, denominado SpecSolo-Scan.
 
Como funciona?
 
De acordo com informações da Embrapa, o equipamento possui um amostrador automático que permite análise simultânea de 40 amostras de solo e autonomia para trabalhar sozinho durante 20 minutos. Após esse tempo, os resultados analíticos são gerados automaticamente, acessando remotamente o banco de dados. Os resultados podem ser liberados de acordo com o serviço adquirido pelo cliente, podendo ser na forma de resultados analíticos de cada parâmetro do solo, ou por faixas de interpretação da fertilidade do solo.
 
O projeto ainda conta com um sistema especialista para gerar recomendações de adubação e calagem, segundo os principais manuais disponíveis no País. O SpecSolo-Scan é o primeiro instrumento comercial de espectroscopia no infravermelho próximo e visível (VisNIR) do mundo a apresentar um amostrador automático e um sistema integrado com banco de dados totalmente dedicado à análise de solos. “Qualquer laboratório de análise de solos do Brasil poderá usufruir dessa tecnologia, acessando o portal da SpecSolo (www.specsolo.com.br)”, diz a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Solos, Denise Werneck. A página contém um formulário para cadastro dos interessados. Todos os produtos gerados pela parceria estão em processo de patenteamento, incluindo o equipamento, software e os modelos de negócio.
 

Saneamento é desafio para governos e oportunidade para setor privado...


O governo investe cerca de R$ 8 bilhões ao ano na expansão de redes de água e esgoto. Ainda assim, o quadro de saneamento público brasileiro é caótico. São 36 milhões de pessoas sem abastecimento de água, 105 milhões de habitantes sem redes de esgoto e seis bilhões de metros cúbicos de esgoto lançados “in natura” nos cursos de água anualmente. “Não vejo hoje no país estratégias de governo focadas em redução de perdas no setor, apenas iniciativas isoladas”, salientou a especialista em recursos hídricos e saneamento, Irene Altafin.
 
Ela participou, no dia 25/05, da reunião do Conselho de Infraestrutura da Fiemg – Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, com o objetivo de discutir desafios e oportunidades nesta área para o setor privado. Segundo Altafin, seriam necessários recursos da ordem de R$ 15,2 bilhões ao ano para que fossem cumpridas as metas de 93% de esgotamento sanitário até 2023 previstas no PLANSAB , eixo central da política federal para saneamento básico no país. Caso contrário, só em 2053 os números poderão ser alcançados, conforme prevê a especialista.
 
Pesa ainda sobre a baixa efetividade dos investimentos a incerteza regulatória, aliada à ausência de incentivos fiscais e tributários, o que inibe o aporte de recursos por parte da iniciativa privada. “Falta gestão. O Estado precisa tomar o saneamento como prioritário e trazer os parceiros. Para isso é necessário construir uma agenda que permita fortalecer a regulação, definir regras básicas e simplificar o processo de financiamento”, explica Altafin.
 
A participação privada no saneamento no Brasil ainda é pequena, cerca de 10%, abrangendo 304 municípios e 3,2 mil pessoas atendidas. Nos municípios pequenos, entretanto, esta presença tem se mostrado eficiente, de acordo com Altafin.
 
Para o presidente do Conselho de Infraestrutura da Fiemg, Alberto Salum, investir em infraestrutura em geral é um dos caminhos para redução do desemprego no país. Para atrair investidores, entretanto, é preciso ter credibilidade de mercado. “Enquanto as regras não forem colocadas, não adianta se falar em trazer empresários externos”, reforçou ele.
 
Na sua opinião, a discussão sobre PPPs e concessões é necessária, mas são iniciativas de médio e longo prazos. “No curto prazo, é preciso também investimento do próprio governo”, destacou.
 

Biomassa da cana-de-açúcar tem potencial para se tornar a principal fonte de geração de energia elétrica em SP...


A energia gerada a partir de biomassa do bagaço de cana-de-açúcar poderia abastecer mais da metade dos consumidores do Estado de São Paulo, com seus 45 milhões de habitantes. De acordo com a COGEN (Associação da Indústria de Cogeração de Energia), a capacidade instalada para esse tipo de energia é de 10,8 gigawatts (GW). Já a UNICA (União da Indústria de Cana-de-açúcar) estima que o Brasil possui potencial para implementar adicionalmente cerca de 20 GW de cogeração de biomassa da cana-de-açúcar. Tal potencial engloba apenas as áreas já plantadas de cana-de-açúcar no Brasil. A avaliação foi apresentada durante a Fenasucro 2016.
 
Para destravar esse potencial, a COGEN e a UNICA preparam, em parceria com a Thymos Energia, um estudo para definir o valor de referência (VR-ES) a fim de possibilitar a comercialização da cogeração da biomassa. Para o presidente da COGEN, Newton Duarte, destravar a indústria de cogeração de energia é fundamental em diversos aspectos. “A indústria de cogeração de energia será essencial para complementar a geração hidrelétrica. Estamos trabalhando para utilizar todo esse potencial já disponível, sendo que nenhum hectare a mais de cana necessitaria ser plantado”, afirmou Duarte. As entidades também estão conversando com o Ministério de Minas e Energia para viabilizar a realização de um leilão de biomassa e biogás no início de 2017.
 
Hoje, no Brasil, a principal biomassa advém da cana-de-açúcar. De cada tonelada do produto, 250 kg são de bagaço e outros 204 kg de palha e pontas que podem ser aproveitadas para geração de energia elétrica. “São inúmeros os benefícios da expansão da indústria de cogeração distribuída”, completou o presidente da COGEN.
 
Além de demandar menos investimentos para a implementação de projetos, a cogeração de energia a partir da biomassa está em geral localizada junto aos centros de carga, diminuindo consideravelmente os custos de transmissão. Haveria ainda preservação dos reservatórios hidrelétricos no Sudeste e no Centro-Oeste.
 
Em junho deste ano, foi sancionada a Medida Provisória (MP) 706/2016, que possibilitou a total utilização da capacidade de geração das usinas de açúcar e etanol. Pela regra anterior, as usinas que produziam até 30 MW teriam direito a descontos de 50% nas tarifas de uso dos sistemas de distribuição e transmissão (Tusd e Tust). Quando a produção superasse os 30 MW, a térmica perderia o direito total desse desconto.
 
Com a mudança, a cobrança do encargo “cheio” será feita apenas para a parcela de energia que superar os 30 MW, desde que a usina exporte até 50 MW. A Lei 13.299 de 2016 aguarda regulamentação da Aneel para que as usinas enquadradas nessas regras possam finalmente tornar viável economicamente a utilização da capacidade total das usinas. A avaliação feita pela COGEN estima um potencial de 500 MW médios adicionais no sistema interligado nacional.
Vantagens da utilização do bagaço e palha da cana de açúcar:
 
·Criar confiabilidade e segurança energética para os grandes centros consumidores (Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste);
 
·Evitar perdas de até 12% do sistema de transmissão;
 
·O ciclo de produção da biomassa da cana-de-açúcar auxilia na captura de carbono da atmosfera;
 
·É uma energia renovável;
 
·Possibilita a produção de biogás proveniente da biodigestão da vinhaça;
 
·Oferece mais um produto para o setor sucroenergético, promovendo sua maior competitividade;
 
É altamente disponível e com potencial de ser incrementado com a utilização da palha através da colheita mecanizada;
 
 


Água de esgoto é reutilizada para irrigação no Agreste de Pernambuco...


Em Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, água é uma raridade. Diariamente, famílias lutam para obter o mínimo para que possam viver com dignidade. Na área rural, o Rio Ipojuca é só uma lembrança e o açude municipal também secou. Mas onde só devia haver aridez, existe um oásis que tingiu a terra seca.
 
Esse terreno, onde nada brota ao redor, é irrigado por uma fonte inesperada. A água que coloriu este pedaço da terra seca não vem da chuva, mas do esgoto doméstico. Uma tecnologia simples, que ajuda a produzir fartura mesmo nos períodos mais severos da estiagem.
 
Os girassóis florescem em plena caatinga, em uma região onde 125 municípios enfrentam situação de emergência por causa da seca que já dura cinco anos. A plantação, no distrito de Mutuca, em Pesqueira, só é possível graças ao reaproveitamento do esgoto doméstico. A tecnologia foi implantada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
 
Os tanques e reatores tratam o esgoto doméstico de cerca de 150 casas, ou cerca de 3 mil litros por dia. A água é filtrada e perde boa parte do material sólido. Em seguida, passa pelo tratamento biológico nos reatores onde acontece a decomposição da matéria orgânica. O processo completo dura cinco dias.
 
O professor Abelardo Montenegro, do Departamento de Recursos Hídricos da UFRPE, explica como funciona esse processo. “Ela tem uma redução, aqui a gente consegue uma redução média de 70% da carga orgânica original. Obviamente também uma redução de patógenos (organismos que transmitem doenças)”, salienta.
 
A água de reuso também está irrigando plantações de milho, sorgo e capim pra alimentação animal. O experiente agricultor José Cícero da Silva garante: a água é boa mesmo. “Dá uma lavoura que é uma beleza. Melhor do que a água da chuva. Ela vem preparada, vem com adubo, né? A gente não precisa colocar adubo que nem a gente coloca na água da chuva”, explica José Cícero.

Norte-americano desenvolve placa solar que produz água potável através do ar...

 
A empresa norte-americana Zero Mass Water tem trabalhado uma tecnologia que pretende levar água potável ao mundo inteiro de maneira simples acessível. O sistema criado pela companhia usa placas solares para produzir água potável através da umidade do ar.
 
O equipamento foi apelidado de Source e usa de maneira muito eficiente os conceitos já conhecidos e aplicados em outras soluções. A lógica é simples: com um material que absorve passivamente a água do ar, o sistema aproveita a energia solar para fazer funcionar um processo interno de evaporação e purificação, para a remoção de possíveis poluentes.
 
Segundo Cody Friesen, CEO da empresa, o processo é bastante semelhante ao que acontece nos sistemas de ar-condicionado. Para ele, isso não é nenhum tipo de mágica. Este é um processo que ocorre em diversas situações. O que difere a estrutura é o resultado. Após todo o processo de destilação da água, o recurso fica extremamente puro.
 
Para garantir ainda mais a qualidade da água, o sistema conta com uma purificação através de minerais, onde são acrescentados cálcio e magnésio, para melhorar o sabor e evitar a proliferação de doenças.
 
Este equipamento não necessita de qualquer conexão com as redes de transmissão, já que a própria energia solar garante todo o necessário para o processo de produção, purificação e distribuição da água, que sai direto em na torneira, que, inclusive, pode ser instalada dentro da residência.
 
De acordo com a empresa, um programa piloto já instalou os sistemas em casas em regiões carentes do Equador, México, Jordânia e EUA. A cada placa solar é possível produzir água potável para o consumo básico de uma família de até quatro pessoas.  Mas, eles já preveem para o próximo ano testes em larga escala, para instalações em hospitais ou empresas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

China lança microssatélite desde seu laboratório espacial...


A China lançou neste domingo (23) um microssatélite desde seu laboratório espacial Tiangong-2, pouco depois que a cápsula espacial Shenzhou-11, tripulada por dois astronautas chineses, se aclopou ao mesmo, informou a Academia chinesa de Ciências.

O satélite, com um peso de 47 quilos e um tamanho similar ao de uma impressora, foi lançado ao espaço às 7h31 local (21h31, em Brasília) desde o Tiangong-2, onde desde esta dois astronautas chineses realizam trabalhos, recolhe a agência oficial “Xinhua”.

O microssatélite orbitará perto do Tiangong-2 e da Shenzhou-11 no final de outubro e seu principal objetivo será tirar fotografias externas destes com a câmera de alta definição que incorpora.

O aparelho, que é capaz de realizar testes de controle orbital e processar e transmitir dados a alta velocidade, também realizará outros experimentos no espaço, como monitorar resíduos espaciais.

O laboratório Tiangong-2 foi lançado ao espaço em 15 de setembro e na quarta-feira a cápsula espacial Shenzhou-11, tripulada por dois astronautas, se acoplou com sucesso para começar as comprovações e os experimentos para os quais tinha decolado dois dias antes.

O Tiangong-2 será o lar dos astronautas Jing Haipeng e Chen Dong durante 30 dias, antes de empreenderem seu retorno à Terra.
 
O objetivo desta missão -a sexta tripulada do país asiático- é acumular experiência visando a abertura da futura estação espacial que a China prevê ter completa em 2022, com a qual espera se transformar em potência mundial neste setor.

Nave chega à Estação Espacial Internacional com 2,5 t de alimentos...


Uma nave de carga não tripulada operada pela empresa americana Orbital ATK chegou neste domingo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), transportando 2,5 toneladas de alimentos e provisões para os 6 astronautas que vivem em órbita.

A astronauta americana Kate Rubis e o astronauta japonês Takuya Onishi comandaram a operação para acoplar a nave de carga Cignus à estação espacial mediante um braço robótico.

“A captura está finalizada”, disse Onishi após realizar a conexão da nave de carga à ISS, às 11h28 GMT (9h28 de Brasília).

A nave espacial foi lançada em 17 de outubro do centro Wallops Flight Facility da Nasa, na Virgínia, marcando o primeiro lançamento do renovado foguete Antares da Orbital depois que uma versão anterior colidiu logo que decolou, há dois anos.

A nave permanecerá acoplada à estação espacial até novembro. Os astronautas a carregarão com resíduos antes de enviá-la de volta para ser queimada na atmosfera terrestre em seu retorno.
 
Três cosmonautas russos, dois astronautas americanos e um japonês habitam atualmente a estação espacial, que tem o tamanho de uma casa de seis quartos e completa uma volta ao redor da Terra a cada 90 minutos.

Ministro elogia sustentabilidade na Copa Verde...


As ações de sustentabilidade durante a Copa Verde foram tema do encontro do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, com o técnico da seleção brasileira, Tite, no Rio de Janeiro. Durante almoço na quinta-feira (20) na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o ministro parabenizou o técnico e os dirigentes da CBF. “Tite está realizando um grande trabalho com os nossos jogadores e apoiando o meio ambiente, mudando a história da nossa seleção”, disse Sarney Filho.
 
“As iniciativas da Copa Verde em defesa do meio ambiente, como a troca de garrafas PET por ingressos e a compensação de todo o CO2 emitido durante o torneio contribuem de forma expressiva na conscientização da população sobre os cuidados com o Planeta”, afirmou o ministro.
 
Ele ressaltou que, no Rio de Janeiro, também participou de dois eventos importantes no Jardim Botânico: a entrega de 900 mil assinaturas da campanha pela criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul – que levará para a reunião da Comissão Internacional da Baleia -CIB, na Eslovênia) e a apresentação do curta-metragem Banco de Abrolhos, seguido de debates sobre as ameaças ao arquipélago.
 
A CBF, em parceria com a Stefanini Inspiring, instituição criadora da Retorna Machine, firmaram no começo do ano uma parceria para promover a troca de garrafas PET e latas de alumínio por ingressos para assistir aos jogos da Copa Verde 2016. Os resíduos recolhidos retornaram para cooperativas locais, garantindo um destino final adequado.
 
O campeão da Copa Brasil 2016 recebeu dois troféus: a taça convencional, entregue à equipe vencedora após a decisão, e uma árvore da flora brasileira, prêmio vivo que foi plantada na sede do clube vencedor. Como representante da fauna brasileira, a Arara Vermelha foi escolhida a mascote da competição.

Seca avança no Nordeste e assume contornos mais severos...


Os cenários de seca extrema e seca excepcional cresceram no Nordeste, abrangendo partes de todos os 9 Estados. É o que mostra o mapa de setembro do Monitor de Secas do Nordeste do Brasil. O Ceará é um dos que apresentam maior avanço da estiagem. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), 75% do território do Estado apresenta seca extrema ou seca excepcional.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o quadro se agravou de forma significativa na região. Em setembro de 2015, o Maranhão, por exemplo, possuía áreas de seca grave, moderada e fraca. O mapa de setembro deste ano mostra grande parte do território do estado com seca extrema.

“O avanço da intensidade de seca mais severa tem atingido até regiões litorâneas que, geralmente, são mais beneficiadas com chuvas. Por exemplo, o litoral do leste do Nordeste, desde o Rio Grande do Norte até parte da Bahia”, cita o meteorologista da Funceme, Raul Fritz.

No Ceará, o mapa do Monitor mostra a expansão da seca extrema em direção ao norte e o aumento da área com seca excepcional no Centro Sul. Os contornos de seca extrema em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza também ficam evidentes em setembro. Até agosto, a área apresentava seca grave.

“Essa situação já era esperada porque, de agosto para setembro, a ocorrência de chuvas é insignificante e o segundo semestre é considerado seco. Geralmente, tem um chuvisco ao longo do litoral. Sem chuva, a condição de seca tende a se agravar. As condições já vinham secas e pioraram ainda mais”, explica Fritz.

Ele acrescenta que a tendência é de o quadro se agravar até dezembro tanto devido à ausência de chuva como pela elevada radiação solar, que provoca a evaporação da água dos reservatórios do estado. Os 153 açudes monitorados pelo Governo do Ceará possuem, juntos, apenas 8% de sua capacidade.

Em Quixadá, no Sertão Central (a 215 quilômetros de Fortaleza), não se vê chuva desde o fim da quadra invernosa deste ano (período entre fevereiro e maio que concentra a maior parte da chuva no estado). O relato é do presidente da Associação dos Agricultores do Distrito de Riacho Verde, Francisco Rodrigues. O centenário açude Cedro, símbolo das primeiras intervenções para enfrentar os efeitos da seca, já não contribui mais nem com água nem com forragem para alimentar os animais.

“A maioria dos produtores teve que se desfazer do rebanho para não ver os animais morrerem e alguns que ainda têm gado sobrevivem a duras penas. Na agricultura, não teve produção porque o inverno foi muito fraco. A situação está difícil.”

O Ceará enfrenta cinco secas seguidas desde 2011 e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) ainda não se pronunciou sobre a estação chuvosa de 2017. De acordo com o meteorologista da fundação, ainda não há definições sobre as condições dos oceanos Atlântico e Pacífico, que influenciam as chuvas no estado.

Pelo quadro atual, conforme Rodrigues, existe uma baixa probabilidade de que ocorra um El Niño (aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, que atrapalha o regime de chuva). Por outro lado, é possível que haja La Niña (resfriamento da mesma área do oceano, que têm efeito inverso do El Niño), mas o fenômeno pode não ser intenso nem se prolongar por toda a quadra invernosa no Ceará.
 
“As pessoas, vendo esse resfriamento do Oceano Pacífico, ficaram animadas, mas a gente tem que ter cautela. Vamos ver se vai se configurar como fenômeno típico, se vai ter uma intensidade que permita ter uma repercussão positiva.”

América Latina está na vanguarda da luta climática, diz ONU...


O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o norueguês Erik Solheim, garantiu em entrevista à Agência EFE que muitos governos da América Latina “estão na vanguarda da luta contra a mudança climática”.

Entre os países da região, Solheim destacou o caso do Brasil, “que se dedicou à luta contra o desmatamento da Amazônia” e conseguiu reduzi-lo em 80%.

Para avançar na conservação do meio ambiente, o diretor-executivo exaltou o trabalho que terão as cidades, cujo papel foi analisado na Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e o Desenvolvimento Urbano Sustentável Hábitat III que terminou nesta quinta-feira em Quito.

Nela, os países-membros da ONU adotaram oficialmente a Nova Agenda Urbana que promove conceitos e alinhamentos para que as cidades sejam inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis.

“A maior parte do povo no mundo vive em cidades e a América Latina é (a região) mais urbanizada porque a vasta maioria vive em cidades. Por isso, se quisermos lutar contra a mudança climática, temos que combater a poluição”, afirmou.

Neste sentido, Solheim disse que há muitas cidades latino-americanas que “são modelo em muitas coisas” no campo da luta contra a mudança climática.

Entre elas citou as cidades brasileiras de Curitiba e Porto Alegre, assim como Santiago do Chile, que “vai ter o primeiro metrô do mundo que funciona com energia solar”.

Solheim também destacou o caso de Quito, que fez um “progresso fantástico”, como o início da construção da primeira linha de metrô e a inauguração de parques.

Por isso, disse que a região “vai na direção correta” e acrescentou que embora “tenham sido feitas muitas coisas”, mas ainda “há muito por fazer”.

O funcionário fez uma alegação para que nas cidades sejam construídos parques e plantadas árvores para “fazê-las mais aconchegantes para se viver”.

Como parte desse trabalho, Solheim considerou que seria necessário continuar trabalhando para a construção de sistemas de metrô.

“Não podemos deixar que as cidades estejam tomadas pelos carros. Precisamos construir sistemas de metrô”, acrescentou.

No entanto, Solheim afirmou que o principal desafio na mudança climática é “a urgência, a velocidade” para iniciar os planos de trabalho para conter a mesma.

Na sua opinião, há “muitas coisas positivas” no caminho para lutar contra a degradação do meio ambiente, como o Acordo de Paris, que estabelece medidas para a redução das emissões de gases do efeito estufa, e o de Kigali, para lutar contra mudança climática.

No entanto e apesar esses passos adiante, Solheim ressaltou a necessidade de “acelerar” essa luta pela conservação do meio ambiente.

Questionado sobre quais conselhos daria hoje aos governos, comentou que é necessário que se centrem “nas energias renováveis” porque neste momento existe a oportunidade de desenvolvê-las.

Em referência ao método de fratura hidráulica ou “fracking” para extrair petróleo, Solheim disse que é necessário que os países se assegurem de “ter a melhor tecnologia e assessoria”, mas pediu que avancem rumo às energias renováveis.

Solheim também aconselhou os governos a trabalharem com mineradoras responsáveis porque de outra maneira correria “um grande risco”.

O diretor-executivo do PNUMA destacou que a mineração pode “gerar trabalho e oportunidades”, mas é necessário que “os governos a regulem”.

Além disso, elogiou o trabalho dos países desenvolvidos que considera estiveram envolvidos na manutenção da floresta amazônica e aos Estados Unidos e China que tomaram “a liderança na luta contra a mudança climática”.

“Em 20 anos criou que teremos feito um grande avanço na proteção da beleza deste planeta”, afirmou Solheim sobre como vê o futuro.
 
No entanto, voltou a insistir: “O tempo não está de nosso lado, necessitamos atuar rápido ou teremos mais ciclones, secas e (outros) desastres naturais. Atuemos rápido”.

domingo, 23 de outubro de 2016

Chuva de meteoros vai até novembro, mas visibilidade é baixa...


Até o início de novembro, quem olhar para o céu na direção da Constelação de Órion poderá ter a sorte de observar a chuva de meteoros Orionídeos.O fenômeno, que ocorre todo ano nesta época e é visível tanto do hemisfério norte quanto do hemisfério sul, começou em meados de outubro e vai até o início de novembro. Segundo a Nasa, o fenômeno vive seu pico entre esta sexta e sábado (21 e 22).

Segundo o astrônomo Cásiso Barbosa, autor do Blog Observatório, do G1, o melhor horário para observar o céu seria entre 22h e meia-noite. Depois, só os meteoros mais brilhantes, que são a minoria, serão visíveis.

Para tentar ver os meteoros, também é preciso que o local de observação esteja escuro.

Este ano, o fenômeno deve ser caracterizado por poucos meteoros e a visibilidade pode ser prejudicada por causa da fase da Lua (cheia até esta noite e minguante a partir de amanhã), cujo brilho deve ofuscar outros objetos celestes.
 
A chuva de meteoros Orionídeos ocorre quando a órbita da Terra cruza com detritos originários do Cometa Halley.

Agência Europeia confirma que módulo se chocou contra superfície de Marte...

 
A Agência Espacial Europeia (ESA) reconheceu nesta sexta-feira (21) que o módulo Schiaparelli se chocou contra Marte por ter chegado à superfície do planeta em uma velocidade muito maior do que o previsto.

“Estimamos que o Schiaparelli caiu de uma altura entre dois e quatro quilômetros, impactando com uma velocidade considerável, acima de 300 km/h”, explica a nota da agência.

A ESA acrescenta que os cientistas acreditam que o módulo, que tinha por missão explorar a superfície do planeta vermelho e era uma importante aposta da agência, teve uma queda maior que a planejada.

Os analistas acreditam que os propulsores do Schiaparelli, que deviam frear a queda, foram desligados de forma prematura.
 
A ESA conseguiu explicar o que aconteceu com o módulo graças a imagens da câmera CTX de baixa resolução a bordo do satélite MRO da Nasa que orbita Marte. No entanto, os cientistas ainda estão reunidos mais dados para terem certeza do que ocorreu.

Secretário defende inspeções veiculares...


Na abertura de Seminário Internacional sobre Qualidade do Ar, realizado em Brasília nesta sexta-feira (21/10), o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Ricardo Soavinski, defendeu a implantação imediata, pelos estados e municípios, dos programas de inspeção veicular. Criados para fazerem parte da rotina do licenciamento dos automóveis, medindo o nível de poluição que sai dos escapamentos, os programas enfrentaram dificuldades na sua implementação.

O evento realizado pela Diretoria de Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente é parte da estratégia para retomada das discussões sobre as medidas necessárias ao cumprimento dos novos padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, da Organização das Nações Unidas (ONU). Os entendimentos entre governo federal, indústria e sociedade civil foram interrompidos em 2014 na reunião do Conselho Nacional de Meio Ambiente, órgão responsável por normatizar os níveis das emissões de poluentes no ambiente.

Soavinski destacou a importância da redução das emissões veiculares para a saúde da população dos grandes centros urbanos e regiões metropolitanas. “É uma medida necessária para assegurar a redução de problemas de saúde que afetam principalmente os segmentos mais vulneráveis da população, como idosos e crianças”. Ele reconheceu que há dificuldades em vários estados onde o sistema não foi implantado. A medida implica em custos para os proprietários de carros e para os governos estaduais. “Mas temos que encontrar formas de implementar a inspeção onde ainda não está sendo feita”, salientou.

Revisão - As regras atuais para qualidade do ar nas cidades, que incluem a emissão veicular, estão na resolução 03/1981, do Conama. Elas são estabelecidas pelo Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve), que caminha para sua oitava fase em 27 anos de atuação. Veículos novos já contam com motores mais eficientes e menos poluentes e a redução dos níveis de poluição causados pelos automóveis caiu em vários centros urbanos. Mas a inspeção dos órgãos de automóveis usados pelos órgãos licenciadores é necessária para assegurar que os motores e escapamentos em uso se mantenham dentro das especificações quanto às emissões.

De acordo com Letícia Carvalho, diretora de qualidade ambiental do MMA, o seminário deverá apresentar sugestões para que se possa encaminhar soluções para a revisão dos padrões brasileiros. “O Brasil tem padrões de qualidade do ar, mas precisa atualizá-los para que fiquem dentro da revisão feita pela OMS”. De forma mais ampla, segundo ela, é preciso também estudar maneiras de integrar as normas para a qualidade do ar às demais políticas voltadas para o meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas. 
 
O Seminário reuniu os ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão, Meio Ambiente e representantes dos estados e municípios e da sociedade civil, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A ação integra o projeto “Diálogos Setoriais Brasil-União Europeia”, criado para promover o aprofundamento da parceria estratégica e das relações bilaterais e coordenado pela Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra).