quarta-feira, 28 de setembro de 2016

OMS diz que 9 entre 10 pessoas no mundo respiram ar contaminado...

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Cerca de 92% da população mundial – ou seja, 9 entre 10 pessoas – vivem em lugares onde os níveis de qualidade do ar excedem os limites fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou nesta terça-feira (27) o organismo.

A OMS apresentou um relatório onde avalia a qualidade do ar que está exposta a população mundial e quantifica as doenças e mortes derivadas desta poluição.

Os dados são os mais detalhados já divulgados pela OMS, que usa figuras de medições por satélite, modelos de transporte aéreo, e de monitores de estações terrestres em relação com mais de 3 mil situações em 103 países, tanto em áreas rurais e urbanas.

O relatório confirma os dados revelados em estudos anteriores que 3 milhões de mortes ocorreram em 2012 – os números disponíveis mais recentes – estiveram relacionadas com a exposição à poluição exterior.

No entanto, diminuiu o número de mortes globais por contaminação – tanto exterior como interior – e ficou em 6,5 milhões, quando em relatórios anteriores estava em 7 milhões.

Entre as principais fontes de poluição do ar incluem modelos ineficazes de transporte, queima de combustível nos lares, queima de resíduos, centrais elétricas e as atividades industriais.

Os principais poluentes são as micropartículas – de um diâmetro inferior a 2,5 micrometros -, do sulfato, nitrato e fuligem.

O relatório não faz um ranking dos países mais poluídos nem dos que menos, apenas se limita a dizer que as regiões onde a qualidade do ar é pior são o sudeste da Ásia, o Mediterrâneo oriental e o Pacífico ocidental.

Além disso, a respeito das zonas menos contaminadas, o texto indica que três quartos da população dos países com alta renda das Américas, assim como 20% da população que vive em nações de renda média e baixas da mesma região vivem em lugares com a qualidade do ar considerada correta.

Uma situação que também ocorre em menos de 20% dos países europeus e os países ricos do Pacífico ocidental.

Os países com mais mortes relacionadas com a poluição do ar são Turquemenistão com 108 mortes por 100 mil habitantes; Afeganistão, com 81 mortes em cada 100 mil habitantes; Egito com 77; China com 70; e Índia com 68.

Cerca de 94% das mortes se devem a doenças não transmissíveis, sobretudo a doenças cardiovasculares, acidentes cerebrovasculares, pneumopatia obstrutiva crônica e câncer de pulmão.
 
A contaminação do ar também aumenta o risco de infecções respiratórias agudas.


Banco quer financiar agricultura que suporte mudança climática ao máximo...

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O Banco Africano de Desenvolvimento (BAfD) destacou nesta terça-feira (27) sua intenção de financiar projetos agrícolas que sejam capazes de suportar ao máximo os eventos extremos relacionados com a mudança climática.

O responsável de Meio ambiente deste banco multilateral, Abdoulaye Dagamaissa, afirmou em um ato na Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) que têm como prioridade apoiar a agricultura inteligente para o clima no continente africano, particularmente vulnerável a esse fenômeno.

“Queremos assegurar que as infraestruturas agrícolas desenhadas contem com a maior magnitude possível de secas e inundações”, afirmou Dagamaissa, que acrescentou que também estão promovendo programas de resiliência específicos no Sahel e no Chifre da África.

O BAfD pretende mobilizar US$ 5 bilhões anuais até 2020 para financiar ações de adaptação e mitigação perante a mudança climática, o que inclui investimentos em agricultura e em gestão florestal.

Os principais bancos multilaterais, entre eles o BAfD, destinaram em 2015 US$ 81 bilhões para combater este fenômeno.

Enquanto isso, existem dúvidas sobre a forma na qual estão sendo manejados esses tipos de recursos em nível global, segundo o líder da equipe encarregada do clima no Departamento britânico para o Desenvolvimento Internacional, Josceline Wheatley.

“Não tenho certeza de que a oferta e a demanda desses fundos estejam se encaixando”, disse na mesma conferência Wheatley, para quem a grande quantidade de recursos disponíveis não se reflete igualmente nos projetos.

Wheatley citou um estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) para o qual os países desenvolvidos mobilizaram em 2014 até US$ 62 bilhões em fundos públicos e privados destinados a apoiar ações climáticas nos países em desenvolvimento.

As economias avançadas se comprometeram a mobilizar US$ 100 bilhões anuais até 2020 e contam com o Fundo Verde para o Clima para canalizar uma parte das novas ajudas multilaterais com esse propósito.

O britânico pediu uma melhora do acesso aos recursos bancários, ter instituições “críveis” capazes de tramitar essas finanças e avançar em indicadores que permitam medir um conceito tão amplo como o da resiliência à mudança climática para controlar que os investimentos sejam efetivas.

No meio do debate sobre a aplicação o Acordo de Paris de mudança climática, o número de países comprometidos com ele segue aumentando e já foi assinado por 61, que representam 47,7% das emissões globais de gases do efeito estufa.
 
O pacto assinado no ano passado na capital francesa entrará em vigor 30 dias depois que pelo menos 55 países que no total somem 55% das emissões tenham ratificado o mesmo.

Elon Musk apresenta proposta da SpaceX para colonizar Marte...

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O bilionário Elon Musk apresentou, nesta terça-feira (27), uma proposta de sua empresa SpaceX de como seria possível colonizar Marte e tornar viagens entre o planeta vermelho e a Terra viáveis para uma quantidade grande de passageiros. O principal princípio é o de criar uma nave que possa fazer múltiplas viagens de ida e retorno, e ser abastecida no espaço.

A colonização de Marte, na visão da SpaceX, além da criação de uma cidade autossustentável no planeta, teria de incluir formas de produção de combustível para alimentar as espaçonaves que viajarão de um planeta a outro.

Musk apresentou ilustrações e detalhes técnicos da nave reutilizável, batizada de Sistema de Transporte Interplanetário (ITS, na sigla em inglês). O objetivo é chegar a uma viagem com um custo de US$ 200 mil dólares por pessoa, em naves para cem passageiros. Essas naves viajariam a uma velocidade cruzeiro de 100 mil km/h, demorando entre 80 a 150 dias para viajar da Terra a Marte, dependendo da posição dos planetas.

O sistema não serviria apenas para ir a Marte, mas também a outros planetas. A intenção de Musk é tornar a espécie humana “interplanetária”. A apresentação aconteceu num evento de astronáutica em Guadalajara, no México.

A SpaceX planeja enviar uma cápsula não tripulada Dragon a Marte em 2018 com o objetivo de preparar o caminho para uma primeira missão tripulada que partiria da Terra em 2024 e chegaria ao planeta vermelho no ano seguinte.

Proeza – Conseguir chegar a Marte, a uma distância média de 225 milhões de quilômetros da Terra, e viver ali exige uma verdadeira proeza da engenharia e um orçamento imenso. “É improvável que (Musk) seja capaz de levar humanos a Marte em 2025″, estima John Logsdon, ex-diretor do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington.

Logsdon lembra que Musk já programou erroneamente lançamentos de foguetes SpaceX e afirma que a empresa teria que se associar com uma agência espacial governamental para levar adiante uma missão como essa. “Em primeiro lugar há o custo. Estamos falando de dezenas de bilhões de dólares e a SpaceX não tem esta quantidade de dinheiro”, afirma o especialista.
 
Mas reconhece que, embora o cronograma de Musk seja ambicioso, “é emocionante que exista alguém com esta visão” e “todos estamos interessados em ver o que tem em mente e como pode apresentar algo convincente”.
 
A agência espacial americana, Nasa, que também estuda os efeitos no corpo humano de um voo espacial prolongado, anunciou seus próprios planos para enviar missões tripuladas a Marte para a década de 2030.


Maior reservatório de água do agreste pernambucano entra em colapso...

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O maior reservatório de água do agreste de Pernambuco entrou em colapso na segunda-feira (26). Depois de operar por dez meses com o volume morto, o nível de água na Barragem de Jucazinho, no município de Surubim, atingiu 0,01% da capacidade e, segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), não oferece mais condições de captação da água para abastecimento humano.

De acordo com a Compesa, a falta de chuva na região levou ao colapso da barragem. Já são seis anos de estiagem prolongada. Quando operava normalmente, o manancial chegou a atender 15 cidades. Sua capacidade é de 327 milhões de metros cúbicos de água – é o maior reservatório operado pela companhia.

Agora, dez dos 11 municípios atualmente atendidos por Jucazinho receberão água exclusivamente por carros-pipa: Toritama, Vertentes, Vertente do Lério, Santa Maria do Cambucá, Casinhas, Passira, Cumaru, Riacho das Almas, Salgadinho e Frei Miguelinho. Cerca de 200 mil pessoas serão afetadas. A cidade de Surumbim, que também integra Jucazinho, será atendida por uma antiga adutora de 30 quilômetros de extensão que foi reformada emergencialmente.

A adutora de Surubim capta água a partir da Barragem de Pedra Fina, em Bom Jardim. O reservatório opera atualmente com 80% de sua capacidade total. Está previsto no planejamento que as cidades de Toritama, Vertentes, Vertentes do Lério e Maria do Cumbucá também recebam água de Pedra Fina, mas o prazo para que isso ocorra não foi divulgado.

Outros três municípios já tinham sido desligados do sistema em setembro de 2015, por terem outras fontes de abastecimento: Caruaru, Bezerros e Gravatá. Em novembro do mesmo ano a Compesa passou a explorar o volume morto da barragem, quando atingiu o seu pior índice desde a inauguração, chegando a 2,18% da sua capacidade. Em julho, Santa Cruz do Capibaribe também saiu da relação de municípios atendidos por Jucazinho, quando passou a ser atendida pelo Sistema do Prata.

Segundo nota enviada pela assessoria de comunicação da Compesa, desde 2013 a vazão e a retirada de água da Barragem de Jucazinho vêm sendo monitoradas por hidrólogos do Banco Mundial, no âmbito do programa Monitor de Secas. O diretor Regional do interior, Marconi de Azevedo atribuiu o colapso à seca prolongada: “Sempre respeitamos as vazões recomendadas, tirando até menos do que era permitido, a fim de preservar Jucazinho”.

A Compesa também argumenta, na nota, que a Adutora do Agreste resolveria o problema da região. A estrutura vai usar água do Rio São Francisco para atender 68 municípios e mais de 80 distritos a partir do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco.

O órgão atribui ao governo federal a responsabilidade pelo atraso das obras – praticamente paradas desde 2015 –, por não repassar os recursos necessários. Já foram investidos mais de R$ 500 milhões na adutora. Ainda restam mais R$ 700 milhões para acabar a primeira etapa do projeto.
 
Enquanto isso, outra obra realizada pelo Estado com R$ 60 milhões do Banco Mundial procura atender Toritama, o maior dos municípios afetados por Jucazinho, a partir de janeiro de 2017. A Adutora de Pirangi levará água da Mata Sul para o Agreste, beneficiando Caruaru e outras cidades do entorno que já são atendidas pelo Sistema do Prata. A ligação de Toritama com o sistema será feito por uma parte da Adutora do Agreste.


Campanha em defesa do Cerrado quer garantir preservação da água no bioma...

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Um grupo de 36 organizações se uniu para defender a preservação da água no Cerrado em mobilização lançada na terça-feira (27), em Brasília. A Campanha Nacional em Defesa do Cerrado busca conscientizar a sociedade dos problemas que a falta de água tem provocado na biodiversidade da região e na vida de comunidades indígenas e povos tradicionais.

“O Cerrado é fundamental para essas comunidades. Essa campanha está sendo lançada na teça-feira, na expectativa de atingir toda a sociedade brasileira para chamar atenção dessa realidade que o Cerrado está vivendo”, disse Isolete Wichinieski, integrante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), uma das entidades envolvidas na campanha. Além da CPT, outras organizações religiosas e de defesa da agricultura familiar e dos e direitos humanos integram a campanha.

Segundo Isolete, os povos tradicionais e comunidades indígenas têm um papel importante “na defesa desse território, no uso que eles fazem e na maneira como foram se adaptando e convivendo com esse bioma”.

A campanha pretende mostrar que um dos grandes responsáveis pelo processo de escassez da água e empobrecimento do solo do Cerrado é a monocultura ligada ao agronegócio.

“Nosso Cerrado está totalmente destruído. O agronegócio está avançando. A produção de soja, milho, cana-de-açúcar e eucalipto no território Guarani-Kaiowá trouxe prejuízo para a nossa comunidade”, disse o indígena Elson Guarani-Kaiowá durante o lançamento da campanha.

“Sofremos também vários ataques de agrotóxicos que foram despejados na comunidade indígena. Quando chove, esse agrotóxico cai nos rios, matando os peixes e os animais que ainda restam nas matas. Isso para a gente é uma grande preocupação”, acrescentou.

PEC do Cerrado – Entre as ações da campanha, estão a defesa da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 504/2010, que torna o Cerrado patrimônio nacional. Outra medida é estudar e cobrar políticas para frear o desmatamento na região. “Hoje o cerrado tem menos de 48% de vegetação [original]. A gente precisa conservar esse Cerrado em pé e pensar políticas que possam realmente recuperar o que a gente ainda consegue recuperar. Porque nem tudo a gente vai conseguir recuperar desse território, da vegetação e da sua biodiversidade”, lamentou.
 
Outra preocupação das entidades envolvidas na campanha é a inclusão do bioma no Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba (sigla para a região de Cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, considerada a grande fronteira agrícola do país atualmente). “Esse plano vai impactar muito mais o Cerrado. Se a gente não tiver um processo de discutir com as comunidades, de ver como barrar esse plano de desenvolvimento, teremos graves consequências para o Cerrado”, disse Isolete Wichinieski, da CPT.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Peixes ficam estressados longe do cardume...

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Peixes que vivem em recifes de coral gostam de companhia. Eles ficam estressados e perdem peso quando estão separados uns dos outros, o que afeta sua capacidade de sobreviver, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira (22).

Cientistas da Universidade James Cook, na Austrália, estudaram peixes-donzela capturados na Grande Barreira de Corais australiana. Para tentar saber por que os animais preferiam se socializar, os pesquisadores isolaram alguns deles e mantiveram outros juntos em cardumes.

“Os peixes que foram isolados perderam peso após a primeira semana, o que significava que eles estavam menos saudáveis do que os em grupos”, disse o autor do estudo, Lauren Nadler.

A equipe de cientistas mediu a taxa metabólica – que é um indicador de estresse – tanto nos peixes em cardume quanto nos sozinhos e confirmou o que suspeitava: ficar em grupos tem um “efeito calmante”.

“Os peixes ficavam mais calmos e menos estressados quando tinham seus companheiros de cardume ao redor, com diminuição de 26% na taxa metabólica em comparação com os indivíduos testados isoladamente”, explicou Nadler.

Distúrbios naturais, como ciclones tropicais, às vezes podem dispersar companheiros de cardume. Mas se se mantêm juntos, peixes não queimam energia tão rapidamente, o que os ajuda a sobreviver e se reproduzir.

“Se esses peixes estivessem sozinhos no oceano, eles precisariam de mais alimentos para manter sua energia e sobreviver “, disse o coautor do estudo, Mark McCormick. “Quando eles não têm os companheiros por perto para ajudar a vigiar se predadores se aproximam, a busca por alimentos se torna mais arriscada.”

Os resultados do estudo, publicado no “Journal of Experimental Biology”, mostram a importância da convivência em grupo para manter populações de peixes saudáveis, dizem os cientistas.


Índia ratificará acordo de Paris contra mudança climática na próxima semana...

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A Índia ratificará dentro de uma semana o acordo contra a mudança climática firmado em 2015 durante a Cúpula de Paris (COP21), bloqueado temporariamente pelo governo do país para exigir uma diferenciação de responsabilidade entre as nações desenvolvidas e em desenvolvimentos.

“A Índia ratificará as decisões da COP21 em 2 de outubro, dia do aniversário de nascimento de Mahatma Gandhi”, anunciou neste domingo o primeiro-ministro do país, Narendra Modi, em um comício realizado no estado de Kerala, na região sul da Índia.

O acordo firmado pela COP21 em dezembro do ano passado entrará em vigor após a ratificação de 55 nações que representem, pelo menos, 55% das emissões mundiais de gás de efeito estufa. Mais de 20 países, entre eles o Brasil, ratificaram o pacto até o momento.
 
Em Paris, os maiores emissores e os países mais vulneráveis entraram pela primeira vez em acordo para atuar contra o aquecimento global. Apesar dos objetivos atuais não contemplem manter o aumento das temperaturas abaixo dos 2 graus, espera-se conseguir atingir o limite em futuras revisões.


Reflorestamento fica abaixo da meta prevista como legado dos Jogos 2016...

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A notícia de que serão plantadas mudas em Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro, semeadas pelos atletas durante a abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, poderia ser um legado positivo. Mas o reflorestamento previsto fica longe da meta prometida no documento oficial de compromissos para o Comitê Olímpico Internacional (COI) pelo governo do Rio, que envolvia o plantio de 24 milhões de mudas para compensar o impacto ambiental com a Olimpíada e a Paralimpíada, observaram especialistas, em entrevista à Agência Brasil.

“Se, de fato, isso fosse real, mesmo com 30% de mortalidade (das mudas), o que é normal, você teria um acréscimo de flores.a equivalente a 10% da área da cidade. Seria positivo porque só 30% da cidade são considerados área florestal, com algum tipo de vegetação importante”, disse o coordenador-geral do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG), do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), Marcos Freitas. Ele acredita que, na verdade, serão feitas somente pequenas ações. “Não vai ter uma coisa importante em termos de floresta, infelizmente”, disse.

No último dia 21, a prefeitura do Rio de Janeiro plantou 100 mudas da Floresta dos Atletas, no Parque Radical, em Deodoro, preparando o local para receber as 12 mil árvores semeadas pelos atletas na Rio 2016. As sementes estão sendo cultivadas em um horto e serão transplantadas para o Parque Radical, em 2017. O coordenador do IVIG avaliou que as 12 mil mudas “não alteram nada em relação ao reflorestamento no Rio de Janeiro”. Há desânimo dos especialistas nessa área, manifestou.

Neutralização – “Temos que ficar de olho”, alertou o coordenador de Planejamento Ambiental do Instituto Terra de Preservação Ambiental (ITPA), Felipe Paranhos. O ITPA foi parceiro do governo no projeto Jogos Verdes 2016 de neutralização das emissões de gases de efeito estufa. A organização não governamental começou a elaborar o mapeamento para fazer as neutralizações das emissões no entorno do complexo de Ribeirão das Lajes, da distribuidora de energia Light, situado nos municípios de Rio Claro e Piraí, no estado do Rio de Janeiro.

“Começamos a mapear áreas prioritárias lá dentro para poder fazer as neutralizações. Só que o projeto foi descontinuado devido a divergências políticas”. Segundo ele, o projeto acabou abandonado por falta de recursos.

Para Paranhos, a grande promessa do governo do estado ao Comitê Olímpico Internacional não foi cumprida. “Não houve neutralização. O que eles fizeram foi dar uma amenizada”. Não há como comparar o compromisso apresentado ao COI anteriormente com as 12 mil mudas que deverão ser plantadas em Deodoro, comentou, concordando com Marcos Freitas, coordenador do IVIG-Coppe.

Formiga e fogo – Felipe Paranhos explicou que não se trata apenas de plantar a muda no chão “e largar”. É preciso que haja uma assessoria técnica no local. Há necessidade de se preparar a área e fazer acompanhamento por, no mínimo, cinco anos, “para ver se tem formiga, se vai pegar fogo. Tem toda uma cadeia produtiva por trás”.

Ele destacou que a restauração florestal é uma cadeia produtiva muito grande, que gera empregos. Países desenvolvidos, como os Estados Unidos, investiram muito em restauração florestal há 60 anos ou 70 anos, afirmou. “A gente vai na contramão o tempo todo. Prometeu-se uma coisa gigante e não foi feito nada”.
 
Ele espera que as 12 mil mudas venham a ser plantadas. Informou, ainda, que em um hectare podem ser plantadas 1.677 árvores. Por isso, o coordenador do ITPA indicou que se pode ver o que seria feito antes se o compromisso de 24 milhões de mudas tivesse sido mantido, e o que vai ser feito agora.


Cientistas fazem estudo aprofundado do impacto do fogo na floresta...

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Um grupo de cientistas faz estudos aprofundados em Mato Grosso. Nesse trabalho pioneiro no Brasil os pesquisadores pretendem buscar informações como o impacto das queimadas na floresta e o comportamento do fogo no meio da mata.

As labaredas provocam mudanças físicas e químicas nas árvores. O biólogo Paulo Brando coordena um projeto que há 12 anos estuda as queimadas e seus efeitos para a natureza. O trabalho é realizado por cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – Ipam, uma organização não governamental.

Os estudos ocorrem na Fazenda Tanguro, em Querência, no Mato Grosso, e, muitas vezes, se baseiam em colocar fogo na mata, um método que, à primeira vista, pode parecer estranho. “Pra gente saber o que está sendo perdido a gente precisa queimar e saber quais são os impactos desse fogo”, diz Brando.

As queimadas só são feitas com autorização dos órgãos ambientais e seguem metodologia científica. Antes do fogo, os pesquisadores fazem o mapeamento da área. Eles avaliam quantidade e porte das árvores e registram características de galhos, folhas.

O mapeamento conta com equipamentos sofisticados. Um deles gera imagens da área e está sendo usado pela primeira vez no Brasil com ajuda de um cientista ambiental da África do Sul, que colabora com o projeto. Esse tipo de mapeamento, ultra preciso, também é realizado na mesma área depois da queimada.

Na hora da queimada, o comportamento das chamas como comprimento, velocidade, altura, é informação fundamental.

Depois de 24 horas, a área queimada fica coberta de cinzas. Uma árvore ficou destruída, mas não caiu porque foi segura pelos galhos de outra árvore.

O biólogo ressalta que um dos maiores impactos das queimadas é a redução da biodiversidade. Na Amazônia, a flora e a fauna são riquíssimas. Cada hectare de floresta abriga milhares de espécies diferentes.

A fumaça e a emissão de gases são grande preocupação dos cientistas. Queimar a floresta significa contribuir pro aquecimento global. As pesquisas na fazenda Tanguro mostram que as matas atingidas pelo fogo continuam agonizando por muito tempo.

A agonia da mata gera o que os cientistas chamam de ‘savanização’. Nos anos seguintes à queimada, a floresta fica mais aberta e mais seca. Aos poucos, ela vai sendo invadida por espécies de fora como o andropógon, um capim de origem africana muito usado nas fazendas da região.


No AC, alunos coletam mais de meia tonelada de garrafas pet em projeto...

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Como parte da disciplina de biologia, os alunos da escola Clícia Gadelha coletaram mais de 3 mil garrafas pets das ruas de Rio Branco, somando 510 quilos. A ação fez parte de uma competição em que o grupo que arrecadasse mais garrafas seria o vencedor. Mas a causa foi maior que a disputa.

Conscientizar os alunos sobre a destinação do lixo e a reutilização de materiais considerados descartáveis foi o principal objetivo da professora Giuliana Santi ao lançar o desafio aos 20 alunos do terceiro ano do ensino médio, no final de julho deste ano.

Todas as garrafas serão doadas para a ONG SOS Amazônia, que ajudou na pesagem do material. A entidade vai vender o produto para reciclagem e converter para uma campanha de proteção de quelônios no Alto Juruá.

“A gente quer mostrar onde a população descarta esses materiais, nas margens de igarapés, contribuindo para alagações futuras e para eles verem que todo o material que a gente descarta pode ter uma utilidade”, afirma.

Superando as expectativas e objetivo principal da professora, a aluna Clicia Alves Felisberto, de 16 anos, conta que a atividade ajudou na convivência em grupo e na comunicação entre a vizinhança e familiares.

“Aprendi a socializar com o grupo e a ser mais comunicativa com a família, porque passamos a fazer uma conscientização com eles. Eu conversei com meus pais, expliquei a importância e eles começaram a me ajudar. Também pedíamos para as pessoas nas casas e elas ajudaram muito com as garrafas”, explica a aluna.

No bairro São Francisco, o projeto teve o nome de “São Francisco sem Pet” e fez os alunos coletarem o lixo jogado nas ruas e, até nas margens do igarapé, que recebe o mesmo nome do bairro. “A gente entrava nos terrenos baldios, na beira do igarapé, e no meio da rua mesmo. Tem muito lugar com bastante lixo. O legal é que já percebemos uma diferença na limpeza do bairro”, afirma Clícia.

A professora também aproveitou para abordar os problemas desse lixo contextualizando com uma realidade que os acreanos vivem com frequência: a enchente do Rio Acre. Giuliana espera também que, com a campanha, outras escolas e pessoas se motivem e percebam a eficácia do projeto, que trata, principalmente, de uma mudança de hábito e conscientização ambiental.

Projeto Quelônios do Juruá – O projeto Quelônios do Juruá é realizado pela ONG SOS Amazônia desde 2003 com o objetivo de garantir a conservação das espécies de tartarugas, tracajás e iaçás na região do Vale do Juruá.

De acordo com a instituição, aproximadamente 18 mil quelônios foram devolvidos à natureza, mas ainda é considerado um baixo número para a ONG.
 
Durante 2010, a campanha teve apoio de outras organizações, mas, atualmente, conta com a equipe da organização e com voluntários que se identificam com a causa, como a professora Giuliana. “É um projeto muito legal e eu, como professora de biologia, trabalhando com eles sobre ecologia, pensei em envolvê-los nesse sentindo. A gente vê muita garrafa pet, todo mundo compra, usa, bebe, joga fora e elas têm um destino bem melhor”, afirma.

domingo, 25 de setembro de 2016

Groenlândia registra recorde de calor e degelo precoce...

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A Groenlândia quebrou recordes de calor neste ano, depois de que partes da vasta camada de gelo do território começaram a derreter mais cedo do que o normal – disse o Instituto Meteorológico Dinamarquês (DMI) nesta terça-feira (13).

“Esses novos resultados nos dão novas e robustas evidências de que a tendência de aumento das temperaturas no Ártico continua”, afirmou em um comunicado o climatologista John Cappelen, do DMI.

A temperatura média no verão foi de 8,2ºC, em Tasiilaq, na costa sudeste da Groenlândia, a mais elevada desde o início dos registros, em 1895, e 2,3ºC acima da média de entre 1981 e 2010.

Novas altas também foram registradas no sul e no nordeste neste verão, depois de uma primavera amena que quebrou recordes em seis das 14 estações meteorológicas no território.

Como consequências do degelo excessivo, o pesquisador citou “não apenas o aumento do nível dos mares”, mas também “tempestades mais fortes” e mudanças no ecossistema do Atlântico Norte, que terão impacto na pesca e na “quantidade de carbono que o oceano pode absorver”.

Curiosamente, a Groenlândia também bateu neste ano seu recorde de frio para o mês de julho, com -30,7°C na estação meteorológica de Summit, no centro da ilha, devido às fracas precipitações registradas nesta zona.

Em abril, a DMI relatou que o derretimento sazonal de 12% da camada de gelo da Groenlândia tinha começado um mês antes do que nas três datas anteriores que bateram recordes de degelo.

A camada de gelo da Groenlândia, um enorme contribuinte potencial para o aumento do nível dos mares, perdeu massa duas vezes mais rápido entre 2003 e 2010 do que durante todo o século XX, de acordo com um estudo publicado em dezembro passado na revista científica Nature.

Descobertas espécies de citros que produzem repelente contra o greening...

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Uma nova estratégia de combate ao vetor da bactéria responsável pelo greening, considerada a mais destrutiva doença dos citros no mundo e presente em 17% das laranjeiras no Estado de São Paulo, poderá ser desenvolvida a partir da descoberta de que três espécies de plantas do gênero produzem um óleo que repele o inseto.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) envolvidos no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Controle Biorracional de Insetos Pragas, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela FAPESP, analisaram a composição química dos óleos essenciais produzidos por 22 espécies do gênero Citrus, que inclui a laranja, o limão e a tangerina. O objetivo foi compreender os efeitos dessas substâncias nos organismos que interagem com as plantas – entre eles, o Diaphorina citri, psilídeo vetor da bactéria Candidatus Liberibacter spp, causadora do greening. As análises foram feitas no âmbito do projeto temático Estudos integrados para o controle de formigas-cortadeiras, realizado com apoio da Fundação.

Com apenas 3 mm de comprimento, o D.citri suga os brotos terminais das plantas, situados na ponta do caule, mas os danos diretos causados pela sucção contínua de seiva não representam prejuízos ao pomar. São os ovos do inseto que transmitem a bactéria – e uma única fêmea chega a colocar 800 ovos.

Os pesquisadores descobriram que o inseto tem preferência por depositar os ovos em algumas espécies cítricas, em especial, duas delas: Citrus reticulata, conhecida como tangerina murcote, e o híbrido de C. paradisi com P. trifoliata, o citrumelo Swingle.

“A composição química dos óleos voláteis dos 22 genótipos de citros e de outros gêneros afins era pouco diferenciada até então”, disse Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva, do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET) da UFSCar e coordenadora do INCT. “Técnicas de quimiometria [a aplicação de métodos estatísticos e matemáticos em dados de origem química] nos ajudaram a compreender melhor essas substâncias e sua capacidade de atrair ou repelir o psilídeo”, acrescentou.

Entre os achados da análise está a preferência majoritária do psilídeo pela Murraya paniculata, originária da Ásia e muito utilizada no Brasil como planta ornamental, conhecida nacionalmente como dama-da-noite ou jasmim-laranja. O resultado da análise química dos óleos essenciais da planta a confirmam como principal hospedeiro do inseto.

Essa planta, segundo a pesquisadora, tem sido erradicada de cidades produtoras de citros porque, apesar de não pertencer a esse grupo, a preferência do psilídeo por ela, que o atrai, é associada à contaminação dos pomares.

“Agora conhecemos a substância produzida pela planta responsável por essa atração e também os óleos produzidos pelos genótipos de citros que têm a mesma capacidade de atrair o inseto, facilitando a contaminação”, conta a pesquisadora.

Já os genótipos menos interessantes para o psilídeo têm, em comum, a presença de três compostos encontrados apenas em seus óleos essenciais: fitol, (Z)-beta-ocimeno e beta-elemeno. Para os pesquisadores, tais compostos podem agir como repelente, tornando os óleos dessas plantas menos atraentes para o inseto depositar seus ovos.

Odores – A hipótese de que certos citros poderiam apresentar alguma resistência às investidas do inseto Diaphorina citri surgiu no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis, no interior paulista, onde já se havia observado que algumas das 22 espécies cultivadas no local eram mais escolhidas pelo psilídeo, enquanto outras eram preteridas. Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq) identificaram aquelas supostamente menos interessantes e, em seguida, o grupo da UFSCar investigou quais as substâncias produzidas por elas que poderiam causar a repelência observada.

Por meio de cromatografia gasosa, técnica usada em química orgânica para separação de compostos, os pesquisadores obtiveram todos os constituintes de cada óleo dessas plantas, que foram analisados por um espectrômetro – equipamento que mede a massa das moléculas e, com base nessa informação, permite a identificação de cada composto.

Para verificar a capacidade de atrair ou repelir o psilídeo, os pesquisadores utilizaram um tubo em formato de Y em que o inseto é posicionado na base e dois óleos são colocados em cada saída. O inseto sente, então, o odor do vapor gerado pelos óleos e os pesquisadores observam, repetidas vezes, para qual entrada ele se dirige. Cálculos matemáticos ajudam a determinar o quanto as substâncias de cada óleo são atraentes ou repelentes.

“A atração pelos óleos de Citrus reticulata e citrumelo Swingle foi muito baixa, o que nos levou a considerar uma capacidade repelente dos seus compostos e seu potencial para o desenvolvimento de estratégias de proteção das plantas com base nesse conhecimento”, diz Fernandes da Silva.

Os pesquisadores trabalham agora para realizar análises em um eletroantenograma, equipamento que permite avaliar a resposta da antena de insetos a estímulos químicos, com o objetivo de descobrir por que esses óleos provocam a repelência. Quando associado à cromatografia e sabendo-se que determinado extrato de planta repele um inseto-alvo, esse extrato pode ser analisado por meio da tecnologia para que seja identificada qual molécula em específico é responsável por provocar a resposta.

Enxertos – O cultivo de citros no Brasil é feito, em sua maioria, não por meio da plantação de sementes, mas com o uso de enxertos – método de formação de mudas em que o broto de uma planta é implantado na base de uma muda de uma segunda planta, geralmente de outra espécie. A enxertia pode ser utilizada para gerar mudas de plantas de difícil reprodução ou para aproveitar características das duas espécies.

Ainda não existe uma variedade comercial de copa ou de enxerto de citros resistente ao greening. Plantas novas contaminadas não chegam a produzir e as que já estão em produção apresentam grande queda de frutos. O controle efetivo da doença tem sido feito por meio de inspeção constante e eliminação imediata de plantas com sintomas.

Também conhecida como Huanglongbing (HLB) ou popularmente como amarelão dos citros, o greening é doença originária da Ásia. Identificada no Brasil em 2004, a doença está presente em todas as regiões citrícolas de São Paulo e em pomares de Minas Gerais e Paraná. Está presente também em outros países produtores de citros, como México e Estados Unidos. No estado da Flórida – o maior concorrente mundial do Brasil na produção de laranja e onde a doença surgiu em 2005 –, o greening já atingiu entre 80% e 90% dos pomares e afeta cerca de 70% das plantas.

“Trata-se de um problema muito grave na citricultura brasileira e mundial. Pomares com altas incidências da doença devem ser inteiramente eliminados, erradicando-se as plantas com e sem sintomas, garantindo que nenhuma eventual fonte de contaminação para outras plantas e pomares permaneça”, diz Fernandes da Silva.

De acordo com a pesquisadora, a descoberta de óleos que não são de interesse do inseto pode ser importante para o aprimoramento da enxertia. “Na ausência de uma planta fortemente resistente ao greening, poderiam ser produzidos enxertos com aquelas que, agora, sabemos ter algum efeito repelente contra seu vetor.”
 
Um índex com a capacidade de atração e repelência de cada espécie analisada e os demais resultados da pesquisa são apresentados no artigo Essential Oil Variation from Twenty Two Genotypes of Citrus in Brazil – Chemometric Approach and Repellency Against Diaphorina citri Kuwayama, publicado na revista Molecules e disponível em www.mdpi.com/1420-3049/21/6/814. Além de Fernandes da Silva, assinam o artigo Moacir dos Santos Andrade, Leandro do Prado Ribeiro, Paulo Cesar Borgoni, Moacir Rossi Forim, João Batista Fernandes, Paulo Cezar Vieira, José Djair Vendramin e Marcos Antônio Machado.


Pesquisadores “treinam” nanotubos de carbono para realizar tarefa computacional...

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Uma técnica computacional, inspirada na biologia evolutiva, possibilitou que nanotubos de carbono, dispersos em cristal líquido, fossem rearranjados por meio de sinais elétricos, de modo a desempenhar o papel de um nanocircuito, capaz de executar tarefas computacionais simples. O experimento teve a participação do físico brasileiro Diogo Volpati e foi divulgado no artigo científico “Evolution of Electronic Circuits using Carbon Nanotube Composites”, publicado na Scientific Reports, publicação do Grupo Nature.

Atualmente pesquisador pós-doutorando na Mid Sweden University, da Suécia, Volpati participou do estudo no contexto de sua pesquisa “Controle molecular em filmes nanoestruturados de nanotubos de carbono”, apoiada pela FAPESP.

“Em vez de criar um circuito elétrico passo a passo utilizando componentes discretos [capacitores, resistores etc.], nós ‘treinamos’ uma quantidade de material para que ela desempenhasse o papel do circuito e executasse a tarefa computacional de separação de conjuntos de dados. Esse treinamento foi feito por meio de um algoritmo evolutivo, baseado em conceitos da biologia”, disse o pesquisador à Agência FAPESP.

No experimento, os nanotubos foram dispersos em uma matriz de cristal líquido. E uma gota, da ordem de grandeza do microlitro, foi colada sobre um conjunto de eletrodos, que forneceram os inputs e outputs para o sinal elétrico. Sem o sinal, os nanotubos ficaram “desorientados”, isto é, posicionaram-se no meio de forma aleatória. Com o sinal, eles se reposicionaram, movendo-se no cristal líquido de acordo com as linhas de força do campo elétrico. Os pesquisadores testaram diferentes concentrações de nanotubos em matriz de cristal líquido.

A figura publicada nesta página, reproduzida da Scientific Reports, mostra esquematicamente o experimento. A área cinza corresponde à gota de cristal líquido contendo nanotubos, disposta sobre os eletrodos (linhas e pontos amarelos). No detalhe do pequeno círculo, limitado pela circunferência pontilhada vermelha, os diferentes eletrodos são conectados somente pela rede de nanotubos. Inicialmente, a falta de sinal elétrico deixa os nanotubos (segmentos pretos) desorientados. As setas em vermelho mostram os eletrodos que forneceram os estímulos elétricos de treinamento. Os eletrodos das pontas são os responsáveis por realizar a tarefa computacional, promovida pelo realinhamento dos nanotubos mediante os estímulos elétricos de treinamento.

“Basicamente, o experimento consistiu em modificar as características morfológicas e as propriedades elétricas do material [o compósito de nanotubos de carbono com cristal líquido] utilizando sinais elétricos. O objetivo da mudança foi ‘treinar’ o material para executar uma tarefa computacional dentro da rede de eletrodos”, resumiu Volpati.

A tarefa computacional realizada, a separação de dois conjuntos de dados, é extremamente simples. Mas o objetivo do experimento não era a realização de uma tarefa complexa. E, sim, apresentar a prova de princípio de que um material podia ser “treinado”.

Para “treinar” o material, os sinais elétricos destinados a rearranjar os nanotubos foram aplicados de acordo com um algoritmo evolutivo. “Tínhamos dados misturados pertencentes a duas classes distintas. E ‘pedimos’ ao material que os separasse. Cada vez que o erro na separação se mostrava grande, promovíamos a ‘evolução’ do material, fazendo passar novamente o sinal elétrico entre diferentes eletrodos. E esse processo de treinamento e realização da tarefa foi repetido várias vezes, até os erros serem reduzidos ao mínimo aceitável”, detalhou Volpati.

Como afirmou o pesquisador, não se espera que essa abordagem computacional compita com os computadores atuais, baseados em silício. Mas dispositivos de baixa potência e baixo custo poderiam ser fabricados em breve, como, por exemplo, no processamento de sinais analógicos. No longo prazo, as possibilidades são inimagináveis. A pesquisa definiu todo um novo campo de estudos a ser explorado.
 
“Nossa abordagem mostrou que uma pequena quantidade de material pode substituir um complexo circuito elétrico. Basta ‘treinar’ o material para que ele execute a tarefa desejada. Assim como um organismo biológico evolui e executa tarefas, mostramos que um material não biológico também pode evoluir”, conjecturou o pesquisador.


China conclui ponte mais alta do mundo...

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Engenheiros chineses finalizaram a estrutura da qual espera-se que seja a ponte mais alta do mundo, informaram autoridades locais.

A ponte de Beipanjiang, no montanhoso sudoeste da China, se eleva 565 metros acima do rio, informou o Departamento de Transportes da província de Guizhou em um comunicado publicado no domingo.

A estrutura arrebatará da ponde do rio Si Du, na província de Hubei (centro), o título de ponte mais alta do mundo, informou a mesma fonte. As duas partes da ponte se uniram no sábado, segundo o texto.

A ponte suspensa, de mais de 1.300 metros de comprimento, ligará por estrada as províncias de Guizhou e Yunnan.
 
A China conta com várias das pontes mais altas do mundo. Mas a estrutura mais alta, se for levada em conta a altura da mesma e não a distância que separa a ponte do solo, continua sendo a do viaduto de Millau, no sul da França, cujos pilares alcançam os 343 metros.


Cientistas desvendam o misterioso zumbido dos ‘peixes cantores’...

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Quando donos de navios escutaram um zumbido submarino grave e monótono na Califórnia dos anos 1980, a princípio pensaram se tratar de bombas de esgoto, experimentos militares e até extraterrestres.

O curioso som noturno era, na verdade, o chamado de acasalamento de peixes do gênero Porichthys – um peixe-sapo que se esconde sob a areia durante o dia e flutua logo acima dela à noite.

Mas a explicação de por que o canto só era ouvido pela noite permanecia um segredo biológico que só agora os cientistas conseguiram desvendar.

Para achar as respostas, os pesquisadores das universidades americanas de Cornell e Yale fizeram experimentos com os peixes em laboratório – as conclusões foram detalhadas na publicação científica “Current Biology”.

Segundo eles, o zumbido ritmado e constante dos Porichthys é controlado por um hormônio que também regula o sono e o relógio biológico em diversos seres vivos, inclusive nos humanos – a melatonina.

Para ilustrar essa relação, os pesquisadores primeiro mantiveram os peixes sob luz constante – essa ação praticamente quase suprimiu o zunido dos animais.

Mas quando os cientistas administraram um substituto da melatonina aos peixes, eles voltaram a “cantar”, porém em horas aleatórias e de forma desritmada.

“A melatonina age como um sinal verde para o canto noturno dos Porichthys”, disse o coordenador da pesquisa, Andrew Bass, do Departamento de Neurobiologia e Comportamento da Universidade de Cornell.

‘Peixes cantores’ – Bass conta que, embora o canto dos Porichthys já fosse conhecido antes, o interesse nessa espécie aumentou a partir de um estudo de 1924 de Charles Greene, que se referiu a eles como “peixes cantores”.

“Descobrimos que as fêmeas também podem emitir sons, mas apenas os machos territoriais é que constroem ninhos, e produzem o zunido para atrair as fêmeas para esses ninhos”, disse o pesquisador.

Limitar o seu canto à noite provavelmente traz benefícios para os peixes – a serenata noturna pode pegar as fêmeas em seu momento mais receptivo, ou quando há menos chance de ser ouvida por um de seus predadores.

O estudo também sugere que melatonina pode ter um papel fundamental em todo o gênero vertebrado.

Identificar um peixe com comportamento tão intrinsecamente ligado ao relógio biológico indica que esse circuito cerebral evolui desde os nossos ancestrais aquáticos mais primitivos.

“Nosso estudo mostra que os peixes cantores podem ser um modelo útil para estudar hormônios e comportamentos de comunicação vocal relacionados à reprodução em diversas espécies de vertebrados”, disse Ni Feng, de Yale.



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Em 12 anos, Rio de Janeiro reduziu em até 90% emissões de monóxido de carbono...

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Com as medidas de controle implantadas desde 2004, as emissões atmosféricas de gases do efeito estufa, como monóxido de carbono (CO) e óxido de nitrogênio (Nox), foram reduzidos em até 90% na região metropolitana do Rio de Janeiro. Os dados estão no segundo Inventário de Emissões Veiculares, lançado na quinta-feira (22), em evento no Museu do Amanhã, na Praça Mauá.

Na comparação com o primeiro inventário, publicado em 2004, as emissões de CO na região diminuíram 90% e as de NOx foram reduzidas em 75%, mesmo com o aumento de vias no levantamento, que passou de 186 para 1.233, e da frota, que era 885.716 em 2004 e agora é de 1.352.561 veículos. Segundo o levantamento, 63% da poluição atmosférica medida vem de automóveis particulares.

De acordo com o secretário de Estado do Ambiente, André Corrêa, medidas adotadas pelo estado, como as vistorias dos veículos, inspeção em parceria com o Procon e incentivo ao uso do Gás Natural Veicular (GNV) contribuíram para a melhora.

“Nós somos o único estado do país que já há algum tempo faz uma parceria com o Detran, que é o órgão de trânsito, e temos aquelas inspeções, que às vezes as pessoas reclamam um pouco, mas essas inspeções deram resultado e está comprovado hoje, são sados muito significativos”.

Segundo a SEA, medidas adotadas no âmbito federal também contribuíram, como o uso de etanol e o biodiesel, a qualidade do combustível vendido e normas mais rigorosas para a fabricação de veículos. O secretário também destaca a importância da transparência, com a disponibilização dos dados na internet.

“No Brasil é o primeiro inventário de região metropolitana, porque você tem os inventários do Estado inteiro. A nossa tendência é cada vez mais conseguir hierarquizar, com essas quantidades, as avenidas, as ruas. A Avenida Brasil, por exemplo, continua sendo a campeã de poluição na região metropolitana do Rio de Janeiro. Vamos ver se com o BRT vai trazer efeitos positivos”.

Antes do lançamento do inventário, pela manhã, funcionário da SEA e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) fizeram um passeio ciclístico da sede do órgão, na Avenida Venezuela, até a Praça Mauá, para comemorar o Dia Mundial sem Carro, lembrado hoje para incentivar o uso de transporte coletivo ou alternativo.

Privatização da Cedae – Sobre a venda da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), prevista no plano de concessões do governo federal, Corrêa informou que não há outra forma de fazer o saneamento de todo o estado.

“Há um consenso, não há como o Rio de Janeiro avançar na área de saneamento sem a participação da iniciativa privada. Tem vários modelos de você fazer essa parceria. Na área de esgoto é fundamental, o estado não tem o recursos necessários. Só aqui no entorno da Baía de Guanabara são necessário 21 bilhões de reais”.

De acordo com o secretário, os estudos estão avançados e seguem dois modelos, com investimento previsto de cerca de R$ 7 bilhões em 15 anos, em 11 municípios do entorno da baía, para alcançar a cobertura de 80%.
 
“Um discutindo a parceria público-privada, onde a iniciativa privada cuide do esgoto e da gestão comercial da água, que é o que tá mais adiantado e eu defendo hoje pelos estudos já estarem prontos, porque diante da carência de recursos, o que a gente colocar na rua mais rápido e que traga mais efeito é o melhor. Nada impede que no futuro se discuta algo para complementar. E o outro que seria a concessão geral da parte de distribuição de água da Cedae”.


ONU promete combater resistência antimicrobiana...

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Os países membros das Nações Unidas se comprometeram pela primeira vez nesta quarta-feira (21) a tomar medidas globais para enfrentar a ameaça de organismos resistentes a medicamentos. A proposta para combater a proliferação de bactérias, vírus e parasitas desse tipo abrange uma regulamentação mais rígida para o uso de drogas contra patógenos e estudos na área de medicina antimicrobiana.

O compromisso foi firmado durante a Assembleia Geral da ONU depois de anos de alertas de autoridades de saúde global sobre o aumento de infecções resistentes a medicamentos, que ameaçam acabar com todos os antibióticos e antifúgicos, deixando o mundo mais vulnerável a esses organismos.

“A resistência antimicrobiana representa uma ameaça fundamental à saúde humana, ao desenvolvimento e à segurança”, a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan.

Estima-se que 700 mil pessoas morram anualmente devido ao fenômeno conhecido como resistência antimicrobiana. Bactérias, vírus, parasitas e fungos podem se tornar residentes a medicamentos e defensivos agrícolas, devido ao uso excessivo e incorreto das drogas que deveriam combatê-los.

Dessa maneira, o combate a infecções comuns como pneumonia e gonorreia, a infecções pós-operatórias, tuberculose e ao vírus HIV está se tornando cada vez mais difícil.

“Se falharmos na resposta rápida e abrangente a esse problema, a resistência antimicrobiana tornará o fornecimento de uma cobertura de saúde universal de alta qualidade mais difícil e minará a produção sustentável de alimentos”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
 
Na declaração adotada, governos se comprometem a desenvolver planos nacionais de ação para o combate a esse problema, tendo com base o plano global OMS desenvolvido em 2015. Além disso, os países irão melhorar o monitoramento e regulamentação do uso medicamentos antimicróbicos nos setores de saúde e agricultura.


Governo federal assina acordos com indústria...

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A busca por estratégias para fomentar a produção e o consumo sustentáveis no Brasil ganhou reforço nesta semana. Foram assinados dois acordos entre o governo federal e o setor produtivo, na quarta-feira (21), em cerimônia no Rio de Janeiro. Além disso, o tema esteve em destaque na abertura do Encontros CNI Sustentabilidade, que ocorreu nesta quinta-feira (22), também no Rio.

“A assinatura do acordo é um verdadeiro marco do fortalecimento da relação institucional entre o governo e as indústrias no horizonte da agenda ambiental”, afirmou o secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Edson Duarte, que participou do CNI Sustentabilidade representando o ministro Sarney Filho. “O setor industrial já tem consciência de que não pode abrir mão do fator ambiental como grande diferencial de competitividade, se quiser prosperar nos mercados nacional e internacional”, completou.

Um dos acordos, celebrado entre os ministérios do Meio Ambiente (MMA), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), prevê a cooperação técnica para fomentar as ações e resultados previstos no segundo ciclo do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS 2016/2019). A cooperação estabelece, entre outras ações, parceria para o desenvolvimento de produtos e serviços que minimizem os impactos sobre o meio ambiente a partir da redução do consumo de energia, de matéria-prima e da geração de resíduos e emissões.

“É preciso difundir o uso de novos padrões de tecnologias limpas e ampliar medidas de eficiência energética e de infraestrutura de baixo carbono. Temos dado passos firmes nesse sentido”, disse Edson Duarte. “Os encontros CNI Sustentabilidade apontam com clareza o engajamento na construção de um futuro mais verde”, reforçou o secretário.

Menos água – Nesse sentido, também foi firmado acordo de cooperação entre a Agência Nacional de Águas (ANA), o MDIC e a CNI para construir uma agenda positiva que contribua para reduzir os problemas enfrentados pela sociedade e pela indústria decorrentes da escassez hídrica. A cooperação técnica prevê, por exemplo, o compartilhamento de dados e informações, a elaboração de estudos, além da capacitação e do treinamento de pessoal que atua no setor industrial.

Segundo o relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, da ANA, a indústria é responsável por 17% da vazão de água retirada no País: 2373 metros cúbicos por se-gundo – um metro cúbico equivale a 1000 litros. O setor somente retira menos água do que a irrigação (54%) e o uso urbano (22%).

Sobre a parceria - Desde meados de 2013, o MMA e a CNI desenvolvem atividades conjuntas para promover o diálogo entre os setores industrial e governamental sobre o tema produção e consumo sustentáveis. Essa parceria já resultou na criação do Fórum Permanente de Produção e Consumo Sustentáveis (PCS) e na realização de cinco seminários regionais para estimular a reflexão, o debate e ações práticas que priorizem a questão socioambiental na indústria brasileira.

Em 2012, a CNI assinou a “Carta de Intenções de Adesão ao Pacto pelo Desenvolvimento Sustentável”, visando a celebração de acordos de cooperação para desenvolver um conjunto de atividades relativas ao tema, capacitação e qualificação de mão de obra, inovações tecnológicas para soluções sustentáveis e indicadores operacionais.

Plano de ação - O Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) foi lançado em 2011 e norteia as ações de governo, do setor produtivo e da sociedade na direção de padrões mais sustentáveis de produção e consumo. O documento prevê ações públicas e privadas, individuais ou em parceria, por meio de pactos setoriais, ações governamentais, iniciativas voluntárias e forças-tarefa.

O PPCS articula as principais diretrizes ambientais e de desenvolvimento do País, em especial as Políticas Nacionais de Mudança do Clima e de Resíduos Sólidos e o plano Brasil Maior, auxiliando no alcance de suas metas por meio de práticas produtivas sustentáveis e da adesão do consumidor a este movimento.

No ciclo atual, as diretrizes foram elaboradas por um grupo interministerial em conjunto com a sociedade civil e setor privado, no âmbito de mesas de diálogo, promovidas pelo Ministério do Meio Ambiente ao longo de 2015, respeitando os princípios da transparência e participação.


Mark Zuckerberg promete US$3 bilhões para curar e tratar doenças...

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O presidente-executivo do Facebook e sua esposa, Priscilla Chan, prometeram nesta quarta-feira (21) investir mais de 3 bilhões de dólares em um plano para “curar, prevenir ou tratar todas as doenças dentro do tempo de vida de nossos filhos”.

Os investimentos incluirão um centro de pesquisas de biociências, chamado Biohub, e planos de um chip para diagnosticar doenças, monitoramento contínuo da pressão sanguínea e um mapa de tipos de células do corpo.

Chan e Zuckerberg doarão 600 milhões de dólares na próxima década para o centro de pesquisas Biohub, que reunirá pesquisadores da área da Baía de San Francisco e cientistas das Universidades da Califórnia San Francisco, Universidade da Califórnia Berkeley e Universidade Stanford.

Os dois projetos iniciais do centro de pesquisas serão um Atlas de Células, um mapa das células que controlam os principais órgãos do corpo e a Iniciativa para Doenças Infecciosas, que desenvolve novas ferramentas, testes, vacinas e estratégias para combater doenças como Aids, Ebola e Zika.

“É um grande objetivo”, disse Zuckerberg em um evento em São Francisco, na Califórnia, ao anunciar a próxima meta da Iniciativa Chan Zuckerberg. “Mas passamos os últimos anos falando com especialistas que acreditam que é possível e, por isso, nos lançamos nisso”, afirmou.

O casal teve sua filha Max no final do ano passado e, pouco depois, comprometeram-se a doar 99% de suas ações do Facebook – cerca de US$ 45 bilhões – para “impulsionar o potencial humano e promover a igualdade”.

Iniciativa teve elogio de Bill Gates – O anúncio de Zuckerberg foi elogiado no Twitter pelo fundador da Microsoft Bill Gates, que deixou o comando da empresa de software em 2008 para se dedicar à fundação Bill e Melinda Gates, criada por ele e pela esposa. Segundo a NBC, a fundação já doou mais de 10 bilhões de dólares a pesquisas para combater doenças como Aids, tuberculose e malária.
 
“Investir em pesquisa está na raiz de inovações importantes. Notícias incríveis da Iniciativa ChanZuckerberg”, publicou Gates.


Brasil lidera corte de emissões, diz ministro...

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Acompanhado pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, o presidente Michel Temer entregou, na quarta-feira (21), a ratificação do Acordo de Paris sobre mudança do clima. O documento foi entregue ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, em Nova York.

Na ocasião, Sarney Filho falou sobre o papel do Brasil como líder no esforço para conter o aquecimento global. “É muito importante que a gente consiga diminuir as emissões, e o Brasil, nesse sentido, é um líder global. Não só lideramos na prática, reduzindo nossas emissões e diminuindo enormemente o desmatamento da Amazônia, mas assumimos também um protagonismo muito grande nas discussões internacionais”, ressaltou o ministro, em entrevista ao Portal Planalto.

Sarney Filho lembrou, ainda, que o País está entre os afetados pelas mudanças climáticas. Segundo ele, a ocorrência de secas prolongadas e as crises hídricas na região do rio São Francisco e no sudeste do Brasil são preocupantes. Assim, a partir de agora, o Brasil adota o Acordo de Paris como uma política de Estado, com “metas ambiciosas de redução absoluta das nossas emissões [de gases de efeito estufa] até 2030, em 43%”.
 
Durante a cerimônia de entrega das ratificações do Acordo de Paris sobre a mudança do clima, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, anunciou que 60 países já aderiram ao Acordo, representando 47,5% das emissões de poluentes. Mas, para que entre em vigor, é necessário chegar a 55% das emissões.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Documentário produzido pela ONU mostra o empreendedorismo sustentável no Rio...

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Durante seis meses, 30 alunos da Escola Nacional de Seguros percorreram o município do Rio de Janeiro e a Baixada Fluminense para divulgar, em uma ação voluntária, a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Munidos de seus telefones celulares, eles registraram em imagens iniciativas e negócios criativos que fazem a diferença para a construção de um mundo mais sustentável e, desse trabalho, resultou um documentário de 25 minutos, lançado na noite de quarta-feira (21) no Cine Odeon, no centro do Rio.

O documentário CenaRIO: Sustentabilidade em Ação foi produzido pelo Centro Rio + da ONU, com o apoio da Escola Nacional de Seguros, em uma iniciativa-piloto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A produção audiovisual é um legado da Rio+20, a conferência das Nações Unidas ocorrida há quatro anos na cidade e na qual foram lançadas as bases da atual agenda global de ações para preservar os recursos naturais do planeta até 2030.

O filme mostra a força e a criatividade de 16 microempreendedores que adotaram práticas mais conscientes em seus negócios. De acordo com a vice-diretora do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável do Pnud – Centro Rio+, Layla Saad, tudo começou com a capacitação do grupo de alunos da Escola Nacional de Seguros.

“Nós mostramos a eles os princípios do desenvolvimento sustentável, o que isto significa para o dia a dia de cada um de nós. E depois falamos: agora é hora de colocar a mão na massa, sair à rua e ver dentro de seus bairros as iniciativas e projetos que você pode identificar, dentro do que aprendeu sobre o desenvolvimento sustentável, que na verdade é harmonizar a paz econômica, social e ambiental”, disse.

O resultado desse olhar sustentável sobre Rio de Janeiro, a partir de imagens feitas com telefones celulares, mostra casos como o de Márcia Marinho, que confecciona bolsas tendo como matéria-prima as lonas descartadas de banners publicitários. O trabalho de Márcia foi registrado por Amanda Stenkopf, aluna do 8º período da escola.

“Ela transforma essas lonas, que seriam descartadas, em artigos que nós mulheres usamos habitualmente. Quem usa as bolsas acaba divulgando um conceito”, disse Amanda. Segundo Marcia, sua produção hoje é de cerca de 500 bolsas por mês e graças ao trabalho de divulgação pelas redes sociais, ela já conseguiu fidelizar uma clientela.
 
Na confecção, assim como no artesanato e na arquitetura, os casos mostrados no filme contam histórias bem sucedidas de compromisso com a sustentabilidade. O documentário será veiculado em todos os 166 países de atuação do Pnud, que também pretende exportar o modelo de engajamento dos jovens que resultou no projeto.