terça-feira, 30 de agosto de 2016

Acúmulo de lama é uma das causas da ruptura de barragem, diz auditoria...

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Um estudo contratado pelas mineradoras Vale, BHP Billiton e Samarco sobre a tragédia em Mariana mostrou que a presença de lama no ponto de ruptura da barragem, onde deveria ter somente areia, é uma das causas do colapso da estrutura, acontecido dia 5 de novembro de 2015. Nesta quarta-feira (29), representantes das empresas apresentaram o resultado de uma investigação com a auditoria internacional Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP.

Dezenove pessoas morreram em decorrência do rompimento e a lama atravessou o estado e chegou até o oceano, devastando também parte do Espírito Santo. O corpo de uma pessoa ainda não foi encontrado. Dentre os mortos. há moradores de distritos de Mariana, além de trabalhadores da Samarco e terceirizados.

O estudo apresenta alguns fatos que já haviam sido detalhados nos inquéritos da Polícia Federal e da Polícia Civil como causas do desastre. Entre eles, estão o recuo da ombreira esquerda, problemas de drenagem e a liquefação dos rejeitos arenosos. O processo de liquefação é quando há um aumento de água nos rejeitos, tornando-os fluidos.

O engenheiro geotécnico Norbert Morgenstern, um dos especialistas que participaram do painel de investigação sobre o rompimento da barragem de Fundão, explicou, por meio de videoconferência com jornalistas em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que o rompimento foi o resultado de “uma consequência de eventos e condições” e detalhou motivos para que colapso tenha ocorrido na ombreira esquerda. “O fluxo ocorreu na ombreira esquerda por causa do recuo na ombreira esquerda ter sido construído sobre uma mistura de areia e lama e não apenas areia”, explicou.

Além do recuo, dos problemas de drenagem, da liquefação e do acúmulo de lama onde deveria ter rejeito arenoso, o especialista citou três pequenos abalos sísmicos, que foram registrados poucas horas antes do rompimento. Os abalos, segundo Morgenstern, aceleraram o gatilho da liquefação, iniciando o fluxo de rejeitos.

O engenheiro disse que “uma alteração do projeto em 2011 / 2012 levou a um aumento da saturação, que levou a um potencial de liquefação”. O estudo mostra que, em 2009, houve defeitos na “construção do dreno de fundo”. Segundo os especialistas que participam da auditoria, a barragem foi tão danificada que o sistema não poderia mais ser implementado.

Uma revisão do projeto previu um tapete drenante que, em agosto de 2014, chegou à sua capacidade máxima. “Esse tapete drenante é diferente dos drenos de fundo, aos quais estava substituindo.
Especialmente pelo fato de que os drenos de base iriam drenar todo o rejeito de areia, mas o novo tapete drenante não iria drenar os rejeitos abaixo dele”, disse Morgenstern.

De acordo com o engenheiro, as várias alterações realizadas na barragem causaram a entrada de lama em “áreas não-planejadas da ombreira esquerda da barragem”. Além disso, “o alinhamento do maciço foi recuado com relação ao originalmente planejado”, disse.

Ele também citou problemas nas galerias de drenagem. Em meados de 2010, descobriram-se rejeitos entrando nesses locais, indicando que não estavam funcionando corretamente.

Segundo o engenheiro, outro problema diz respeito ao descumprimento da largura necessária de uma “praia”, que tem por objetivo separar a areia da lama. “As lamas ficariam atrás do dique 1 e a areia atrás do dique 2. Deste modo, as lamas e as areias seriam fisicamente separadas. (…) O projeto da barragem exige que as areias atrás do dique 1 sejam separadas das lamas por uma praia de 200 metros de largura”, ressaltou. Entretanto, Morgenstern disse que, durante o período em que as galerias estavam sendo reparadas, esta praia, por vezes, tinha um tamanho menor que o necessário.

Os reparos, segundo Morgenstern, não foram bem sucedidos, e as galerias precisaram ser vedadas com concreto. No mesmo momento, preocupações com a galeria secundária, que estava por baixo do lado esquerdo da barragem, levaram à conclusão que a estrutura não poderia ser alteada naquele local. Para manter as operações durante o reparo, o alinhamento da barragem na ombreira esquerda foi deslocado de sua posição anterior.

O engenheiro também destacou que, em agosto de 2014, uma série de trincas e infiltrações foram encontradas no recuo.

O engenheiro explicou que o estudo verificou que havia lama abaixo do maciço da barragem, que estava sob efeito do alteamento [aumento da altura] da estrutura. “Isso iniciou um mecanismo de extrusão das lamas e da separação das areias à medida que a barragem foi alterada”, explicou Morgenstern, dando como exemplo o movimento de uma pasta dental quando o tubo é espremido.

“Há uma comparação na apresentação entre a ombreira esquerda e a direita. E o mesmo alteamento foi feito na ombreira na ombreira direita e o mesmo tremor aconteceu na ombreira direita, o que fortalece a nossa conclusão de que a presença da lama foi uma parte fundamental da explicação do porquê essa falha aconteceu e onde ela aconteceu.”, disse Morgenstern.

Pedido de desculpas – Durante a apresentação, os executivos das mineradoras não comentaram os resultados encontrados pela auditoria. O diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse que “qualquer avaliação é muito primária” e, agora, o relatório deverá ser analisado pelos engenheiros das empresas.
 
Ferreira, o diretor comercial da BHP Billiton, Dean Dalla Valle, e o diretor-presidente da Samarco, Roberto Carvalho, ainda pediram desculpas às famílias das 19 vítimas do desastre. “Evidentemente, nós não podemos fazer nada para as 18 vidas que se perderam e uma que está perdida, mas podemos trabalhar forte, com os melhores especialistas, para que a gente consiga ter uma evolução nesse aspecto [segurança da mineração]. Então é um pedido de desculpas que nós fazemos a todas as famílias”, conclui o presidente da Vale, acrescentando que o relatório será compartilhado com a toda a indústria da mineração.

Contaminação por agrotóxicos tem afetado comunidades indígenas, diz antropóloga...

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O uso de agrotóxicos tem contaminado o solo e a água usada por comunidades indígenas em todo o país, segundo a antropóloga Lúcia Helena Rangel. A pesquisadora representou o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na audiência pública, realizada na segunda-feira (29), que discutiu os perigos dos defensivos, organizada pela Defensoria Pública de São Paulo e A Defensoria Pública na União.

“Nós temos um registro constante de contaminação por agrotóxico em diversas áreas indígenas. Em alguns lugares do Brasil o problema é agudo”, ressaltou Lúcia Helena ao citar como exemplo o caso de três comunidades guarani-kaiowá no Mato Grosso do Sul. A situação dos grupos residentes nos municípios de Amambai, Aral Moreira e Paranhos foi denunciada no relatório O Direito Humano à Alimentação Adequada e à Nutrição do Povo Guarani e Kaiowá. O documento foi elaborado pelo Cimi em parceria com a Rede de Ação e Informação pelo Direito a se Alimentar.

“Os pedaços de terras que estas comunidades ocupam dentro de seus territórios tradicionais estão dominados por monoculturas das fazendas, cujo cultivo demanda o uso excessivo de agrotóxicos e
de outros produtos que representam grave risco à sua saúde”, enfatiza o relatório lançado no último dia 16.

A antropóloga destacou, no entanto, que a situação das comunidades indígenas, inclusive em relação à contaminação por agrotóxicos, tem que ser entendida em um contexto de violações de direitos. “[As violências] vão desde a posse da terra, o direito ao território, até as questões mais suaves, que são o direito a uma religião, a rituais”, ressaltou.

O problema da contaminação por agrotóxicos se soma, de acordo com Lúcia Helena, à difusão de sementes transgênicas. “Aqui mesmo no estado de São Paulo, no Vale do Ribeira, as comunidade guarani reclamam disso. Porque passam os trens carregando milho e caem sementes. Assim como o milho transgênico dos Estados Unidos solapa a diversidade do milho mexicano”, exemplificou sobre o fenômeno em que as plantas modificadas geneticamente tendem a substituir as nativas quando são dispersada fora das áreas de cultivo.

Riscos – A professora da Universidade Federal de Santa Catarina, Sônia Corina Hess, apresentou dados que mostram os riscos dos principais agrotóxicos usados no Brasil. O herbicida glifosato, por exemplo, pode apresentar, segundo a especialista, efeitos tóxicos mesmo em pequenas concentrações.

De acordo com Sônia, experimentos feitos com ratos que beberam água contaminada por glifosato em uma quantidade muito menor do que a permitida pela legislação brasileira demonstrou diversos efeitos nocivos. “Todos desenvolveram tumores, tanto do sexo masculino quanto do sexo feminino, e alterações metabólicas muito intensas”, ressaltou.
 
Sobre o 2,4-D, outro herbicida usado na agricultura brasileira, Sônia lembrou que o produto foi desenvolvido a partir do Agente Laranja, desfolhante usado na Guerra do Vietnam. O defensivo ficou famoso por ser altamente cancerígeno e causar mal formação em fetos. Segundo a especialista, caso o produto não seja purificado adequadamente, o 2,4-D pode apresentar as mesmas substâncias tóxicas presentes no Agente Laranja.

Poluição deixa água da Represa Billings verde no ABC Paulista...

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Lixo e esgoto despejados na Represa Billings, no ABC, deixaram a cor da água verde nesta segunda-feira (29). A mudança afeta e preocupa quem depende da Billings para sobreviver, informou o SPTV.

O trecho mais atingido fica perto da Rodovia dos Imigrantes. Nele, as águas passaram a ter uma cor verde-musgo fluorescente. De acordo com a Sabesp, o problema não afeta o abastecimento de água.

Entretanto, a poluição tem matado os peixes da região, o que afeta diretamente pessoas como o pescador Adilson Soares Fernandes. “A gente que depende da Billings, do sustento da nossa família, do peixe. É muito triste ver a represa nessa situação, né?”

Pescador há 30 anos, Adilson passou a ter de viajar para longe para conseguir encontrar peixes. Às margens de sua casa, próxima à represa, a reação da luz do sol com a água poluída forma uma espuma branca.

A poluição da Billings é um problema antigo. Em dezembro de 2013, o SPTV mostrou que famílias não conseguiram nem fazer a ceia de natal por causa do mau cheiro na represa. Já em janeiro do ano passado, durante a crise hídrica, ambientalistas criticaram a poluição na Billings quando o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que iria usar mais água dela para abastecer parte do estado.


Terra vive nova época geológica, defendem cientistas...

A ação do homem sobre a Terra é tão impactante que justificaria a declaração de uma nova época geológica, segundo acredita um grupo internacional de cientistas. A recomendação foi apresentada nesta segunda-feira (29) ao Congresso Internacional de Geologia, que ocorre na África do Sul.

Para os especialistas, a época denominada Antropoceno, ou “Nova Idade do Homem”, teria se iniciado em meados do século 20, entre as décadas de 40 e 50, quando houve dispersão de material radioativo após testes com bombas nucleares, o que causou impacto significativo no planeta.

Segundo os cientistas, porém, há uma série de outros sinais que podem servir de justificativa para a declaração de uma nova época, como a poluição por plástico, a fuligem do ar e até mesmo as ossadas deixadas pela proliferação global de galinhas domésticas, criadas para alimentar a população.

Especialistas se referem ao período desde os anos 50 como a “Grande Aceleração”, e uma olhada nos gráficos que mostram as mudanças químicas e socioeconômicas na Terra a partir dessa data deixa evidente o porquê de tal denominação.

As concentrações de dióxido de carbono, metano e ozônio estratosférico no ar, as temperaturas da superfície terrestre, a acidificação dos oceanos, a captura de peixes marinhos, as perdas de floresta tropical, o crescimento populacional, a construção de grandes barragens, o turismo internacional – todos esses indicadores decolaram a partir de meados do século 20.

Para os cientistas, um dos principais culpados é o aquecimento global, impulsionado pela queima de combustíveis fósseis. “Muitas dessas mudanças são duradouras geologicamente, e algumas são praticamente irreversíveis”, justifica o estudo apresentado na Cidade do Cabo.

Para que o Antropoceno seja de fato declarado realidade, a recomendação do grupo de cientistas – denominado Working Group on the Anthropocene (WGA) – precisa ser aprovada oficialmente, o que pode levar pelo menos dois anos, já que exige a ratificação de vários organismos acadêmicos.

Os geólogos dividem a história da Terra em distintas épocas. Atualmente, segundo o consenso vigente, vive-se o Holoceno, que teve início há quase 12 mil anos com o fim da última era glacial.

O termo Antropoceno foi introduzido nos anos 2000 pelo biólogo americano Eugene Stoermer e pelo meteorologista holandês Paul Crutzen. Desde então, a denominação é constantemente utilizada no meio acadêmico e defendida por muitos grupos de cientistas, apesar de não oficial.

Aplicação de princípios agroflorestais...

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Vaga de emprego...

Vaga de emprego...

Composto da pariparoba-murta se mostra eficaz contra parasitas...

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Análogos sintéticos de uma molécula encontrada nas plantas da espécie Piper malacophyllum – popularmente conhecida como pariparoba-murta – apresentaram em ensaios in vitro atividade antiparasitária até 40 vezes maior do que as drogas mais usadas atualmente contra os protozoários causadores da doença de Chagas e da leishmaniose visceral.
Os resultados da pesquisa realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com apoio da FAPESP, foram divulgados no início de agosto durante o workshop “The momentum and perspectives of Drug Discovery and Development in Brazil”. O evento foi organizado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) pelo Centro de Espectrometria de Massas Aplicada (Cemsa).
Os dados também foram publicados na revista Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters.
“Foi identificado nessa planta um composto com ação antiparasitária chamado gibilimbol e nosso grupo já sintetizou mais de 15 análogos. Fizemos pequenas modificações na estrutura da molécula com o objetivo de aumentar sua eficácia”, contou João Paulo dos Santos Fernandes, professor do Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF) da Unifesp.
Duas versões da molécula de gibilimbol – nomeadas como “A” e “B” – foram originalmente extraídas da pariparoba-murta e caracterizadas no âmbito de um projeto coordenado pelo professor João Henrique Ghilardi Lago, também do ICAQF-Unifesp, cujo objetivo é procurar compostos com ação antiparasitária em plantas da Mata Atlântica.
O desenvolvimento de análogos sintéticos com atividade potencializada vem sendo feito, sob a orientação de Fernandes, durante os projetos de iniciação científica e mestrado de Marina Themoteo Varela.
Já os ensaios in vitro para avaliar a eficiência dos compostos sobre os parasitas são coordenados por Andre Gustavo Tempone Cardoso, no Instituto Adolfo Lutz (IAL), e também contam com apoio da FAPESP.
Design de moléculas – Os primeiros ensaios in vitro, feitos ainda com os compostos naturais, indicaram que o gibilimbol B era mais eficaz contra os parasitas do que o gibilimbol A.
“Quando estudamos a estrutura química das duas moléculas, observamos que a única diferença entre elas era a posição de uma dupla ligação – que na molécula B fica mais próxima do anel aromático. Então sintetizamos análogos buscando inserir outros substituintes próximos do anel e grupos funcionais adicionais que pudessem realizar interações específicas com as células dos parasitas e, assim, aumentar a atividade”, contou Fernandes.
Segundo o pesquisador, muitos dos análogos sintéticos já feitos se mostraram mais eficazes para matar os parasitas do que os compostos naturais, nos testes in vitro. A molécula mais promissora tem sido chamada pelos pesquisadores de LINS03003.
Além de comparar com os protótipos naturais, os pesquisadores também fizeram ensaios para avaliar o desempenho dos análogos sintéticos em relação ao das drogas hoje mais usadas contra o Trypanossoma cruzi, causador de Chagas, e o Leishmania infantum, causador de leishmaniose visceral. “Usamos um método que fornece valores conhecidos como IC50. Esse teste avalia a quantidade do composto necessária para matar 50% dos parasitas. De maneira geral, valores abaixo de 10 micromolar (μM) são considerados promissores”, explicou Fernandes.
Contra a forma amastigota do T. cruzi (que é intracelular e é considerada a mais importante de ser combatida para o controle da doença na fase crônica), o LINS03003 se mostrou 40 vezes mais eficaz que o benznidazol, a droga utilizada no tratamento. Com apenas 5,5 μM foi possível eliminar 50% dos parasitas. Já contra a forma tripomastigota (encontrada apenas quando o protozoário migra de uma célula para outra), o composto foi 26 vezes mais eficaz que o benznidazol.
“Outra grande vantagem observada foi a baixa toxicidade relativa. O nosso composto se mostrou quatro vezes mais tóxico para a forma amastigota do T. cruzi do que para as células humanas, ou seja, é necessária uma dose quatro vezes maior do que a usada contra os parasitas para matar 50% das células humanas. Já no caso do benznidazol essa seletividade é igual ou menor”, comentou Fernandes.
Já nos testes contra o L. infantum a droga de comparação foi a miltefosina, usada principalmente na Índia para tratar leishmaniose visceral. Contra a forma amastigota (intracelular), o LINS03003 se mostrou 10 vezes mais potente, eliminando 50% dos parasitas com apenas 1,8 μM. Já contra a forma promastigota (encontrada no mosquito transmissor e na circulação sanguínea do hospedeiro humano após a inoculação) sua eficácia foi comparável à da miltefosina, com um IC50 de 28 μM.
Em relação à segurança, o LINS03003 foi 13 vezes mais tóxico para a forma amastigota de L. infantum que para as células humanas em cultura. O valor é comparável ao da miltefosina – 14 vezes mais tóxica para o parasita que para os humanos.
Atualmente, durante o mestrado, Varela está criando novas variações sintéticas do gibilimbol, mexendo em outras partes da molécula, para buscar um composto ainda mais eficiente e menos tóxico. Os análogos serão usados em novos testes in vitro e, posteriormente in vivo.

“Os compostos parecem bem promissores, pois são pequenos, fáceis de sintetizar e sua estrutura química indica baixa toxicidade. Mas somente após os primeiros testes em animais poderemos ter certeza de como eles se comportam no organismo, ou seja, como são metabolizados, se conseguem chegar até o parasita, entre outros fatores”, ponderou Fernandes.


Sonda Juno faz rasante e tem maior aproximação de Júpiter da história...

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Há quase dois meses na órbita do planeta gasoso, sonda da Nasa realiza sua aproximação máxima e chega a apenas 4.200 quilômetros da superfície de Júpiter. Cientistas esperam imagens em alta resolução nos próximos dias.

A sonda Juno, que está na órbita de Júpiter há quase dois meses, fez história neste sábado (27) ao realizar seu primeiro sobrevoo orbital. Segundo a Agência Espacial Americana (Nasa), a sonda esteve a apenas 4.200 quilômetros do planeta – a maior aproximação já registrada na história.

Rick Nybakken, gerente de projeto da sonda, afirmou que “tudo ocorreu como planejado”, mas que levará alguns dias para que os dados e imagens enviados pela Juno sejam processados.

Scott Bolton, chefe da equipe na Nasa, informou que a sonda está enviando “dados iniciais intrigantes”. Uma série de fotos deve ser divulgada pela agência espacial nas próximas semanas.

“Estamos numa órbita que ninguém nunca esteve antes, e essas imagens nos darão uma nova perspectiva sobre este mundo de gás gigante”, acrescentou Bolton.

Ainda está previsto que a sonda espacial realize outros 35 voos rasantes em Júpiter até o fim de sua missão, em fevereiro de 2018, mas nenhum deve ser tão próximo como o deste sábado.

A nave foi capturada pela gravidade do planeta no último dia 4 de julho, após viajar cinco anos e 870 milhões de quilômetros. Ela deixou a Terra em 5 de agosto de 2011, de Cape Canaveral, na Flórida.
 
Para a Nasa, a Juno é um passo importante para estudar a atmosfera de Júpiter, suas particularidades e magnetismo, além de abrir a possibilidade de desvendar o mistério das origens do sistema solar.

Revitalizar o Velho Chico é mudar as atividades produtivas, dizem pesquisadores...

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A continuidade do modelo econômico atual na Bacia do Rio São Francisco, com atividades que consomem muita água e provocam devastação dos biomas, e a falta de informações sobre a real necessidade por água podem atrapalhar ou mesmo inviabilizar a revitalização do manancial.

A opinião é compartilhada pelo engenheiro agrônomo João Suassuna, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), e pelo sociólogo Adriano Martins, que participou de uma peregrinação pelas cidades cortadas pelo rio na década de 1990.

Especialista em convivência com o semiárido, Suassuna se diz incrédulo com o plano Novo Chico, lançado pelo governo do presidente interino Michel Temer. Ele relata que o Rio São Francisco praticamente não tem mais mata ciliar, o que provoca assoreamento e, em consequência, a baixa reprodução de peixes. Além disso, ele cita que é urgente solucionar o problema dos esgotos que são lançados sem tratamento na calha do rio. O novo programa prevê ações para proteção e recuperação das nascentes, controle de processos erosivos e recuperação de áreas degradadas. Na primeira fase, terão prioridade as obras de abastecimento de água e de esgotamento sanitário que estão em andamento, com investimento total de R$ 1,162 bilhão.

O pesquisador conta que, no início do governo Lula (o primeiro mandato do ex-presidente foi de 2003 a 2006), houve uma preocupação e uma intenção de atacar esse problema. No entanto, com o advento do projeto da transposição, os recursos acabaram sendo redirecionados.

“O governo Temer chega agora com o plano Novo Chico e tenta acelerar essas questões da revitalização, mas estamos numa crise muito séria, com falta de recursos. Não acredito, em hipótese alguma, que esse plano vá para frente. Deveria haver prioridade na conclusão da transposição e deixar para mais tarde, depois que começar a resolver os problemas de abastecimento do povo, o investimento na revitalização do rio.”

Suassuna aponta que é necessário realizar um trabalho intenso comandado por hidrólogos para saber qual a oferta e a demanda por água do São Francisco. Ele relata, por exemplo, que existe um uso exacerbado da água dos aquíferos (águas subterrâneas), principalmente pela agricultura irrigada.

“O que se sabe hoje é que o São Francisco está correndo com pouca água, há a perspectiva de a represa de Sobradinho chegar ao volume morto em novembro, numa situação em que o Nordeste está sedento. Se a transposição estivesse em funcionamento, o rio não teria condições de fornecer o volume suficiente para atender as necessidades dos nordestinos.”

Quase 25 anos atrás, as condições da bacia do rio São Francisco já chamavam a atenção de estudiosos e ambientalistas. Em 1992, quatro pessoas, entre elas o hoje bispo de Barra (BA), dom Luiz Cappio, e o sociólogo Adriano Martins, realizaram uma peregrinação por cidades da bacia desde a nascente até a foz, para dialogar com as populações ribeirinhas sobre a degradação do manancial e buscar soluções para os problemas.

À época, segundo Martins, a situação mais visível era o desmatamento das matas ciliares, das regiões de nascentes e das encostas, o que gerava o carreamento de terra para o leito do rio. Os impactos dos grandes barramentos, a exemplo da represa de Sobradinho, também foram notados pelos peregrinos. De acordo com o sociólogo, as obras alteraram o ciclo de vazão e cheia, fazendo com que as águas cheguem à foz sem força e provocando o avanço do mar rio adentro.

A falta de gestão do uso das águas também foi verificada na década de 1990 e, de acordo com Martins, o problema persiste e se agrava a partir do avanço do agronegócio. “Há uma busca maior da água para fins produtivos. Existe um esforço do comitê de bacias [Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco] para mediar esses conflitos, minorá-los, mas na hora da disputa, quem tem mais peso político e mais poder econômico acaba levando vantagem.”

Furo na água – Segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), 68% da água retirada do rio São Francisco são destinadas à irrigação.

O sociólogo defende que a revitalização do rio São Francisco requer uma reorientação da proposta de desenvolvimento da região, revendo, por exemplo atividades como o plantio de eucalipto para produção de celulose e monoculturas para exportação, que são altamente degradantes. Para ele, há atividades lucrativas que causam pouco impacto na região da bacia, como a caprinocultura e a ovinocultura.
 
“Pensar revitalização sem pensar a reorientação do desenvolvimento da região é como fazer furo na água. É possível evitar danos maiores, mas não revitaliza de fato.”

domingo, 28 de agosto de 2016

Vaga de emprego...

Projeto que proíbe fumar em praças e parques é aprovado na Câmara de SP...

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O projeto de lei (PL) que proíbe fumar em praças e parques foi aprovado em segunda e definitiva votação na Câmara Municipal de São Paulo na quarta-feira (24). A proposta seguirá para avaliação do prefeito, que irá decidir se a sanciona ou não.

O autor do projeto, o vereador Ricardo Teixeira (PROS), defende que não existem níveis seguros de inalação da fumaça e, assim, a lei defenderia quem não fuma.

De acordo com um estudo da Comissão de Justiça da Câmara, baseada em leis similares, a multa aplicada seria de R$ 1.014,92 para o fumante infrator e poderia dobrar em caso de reincidência.

O autor do PL número 52/25011 afirmou que fumou por 20 anos. Ele, porém, disse que a concepção do projeto não está relacionada à sua experiência com o tabagismo. “Acho realmente ruim que os praticantes de esporte ou uma mãe que passeie com bebê no carrinho tenham que conviver com fumaça”, disse. “Proibir de fumar na calçada, a caminho de algum lugar, já acho exagero.”

Caso a lei seja sancionada pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a rede municipal de saúde deverá oferecer assistência terapêutica e medicamento antitabagismo para quem queira parar de fumar. “Na verdade, há uma conscientização hoje que não tinha no passado, quando era bonito fumar. Talvez só falte regulamentação de algo que já se tornou um hábito das pessoas”, disse Teixeira.
 
Um projeto semelhante também foi debatido e aprovado no Senado Federal, mas aguarda decisão da Câmara dos Deputados e só então a sanção da Presidência. O PL 344/2013, do ex-senador Paulo Davim (PV-RN), proíbe o fumo em parques infantis e também seria voltado para locais onde há predomínio da prática esportiva.


Obama cria no Havaí a maior reserva marinha do mundo...

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ampliou na sexta-feira (26) o seu legado ambiental ao criar a maior reserva marinha do mundo, lar de milhares de criaturas raras nas ilhas do noroeste do Havaí.

O anúncio de Obama mais do que quadruplicou o tamanho da área protegida existente, conhecida como Monumento Nacional Marinho Papahanaumokuakea, que passou a ter 1,5 milhão de quilômetros quadrados – cerca de quatro vezes o tamanho da Califórnia.

As águas são o lar de recifes de corais e centenas de animais que não são encontrados em nenhum outro lugar na Terra, incluindo uma nova espécie de polvo ‘fantasma’ descoberta neste ano e o organismo vivo mais antigo do mundo, o coral negro, com uma idade estimada em 4.265 anos.

Cerca de 14 milhões de aves marinhas voam sobre a área e fazem seus ninhos nas ilhas, incluindo um albatroz de 65 anos de idade chamado Wisdom. No local também vivem tartarugas-verdes ameaçadas e focas monge do Havaí, em perigo de extinção.

O monumento marinho foi criado em 2006 pelo então presidente George W. Bush, e em 2010 foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco.

“Ao expandir o monumento, o presidente Obama aumentou a proteção de um dos lugares mais significativos do planeta, biológica e culturalmente”, disse Joshua Reichert, vice-presidente da ONG Pew Charitable Trusts.

O Greenpeace também saudou o que chamou de uma “decisão corajosa”, que irá proibir a pesca comercial e a extração mineral na região.

O senador Brian Schatz, um democrata do Havaí, disse em um comunicado que a expansão vai criar “uma zona de segurança que irá repor os estoques de atum, promover a biodiversidade e combater as mudanças climáticas”.

Obama “deu aos nativos havaianos mais voz na gestão deste recurso precioso”, disse Schatz.

Mas alguns expressaram decepção com a medida, que expande a zona protegida até 320 km da costa, dizendo que isso põe em risco a capacidade dos pescadores de ganhar a vida.

“Fechar 60% das águas do Havaí para a pesca comercial, quando a ciência está nos dizendo que isso não vai levar a uma maior produtividade da indústria de local, não faz sentido”, disse Edwin Ebiusi Jr., presidente do Conselho de Gestão da Pesca Regional do Pacífico.

“Hoje é um dia triste na história da pesca do Havaí e um golpe negativo para a nossa segurança alimentar local”, acrescentou.

Mas Matt Rand, diretor do projeto Legado do Oceano Global no Pew Charitable Trusts, afirma que a mudança deve ter “um impacto econômico mínimo” sobre a pesca na área.

Congresso mundial – O anúncio de Obama chega poucos dias antes do início de um grande encontro global de conservação, que vai contar com a presença de milhares de chefes de estado, cientistas e políticos.

O congresso mundial da União Internacional para a Conservação da Natureza é realizado a cada quatro anos em lugares diferentes. Este ano, Obama receberá o evento no Havaí entre os dias 1 e 10 de setembro.

O presidente americano também vai viajar para as Ilhas Midway, dentro da área protegida, para enfatizar sua decisão.
 
Lá, ele vai defender que as mudanças climáticas “fazem com que proteger nossas terras e águas públicas seja mais importante do que nunca”, segundo a Casa Branca.

O momento do anúncio de Obama é importante porque “irá inspirar, provavelmente, as pessoas que estão mais interessadas e mais engajadas na conservação”, disse Rand.
 
Obama fez da conservação e das mudanças climáticas um pilar central da sua presidência – diante da oposição republicana no Congresso -, promovendo acordos internacionais sobre o clima e parques nacionais.


Parabéns à cidade Entre Rios do Oeste pela iniciativa...

Inovação sustentável brasileira...

sábado, 27 de agosto de 2016

MMA busca maior controle sobre químicos...

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O Brasil é um dos poucos países com indústria química líder no mundo que não tem legislação para controlar a produção, importação, comercialização e uso substâncias químicas que representem riscos à saúde da população e ao meio ambiente. Até dia 28 de setembro, o Ministério do Meio Ambiente realiza consulta pública para mudar essa situação, adotando um modelo que vem sendo construído desde 2011. Após a análise das sugestões, a proposta segue para a Casa Civil e deverá ser enviada ao Congresso até o final do ano.

A proposta passou por um longo debate que envolveu os governos federal e estaduais, sociedade civil, trabalhadores e parcela representativa do setor produtivo do país. “Agora já há bastante consenso sobre essa matéria”, avalia o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. Ele recebeu, na quarta-feira passada (23/08), em Brasília, representantes da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e de outras entidades do setor produtivo para discutir o anteprojeto de lei em consulta. Veja fotos da reunião

Letícia Carvalho, diretora de Qualidade Ambiental do MMA, explica que não se trata de uma regulamentação sobre a produção de substâncias químicas exclusivamente, mas sim sobre os insumos químicos. “Adotar uma regulamentação é uma posição defendida praticamente por todos os setores”, afirma. Se aprovado, o novo marco legal vai atingir toda a cadeia produtiva que utiliza produtos químicos passíveis de afetar a saúde ou de causar danos ambientais, como o mercúrio, por exemplo.

A médio e longo prazos, os parques desses setores deverão passar uma evolução tecnológica, buscando insumos menos perigosos. Até o mercado exportador terá benefícios com a lei, já que alguns países impõe barreiras a entrada de produtos de países que não têm um controle interno eficiente, colocando em risco os consumidores.

Recentemente aumentaram os casos de verificação de produtos importados contendo níveis elevados de substâncias tóxicas, como bijuterias contendo cádmio e níquel, bolas de futebol contendo ftalatose, chaveiros com altos índices de cromo. Essas substâncias são exemplos de algumas das mais perigosas, capazes de causar danos neurológicos em crianças com cérebros em formação e disfunção endócrina em seres vivos.

A falta de uma regra geral impediu que as autoridades brasileiras pudessem atuar para bloquear a entrada desses produtos no país. “A legislação atual regula apenas alguns produtos e não lança o olhar sobre todo o conjunto das substâncias e seus usos e aplicações, de modo a avaliar os riscos e impedir que aquelas que são as mais perigosas contaminem o meio ambiente e cheguem ao consumidor final”, explica Letícia Carvalho.

A nova proposta trará regras gerais claras que mudam esse quadro e vem pautadas na proteção das pessoas e do meio ambiente, por meio do controle daquelas que ensejarem maior preocupação. Vários países já adotaram medidas similares, mas no Brasil o projeto do Executivo será o primeiro a tramitar no Congresso sobre o tema.

O MMA e a indústria se unirão para realizar a Conferência Internacional sobre Gestão de Substâncias Químicas e Resíduos no Brasil, em fevereiro de 2017, quando será iniciada a negociação sobre as novas regras internacionais.

O ministro José Sarney também se empenhará para negociar no Congresso Nacional a ágil ratificação da Convenção de Minamata sobre o Mercúrio, um dos mais importantes acordos multilaterais ambientais firmados recentemente, que aguarda aprovação do Legislativo.
 
Do lado da indústria, já foi iniciada a mobilização para participar da consulta pública e avançar na nova regulação.


Gelo do Mont Blanc, um instrumento para a ciência do futuro...

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A 4.300 metros de altitude, no maciço do Mont Blanc, cientistas vestidos de alpinistas manipulam cuidadosamente o gelo. Em alguns dias, extraíram várias toneladas deste “ouro branco” destinado à ciência do futuro.

No grande planalto nevado da montanha Dôme du Goûter, nos Alpes franceses, os alpinistas que escalam o telhado da Europa (4.810 m) observam este acampamento formado por três barracas, uma zona perfurada e uma grande tenda laranja onde as amostras de gelo são embaladas.

Em um cartaz destinado aos curiosos, os cientistas russos, franceses e italianos escreveram: “Projet Ice memory”. Trata-se de um projeto que consiste em extrair gelo do Mont Blanc para conservá-lo em um “congelador natural” na Antártica.

O gelo, ameaçado pelas mudanças climáticas, é uma matéria-prima de grande qualidade. Como se formam graças à neve, as geleiras aprisionam pequenas bolhas de ar e impurezas, que são testemunhas da atmosfera de dezenas ou centenas de anos atrás.

Foi assim que os glaciólogos estabeleceram o vínculo entre as temperaturas e os gases do efeito estufa, e estudaram a evolução da poluição e da atividade industrial.

Dentro de alguns anos, os progressos técnicos permitirão, sem dúvida, novas descobertas – contanto que reste gelo para ser analisado.

Amostras de 120 metros”Entre três e quatro toneladas de gelo vão descer este ano” do Dôme, diz Patrick Ginot, glaciólogo do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) e coordenador da operação.

Serão extraídas três amostras, ou “núcleos de gelo”, de 10 cm de diâmetro e mais de 120 m de comprimento. Uma delas será analisada em um laboratório de Grenoble (centro-leste da França) para constituir uma base de dados aberta a todos os cientistas. As outras duas deverão ser incorporadas em 2020 a uma caverna de neve na base franco-italiana Concordia, na Antártica.

Os cilindros de gelo são extraídos em pedaços de um metro cada. Depois são escovados, medidos e embalados em plástico filme. Em seguida, são colocados em caixas isotérmicas e armazenados na neve, antes de serem trasladados em helicóptero.

Um trabalho minucioso que permite extrair 50 metros de gelo por dia, se as condições meteorológicas forem boas e não houver incidentes técnicos.

Projeto similar na BolíviaNo fim de semana passado, caíram 30 cm de neve no Dôme. “Quando o tempo está ruim, é duro. No sábado, chovia muito, e trabalhamos o dia inteiro. E a roupa não seca”, conta Bruno Jourdain, pesquisador do laboratório de glaciologia de Grenoble.

Na segunda-feira, os pesquisadores passaram o dia limpando o acampamento, soterrado pela neve.

“À noite faz muito frio (…), mas a paisagem é maravilhosa”, conta François Burgay, estudante de doutorado italiano na Universidade de Veneza.

Dois núcleos de gelo de 126 e 129,7 metros de comprimento já foram transportados, e o terceiro será na segunda-feira que vem. Serão armazenados em um depósito frigorífico perto de Grenoble, e de lá partirão para a Antártica, onde a temperatura média é de -50°C.

Uma operação similar será realizada na montanha de Illimani, na Bolívia, a 6.300 metros de altitude, em maio de 2017. Dessa vez, os blocos de gelo serão levados para baixo a pé, em condições muito difíceis.
 
O projeto do Mont Blanc é parte de um programa da agência da ONU para a ciência e a cultura, a Unesco, financiado por patrocinadores privados. Ainda falta arrecadar um milhão de euros para bancar a análise e o transporte de gelo até o continente branco.

Cerrado recebe projeto para conservação da biodiversidade...

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O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) lançou nesta sexta-feira (26), em Brasília, o Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) do Cerrado, um projeto para conservação deste bioma. Com duração prevista de cinco anos, o programa tem o objetivo de preservar o bioma, sua fauna e sua flora. A iniciativa, que recebeu recursos de US$ 7 milhões, deve ir até julho de 2021.

Segundo o IEB, o fundo é administrado pela Conservação Internacional, que tem como parceiros a Agência Francesa de Desenvolvimento, o Banco Mundial, a Fundação John D. e Catherine T. MacArthur, o Fundo Mundial para o Meio Ambiente, o governo do Japão e a União Europeia.

De acordo com o instituto, o Cerrado cobre mais de 2 milhões de quilômetros quadrados (km²) do território brasileiro e é rico em diversidade de plantas, contando com cerca de 12 mil espécies nativas. Foram catalogadas 250 espécies de mamíferos e registradas mais 856 espécies de aves. No Cerrado, encontram-se ainda 800 espécies de peixes, 262 de répteis e 204 de anfíbios.

O bioma é considerado extremamente importante para o sistema hídrico do país. As três maiores bacias hidrográficas do país (Amazonas/Tocantins, São Francisco e Prata) nascem na região do Cerrado.

De acordo com o IEB, o Cerrado vem sendo ameaçado pelo avanço da atividade agrícola, que provocou a destruição de metade do bioma.
 
O projeto lançado hoje cria projetos estratégicos de conservação das reservas de biodiversidade, promovendo a gestão das áreas protegidas, o fortalecimento das cadeias produtivas associadas aos recursos naturais, protegendo as espécies em extinção e fortalecendo as sociedades civis para promover a gestão dos recursos naturais.


Governo federal discute Reservas da Biosfera...

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O governo federal retomou as atividades da Comissão Brasileira do Programa Homem e Biosfera – Cobramab. Nessa quinta-feira (25/08), a Comissão se reuniu em Brasília, pela primeira vez em oito anos, para avaliar o histórico de ações realizadas e discutir desafios futuros, a partir de relatos sobre as sete Reservas da Biosfera nacionais.

Reservas da Biosfera (RBs) são áreas de ecossistemas terrestres e marinhos reconhecidas internacionalmente como importantes para a conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável. Existem 669 Reservas da Biosfera, em 120 países. No Brasil, elas são: Mata Atlântica (a primeira a ser criada, em 1991), Amazônia Central, Caatinga, Cerrado, Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, Pantanal e Serra do Espinhaço.

A Comissão tem a finalidade de planejar, coordenar e supervisionar as atividades ligadas à participação brasileira no MaB – Programa Homem e Biosfera (Man and the Biosphere), criado como resultado da Conferência sobre a Biosfera, realizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris, em setembro de 1968. É a instância que define as Reservas da Biosfera em todo o mundo.

As RBs são o principal instrumento do Programa MaB e compõem uma rede mundial de áreas voltadas à pesquisa cooperativa, conservação do patrimônio natural e cultural e promoção do desenvolvimento sustentável. Para tanto, devem ter dimensões suficientes, zoneamento apropriado, políticas e planos de ação definidos e um sistema de gestão que seja participativo, envolvendo os vários segmentos do governo e da sociedade.

Esforços - No Brasil, a Cobramab foi instituída pelo Decreto 74.685, de 14 de outubro de 1974, alterado pelo Decreto de 21 de setembro de 1999, e sua presidência cabe a um representante do Ministério do Meio Ambiente. A instância volta à ativa sob a liderança do secretário de Biodiversidade e Florestas, José Pedro de Oliveira Costa.

Para ele, a volta da Comissão representa o esforço para a melhoria e expansão do MaB no país, por meio do diálogo e da conexão entre os envolvidos. “É um impulso novo, um momento histórico apoiado com entusiasmo pelo ministro Sarney Filho”, afirmou.

“A retomada da COBRAMAB significa o fortalecimento da agenda de Reservas da Biosfera por parte do MMA”, avalia a diretora do Departamento de Áreas Protegidas do Ministério, Moara Giasson.

No retorno aos trabalhos, coube à Comissão aprovar os Planos de Ação e a estrutura de gestão das Reservas da Biosfera do Cerrado e da Caatinga, cujos títulos estavam ameaçados, de acordo com a avaliação da Unesco para o Relatório de Revisão Periódica, instrumento enviado pelas RBs a cada dez anos.

“A Unesco solicitou o Plano de Ação e a definição clara do sistema do Conselho de Gestão de ambas”, explica a analista ambiental Daline Pereira. Segundo ela, a expectativa da Comissão é positiva. “Acreditamos que ao reportar adequadamente as informações solicitadas pela Unesco as pendências estarão sanadas e, com elas, o risco de perda dos títulos das duas reservas brasileiras”, diz. O prazo para envio dos documentos é até 30 de setembro.

A Comissão aprovou, também, moções de apoio à criação das unidades de conservação do Boqueirão da Onça-BA e à ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

A Cobramab também se colocou a favor da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 504/10), que tramita no Congresso Nacional e inclui o Cerrado e a Caatinga entre os bens considerados Patrimônio Nacional. O título busca contribuir com a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida da população dos dois biomas.

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e um dos biomas mais ameaçados do planeta. A Caatinga é o único exclusivamente brasileiro e foi reconhecido como uma das 37 grandes regiões naturais do mundo, ao lado da Amazônia e do Pantanal.

Atualmente, segundo a Constituição, são patrimônio nacional a Amazônia, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal e a Zona Costeira.
 
Além dos gestores do MMA, participaram da reunião da Cobramab representantes da Unesco, dos Ministérios da Educação; Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Planejamento, Orçamento e Gestão; do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); das Confederações Nacional da Indústria (CNI) e Nacional da Agricultura (CNA); entidades ambientalistas e científicas e; da sociedade civil.


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Vaga de emprego...

Astronauta americano quebra recorde de dias acumulados no espaço...

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O astronauta americano Jeff Williams, de 58 anos, quebrou na quarta-feira o recorde de dias acumulados no espaço, que pertencia ao seu colega aposentado da Nasa Scott Kelly, disse a agência espacial dos Estados Unidos.

Em 24 de agosto, Williams ultrapassou os 520 dias de Kelly no espaço.

Quando o astronauta retornar à Terra, em 6 de setembro, terá computados 534 dias no espaço ao longo de sua carreira, mais do que qualquer astronauta americano.

O russo Gennady Padalka ainda detém o recorde mundial de dias acumulados no espaço, com 879.

Williams foi enviado ao espaço pela primeira vez em 2000, a bordo do ônibus espacial Atlantis.

Ele regressou à Estação Espacial Internacional em 2006, quando esta era muito menor, com apenas dois módulos e três membros da tripulação. Hoje, é composta por seis astronautas e cosmonautas e tem o tamanho de um campo de futebol.

“Em 2009 e 2010, ele atuou como engenheiro de voo na Expedição 21 e comandou a Expedição 22, quando o módulo Tranquility e a cúpula foram adicionados à estação”, disse a Nasa.

Na sua missão atual, Williams está usando a sua experiência com passeios espaciais.

O astronauta saiu para a quarta caminhada espacial da sua carreira em 19 de agosto para ajudar a instalar uma vaga de estacionamento para os futuros táxis espaciais, junto com a engenheira de voo da Nasa Kate Rubins.

Ambos farão mais uma caminhada espacial juntos em 1 de setembro para mover uma peça de equipamento no exterior da Estação Espacial Internacional, que orbita a Terra.
Williams nasceu no estado de Wisconsin, é casado e tem dois filhos adultos e três netos, de acordo com o seu perfil na Nasa.


Forte terremoto atinge região central da Itália e deixa mortos...

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Pelo menos 159 pessoas morreram, e agências internacionais falam em mais de 100 desaparecidos após um forte terremoto de magnitude 6,2 que atingiu o centro da Itália na madrugada desta quarta-feira (24) – horário local.

O impacto foi maior perto de Perugia, região localizada a menos de 200 km de Roma, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), organismo que registra os tremores em todo mundo.

O jornal italiano “Corriere della Sera” afirma que há 270 feridos. O Itamaraty informou que não há registro de brasileiros entre as vítimas.

“A Itália hoje é uma família abalada, mas que não se abateu”, disse o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, durante entrevista em Rieti, local onde foi para acompanhar o resgate às vítimas.

Renzi convocou uma reunião com ministros para tomar as primeiras medidas para ajudar as localidades afetadas e afirmou que esta emergência deverá ser administrada por “um longo período”. Ele também desejou que todos “estejam à altura do desafio”.

Segundo a Defesa Civil, foram instalados quatro acampamentos com tendas, cozinhas e banheiros em vários pontos da região mais afetadam com uma capacidade de 250 pessoas cada. Espera-se que mais de 800 pessoas, sobretudo especialistas, sejam enviadas ao local afetada para ajudar a lidar com a emergência.

O governo da Itália destinou 234 milhões de euros para emergência imediata, informou o Ministério de Economia e Finanças em comunicado. Mas, além disso, vários números foram ativados para recolher doações para ajudar a Defesa Civil.

Cidades mais afetadas – Os municípios de Amatrice, de 2 mil habitantes; Accumoli, de 700 habitantes; e Norcia, de 4 mil habitantes, sofreram os maiores danos.

“A metade da cidade já não existe. As pessoas estão sob os escombros”, afirmou o prefeito de Amatrice, na província de Rieti, Sergio Perozzi, à emissora privada “Sky”. “Os danos são numerosos”, afirmou o prefeito de Norcia, Nicola Alemanno.

O histórico hotel Roma, em Amatrice, abrigava uma feira gastronômica e ficou totalmente destruído. Cinco corpos foram retirados do local, que hospedava 70 pessoas. Um dos mortos era um menino de 11 anos, que chegou a dar sinais de vida, segundo a agência AP.

Ao menos seis pessoas morreram em Accumoli, segundo o prefeito da cidade, Stefano Petrucci. “Quatro pessoas estão sob escombros. Elas não estão mostrando sinal de vida. São pais e dois filhos”, disse Petrucci à RAI.

O tremor foi sentido por 20 segundos na capital, Roma, e também no Vaticano. O terremoto ocorreu a apenas 10 km da superfície e a 76 km a sudeste de Perugia, às 3h36 do horário local – 22h36 desta terça, no horário de Brasília. Minutos depois, outro tremor, de magnitude 4,6, sacudiu Rieti, na mesma região.

Réplicas – O terremoto principal foi seguido por um outro, de magnitude 3,9, às 3h41, perto de Norcia, na província de Perugia, com epicentro a 7 km de profundidade.

Ao menos 160 réplicas foram registradas no centro da Itália depois do forte terremoto desta madrugada, informou o Instituto Italiano de Geofísica, de acordo com a EFE.

Um porta-voz do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, afirmou que o governo monitora a situação, mas ainda não deu mais informações sobre o tremor.

Em nota, o governo brasileiro expressou sua solidariedade aos familiares das vítimas e ao governo da Itália. A Embaixada e o Consulado-Geral brasileiros em Roma estão monitorando a situação.

Brasileiros – Brasileiros que estavam em regiões atingidas pelo terremoto relataram o susto que levaram ao serem acordados pelos fortes tremores. “Eu e meu namorado estávamos dormindo quando acordei achando que ele estava tendo uma convulsão porque a cama tremia muito. Só quando olhei para a porta e vi que também tremia é que percebi que era um terremoto e começou o desespero”, conta Priscila Haydée, de 30 anos, natural de Taubaté, no interior de São Paulo.

Outros terremotos – Em 29 de maio de 2012, terremotos de magnitude 5,6 e 5,8 atingiram Emilia Romagna, no norte do país, e deixaram 15 mortos e 4 desaparecidos. Várias cidades tiveram danos e 5 mil pessoas tiveram de deixar suas casas.

Dias antes, em 20 de maio de 2012, um tremor de magnitude 5,9 também no norte da Itália, em Bondeno, deixou seis mortos e 50 feridos. Em 2009, tremor de magnitude 6,3 deixou mais de 300 mortos na região de L’Aquila.


Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra que orbita estrela vizinha do Sol...

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Ao redor da estrela mais próxima do Sol, a Proxima Centauri, orbita um planeta pequeno e rochoso como a Terra que tem condições que permitiriam a existência de água em estado líquido, fator primordial para o desenvolvimento de vida. A empolgante descoberta do planeta Proxima b foi anunciada nesta quarta-feira (24) na revista “Nature”.

Os cientistas celebraram o achado, pois o Proxima b pode vir a ser o planeta com possibilidade de vida mais perto do nosso Sistema Solar.

A equipe de mais de 30 cientistas analisou dados coletados a partir de dois telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) entre 2000 e 2014 e de uma série de observações feitas entre janeiro e março de 2016. As medidas se referem ao efeito Doppler, que indica minúsculos deslocamentos de uma estrela provocados pela presença de um planeta orbitando ao seu redor.

Os dados permitiram concluir que Proxima b tem uma massa equivalente a cerca de 1,3 vez a da Terra e orbita a Proxima Centauri a cada 11,2 dias a uma distância de cerca de 7,5 milhões de km de sua estrela. Isso equivale a cerca de 5% a distância entre a Terra e o Sol.

A estrela Proxima Centauri fica a uma distância de 4,2 anos-luz do nosso Sistema Solar. Mesmo sendo nossa vizinha mais próxima, ainda sim levariam milhares de anos para chegar até lá usando a tecnologia atual.

“Ser bem-sucedido na busca do planeta terrestre mais próximo fora do Sistema Solar foi uma experiência de uma vida, e resultou da dedicação e da paixão de vários pesquisadores internacionais. Esperamos que essas descobertas inspirem futuras gerações a continuarem procurando além das estrelas. A busca por vida no planeta Proxima b vem em seguida”, afirmou o coordenador do projeto e principal autor do estudo, Guillem Anglada-Escudé, da Universidade Queen Mary de Londres (QMUL).

A possibilidade de existência do planeta já era investigada há muito tempo, porém os cientistas queriam se certificar de que os dados eram realmente precisos. Isso porque a luz de uma estrela anã vermelha como a Proxima Centauri pode variar de forma a imitar a presença de um planeta. “Assim que estabelecemos que a variação não era causada por buracos estelares, soubemos que poderia ser um planeta orbitando uma zona onde a água poderia existir, o que é muito empolgante. Se futuros estudos concluírem que as condições de sua atmosfera são adequadas para abrigar vida, esta será provavelmente uma das descobertas científicas mais importantes que faremos”, disse o pesquisador John Barnes, um dos autores do estudo.


GEF-Mar apoiará UCs estaduais marinhas...

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O Ministério do Meio Ambiente (MMA) recebe, até 16 de setembro, propostas para seleção de apoio financeiro a Unidades de Conservação (Ucs) marinhas estaduais. A Chamada de Proposta nº2/2016 do GEF-Mar, o Programa Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas, tem o objetivo de promover a conservação da biodiversidade marinha e costeira. O GEF (sigla em inglês para Global Environmental Found) é um fundo global executado pelo Banco Mundial.

“O financiamento pode ser destinado à elaboração de plano de manejo, infraestrutura e equipamentos ou atividades de gestão participativa, entre outras ações”, detalha a analista ambiental do Departamento de Áreas Protegidas do MMA Betânia Santos Fichino.

Cada unidade estadual poderá definir a atividade para a qual deseja receber o incentivo. As propostas serão avaliadas pelo MMA. O GEF Mar já apoia 11 UCs federais. Agora, com a nova chamada, as UCs estaduais também serão contempladas.

Entre as UCs federais já apoiadas, estão a Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais (PE); o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha; Reserva Biológica do Atol das Rocas (RN); o Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS); a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (SC); Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA); Reserva Extrativista de Canavieiras (BA); e a Reserva Extrativista Marinha do Corumbau (BA).
 
Como enviar - As propostas devem ser enviadas pelo órgão executor do SNUC até 16 de setembro de 2016, por ofício assinado pelo dirigente máximo da instituição, digitalizado e encaminhado para o e-mail gefmar_ucp@mma.gov.br, acompanhado da documentação prevista no edital.
 
Dúvidas e esclarecimentos sobre o processo devem ser direcionadas ao e-mail gefmar_ucp@mma.gov.br.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Vaga de emprego...

Pérola gigante de 34 kg achada nas Filipinas pode ser a maior do mundo...

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A prefeitura de Puerto Princesa, nas Filipinas, espera a confirmação de cientistas de que uma pérola natural gigante de 34 quilos encontrada na região seja a maior do mundo.

A pérola foi achada há cerca de 10 anos por um pescador da ilha Palawan, onde fica Peurto Princesa, de acordo com a representante do Escritório de Turismo da cidade, Aileen Cynthia Maggay-Amurao, citada pelo jornal locai “Palawan News”.

Segundo Amurao, o homem não estava ciente do valor da pérola e entregou a ela depois de muito tempo porque estava mudando de casa com frequência.

“A cidade de Puerto Princesa provavelmente vai ganhar outro título de prestígio e um recorde por ter a maior pérola natural gigante de um molusco gigante (34 quilos) depois de ser certificada por sua autenticidade”, publicou Amurao em seu perfil no Facebook.

“Apenas para a informação de todos, todas as pérolas gigantes registradas no mundo são das águas de Palawan”.


Nasa restabelece contato com nave perdida no espaço há quase 2 anos...

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A Nasa, agência espacial norte-americana, reestabeleceu contato com a nave espacial Stereo-B, que observava o Sol quando foi perdida há quase dois anos, em 1º de outubro de 2014.

De acordo com a agência, a Stereo-B foi reencontrada no domingo (21). Ela faz parte da missão “Solar Terrestrial Relations Observatory”, que conta com outra espacionave, e busca observar o Sol de diferentes pontos de vista.

Durante 22 meses, a equipe da Nasa tentou contato com a nave. Uma operação usou a tecnologia Deep Space Network, ou DSN, que acompanha e se comunica com missões de todo o espaço. O DSN estabeleceu contato com a Stereo-B e, em seguida, a equipe monitorou o sinal por várias horas para garantir que a nave havia sido encontrada.
 
Agora, a Nasa planeja novos processos de recuperação para avaliar o status do observatório solar, reestabelecer o controle e avaliar os subsistemas e instrumentos.

Vulcão havaiano atrai turistas com duas cavidades em erupção ao mesmo tempo...

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Além das ondas ideais para o surfe, o Havaí também tem atraído mais turistas por outro motivo: seus vulcões.
 
O vulcão Kilauea já recebeu milhares de visitantes desde que uma nova cavidade – apelidada de Pu’u O’o – se abriu na sua formação rochosa. E ambas as fissuras estão em erupção.
 
A abertura principal está em erupção desde 1983, enquanto a lateral se abriu há três meses. E a lava da fissura mais recente encontrou seu caminho para o mar, tornando-se um atrativo ainda maior para turistas.


Brasil sai na frente na agenda climática...

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Mesmo antes de o Acordo de Paris sobre mudança do clima entrar em vigor, o Brasil já avança no cumprimento das metas nacionais para conter o aquecimento global. Em audiência pública nesta terça-feira (23/08) no Senado Federal, representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Legislativo declararam que medidas adotadas neste ano fizeram o país sair na frente na agenda para desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.

Além da rápida ratificação pelo Congresso Nacional do Acordo de Paris, ações na área energética alavancam a liderança brasileira no tema. O diretor de Mudanças Climáticas do MMA, Adriano Santhiago, ressaltou a aprovação da lei que aumenta os percentuais de adição de biodiesel ao óleo diesel. Segundo ele, essa legislação poderá antecipar o alcance da meta de aumentar em 18% a participação de bioenergia sustentável na matriz energética até 2030.

Os avanços nas políticas de monitoramento e controle nos biomas brasileiros também foram lembrados. Santhiago afirmou que a quarta fase do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal começa agora e está alinhada às metas internacionais do Brasil no contexto do Acordo de Paris. “A gente espera que a rapidez das respostas brasileiras influencie os demais países a terem ambição nessa agenda”, afirmou.

Otimismo - Os próximos passos do Brasil na agenda também foram analisados na audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas. A principal questão é a participação brasileira na 22ª Conferência das Partes (COP 22), marcada para novembro, em Marrakesh. “A projeção é otimista, mas depende de como os outros países vão atuar”, ponderou o subsecretário-geral de Meio Ambiente do Itamaraty, embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho.

A COP 22 terá como desafio regulamentar o Acordo de Paris, alinhavado em dezembro do ano passado por 195 nações. Juntos, eles selaram um pacto com esforços para evitar o aumento da temperatura média do planeta e os prejuízos associados. “Os piores cenários estão se confirmando e os últimos meses foram os mais quentes da história”, alertou o diretor executivo do CBC, Alfredo Sirkis. “A situação é preocupante com incêndios e enchentes em diversos lugares.”

Saiba mais - Um esforço global para conter a mudança do clima, o Acordo de Paris segue uma série de ritos para começar a valer. O pacto foi concluído pela comunidade internacional no fim do ano passado, na COP 21, e assinado em abril último. Agora, cada país que aderiu ao protocolo precisa transformá-lo em lei nacional. Para entrar em vigor, é necessário que pelo menos 55 países responsáveis por 55% das emissões globais de carbono ratifiquem o acordo.
 
Entre as potências mundiais, o Brasil é o que está mais avançado nesse processo. O Senado Federal aprovou no último dia 11 o projeto de decreto-legislativo que valida a adesão brasileira ao pacto, já apreciado, em julho, pela Câmara dos Deputados. Com isso, o país já está autorizado pelo Legislativoo instrumento de ratificação perante as Nações Unidas.
 
No contexto do Acordo de Paris, a meta brasileira de redução de emissões de gases de efeito estufa prevê mudanças em todos os setores da economia e, por isso, é considerada internacionalmente como uma das mais ambiciosas. O objetivo é cortar as emissões de carbono em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Vaga de emprego...

Estudo mostra que chimpanzés preferem cooperar a competir...

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A cooperação é considerada uma característica chave que separa os humanos dos animais, mas pesquisadores disseram nesta segunda-feira (22) que os nossos parentes mais próximos, os chimpanzés, também podem trabalhar em equipe.

Os chimpanzés são cinco vezes mais propensos a cooperar do que a competir e encontram maneiras de desencorajar a preguiça entre seus pares, de acordo com um estudo publicado na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

“Dado que a proporção entre conflito e cooperação é bastante similar em humanos e chimpanzés, nosso estudo mostra semelhanças surpreendentes entre as espécies e oferece uma nova visão sobre a evolução humana”, disse a autora principal, Malini Suchak, professora adjunta de comportamento animal, ecologia e conservação no Canisius College em Buffalo, Nova York.

Para este estudo, os pesquisadores do Yerkes National Primate Research Center recriaram o ambiente natural dos chimpanzés, colocando 11 exemplares em uma área verde ao ar livre perto de um aparelho com cordas que eles podiam puxar para obter recompensas.

Eles tinham de trabalhar em conjunto, em grupos de dois ou três animais, para obter os agrados, e podiam escolher quem seriam seus parceiros. Embora tenham começado competindo uns contra os outros, logo descobriram que era mais vantajoso trabalhar em equipe, ajudando uns aos outros.

Ao longo de 94 horas de testes, os pesquisadores contabilizaram 3.656 atos de cooperação bem sucedidos. Por outro lado, foram registradas mais de 600 interações competitivas – quando os chimpanzés roubavam recompensas sem ter trabalhado para obtê-las, empurravam outros ou começavam brigas.

Alguns dos chimpanzés superaram essas formas de competição “protestando diretamente”, ou se recusando a trabalhar na presença de um colega folgado – uma estratégia conhecida como “evasão” que também é usada pelos seres humanos.

Outras vezes, os chimpanzés mais dominantes intervinham para afastar os aproveitadores, mostrando o que os pesquisadores chamaram de punição por terceiros – também uma estratégia humana.

“Demos a eles a liberdade de empregar as suas próprias estratégias de execução, e resulta que eles são realmente muito bons em prevenir a competição e favorecer a cooperação”, disse Suchak.

De acordo com o coautor Frans de Waal, especialista em primatas e professor de psicologia na Universidade Emory, em Atlanta, Georgia, o estudo deveria levar os cientistas a reconsiderarem em que medida a cooperação contribui para a sobrevivência no mundo animal.

“Se tornou comum na literatura afirmar que a cooperação humana é única. Isto é especialmente curioso porque as melhores ideias que temos sobre a evolução da cooperação vêm diretamente de estudos com animais”, disse De Waal.
 
“O mundo natural está cheio de cooperação, desde as formigas até as baleias assassinas. Nosso estudo é o primeiro a mostrar que nossos parentes mais próximos sabem muito bem como desencorajar a competição e os aproveitadores. A cooperação ganha!”, completou.


Nasa vai lançar nave espacial para pesquisar a origem da vida...

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Os cientistas da Nasa, agência espacial norte-americana, estão fechando os retoques finais de uma nave projetada para se encontrar com o asteroide Bennu, em 2018, para coletar pistas sobre a origem da vida.

“Estamos a poucos dias de encapsular a carenagem do foguete (parte que ajuda a diminuir a resistência frontal), levar a nave até veículo Atlas V e começar a jornada de ida e volta até Bennu”, disse o principal pesquisador da missão, Dante Lauretta, no Centro Espacial Kennedy.

A missão de 1 bilhão de dólares, conhecida como Osiris-Rex, tem lançamento previsto para 8 de setembro, a partir da estação da Força Aérea dos Estados Unidos em Cabo Canaveral, na Flórida.

A nave espacial robótica movida a energia solar, construída pela Lockheed Martin, deve se encontrar com o asteroide 1999 RQ36, apelidado de Bennu, daqui a dois anos para mapeamento e pesquisas. Depois, um braço robótico irá coletar amostras e retornar em 2023.

Os cientistas estão interessados em estudar que minerais e produtos químicos contém o asteroide. Acredita-se que asteroides similares que colidiram com a Terra forneceram a matéria orgânica e a água necessários para a formação da vida.

“Esperamos encontrar materiais que datam de antes de nosso sistema solar”, disse Lauretta, acrescentando que as amostras físicas das missões Apollo à Lua nas décadas de 160 e 1970 ainda estão rendendo frutos científicos até hoje.


Valorização do jaborandi atrai parceiros...

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O Programa de Valorização do Jaborandi, realizado pelo Grupo Centroflora, de São Paulo, venceu o Prêmio Nacional da Biodiversidade (PNB), na categoria Empresa. Um ano depois, Paula de Moura, coordenadora do Departamento de Sustentabilidade da entidade, avalia a importância da vitória. “Um prêmio vindo do Ministério do Meio Ambiente tem um impacto forte na nossa reputação e dá credibilidade às ações que desenvolvemos”.

Em um momento difícil da economia, ela acredita que a atividade ganhou um apoiador recentemente em função da chancela recebida. “Fizemos uma ampla divulgação da notícia e temos certeza de que a nova parceria aconteceu muito em função desse primeiro lugar”, avalia.

O Programa de Valorização do Jaborandi tem como objetivo a preservação da biodiversidade, manejo, produção, comercialização sustentável da espécie e a criação e fortalecimento de cooperativas e associações de extrativistas.

Teve início em 2009, quando o Centroflora estava entrando no mercado do jaborandi (Pilocarpus microphyllus) para extrair pilocarpina, um ativo usado pela indústria farmacêutica, principalmente na fabricação de colírio para tratamento do glaucoma, e percebeu gargalos que podiam ameaçar os negócios e a preservação da planta, considerada em risco de extinção.

“Na época, a colheita não era feita por galhos. A planta inteira era arrancada da terra, prejudicando sua reprodução. Outro problema era que os trabalhadores ganhavam pouco porque havia os atravessadores que ficavam com a maior parte dos lucros”, conta Paula.

Técnicas de manejo - O Programa de Valorização do Jaborandi investiu em capacitações, com atenção especial para o ensino de uma técnica correta de poda, galho a galho, com tesouras apropriadas. “A gente não tinha conhecimento de como fazer e maltratava muito a planta, arrancando de qualquer jeito. Hoje fazemos seu manejo de forma sustentável”, explica o folheiro Gilson Moraes, cooperado e diretor financeiro da Cooperativa dos Extrativistas da Flona de Carajás (Coex-Carajás).

Aos 33 anos, o paraense está na atividade desde os onze e fala com o orgulho das mudanças que vieram após o trabalho do Centroflora e parceiros. “Eles foram para lá, viram como a gente trabalhava, fizeram várias reuniões e deram início às capacitações”, relembra.

Para garantia de uma renda justa aos folheiros, o programa investiu na formação de associações e cooperativas, para diminuir ou mesmo excluir a presença dos atravessadores, fortalecendo a economia solidária. “A negociação dos preços, a cada safra, é feita diretamente com as cooperativas, respeitando-se características locais”, explica Paula. “Os extrativistas hoje são cooperados que trabalham para eles mesmos”, comemora. A empresa compra cerca de 250 toneladas anuais de folhas de jaborandi, a um preço que chega a R$ 9 por quilo.

“Hoje temos muitas vantagens, conhecimento do lucro, venda por um preço razoável e tudo fica nas cooperativas. Foi uma melhora de 100%, posso garantir”, diz Gilson. Para ele, o Prêmio Nacional da Biodiversidade é um reconhecimento dos esforços de todos os envolvidos. “Estou muito feliz, o prêmio foi muito bom, foi ótimo”.

O programa envolve 500 famílias nos três pólos de atuação, no Pará, Maranhão e Piauí, onde está sediada a Unidade Farmoquímica do Centroflora.

Reconhecimento – Iniciativas, atividades e projetos concluídos ou em estágio avançado de execução, que apresentem resultados e impactos comprovados para a melhoria do estado de conservação da biodiversidade brasileira, podem participar da segunda edição do Prêmio Nacional da Biodiversidade (PNB).

As inscrições estão abertas até 22 de outubro. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (SBF/MMA). Tem como objetivo reconhecer ações que se destacam na contribuição para o alcance das Metas Nacionais de Biodiversidade.

Em sua segunda edição, o PNB contempla sete categorias: Sociedade Civil, Empresas, Iniciativas, Comunitárias, Academia, Órgãos públicos, Imprensa e, Ministério do Meio Ambiente. A Comissão Julgadora selecionará três finalistas e um vencedor em cada categoria, de acordo com os seguintes critérios: estado de conservação da espécie; impacto; caráter social; e inovação.

Premiação - Os vencedores serão agraciados com troféu e certificado, em solenidade no dia 22 de maio de 2017, em Brasília-DF, quando se comemora o Dia Internacional da Biodiversidade. Também será concedido o Prêmio Especial “Júri Popular”, cujo resultado é definido por votação eletrônica no sítio do MMA.

São elegíveis iniciativas que promovam a manutenção ou a mudança para uma categoria de menor risco de extinção da espécie ou demonstrem evidências claras que comprovem o alcance de, ao menos um, dos seguintes itens: Redução do declínio ou aumento do tamanho da população; redução da fragmentação ou aumento da conectividade entre as subpopulações; ampliação da área de distribuição da espécie, mesmo que seja por identificação de novas áreas ou; redução das ameaças às populações das espécies.


Estudo descreve quatro novas espécies de tubarão...

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Se algum zoólogo brasileiro anunciasse a descoberta no país não apenas de uma, mas de quatro espécies de mamíferos de médio porte de uma só vez, o achado seria festejado pela comunidade científica mundial. O mesmo entusiasmo deveria valer também para a descoberta, em uma só tacada, de quatro novas espécies de tubarões na costa brasileira.

A descrição de quatro novas espécies de tubarões foi recentemente publicada no periódico Zootaxa, em artigo assinado por Sarah Tházia Viana, Marcelo Rodrigues de Carvalho e Ulisses Gomes.

A pesquisa é resultado do mestrado e doutorado de Viana – apoiada pela FAPESP com bolsas de doutorado e de estágio de pesquisa no exterior. Ela teve a orientação de Carvalho, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e especialista no estudo da sistemática, morfologia e evolução de peixes cartilagíneos, que incluem os tubarões, as raias e as quimeras. Terceiro signatário do artigo, Gomes é da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

“O estudo só foi possível graças à FAPESP, que me permitiu visitar as principais coleções do mundo, sem o que as identificações das novas espécies não teriam sido possíveis”, atesta Viana.

De acordo com Carvalho, desde os anos 1980, havia indícios recorrentes de que alguns espécimes de tubarões capturados no litoral brasileiro não coincidiam exatamente com a morfologia das espécies do gênero Squalus às quais se considerava que pertencessem.

Segundo o biólogo, isso acontece porque Squalus é um gênero que ocorre em todos os oceanos, e as descrições foram baseadas em espécimes-tipo muitas vezes antigos e malpreservados, depositados na Europa, Estados Unidos, Japão e Oceania. Outro fator é que as diferenças entre as espécies são muito pequenas. Squalus, aliás, foi um dos primeiros gêneros de tubarão descritos por Lineu ainda em 1758.

Até a publicação do artigo dos pesquisadores brasileiros, existiam 26 espécies reconhecidas de Squalus nos mares do planeta. Agora são 30. Os novos integrantes são Squalus albicaudus, S. bahiensis, S. lobularis, e S. quasimodo.

“São animais pequenos, quando comparados aos tubarões que estamos acostumados a ver no cinema, como o grande tubarão branco e o tubarão-tigre, ambos com mais de 5 metros”, diz Viana. As novas espécies têm cerca de 70 cm e pesam uns 4 kg.

As quatro novas espécies não habitam a plataforma continental brasileira. O seu habitat começa onde a plataforma continental termina e se estende em direção às profundezas abissais. “Eles vivem a partir dos 300 metros de profundidade. Pouco se sabe sobre a biologia desses peixes. Os exemplares que conhecemos foram capturados por pescadores com redes em alto-mar ou provenientes de coletas oceanográficas realizadas há mais de 20 anos”, afirma Viana.

Amazônia Azul – Para descrever as novas espécies, ainda no mestrado Viana visitou diversas coleções brasileiras do Sul ao Nordeste. Salvo algumas poucas exceções, entre elas as coleções do Museu de Zoologia da USP, do Museu Nacional no Rio de Janeiro, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e da Universidade Federal da Paraíba, faltavam séries maiores de exemplares para o estudo.

Nos Estados Unidos, Viana pôde avaliar um número maior de representantes do Atlântico Sul nas coleções de Nova York, Washington, São Francisco, na Flóridae da Universidade Harvard.

Como todos aqueles acervos ainda não permitiam a realização da diagnose das novas espécies, no doutorado Viana teve que viajar pelo mundo atrás de espécimes de Squalus, incluindo os espécimes-tipo. Começou pela África do Sul, seguiu pela Austrália e Nova Zelândia e passou pela Europa, analisando os mesmos espécimes estudados por Lineu na Suécia. A pesquisa se estendeu por Londres, Berlim, Hamburgo e Viena. Por fim, no Japão, esteve em Hokkaido e Tóquio. Atualmente, Viana se encontra na África do Sul.

Foi a partir da análise comparativa detalhada dos animais brasileiros com a morfologia externa (morfometria, dentição e padrões de coloração) e a morfologia esquelética dos diversos espécimes-tipo que os pesquisadores conseguiram diagnosticar a validade das quatro novas espécies.

“O próximo passo, talvez no pós-doutorado, poderá ser estudar a biologia molecular dessas espécies de Squalus da nossa região”, diz a pesquisadora.

A descrição de quatro novas espécies de tubarões da costa brasileira pode ser encarada como a ponta do iceberg da biologia marinha desconhecida que habita a chamada Amazônia Azul, o território marítimo brasileiro cuja área corresponde a aproximadamente 3,6 milhões de quilômetros quadrados.

“O que conhecemos da nossa fauna marinha se limita às espécies que vivem no litoral”, diz Carvalho. Para estudar em alto-mar é necessário embarcações apropriadas, equipamentos e, sobretudo, robôs marinhos teleguiados. E, no Brasil, só quem os tem é a Petrobras.

“Apesar de o estudo da biodiversidade e da evolução exigir um incentivo relativamente pequeno, o trabalho sobre Squalus demonstra que desconhecemos muito ainda sobre a nossa biodiversidade e recursos, ressaltando a importância de se investir na formação de sistematas qualificados”, completa Carvalho.