segunda-feira, 25 de julho de 2016

Catalogar todas as espécies de árvores da Amazônia levaria 300 anos, mostra levantamento...

 


A Floresta Amazônica tem uma variedade tão grande espécies de árvores que catalogá-las levaria três séculos, segundo estimativas de um novo estudo.

O trabalho publicado no periódico Scientific Reports fez um levantamento dos mais de 500 mil exemplares reunidos por museus nos últimos 300 anos.

E mostrou que aproximadamente 12 mil espécies foram descobertas até hoje.

Com base nesse número, cientistas preveem que ainda restam a serem descobertos ou descritos em detalhes cerca de 4 mil tipos raros de árvores.

Só foi possível elaborar essa lista graças à digitalização dos acervos de museus ao redor do mundo. Os pesquisadores dizem que ela ajudará quem busca proteger a florestal tropical com a maior biodiversidade do mundo.

“A lista dará aos cientistas uma melhor noção do que há de fato na bacia amazônica, e isso contribuirá com os esforços de preservação”, diz um dos autores do estudo, Hans ter Steege, do Centro de Biodiversidade Naturalis, da Holanda.

Levantamento aponta que 30% da cidade de SP ainda tem Mata Atlântica...

 


Levantamento da Prefeitura rastreou pedaços da vegetação nativa que sobraram na capital paulista e descobriu que 30% da cidade de São Paulo ainda tem Mata Atlântica. O mapeamento foi feito em parceria com o Instituto Florestal do governo do estado e com a SOS Mata Atlântica.

Essa é a primeira vez que se leva em conta pequenas áreas da cidade que ainda escondem o verde. Um condomínio no Morumbi, na Zona Sul, construído há 40 anos, preserva uma área de Mata Atlântica em meio aos prédios.

Juntando as pequenas áreas com as grandes manchas de vegetação nativa dá 30% de Mata Atlântica na cidade. Durante oito meses, foram mapeados 4.496 pontos, concentrados mais no extremo Norte e principalmente no extremo Sul. A menor área tem 85 metros quadrados.

No último dia 5, mapeamento feito pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), obtido com exclusividade pelo G1, mostrou que o estado de São Paulo tem 22,9% (cerca de 3,9 milhões de hectares) de sua Mata Atlântica original. A análise anterior considerava que o índice era de 16,2% (2,7 milhões de hectares).

A diferença no índice foi possível por uma mudança de 3 hectares para 1 hectare como área mínima de identificação. Com a nova metodologia é possível considerar também áreas com vegetação de porte florestal que tenham sinais de alteração ou que ainda estejam em estágios iniciais de regeneração.


Cidades da América Latina precisam controlar poluição do ar, diz médica da Opas...

 


Metrópoles da América Latina, como São Paulo, dedicam-se mais a adotar medidas para facilitar o fluxo de veículos do que fazer o controle da poluição do ar, disse a médica da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Agnes Soares. A especialista participou na quinta-feira (21), na capital paulista, do 13º encontro técnico de alto nível: Contaminação Atmosférica e os Desafios das Grandes Cidades.

De acordo com a OMS, o nível de poluição considerado aceitável é de 10 microgramas por metro cúbico. No entanto, a meta vem sendo cumprida apenas por países mais ricos. Durante a 21ª Conferência do Clima (COP 21), os países latino-americanos concordaram com os compromissos de coibir as mudanças climáticas provocadas pela contaminação atmosférica. Dados da organização de saúde, obtidos por medições oficiais dos países e de registros de satélites, indicam que 80 mil mortes anuais em países da América Latina e Caribe têm relação com emissão de combustíveis fósseis.

Ela defendeu que os gestores das cidades se voltem para o controle da contaminação do ar, que contribui para doenças pulmonares obstrutivas crônicas, câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração e derrame. “Pouca gente tem ideia do peso que tem a contaminação do ar para doenças cardiovasculares. Por isso, a necessidade de baixar os níveis de contaminação para os propostos pela Organização Mundial de Saúde [OMS]”, disse.

“Muitos países ainda não têm controle da emissão dos veículos e da qualidade do combustível usado”, disse a especialista. “Se a gente quer resultados diferentes, não pode fazer as coisas como vem fazendo”, criticou.

A médica citou como exemplo o Paraguai, que ainda discute a regulação do uso de diesel. No México, após grande esforço político, os país conseguiu atualizar a legislação num processo participativo, iniciativa que ajudou a melhorar os parâmetros de qualidade do ar.
“Mas tem sido dramático. A gente tem acompanhado do ponto de vista da saúde. Neste ano, até junho, só 20 dias foram considerados limpos. Não é simples conseguir ações para controlar o problema”, afirmou Agnes Soares sobre a situação mexicana. A capital do país, Cidade do México, por exemplo, figura como uma das cidades do mundo com maior número de automóveis e uma das com pior qualidade do ar.


ONU convoca países para ratificar Acordo de Paris no dia 21 de setembro...

 


Líderes mundiais se reunirão no dia 21 de setembro, em Nova York, para ratificar o acordo de Paris sobre mudanças do clima. O encontro, convocado pelo chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, visa a acelerar o processo para restringir as emissões de gases do efeito estufa. No Brasil, o tratado ainda precisa do aval do Senado. Esse é o último passo para que o acordo tenha validade em território nacional.

O pacto firmado pelo país e mais 194 nações no final do ano passado, na capital francesa, quer limitar as mudanças climáticas ao estabelecer metas para frear o aumento da temperatura no mundo. O tratado tem força de lei internacional, com obrigações e recomendações aos países signatários. Cada país deve ter sua própria meta para reduzir emissões poluentes. Para entrar em vigor, é necessário que pelo menos 55 países, responsáveis por pelo menos 55% das emissões globais, ratifiquem o texto.

O acordo estabelece que um valor mínimo de US$ 100 bilhões anuais deverem ser transferidos de países chamados “desenvolvidos” aos mais pobres até 2025, para custear ações de combate à poluição. Concluído em dezembro de 2015, o Acordo de Paris limita o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, além de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C.

Metas – Para atingir o objetivo, o tratado estabelece metas individuais de cada país para a redução de emissões de gases de efeito estufa. No caso do Brasil, o objetivo é reduzir 37% até 2025 e 43% até 2030 as emissões.

“Isso significa que deveremos, em 2025, ter níveis de contribuição per capta de 6,2 toneladas de carbono equivalente e até 5,4 toneladas de emissões per capta até o ano de 2030. A meta vale para o conjunto da economia”, explica o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Everton Frask Lucero.

Segundo a ONU, o acordo substitui outras metas referentes à diminuição da emissão de gases do efeito estufa estipulada no Protocolo de Kyoto e deve ser revisto a cada cinco anos. Não há previsão no texto de quando as emissões precisam parar de subir para que seja garantida a manutenção do aumento da temperatura entre 1,5ºC e 2ºC.

Brasil – De acordo com Lucero, o país prepara um detalhamento do método usado para cumprir as metas estabelecidas. O compromisso foi assumido após uma série de pesquisas e consultas aos diversos setores da sociedade. Criado para suceder o Protocolo de Kyoto, o tratado deve vigorar plenamente a partir de 2020, ano em que termina a validade do acordo anterior.

“Por exemplo, no setor de florestas e uso da terra, nós indicamos que até 2030 deveremos chegar a um desmatamento ilegal zero e à compensação pela supressão legal de vegetação – que é aquela autorizada pelo código florestal”, aponta.

Na agricultura, a meta brasileira é restaurar e reflorestar uma área de 12 milhões de hectares. Além disso, restaurar mais 15 milhões de áreas degradadas e aumentar em 5 milhões de hectares o sistema de integração lavoura pecuária e floresta. Já no setor energético, o objetivo é aumentar a 18% o uso de biocombustíveis sustentáveis.

“Nós devemos atingir 45% de energias renováveis na nossa matriz energética, sendo que desses 28 a 33% de fonte não hídrica, aí incluída energia eólica e solar. E também esperamos ter ganhos de eficiência energética no setor em torno de 10%”, detalha Lucero.

Segundo o secretário, o governo brasileiro deve divulgar as metas dentro dos próximos meses e viabilizar a implementação das estratégias no país. “Grandes países já indicaram que poderão ratificar o acordo ainda neste ano. Com a aprovação do Acordo pelo Senado, poderemos estar entre os primeiros grandes países a ratificar o acordo. Isso será uma sinalização muito importante para manter o Brasil na liderança dessa negociação e desse processo internacional.”

Vaga de emprego...Job...

sábado, 23 de julho de 2016

Vaga de emprego...

Geração eólica cresce 77% e consumo de etanol, 18,6% em 2015...

 
 
A matriz energética brasileira ficou mais limpa no ano passado, principalmente com o crescimento significativo do consumo de energia proveniente de fontes eólicas e do etanol. Simultaneamente, caiu a demanda por gasolina, informa a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que divulgou na sexta-feira (22) a edição deste ano do Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional (BEN). O relatório revela ainda que, no ano passado, o consumo de energia proveniente de fonte eólica aumentou 77,1% em relação a 2014 e que o de etanol cresceu 18,6%. Ao mesmo tempo, o consumo de gasolina caiu 9,5%. A nova edição do relatório apresenta em detalhes a contabilização da oferta, da transformação e do consumo final de produtos energéticos no país, tendo por base o ano de 2015. O BEN mostra que a oferta interna de energia (total disponibilizado no país) atingiu 299,2 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, registrando uma redução de 2,1% em relação ao ano anterior. Segundo a EPE, empresa responsável pelo planejamento energético do país, a queda foi influenciada pelo comportamento da oferta interna de petróleo e derivados, que caiu 7,2% no período em consequência do superávit nos fluxos de exportação e importação destas fontes energéticas. “Contribuiu ainda para a queda da oferta interna bruta o enfraquecimento da atividade econômica em 2015, ano em que o PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país] nacional contraiu 3,8%, segundo o último dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE]”, ressalta a empresa. Em contrapartida, do ponto de vista da energia elétrica, houve expressivo avanço da participação de renováveis na matriz elétrica de 74,6% para 75,5%, o que é explicado pela queda da geração térmica à base de derivados de petróleo e pelo incremento da geração à base de biomassa e eólica. Esse avanço veio a compensar a redução de 3,2% da energia hidráulica, com a oferta interna de energia elétrica caindo 8,4 terawatts-hora (TWh), retração de 1,3% em relação a 2014. Já a geração eólica atingiu 21,6 TWh – crescimento de 77,1% – ultrapassando assim no ano passado a geração nuclear. A potência eólica atingiu 7.633 megawats (MW), uma expansão de 56,2%. Os dados da publicação da EPE confirmam a queda de 1,9% no consumo final de energia em relação ao ano anterior – nos setores industrial e de transportes, a variação foi de -3,1% e -2,6%, respectivamente. Já o setor industrial teve o consumo reduzido em 2,7 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, com impacto da queda do consumo de carvão vegetal (-6,5%) e de eletricidade (-5%) no setor siderúrgico, e do bagaço de cana (-3,9%), nesse caso, em decorrência da queda na produção de açúcar. Demanda cai no setor de transportes – Ainda em função da crise econômica que o país enfrenta, a demanda energética caiu 2,3 milhões de toneladas equivalentes de petróleo no segmento de transportes, principalmente em virtude da queda de 4,3% do consumo de óleo diesel, consequência da menor atividade do setor de transporte de carga. Apesar da retração, um fato positivo é que, no ano passado, houve o percentual renovável na matriz de consumo do setor de transporte passou de 18% para 21%. Essa evolução é consequência direta do menor consumo de gasolina (-9,5%), em parte compensado pelo maior consumo de etanol (+18,6%). Em 2015, o total de emissões antrópicas (termo usado em ecologia que se refere a tudo que resulta da atuação humana) associadas à matriz energética brasileira atingiu 462,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (Mt CO2-eq), contra 485,1 milhões de toneladas equivalentes verificada em 2014.

Pássaro recebe bico de titânio feito com impressora 3D na China...

 



Um pássaro que perdeu metade do bico durante uma briga no Zoológico de Guangzhou, no sul da China, vai poder voltar a comer normalmente. O grou-da-Manchúria chamado Lili recebeu um bico de titânio feito com impressora 3D. Depois de usar bicos de plástico para descobrir o tamanho e formato ideais, técnicos imprimiram uma prótese feita de titânio, material escolhido pela força e resistência. A cirurgia para implantar a prótese foi feita em um hospital veterinário de Guangzhou e durou cerca de meia hora. Logo em seguida, o pássaro já pôde pegar peixes de um balde normalmente. O grou-da-Manchúria está entre os grous mais raros e maiores do mundo, medindo cerca de 1,5 metro. Há apenas cerca de 2.750 espécimes vivendo na Rússia, China, Mongólia, Japão e Coreia. Uma de suas características mais distintivas é uma mancha vermelha no alto da cabeça. Eles podem viver até 70 anos e são vistos pela cultura chinesa como símbolos de longevidade e nobreza.

Sabemos como lidar com florestas temperadas, mas não as tropicais, diz FAO...

 

O mundo dispõe do conhecimento e da tecnologia necessários para conduzir de maneira sustentável as florestas temperadas, mas não ocorre o mesmo com as tropicais, afirmou nesta sexta-feira o diretor-geral adjunto da Organização da Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), René Castro. Em entrevista à Agência Efe ao término do Comitê Florestal da FAO, o responsável considerou que, sabendo como tratar as florestas temperadas com sustentabilidade, a “maior tarefa pendente é não poder fazer o mesmo com as tropicais”. Para este tipo de florestas, onde o desmatamento é maior e a cada ano são perdidos sete milhões de hectares, “não temos nem o mesmo conhecimento e nem a experiência suficientemente sistematizada de como conduzi-las”, garantiu o responsável, que reconheceu algumas experiências de êxito e outras muitas que fracassaram. O ex-ministro de Ambiente e Energia da Costa Rica destacou que seu país foi um dos poucos do mundo tropical que conseguiu deter a perda de cobertura florestal com madeiras naturais, enquanto o Vietnã conseguiu essencialmente com florestas plantadas e o Brasil realizou avanços a grande escala. No entanto, em geral falta uma “resposta científica e técnica completa”, por isso que é preciso esperar que a meta fixada de deter o desmatamento para 2030 seja cumprida em nível global, mas não em todos os países ou regiões, segundo Castro. Outras florestas que receberam a atenção do Comitê são as das zonas áridas, terras que ocupam 6,1 bilhões de hectares (45% da superfície terrestre) e nas quais vivem 2 bilhões de pessoas (90% em países em desenvolvimento). Ali, a mudança climática está tendo um efeito “devastador”, piorando as condições de milhões de pessoas que, como no Sahel, tiveram que emigrar, disse o diretor florestal da FAO. Para reverter essa tendência, Castro ressaltou medidas como a criação de um novo grupo de trabalho especializado em sistemas florestais de zonas áridas e os projetos da agência em 20 países africanos que visam melhorar sua gestão. Diante da velha rivalidade entre a atividade florestal e a agrícola no uso dos recursos naturais, o diretor-geral adjunto deu o debate por encerrado e enfatizou que, segundo dados recopilados neste ano, mais de 20 países conservaram sua superfície florestal ao mesmo tempo que elevaram seus níveis de segurança alimentar. Castro explicou que esses países, muitos deles em desenvolvimento e com uma população crescente de aspirações econômicas “sofisticadas”, “puderam dizer que não é necessário cortar mais florestas para fornecer alimentação e desenvolver a agricultura”, ao alcançar isso mediante fórmulas como a intensificação agrícola e a inovação tecnológica. Segundo sua opinião, ditas experiências são um ponto de inflexão, já que, até agora, só se tinham as provas dos países ricos, que primeiro cortaram árvores para construir navios e fábricas, e depois se desenvolveram, marcando o resto desse caminho. Os tempos mudaram e atualmente a inovação tecnológica permite, por exemplo, explorar de forma limpa o ciclo de vida dos produtos de madeira -desde móveis e materiais de construção até combustível-, que acumulam o carbono e contribuem para reduzir as emissões de CO2. Também existem ferramentas para obter informação em tempo real, que até há pouco custavam milhões de dólares e levavam anos para serem desenvolvidas. Castro indicou que estas são aplicáveis à luta contra os incêndios florestais, à identificação antecipada de espécies invasoras, fenômenos exacerbados com a mudança climática. “É uma mudança tecnológica abrupta porque no passado tínhamos essa capacidade, mas não a podíamos transferir aos governos e nem às pessoas (como agricultores ou acadêmicos) porque era preciso equipementos muito sofisticados. Agora qualquer um pode fazer”, acrescentou.

Kerry defende eliminação progressiva de gases HFC contra efeito estufa...

 



O secretário de estado dos Estados Unidos, John Kerry, pediu na sexta-feira aos signatários de um pacto internacional sobre a camada de ozônio que apoiem a eliminação progressiva de hidrofluorcarbonetos (HFC) – gases do efeito estufa milhares de vezes mais potentes que o dióxido de carbono (CO2). “A mudança climática está acontecendo – e está acontecendo mais rápido do que a maioria de nós pensávamos”, disse Kerry. “Semana após semana, mês após mês, ano após ano, continuamos a ver novas provas, evidências tangíveis, do perigo que a mudança climática representa para o nosso planeta. O ano passado foi o mais quente já registrado na história, (…) mas 2016 está caminhando para ser ainda mais quente”, acrescentou. As declarações foram feitas em uma conferência em Viena que reuniu cerca de 200 signatários do Protocolo de Montreal de 1987. De acordo com o Protocolo, implementado por 196 nações e a União Europeia, todos os membros das Nações Unidas se comprometem a eliminar os produtos químicos que destroem a camada de ozônio conhecidos como clorofluorcarbonetos (CFC), que já foram amplamente utilizados em aerossóis, solventes e para refrigeração. O tratado conseguiu cortar essas substâncias e ajudar na recuperação do ozônio, mas desde então passou a enfrentar um novo desafio, que surgiu com os HFC. Os HFC, gases sintéticos usados para refrigeração (em geladeiras, por exemplo), passaram a ser utilizados em maior escala pela indústria em substituição aos CFC, após estes serem banidos pelo Protocolo. Embora não afetem a camada de ozônio, como os CFC, os HFC têm um forte impacto no efeito estufa, contribuindo para o aquecimento global. Desse modo, as nações concordaram em discutir uma emenda ao Protocolo para incluir a eliminação progressiva dos HFC. A conferência de Viena foi a última reunião antes de um acordo final que deverá ser alcançado em outubro, em Ruanda. “Os HFC (…) são motores excepcionalmente potentes da mudança climática – milhares de vezes mais potentes, por exemplo, do que o CO2″, disse Kerry. “A alteração do Protocolo de Montreal para reduzir os HFC é um dos passos mais importantes que o mundo poderia dar neste momento para evitar os piores impactos da mudança climática”, completou. O secretário de Estado disse que a iniciativa pode ajudar a evitar um aumento da temperatura global de 0,5 graus Celsius até o final do século. Nos termos do acordo climático internacional alcançado em Paris no ano passado, 177 governos definiram a meta de limitar o aquecimento global “bem abaixo” de dois graus Celsius, em comparação com os níveis pré-industriais.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Vale conhecer: biodiversidade da Austrália – muito mais do que cangurus e coalas...

 







A Austrália é um país que valoriza muito a vida marinha e a natureza. E se você está pensando em viajar para essa região – ou quem sabe fazer um intercâmbio na Austrália, saiba que é bem provável se deparar com animais do grupo marsupiais, como cangurus e coalas – considerados símbolos do território australiano e os vombates; animais robustos e escavadores, chegando a pesar até 36 quilos.

Porém, essas espécies emblemáticas representam apenas uma fração de vida selvagem do país. Por lá, as diferentes formas de vida são impressionantes. E essa é uma das razões pelas quais os turistas visitam a Austrália. 
 
Na Tasmânia, por exemplo, o turista pode se surpreender com a vida selvagem existente na região, que oferece praias intocadas, e ainda a famosa trilha Overland, com 65 km de Cradle Mountain até o lago St Clair. Aos adeptos de uma boa caminhada ou para os corajosos que descem as corredeiras em um bote sem medo de ser feliz, saibam que a costa oeste da Tasmânia é o lugar ideal para essas práticas.
 
Para quem gosta de frio pode separar um tempinho para conhecer os Alpes Australianos. As montanhas cobertas de neve são a sensação desse lugar, que impressiona na região de Nova Gales do Sul. A prática de rafting e o próprio esqui na neve são bastante comuns no local.
 
O Kings Canyon é outra boa alternativa. O antigo cânion de arenito se eleva acima das densas florestas de palmeiras. Nele, o turista pode observar uma importante área preservada e um refúgio para mais de 600 espécies de plantas nativas e animais exclusivos daquele habitat. A dica aqui é subir até o topo da borda do Kings Canyon na hora do nascer ou do pôr do sol. A vista é belíssima!
 
Passeie também pela Cordilheira de Flinders. Sua estrutura encorpada abrange bacia rochosa, paisagens lunares e lagos árido, opalas e fósseis, parques nacionais e arte rupestres aborígines. A dica imperdível para o turista é realizar um voo panorâmico sobre Wilpena Pound, um anfiteatro natural imenso bem no centro da cordilheira. Do céu, parece um mundo antigo e perdido.
 
Outro ponto interessante está relacionado à exótica flora australiana, que assim como a fauna é bastante diversificada e apresenta rara beleza natural. São várias espécies de flores e plantas que podem ser encontradas nas florestas tropicais e subtropicais. Um verdadeiro colírio para biólogos, ecologistas e amantes da natureza, que prezam pelo cuidado diário desses habitats.
 
O país, além de apresentar qualidade de vida e clima agradável como pontos positivos, possui ainda aquários gigantescos, esportes de aventura e zoológicos com uma estrutura invejável. Inclusive dispõe da maior biodiversidade marinha do mundo, contabilizando mais de 32 mil espécies identificadas, segundo o Censo 2013. 
 
E para proteger toda essa riqueza, o Departamento de Conservação da Austrália que mantém os parques nacionais abertos ao público, possui uma infraestrutura muito bem elaborada dentro de cada um deles. São os chamados skywalks, pontilhões aéreos dentro da mata, que possibilitam que os turistas tenham uma visão panorâmica e não pisem no solo, e consequentemente, não destruam a vegetação.
 
Nesses skywalks é possível observar e fotografar pássaros e plantas nativas. Bromélias, Cipós, Limos, Frutos, e diversos tipos de ninhos de pássaros, estão localizados perto da copa das árvores, o que proporciona uma perspectiva bem diferente da floresta. Vários parques nacionais possuem essa facilidade, inclusive com acesso para deficientes físicos e pessoas em cadeiras de rodas. 
 
Vale ressaltar que, quanto aos animais silvestres, todos eles são protegidos na Austrália. Isso significa que o turista não pode matar ou importunar o animal e, se isso acontecer, multas são aplicadas. Para o Departamento de Conservação, a regra é clara: “Não deixe traços de que você esteve lá, e só traga de volta boas recordações, seus pertences, e muitas fotos".
 
Para quem ama viver no meio da natureza e ainda não tirou o visto para Austrália, comece a se planejar, pois a biodiversidade da região é uma verdadeira aula de ecologia.

 
 
 
 

 

Downsizing: a tecnologia que encolhe motores, reduz poluição, mas mantem potência...

 


Motores de grande capacidade tradicionalmente são relacionados à grandes potências, porém a duras penas pagas pelo alto consumo. Entretanto, existe uma nova tendência na indústria automotiva que permite que o motorista tenha alta performance com um motor menor, de baixo consumo e, consequente, menor emissão de gases, o “downsizing”.

De forma simples, o downsizing envolve reduzir a capacidade cúbica do motor do carro (aquele número 1.0, 1.4, 1.8…) para melhorar a eficiência – reduzindo a emissão de CO2 e o consumo de combustível – porém atrelado à uma forma inteligente de engenharia e desenvolvimento que consegue fazer com que essa redução não comprometa a potência e a performance.

Importante notar que o downsizing não implica necessariamente no desenvolvimento de carros menores, uma vez que a tecnologia pode ser aplicada em motores de diversos tamanhos, inclusive em motores V8, a exemplo da tecnologia EcoBoost da Ford presente em carros esportivos como Viper e que chega ao Brasil ainda neste ano.

A Ford estabeleceu metas avançadas no projeto do motor EcoBoost tanto em termos de eficiência como de requisitos de funcionamento silencioso e refinado. O resultado é uma nova referência para os motores a gasolina em todo o mundo.

No evento de lançamento dessa tecnologia, em São Paulo, o diretor de Engenharia de Powertrain (Motores e Transmissões) da Ford América do Sul , Enio Gomes explicou:
O melhor exemplo para entender essa tecnologia é que o EcoBoost oferece a potência de um V8 com a economia de combustível de um V6. Ou a potência de um V6 com a economia de combustível de um motor de quatro cilindros em linha. Além disso, é relativamente mais acessível que outras tecnologias muito sofisticadas.

A economia, inclusive, é o ponto focal que mostra a importância desta tecnologia para o meio ambiente uma vez que estimula o consumidor a procurá-la, já que possibilita manter a mesma potência, com menor consumo de combustível e, consequentemente, menor impacto por descarte de gases na atmosfera. A vantagem nesta questão se mostra importante para a popularização, levando à renovação da frota cujos motores antiquados costumam ser mais pesados e poluentes.

Sendo assim, a tecnologia downsizing pode se mostrar uma grande aliada na redução do impacto ao meio ambiente.



Brasileiro cria embalagem picotada para lanches que reduz a necessidade de guardanapos...

 


As vezes grandes resultados surgem de pequenas mudanças. Esse pode ser o caso da embalagem "Keep Clean" criada pelo brasileiro Gabriel Xavier, cuja ideia surgiu ao notar que quando compramos o lanche de um fast-food, jogamos a caixa fora e seguramos diretamente com as mãos ou com guardanapos. Então, por que não usar a caixa como suporte?

Para isso, o carioca de 30 anos que é estudante de Engenharia de Produção, teve a ideia de picotar a embalagem nas duas direções, assim ela possa ser aberta ao meio (imagem acima) liberando o sanduíche para consumo.

Economizar um guardanapo ou dois pode parecer pouco, mas se lembrarmos que são consumidos bilhões de hambúrgueres anualmente pelo mundo, fica mais clara a vantagem dessa inovação.

Gabriel patenteou sua ideia e está a procura de restaurantes que se interessem pela novidade, sejam grandes redes ou foodtrucks com uma pegada mais sustentável e esperamos que ele consiga tornar isso o padrão de mercado!
 


Fortaleza começa a testar carros elétricos compartilhados...

 


Quem passa pelo pequeno Zhidou EEC L7e-80 não consegue ficar indiferente. Exposto em um shopping de Fortaleza, o minicarro chama a atenção das pessoas para os testes com os veículos que farão parte do sistema de carros compartilhados em implantação na cidade. A principal novidade do modelo é o fato de ser 100% elétrico.

“É um carro muito pequeno, ocupa um espaço bem menor na cidade. Poderia colocá-lo em qualquer lugar. Dá vontade de levar para casa. Quando eu e meu filho o vimos, disse que ele daria certinho para a gente”, conta o professor Assis Oliveira, de 41 anos.

O edital de chamada pública para escolher a empresa responsável pela implantação e operação do sistema foi lançado em janeiro e tinha como exigência a utilização de carros elétricos. Além do Zidhou, com capacidade para duas pessoas (motorista e carona), há também o BYD e6, mais espaçoso e que leva 5 pessoas. Ambos são importados da China e operam com placa de testes e experiência (placa na cor verde), pelo fato de ainda não serem homologados no Brasil.



O engenheiro da Prefeitura de Fortaleza responsável pelo projeto, Sued Lacerda, explica que a fase de testes serve exatamente para chamar a atenção da população e também para que os futuros usuários se familiarizem com os modelos e com a forma de funcionamento do sistema:

“Esta fase está sendo muito positiva. A população está muito curiosa e boa parte está interessada e procurando informações no estande. Já temos quase 200 cadastros. Eu acompanhei um usuário e ele ficou muito satisfeito e curioso pelo fato de o carro não fazer muito barulho. Gostou também da praticidade de o carro ser automático.”

 

Autonomia de 250 km


Os testes são feitos no modelo BYD e6. O estudante Wilker Ferreira Diógenes fez seu cadastro no shopping e, em seguida, já entrou no carro para dar uma volta pelo estacionamento. As portas do veículo são destravadas por um aplicativo e o carro começa a funcionar ao apertar em um botão na lateral do volante. As informações sobre a carga da bateria e o consumo em quilowatts (kW) são alguns detalhes que aparecem no painel digital. A bateria do modelo leva 3 horas para carregar completamente e tem autonomia de 250 quilômetros.

Além do câmbio automático, outra diferença do BYD e6 em relação aos carros convencionais é a localização do freio de mão, que, na verdade, fica do lado do pé esquerdo. Pela força do hábito de dirigir carros com embreagem, Wilker acabou acionando o mecanismo sem querer (por conta da baixa velocidade com que o veículo trafegava, o acionamento do freio de mão não gerou nenhum dano aos ocupantes). Por conta desses detalhes novos, o teste com os carros antes de ser um usuário efetivo do sistema é obrigatório.

 

Fins de semana


Para o estudante, que possui veículo próprio, os carros compartilhados serão especialmente úteis nos fins de semana, quando ele reúne os amigos para ir a festas ou a praias. “Geralmente, eu ando com muitas pessoas e nem todas cabem em um carro. Eu ando com seis, sete, oito pessoas. Eu pegaria o carro compartilhado para dividir as pessoas entre o meu carro e o carro elétrico”, explica.

Em agosto, começa outra fase do sistema, que é a operação assistida: serão instaladas cinco estações e sete carros estarão disponíveis. Segundo Lacerda, esse será um momento de continuar dando suporte aos usuários e ajustando os detalhes de funcionamento do sistema, que vai operar de forma completa a partir de 1º de setembro com 12 estações e 20 veículos, sendo 15 Zhidou e 5 BYD.

 

Mais tempo


A taxa de adesão ao sistema será de R$ 40, que serão convertidos em crédito e cobrados mensalmente. Os primeiros 30 minutos de uso custarão R$ 20. Depois desse período, o usuário será cobrado por minuto: para até 60 minutos adicionais, por exemplo, cada minuto custará R$ 0,80. O preço do minuto cai à medida que o usuário permanece por mais tempo com o veículo.

A integração e diversificação dos modais de transporte é um dos principais objetivos do sistema de carros elétricos compartilhados. A escolha dos locais onde as estações serão instaladas, segundo o Lacerda, levou esse e outros fatores em consideração.

“Os raios das estações alocadas contemplam muita densidade populacional e de comércio, diversidade de meios de transporte e estações de bicicletas compartilhadas. A ideia é ofertar um novo modo de transporte na pegada sustentável, tanto para quem não tem um carro como para quem pretende se desprender da necessidade do carro próprio.”


Verdadeira educação ambiental...