quinta-feira, 28 de abril de 2016

Vítimas de Chernobyl recebem homenagem nos 30 anos do acidente...


As vítimas de Chernobyl receberam homenagens nesta terça-feira (26), dia em que o pior acidente com usina nuclear da história completa 30 anos. Flores foram deixadas no monumento em Slavutich, na Ucrânia, que fica a cerca de 50 km da antiga usina. Muitos funcionários moravam no local na época do desastre.

Um grupo de homens também se reuniu em Minsk, capital da Bielorrússia, e bebeu vodca para lembrar os amigos mortos na tragédia cujo número de vítimas segue incerto.

O desastre estava ficando esquecido mais recentemente, até que o terremoto que atingiu o Japão em 2011 provocou um grave acidente nuclear em Fukushima, reavivando os receios sobre os riscos deste tipo de fonte de energia.

O acidente – À 1h23 da madrugada de 26 de abril de 1986, o reator nuclear número quatro da usina nuclear de Chernobyl, situado cerca de 100 quilômetros ao norte de Kiev, explodiu durante um teste de segurança.

Por 10 dias, o combustível nuclear ardeu, liberando na atmosfera nuvens tóxicas que contaminaram com radiação até três quartos do território europeu, atingindo especialmente a Ucrânia e os vizinhos Bielorrússia e Rússia.

Moscou tentou esconder o acidente ocorrido na ex-república soviética, e as autoridades esperaram o dia seguinte para evacuar os 48 mil habitantes da localidade de Pripyat, situada a apenas três quilômetros da usina.

O primeiro sinal de alerta foi lançado pela Suécia no dia 28 de abril, quando as autoridades detectaram quantidades anormais de radiação, mas o líder soviético Mikhail Gorbachev não falou publicamente do incidente até 14 de maio.

Depois que as autoridades reconheceram o acidente, um total de 116 mil pessoas precisaram deixar seus lares situados na zona de exclusão, para a qual até hoje em dia seguem sem poder voltar. Nos anos seguintes, outras 230 mil pessoas sofreram o mesmo destino. No entanto, cerca de 5 milhões de ucranianos, russos e bielorrussos vivem em zonas onde a quantidade de radiação segue alta.

Em quatro anos, 600 mil pessoas, principalmente militares, policiais, bombeiros e funcionários, trabalharam como “liquidadores” para conter o incêndio nuclear e criar uma barreira de concreto para isolar o reator.

Os agentes mobilizados chegaram ao local quase sem proteção ou com um equipamento inadequado para enfrentar a nuvem tóxica. Além de conter o incêndio, precisaram limpar as zonas adjacentes e construir o sarcófago para conter a radiação.

Três décadas depois do acidente, o balanço de vítimas continua sendo alvo de polêmica. Um controverso relatório publicado pela Organização das Nações Unidas ONU em 2005 estimou em cerca de 4 mil as vítimas nos três países mais afetados. Um ano depois, a organização ambientalista Greenpeace situou o número em cerca de 100 mil.

Segundo o Comitê Científico sobre os Efeitos da Radiação Atômica da ONU, ocorreram 30 mortes entre os agentes enviados para conter os efeitos do acidente nos dias posteriores ao desastre.

A estrutura criada imediatamente depois do acidente, de maneira apressada, ameaçava começar a vazar para o ar 200 toneladas de magma radioativo, razão pela qual a comunidade internacional se comprometeu a construir uma nova camada de concreto mais segura.

A construção de uma urna com uma altura de 110 metros de 25 toneladas começou finalmente em 2010. Esta estrutura, um pouco mais alta que o Big Ben em Londres, permitiria cobrir a catedral de Notre Dame de Paris.

Este novo sarcófago deve estar plenamente operacional no fim de 2017 e terá um custo total de US$ 2,4 bilhões.

Com uma vida útil estimada em um mínimo de cem anos, esta estrutura deve dar tempo para os cientistas encontrarem novos métodos para desmantelar e enterrar o resto do reator, para que algum dia o local possa se tornar seguro novamente.

Como informa a agência AFP, até o momento ainda não está claro de onde será obtido o financiamento para manter a estrutura. A questão pode ser abordada em 25 de abril em uma assembleia de doadores em Kiev.

Segundo a agência Reuters, testes de radioatividade em áreas contaminadas pelo desastre foram cancelados ou reduzidos em razão da crise econômica na Ucrânia, na Rússia e na Bielorrússia, mas um levantamento do Greenpeace diz que as pessoas da região continuam a consumir alimentos e bebidas com níveis de radiação perigosamente altos.

De acordo com testes realizados por encomenda da organização, a contaminação geral por isótopos perigosos como o césio-137 e o estrôncio-90 diminuiu um pouco, mas ainda está presente, especialmente em locais como as florestas. “Está no que eles comem e bebem. Está na madeira que usam na construção e queimam para se aquecer”, afirma o relatório do Greenpeace divulgado em março.

Rússia corta subvenção – Das 4.413 localidades russas afetadas pelo acidente de Chernobyl, 383 verão suas subvenções diminuírem por cortes orçamentários, como o povoado de Starye Bobovitchi. Outras 558 cidades serão simplesmente retiradas da lista.

Das 4.413 localidades russas afetadas pelo acidente de Chernobyl, 383 verão suas subvenções diminuírem por cortes orçamentários, como o povoado de Starye Bobovitchi. Outras 558 cidades serão simplesmente retiradas da lista.

“Com este decreto, o Estado se nega a reconhecer que são necessários 2.000 anos, e não 30, para descontaminar uma zona”, denuncia Anton Korsakov, biólogo e especialista nas consequências de Chernobyl para a região de Briansk.

“Mesmo que consigamos descontaminá-la, terão que se passar várias gerações até que as crianças voltem a nascer saudáveis”, afirma, lembrando que o índice de mortalidade infantil na região é cinco vezes maior que a média nacional.

Quando as crianças sobrevivem, 80% delas desenvolvem uma ou várias doenças crônicas, de acordo com estatísticas oficiais, citadas pelo especialista.

Em Novozybkov, cidade a 180 km de Chernobyl cujos 30 mil habitantes nunca chegaram a ser retirados como era previsto, os corredores do hospital estão cheios de crianças e idosos que esperam durante várias horas.

O cirurgião Viktor Janaiev estima que um terço dos seus pacientes vêm ao hospital por doenças causadas ou pioradas pelas radiações.

“Muitos não podem se cuidar, visto que os medicamentos subvencionados não são os mais eficazes”, e seriam necessários outros remédios, mais caros, explica. O salário mínimo russo é de 6.204 rublos (cerca de R$ 320).

A partir de julho, Novozybkov passará de “zona a ser evacuada” para “zona habitável”, e as ajudas econômicas serão reduzidas.

“É uma má notícia”, lamenta Janaiev. “As pessoas terão que pagar pelos seus medicamentos, que até agora eram gratuitos. E as crianças não poderão ir ao sanatório no verão”, afirma, lembrando que sair da cidade na estação mais quente do ano, quando as radiações são mais fortes, é uma necessidade.

Aleksander, seu paciente, confirma a observação: “Tenho a saúde boa? Depende. Quando estou em outra região, estou ótimo. Aqui, noto as radiações todos os dias”, conta. Esse homem de 30 anos, pai de uma menina, gostaria de “ir embora da região”. “Mas com que dinheiro? Ninguém nos ajuda”, diz com tristeza.

Viver em uma zona contaminada pelas radiações de Chernobyl tem consequências na saúde; porém, é possível limitá-las sempre e quando “se esteja informado”, afirma Liudmila Komorgotseva, da ONG russa União pela Segurança Radioativa.
 
“Mas o governo não faz nada e as pessoas colhem frutas e cogumelos no bosque contaminado”, conta.


Japão vai aumentar fiscalização das centrais nucleares...

 

 
A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão anunciou que vai reforçar as inspeções das centrais nucleares, seguindo recomendações da Agência Internacional da Energia Atômica (Aeia). Os novos regulamentos incluirão, por exemplo, inspeções-surpresa às centrais e deverão entrar em vigor em 2020.

Como parte das novas regras, os inspetores terão também o poder de determinar mudanças imediatas nos procedimentos.

Atualmente, a Autoridade de Regulação Nuclear faz inspeções uma vez por trimestre e sempre com o consentimento prévio dos responsáveis pelas centrais.

A Aeia sugeriu mudanças depois de uma visita ao Japão em janeiro para avaliar os regulamentos de controle das centrais.

Esta foi a primeira avaliação dos regulamentos japoneses desde o acidente de 2011 na Central de Fukushima, que também foi visitada pelos inspetores da Aiea.
 
No relatório que elaborou, a agência pediu ao Japão que torne menos “rígidos e complexos” os protocolos de inspeção das instalações nucleares para dar “mais liberdade aos inspetores”, especialmente quando é detectada uma anomalia.


MMA realiza pesquisa sobre REDD+...




O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizará pesquisa para apoiar a implementação da Estratégia Nacional para Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal, Conservação dos Estoques de Carbono Florestal, Manejo Sustentável das Florestas e Aumento de Estoques de Carbono Florestal (ENREDD+). O prazo para responder o questionário vai até 6 de maio.

Aberta ao público em geral, a pesquisa de opinião contribuirá para o planejamento dos “Diálogos com a Sociedade Brasileira sobre a ENREDD+”. O processo tem o objetivo de disponibilizar informação qualificada para os diferentes envolvidos e promover debates sobre temas relevantes como as salvaguardas de REDD+, a captação e a distribuição de recursos de pagamentos por resultados.

Portaria - A estratégia nacional foi estabelecida com a publicação da Portaria do MMA nº 370, de 2 de dezembro de 2015. Um os objetivos é aprimorar o monitoramento e a análise de impacto das políticas públicas para o alcance dos resultados de REDD+, no sentido de contribuir para frear o aquecimento global de acordo com os dispositivos acordados na UNFCCC.

A ENREDD+ também busca integrar as estruturas de gestão do Plano Nacional sobre Mudança do Clima e dos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento nos biomas, em consonância com as políticas voltadas para a mudança do clima, a biodiversidade e as florestas nos níveis federal, estadual e municipal. A estratégia contribuirá, ainda, para a mobilização de recursos internacionais em escala compatível com a meta nacional voluntária de corte de emissões até 2020.

Saiba mais - REDD+ é um instrumento criado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) que provê incentivos financeiros em decorrência de resultados de mitigação da mudança do clima obtidos por países em desenvolvimento no combate ao desmatamento e à degradação florestal, bem como no manejo sustentável de florestas e na conservação e incremento dos estoques florestais.


Desenvolvimento sustentável: 231 indicadores vão medir progresso dos ODS...

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou na terça-feira (26) a instituições formadoras e usuárias de informação no Brasil os Indicadores Globais de Desenvolvimento Sustentável para Monitoramento da Agenda 2030. São 231 indicadores construídos para fazer o acompanhamento e medir o progresso na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Os 17 ODS, expressos em 169 metas, representam o eixo central da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que entrou em vigor no dia 1º de janeiro último. Eles vão orientar as ações nas três dimensões do desenvolvimento sustentável – econômica, social e ambiental – em todos estados-membros das Nações Unidas até 2030.

“Os indicadores são a dimensão técnica das políticas públicas para alcançar os ODS”, disse a presidente do IBGE, Wasmália Bivar. “A partir dos indicadores vai ser possível avaliar a evolução dos fenômenos ambientais, sociais e econômicos sobre os quais as políticas estão intervindo. E tem que considerar as dimensões regionais, nacionais e global, porque, por exemplo, na área de meio ambiente os fenômenos não respeitam as fronteiras político-administrativas”, explicou.

A lista final de indicadores será apresentada aos países na 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro deste ano.

Participação brasileira – O IBGE representou os países do Mercosul e o Chile no Grupo Interagências e Peritos sobre os Indicadores para o Desenvolvimento Sustentável, criado no âmbito da Comissão de Estatística da ONU, responsável pelo desenvolvimento dos indicadores em nível global.

Segundo Wasmália, o grupo trabalha atualmente na classificação e propostas de metodologias de aplicação dos indicadores. “Mesmo os indicadores tradicionais têm problemas. Taxa de desocupação, por exemplo, o mundo inteiro faz. Mas o indicador é, além de sexo e idade, também por deficiência. O estoque de peixe é um dos indicadores do objetivo 14, sobre oceanos e mares, e a metodologia é de aplicação mundial, não pode ser aplicada nacionalmente”, disse a presidente do IBGE, que foi eleita, em março, para presidir a Comissão de Estatísticas da ONU.

Ela explica que há várias metodologias a serem aplicadas em nível mais específico e global, outras ainda em construção, especialmente na área de meio ambiente, segurança, justiça, que têm temas mais controversos. “Estamos trabalhando nessa classificação, onde existem metodologia e dados. Há outros onde a metodologia existe, mas foi aplicada em poucas áreas, então as informações precisam ser geradas. E casos mais críticos que não existem dados nem metodologia”, disse.
 
Rodadas de avaliação e revisão dos indicadores deverão ser feitas em 2017, 2020 e 2025. Além de mensurar os resultados, o conjunto de indicadores visa apoiar o planejamento de políticas públicas por todas as esferas e níveis governamentais e, também, garantir transparência e responsabilidade de todos os atores, incluindo o setor privado e a sociedade civil.


Massa polar derruba temperaturas em grande parte do território brasileiro...

 


A massa de ar polar que ingressou no Sul do Brasil na segunda-feira (25) vai reduzir as temperaturas durante esta semana em uma área extensa do país. Segundo a MetSul Meteorologia, o frio vai ser mais intenso na Região Sul, mas também deve atingir o Sudeste, o Centro-Oeste e parte do Norte brasileiro.

As baixas temperaturas devem se intensificar progressivamente ao longo da semana e atingirão o auge na quinta e na sexta-feira (28 e 29), quando o frio poderá chegar a -3ºC na Serra Gaúcha. Nos três estados do Sul – Rio Grande do Sul, Santa Cataria e Paraná – está prevista a ocorrência de geada (orvalho congelado). Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, as madrugadas serão frias na segunda metade da semana.

Os técnicos da MetSul também avisam sobre a possibilidade de uma forte ressaca nos próximos dias no litoral sul e sudeste. Entre a quinta-feira (28) e o sábado (30), o Rio de Janeiro deve ter uma ressaca maior do que a que provocou a queda da Ciclovia Tim Maia, em São Conrado, no último dia 21.

Temporais no Rio Grande do Sul – A chegada da frente polar no Rio Grande do Sul foi precedida por fortes temporais. No domingo (24), um tornado atingiu a cidade de São Miguel das Missões, no noroeste do estado.

Segundo a Defesa Civil gaúcha, 25 municípios tiveram prejuízos por causa da chuva e do vento. Destes, sete já declararam situação de emergência. Pelo menos 250 residências foram afetadas pelos temporais dos últimos dias em todo o estado. Uma pessoa morreu e outra está desaparecida em Porto Xavier, também no noroeste gaúcho.
 
O volume elevado de chuvas também causou elevação do nível de alguns rios no Rio Grande do Sul. Na cidade de Quaraí, na fronteira oeste, o Rio Quaraí está mais de 5 metros acima do nível normal. Com a cheia, cerca de 85 famílias foram obrigadas a deixar suas casas.


Filhotes de águia-careca recebem nomes de Freedom e Liberty nos EUA...

 


Dois filhotes de águia-careca do U.S. National Arboretum em Washington foram oficialmente nomeadas “Freedom” e “Liberty”, após uma campanha nas redes sociais para a escolha de seus nomes.

A America Eagle Foundation diz que mais de 36 mil pessoas votaram em cinco diferentes pares de opções na página do Facebook da Friends of the National Arboretum: Stars e Stripes, Freedom e Liberty, Anacostia e Potomac, Honor e Glory e Cherry e Blossom. A votação aconteceu entre os dias 19 e 24 de abril.

Após a votação especialistas em águias de diversos grupos privados e agências governamentais anunciaram os vencedores na terça (26).
 
A fundação lançou uma câmera com transmissão ao vivo, a DC Eagle Cam, depois que os pais dos filhotes – “Mr. President” e “The First Lady” – começaram a chocar os ovos em fevereiro.


São Paulo instala programa de logística reversa para reciclar eletrodomésticos...

 

 

A cidade de São Paulo terá um programa piloto de logística reversa de eletrodomésticos a partir de quinta-feira (28). Serão instalados na região da Lapa, zona oeste, pontos de coleta para eletrodomésticos de pequeno porte e será oferecido um serviço de retirada em domicílio para equipamentos maiores.

O projeto é uma parceria entre a prefeitura de São Paulo e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica, na sigla em inglês). Também participam grandes redes varejistas, que instalaram os pontos para receber liquidificadores, espremedores, laptops e celulares.

“Vai existir uma espécie de lixeira apropriada para isso”, informou o presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), Ricardo Brandão. Nesses locais, serão recebidos itens com dimensões de até 60 centímetros de largura, 50 centímetros de comprimento e 75 centímetros de altura.

Ao comprar em uma das lojas participantes um produto de grande porte, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar, os consumidores receberão um cupom. Esse documento poderá ser usado, mediante pagamento de uma pequena taxa, para agendar a retirada do item substituído. Ainda não foi definida a data em que o serviço entrará em vigor.

Reciclagem – Os produtos serão encaminhados para uma cooperativa especializada em resíduos eletrônicos. “A reciclagem que estamos estudando prevê o reaproveitamento máximo do material”, adiantou Brandão. Os produtos deverão ser desmontados, de modo a separar os invólucros de plástico ou metal dos componentes eletrônicos. “Temos até setembro [de 2017] para estudar o grau de reciclagem que vamos alcançar”, acrescentou o presidente da Amlurb.

A prefeitura espera implementar iniciativas semelhantes em pelo quatro outras regiões da cidade até 2020. “Estamos avaliando a partir dessa experiência na Lapa, que termina em setembro de 2017, expandir para as demais 31 subprefeituras”, destacou Brandão.
 
A Lapa foi escolhida após pesquisas de opinião e estudos técnicos elaborados pela Jica apontarem que os moradores do bairro são mais permeáveis a iniciativas de sustentabilidade. A região recebeu recentemente uma usina de compostagem que produz fertilizantes a partir dos resíduos de 27 feiras livres.


terça-feira, 26 de abril de 2016

Inovação sustentável...

Foguete ultrapassa os 1.000 km/h levitando sobre trilhos magnetizados...

 


Um foguete experimental das Forças Armadas americanas bateu o recorde de velocidade para veículos sobre trilhos magnetizados.

O foguete atingiu 1.018 km/h, o equivalente a percorrer cerca de 280 metros em um segundo.
O recorde anterior era de 603 km/h.

O lançamento recordista ocorreu na base aérea de Holloman, no Estado americano do Novo México, e sucedeu quase seis anos de planejamento.
 
O foguete levita sobre trilhos magnetizados com a ajuda de ímãs supercondutores e de hélio líquido mantido em temperatura baixíssima. Sem a fricção, o veículo consegue ir a uma velocidade muito mais alta do que se encostasse nos trilhos.


O gigantesco lago africano que está desaparecendo...

 


O Lago Chade, que fica na fronteira de quadro países na região do Sahel, na África, está desaparecendo.

O lago já teve 25 mil quilômetros quadrados na década de 1960. Mas, nos últimos 50 anos, cerca de 90% da área do lago desapareceu.
 
A parte seca é tão grande que agora está sendo usada para agricultura. Mas muitos temem que o pouco que restou da água do lago também desapareça, inviabilizando a atividade agrícola.


Ave abandonada com bico mutilado ganha prótese de impressora 3D...

 


Um araçari que estava com o bico quebrado recebeu um implante impresso em 3D, em Sinop, a 503 km Cuiabá. A tecnologia de produção da prótese foi desenvolvida por um grupo de seis pessoas, de diversas regiões do Brasil, que se mobilizaram para ajudar o pássaro. O animal foi abandonado, em setembro do ano passado, já sem parte do bico, dentro de uma caixa no quartel do Corpo de Bombeiros daquela cidade. A ave agora precisa de um cuidador, definitivo. A cirurgia foi feita no dia 16 deste mês.

Assim que ficou pronto, o pássaro estranhou o implante e tentou retirá-lo com as garras, mas já se adaptou. Apesar disso não poderá voltar ao habitat, sob o risco da prótese quebrar ou descolar. Segundo a zootecnista Paula Andrade Moreira, o araçari é uma ave regional, mede aproximadamente 20 centímetros e utiliza o bico para quebrar alimentos duros. Desde setembro vinha comendo apenas frutas macias, como banana e mamão.

“Ele [o pássaro] precisa de um cuidador. De preferência um ambiente com outros animais e de alguém que saiba cuidar dele”, disse.

A equipe que desenvolveu a tecnologia é motivada pelo amor aos bichos e à ciência, e se autodenominam ‘Vingadores’. Eles usam a novidade para salvar a vida de animais mutilados.

Segundo o designer Cícero Moraes, a cirurgia durou quase 3 horas e contou com a participação de profissionais locais, que ainda não tinham intimidade entre si. O pássaro está se recuperando no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de Sinop.

Morte da arara – Esse foi primeiro implante 3D do tipo em Mato Grossoe o primeiro realizado na espécie, no mundo, conforme o grupo. Além do araçari, uma arara, chamada Gigi, passou pelo mesmo procedimento, mas, por motivos ainda desconhecidos, morreu.

“Eu chorei quando ela morreu. Nós todos queríamos muito e nos esforçamos para que o procedimento fosse bem-sucedido. Mas foi um lembrete de que estamos lidando com seres vivos. Já melhoramos [a técnica] por causa da morte da Gigi. A ciência vai se beneficiar”, disse o designer 3D.

Tecnologia – O grupo utiliza de software gratuito e procura reduzir custos ao máximo. Segundo Cícero Moraes, em vez de usar tomografias, que são caras, por exemplo, uma máquina de raio-X já é o suficiente para planejar as próteses. Eles desenvolveram uma tecnologia de escaneamento através de fotos para produzir e imprimir as próteses.

“Fiz os moldes dos pássaros de Sinop tirando fotos do meu celular. Qualquer pessoa poderia fazer isso. É uma tecnologia acessível”, disse Cícero. Um livro online sobre as técnicas é disponibilizado gratuitamente. Os profissionais que foram a Sinop também ministraram palestras e dividiram conhecimento.

Segundo o designer, uma resina especial foi usada na prótese para isolar, não quebrar e colorir com o tom natural do bico. Isto é considerado um luxo no procedimento, pois o grupo visa o bem-estar animal, e não a estética.

Todo o processo contou com a ajuda de pessoas voluntárias. Segundo o designer, a maior dificuldade foi a mobilidade dos profissionais para fazer o procedimento. Da equipe, os veterinários Sérgio Camargo, de São Paulo (SP), Rodrigo Rabello, de Brasília e o cirurgião dentista Paulo Miamoto, de Santos (SP), foram a Mato Grosso para realizar o implante.
 
Além disso, dois dentistas locais, Bruno Tedeschi e Paulo Bueno, contribuíram para tirar o molde do bico quebrado. Cristhian Saggin, ex-aluno de computação gráfica, comprou peças separadas e montou sozinho uma impressora 3D. Ele doou a prótese. A cirurgia foi realizada no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de Sinop, com a participação da anestesista Elaine Dione.


Mundo está mais verde hoje do que há 30 anos, diz estudo...

 


Pode parecer mentira, mas a Terra está hoje mais verde do que há 30 anos, e tudo graças ao aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, que atuaram como “fertilizante” para as plantas. A conclusão é de um estudo internacional publicado na segunda-feira (25) na revista científica Nature Climate Change, uma das publicações com maior impacto científico.

A investigação concluiu que, entre 1982 e 2015, verificou-se uma subida significativa da biomassa verde em quase metade das regiões do mundo (40%). Ao mesmo tempo, em apenas 4% do planeta se detectou uma perda significativa de vegetação.

Com este estudo, “podemos atribuir o reverdecimento do planeta ao aumento dos níveis de CO2 atmosféricos provocado pelo consumo de combustíveis fósseis”, disse Josep Peñuelas, pesquisador do Conselho Superior de Investigações Científicas no Centre for Ecological Research and Forestry Applications, que participou no trabalho.

Ao disporem de mais dióxido carbono na atmosfera, as plantas puderam gerar mais folhas para capturar o gás durante o processo de fotossíntese, um fenômeno que permitiu o abrandamento da concentração deste gás de efeito de estufa na atmosfera, segundo o estudo.

Além disso, esta grande adição de verde “pode ter a capacidade de alterar os ciclos da água e do carbono a nível global”, acrescentou Josep Peñuelas.

Outros trabalhos anteriores haviam já demonstrado que as plantas estavam armazenando cada vez mais carbono desde 1980, confirmando a tese de reverdecimento (greening, em inglês) planetário que o novo estudo defende.

Mudança climática – Apesar disso, isto não significa que o aumento de CO2 na atmosfera seja benéfico para o clima, adverte o estudo.

Mesmo com a maior quantidade de folhas, “as alterações climáticas, o aumento da temperatura global e a subida do nível do mar, o degelo ou as tempestades tropicais cada vez mais potentes são um fato”, disse Peñuelas.

O estudo também conclui que o “efeito fertilizante do dióxido de carbono é cada vez menor à medida que as plantas se vão acostumando a este aumento ou dispõem menos de outros recursos necessários ao seu crescimento, como a água ou os nutrientes, sobretudo o fósforo.”
 
Esta fertilização por efeito do CO2 é a principal justificativa (cerca de 70%) para o reverdecimento da Terra. Além dela, o estudo identifica as alterações climáticas (8%), o nível de nitrogênio na atmosfera (9%) e as alterações no uso dos solos (4%) como outras razões de peso para avaliar o crescimento da vegetação a nível planetário.


Novo tratamento de lixo resulta em água potável, produtos para agricultura e construção civil...

 
 
O biólogo Guilherme Moraes dos Santos, autor do projeto de Digestão Molecular de Resíduos Sólidos, instalado na empresa Urbam, em São José dos Campos/SP – Brasil - Imagem: Câmara Municipal de Guarulhos (SP/Brasil) 25/04/2016 - Redação Envolverde Um novo processo mecânico-químico possibilita a transformação do lixo e chorume (líquido resultante da decomposição) procedentes de residências em uma pasta que pode ser tratada de forma a servir para várias finalidades, a principal delas, água potável. Além da redução em 80% do volume bruto do lixo, outros resultantes são matéria-prima para construção civil, adubo natural e água reutilizável para jardins e limpeza de vias públicas, com pouco trabalho e sem alto custo. Também contempla triagem e desinfecção de recicláveis para comercialização ou retorno à indústria. O biólogo Guilherme Moraes dos Santos é o idealizador do processo, denominado “Digestão Molecular de Resíduos Sólidos”.
 
Após 12 anos de dedicação, ele conseguiu executá-lo na empresa Urbam, em São José dos Campos (São Paulo, Brasil) onde atua como gerente de projetos especiais. “Toda a estrutura física da matéria, inclusive do lixo, segue um padrão dentro do absoluto controle da luz solar”, afirma o biólogo, explicando que o processo cumpre as leis naturais de desintegração e renovação da matéria na Terra. Ele cita a frase do químico francês Antoine Laurent de Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. O intenso mau cheiro do chorume desaparece em poucos minutos de tratamento. “Este processo é uma sinergia química, na qual a molécula de hidrogênio é condicionada em uma escala energética para desintegração e renovação da matéria”, conta o biólogo. Segundo ele, usando a reação de combinação com hidrogênio no chorume, por exemplo, este líquido voltará a ser cristalino e puro. “O hidrogênio, uma molécula muito atuante no planeta, transmuta tudo que não tem utilidade para renovação da vida ou sem funcionalidade ao equilíbrio biológico do solo. Os elementos químicos nocivos tornam-se benéficos”. Etapas do processo – As etapas envolvidas no processamento envolvem alimentação do reator com resíduos sólidos orgânicos e adição de três componentes enzimáticos. Neste processo ocorre aumento da temperatura até aproximadamente 200º C.
 
O material resultante do reator (motor do processo) é encaminhado para uma peneira de separação entre a parte sólida e parte líquida. É prevista reutilização dos líquidos separados no reator. O material sólido é encaminhado para secagem. Posteriormente pode ser utilizado como fertilizantes e disposto em aterro tendo em vista a redução de volume, entre outros destinos. O biólogo ainda explica que além de eliminar totalmente o odor, o processo evita gastos milionários para manutenção de aterros sanitários com mantas de alta precisão para conter a contaminação do solo. “A pasta é inerte, o que já justifica a importância deste tratamento dos resíduos que reduz em 80% o volume bruto do lixo”. Segundo ele, a pasta concentra elementos químicos orgânicos essenciais à cadeia de nutrição do solo, plantas e vida bacteriana da terra. “É vantagem fornecê-la como fertilizante à agricultura para um resultado mais eficiente, preservando fontes de recursos da natureza, em substituição a adubos artificiais altamente impactantes”. De acordo com Guilherme Santos, esta pasta também pode servir à construção civil, principalmente na confecção de tijolos eficientes e ultraleves para constituir paredes, telhas e artefatos de fundação de edificações. “Isso porque a pasta é constituída por fibras resistentes. Misturada a pouco cimento favorece a produção de materiais resistentes. Este conceito pode permitir soluções práticas para a destinação correta dos resíduos sólidos”, ele acentua. Conforme o biólogo, os materiais recicláveis que vierem misturados no lixo orgânico podem ser desinfetados para destinação a cooperativas de triagem e venda ou, ainda, serem devolvidos a indústrias na forma de substâncias (borracha, cromo, tinturas, etc). Tais medidas de ‘logística reversa’ estão previstas na Lei Federal 12.305/2010 que versa sobre o Plano Estadual de Resíduos Sólidos no Brasil.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

“El Niño” transforma litoral chileno em cemitério de espécies marinhas...


 

Os pescadores da enseada de Queule estão atônitos. Olham por cima das máscaras anti-gás, buscando palavras que não existem. O intenso cheiro de putrefação que emana das milhares de toneladas de sardinhas mortas encalhadas na praia desta cidade do sul do Chile é insuportável. “Nunca tínhamos visto nada igual”, repetem várias vezes os moradores de Queule, uma pequena cidade situada na foz do rio de mesmo nome. As imagens de sua humilde enseada deram a volta ao mundo após ser o palco de um novo encalhe em massa relacionado com o fenômeno de “El Niño”. Durante estes últimos meses de verão austral, o litoral do país sul-americano se transforma em um cemitério de espécies marinhas. Baleias, lulas, sardinhas e águas-vivas foram varridos pelos mais de cinco mil quilômetros de costa deixando imagens apocalípticas. “El Niño”, o fenômeno natural cíclico que altera as condições do oceano Pacífico, é o que “pode estar por trás de alguns destes episódios”, declarou à Agência Efe o subsecretário de Pesca e Aquicultura do Chile, Raúl Súnico. Segundo a autoridade, a presença em nível superficial de massas de água com pouco oxigênio seria a causa da mortalidade das sardinhas, que, segundo estimativas dos moradores da cidade, teria acabado com a vida de 40 mil toneladas desta espécie. As massas de água com pouco conteúdo de oxigênio atuam como uma barreira que as sardinhas não podem contornar, motivo pelo qual são empurradas rumo à costa, onde acabam morrendo. Embora seja um fenômeno periódico, nesta ocasião as alterações provocadas por “El Niño” foram muito mais intensas do que em anos anteriores e, segundo relatórios da Nasa, agência especial dos Estados Unidos, o fenômeno deste ano poderia ser o mais devastador da história na América Latina. Ao contrário de outros países, no Chile o fenômeno de “El Niño” se soma a potentes eventos de deslocamentos verticais de massas de águas profundas para a superfície, chamados surgências. Estas massas de água frias do fundo do mar são ricas em nutrientes, mas pobres em conteúdo de oxigênio, o que, somado às alterações próprias provocadas por “El Niño”, fez com que os encalhes tenham sido mais “intensos” no Chile do que em outros países, explicou Súnico. No começo de janeiro deste ano, os moradores da ilha Santa Maria, situada em frente à província de Arauco, no sul do Chile, também amanheceram com uma visão horrível. Milhares e milhares de lulas gigantes estavam mortas nas escuras areia de suas praias. Embora os especialistas não tenham determinado ainda as causas do incidente, Súnico não descarta sua relação com “El Niño”. A situação se repetiu nas sulinas regiões de Los Ríos e Los Lagos, onde durante o verão morreram 40 mil toneladas de salmão de cultivo devido ao florescimento de um microalga tóxica que se reproduziu por causa das altas temperaturas de água. “Com o aumento de temperaturas, também apareceram novas espécies não tradicionais como a água-viva conhecida como caravela portuguesa”, que neste verão invadiu as praias do país austral, acrescentou Súnico. Mas não foram as únicas, pois segundo a autoridade também os polvos, palometas, albatrozes e petréis se deslocaram na busca por comida para áreas onde antes sua presença não era habitual. Esta razão também poderia estar por trás da variação de baleias e lobos de mar que ocorreram neste verão. “Realmente os efeitos de ‘El Niño’ estão sendo múltiplos”, destacou. O impactante encalhe de 337 baleias ocorrido em março de 2015 e revelado em dezembro, no entanto, não estaria diretamente relacionado com o fenômeno climatológico, pois “foi entre janeiro e março de 2016 quando ocorreram os aumentos de temperatura de água e não durante o ano anterior”, afirmou à Agência Efe a oceanógrafa Susannah Buchan, que ressaltou que essa mortandade “ainda não está resolvida”. Encontrar resposta a estes misteriosos episódios é necessário e, segundo os especialistas, para isso o Chile tem que contar com sistemas de monitoramento permanente das condições ambientais e climáticas, pois caso contrário “é difícil saber com exatidão as causas destes eventos”, comentou Buchan. Segundo o parecer dos especialistas, é provável que episódios deste tipo voltem a se repetir e as costas do país austral se transformem outra vez em um cemitério de espécies marinhas cujas imagens comoverão de novo o mundo. “A questão é com que intensidade e frequência”, questionou Súnico.

Parque no Chile incentiva os vizinhos a respeitar e proteger a natureza...

 
“De um ponto de vista existencial, você tem que fazer o que pode e é isso. Estamos todos na mesma estrada”, diz o americano Douglas Tompkins. Há 55 anos, Douglas Tompkins escolheu percorrer uma a estrada que leva a paisagens belíssimas. Ela fica no Chile, na região dos lagos, na cidade de Chaitén. De lá é possível ver o vulcão Corcovado e as ruas tranquilas que escondem uma tragédia recente. A origem foi outro vulcão, com o mesmo nome da cidade. O vulcão Chaitén entrou em erupção em 2008 e a explosão foi tão forte, que muitas árvores grandes e antigas foram derrubadas e queimadas. Não houve lava, mas o vulcão lançou muita cinza por toda a região e continuou assim por dois anos. De tantos sedimentos depositados em seu leito, o rio Blanco, que margeia a cidade, transbordou. Muitas casas até hoje continuam destruídas. Na época, toda a população foi evacuada. Parte do santuário ecológico que o Globo Rural visitou, o Parque Pumalin, ficou fechada. De cara, o nome do parque nos remete ao animal: o puma. Um felino das Américas que, no Brasil, é conhecido como suçuarana. Alguns povoam os 300 mil hectares do parque. Suas lindas paisagens atraem turistas do mundo todo. A advogada alemã, Elke, levou um caminhão da Alemanha para o parque, no Chile. “Depois vamos para o norte e esperamos chegar ao Alaska. A natureza aqui é fantástica. A floresta autêntica é muito linda”. A região é de floresta úmida temperada, onde a precipitação de chuva chega a seis mil milímetros ao ano. Herardo Quicel, que trabalha no local há 12 anos, acompanhou a equipe de reportagem para conhecer uma das trilhas onde as espécies de plantas foram catalogadas. Em outra trilha é possível conhecer alguns exemplares da árvore considerada uma das mais antigas do planeta. O alerce é uma conífera, como os pinheiros. Carlos Zambrano, administrador do parque, explica que ela pode chegar a 60 metros de altura. O alerce é um monumento nacional. É uma espécie endêmica desta zona, só existe nesta região do Chile e numa parte da Argentina. Está protegida por lei no Chile e o Pumalin tem uma área importante. Cento e sessenta hectares degradados dentro do parque já foram recompostos com novas mudas de alerce. A vegetação emoldura lagos, rios de água cristalina, cachoeiras e dá abrigo a uma diversidade de animais. Muitas aves, como a bandurria, ou curicaca, no Brasil. À noite encontramos o pudu, um pequeno cervo. E pela manhã fomos saudados por um casal de golfinhos que nadando tranquilo na Caleta Gonzalo. A caleta é onde atracam barcos de pescadores e balsas que levam e trazem visitantes. A equipe do Globo Rural navegou nesse braço de mar e registrou um grupo de lobos marinhos descansando nas margens. É de barco que se chega à maioria dos lugares no Parque Pumalin. O Campo Pillàn, fica a 60 quilômetros por estrada de Chaitén, mais meia hora de barco. De lá é possível ver, ao fundo, o segundo vulcão que fica dentro do parque: o Michinmauida. Pequenas propriedades ao redor do parque buscam produzir sem agredir a natureza. Além de trazer renda à população local, as áreas funcionariam como um escudo para o parque. “Nós temos uma máxima: a conservação como consequência da produção. Se sua produção prejudica a natureza, temos que modificar o método até que sua atividade seja compatível com o ambiente”, explica. Em Pillàn, a atividade é a extração de mel. Hoje a colheita é do mel da flor de ulmo, ou olmo, uma árvore nativa. Três mil quilos já estão nos depósitos, mas a previsão é de 12 mil. Victoria Huenchuan é a engenheira agrícola e responsável pelo processamento. “Nossa produção depende do clima. Se é muito rigoroso, muita chuva ou muito vento, isso mata as abelhas e afeta a produção. O clima e as distâncias são grandes desafios por aqui”, explica. Em uma área ainda mais distante fica o campo Vodudahue. German e Luiz Sanchez, pai e filho, cuidam de uma pequena criação de ovelhas e gado. A região chuvosa garante pasto verde o ano inteiro, mas isso também traz desvantagens. “É um solo muito frágil porque no inverno fica saturado de água. É comum a erosão. Fazemos a criação só na primavera e verão porque são as estações em que temos solo firme e maior crescimento das raízes do capim. Assim, o solo resiste mais ao pisoteio do animal”, explica. Melhorar o solo vem sendo o principal trabalho de Julia. Ela e o marido, Carlo, cuidam do campo El Amarillo, do mesmo dono do parque. A horta é cultivada há quatro anos. Tem beterraba, abobrinha, repolho, cebolinha, coentro. Na estufa, pepinos, abóbora. Entre as frutas, morango, framboesa e mirtilo. “O solo da Patagônia é como uma placa de terra praticamente estéril, porque não há vida animal. É tão compacto que impede que as minhocas penetrem. É duro como uma pedra e muito ácido. Faço uma rotação de culturas e as plantas melhoram o solo. Coloco húmus e revolvo a terra para enriquecer. Hoje se pode dizer que o solo é melhor, não bom, porque mais ao fundo tem um solo que chamamos de terrillo, que tem ferro e é muito compacto”, explica. A agricultora Julia Vasquez conta como se apaixonou pela agricultura. “O que mais me impressionava era a transformação de uma semente tão insignificante como a de uma cenoura, por exemplo, num legume. Então, o primeiro cultivo de cenoura foi para mim foi como uma história que escutei sobre os budistas que conseguiam ver crescer o pasto. Eu me coloquei no campo para ver o crescimento da minha cenoura. E um dia, estava a cenoura e eu com a cabeça encostada no chão. Isso pra mim foi mágico e comecei a chorar, porque me senti testemunha do crescimento de um vegetal. E esta é a história da cenoura!”, lembra. É de pessoas especiais como Julia que está cercado o Parque Pumalin. Mas para visitar o lugar onde ele começou, a equipe de reportagem se aventurou em um dos tantos dias chuvosos da região dentro de um barco e depois em uma carroça puxada por cavalos. No Campo Renihue que começou o Parque Pumalin. Uma área de 16.800 hectares que estava praticamente abandonada, quando foi comprada em 1991, pelo homem que idealizou o parque. Ele é carinhosamente chamado de El Grand Jefe ou El Grand Doug. O Grande Chefe ou o Grande Doug. Douglas Tompkins recebe os visitantes na porta de casa, onde todos tiram os sapatos antes de entrar. Ele conta que a casa foi toda restaurada. “Esta é uma casa de fazenda antiga. A chuva entrava pelo teto e nós praticamente reconstruímos tudo”. As paredes forradas de fotos, até no banheiro, contam um pouco da história de Doug, um americano apaixonado por esportes radicais. Foi como esquiador que ele esteve no Chile pela primeira vez em 1961. “Depois da estação de esqui, eu desci pra Patagônia e comecei a conhecera região. Voltava pro Chile a cada dois anos”, conta. Nos anos 1960, Doug criou duas marcas de roupas esportivas. As empresas foram vendidas anos depois, quando passou a se dedicar ao conservacionismo. O Parque Pumalin surgiu, segundo ele, por acaso. “Em 1989 eu vim aqui e alguém me contou que esta fazenda estava à venda. Eu vim visitar. Estava em péssimas condições e a um preço razoável. Eu comprei sem saber qual seria o destino disso, ou o meu destino… Descobrimos que havia algo a mais à venda ali, lá e começamos a juntar pedaços diferentes. Em sete, oito anos, eu reuni o que hoje é 90% do Parque Pumalin”, conta. Não foi só no Chile que Douglas e sua esposa, Kristine Tompkins, compraram terras. Na Argentina também. Ao todo, eles criaram dez parques. Cinco foram foram doados aos governos dos dois países e se tornaram parques nacionais. No início, a compra de grandes extensões de terra por um americano, claro, gerou resistência. Ainda que a ideia fosse preservar ou, principalmente, por isso. “Em todo lugar do mundo conservação e desenvolvimento não convivem tão bem. Havia resistência de algumas facções políticas, não todas, mas algumas. Estamos fazendo isso com nosso trabalho e temos muitos chilenos nos apoiando”, afirma. Além de comprar e preservar áreas, a fundação levanta fundos para produzir livros que promovem o ativismo. Quando visitamos o parque, a esposa de Doug, Kris, estava em viagem justamente pra isso. “Este livro é sobre sistema intensivo de criação de animais. Você pode ver pelas fotos os impactos negativos. Esse é lobby das grandes indústrias para enganar a todos, assim conseguem investidores, boas leis, como se fizessem algo nobre. E, na realidade, isso é uma das raízes da crise ambiental mundial. Vem da agricultura e da criação de animais. O ativismo é está no meu DNA”, diz. O próximo projeto é a doação do Parque Pumalin ao governo do Chile. “A vida continua. Temos vários projetos. A gente espera ter um fim de vida e dizer adeus a esta terra tendo deixado um bom número de parques. Este é nosso foco. Eu não planejo me aposentar! Isso com certeza”, declara. Ainda cheio de projetos, Douglas Tompkins morreu depois desta reportagem, fazendo o que mais gostava: ficar em contato com a natureza. Aos 72 anos, sofreu um acidente quando andava de caiaque num lago chileno. Teve bons momentos vividos e um trabalho que, com certeza, impactou a existência de muitos seres vivos.

Camponesa peruana e cientista porto-riquenho ganham “Nobel do meio ambiente”...



 
 A camponesa peruana Máxima Acuña e o cientista porto-riquenho Luis Jorge Rivera Herrera ganharam nesta segunda-feira (18), junto com outras quatro pessoas, o Prêmio Goldman, considerado o Nobel do meio ambiente. Acuña e sua família ganharam um litígio com a empresa mineradora Yanacocha pela propriedade de seu prédio em frente à lagoa Azul, na região de Cajamarca, no norte do Peru, e incluída no projeto Conga. Esse projeto prevê um investimento de US$ 4,8 bilhões, mas é rejeitado por grande parte dos moradores da região, que temem que as reservas de água sejam poluídas e rejeitam a drenagem de quatro lagoas, sendo duas para a extração de metais e as outras para armazenar rejeitos. “Esta agricultora de subsistência na serra norte do Peru se ergueu para defender seu direito de viver em paz em sua própria terra, uma propriedade procurada pelas companhias Newmont e Buenaventura Mining para desenvolver uma mina de ouro e cobre”, destacou hoje a organização. Por sua vez, Rivera Herrera foi premiado por sua defesa da Reserva Natural do Corredor Ecológico do Nordeste de Porto Rico. Em comunicado de imprensa emitido pela organização local Sierra Club PR, Rivera disse que a distinção “é motivo de grande satisfação” para ele, por ser um “orgulhoso representante” e líder da Coalizão Pró Corredor Ecológico do Nordeste. “O trabalho coletivo do qual sou associado e merecedor deste prêmio se deve em grande medida à atenção, confiança e paciência que tiveram comigo os membros da imprensa porto-riquenha durante os últimos anos, como parte de seu trabalho de informar, educar e estimular o pensamento crítico entre todos os moradores de nossa ilha”, expressou Rivera. Os outros ganhadores dos prêmios Goldman 2016 são a americana Destiny Watford, o tanzaniano Edward Loure, o cambojano Leng Ouch e a eslovaca Zuzana Caputova. Os prêmios Goldman, criados em 1989, reconhecem anualmente aqueles que realizam um importante trabalho para proteger e melhorar o ambiente natural, e é dividido por regiões: África, Ásia, Europa, Ilhas e Nações Insulares e Américas.

Dois estudantes de ciências biológicas estão fazendo um levantamento das espécies de animais encontrados no Parque Natural Municipal Augusto Ruschi (PNMAR)...



Dois estudantes de ciências biológicas estão fazendo um levantamento das espécies de animais encontrados no Parque Natural Municipal Augusto Ruschi (PNMAR) em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O objetivo da pesquisa dos alunos é ter um conhecimento maior sobre os anfíbios e répteis que existem no parque, aumentando a proteção de algumas espécies em extinção que vivem na área de proteção ambiental. O levantamento vem sendo feito desde maio de 2015 com encerramento no fim de 2016, e já foram registradas 31 espécies de anfíbios e outras 16 de répteis, no qual algumas espécies se encontram em risco de extinção, como é o caso do cágado da serra, gavião pega macaco, onça parda e jaguatirica, como são popularmente conhecidos. “Quando o parque se chamava Horto Florestal e passou a ser Augusto Ruschi, se tornou uma área de proteção ambiental. Por isso, foi realizado um plano de manejo rápido, para se adaptar o parque às mudanças, e agora o plano que estamos realizando é a longo prazo, e por isso poderemos detalhar com precisão todos os tipos de espécies que lá existem”, afirmou o estudante de ciências biológicas Matheus Moroti. A ideia de realizar as pesquisas surgiu durante as aulas da faculdade, quando os dois estudantes perceberam que o parque era uma extensa área ambiental, que não é conhecida por muitas pessoas e precisava ser mais bem explorada. As pesquisas serão usadas como trabalho para conclusão da faculdade e futuramente entregues ao parque. “Conseguimos o apoio de ONGs e instituições e fomos desenvolvendo a nossa pesquisa. Durante o trabalho fomos encontrando diversas espécies, que não são tão fáceis de encontrar em qualquer ambiente de mata, como é o caso do papo-branco, a onça parda, o quati, entre tantos outros, que sofrem um pouco de pressão pela natureza”, disse o estudante. Especialista – Os novos estudos possibilitarão o parque a abrir totalmente as portas para os visitantes, com construção de dormitórios para os cientistas e pesquisadores, além de sanitários e todas as adaptações necessárias para o público. “Esse novo levantamento fará uma contagem total de toda fauna do parque, e a intenção é fazer em um período de até dois anos, adaptações para que todas as pessoas possam vir até a área sem agredir o meio ambiente e sua estrutura, coisa que antes não era possível” explicou Jeferson Rocha, o gestor da unidade de conservação. Parque – O PNMAR é a primeira unidade de conservação ambiental de São José e abrange uma área de dois milhões de metros quadrados de mata atlântica preservada. Ele é localizado na Santa Cruz da Boa Vista, na zona norte da cidade. O agendamento para ida ao parque pode ser agendada pelo telefone 12 3909-4512, e outras informações estão no site da prefeitura. 
 

Após três dias de viagem, avião solar chega à Califórnia...

 


O avião Solar Impulse 2 chegou neste domingo (24) à Califórnia, nos Estados Unidos, depois de atravessar o Oceano Pacífico, etapa mais perigosa da volta ao mundo executada pela primeira aeronave movida exclusivamente com a energia do sol. A aeronave pousou na localidade de Mountain View, ao sul de São Francisco, às 23h44 (horário local), segundo informou a página do projeto na internet. O Solar Impulse 2, pilotado por um dos seus criadores, o suíço Bertrand Piccard, voou durante três dias e três noites, saindo do Havaí, e percorreu 4.528 quilômetros. Concluída esta etapa, considerada a mais perigosa pela falta de pontos para pouso em caso de emergência, o avião solar completou o trajeto que cruzava o Pacífico e que foi iniciado em 2015 pelo outro criador do projeto, o também suíço André Broschberg. No Havaí, de onde partiu na última quinta-feira (21), a aeronave ficou parada durante quase 300 dias, para o reparo de avarias que ocorreram durante um voo que partiu do Japão. A expectativa agora é que o avião solar prossiga até Nova Iorque, de onde seguirá para a Europa, para o norte de África e, finalmente, para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde começou a viagem, em março de 2015. O projeto visa demonstrar ao mundo as potencialidades das energias renováveis.

Mudanças climáticas ameaçam sobrevivência de árvores gigantes e antigas...

 


As mudanças climáticas e os fenômenos meteorológicos extremos ameaçam a sobrevivência das florestas de árvores gigantes e antigas, ao limitarem sua capacidade de adaptação às mudanças, diz um relatório publicado no sábado (23). “As árvores gigantes e antigas necessitam de longos períodos de estabilidade para sobreviver, o que está se transformando em algo muito raro em um mundo que muda rapidamente”, alertou o coautor da pesquisa, Bill Laurance, em comunicado da Universidade James Cook, na Austrália. Cientistas da Universidade James Cook e da Universidade Nacional Australiana (ANU, sigla em inglês) que participaram da pesquisa revelaram que as condições que permitem que as árvores alcancem grandes dimensões estão mudando. “As árvores gigantes antigas são suscetíveis a uma infinidade de ameaças, incluindo o desmatamento, a poda, a agricultura, as secas, os incêndios, as tempestades, as espécies invasoras, o desenvolvimento de infraestruturas feitas pelo homem e as mudanças climáticas”, segundo o estudo. Vários cientistas consideram que o aumento do nível de CO2 atmosférico beneficiaria essas árvores, ao fertilizá-las e aumentar sua taxa de crescimento, mas outros acreditam que as mudanças climáticas agravariam a intensidade de tempestades e secas, e favoreceria a expansão de formas de vida que estrangulariam essas plantas. No entanto, segundo o coautor do estudo, David Lindenmayer, da ANU, o risco é que “muitas árvores gigantes antigas ampliariam suas taxas de crescimento, e elas já vivem perigosamente no limite em termos do uso de água disponível e a vulnerabilidade às secas”. A pesquisa focou em árvores que estão entre as 5% maiores dentro de suas espécies, entre elas a sequoia gigante, da Califórnia, (Sequoia sempervirens), que pode atingir mais de 115 metros de altura.

sábado, 23 de abril de 2016

Estrada sustentável...

4,7 mil substâncias tóxicas...

Mercado em crescimento...

Recifes ocultos descobertos...

No Dia da Terra, Ban Ki-moon diz que preservação do planeta depende da população...

 


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse na sexta-feira (22), quando a entidade celebra o Dia da Terra, que é preciso conscientizar a população mundial sobre a preservação do planeta.

O Dia Internacional da Mãe Terra foi criado em 2009 pela ONU. Este ano, o tema é Árvores para a Terra e parte das celebrações inclui o plantio de 7,8 mil milhões de árvores no mundo nos próximos cinco anos.

“Tal como cada árvore desempenha o seu papel na biosfera, também nós, indivíduos, devemos preocupar-nos com o nosso planeta e com todos os seres vivos que o habitam”, disse Ban Ki-moon em comunicado divulgado hoje. A data, segundo o secretário-geral, é “uma oportunidade para sublinhar a interdependência entre as pessoas e a imensa variedade de espécies com as quais partilhamos este planeta.”

Acordo sobre o clima – Na mensagem, Ban Ki-moon destacou que representantes de mais de 170 países se reuniram na sede da ONU, em Nova Iorque, para assinar o Acordo de Paris sobre as Mudanças Climáticas, resultado da 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

“Este pacto marcante, em conjunto com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tem o poder de transformar o nosso mundo. O impulso alcançado pela concretização de tantas assinaturas num único dia envia um claro sinal de solidariedade e resolução. Agora, temos de libertar toda a força do engenho humano e garantir o crescimento com baixas emissões de gases e melhorar a resiliência ao clima”, destacou.
 
O secretário-geral da ONU disse que, apesar de a preocupação dos líderes mundiais ser “crucial” para a proteção do planeta, todos os cidadãos têm um papel a desempenhar. “Podemos optar por sistemas de eficiência energética, parar de desperdiçar comida, reduzir a pegada de carbono e aumentar os investimentos sustentáveis. Pequenas ações, multiplicadas por mil milhões, incentivam uma mudança dramática, reforçando o Acordo de Paris e colocando-nos numa trajetória para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse.

Um número recorde de países assina acordo sobre o clima na ONU...

 
Um número recorde de países, incluindo Estados Unidos e China, os maiores poluidores do mundo, assinaram nesta sexta-feira (22) na ONU o histórico acordo para desacelerar o aquecimento global, negociado em dezembro passado em Paris.

Simbolicamente, o presidente francês, François Hollande, foi o primeiro a assinar o acordo, entre os 175 países que já assinaram.

“Nunca antes tantos países assinaram um acordo internacional em um único dia”, comemorou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, saudando um “momento histórico”.

China e Estados Unidos estiveram representados, respectivamente, pelo vice-premiê Zhang Gaoli e o secretário de Estado americano John Kerry. Este último assinou o acordo com sua neta em seus braços e foi muito aplaudido.

Os signatários desta sexta-feira representam mais de 93% das emissões de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global, de acordo com a ONG World Resources Institute.

“Já no ano passado, os investimentos em energias renováveis registraram uma alta histórica, quase 330 bilhões de dólares. E espera-se investimentos de trilhões de dólares até o final do século”, declarou Kerry nesta sexta-feira.

A assinatura é apenas o primeiro passo. O acordo entrará em vigor apenas quando 55 países responsáveis por pelo menos 55% das emissões de gases do efeito estufa o ratificarem.

DiCaprio na tribunaAntes de assinar, Hollande pediu ao mundo para traduzir o acordo em “atos”, e desejou que a UE “dê o exemplo”, ratificando o acordo de Paris “até o final do ano”. “Devemos nos mover rapidamente, ainda mais rapidamente”, insistiu.

“O mundo está nos assistindo (…) não precisamos de mais retórica, mais desculpas, mais manipulação da ciência e da política por empresas ligadas aos combustíveis fósseis”, como o petróleo ou o carvão, ressaltou, por sua vez, o ator e ambientalista Leonardo DiCaprio.

“Sim, nós concluímos o Acordo de Paris, é um motivo de esperança, mas não é suficiente”, ressaltou.

Sessenta chefes de Estado e de governo estavam presentes na sede da ONU para esta assinatura.

A presidente Dilma Rousseff, ameaçada por um processo de impeachment, evocou brevemente, ao final de seu discurso, a crise política no país, expressando sua esperança de que os brasileiros vão impedir qualquer “retrocesso” da democracia.

A sociedade civil também comemorou a assinatura. “Este é um momento que vai entrar para os livros de história, um ponto de curva para a humanidade para avançar na direção de uma economia 100% limpa”, afirmou Michael Brune, diretor-executivo do Sierra Club, em um comunicado.

O número de ao menos 175 países signatários em um dia é um recorde. O anterior datava de 1982, quando 119 países assinaram a Convenção da ONU sobre direito marítimo.

Abertura para a assinatura durante um anoBan Ki-moon, indicou que espera que os países concordem já nesta sexta-feira em ratificar o acordo, a fim de “deixar claro para os governos e ao mundo dos negócios que é chegada a hora de intensificar as ações sobre o clima”.

Porque o tempo corre depressa. O último mês foi o março mais quente já registrado, de acordo com os meteorologistas americanos. Há 11 meses, cada mês tem batido um recorde de calor, uma série inédita em 137 anos de registro.

O acordo de Paris compromete seus signatários a limitar o aumento da temperatura “bem abaixo dos 2°C” e “continuar os esforços” para limitar o aumento a 1,5 ºC. Este objetivo muito ambicioso requer um compromisso sério e centenas de bilhões de dólares para fazer a transição para as energias limpas.

O acordo permanecerá aberto por um ano aos 195 países que negociaram.

Treze pequenos países altamente vulneráveis às mudanças climáticas (Fiji, Tuvalu, Maldivas, Belize, Barbados e Samoa) disseram que estavam dispostos a ratificar o acordo já nesta sexta-feira.

“O acordo de Paris deve salvar Tuvalu e salvar o planeta”, declarou o primeiro-ministro de Tuvalu, um arquipélago polinésio, Enele Sosene Sopoaga.

Para atingir rapidamente a marca de 55 países/55%, será preciso que ao menos um ou dois dos grandes poluidores (Estados Unidos, China, União Europeia, Rússia, Índia) ratifique o acordo.

Pequim (responsável por 20% das emissões) e Washington (18%) se comprometeram a fazê-lo antes do final do ano.
 
Do lado americano, o acordo foi negociado para que o presidente Barack Obama não necessite da aprovação do Congresso controlado pelos republicanos hostis ao texto.

Especialistas avaliam critérios para compostagem...



Critérios e procedimentos para a produção de composto proveniente de resíduos sólidos orgânicos foram debatidos na 2ª reunião do Grupo de Trabalho sobre a Proposta de Resolução Conama (GT Compostagem), realizada nesta semana (18 e 19/04), no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília.

A proposta em tramitação no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é o principal instrumento sugerido para regulamentar a gestão dos resíduos orgânicos segundo os princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010).

Temas - A necessidade de se diferenciar o composto produzido a partir de resíduos orgânicos separados na origem (que não são misturados com outros tipos de resíduos) do composto produzido a partir da coleta convencional (onde os resíduos orgânicos são misturados com os rejeitos) foi um dos assuntos debatidos. Além disso, o GT debateu os cuidados ambientais necessários para unidades de compostagem operarem com segurança ambiental.

Durante a reunião, a secretária de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Cassandra Nunes, destacou que o Brasil gera mais de 700 milhões de toneladas de resíduos orgânicos por ano, das mais diversas origens, principalmente urbana, industrial e agrossilvopastoril. “Temos que superar o paradigma do aterramento de resíduos orgânicos e adotar modelos de gestão que reciclem os resíduos orgânicos e cumpram seu papel natural de devolver fertilidade aos solos. A compostagem é uma das opções mais seguras e disseminadas de realizar esta reciclagem”, afirmou.

Para a Zilda Veloso, diretora de Ambiente Urbano do MMA, o debate para a definição de critérios é uma oportunidade de induzir municípios e grandes geradores a adotarem uma gestão mais qualificada dos resíduos, aumentando a vida útil de aterros sanitários e produzindo fertilizante orgânico de boa qualidade.

Sobre e questão da segurança ambiental das unidades de compostagem, Zilda Veloso afirmou que são unidades que realizam um serviço ambiental importante, de tratamento de resíduos. “Mas poucos estados possuem bastante experiência com o tema. Com a aprovação desta resolução, consolidaremos estas experiências em uma norma nacional, que trará mais segurança jurídica e ambiental para a expansão de unidades de compostagem por todo o Brasil”, complementou Zilda.

Saiba mais - Em julho de 2015, a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente encaminhou ao Conama proposta de Resolução que “define critérios e procedimentos para a produção de composto proveniente de resíduos sólidos orgânicos, para o licenciamento ambiental de unidades de compostagem, e dá outras providências ”.

O Grupo de Trabalho foi criado, pela Câmara Técnica de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos do Conama, com o objetivo de amadurecer tecnicamente a proposta em debate aberto com a sociedade. Os debates são abertos e têm contado com a participação de ONGs, associações, empresas do setor de compostagem, técnicos de prefeituras, órgãos estaduais de meio ambiente, ministérios, entre outros atores com experiência no tema.

Toda a tramitação do processo está disponível no site do Conama, incluindo as sugestões de alteração de texto de cada reunião do GT.




Japão planeja primeiro trem ‘invisível’ do mundo para 2018...

 


Famoso pela extensa malha ferroviária e pela alta tecnologia neste tipo de transporte, como o trem-bala, o Japão ganhará agora o primeiro trem “invisível” do mundo.

Projetado pela premiada arquiteta japonesa Kazuyo Sejima, a novidade está prevista para entrar em funcionamento a partir de 2018 e faz parte das comemorações de 100 anos da empresa ferroviária Seibu Railway.

Esta será a primeira incursão da arquiteta na concepção de um trem. “A maior diferença com a arquitetura padrão é que o trem é capaz de percorrer uma variedade de locais”, disse Sejima em um comunicado enviado à BBC Brasil.

“O trem expresso (da linha Seibu) passa por cenários variados, das montanhas de Chichibu ao centro de Tóquio, então pensei que seria bom se ele pudesse gentilmente coexistir com esta variedade de paisagens”, explicou.

O modelo imaginado por Kazuyo será revestido de materiais super-refletores e transparentes, permitindo que o comboio se encaixe de forma harmoniosa na paisagem urbana ou rural.

A locomotiva, segundo o protótipo divulgado para a imprensa, terá um formato arredondado, muito parecido com uma bala de revólver.

Interior – Mas não é somente a aparência externa que a arquiteta quer revolucionar. Ela diz estar desenvolvendo um interior muito diferente do que existe hoje no sistema ferroviário.

“Também gostaria que fosse um trem no qual um grande número de pessoas pudessem relaxar com conforto, da sua própria maneira, como se estivessem em uma sala de estar”, sugeriu a japonesa. “Assim eles poderiam pensar: ‘Não vejo a hora de subir nesse trem de novo’.”

Ao todo, serão sete trens com oito vagões cada que passarão pela remodelação.

Para chegar ao conceito, Kazuyo formou uma equipe, composta principalmente de funcionários mais jovens de Seibu Railway e de outras empresas do Grupo Seibu, da qual ouviu ideias e coletou informações.

Partindo do ponto de vista do usuário, a arquiteta resolveu projetar então um trem “nunca visto antes”.

Arquiteta premiada – Kazuyo Sejima é conhecida por seus desenhos minimalistas e modernos, que incorporam superfícies brilhantes, como metais e vidros.

A superfície reflexiva que ela pensa em implantar nos trens da Seibu, por exemplo, já foi utilizada por ela anteriormente em edifícios, como o Museu Louvre-Lens, na França.

A japonesa, junto com seu sócio na empresa de arquitetura SANAA, Ryue Nishizawa, foi ganhadora do prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura.
 
Entre os diversos trabalhos de destaque da dupla estão o Novo Museu de Arte Contemporânea de Nova Iorque; o Pavilhão Serpentine, em Londres; o Centro Rolex de Ensino Experimental, em Lausanne, na Suíça; e o prédio da Christian Dior em Tóquio.


Programa de conservação terá U$ 13 milhões...

 


O Fundo Global para o Ambiente (GEF) disponibilizou 13 milhões de dólares para o Programa Nacional de Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies), instituído em 2014 pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). O objetivo é adotar ações de prevenção, conservação, manejo e gestão para minimizar as ameaças e o risco de extinção das espécies.

“O GEF corrobora e apoia nossa estratégia para conservação da biodiversidade, fortalecendo o arranjo já instituído pelo Pró-Espécies”, destaca o diretor de Conservação de Espécies do MMA, Ugo Vercillo. Segundo ele, este projeto propiciará a implementação de medidas em resposta às Listas de Espécies Ameaçadas de Extinção.

A expectativa é que, até 2022, sejam tomadas medidas que protejam todas as espécies ameaçadas do país, em especial as 290 que estão em situação mais crítica. Os principais fatores que levam a uma situação de ameaça de extinção são: perda ou alteração do habitat, caça ilegal, tráfico e espécies invasoras.

O projeto enviado pelo MMA ao GEF inclui diversas estratégia de atuação, entre elas:

- Elaboração de Planos de Ação Territoriais integrando fauna e flora;

- Inclusão de prioridade de áreas importantes para a preservação de espécies ameaçadas nos critérios do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do programa Bolsa Verde;

– Desenvolvimento de manuais de operação para técnicos do licenciamento ambiental sobre medidas de mitigação e compensação do impacto sobre espécies ameaçadas de extinção;

- Desenvolvimento de inteligência para combate ao tráfico de animais silvestres;

Entre os resultados esperados com o projeto, estão:

- Implementação de políticas (Bolsa verde, CAR e licenciamento ambiental) em 12 áreas-chave para conservação de espécies ameaçadas de extinção, totalizando 9 milhões de hectares com ações incorporando considerações relativas às espécies ameaçadas de extinção;
 
- Capacitação de 200 agentes de fiscalização para atuar no combate ao tráfico em municípios críticos.


Mudança do clima produzirá mais picos de ozônio, diz estudo...


O aquecimento global deve gerar nos Estados Unidos, até 2050, de três a nove dias adicionais por ano com picos de ozônio perigosos para a saúde, afirma um estudo.

Os gases liberados pelos escapamentos dos automóveis e caminhões contribuem para aumentar os níveis de ozônio e o problema se torna ainda mais grave quando as temperaturas aumentam, o que será mais habitual que no passado.

“Nas próximas décadas, a mudança climática global provocará com certeza mais ondas de calor durante o verão, o que levará a um aumento de entre 70% e 1000% dos picos de ozônio, segundo a região”, afirmou Lu Shen, da Faculdade John A. Paulson de Engenharia e Ciências Aplicadas (SEAS) de Harvard, principal autor do estudo publicado na “Geophysical Research Letters”.

A Califórnia, o sudoeste e o nordeste do país podem sofrer até nove dias a mais por ano com picos de concentração de ozônio perigosos para a saúde.

O ozônio pode provocar problemas pulmonares em adultos e asma em crianças. Durante os picos, os médicos recomendam que as pessoas com problemas pulmonares não saiam de casa.
 
Diminuir o consumo de energia elétrica e deixar o automóvel na garagem são os meios mais efetivos para reduzir os níveis de ozônio.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Em Brazópolis (MG)...

Supremo discute mudanças no Código Florestal...


 

O novo Código Florestal foi discutido em audiência pública nesta segunda-feira (18) no Supremo Tribunal Federal (STF). O debate foi convocado pelo ministro Luiz Fux, que é relator de quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam pontos da Lei 12.651/2012. Na abertura, o ministro destacou a importância da audiência pública. “Essa questão relativa ao Código Florestal transcende a mera questão jurídica. Ela traz aqui diversos elementos que interessam ao segmento científico, ao seguimento acadêmico e ao Brasil em geral”. Para o ministro, o processo de participação de diferentes setores da sociedade colabora para que a solução alcançada “seja legitimada democraticamente” e seja “a mais justa possível”. Das quatro ações sob a relatoria de Fux, três foram levadas ao STF pela Procuradoria-Geral da República e uma pelo PSOL. “Em suma as ações diretas questionam a modificação do regime jurídico da proteção ambiental da reserva legal, da área de preservação permanente e a regulação do Cadastro Ambiental Rural, sem prejuízo de questionar regulação da cota de reserva ambiental”.

Laboratório recria coração fóssil de peixe, traça evolução e ajuda medicina...




Uma pesquisa coordenada pelo Laboratório Nacional de Biociências (LNBIo), em Campinas (SP), em parceria com 12 universidades e instituições brasileiras e estrangeiras recriou o coração fóssil de um peixe que existiu entre 113 e 119 milhões de anos e foi encontrado na Chapada do Araripe, no Ceará, um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo. A pesquisa iniciada há dez anos foi publicada nesta semana na revista britânica “ Elife” e pode abrir caminho para o esclarecimento da evolução cardíaca dos fósseis dos animais mais primitivos e auxiliar no futuro na cura de doenças cardíacas em humanos. Os pesquisadores descobriram nos fósseis encontrados tecidos internos preservados e que os corações tinham cinco válvulas, sendo que hoje os peixes possuem apenas um. Isso nunca havia sido encontrado antes. A partir das tomografias feitas em um laboratório de luz síncroton , na França, em 63 fósseis, os cientistas criam um modelo do coração em três dimensões e em tamanho real. O chefe da pesquisa do Laboratório Nacional de Biociências, José Xavier Neto, afirma que é possível notar mudanças no órgão. “Ele [o coração] tem cinco válvulas, enquanto os peixes atuais têm apenas uma na saída do coração. Isso indicou para nós que, durante o processo de evolução, houve uma simplificação da opção de saída do órgão”, explica. Uma das espécies presente no aquário do laboratório em Campinas, mais primitiva que a do fóssil encontrado, possui mais válvulas. Essa comparação foi importante para entender como se deu a evolução do coração de espécies vertebradas, além de buscar novas alternativas para tratamentos para doenças cardiovasculares, através do uso de células tronco, como afirma o pesquisador. “Com o auxílio da bioengenharia é possível, então, pelo menos em teoria, programar células tronco para que elas se desenvolvam formando o arcabouço de uma válvula e esta poderia ser implantada no paciente, com suas próprias células. Isso ainda está no futuro, mas não há nada que diga que é impossível. Muito pelo contrário”, ressalta o pesquisador. As cirurgias para correções em bebês são feitas com tecidos de animais. Para famílias como a de Dário Perboni, que nasceu com quatro malformações, a descoberta é sinônimo de alívio. Os médicos chegaram a sugerir uma interrupção na gestação, mas o bebê nasceu e passou por duas cirurgias. Bruna Coimbra Perboni, analista de sistema e mãe da criança, expressa a felicidade com os resultados da pesquisa. “Qualquer conquista nessa área é muito interessante. (..) A gestação é um momento delicado na vida da mulher, é uma fase especial”, disse Bruna.


Descobertos no Panamá fósseis do primeiro macaco da América do Norte...

 
 
Sete dentes de uma espécie de macaco com 21 milhões de anos encontrados no Panamá demonstram a existência desse primata na América do Norte antes da união de todo o continente – informou o Smithsonian Tropical Research Institute (STRI), nesta quarta-feira. Esses dentes “são a primeira evidência de um macaco na parte continental da América do Norte antes que o Istmo do Panamá se unisse à América do Sul há 3,5 milhões de anos”, afirma o STRI. “Acreditava-se que os macacos estivessem restritos à América do Sul”, porque, antes do surgimento do Istmo, a América do Sul “era uma ilha continente sem conexão aparente com a América do Norte”, disse à AFP o cientista Aldo Rincón, do STRI. De acordo com este Instituto, com sede no Panamá, os fósseis foram encontrados durante os trabalhos de escavação das obras de ampliação do Canal do Panamá. A nova espécie de macaco foi batizada como “Panamacebus transitus“, em homenagem ao Panamá. Segundo o principal autor do estudo, Jonathan Bloch, antes da descoberta dos dentes do animal, a evidência mais antiga da circulação de um mamífero do sul para o norte da América era de 8,5 a 9 milhões de anos, com os restos fósseis de preguiças gigantes. Rincón informou que os primeiros animais chegaram ao Panamá há 21 milhões de anos, dos quais 99% são de origem norte-americana. Segundo este cientista, os macacos podem ter chegado ao Panamá, partindo da América do Sul, em uma balsa de material vegetal, saltando de ilha em ilha, ou sendo arrastados por uma tempestade. “A única forma de chegada que se pode rejeitar, sem piscar, é caminhando”, acrescentou Rincón.


Zoo nos EUA comemora nascimento de filhotes raros de lêmure..

 
 
Um zoológico dos EUA está comemorando o nascimento de três filhotes de uma espécie muito rara de lêmures. Os red ruffed lemur, ou Varecia rubra, são originários da ilha de Madagascar e estão criticamente ameaçados de extinção. Os filhotes nasceram em 5 de abril e são filhos de Molly, de seis anos. Ainda não se sabe qual dos irmãos Coronado e Cortez, ambos de sete anos, é o pai. Os bebês estão passando por uma série de exames e apenas em algumas semanas será possível saber qual o sexo de cada um. Segundo o Smithsonian’s National Zoo, veterinários e biólogos observam diariamente o comportamento da família e Molly tem cuidado muito bem de seus filhotes. Diferente da maioria dos mamíferos, os lêmures deixam suas crias em uma espécie de ninho quando saem para buscar alimento. Embora os tratadores tenham coberto uma parte do recinto para ajudar na ambientação dos filhotes, eles já podem ser vistos pelos visitantes do zoológico, que fica em Washington. Além de fotos, o Smithsonian’s National Zoo divulgou também um vídeo com os filhotes.