quarta-feira, 30 de março de 2016

O que a Nasa tenta mudar no avião para enfrentar o aquecimento global...

 


Ele nunca voará pelo céu azul, mas o caminhão Peterbilt empoeirado, estacionado em frente a um hangar do Centro de Pesquisa Aérea Armstrong da Nasa, pode representar o futuro da aviação com baixas taxas de carbono.


Presa a suportes de aço atrás da cabine do caminhão há uma asa de pouco mais de 9 metros, a mesma de um pequeno avião; porém, em vez de ter um ou dois motores queimando combustível fóssil, ela é equipada com 18 motores elétricos, cada um com uma pequena hélice vermelha.

O híbrido faz parte de um projeto da Nasa chamado LeapTech que visa testar uma nova abordagem de combustível aéreo: quando técnicos e engenheiros dirigem o caminhão pelo leito seco de um lago dessa base no deserto, a mais de 110 km/h, as hélices movidas a bateria giram como em uma decolagem iminente.


"Somos capazes de simular configurações de decolagem e aterrissagem completas e medir sustentação, resistência, eficiência do motor e desempenho aerodinâmico", disse Sean Clarke, engenheiro e principal pesquisador do projeto.


O conceito, chamado propulsão distribuída, é um dos vários sendo estudados neste e em outros centros de pesquisa para desenvolver tecnologias que resultem em projetos de aeronaves completamente novos e muito menos poluentes. Os aviões do futuro poderão ser alimentados por baterias ou sistemas híbridos gasolina/eletricidade, por exemplo, e ter asas mais leves que mudem rapidamente de forma a lidar melhor com as tensões provocadas por turbulências. Outros podem eliminar o modelo convencional de asas e fuselagem por um que combine os dois elementos, tudo para contribuir com a diminuição de emissões. 


A aviação comercial é responsável por cerca de dois por cento do total global de dióxido de carbono liberado anualmente pela atividade humana, ou um pouco menos do que é produzido pela Alemanha. Embora fabricantes e companhias aéreas tenham melhorado a eficiência das viagens -- o Grupo de Ação de Transporte Aéreo, uma organização do setor, estima que as emissões por assento/milha tenham diminuído 70 por cento desde a década de 60, quando os jatos começaram a operar -- o enorme crescimento da indústria resultou em emissões totais mais elevadas.


E esse crescimento não dá sinais de que vá parar. A Organização Internacional da Aviação Civil (OIAC), agência das Nações Unidas que supervisiona o setor, prevê que a frota comercial mundial irá dobrar nos próximos 15 anos, chegando a cerca de 40 mil aviões. E um relatório recente da Comissão Europeia observou que, conforme os países e outras indústrias diminuem suas emissões, a aviação poderia eventualmente ser responsável por mais de um quinto do total global.


Embora o setor tenha sido deixado de fora do acordo sobre o clima adotado em Paris no mês passado -- essa omissão fez alguns ambientalistas se perguntarem se o acordo era realmente "histórico" --, reduzir as emissões continua a ser uma prioridade para a OIAC, disse um porta-voz. Entre outras iniciativas, a agência deverá aprovar normas de certificação que visam limitar as emissões de CO2 em novas aeronaves.


Logo no começo deste ano, nos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental começou a regular as emissões de gases de efeito de estufa das aeronaves, embora o processo de regulamentação deva ser longo e controverso.


As emissões estão diretamente relacionadas ao consumo de combustível e este compõe um terço ou mais dos custos de uma companhia aérea; por isso, as empresas e os fabricantes continuam a buscar melhorias. Os aviões se tornaram mais leves com o uso de materiais compostos, como os que compõem cerca de metade da fuselagem de um Boeing 787; os motores a jato se tornaram mais eficientes; combustíveis alternativos, como os biocombustíveis, estão começando a ser usados e podem diminuir drasticamente as emissões de carbono; medidas operacionais como a melhor gestão do tráfego aéreo, tanto em aeroportos quanto no ar, conseguiram reduzi-las ainda mais.


Daniel Rutherford, que estuda emissões de aeronaves como diretor do programa do grupo de pesquisa Conselho Internacional de Transportes Limpos, disse que as melhorias no consumo de combustível, que chegaram à média de redução de 1,3 por cento ao ano, devem continuar na próxima década.


"Os projetos eficientes desenvolvidos na década passada, quando os preços dos combustíveis estavam altos, estão chegando ao mercado agora", disse ele.


Muitas das melhorias envolvem mudanças em aviões já em uso -- como adicionar aletas às asas, para reduzir a resistência e melhorar a capacidade em alguns pontos percentuais, ou substituir os motores mais velhos por modelos mais econômicos. "A chamada reengenharia, na verdade, foi o fator que mais contribuiu para melhorar a eficiência do combustível no longo prazo", disse Rutherford.


Algumas aeronaves foram parcialmente reprojetadas. No fim desta década, por exemplo, a Boeing irá introduzir uma variante do seu modelo 777, o 777x, com novas asas compostas e motores mais eficientes.


Novos avanços podem ser esperados para depois de 2020, disse Rutherford, dependendo da agressividade da indústria na adoção de outras tecnologias avançadas como motores de rotor aberto, que melhoram a eficiência ao eliminar a proteção que envolve a maioria dos motores a jato, e modificações aerodinâmicas que diminuem o fluxo de ar sobre a superfície para reduzir a resistência. (A Boeing já usa esse sistema, conhecido como controle de fluxo laminar híbrido, na cauda de seu mais recente modelo 787).


Mas mesmo com todas as melhorias, reais e potenciais, o projeto básico de um avião permanece o mesmo: um tubo com asas.


"Do ponto de vista da estrutura básica, um 787 não parece muito diferente de um 707", disse Jay E. Dryer, que dirige o Programa de Veículos Aéreos Avançados da Nasa.


Para alcançar a drástica redução de emissões que pode ser necessária até meados deste século -- tornar a aviação o mais livre possível do carbono -- podem ser necessários novos projetos de aeronaves "limpas", que incorporem novas tecnologias e abordagens. É aí que entra o Centro de Pesquisa Aérea Armstrong, que desenvolve conceitos tecnológicos que os fabricantes podem utilizar um dia em projetos radicalmente novos.


Não muito longe do LeapTech, há outro hangar contendo um jato Gulfstream que foi completamente desmontado e recebeu centenas de sensores. É uma área de teste de tecnologia aérea que busca modificações para as asas. Onde normalmente haveria um flap, há uma superfície contínua e curva que altera as características aerodinâmicas da asa.


O conceito ainda está sendo desenvolvido, mas o objetivo final são asas que poderiam se transformar em tempo real, de acordo com as condições existentes.


"A ideia é substituir toda a extremidade de uma asa com tecnologia como essa para poder alterar continuamente sua forma visando reduzir a resistência e aumentar o suporte", disse Ethan Baumann, engenheiro-chefe do jato de teste. A tecnologia também poderia permitir que as forças de resistência e sustentação fossem distribuídas pelas asas para evitar a sobrecarga, para que elas fossem mais leves do que as convencionais.


A ideia por trás da propulsão distribuída é tirar os motores da sua posição habitual, pendurado sob as asas, e colocá-los em outro lugar. Os motores de um jato são dispositivos complexos e pesados, por isso projetos de propulsão distribuída quase sempre envolvem pequenos motores elétricos mais simples.


"Faz sentido repensar a localização dos motores ao se projetar um veículo do zero", afirmou Clarke.


Em uma turbina a jato típica, o núcleo central queima combustível e ar, fornecendo energia para ligar um ventilador. Esse ventilador traz mais ar, que passa pelo núcleo e sai pela parte de trás, produzindo maior impulsão. Os motores se tornaram mais eficientes ao incorporar ventiladores maiores para aumentar a quantidade do ar que movimentam, mas há um limite para o tamanho.


Um projeto distribuído pode simplesmente adicionar mais ventiladores, desde que haja eletricidade suficiente para fazê-los funcionar. "Agora não estamos limitados ao tamanho do motor", disse Panagiotis Laskaridis, que pesquisa propulsão distribuída na Cranfield University, no Reino Unido.


A distribuição dos motores pelo avião também pode trazer vantagens aerodinâmicas. Com a asa do LeapTech, a posição dos motores causou uma aceleração do fluxo de ar, aumentando a sustentação em baixas velocidades de pouso e decolagem. Como resultado, a asa pode ser mais estreita, o que melhora a eficiência em velocidades de cruzeiro, reduzindo a resistência. O projeto final de um avião com propulsão distribuída pode ter motores na frente da asa somente para pouso e decolagem e um único motor em cada ponta, que seriam usados em cruzeiros.


O LeapTech usa baterias para alimentar os motores, mas Laskaridis e um colega da Cranfield, Devaiah Nalianda, estão estudando a viabilidade dos sistemas de turbina elétrica híbrida que pode usar baterias e um único motor a jato para gerar eletricidade para os motores.


Na Boeing, os pesquisadores estudam diversas variantes de propulsão distribuída, disse Marty Bradley Sr., engenheiro aeroespacial da fabricante. Eles também estudam outros conceitos avançados, incluindo asas com apoio, que permitiriam que fossem mais longas e finas e, portanto, consumindo menos combustível, e ventiladores na popa, que acelerariam o fluxo de ar que passa pela fuselagem, reduzindo a resistência.


"Temos uma ideia de como todas estas tecnologias poderiam beneficiar os aviões do futuro", disse Bradley, embora a adoção de qualquer uma delas dependa de muitos fatores.

Para os pesquisadores da Nasa, o próximo passo é modificar uma aeronave real -- um modelo italiano de quatro lugares -- para que funcione com baterias e motores de asa.


Dada a limitação atual das baterias, a aeronave modificada só seria capaz de fazer voos curtos. Talvez a tecnologia das baterias nunca se torne boa o suficiente para que aviões elétricos sejam práticos, afirmou Clarke, mas um projeto híbrido, que incluiria uma turbina, é uma possibilidade realista.


"Consigo imaginar esse tipo de tecnologia sendo integrado a aeronaves em 20 anos", disse ele.

Nalianda disse que, embora haja muito trabalho de desenvolvimento pela frente, não duvida que a tecnologia seja usada algum dia, talvez até em aeronaves de grande porte.


"Quando o motor a jato substituiu o motor de pistão nas décadas de 40 e 50, o processo foi uma grande ruptura. Acredito que a propulsão distribuída seja o mesmo, em termos tecnológicos."

Aquecimento global amplia nível de CO² no extremo norte da Terra...

Floresta de taiga na Sibéria, no extremo norte do planeta 

O aquecimento global amplificou a variação sazonal de CO² na atmosfera no extremo norte do planeta, revelou estudo publicado nesta quinta-feira (21) na revista Science. Os dados mostram que as diferenças sazonais vêm aumentando desde 1960, especialmente a latitudes acima dos 45 graus ao Norte, onde foi registrado elevação de até 50%.

Até certo ponto, flutuações do nível de dióxido de carbono eram normais nessas regiões, pois a vegetação entra em dormência com as baixas temperaturas e o gelo invernal e, no verão, com o aumento da temperatura e o degelo, a vegetação cresce. No entanto, a diferença agora é maior.

"O aquecimento global nos últimos 40 anos forneceu condições mais favoráveis para o crescimento das plantas nos ecossistemas do norte do planeta", diz Matthias Forkel, Instituto Max Planck de Biogeoquímica, autor principal da pesquisa. O resultado disso é que as plantas fazem mais fotossíntese, aumentando, por exemplo, a captação de CO² da atmosfera.

"Porém esse aumento ocorre apenas durante o verão, por isso há uma diferença cada vez maior entre a concentração de CO² entre o inverno e o verão em altas latitudes", explica. Mais ao sul, e especialmente nos trópicos, explica o pesquisador, os fluxos de carbono nos ecossistemas não variam tanto nas diferentes estações do ano. O hemisfério sul também tem menos regiões cobertas por vegetação do que o hemisfério norte.

Atenção redobrada


Forkel e cientistas de diversas instituições cruzaram dados atmosféricos de muitos anos com a concentração de CO², além de imagens de satélite da vegetação e dados globais de produtividade de plantas e concentração de carbono. Usando um modelo de vegetação combinado com um modelo de transporte atmosférico, o resultado indicou que a absorção de CO² pelas plantas está aumentando nas latitudes ao norte. Por enquanto, a taxa de captação de CO² está maior do que a respiração das plantas.

De acordo com outro autor da pesquisa, Nuno Carvalhais, o estudo relaciona o aquecimento global com uma resposta à larga escala nos ecossistema terrestres, chamando a atenção para uma necessidade de monitoração contínua para a detecção de alterações e melhor previsão da resposta dos ecossistemas a alterações climáticas.

Plantas podem chegar à saturação


No entanto, a estimulação atividade fotossintética das plantas não é ilimitada e conjuntamente com alterações mais profundas no sistema climático podem levar a uma saturação ou mesmo inversão do papel de reservatório de carbono dos ecossistemas. Por exemplo, "se o aquecimento continuar, as plantas podem se tornar mais vulneráveis ao estresse causado pelo calor, e tanto períodos de seca como infestação por insetos podem ocorrer com mais frequência", explica.

Nessas condições a respiração das plantas pode aumentar para manter os tecidos vivos ou por exemplo para fazer uma defesa química contra insetos. Nesses extremos, as plantas que não estão adaptadas a tais condições podem morrer. "No sul das florestas boreais, a morte de árvores já tem sido registrada e é provável que isso aconteça com mais frequência".


Ártico registra menor extensão de gelo durante o inverno da história...

 A área de gelo do Ártico atingiu sua pior marca da história durante o inverno: 14,52 milhões de quilômetros quadrados, a menor ponto máximo desde quando os satélites passaram a monitorar as geleiras do norte do globo



A calota polar do oceano Ártico atingiu sua menor extensão para um inverno da história, segundo cientistas do Centro Nacional de Dados Sobre Neve e Gelo, apoiado pela Nasa.

No dia 24 de março, a área do gelo atingiu 14,52 milhões de quilômetros quadrados, a menor extensão para o inverno desde quando os satélites passaram a monitorar as geleiras do norte do globo, em 1979. O último recorde tinha acontecido no ano passado, quando a extensão máxima do gelo ficou em 14,54 milhões de quilômetros quadrados.

A cada ano, a camada de gelo que flutua no oceano Ártico e nos mares adjacentes derrete durante a primavera e verão, voltando a congelar no outono e inverno, atingindo sua extensão máxima entre os meses de fevereiro e abril. As 13 menores extensões máximas registradas aconteceram nos últimos 13 anos.

Os especialistas afirmam que os padrões de vento no Ártico durante janeiro e fevereiro foram desfavoráveis para o crescimento do gelo porque trouxeram o ar quente do sul, o que impediu a expansão da cobertura de gelo. O aquecimento global deve manter essa tendência de queda na área de gelo do Ártico.

"É provável que continuaremos vendo máximas menores no futuro, porque, além de a atmosfera estar mais quente, o mar também tem se aquecido. O oceano mais quente não vai deixar que a borda de gelo se expanda até o sul como costumava acontecer", afirmou Walt Meier, cientista da Nasa.

A energia do futuro...

 




Empresa alemã desenvolveu uma célula solar orgânica que pode ser aplicada em casas, carros e até roupas. Uma técnica que pode revolucionar a energia no futuro. 

Processo de produção de couro pode liberar tóxicos poluentes...

 



Sal de cromo usado no curtimento do couro se transforma em cromo VI. Água residual com tóxicos é, muitas vezes, jogada em rios e lagos. Mas já existem técnicas menos agressivas ao meio ambiente.

Para quem gosta de sapatos de couro, nós temos uma boa e uma má notícia. A má é que o processo de curtimento do material libera substâncias tóxicas que poluem rios e lagos e podem causar alergia na pele.  
 
A boa é que tem métodos sustentáveis e que não agridem a natureza...

Desperdício de alimentos...

 




Brasil apresentou um projeto de lei para iniciar uma política de redução de perdas e desperdício e para regular a doação de alimentos (Foto: Núcleo Editorial/CCommons) Os alimentos desperdiçados na América Latina poderiam alimentar 37% da população que sofre de fome no mundo todo, advertiu nesta quarta-feira (30/3) a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Na região se perdem ou desperdiçam até 348 mil toneladas de alimentos por dia, número que deverá ser reduzido à metade nos próximos 14 anos se a região quer alcançar os objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conjunto de 17 objetivos e 169 metas destinados a resolver os problemas sociais, econômicos e ambientais que afligem o mundo nos próximos 15 anos (2015-2030).

Famílias brasileiras desperdiçam até R$ 171 por mês em alimentos Saiba como o aproveitamento integral de alimentos pode reduzir desperdício Desperdício de alimentos acontece até em famílias de baixa renda Os ODS - adotados por 193 países na cúpula realizada em setembro do ano passado na sede das Nações Unidas em Nova York - substituem aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) que expiram este ano. A FAO e outras agências das Nações Unidas estão elaborando um documento chamado Índice Global de Perdas e Desperdício de Alimentos, que será essencial para que os países quantifiquem suas perdas e definam estratégias para alcançar esse objetivo de Desenvolvimento Sustentável. Um destes objetivos é exatamente reduzir pela metade, até 2030, o desperdício mundial de alimentos per capita, tanto na venda a varejo e entre consumidores como nas cadeias de produção e distribuição.

A FAO destacou que 36 milhões de pessoas na América Latina poderiam cobrir suas necessidades calóricas só com os alimentos perdidos nos pontos de venda direta aos consumidores. Isto representa um pouco mais do que a população do Peru e mais do que todas as pessoas que sofrem de fome na região. Um total de 127 milhões de toneladas de alimentos, o que representa 223 quilos por habitante, é o montante anual de perdas e desperdícios na América Latina. Estes alimentos seriam suficientes para satisfazer as necessidades alimentares de 300 milhões de pessoas, o que representa 37% dos que sofrem de fome no mundo todo, indicou a FAO, que ressaltou que a região já está trabalhando para reverter esta situação. Com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em 2015 os governos da América Latina estabeleceram uma rede de especialistas, uma estratégia regional e uma aliança regional para a prevenção e a redução das perdas e desperdícios de alimentos. Na Costa Rica e na República Dominicana foram criados Comitês Nacionais dedicados ao tema, e Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, São Vicente e Granadinas e Uruguai estão discutindo iniciativas semelhantes. A luta contra o desperdício de alimentos também é parte do principal acordo de luta contra a fome na região, adotado pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e que considera a eliminação das perdas e do desperdício como uma condição fundamental para acabar com a fome até 2025. 

Por países, a situação e as iniciativas são diversas. Argentina desperdiça 12% de sua produção agroalimentar, e o Brasil apresentou um projeto de lei para iniciar uma política de redução de perdas e desperdício e para regular a doação de alimentos. O Chile está desenvolvendo estudos de medição de perdas, além de atividades de recuperação de alimentos em pontos de venda, enquanto a Colômbia pediu apoio técnico à FAO para formular políticas públicas sobre este problema, e a Costa Rica está desenvolvendo estudos para diminuir o desperdício em refeitórios.

Wellington Fagundes destaca debate com pesquisadores sobre combate ao Aedes aegypti...

 


Foi realizada uma audiência pública no Senado para discutir os experimentos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus zica, da dengue e da febre chikungunya. A audiência realizada prevista em conjunto pelas Comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e Senado do Futuro (CSF). 
 
Também participaram convidados pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e dos Institutos Agronômicos de Campinas (IAC) e do Paraná (Iapar). Em entrevista ao jornalista da Rádio Senado Adriano Faria, o senador Wellington Fagundes (PR-MT), que presidiu a Comissão Senado do Futuro, falou sobre a importância das pesquisas para encontrar soluções que combatam o mosquito.

Estímulo à dessalinização da água é aprovado na Comissão de Assuntos Sociais...

 


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (23), projeto que busca estimular ações para a dessalinização da água do mar e das águas salobras subterrâneas no país. Para tanto, a proposta (PLS 259/2015), do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), inclui a previsão de incentivos com essa finalidade entre as diretrizes e objetivos da Política Federal de Saneamento.

O projeto passa a mencionar o tema no texto da Lei 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico. A proposta também determina que a União deve priorizar o atendimento ao consumo humano no semiárido e em outras localidades com escassez de água na hora de decidir sobre a alocação de recursos para incentivar a adoção de tecnologias de dessalinização da água.

Ao justificar seu projeto, Eunício Oliveira traz dados da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo os quais 97,5% da água existente no mundo é salgada e está nos oceanos. O senador acrescenta que, no semiárido nordestino, a água subterrânea disponível para muitas comunidades é salobra, inadequada para o consumo humano. Essa realidade, somada ao fato de que o desenvolvimento tecnológico tem barateado o custo da dessalinização, levou Eunício a apresentar a proposta, que visa aumentar a oferta de água potável no Brasil e, especialmente, no Nordeste, região mais carente do recurso.

O relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), lembra o crescimento da população mundial, as mudanças climáticas, a distribuição desigual de água no território brasileiro e a recente crise hídrica no país. Diante disso, ele avaliou que o projeto de Eunício deve ser aprovado, pois apresenta alternativas para o abastecimento da população.

Agora a matéria seguirá para análise na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT).


Projeto proíbe importação de peles de animais domésticos e exóticos...

 


A importação de peles de cães, gatos, coelhos e chinchilas poderá ser proibida. É o que estabelece o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 138/2015, que a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) planeja analisar em reunião marcada para a próxima terça-feira (16), às 9h30. O texto também veda a importação de casacos e outros produtos derivados das peles desses animais e de peles de animais selvagens sem origem certificada.

Para movimentar o comércio de peles, que envolve desde casacos até objetos de decoração e animais empalhados, estima-se que 10 milhões de animais sejam sacrificados anualmente. Conforme o autor do projeto, deputado Felipe Bornier (PSD-RJ), são frequentes as denúncias de maus tratos nos criatórios e na extração das peles, principalmente na China – país que responde por 51% do comércio mundial de peles.  Segundo o deputado, mais de dois milhões de cães e gatos são mortos na China, a cada ano, para retirada de suas peles.

O projeto prevê, porém, que ficam fora da proibição as peles de animais destinadas a instituições educativas e científicas, mediante autorização da autoridade competente. A matéria conta com o apoio do relator, senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que sugeriu a pena de reclusão de um a três anos, mais multa, para quem descumprir a norma. Para Caiado, o projeto ajudará a eliminar o comércio de produtos “vinculados a uma indústria que instiga a tortura contra os animais”. Se aprovado, o projeto segue para análise do Plenário do Senado.

Moda

A pauta da comissão também traz outro projeto que trata do uso da pele de animais. O PLC 105/2014, do deputado Welinton Prado (PMB-MG), determina a realização de campanhas educativas com o objetivo de informar e conscientizar a população sobre a necessidade de adequação das tendências da moda e necessidades de vestuário à sustentabilidade ambiental.

Para o deputado, a moda tem “de se integrar ao meio ambiente”, já que existem opções para o vestuário que não são resultado de experiências dolorosas ou cruéis com animais domésticos ou silvestres. O projeto tem o apoio do relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e ainda será analisado pelo Plenário, em caso de aprovação.

Na mesma sessão, a comissão deve analisar novas regras para a embalagem de soda cáustica e água sanitária (PLS 676/2015) e novas exigências para as áreas verdes urbanas (PLS 396/2014).

Zika e Voz do Brasil


A comissão também vai analisar dois requerimentos. O primeiro, do senador Ronaldo Caiado, pede que o ministro da Secretaria da Comunicação Social, Edinho Silva, compareça à CMA para falar sobre conteúdo veiculado pelo governo no programa Voz do Brasil de 4 de dezembro do ano passado. Na visão do senador, o governo fez propaganda política ao criticar a proposta de impeachment. Outro requerimento, também de Caiado, pede a convocação do ministro da Saúde, Marcelo Castro, com o objetivo de debater o crescimento de casos de microcefalia relacionados com o vírus zika.


Regulamentação da profissão de ecólogo é aprovada na CAS e segue para Plenário...

 


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (30) projeto que regulamenta a profissão de ecólogo. Entre outras atribuições, esse profissional é responsável por elaborar estudos de licenciamento ambiental e de recuperação de ecossistemas. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 105/2013 segue para análise do Plenário.

De acordo com o texto, o ecólogo também poderá exercer o magistério em Ecologia e áreas correlatas, além de prestar consultoria a empresas públicas e privadas.

A proposta, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PV-SP), exige que os ecólogos tenham curso superior de Ecologia. O diploma deverá ser exigido pelas autoridades federais, estaduais, municipais e particulares para a realização de contratos, inscrição em concursos e assinatura de termos de posse. O texto permite, no entanto, que as atividades do ecólogo sejam exercidas por outros profissionais, desde que tenham formação acadêmica em ciências ambientais.

Ao justificar a iniciativa, Thame destaca a importância da formação de profissionais que trabalhem pela sustentabilidade dos ecossistemas naturais por meio de políticas e técnicas que garantam o desenvolvimento econômico, a proteção ambiental e a justiça social.

A relatora na CAS, senadora Ângela Portela (PT-RR), destacou "a valiosa e indispensável contribuição dos ecólogos para a construção e manutenção de um meio ambiente ecologicamente equilibrado".

Veto à regulamentação anterior


A regulamentação da profissão de ecólogo foi tema de outro projeto de Mendes Thame (PL 591/2003), aprovado pelo Congresso e vetado integralmente em agosto de 2009 pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

No veto, Lula argumentou que o projeto não definia com exatidão o campo de atuação profissional específico do ecólogo, não previa as regras sobre a fiscalização da profissão nem estabelecia com precisão que os outros profissionais poderiam exercer as mesmas atribuições definidas para o ecólogo. "Isso poderia gerar insegurança e conflito com aqueles profissionais que já vinham atuando na área da ecologia, a exemplo do engenheiro florestal, do biólogo ou do oceanógrafo", explica o relatório de Ângela Portela.

Para a relatora, a nova proposta de Thame resolveu esse problema, ao permitir que as atribuições do ecólogo "sejam também compartilhadas por profissionais com formações acadêmicas afins às ciências ambientais, desde que legalmente habilitados nas respectivas profissões".

Estatuto dos Animais é aprovado pela CCJ...

 



Será enviado à Comissão de Meio Ambiente , Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), para decisão terminativa, projeto que institui o Estatuto dos Animais. Aprovado nesta quarta-feira (30) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o texto (PLS 631/2015) foi aprovado na forma de substitutivo do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) a projeto do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

O relator retirou do projeto trecho segundo o qual ninguém deverá causar lesão moral aos animais. Anastasia observou que a atual ordem constitucional, embora preveja a proteção dos animais, não os trata como sujeitos de direito equiparados aos dos seres humanos.

Ele também se manifestou contra aprovação de emenda do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que possibilitaria a prisão nos crimes contra os animais, a fim de reduzir a impunidade que paira sobre aqueles que violam esses direitos. O relator alegou que essa pena não necessariamente garante a eficácia pretendida, podendo ainda produzir efeitos nefastos para camadas mais carentes da população, que incidiriam nessa pena por desconhecimento da lei.

Anastasia também excluiu do que se consideram maus-tratos aos animais os casos de controle de zoonoses, controle de espécies invasoras e de ensino e pesquisa científica na área da saúde expressamente previstos em lei. Ele determinou no substitutivo que, quando não houver método que evite totalmente a dor e o sofrimento nesses casos, devem ser adotadas todas as medidas disponíveis para reduzi-los ao máximo.

Além disso, Anastasia excluiu a situação de abate de animais para fins comerciais, que deverão ser objeto de legislação específica, com métodos que minimizem ao máximo o sofrimento e a dor.  O relator acrescentou ainda ao projeto a obrigatoriedade de promover a identificação individual dos animais de estimação; a vedação de maus-tratos em práticas culturais, recreativas e econômicas e a ampliação da lista de condutas consideradas maus-tratos.

Animais protegidos


De acordo com o projeto, as espécies protegidas pelo Estatuto dos Animais são as classificadas no filo Chordata, subfilo Vertebrata, que englobam animais que têm, como características exclusivas, um encéfalo grande dentro de uma caixa craniana e uma coluna vertebral. São cerca de 50 mil espécies, desde peixes primitivos até aves e mamíferos.

Entre o rol de maus-tratos, estão os atos de forçar um animal a realizar movimentos contrários à sua natureza ou além de sua capacidade física; abandonar o animal em situação de perigo; abandonar animal criado em cativeiro, quando despreparado para se alimentar de maneira adequada; submeter animal a treinamentos, eventos, apresentações circenses, ações publicitárias que causem dor, sofrimento ou dano físico; violência física; privar o animal de água ou alimento adequado e confinar animal com outro que lhe cause medo, perigo, agressão ou qualquer tipo de dano.


Incentivo fiscal para empresas de saneamento está na pauta da Comissão de Meio Ambiente...

 


 
A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) se reúne terça-feira (29) para analisar 25 proposições em pauta. Entre elas, proposta que isenta do pagamento de PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) empresas que fazem captação, tratamento e distribuição de água ou que prestam serviço de esgoto.

O autor do projeto (PLS 717/2011), senador Aécio Neves (PSDB-MG), argumenta que a concessão de incentivos a empresas de saneamento básico reduzirá doenças e endemias, com reflexo imediato sobre os gastos do Estado com saúde e Previdência.

O relator, senador Roberto Rocha (PSB-MA), apresentou voto favorável com uma emenda, para determinar que o Poder Executivo faça estimativa do montante da renúncia fiscal decorrente da conversão do projeto em lei.

Após exame na CMA, o texto vai à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), para votação em caráter terminativo.

Água


Também está na agenda da Comissão de Meio Ambiente o PLS 587/2015, que modifica a Política Nacional de Recursos Hídricos de maneira a prever que sejam permanentes as campanhas educacionais de estímulo ao uso racional da água.

Para o senador José Agripino (DEM-RN), autor do projeto, períodos de estiagem estão mais frequentes e mais longos devido a mudanças no clima, exigindo o uso racional de água em todo o ano, e não apenas em períodos de racionamento.

Por isso, propõe que a conscientização da população seja um processo contínuo, de forma a “consolidar atitudes mais proativas em favor da sustentabilidade ambiental”.

O relator na CMA, Otto Alencar (PSB-BA), apoia a proposta de Agripino, que será votada em decisão terminativa.

Ministro da Justiça


A pauta da CMA inclui ainda requerimento, do senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), de convite ao ministro da Justiça, Eugênio Aragão, para que apresente aos parlamentares os programas da pasta para a segurança pública e o combate à violência.

O ministro também poderá ser convidado para audiência pública na Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) com o objetivo de explicar declaração dada ao jornal Folha de S.Paulo de que afastará equipe da Polícia Federal que vazar informações da Operação Lava-Jato.

Requerimentos propondo o convite, apresentados por Alvaro Dias (PV-PR) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), já foram lidos em reunião da CCJ e deverão ser votados na quarta-feira (30).


sexta-feira, 25 de março de 2016

Fica a dica...

Código Florestal...

 




O Código Florestal Brasileiro, atualmente regulado pela Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. O Código estabelece limites de uso da propriedade, que deve respeitar a vegetação existente na terra, considerada bem de interesse comum a todos os habitantes do Brasil.

O primeiro Código Florestal Brasileiro foi instituído pelo Decreto nº 23.793, de 23 de janeiro de 1934, revogado posteriormente pela Lei 4.771/65, que estabeleceu o Código Florestal vigente até a publicação da Lei Federal nº 12.651, de 25 de maio de 2012.


Calçada de pneus reciclados...Vantagens...


Marinha dos EUA oferece ajuda para tirar bombas da Barreira de Corais...

A Grande Barreira de Corais, que está lista de patrimônio mundial da Unesco desde 1981, perdeu mais da metade dos corais nos últimos 27 anos 



Caças Harrier da Marinha americana precisaram lançar as bombas no mar porque barcos civis foram vistos perto do alvo original em um treinamento. Duas bombas estavam inertes, e outras duas continham explosivos, mas não estavam engatilhadas.

Os aviões, que não tinham condições de pousar com segurança carregando as bombas, participavam da Operação Sabre Talismã, um exercício militar que envolve quase 30 mil militares dos EUA e Austrália, em atividades concentradas principalmente no norte da ilha-continente.

O vice-almirante Scott Swift, comandante da Sétima Frota dos EUA, disse que a decisão de recuperar as bombas ou deixa-las no mar caberá ao governo australiano. "Quando a determinação for tomada, vamos trabalhar estreitamente com quem for designado para remediar o problema. Se isso significar a remoção das armas, eu ficaria feliz em participar", disse Swift a jornalistas a bordo do porta-aviões USS George Washington, a 200 quilômetros da costa australiana.

As bombas estão a 50-60 metros de profundidade, representam um risco pequeno para os corais ou para embarcações, e poderiam ser facilmente resgatadas por mergulhadores da Marinha, segundo um porta-voz.

Ambientalistas criticam a realização de grandes exercícios militares em áreas sensíveis, como a Grande Barreira de Corais, que está sob ameaça por causa da navegação comercial, da mudança climática e da infestação invasiva de estrelas do mar, segundo a ONU.


Campanha de reflorestamento renova a esperança nos morros cariocas...




Em uma clareira rodeada de árvores frondosas, Djair dos Santos, de 66 anos, morador do Morro da Formiga (Tijuca, Zona Norte do Rio) capina uma nova área a ser reflorestada com vegetação nativa na parte alta da comunidade, onde no passado ocorreram deslizamentos mortais.

A Cidade Maravilhosa tem a maior floresta urbana do mundo, com mais de 35 mil hectares de Mata Atlântica que cobrem 29% de seu território. Mas, devido ao desmatamento provocado pela expansão urbana, a cidade perdeu cobertura vegetal, expondo seus moradores à poluição, enchentes e deslizamentos que vitimizam, sobretudo, os mais pobres que vivem nas favelas.

Segundo a Prefeitura, a cidade do Rio tem cerca de 18 mil moradias em áreas de alto risco em 117 comunidades. Em 2011, mais de 900 pessoas morreram em deslizamentos na Serra Fluminense, cerca de 100 km distante da capital, na maior tragédia ambiental do país.

Djair guarda na memória a tragédia de fevereiro de 1988, que matou seis pessoas no Morro da Formiga. Mas diz que agora a realidade mudou, enquanto acompanha outros 10 moradores do morro que participam do Mutirão de Reflorestamento.

"É gratificante para mim e todos os moradores ver que nos anos 1980 ocorreu um desastre nas chuvas, que um pedregulho rolou e matou pessoas (e isso não se repetiu). Isso acontecia muito. Com o reflorestamento, nunca mais", relata Djair, há 14 anos encarregado do Mutirão que recuperou 80 hectares no Morro da Formiga.

Em 26 anos, o programa da Prefeitura reflorestou mais de 2.200 hectares em cerca de 140 pontos da cidade, a maioria em comunidades carentes, com o plantio de 6 milhões de mudas de 150 a 200 espécies nativas da Mata Atlântica, como ipê, angico e pau-brasil, com a colaboração de 800 moradores. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), o reflorestamento ajuda a estabilizar encostas. A floresta aumenta a infiltração da água da chuva no solo. Sem a vegetação, a chuva arrasta os sedimentos da superfície para a parte baixa da cidade, assoreando canais de drenagem e causando enchentes e deslizamentos.

"O projeto no Morro da Formiga é um dos mais antigos da Prefeitura, começou em 1997. Como a comunidade está em área de risco devido à declividade alta, no passado houve muitos deslizamentos, mas posteriormente reduziram-se significativamente essas ocorrências", explica Marcelo Hudson, gerente de conservação da SMAC.

Desde 2010, a Prefeitura trabalha em uma nova fase do programa, chamada Rio Capital Verde, que prevê levar o Mutirão para novas frentes e recuperar outras áreas de difícil acesso com a contratação de empresas especializadas.

A meta é reflorestar 1.300 hectares com o plantio de 4 milhões de sementes até 2016. Espera-se que o replantio ajude a cidade a reduzir suas emissões e renda créditos de carbono para financiar projetos similares. "O projeto carbono atende áreas reflorestadas por empresas, pois são de difícil acesso. Para isso (as autoridades municipais) vão usar créditos de carbono para custear o replantio onde não puderem fazê-lo com o Mutirão", explica Franka Braun, especialista da Unidade de Financiamento de Carbono do Banco Mundial, que trabalha com a prefeitura no Programa de Desenvolvimento de Baixo Carbono da cidade.

"Já temos o documento técnico do projeto de créditos e no próximo mês faremos a validação, que consiste em estabelecer uma amostra de parcelas (do terreno), onde serão feitas medições (nr: de absorção de CO2 por hectare). A área que vai render créditos tem uns 900 hectares" espalhados pela cidade, explica Braun.

"Estimamos que nessa área 50 mil toneladas de carbono tenham sido capturadas nos últimos três anos", continua Braun.

Além de ar limpo e encostas estáveis, o reflorestamento dá a cariocas e turistas novas áreas de lazer. "Aqui na Formiga abrimos uma trilha que vai até a cachoeira. Já tem até turista que vem conhecer o local. Tem sábado que fica cheio aqui. Semana passada, fizemos uma caminhada ecológica. Vieram umas 30 crianças da comunidade. Eu fui andando com elas e explicando a importância do reflorestamento, que melhora a qualidade de vida de toda a cidade", conta Djair.

Para ele, a floresta representa esperança. "Posso até sair do Morro da Formiga, mas não por minha vontade. Quero continuar nisso aqui até quando Deus quiser", afirma.

Britânico recebe advertência da polícia após soltar mil grilos no jardim...

Homem soltou mais de mil grilos em seu jardim na Inglaterra 
 


Daniel Emlyn-Jones, de 40 anos, disse ter comprado os insetos pela Internet e decidiu soltá-los no seu jardim há pouco mais de um mês porque os ruídos dos grilos o faziam lembrar países do Mediterrâneo.

Emlyn-Jones, que trabalha como zelador em uma igreja e dá aulas particulares de matemática e ciência, disse que não acreditava que os insetos haviam provocado qualquer dano ou que representavam algum risco ambiental, já que têm uma expectativa de vida de apenas um ou dois meses.

Mas as autoridades locais não pensavam igual. "Isso pode parecer um ato inocente, mas a introdução de animais não normalmente residentes na população pode causar, na melhor das hipóteses, alterações na vida selvagem local", disse Dean Kingham, do departamento ambiental da polícia local.

"Na pior das hipóteses, eles podem provocar danos ao espalhar doenças ou criar populações artificiais", disse.

O habitat nativo da espécie de grilos solta no jardim são as regiões tropicais e subtropicais da Ásia, da África e da Europa. Os insetos produzem seu ruído peculiar ao esfregar suas asas externas.

Segundo o especialista James Hogan, curador do Museu de História Nacional da Universidade de Oxford, o problema de soltar espécies não nativas é que "você não sabe que efeito elas podem ter".

"Elas podem carregar doenças", disse ele ao jornal local The Oxford Times . "Essa espécie de grilos faz barulhos altos, mas tenho certeza de que o sr. Emlyn Jones poderia ter comprado CDs com sons de grilos em vez disso", afirmou.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Tudo começa com a educação...

Excelente ideia...

Agentes da natureza...

Transtorno ambiental...

Triste realidade a ser mudada...



Meio de proteção ambiental...


A nova era glacial...


Congresso Nacional de Educação Ambiental...

CNEA – Congresso Nacional de Educação Ambiental

Humor ecológico...

terça-feira, 22 de março de 2016

Inovação sustentável para o social...

FAO pede mais fundos e formas alternativas de preservar as florestas e a água...

 



A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pediu nesta segunda-feira mais fundos e métodos alternativos para conservar as florestas e seu papel dentro do ciclo de fornecimento de água.

Em um ato por causa do Dia Internacional das Florestas, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, afirmou que faltam fundos e soluções financeiras a longo prazo para recuperar os terrenos florestais degradados no mundo, o que por sua vez contribuiria à sustentabilidade dos recursos hídricos.

Além do apoio dos “investidores tradicionais”, Silva pediu a criação de iniciativas público-privadas e o desenvolvimento de alternativas como os fundos ambientais, o pagamento pelos serviços que melhoram os ecossistemas e a certidão voluntária.

O diretor-geral lembrou que, na conferência de mudança climática realizada no ano passado em Paris, os países apresentaram planos de adaptação e de mitigação com a finalidade do desmatamento.

Entre as medidas em andamento, espera-se que as contribuições ao Fundo Verde para o Clima alcancem os US$ 100 bilhões anuais de dinheiro público e privado a partir de 2020.

Por outro lado, a FAO apresentou hoje um programa de gestão florestal nas práticas agrícolas e promover assim a segurança hídrica em oito países de África Ocidental (Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Mauritânia, Níger, Senegal e Serra Leoa).

A segurança hídrica de oito de cada dez pessoas no mundo está ameaçada, segundo a ONU, que calcula que as bacias hidrográficas florestadas e as extensões alagadas fornecem ao redor de 75% dos recursos de água doce do planeta.

As florestas regulam a água de distintas formas, desde o recarregamento dos aquíferos até o controle da erosão, e mantêm sua qualidade de maneira natural, o que pode reduzir os custos adicionais no tratamento de água.


USP desenvolve teste que detecta Zika mesmo após eliminação pelo organismo...

 


Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um teste que consegue identificar uma infecção de vírus Zika mesmo após o micro-organismo ter sido eliminado pelo organismo.

Com a nova metodologia, é possível confirmar se mães de bebês com microcefalia estiveram infectadas pelo Zika, mesmo após as mulheres não estarem mais portando o vírus. Depois da validação laboratorial, o teste foi utilizado com sucesso em amostras de sangue de mulheres do município de Itabaiana (SE), cidade com um dos maiores índices de microcefalia do país.

“Com este método podemos demonstrar a especificidade da detecção do Zika, superando uma deficiência séria dos sistemas sorológicos até agora disponíveis”, esclareceu o professor Luís Carlos de Souza Ferreira, vice-diretor e coordenador do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do ICB.

Segundo os pesquisadores, a partir do diagnóstico obtido com o novo teste será possível estipular com mais precisão o número de infecções pelo vírus Zika no país e, especialmente, obter a confirmação de infecção por Zika em gestantes.

Os reagentes necessários para realização do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios científicos do Brasil. O desenvolvimento da metodologia envolveu o uso de técnicas de biologia molecular e contou com o trabalho do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas, Virologia Clínica e Evolução Molecular e Bioinformática do Departamento de Microbiologia do ICB, e integrantes da Rede Zika, uma força-tarefa de pesquisadores paulista.
 
A pesquisa contou com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).


A nova partícula que pode mudar o que sabemos sobre o Universo...

 



O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) – um acelerador de partículas gigantesco que fica na fronteira entre a França e a Suíça – causou fortes emoções entre físicos teóricos, uma comunidade que geralmente é muito cautelosa quando se trata de novas descobertas.

O motivo: “batidinhas” detectadas pelo Grande Colisor de Hádrons. Essas batidas, evidenciadas nos dados que resultam da aceleração dos prótons, podem sinalizar a existência de uma nova e desconhecida partícula seis vezes maior do que o Bóson de Higgs (a chamada “partícula de Deus”).

E isso, para o físico teórico Gian Giudice, significaria “uma porta para um mundo desconhecido e inexplorado”.

“Não é a confirmação de uma teoria já estabelecida”, disse à revista New Scientist o pesquisador, que também é trabalha na Organização Europeia para Investigação Nuclear (CERN).

A emoção dos cientistas começou quando, em dezembro de 2015, os dois laboratórios que trabalham no LHC de forma independente registraram os mesmos dados depois de colocar o colisor para funcionar praticamente na capacidade máxima (o dobro de energia necessária para detectar o Bóson de Higgs).

Os dados registrados não podem ser explicados com o que se sabe até hoje das leis da física.

Depois do anúncio desses novos dados foram publicados cerca de 280 ensaios que tentam explicar o que pode ser esse sinal – e nenhum deles descartou a teoria de que se trata de uma nova partícula.

Alguns cientistas sugerem que a partícula pode ser uma prima pesada do Bóson de Higgs, descoberto em 2012 e que explica por que a matéria tem massa.

Outros apresentaram a hipótese de o Bóson de Higgs ser feito de partículas menores. E ainda há o grupo dos que pensam que essas “batidinhas” podem ser de um gráviton, a partícula encarregada de transmitir a força da gravidade.

Se realmente for um gráviton, essa descoberta será um marco, porque até hoje não tinha sido possível conciliar a gravidade com o modelo padrão da física de partículas.

Extraordinário? – Para os especialistas, o fato de que ninguém conseguiu refutar o que os físicos detectaram é um sinal de que podemos estar perto de descobrir algo extraordinário.

“Se isso se provar verdadeiro, será uma (nota) dez na escala Richter dos físicos de partículas”, disse ao jornal britânico The Guardian o especialista John Ellis, do King’s College de Londres. Ele também já foi chefe do departamento de teoria da Organização Europeia para a Investigação Nuclear. “Seria a ponta de um iceberg de novas formas de matéria.”

Mesmo com toda a animação de Ellis, os cientistas não querem se precipitar.

Quando o anúncio foi feito pela primeira vez, alguns pensaram que tudo não passava de uma terrível coincidência que aconteceu devido à forma como o LHC funciona.

Duas máquinas de raios de prótons são aceleradas chegando quase à velocidade da luz. Elas vão em direções diferentes e se chocam em quatro pontos, criando padrões de dados diferentes.

Essas diferenças, batidas ou perturbações na estatística são o que permitem demonstrar a presença de partículas.

Mas estamos falando de bilhões de perturbações registradas a cada experimento, o que torna provável um erro estatístico.

Porém, o fato de que os dois laboratórios tenham detectado a mesma batida é o que faz com que os cientistas prestem mais atenção ao tema.

Boas notícias – Além disso, recentemente os cientistas dos laboratórios CMC e Atlas apresentaram novas provas depois de refinar e recalibrar seus resultados.

E nenhuma das equipes pôde atribuir a anomalia detectada a um eventual erro estatístico.
São boas notícias para os especialistas que acreditam que essa descoberta seja o início de algo muito grande.

O lado ruim é que nenhum dos laboratórios conseguiu explicar o que é esta misteriosa partícula. São necessárias mais experiências para qualificar o evento como um “descobrimento”.

O lado bom é que não será preciso esperar muito para ver o fim da história.

Nesta semana, o Grande Colisor de Hádrons sairá de seu período de hibernação para voltar a disparar prótons em direções diferentes.

Nos próximos meses o colisor oferecerá o dobro de informação em comparação ao que os cientistas têm até agora.
E se estima que, em agosto, eles poderão saber o que é essa nova e promissora partícula.


Dia Mundial da Água: estudante brasiliense lê redação na Câmara...

 


O exemplo de uma iniciativa da mãe levou na segunda-feira (21) a estudante Ana Beatriz Sousa de Lucena, de 16 anos, a uma das tribunas do plenário da Câmara dos Deputados. Sua redação sobre o uso da água foi escolhida entre as escritas pelos alunos do 3º ano da escola Rogacionista, no Guará, a pouco mais de 18 quilômetros da região central de Brasília.

“É emocionante estar aqui. Sou filha de uma ex-professora que aplicou medidas de economia de água entre crianças e conseguiu uma economia, na escola, de mais de 500 mil litros por ano. Usei esses dados”, contou.

Na redação, lida em uma sessão solene da Casa para lembrar o Dia Mundial da Água, Ana Beatriz começa o texto lembrando que a água proporcionou a vida no passado e sua falta pode tirar a vida no futuro. “O melhor é ensinar isso para crianças que estão em processo de aprendizado e por isso, se aprendem cedo, podem levar essa cultura para a vida adulta e mudar o mundo em que vivemos”, disse.

Autor do requerimento para que a sessão fosse realizada, o deputado Izalci (PSDB-DF) alertou para as projeções internacionais que mostram que mais de 2 milhões de pessoas podem ter problemas com a escassez de água até 2050. O parlamentar também lembrou que o país tem a maior reserva de água do mundo, “mas o Brasil e os brasileiros sabem disso? Gestores públicos têm consciência dessa responsabilidade? Infelizmente a resposta é não”, afirmou.

Izalci citou o acidente da barragem em Mariana, Minas Gerais, e afirmou que o desastre foi consequência da falta de fiscalização e do “descaso” das autoridades. Segundo ele, o problema é que além da escassez do recurso faltam políticas públicas adequadas e ainda há muito desperdício. “Vamos sair dessa sessão com o compromisso de ensinar nossos filhos sobre a importância da água”, apelou ao plenário, ocupado principalmente por alunos e professores da mesma escola de Ana Beatriz.


Após 60 anos, estudo desvenda mistério sobre ‘monstro Tully’...

 


Após mais de meio século, pesquisadores conseguiram desvendar o mistério em torno de uma criatura bizarra apelidada de “monstro Tully”, que viveu há cerca de 307 milhões anos no nordeste do estado de Illinois (EUA).

Vestígios fossilizados de Tullimonstrum gregarium foram encontrados em 1955 pelo caçador de fósseis Francis Tully em Mason Creek, no estado do Illinois. Desde então, a origem evolutiva dessa espécie era um quebra-cabeças para os cientistas.

Ao analisar numerosos fósseis da criatura, os pesquisadores chegaram à conclusão de seriam primos das lampreias. O “monstro Tully” media cerca de 30 centímetros e contava com uma espécie de cauda com dentes.

Em um estudo publicado na semana passada na revista Nature, os pesquisadores destacaram que o “monstro Tully” era um vertebrado, com brânquias e uma haste rígida, ou notocorda, que funcionava como uma medula espinhal rudimentar.

A pesquisa foi liderada pela paleontóloga Victoria McCoy, da Universidade de Leicester, na Inglaterra. “Como todos os fósseis excepcionais, tínhamos uma imagem muito clara do que parecia, mas nenhuma imagem clara do que era”, disse Victoria.

“Este quebra-cabeça vinha atormentado os paleontólogos”, disse o paleontólogo Scott Lidgard, do Museu de História Natural Field, em Chicago, que possui 1.800 espécimes de Tullimonstrum Gregarium, o fóssil oficial do estado de Illinois.


Seminário debate gestão das águas no Brasil...

 


Apenas 2,5% de toda a água disponível no planeta Terra é composta por água doce. Desses, menos de 1% de toda a água doce existente no mundo está acessível às pessoas, sendo encontrada em lagos, rios, áreas úmidas e aquíferos subterrâneos. E na data em que se comemora o Dia Mundial da Água, nesta terça-feira, 22 de março, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promovem o seminário Crise Hídrica e a Segurança de Barragens no Brasil, no auditório Flávio Terra Barth, na sede da ANA, em Brasília, com a presença da ministra Izabella Teixeira, do diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, e do ex-ministro da Advocia-Geral da União, Luís Inácio Lucena Adams. O evento é fechado para convidados e servidores da casa.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 75% de toda a água doce existente estão congeladas em gigantescos blocos de gelo e grande parte do restante está em regiões profundas do subsolo. E o seminário promovido pela ANA propõe uma reflexão sobre as dificuldades e avanços na gestão de recursos hídricos em decorrência, especialmente, da crise hídrica nas bacias do Nordeste e do Sudeste, e sobre as perspectivas para recuperar o Rio Doce, a partir das lições aprendidas com o rompimento da barragem de rejeitos de minério em Mariana.

Participam do evento, também, representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), do Corpo de Engenheiros dos Estados Unidos (Usace), diretores da ANA e especialistas no tema. Além das mesas de discussão, serão lançados o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Recursos Hídricos; o Relatório da ONU sobre Água e Saneamento; o novo portal do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (Snirh); o edital do mestrado profissional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos; e o Monitor da Seca no Nordeste, além da apresentação de um vídeo sobre o Fórum Mundial da Água de 2018, que acontecerá no Brasil.

Convergência - Na sequência das comemorações pelo Dia Mundial da Água, a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA realizará, na próxima quinta-feira (24/03), o seminário Gestão dos Recursos Hídricos: convergência entre as políticas coordenadas pelo MMA, das 9h às 13h. Será em Brasília, no auditório do Edifício Marie Prendi Cruz, unidade do MMA na 505 Norte, em Brasília.

O evento tem o objetivo de promover o debate sobre a importância da gestão dos recursos hídricos, ressaltando-se como a temática permeia as diversas políticas coordenadas pelo Ministério.

Por ocasião da data, serão colocados, na entrada dos prédios do MMA, tanto na Esplanada dos Ministérios, quanto na 505 Norte, dois estandes contendo informações sobre a consulta pública destinada à segunda revisão do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), referente ao período 2016-2020, com a coleta de contribuições destinadas à revisão das prioridades do PNRH para os próximos cinco anos.

Em cada estande estarão disponíveis aos interessados outras publicações da área de recursos hídricos. A consulta pública de revisão do PNRH está aberta até 1º de maio. 
 
Saiba mais - A instituição do Dia Mundial da Água, conforme dados do Secretariado da Convenção de Ramsar sobre Áreas Úmidas, remonta a 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Na ocasião, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou 22 de março de 1993 para ser o primeiro Dia Mundial da Água.


Hábitos saudáveis...

Water Turns the Tap on Human Potential

Water Turns the Tap on Human Potential

segunda-feira, 21 de março de 2016

22/03 - Dia Mundial da Água...

Cachorro e gato não pegam dengue, zika e nem chikungunya, sabe por quê?

 



O surto da zika e o aumento nos casos de dengue e chikungunya deixam a população em estado de alerta contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor das doenças. Para se prevenir, você investe no repelente e faz uma vistoria pela casa para eliminar os focos do Aedes, mas ao chegar no canil surge a dúvida: bichos de estimação pegam dengue? E zika?
Calma, a resposta é não. Gatos, cachorros, passarinhos e outros animais domésticos não pegam essas doenças, mesmo se forem picados pelo Aedes aegypti.
“Não existem registros de infecção natural em animais com o vírus da dengue e chikungunya. Já se tratando da zika, há relatos da presença de anticorpos em zebras, elefantes e alguns roedores, e até o momento o vírus só foi isolado em macacos”, afirma a professora Cáris Maroni Nunes, da Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
Descobrir anticorpos do vírus da zika em alguns animais mostra que eles já formam infectados pelo vírus e criaram um mecanismo de defesa. Apesar desses animais terem registro do vírus da zika, isso não comprova que a doença se “dê bem” com animais de estimação.
O ‘Aedes aegypti’ não costuma picar pets “A zika, assim como a dengue, veio dos primatas e, normalmente, quando vírus como esses infectam outros animais eles tendem a buscar animais próximos dos hospedeiros primários”, afirma Atila Iamarino, biólogo especialista em microbiologia.
Como nós, homens, somos próximos dos macacos, estamos mais suscetíveis a ser uma boa casa para essas doenças. Já os gatos e cães costumam estar distantes o suficiente dos hospedeiros originais para não contrair os vírus.
Para entender a preferência do mosquito, podemos imaginar uma balada (isso mesmo): “Muitos fatores estão envolvidos na preferência do vírus por cada animal, mas podemos entender assim: se você fosse a zika e estivesse chegando em uma festa, você ia querer conhecer um monte de gente, se relacionar com todos, para saber quem está por lá. Desse social, pode ser que alguns gostem de você, outros mais ou menos, e outros lhe odeiem, e você vai preferir ficar com a turma que lhe trata melhor”, explica Cáris.
Com a preferência por primatas, fica difícil que bichos de estimação sejam picados pelo Aedes e infectados pela zika, dengue ou chikungunya. “Nunca podemos dizer que é impossível, mas é bem difícil”, afirma Atila.
Há outros perigos no mosquito – No caso dos animais, o Aedes aegypti não é visto como um grande vilão, mas isso não quer dizer que os mosquitos não são perigosos para os pets. Outras espécies de mosquitos podem transmitir doenças como leishmaniose e dirofilariose, também conhecida como doença do verme do coração.

“É sempre bom prevenir, existem comprimidos mensais, injeções e repelentes específicos para animais, o veterinário pode informar qual o mais apropriado para cada bichinho”, diz Norma Vallmer Labarthe, professora da Universidade Federal Fluminense.


Pesquisa cria detergente capaz de matar larvas do Aedes aegypti...

 





Uma pesquisa feita por alunos da Universidade de São Paulo (USP) em Lorena (SP) criou um produto que pode ajudar a reduzir a proliferação do mosquito Aedes aegypti – causador de dengue, zika e chicungunya. Eles desenvolveram um detergente que quando em contato com as larvas do mosquito é capaz de desfazê-las O produto foi patenteado e aguarda o investimento de empresas para entrar no mercado.

O inseticida foi descoberto em 2012 e o produto, pronto para o mercado, foi finalizado em fevereiro deste ano.

Segundo o aluno Paulo Franco, doutorando em biomedicina e um dos responsáveis pelo projeto, o objetivo inicial da pesquisa era criar um inseticida que não atingisse o meio ambiente ou os animais durante o uso e também na produção. O produto foi desenvolvido com micro-organismos que são cultivados com o bagaço da cana de açúcar.

Em contato com a água, o produto reduz a tensão da superfície, o que desestabiliza as larvas – fazendo com que elas afundem. Além disso, as larvas se desfazem em até 48 horas. “O detergente em água faz com que reduza a tensão superficial, então tudo que tem nessa superfície ela afunda [o mosquito se desenvolve na superfície]. O produto não deixe que a larva chegue até a fase de mosquito, que pode transmitir a dengue”, explicou Paulo. A pesquisa é supervisionada pelo professor Doutor Silvio Silvério da Silva.

A eficácia do produto já foi comprovada, segundo o pesquisador e o trabalho rendeu ao doutorando a seleção para a final do prêmio Idea to Product, organizado pela Universidade do Texas. Segundo Franco, desde o ano passado o inseticida está disponível para laboratórios.

“Dependemos que alguém compre a nossa ideia para poder chegar ao resultado, que é minimizar os impactos da dengue. A questão maior é que a doença atinge países de clima quente e, em maioria, está presente em lugares subdesenvolvidos, o que limita o mercado. Mas ainda temos esperança”, disse.

Região – Na região, Taubaté enfrenta o pior cenário da doença e decretou epidemia neste ano. A cidade tem mais de 700 casos da doença. Além disso, a cidade tem 18 casos suspeitos de vírus da zika e um confirmado da doença.

Em São José dos Campos, apesar do número menor de casos, a cidade ultrapassa 500 confirmados. Além de 13 casos de pessoas infectadas pelo vírus da zika e cinco casos de febre chikungunya.

Em Tremembé, segundo a vigilância epidemiológica, são 111 casos positivos da doença, sendo 109 autóctones e dois importados.

Estudantes mostram no DF soluções criativas para reciclagem...

 



Imagine poder recarregar uma pilha alcalina comum 20 vezes. Ou quem sabe ter nas embalagens dos produtos um selo que identifique em qual cor de lata de lixo reciclável aquele material deve ser descartado. Já pensou em depositar latinhas ou caixinhas de suco em um coletor e ganhar pontos que podem ser trocados por ingressos no cinema ou por sanduíches em lanchonetes? As soluções foram apresentadas, em Taguatinga, cidade a 20km de Brasília, no Torneio de Robótica First Lego League, promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi).

Pilhas – A preocupação com o dado da Associação Brasileira de Indústria Eletro Eletrônica (Abinee), de que anualmente são utilizadas no Brasil cerca de 800 milhões de pilhas, e que só 1% delas são recicladas, fez com que a equipe Thunderstruck, de São Caetano do Sul (SP), desenvolvesse dois equipamentos capazes de recarregar pilhas. Os inventores dizem que o tempo de carregamento é de cerca de 1h30 minutos. O tutorial para a construção dos carregadores está disponível na internet para qualquer um que queira desenvolvê-lo em casa. O custo de produção da versão mais tecnológica é de R$ 70. Já a mais simples, porém mais difícil de montar, custa cerca de R$ 7.

Selo – A ideia de colocar nas embalagens de produtos de supermercados selos com cores da respectiva lata de lixo reciclável onde o material deve ser descartado veio da equipe Canaã Robots, da Escola Sesi Canaã, de Goiânia (GO). A equipe percebeu que as pessoas tinham dúvidas na hora de descartar corretamente as embalagens. O mesmo selo também traz um QR Code, que, quando lido, por meio de um aplicativo de celular desenvolvido pela equipe, traz informações sobre aquele produto.

“Nossa intenção é que esse selo passe a ser obrigatório nas embalagens por força de uma lei. A partir da nossa ideia, convencemos a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás a apresentar uma proposta com essa finalidade, e ela está tramitando”, disse, orgulhosa, à Agência Brasil, a aluna Giovana Correia, de 14 anos.

Caixinhas e Latinhas – Da equipe Teslavince, de Manaus (AM), veio uma solução para incentivar a reciclagem de materiais. O grupo criou um coletor e um aplicativo que pontua o descarte de produtos. Originalmente criado para receber latinhas, o coletor já foi adaptado para o torneio, em Brasília, para receber caixinhas, já que sucos nesse tipo de embalagem fazem parte dos kits de lanche que são distribuídos pelos organizadores aos participantes. “Nossa ideia é adaptar o coletor para receber lixo eletrônico também”, ressaltou o grupo. Nesse caso a troca de material por pontos ainda não está sendo realizada na prática, mas já existem empresas interessadas na ideia.

Orgulho – Um dos grandes entusiastas do torneio é Armando Clemente ou “Tiuzão”, como gosta de ser chamado e é conhecido entre os competidores. Voluntário, gerente de uma empresa multinacional parceira do torneio, ele é juiz geral do evento. “Aqui os participantes aprendem que além de utilizar eles também podem produzir tecnologias. Nosso país tem muito potencial para tecnologia, precisamos inspirar e incentivar a galera”, destacou.

“Estou no torneio desde 2004 e hoje me orgulho de ver que a gente tem vetores como Lucas Trambaiolli, da Universidade Federal do ABC, que trabalha com Neurociência e começou, em 2003 ,pequenininho e Vinuicius Milani, que está na General Motors, tralhando nos projetos das linhas montagem dos carros”, lembrou Tiuzão.

A última fase da competição, que é nacional teve 77 equipes finalistas, com aproximadamente 750 estudantes. 

Do torneio saíram 15 projetos vencedores que vão participar de torneios internacionais na Austrália, Espanha e Filipinas.


Outono começa sob influência do El Niño...

Resultado de imagem para Outono começa sob influência do El Niño 


O outono começou à 1h30 deste domingo (20), de acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe. Segundo a meteorologista Fabiene Casamento, da Somar Meteorologia, a estação ainda terá influência do fenômeno El Niño, o superaquecimento das águas do Pacífico.

Segundo Fabiene, a incidência do El Niño será menor, com chuvas menos volumosas e concentradas na Argentina, no Uruguai e no sul do Rio Grande do Sul. As temperaturas também devem cair.

Por outro lado, deve voltar a chover no Norte e Nordeste do país, porém. O volume das chuvas não devem atingir a média histórica para o período na região.

De acordo com a Somar, frentes frias conseguirão avançar pelo Brasil em maio, atingindo partes da região Centro-Oeste, além do Sul e Sudeste do país. A instabilidade, entretanto, será menor do que no verão.

Mesmo com as frentes frias, as temperaturas ainda devem ficar mais elevadas do que o normal para esta estação, também em decorrência do El Niño.