segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Questão de educação...

Projeto que regula uso de fontes alternativas de água vai à Comissão de Meio Ambiente...

 



Já foi encaminhada à Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), onde tramitará em decisão terminativa, a proposta (PLS 51/2015) que acaba com a exclusividade das concessionárias públicas no fornecimento de água. O projeto, que foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), regula o uso de fontes alternativas no abastecimento urbano e acaba com a proibição de ligar fontes alternativas de abastecimento — como água da chuva ou de reúso de chuveiros e lavagem de roupa — às casas e edifícios ligados à rede pública de água.
 
Segundo o autor da proposta, senador Cássio Cunha Lima (PSDB–PB), com a utilização simultânea da água da rede e de fontes alternativas, além de aumentar a disponibilidade hídrica, será possível reduzir o consumo de água potável para fins que não exigem água tratada, como descargas sanitárias ou para lavar o chão.


Durante discurso no Oscar, Leonardo DiCaprio destaca mudanças climáticas

 


A cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos parou neste último domingo (28), para assistir a cerimônia de entrega do Oscar, realizada no Teatro Dolby. Um dos prêmios mais aguardados foi o de melhor ator, que finalmente fez justiça a Leonardo DiCaprio, após quatro indicações frustradas. O ator foi laureado por seu trabalho em 'O Regresso', em que incorpora o explorador vingativo Hugh Glass.

Ao receber a premiação, DiCaprio deu um tom ambientalista ao seu discurso. "A mudança climática é real. Isso está acontecendo agora. Esta é a ameaça mais urgente para toda a nossa espécie", disse. "Precisamos apoiar os líderes de todo o mundo que falam para os povos indígenas, para a humanidade, as vozes que foram abafadas pela política de ganância”, completou.

O Regresso também rendeu o prêmio de melhor diretor a Alejandro González, que recebeu seu segundo Oscar, e o de melhor fotografia a Emanual Lubezki, único na história da premiação a receber a estatueta por três anos consecutivos.






Meio ambiente na sala de aula...



Na EMEF Armindo Ramos, em São Vicente, a professora Michela Bozzi trabalhou com os alunos a importância da preservação da água e como reutilizar o recurso natural para outras atividades do nosso dia a dia.

Para incentivar a participação dos alunos na conservação do meio ambiente, os estudantes fizeram a leitura de reportagens do jornal A Tribuna, entre elas, sobre a tragédia de Mariana, Minas Gerais, além de assistir a desenhos animados e um documentário sobre o tema.

Uma maquete representando uma Estação de Tratamento de Água (ETA) foi utilizada para que os alunos conseguissem visualizar e compreender melhor o processo de captação e de tratamento da água, desde a fonte até ela chegar à torneiras. Por fim, os jovens desenvolveram desenhos alusivos ao tema que foram expostos no painel da escola.

Já na E.M. Ary Cabral, em Praia Grande, os alunos elencaram alguns assuntos como a falta de água e desmatamento, e a maioria também falou sobre as barragens na cidade de Mariana.

“Iniciamos o trabalho conversando sobre questões importantes que tem acontecido no nosso país com relação ao meio ambiente.

Fizemos um paralelo do ocorrido com o projeto ‘Defesa Civil nas escolas’, onde os alunos relembraram aspectos importantes de mudança de hábitos”, explica Rose Moura, que realizou a atividade com o quinto ano.

Após a conversa, os alunos foram organizados em grupos para manusear o jornal A Tribuna e buscar informações sobre o assunto. Cada grupo, com as notícias em mãos, leu e fez um resumo. Foram confeccionados cartazes com as reportagens.

Vaga de Emprego...

As mudanças climáticas são reais...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

"Bola de fogo" explode sobre Atlântico a mil quilômetros da costa do Brasil...

 



O maior meteoro já visto desde o que atingiu a cidade russa de Chelyabinsk há 3 anos entrou na atmosfera da Terra sobre o oceano Atlântico – perto do Brasil.

O evento, que só foi divulgado agora, ocorreu às 11h55 do dia 6 de fevereiro.

Ao queimar-se na atmosfera, a rocha espacial liberou o equivalente a 13 mil toneladas de TNT.

Esse é o evento mais grandioso do gênero desde o ocorrido em Chelyabinsk, em 15 de fevereiro de 2013. O meteoro que atingiu a região liberou 500 mil toneladas de TNT.

Mais de mil pessoas foram feridas na ocasião – a maioria atingidas por estilhaços de vidro de janelas.

Costa brasileira – Já a bola de fogo sobre o Atlântico provavelmente passou despercebida. Ela se desintegrou a cerca de 30 quilômetros sobre a superfície do mar, a 1000 quilômetros da costa brasileira.

A Nasa listou o acontecimento em uma página de internet que relata a ocorrência de meteoros e bolas de fogo.

Cerca de 30 pequenos asteroides (que medem entre 1 e 20 metros) entram na atmosfera da Terra anualmente, segundo pesquisas científicas.

Como a maior parte da superfície terrestre é coberta por água, maioria deles cai nos oceanos e não afeta áreas habitadas.


Antártida está em temperatura similar ao início de sua formação, diz estudo...

 


A temperatura subiu tanto na Antártida que já alcançou níveis similares aos de quando se formou, há mais de 20 milhões de anos, segundo dois estudos publicados nesta segunda-feira pela revista americana "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)".

Além das elevadas temperaturas, os níveis atuais de dióxido de carbono (CO2) são mais altos do que se pensava, dois motivos pelos quais o degelo da Antártida avança em velocidade maior do que o esperado.

Essas são as conclusões de um duplo estudo, que inclui a reconstrução climática da Antártida há milhões de anos, feito com a coordenação da Universidade de Massachusetts, da Universidade Estadual da Pensilvânia e do instituto de pesquisa geológica GNS Science da Nova Zelândia.

A reconstrução das condições meteorológicas das origens da Antártida permitiu aos cientistas recriarem a evolução histórica das camadas de gelo no continente. Com isso, é possível comparar as condições em que as camadas se originaram com a situação em que se encontram agora.

Antes que houvesse gelo, ou seja, quando a temperatura era alta demais, a temperatura na Antártida era entre 3 e 4 graus acima do que hoje.

No que diz respeito aos níveis de dióxido de carbono, na origem da Antártida as medidas de CO2 eram de 500 partes por milhão, e agora são de 400 partes por milhão.

Dentro de 30 anos não se esperava que a atmosfera da Antártida alcançasse tais temperaturas nem tal quantidade de CO2 como indica o estudo.

Como agravante, os sedimentos da Antártida são mais vulneráveis ao aumento nos índices de CO2 do que se achava anteriormente. Ou seja, as mudanças geológicas ocorrem a níveis mais baixos de CO2 do que se esperava e portanto não fazem falta grandes índices de poluição para que o gelo derreta.

Com este modelo foi possível descobrir as condições meteorológicas sob as quais se formou a Antártida, há mais de 20 milhões de anos, durante o período chamado Miocénico.

"Os pesquisadores climáticos buscaram há muito tempo a criação de um modelo que simule as condições similares às vividas no início e na metade do Miocénico", explicou o doutor Edward Gasson da Universidade de Massachusetts.

No entanto, Gasson pediu calma e disse que os elevados níveis de CO2 "não significam que a Antártida vá derreter nos próximos 30 anos".




Aplicativo transforma celulares em detectores de terremotos...

 





Cientistas da Califórnia estão testando um novo aplicativo para celular que pode transformar o aparelho em um sismógrafo. Segundo o jornal O Globo, o objetivo agora é que os usuários o baixem o app para que ajudem os desenvolvedores a melhorá-lo. 

O que os cientistas desejam é criar uma rede para reunir dados sobre tremores e, ainda, emitir alertas quando necessário. "Alguns segundos de antecedência é tudo que é preciso", explica o professor Richard Allen, do Laboratório Sismológico da Universidade da Califórnia em Berkeley, à rede de televisão BBC. "Baseado no que cientistas têm dito sobre terremotos, se todo mundo fosse para debaixo de uma mesa sólida, seria possível reduzir o número de feridos por causa de um tremor em 50%", finaliza ele. 

A publicação conta que o MyShake é capaz de captar um terremoto em 93% dos casos, mesmo quando o telefone está no bolso ou em uma bolsa.

Mantendo o equilíbrio sempre...

Vem ai a hora do planeta 2016...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Acordo de Paris começa a gerar frutos no Brasil...

Fortaleza sediará II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas - Imagem: Wikimedia 


Qual o papel das cidades no enfrentamento das alterações do clima? Como colocar em prática ações que permitam ao Brasil estar alinhado às indicações do Acordo de Paris? Essas são algumas das discussões da II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas que será realizada em 24 e 25 de fevereiro em Fortaleza (CE). O evento é promovido pelo ICLEI, principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, em parceria com a prefeitura da cidade e Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Esse é o primeiro encontro nacional após a 21ª Conferência das Partes (COP-21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, quando foi firmado o Acordo de Paris que estabelece diretrizes e metas para que os países reduzam suas emissões de gases de efeito estufa para manter a temperatura média da Terra  abaixo de 2ºC em relação à era industrial, com esforços para limitar a 1,5ºC no máximo. A Jornada pretende, a partir do que foi definido, discutir como as cidades podem contribuir para minimizar o impacto das mudanças climáticas na vida das pessoas, incorporando práticas adequadas no desenvolvimento urbano do país.

“Essa discussão assume uma importância ainda maior porque este ano teremos eleições municipais em todo o Brasil e o tema mudanças climáticas não pode ficar de fora da campanha, dos debates e das plataformas dos candidatos”, afirma Pedro Roberto Jacobi, presidente do Secretariado para América do Sul do ICLEI.

Dentre os temas que serão debatidos estão o panorama pós COP21, compromisso das cidades com a sustentabilidade, financiamento climático, planejamento e adaptação às mudanças climáticas. Nesse último, será feita uma abordagem sobre utilização da Adaptação baseada em Ecossistemas (AbE). Nessa estratégia, aproveitam-se os serviços prestados pelos ambientes naturais equilibrados (como produção de água e proteção do solo) para auxiliar a sociedade na adaptação aos efeitos das alterações do clima.

“Temos percebido que o meio ambiente equilibrado é grande aliado para reduzir o impacto, por exemplo, das inundações e de estiagens que tem sido cada vez mais frequentes e intensas”, explica Guilherme Karam, coordenador de estratégias de conservação da Fundação Grupo Boticário e palestrante sobre o tema no evento. Karam também participou de discussões sobre o tema na COP21.
A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas contará ainda com a participação de prefeitos de diversas regiões brasileiras, além de representantes de governos estaduais, do governo federal e de cidades de outros países da América do Sul. Também estão previstos representantes de instituições como Avina, BID, Future Cities Catapult, CEBDS, Fundação Konrad Adenauer, GIZ, ITDP, MercoCiudades, ONU Habitat, SOS Mata Atlântica, WRI e WWF.

Serviço:

II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas
Data: 24 e 25 de fevereiro
Local: Centro de Eventos do Ceará - Av. Washington Soares, 999 - Edson Queiroz, Fortaleza/CE.
Inscrições, programação e mais informações: http://iclei.org.br/jornadaclima

Tecnologia auxilia municípios no planejamento urbano...

Mensagens de texto via celular: tecnologia simples e eficaz em casos de desastres ambientais - Imagem:  



O Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Riscos Urbanos da Universidade Federal Tecnológica do Paraná, professor Ney Tabalipa, em entrevista ao Revista Brasil fala sobre ferramentas tecnológicas no planejamento urbano. Ele explica que estas ferramentas são essenciais e evitariam em muitos casos, desastre e tragédias nas cidades.

O professor explica que é possível fazer uma série de atividades para prevenir, diminuir riscos e vulnerabilidade das cidades. Como exemplo de tecnologia, ele cita as mensagens de texto via celular, o SMS, informando a população sobre o nível das chuvas e possibilidade de alagamentos. “O principal nessa área de risco seria a elaboração de mapeamento, a disponibilização dessas informações para os municípios para que eles conheçam suas áreas de riscos para que população tenha esse conhecimento”, ressalta.
 
Ney Tabalipa informa que existem ferramentas no campo da tecnologia que podem ajudar os gestores municipais que cuidam do urbanismo a se programarem para atender a população de imediato.
 
O assunto vai ser discutido nesta quinta-feira, durante o II Fórum de Cidades Digitais do Sudoeste, em Pato Branco, Paraná.
 

 

 


Estudantes criam projeto que aproveita água de ar condicionado...

Matheus Heinzen e Mikaella Ivo Romero com a orientadora, Ilse Signorati - Foto: Divulgação/Seduc-MT
 


Dois estudantes e uma professora orientadora de uma escola estadual em Paranaíta, a 849 km de Cuiabá, irão participar da 14ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace 2016), realizada pela Universidade de São Paulo. Eles irão apresentar um projeto de reaproveitamento da água condensada nos aparelhos de ar condicionado.

Matheus Heinzen e Mikaella Ivo Romero estudam no 9º ano na Escola Estadual Doutor Mário Correia da Costa e são autores do projeto "Sustentabilidade com ar condicionado - aproveitamento da água", que apresenta soluções ambientais sustentáveis no ambiente escolar e busca refletir sobre políticas ambientais inteligentes que contribuam na formação de futuros profissionais preocupados com o planeta.

Segundo a orientadora, a professora Ilse Maria Signorati, a água proveniente do gotejamento dos 27 aparelhos instalados na escola foi coletada e usada para regar o jardim, lavar os panos de limpeza, as salas e as calçadas. De acordo com Ilse Maria, os aparelhos ficam ligados, em média, 8 horas por dia, produzindo aproximadamente 12 litros de água cada um, o que corresponde, em uma semana, a uma captação de 1.620 litros.

A equipe ainda está se organizando e pedindo por apoio no município, uma vez que as despesas da viagem - como transporte e hospedagem - são por conta dos finalistas. “Mas não vamos desistir”, disse Mikaella ao portal G1 MT.

Para Matheus, a expectativa da dupla com a participação no evento é a melhor possível. "Vamos representar nosso estado, apresentando nosso projeto com os melhores trabalhos selecionados de várias regiões do país", afirmou.

Projeto premiado
 
O projeto já foi apresentado na VII Mecti - Mostra Estadual de Ciências, Tecnologia e Inovação e ficou em primeiro lugar na modalidade Ensino Fundamental, na categoria Ciências, em outubro de 2015. Também participou da segunda Feira Estadual da Educação Básica, realizado pelo governo do estado, em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Sebrae e Senai.

Na Febrace, os participantes terão a oportunidade de apresentar seus projetos durante a Mostra de Finalistas, junto aos melhores trabalhos selecionados em 125 mostras científicas de várias regiões do Brasil, e concorrerão a diversos prêmios. Os estudantes poderão, inclusive, representar o Brasil na International Science & Engineering Fair 2016 (Intel ISEF), nos Estados Unidos.


Ferramenta calcula valor econômico de floresta urbana...

  A pesquisa utilizou o Parque Ibirapuera, em São Paulo, para fazer o levantamento dos serviços ecossistêmicos - Imagem: Wikimedia





Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP avalia a utilização do software i-Tree, uma ferramenta inovadora que quantifica o valor econômico que a vegetação do Parque do Ibirapuera pode devolver à cidade de São Paulo. O trabalho do administrador de empresas Fernando Antonio Tolffo propõe a valoração das áreas verdes livres e dos parques urbanos como recurso que integre estratégias para o desenvolvimento da qualidade ambiental das cidades. O estudo também destacou a importância e efetividade das florestas urbanas e áreas verdes na redução os impactos causados pela urbanização acelerada.
O i-Tree é um software desenvolvido pelo USDA Forest Service, nos Estados Unidos, e uma equipe de colaboradores institucionais, sendo revisado periodicamente. “Ele proporciona o dimensionamento e a valoração de vários serviços ecossistêmicos, ou, para alguns, ambientais, proporcionados pela vegetação arbóreo-arbustiva presente nas cidades”, afirma o Tolffo. “São utilizadas uma grande série de dados atmosféricos e fitossociológicos, que foram obtidos em diversas instituições de pesquisa, adaptados e transferidos para processamento pela equipe do i-Tree nos Estados Unidos”.

De acordo com Tolffo, as árvores urbanas exercem as mesmas “funções” de suas congêneres no campo. “Agrupadas ou isoladas, elas favorecem a redução do escoamento das águas pluviais, melhoram a qualidade do ar pela filtragem e absorção dos poluentes atmosféricos considerados no estudo, sequestram CO2, favorecem a economia de energia e as propriedades próximas a áreas verdes são normalmente mais valorizadas, além de questões vinculadas à melhoria do microclima, como as ilhas de calor”, aponta.

“São esses os serviços ecossistêmicos, aspectos que podem ser conhecidos e valorados a partir da aplicação do i-Tree, tanto em pequenas áreas verdes livres como para o total da vegetação remanescente em uma metrópole”.

A pesquisa utilizou o Parque Ibirapuera como um microcosmo para, utilizando o ITree, fazer o levantamento dos serviços ecossistêmicos proporcionados por uma área verde inserida no meio urbano. “O estudo demonstra que as 14.334 árvores do Ibirapuera consideradas na análise retinham em 2011, por exemplo, 8.740 toneladas (t) de carbono e mantém absorção anual de 76,3 t”, aponta o administrador. “Além do carbono, conseguimos verificar a quantidade de monóxido de carbono (CO), ozônio (O3), óxido nítrico (NO2), material particulado (PM10 e PM 2,5) e dióxido de enxofre (SO2) removida pelo conjunto das árvores do Ibirapuera”.

O pesquisador aponta que os valores obtidos na pesquisa são extremamente conservadores, “haja vista algumas limitações com que fomos confrontados e ter sido analisada apenas a população arbórea, neste primeiro estudo”. O trabalho adotou valores monetários fornecidos pelos Estados Unidos, devido ao desconhecimento da existência de mercado equivalente no Brasil. “Por exemplo, chegou-se a R$ 11.080,37 o valor de remoção do O3 durante um ano. Em compensação, a remoção do CO foi valorada em R$ 133,44/ano. Evidentemente, as cotações poderão futuramente serem nacionalizadas”, ressalta Tolffo.

“É uma experiência que revelou-se satisfatória quanto aos seus objetivos e passível de ser replicada às cidades brasileiras independentemente do porte, podendo ser utilizada como uma ferramenta em políticas públicas voltadas à sustentabilidade urbana”, assinalda o administrador, “bem como na nem tão utópica eventualidade dos serviços ecossistêmicos e o patrimônio natural passarem a integrar as metodologias de medição dos índices de desenvolvimento humano e social e do Produto Interno Bruto (PIB) das nações”.

Tolffo destaca que a floresta urbana pode desempenhar importante papel coadjuvante em um cenário de efeitos severos decorrentes das alterações do clima, influenciando na qualidade de vida e aspectos da saúde ambiental. “Por isso é importante o conhecimento de suas dinâmicas de interação com a população humana nas cidades visando o seu manejo e preservação na gestão do espaço urbano”.

A dissertação de mestrado O pagamento por serviços ecossistêmicos como instrumento de gestão ambiental para o espaço urbano, apresentada por Tolffo, sob orientação dos professores Leandro Luiz Giatti, da FSP, Demóstenes Ferreira da Silva Filho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, foi apresentada no Departamento de Saúde Ambiental da FSP/USP.
 

Lixo Zero nos Oceanos...

Tudo é questão de exemplo e atitude...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Com fim do horário de verão, consumidor deve tentar economizar energia...

 



Adorado por muitos, odiado por outros tantos, o horário de verão é polêmico em muitos aspectos. Alguns reclamam de ter que acordar quando ainda está escuro, mas muita gente comemora porque pode voltar para casa no fim do dia ainda com sol, e quem sabe até curtir uma praia ou um happy hour com amigos.

O horário de verão, que começou em outubro do ano passado, terminou à zero hora de domingo (21), e os relógios foram atrasados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Controvérsias à parte, o fato é que a medida, adotada no Brasil desde 1931, proporciona uma economia para o país, com um menor consumo de energia no horário de pico (entre 18h e 21h), graças ao aproveitamento maior da luminosidade natural. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.

Menos gastos – Com o fim do horário de verão, os consumidores devem redobrar a atenção nas pequenas ações do dia a dia que podem resultar em uma redução na conta de luz no fim do mês. Algumas dicas são conhecidas como apagar a luz ao sair de um ambiente; usar lâmpadas fluorescentes compactas; preferir a luz natural durante o dia e desligar o chuveiro enquanto se ensaboa.

Outras orientações não tão conhecidas também podem ser adotadas, de acordo com uma cartilha da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que orienta os usuários sobre o uso racional da energia.

Por exemplo, a pintura de paredes internas e teto com cores claras, que refletem melhor a luz natural. A Aneel também aconselha a não reaproveitar a resistência do chuveiro queimada, porque, além de perigosa, a prática aumenta o consumo de energia.

Na cozinha, a geladeira deve ser aberta o mínimo possível de vezes, retirando todos os itens de uma só vez. Os alimentos não devem ser guardados quentes e o eletrodoméstico não deve ter as prateleiras forradas, porque isso aumenta o consumo de energia. A borracha da porta da geladeira deve ser mantida em boas condições, porque veda o interior do refrigerador, evitando um maior consumo de eletricidade.

Na área de serviço, uma das dicas é acumular o máximo de roupas possível para lavar de uma só vez na máquina e usar pouco sabão, para não ter que enxaguar a roupa várias vezes. O mesmo vale para o ferro de passar, que deve ser ligado para passar mais roupas da mesma vez, pois o aparelho consome muita energia sempre que é acionado. Além disso, o ferro deve ser regulado de acordo com a temperatura indicada para cada tecido.

Ao comprar um eletrodoméstico, a dica é preferir os que trazem o selo Procel ou etiqueta A do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que indicam os mais econômicos. Outra prática importante é não ligar vários aparelhos na mesma tomada porque, além de ser perigoso, consome mais energia. Os consumidores também devem evitar o uso de aparelhos elétricos no horário de pico de consumo (das 18h às 21h).

Nos últimos dez anos, a adoção do horário de verão tem possibilitado uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de maior consumo e uma economia absoluta de 0,5%, o que equivale, em todo o período do horário de verão, aproximadamente ao consumo mensal de energia em Brasília, com 2,8 milhões de habitantes.


Cidades submarinas e arranha-céus subterrâneos: a vida dentro de 100 anos...

 

 

Um grupo de arquitetos e cientistas sugere que a vida nas cidades daqui a cem anos pode envolver drones que carregam uma casa inteira, alimentos que podem ser “impressos” em casa, cidades submarinas e prédios gigantes e subterrâneos.

A equipe é formada por arquitetos da companhia SmartThings, que pertence à gigante de tecnologia Samsung, e professores da Universidade de Westminster, na Grã-Bretanha. E as previsões estão no relatório SmartThings Future Living Report.

De acordo com as previsões do relatório, em 2116 as pessoas poderão viver em “cidades-bolhas” submarinas, no fundo dos oceanos.

Nestas cidades no fundo do mar, haverá tecnologias de construção rápida e aviões não tripulados, segundo os cientistas.

“Vamos procurar melhores lugares para construir e fazer no fundo do mar faz muito sentido”, disse à BBC Maggie Aderin-Pocock, cientista espacial e uma das autoras do estudo.

Aderin-Pocock explicou à BBC que viver nestas cidades no fundo do mar “será como viver em torres submarinas, cercadas de água”.

Vida subterrânea – No relatório, os especialistas também explicam como em apenas cem anos os arranha-céus poderão também ser construídos para baixo, avançando embaixo da terra com 25 andares ou mais no subsolo.

Aderin-Pocock afirmou que “necessitaremos de novos espaços para viver à medida que as cidades crescem”.

A tecnologia de hologramas também terá avanços e as reuniões virtuais ficarão cada vez mais comuns.

Outra conclusão dos pesquisadores é que os drones vão se transformar em um novo meio de transporte. Na verdade, estas aeronaves serão utilizadas para carregar casas inteiras pelo mundo, o que os cientistas chamaram de “mulas” futuristas.

“Viajaremos pelo céu com nossos próprios drones pessoais e alguns serão tão potentes que poderão transportar casas inteiras pelo mundo todo quando sairmos de férias”, afirmou a cientista britânica à BBC.

O relatório também prevê grandes avanços no uso de impressoras 3D. O progresso será tão grande que as pessoas não apenas vão fabricar objetos em casa, como móveis, por exemplo, mas também residências inteiras e até alimentos, que poderão ser “baixados” da internet em questão de segundos.

“Parece ficção científica, mas é algo que, de fato, está acontecendo agora”, disse Aderin-Pococok.

“Recentemente houve uma exposição na China na qual foram construídas dez casas de um quarto cada uma em 24 horas usando apenas concreto e impressoras 3D”, acrescentou.

A cientista afirmou que a ideia, em relação a alimentos impressos, é que os usuários possam escolher os pratos dos melhores chefs e imprimir os alimentos em casa de acordo com sua dieta ou interesse.

“A revolução dos smart phones já marcou o começo da revolução da casa inteligente, que terá implicações muito positivas em nossa forma de viver”, disse o responsável pela SmartThings na Grã-Bretanha, James Monighan.

Medicina e espaço – O relatório faz previsões tanto para a saúde individual como para viagens e colonização interplanetária.

Por exemplo: daqui a cem anos as pessoas poderão ter em casa dispositivos que confirmarão se elas estão mesmo doentes e fornecerão remédios ou entrarão em contato com um médico, se for necessário.

O relatório também sugere que o progresso na tecnologia espacial vai fazer com que seja possível para que os humanos iniciem colônias fora da Terra, “primeiro na Lua, em Marte e depois outros lugares mais além na galáxia”.

“Há cada vez mais pessoas vivendo em grandes cidades e temos que conseguir gerenciar estas cidades no futuro”, afirmou Aderin-Pocock.

“É questão de pensar de forma criativa e apresentar ideias originais. Pode ser que algumas destas ideias aconteçam e que outras não, mas é bom especular e pensar o que poderia acontecer”, disse.

“Há dez anos a tecnologia das coisas era inconcebível. E nossas vidas hoje em dia são irreconhecíveis para quem viveu há um século.”

Brasil e Alemanha debaterão Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em Brasília...

 


Quem tiver interesse em discutir o que o Brasil precisa fazer para alcançar os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) pode participar, na próxima quarta-feira (24), de uma conferência sobre o tema organizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com o Instituto Alemão de Desenvolvimento (DIE).
 
Os ODS são uma agenda global que tem a finalidade de promover o desenvolvimento social, a proteção ambiental e a prosperidade econômica em todo o mundo. Os objetivos começaram a valer este ano e têm como meta melhorar as condições de vida de todas as pessoas do planeta até 2030.
 
Aberto ao público, o evento servirá de fórum para a troca de experiências sobre a implementação dos ODS no Brasil. Entre os assuntos a serem debatidos, estão a erradicação da pobreza, a redução da desigualdade e a promoção da dimensão ambiental do desenvolvimento sustentável.
 
A conferência ocorrerá no Ministério do Meio Ambiente – SEPN 505, Bloco B, W3 Norte, auditório do subsolo, em Brasília (DF). O evento vai das 10h30 às 17h. A entrada é franca.
 
Objetivos – Os 17 objetivos e as 169 metas para o desenvolvimento sustentável foram acordados pelos países-membros em setembro de 2015, em Nova York, na Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Os ODS substituem e avançam nas metas antes estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
 
Com abrangência mundial, os ODS buscam refletir todas as grandes problemáticas sociais, como a erradicação da pobreza e da fome, a promoção da educação de qualidade, o saneamento básico e a energia acessível e limpa.
 
Conheça os ODS:
 
1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.
2. Erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável.
3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
4. Garantir a educação inclusiva e equitativa de qualidade, além de promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
6. Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.
7. Garantir o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos.
8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos.
9. Construir infraestruturas resistentes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
10. Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles.
11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros e sustentáveis, propondo que as cidades sejam ambientes sem violência e sem medo.
12. Assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis.
13. Adotar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos.
14. Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos.
15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas e frear a perda de biodiversidade.
16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à Justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas.
17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.


Projeto Tamar em números...

Triste realidade...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Vaga de Emprego

Exposição de fotos mostra vida na Antártica...

 


As águas geladas do continente antártico abrigam tanta diversidade e, mesmo assim, é difícil acreditar que algum ser vivo possa adaptar-se bem a temperaturas negativas de até 89 graus Celsius negativos. É essa explosão de vida existente na Antártica, tanto sobre o gelo glacial quanto nas profundezas do mar gelado, que será possível conhecer na exposição “Estação Antártica: a paisagem e a vida no continente gelado”. São 14 imagens de seres exóticos, como baratas marinhas gigantes, delicadas serpentes-do-mar, pequeninos krills (espécie de camarão), além de plantas e ambiente antárticos.

A mostra será aberta, oficialmente, nesta quinta-feira, 18/02, a partir do “Encontro com cientistas” que atuam no continente gelado, marcado para ocorrer das 10h às 16h, na Estação Sé do Metrô paulistano. Por ali passam, diariamente, 620 mil pessoas. As atividades do encontro incluem, ainda, uma mostra de animais invertebrados do mar antártico, conservados em álcool e pertencentes ao acervo da Coleção Biológica professor do IOUSP, Edmundo Nonato.

Exuberância - O trabalho é parte do resultado do projeto de monitoramento ambiental da área onde se localiza a Estação Antártica Comandante Ferraz, a base da pesquisa brasileira na região. A exposição foi coordenada por integrantes do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), com financiamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

“A exposição tem o objetivo de mostrar que a Antártica é muito mais do que gelo. Trata-se de um ambiente vivo e exuberante”, afirma a professora do Rosalinda Montone, do IOUSP, também coordenadora do projeto e responsável pelo convênio com o MMA. Ela destaca que, por meio dessa mostra, “esperamos difundir conhecimento sobre a Antártica para o público leigo, enfatizando o ambiente peculiar que representa um papel-chave para o nosso planeta, como exemplo do equilíbrio climático”. Rosalinda reforça a necessidade de se preservar esse ambiente extremo, “ainda em perfeita harmonia”.

Grandiosidade - O autor das fotos e integrante da Agência Ciência Pública, o biólogo Gabriel Monteiro, conta como se sentiu ao pisar no continente gelado pela primeira vez: “Meu primeiro pensamento foi “Que lugar lindo!”. Num segundo momento, veio a percepção da grandeza das geleiras e icebergs. Somos pequenas formiguinhas no meio daquele gelo todo. Aos poucos nos acostumamos com o frio, com a beleza e grandiosidade”.

Gabriel falou, também, da dureza do clima e garantiu não ser possível se acostumar às tempestades com ventos de mais de 120km/h que, frequentemente, atingem a região onde se localiza a base brasileira. “São os eventos meteorológicos mais extremos do planeta e, neste ambiente hostil, duro e árido, encontramos uma vida abundante, diversa e totalmente adaptada a essas condições da natureza. A Antártica é um lugar surpreendente”.

O biólogo acredita que essa primeira exposição da série “Estação Antártica” aproximará mais aquela região gelada dos brasileiros. “Exploramos paisagens, animais e fenômenos que só acontecem naquela região. Entender como a Antártica é e como ela funciona é o primeiro passo para perceber seu importante papel no planeta”, avalia.

Itinerância – Até o dia 29 de fevereiro, o visitante poderá curtir e compartilhar as imagens de pinguins, focas, lobos-marinhos e icebergs no facebook. Na rede social é possível obter informações fornecidas por cientistas brasileiros que atuam em projetos de pesquisa antártica.

O público também poderá interagir com os conteúdos da mostra por meio dos QR-codes que estarão abaixo das obras. Quando escaneados pelo celular, os códigos permitem curtir e compartilhar as imagens do ambiente do extremo sul do planeta.

“Entre outras coisas, o visitante poderá entender por que na Antártica há gelo de cor azul, saber qual é a origem dos dias sem noite e conhecer as estratégias inteligentes que as plantas usam para sobreviver a temperaturas radicais”, esclarece Gabriel Monteiro. Depois da Sé, a exposição “A paisagem e a vida no continente gelado” seguirá para outras estações do Metrô de São Paulo.


Cientistas suspeitam que haja ‘camada de meteoritos’ por baixo de gelo da Antártida...

 



Uma espécie de piscina de meteoros pode estar enterrada debaixo do gelo na Antártida, segundo uma pesquisa recém-divulgada pela Universidade de Manchester, no Reino Unido.

De acordo com os pesquisadores, essas rochas espaciais podem estar a muitos centímetros debaixo do gelo e vão se afundando cada vez mais, por conta do gelo derretido pelo sol no verão.

Esses meteoritos podem ter caído na Terra durante o período de formação do Sistema Solar – e desde então estariam presos no subsolo.

A hipótese foi formulada por meio de experimentos feitos em laboratórios. Mas agora os pesquisadores querem provar a ideia, indo atrás das rochas no local.

“O estudo propõe uma hipótese – que as amostras de meteoros devem estar lá. Nós queremos apenas ir até lá pessoalmente e localizá-las”, afirma a pesquisadora Katherine Joy, da Universidade de Manchester, que é coautora do estudo, publicado na revista Nature Communications.

A Antártida é conhecida como um terreno fértil para quem procura meteoritos, porque as rochas são levadas dos locais onde caíram por ondas glaciais e transportadas para lugares específicos, onde ficam concentradas.

“A melhor coisa da Antártida é que os meteoritos caem no gelo, e o gelo vai progressivamente os levando para esse plateau. E onde eles encontram essas barreiras, ao longo das montanhas, o gelo continua”, disse Joy.

Ferro – No entanto, os pesquisadores notaram que esses meteoritos ferrosos – cuja a composição é formada parcial ou totalmente pelo metal – são surpreendentemente raros na Antártida, se comparado com a porcentagem desse tipo de rocha no restante do mundo.

Segundo a pesquisadora, para descobrir o porquê, eles congelaram dois pedaços pequenos de meteoritos, um ferroso e outro não. Ambos foram colocados em um bloco de gelo. Uma lâmpada especial foi colocada para imitar o sol.

Ambos foram derretendo o caminho até o fundo do bloco do gelo. Mas pelo fato de o metal conduzir o calor com muito mais eficiência, o meteorito ferroso se afundou mais e mais rápido.

Os pesquisadores também fizeram essa simulação com fórmulas matemáticas. E concluíram que o sol faz as rochas ferrosas afundar mais rápido durante o verão.

“‘A ideia é que essas rochas nunca chegam à superfície. Estão presas para sempre a 50 ou 100 centímetros debaixo do gelo”, explica Joy.

Isso significa que se os pesquisadores estiverem certos, já se pode começar a busca por essas rochas.
Mas, de todos os meteoritos já coletados na Antártida, apenas alguns foram retirados do subsolo, de debaixo do gelo. As temperaturas baixas dificultam em muito essa tarefa.

Por isso, a equipe está munida de detectores de metal para acertar o local com precisão. E a recompensa científica pode ser bem alta.

“Todo meteorito que encontrarmos vai nos dizer algo novo sobre o Sistema Solar”, afirma Joy.
Algumas rochas são provenientes de épocas anteriores à formação dos planetas, enquanto outras podem dar informações sobre estágios em que os planetas estavam se consolidando.


Ipen e USP retomam projeto de uso de radiação para combater o Aedes...

 


Cientistas do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, e do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP (Cena), em Piracicaba, vão retomar um projeto de pesquisa que busca usar a radiação para combater o mosquito Aedes aegyti, transmissor dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Como funciona a técnica do inseto estéril? -A estratégia consiste em expor mosquitos machos na fase de pupa a uma dose controlada de radiação gama de uma fonte de Cobalto-60 dentro do laboratório. A radiação deve ser suficiente para torná-los estéreis, mas não afetar sua capacidade de locomoção, expectativa de vida e capacidade de copular.

Ao soltar os mosquitos esterilizados no meio ambiente, eles devem competir com os machos selvagens pela cópula com as fêmeas. As fêmeas que copulam com o mosquito irradiado vão botar ovos dos quais não vão eclodir as larvas do mosquito. Dessa forma, a população total de mosquitos deve diminuir progressivamente, reduzindo também a transmissão dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Interrupção por falta de financiamento – Os pesquisadores tinham obtido sucesso com a técnica de esterilizar o Aedes aegypti com radiação já em 2012, quando os primeiros resultados foram apresentados no Congresso Brasileiro de Entomologia em Curitiba. Foi a primeira vez que o procedimento foi testado nessa espécie de mosquito no Brasil.

Os experimentos foram feitos só em laboratório, ou seja, os mosquitos não foram soltos no meio ambiente. “Na época, pedimos R$ 600 mil para equipar o laboratório e contratar mão de obra especializada para prosseguir com os testes, mas ninguém se habilitou a financiar o projeto”, diz o cientista Valter Arthur, professor do Cena-USP e do Ipen e um dos líderes do projeto.

Recentemente, segundo Arthur, o Ministério da Saúde manifestou interesse na técnica. “Já tínhamos o projeto pronto, então o submetemos novamente.” Agora, a iniciativa deve receber R$ 500 mil, metade do valor em 2016 e metade em 2017, para ampliar as instalações do laboratório e contratar bolsistas.

Agora, o grupo deve se preparar para ampliar a capacidade de produção do mosquito em laboratório e posteriormente esterilizá-los, além de definir os locais de soltura. O processo de irradiação será feita em equipamento de raios-X ou em irradiador de Cobalto-60. Os mosquitos serão criados em instalações do Cena-USP, em Piracicaba, e no Laboratório Analytical & Scientific Research, em Charqueada, também no interior de São Paulo. O ideal é que a quantidade de insetos soltos no ambiente seja na proporção de 10 para cada mosquito selvagem.

“Há anos se vem batalhando sobre essa necessidade. De repente, tudo mudou porque o problema do Aedes tomou esse vulto enorme e agora há uma corrida desenfreada”, diz a pesquisadora Anna Lucia Casanas Haasis Villavicencio, professora do Ipen que também faz parte do projeto.

No início de fevereiro, especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, anunciaram uma reunião com autoridades brasileiras para discutir como melhor implementar a técnica no país.

Segurança – Arthur afirma que a soltura dos insetos irradiados é segura, já que os insetos não ficam com resíduo algum de radiação. “A população confunde insetos irradiados com insetos radioativos. São duas coisas diferentes.”

Anna Lucia conta que a técnica de irradiação em insetos já é bem consolidada no caso da mosca-das-frutas, por exemplo. “No vale do Rio São Francisco, já existe um trabalho com moscas irradiadas que eliminou a necessidade de agrotóxicos em plantações de frutas.”
O mosquito irradiado é classificado como controle biológico e sua soltura depende de uma aprovação do Ministério da Agricultura.

Outros mosquitos modificados – Já existem outras técnicas em teste no Brasil que têm o objetivo de modificar o Aedes aegypti para diminuir a população total dos mosquitos ou para torná-los incapazes de transmitir doenças. É o caso dos mosquitos geneticamente modificados produzidos pela empresa Oxitec e dos mosquitos com bactéria Wolbachia pesquisados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).