sábado, 31 de dezembro de 2016

Vidro Solar gera energia capaz de manter edifício...

 

Diversos setores da economia têm investido em soluções para garantir o desenvolvimento sustentável e mitigar os problemas gerados pelas atividades humanas. Neste contexto, tem se destacado as iniciativas que visam garantir uma energia mais limpa.

De eólica, solar, das marés, biogás até biocombustíveis, são consideradas fontes de energia limpa aquelas que não liberam, durante seu processo de produção ou consumo, resíduos ou gases poluentes geradores do efeito estufa e do aquecimento global.

Atualmente, as atenções tem se voltado para a energia solar. Por ser mais acessível e comum, a fonte é considerada um dos melhores negócios para quem quer reduzir os gastos e aliviar o planeta do desgaste da produção de outras formas de energia.

Atualmente, o principal recurso utilizado para geração de energia solar são os painéis fotovoltaicos. No entanto, com o objetivo de levar a fonte limpa para cada vez mais pessoas, a startup britânica Oxford Photovoltaics, incubada pela Universidade de Oxford, desenvolveu um projeto inovador que consiste na criação de um vidro transparente e colorido capaz de gerar energia elétrica a partir da luz solar.

A iniciativa pode parecer comum a tantas outras. O que não se imagina, no entanto, é que o projeto permite transformar toda a fachada de um edifício em uma usina solar e a um baixo custo – o vidro é bem mais acessível que os painéis solares tradicionais.

A ideia é aplicar os vidros solares em diversos prédios em todo o mundo, começando pela Inglaterra.

Alemão aposta em “bola de cristal”

Ainda nesse contexto de iniciativas inovadoras para fontes de energia limpa, em 2013 o arquiteto alemão André Broessel, da companhia Rawlemon, desenvolveu um globo que rastreia a luz do sol e gera energia solar.

Chamado de “Betaray”, o projeto é 35% mais eficiente do que os painéis solares atuais e pode, ainda, concentrar a luz difusa, aquela que está presente em um dia nublado, por exemplo.

Tinta orgânica que gera energia solar deve chegar ao mercado...

 

A cada dia surgem novas técnicas para a produção de energia elétrica de forma mais sustentável. A mais recente ideia veio do instituto de pesquisa mineiro CSEM Brasil e consiste em uma tinta orgânica capaz de captar energia solar. E o melhor: ela pode chegar ao mercado brasileiro ainda em 2015.

O produto é uma fita de plástico na qual é impressa uma espécie de tinta orgânica, que transforma energia elétrica a partir da solar. A tecnologia empregada é a Organic Photovoltaic (OPV, sigla em inglês para células fotovoltaicas orgânicas), cuja produção é mais barata e consome 20 vezes menos eletricidade do que a fabricação de um painel tradicional de silício. Essas tiras são leves, maleáveis e transparentes.

Já usada no Japão e Alemanha, foi em Minas Gerais que o processo de produção foi dominado. Essa tecnologia é considerada o futuro do setor energético. O projeto, iniciado em 2006, contou com R$ 70 milhões em investimentos e uniu dinheiro público e privado, pesquisa científica de base e o interesse em criar algo com apelo comercial, tudo reforçado pelo fato do Brasil ser um país com enorme potencial para a produção de energia solar.

Tecnologia já é usada em países como Japão e Alemanha, mas a produção foi aprimorada no Brasil.

A energia produzida por essas fitas é limpa e pode ser usada para alimentar vários equipamentos eletrônicos, redes sem fio e sistemas de ventilação, por exemplo, além de popularizar a eletricidade proveniente dos raios solares entre as pessoas.

Por ser uma instituição sem fins lucrativos, para comercializar os OPVs, o CSEM criou a empresa Sunew e é ela que vai explorar o produto em larga escala. Desde julho, é utilizada uma impressora com capacidade para fabricar 400 mil m² de fitas por ano, a maior do mundo.

Vale salientar que não há concorrência direta entre os OPVs e os painéis tradicionais, pois eles possuem fins distintos. Os OPVs são empregados apenas na geração pulverizada de energia e podem ser instalados em lugares diversos, como fachadas de prédios, vidros, etiquetas de rastreamento ou mochilas.

Engenheiro desenvolve piso de madeira que gera energia...

 

Existem diversas maneiras de gerar energia alternativa, limpa e renovável, que ajudam o planeta a ser um lugar mais sustentável. Pensado nisso a Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, criou um método barato e simples que transforma o piso de madeira em eletricidade, permitindo que a movimentação das pessoas gere energia para casas, avenidas, ruas e empresas.
O projeto foi desenvolvido pelo professor de engenharia, Xudong Wang, seu aluno de pós-graduação, Chunhua Yao, e seus colaboradores e foi publicado detalhadamente pela revista Nano Energy.

Detalhes do experimento

Para a criação desse tipo de piso foi escolhido um material comum, barato, abundante, renovável e que poucos sabem que pode ser usado para gerar eletricidade, que é a polpa de madeira. Ela é feita de nanofibras de celulose, que quando tratadas quimicamente, podem produzir pequenas cargas elétricas ao se chocarem com as fibras não tratadas.

Levando em consideração que existem milhões de nanofibras presentes em centímetros quadrados do piso, assim estaria pronto um nanogerador triboelétrico ou TENG (fenômeno que produz a energia estática nas roupas), preparado para fornecer uma quantidade considerável de energia, facilmente aproveitada como luzes de alimentação ou baterias de carga, segundo os protótipos desenvolvidos pela UW-Madison.

Xudong Wang, coordenador de equipe e professor, explicou à revista: “Nosso teste inicial em laboratório mostrou que o gerador funciona por milhões de ciclos sem qualquer problema. Nós não convertemos esses números em anos de vida do piso ainda, mas acredito que, com um projeto adequado, ele pode definitivamente superar a vida útil do próprio piso”.

Para Wang, essa tecnologia TENG pode entrar no mercado naturalmente devido ao seu baixo custo da matéria-prima e ainda ser acrescentado em todos os tipos de pisos. Porém, agora o principal objetivo é otimizar a tecnologia para criar um protótipo de ensino para ser colocado dentro do campus da Universidade, onde o conceito poderá ser demostrado e estudado pelos alunos e especialistas.

Companhia de energia desenvolve tênis com CO2...

 

Segundo um grupo de cientistas do Met Office britânico, as emissões de CO2 em 2016 no mundo terão sua maior elevação, chegando a 404 ppm. Sabendo desse grave problema, muitas empresas buscam incansavelmente soluções para controlar esse fenômeno.

A NRG Energy, por exemplo, descobriu recentemente que é possível coletar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e convertê-la em um tipo de espuma, transformando o que antes era poluente em matéria-prima para confecções de materiais que podem ser usados no dia a dia das pessoas.

O primeiro teste foi utilizar 75% desse material na produção da sola de um tênis e, mesmo parecendo quase impossível, o experimento deu certo e foi batizado de Shoe Whithout a Footprint (Sapato sem Pegada de Carbono, em tradução literal). Agora o objetivo é transformar esse processo em algo crescente. Em entrevista ao site da Forbes, Gin Kenney, presidente da empresa, a intenção é transformar o CO2 em algo mais tangível, de forma que as pessoas possam pegar essa tecnologia e usá-la no cotidiano.

O projeto, que ainda é um protótipo, foi desenvolvido para um concurso Carbon XPrize Competition, que premiará em US$ 20 milhões a melhor iniciativa de reutilização de CO2. Os cientistas ainda pretendem aprimorar a ideia e fazer o tênis inteiro com essa nova tecnologia e não apenas o solado.

A companhia de energia NRG, que busca alternativas para capturar e transformar o CO2 e, assim, diminuir os efeitos causados pela emissão dos gases poluentes gerados pelas indústrias, ainda não tem planos para vender o Shoe Without a Footprint ao público.

Adidas desenvolve tênis com seda sintética da aranha...

 

Não é novidade para ninguém que a Adidas é uma das empresas mais inovadoras da indústria da moda. Referência mundial no segmento esportivo, a gigante alemã também conhecida por suas ações de marketing com foco sustentável, lançou recentemente um modelo de tênis ultramoderno que promete fazer sucesso.

O Futurecraft Biofabric é o primeiro tênis do planeta produzido com seda Biosteel, uma fibra de alta performance biodegradável, que replica a qualidade da seda de aranha no desempenho do calçado. Desenvolvido em conjunto com a AMSilk, uma empresa alemã de biotecnologia, o modelo é feito de material que oferece propriedades únicas, sendo 15 % mais leve que as fibras convencionais, além de ser 100% biodegradável – assim como a seda natural das aranhas.

Apresentado na Conferência Biofabricate, que aconteceu em Nova Iorque, o modelo marcou também o início da parceria entre as duas empresas, que pretendem lançar novos produtos (tênis, bolsas e roupas) em breve usando o mesmo material.

Vale destacar que a linha Futurecraft da Adidas já tem trazido grandes novidades para o mercado nesses últimos meses, tendo apresentado o modelo Adidas x Parley, composto por fios reciclados de plástico retirado do oceano, o Futurecraft 3D, que conta com solado de impressão personalizada, entre outros modelos que também contam com inovações sustentáveis.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Estudo conclui que apenas 4% dos Oceanos estão protegidos...

 

Com as catástrofes naturais, mudanças climáticas, perdas de habitats e outros problemas relacionados ao meio ambiente cada vez mais em evidência, governos de todo o mundo têm buscado alternativas para minimizar os impactos.

No entanto, apesar dos esforços globais, as iniciativas não são suficientes para conter os danos causados pelas ações humanas. Pelo menos é o que revelam estudos realizados por centros de pesquisa famosos.

Recentemente, um estudo publicado na revista Oryx, realizado pela Universidade de British Columbia, descobriu que uma grande parte dos oceanos ainda precisa ser protegida para atingir as metas globais. Atualmente, apenas 4% das águas estão protegidas.

Medidas para proteger os oceanos

Em 2010, representantes de quase 200 países se reuniram em uma conferência em Nagoya, no Japão, para aprovar as Metas de Aichi, criadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em uma tentativa de conter a perda de biodiversidade marinha e do habitat natural dos animais. Os países se comprometeram a proteger pelo menos 10% do oceano até 2020.

Muito além dos resultados numéricos, é preciso, ainda, garantir que a proteção seja eficaz e que haja uma gestão conectada para assegurar o cumprimento da meta de conservação da biodiversidade.

O que são as zonas protegidas?

São consideradas zonas marinhas protegidas aquelas onde é proibida a extração de recursos vivos – peixes, crustáceos, algas marinhas – e recursos não vivos – petróleo e gás.

Segundo especialistas, com criação de grandes áreas marinhas protegidas nos últimos anos, existe uma enorme chance de que as Metas de Aichi possam ser alcançadas, o que seria uma conquista mundial.

Alemão transforma catamarã em coworking que promove viagens pelo oceano...

 

O escritório de trabalho se não é um dos ambientes menos apreciados pelas pessoas, certamente não é o lugar mais confortável. Mesmo assim, grande parte da população dedica quase 12 horas por dia (entre transporte, expediente, horas extras etc.) às suas respectivas atividades profissionais. Como não bastasse, na maioria das vezes, todo o esforço não é suficiente para concluir os projetos, resultando em mais tensão e estresse.

Para Karsten Knorr, um verdadeiro nômade digital e marinheiro alemão, acostumado a conhecer lindas paisagens oceano afora, este cenário nunca fez muito sentido. Em uma de suas expedições na Tailândia, trabalhando em um espaço de coworking, Knorr teve então a ideia de alinhar sua paixão pelo mar com as necessidades de sua rotina de trabalho, dando início a um projeto inovador.

Trata-se do “Coboat”, nome dado ao espaço coworking de um catamarã sustentável, criado pelo alemão para receber empresas e profissionais. Ao mesmo tempo em que hospeda escritórios, veleja por vários lugares. Contando com o auxílio de seu sócio, Gerald Schömbs, o projeto de Knorr ganhou vida e já tem transformado a rotina de dezenas de profissionais (ou melhor, coboaters).

Recursos tecnológicos em alto mar

De acordo com os inventores, o espaço do barco não deixa a desejar em nenhum aspecto em relação aos imóveis comerciais mais tradicionais. Com sinal wi-fi garantido em todas as extremidades, o barco conta também com algumas sessões diárias de yoga e mergulho, além da interação com todos os outros profissionais a bordo.

Obviamente, a rotina de trabalho no Coboat se diferencia em alguns pontos na prática. Nele, os colaboradores embarcam para passar alguns dias, literalmente, viajando a trabalho, enquanto se divertem avistando paisagens exuberantes e conhecendo novos lugares. Desta forma, os tripulantes têm um momento divertido trocando experiências, além de cumprir com os objetivos profissionais da empresa.

Outro fator importante destacado pelos responsáveis do projeto é um plano de apresentação do Coboat para conscientizar as pessoas sobre a poluição dos mares, através da conexão criada entre os locatários do espaço, promovendo debates que possam gerar possíveis novas soluções sustentáveis.

Aos interessados, vale destacar que velejar durante uma semana com Knorr e Schömbs custa cerca de 1340 dólares, nada absurdo se pensar nos benefícios que a viagem agrega. Até o momento, um total de 100 semanas já foram reservadas para novos tripulantes.

Canadá anuncia fechamento de termelétricas de carvão até 2030...

 

O governo canadense veio a público recentemente para anunciar de maneira oficial a decisão de desativar suas usinas termelétricas de carvão até 2030. A grande iniciativa, que faz parte do acordo estabelecido de Paris sobre mudanças climáticas, é uma das primeiras a serem confirmadas após a realização da COP22, que aconteceu no mês passado em Marrocos.

O objetivo do Canadá é acelerar o processo de redução dos níveis de gases de efeito estufa produzidos no país. Para se ter uma ideia, cerca de 10% destes gases são de responsabilidade das usinas termelétrica de carvão, que estão distribuídas em quatro das 10 províncias do território canadense.

Com isso, estima-se que mais de cinco milhões de toneladas de gás carbônico deixem de ser emitidos no país até 2030, confirmou a ministra do Meio Ambiente, Catherine McKenna. Para as províncias que contam com estas usinas, a ministra recomendou que fechem suas instalações ou recorram a tecnologias de captura e armazenamento de gás carbônico.

Durante a coletiva de confirmação, que aconteceu no dia 22 de novembro, a ministra falou da importância do Canadá seguir os passos de França, Reino Unido, Holanda, Dinamarca e Áustria, que já se prontificaram da mesma forma.

Em conjunto à decisão, McKenna estabeleceu também uma nova meta do país até 2050. O objetivo é reduzir 80% da emissão dos gases de efeito estufa, em comparação aos níveis de emissão de 2005. Por isso, a ideia é de que novas decisões sobre usinas de gás natural, por exemplo, sejam anunciados nos próximos dias.

Saneamento básico: assentamentos irregulares são desafio no Brasil...

 

São poucas as cidades brasileiras que conseguiram alcançar a universalização dos serviços em suas áreas urbanas. Mas mesmo essas, em muitos casos, contam com um desafio extra, ainda mais difícil, que é levar o saneamento para os chamados “assentamentos irregulares”, também conhecidos, tecnicamente, como “aglomerados subnormais”.

Essas regiões nada mais são do que áreas ocupadas sem autorização e que têm como principal característica a irregularidade fundiária. Um bom exemplo são as favelas. Estas ocupações, frequentemente localizadas em terrenos particulares ou públicos invadidos, ou ainda em regiões de preservação ambiental – como margens de rios, encostas e topos de morro, igualmente invadidas -, são cronicamente mal atendidas por serviços públicos, inclusive saneamento básico. E a razão é relativamente simples: como o uso da área é irregular, quem ocupa não tem documentação que reconheça sequer a existência do terreno no formato em que ele é usado, muito menos a sua propriedade, o que inviabiliza a instalação de serviços públicos. Trata-se, portanto, de um desafio para as prefeituras e para as operadoras de saneamento, algumas das quais já reconhecem que esse é um problema a ser enfrentado. 

Levar serviços de qualidade para essas áreas é garantir mais saúde e qualidade de vida para as pessoas que lá residem e também garantir maior equilíbrio financeiro dessas companhias, possibilitando novos investimentos.

Falta de água e saneamento afeta mais as mulheres, afirma ONU...

 

Existe uma forte desigualdade entre homens e mulheres também quando o assunto é o acesso à água potável e saneamento básico. Foi o que constatou estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), coordenado pelo pesquisador brasileiro Léo Heller, relator especial sobre o direito humano à água potável segura e ao esgotamento sanitário na instituição.

De acordo com o relatório Igualdade de gênero e direitos humanos à água e ao esgotamento sanitário, em quase todos os lugares do mundo onde há falta ou má distribuição de serviços de saneamento, cabe às mulheres a tarefa de coleta de água para manter a higiene doméstica. O texto destaca que essa realidade reforça a dependência econômica delas de seus companheiros, já que não são remuneradas por esse trabalho.

O estudo concluiu também que o risco da violência sexual se apresenta em situações em que as mulheres não têm acesso a banheiros e precisam fazer suas necessidades básicas a céu aberto, o que as deixa vulneráveis. Este risco prejudica a vida de muitas mulheres e meninas que acabam preferindo não sair de casa por não ter privacidade para a higiene íntima, especialmente no período menstrual.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Emissões de metano crescem e ameaçam luta contra aquecimento global...


O aumento nos últimos 10 anos das emissões de metano, potente gás do efeito estufa, ameaça tornar a luta contra o aquecimento global ainda mais difícil, disseram pesquisadores.
 
“Deve-se tentar quantificar e reduzir as emissões de metano urgentemente”, afirmaram em um editorial esses pesquisadores, que coordenaram um balanço mundial realizado por 81 cientistas de 15 países.
 
Depois de uma leve diminuição entre 2000 e 2006, a concentração de metano na atmosfera aumentou 10 vezes mais rapidamente na década seguinte, afirma o estudo, publicado na revista científica Earth System Science Data.
 
“Manter o aquecimento abaixo dos 2°C já é um desafio considerável”, afirmaram, em referência ao objetivo da comunidade internacional estabelecido no final de 2015 no Acordo de Paris.
 
“Tal objetivo se tornará cada vez mais difícil se as emissões de metano não forem reduzidas forte e rapidamente”, alertaram.
 
Os pesquisadores trabalham com várias hipóteses para explicar este aumento, como a exploração dos combustíveis fósseis ou, mais provavelmente, as atividades agrícolas.
 
As concentrações aumentaram cada vez mais rápido desde 2007, com uma forte aceleração em 2014 e 2015.
 
A tal ponto que nenhum dos cenários intermediários do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a autoridade científica de referência sobre o clima, mostrou esta evolução.
 
“A velocidade de aumento se aproxima de maneira preocupante ao cenário mais pessimista”, ressalta Marielle Saunois, da Universidade de Versailles Saint Quentin, em uma coletiva de imprensa em Paris.
 
O metano, o segundo principal gás de efeito estufa relacionado com as atividades humanas, depois do dióxido de carbono (CO2), contribui com 20% do aquecimento atual.
 
Até agora, os esforços contra as mudanças climáticas se concentraram no CO2, emitido em grande parte a partir de combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás), e que representa 70% dos gases de efeito estufa.
 
No entanto, o metano é 28 vezes mais poderoso do que o CO2, embora permaneça menos tempo no ar, cerca de 10 anos.
 
Grande potencial de ação
 
O metano é mais difícil de se controlar do que o CO2, porque está mais difuso e provém em grande parte de fontes naturais, como zonas úmidas e formações geológicas.
 
No entanto, de acordo com o estudo, 60% das emissões de metano estão vinculadas às atividades humanas, sendo que 36% delas procedem da agricultura, da pecuária e do tratamento de resíduos.
 
Os pesquisadores priorizam essa hipótese para explicar o aumento das emissões. Segundo a FAO, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, o número de cabeças de gado passou de 1,3 bilhão em 1994 para a 1,5 bilhão 20 anos depois.
 
Mas eles também não excluem o papel dos combustíveis fósseis neste aumento.
No total, 21% das emissões de metano se devem à exploração de carvão, petróleo e gás, dado que, desde sua extração até suas redes de distribuição, os vazamentos de metano são muito frequentes.
 
“A partir dos anos 2000, há uma grande exploração de carvão na China, e a exploração de gás nos Estados Unidos também está em aumento”, afirma Saunois. Por outro lado, o permafrost, o solo congelado das altas latitudes, também pode liberar metano quando se funde.
 
Apesar deste ser um dos grandes temores dos climatologistas, nesta fase ainda “não vemos um aumento anormal das concentrações”, diz o pesquisador e coautor Philippe Bousquet, acrescentando que estas “emissões podem aumentar com o tempo, mas isso ocorrerá ao longo de décadas”.
 
Em relação ao forte aumento das emissões nestes dois últimos anos, os cientistas não encontram explicações.
 
“Pode ser de origem natural”, diz Bousquet. “Mas se se prolonga por mais do que três ou quatro anos, seria necessariamente humano”, acrescenta.
 
Embora não se saiba a origem exata, pode-se adotar medidas para reduzir ou capturar metano: metanizadores nas fazendas, modificação dos protocolos de irrigação dos arrozais, evitar os vazamentos, etc.
 
“Podemos reduzir estas emissões mais facilmente, de maneira menos coercitiva, do que as de CO2, apoiando ao mesmo tempo a inovação e o emprego. Portanto, não devemos renunciar a isto”, insiste Philippe Bousquet.

Um ano de transformações e avanços ambientais...

 

No final de 2015, em um balanço do ano, desejamos que 2016 fosse um ano “interessante” a todos. Só não imaginávamos que seria de tantas agitações, mudanças, percalços e transformações, para o bem e para o mal.

A crise política se intensificou, a economia seguiu pelo mesmo rumo e agora nos resta a esperança de que tempos mais tranquilos e estáveis estejam por vir. Mas nem todo o caminho foi de espinhos, é claro.

No setor ambiental, que é o nosso foco, a aprovação do Acordo de Paris significou, realmente, um marco histórico! Os compromissos aprovados por 195 países demonstram que há, de fato, o interesse em combater as terríveis ameaças que o aquecimento global pode nos trazer. Agora a receita já é conhecida: cada um fazendo a sua parte, com mudanças que podem soar pequenas, mas que ao fim reduzem grandes impactos.

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ou melhor, do Brasil, trouxeram em sua abertura a mensagem ambiental como mantra. O apelo de que a sustentabilidade é a única saída ecoou pelo mundo com força e nos fez crer, ainda mais, em uma significativa mudança de paradigmas.

O ano também trouxe investimentos maciços em energias renováveis. Nosso país, aliás, desponta como um dos que mais crescem na geração eólica no mundo. Notamos que as fontes verdes têm atraído cada vez mais empresas e países, que traçam metas audaciosas de corte de geração fóssil.

Esse ano de 2016 também mostrou que uma tragédia pode trazer à tona o que há de melhor em cada um de nós, brasileiros e estrangeiros. A queda do voo com o time e delegação da Associação Chapecoense de Futebol e dezenas de jornalistas compadeceu a sociedade global. Inúmeras homenagens e ofertas de ajuda tomaram conta das redes sociais e TV, emocionando e reunindo a todos.

Ciclovia vai interligar 43 países na Europa...

 

Andar de bicicleta é uma tendência mundial. Pode reparar que esta aumentando o número de ciclistas, principalmente nas grandes cidades. E olha só esta novidade: uma ciclovia gigante de 70 mil quilômetros de extensão, será construída na Europa até 2020. Ela vai se chamar “Eurovelo” e terá um total de 14 rotas para interligar 43 países. Imagine atravessar os países da Europa pedalando!

O percurso começa no norte da Noruega e segue por países como a Rússia, Alemanha e Hungria até chegar ao pequeno vilarejo de Rezovo, que fica na fronteira entre a Bulgária e a Turquia.

Tomara que essa iniciativa se espalhe pelo mundo e inspire os nossos governantes. Pedalar significa saúde e preservação do meio ambiente.

Ar-condicionado portátil cabe na mochila, funciona com água e gasta menos energia...

 

Imagine um equipamento portátil, ecologicamente correto, que não exija custos de instalação e que possa ser alimentado com água. Apesar de parecer algo puramente imaginário, uma startup russa está tornando isso realidade com o Evapolar.

O produto nasceu de um projeto de crowdfunding e já arrecadou US$ 382 mil em investimentos pelo site da campanha de financiamento de coletivo. A quantia representa 259% do que a empresa precisava para colocar o plano em prática, segundo informou o site Olhar Digital.

O Evapolar tem formato de caixa quadrada, pesa 1,6 kg e tem dimensões de 16 cm. O reservatório de água tem capacidade para 710 ml e precisa ser alimentado a cada 6 ou 8 horas. O consumo de energia é de no máximo 10W e o poder de resfriamento é de 500W com temperatura mínima de 17ºC.

Funciona assim: nanofibras de basalto atuam no processo de evaporação da água, que é resfriada pelo equipamento ligado à tomada. Quando a água do reservatório acaba, o produto opera como um ventilador convencional. Assim, não há o uso de gás freon, tóxico ao meio ambiente.

A manutenção é simples e feita apenas cerca de uma vez por ano (a cada oito meses) e para isso é preciso substituir o cartucho de evaporação. A duração do componente varia de acordo com o uso do aparelho e a qualidade da água inserida. O produto já vem com um cartucho extra e outros mais podem ser adquiridos diretamente com a empresa por US$ 20.

O preço do produto oficial para mercado é de US$ 250, mas ele pode ser adquirido por US$ 179 até o final da campanha de financiamento. Há também promoção para a aquisição de duas unidades em que o preço final sai por US$ 289. Há opções mais caras que incluem a personalização do produto em cores diferentes das oferecidas (branca e preta) e opções com pacotes de 10 e 25 unidades.

Para quem quiser apenas colaborar com a campanha é possível doar valores mínimos de US$ 5. Os valores já incluem o frete de envio para o mundo inteiro. Não há informações sobre outras cobranças referentes à taxas e tributos de importação.

Potência vs praticidade

Na análise com outros tipos de ar-condicionado, é possível perceber que a potência do produto é menor do que modelos convencionais. O portátil da Comfee MPS-09CRV, por exemplo, tem 9.000 BTUs e potência de até 970W, quase o dobro do que os 500W do Evapolar. Já o modelo Split VE07F, da Electrolux, com 7.000 BTUs, oferece apenas 637W.

Se nos critérios de potência o Evapolar não bate a concorrência tradicional, nas características de praticidade e gastos, a briga com a nova tecnologia chega a ser desleal. Não há custos de instalação, o consumo de energia elétrica é menor e o produto pode ser levado para qualquer lugar já que cabe até mesmo em uma mochila.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Alemanha vai transformar bases militares em santuários...

 

Uma boa ação em prol da natureza. A Agência Federal Alemã para a Conservação da Natureza transformará 62 bases militares em um incrível santuário para águias, pica-paus, besouros, entre outros diversos animais.

O ministro do meio ambiente, Barbara Hendrick, disse ao site Independent que essa é uma oportunidade de converter as antigas áreas que até então eram proibidas de entrar, em espaços de proteção ambiental.

Conforme explicou o site Huffington Post, esses amplos espaços capitalistas tornaram-se reservas naturais acidentais durante a Guerra Fria e agora fazem agora parte do Cinturão Verde Europeu, uma cadeia de habitats que vai da Noruega à Turquia.

Com as reformas militares a Alemanha deixou de lado mais de 76 mil acres de florestas, pântanos e prados para a vida selvagem. “Nós somos afortunados que agora podemos trazer a esses lugares de volta à natureza”, comemora Barbara.
Juntas, todas as bases possuem um espaço de 31 mil hectares, o equivalente a aproximadamente 40 mil campos de futebol.

Energia solar faz empresário diminuir conta de luz de R$ 4 mil para R$ 80 reais...

 

Apesar de a tecnologia permitir o aproveitamento da luz do sol para gerar energia solar, oferecendo uma possibilidade de economia e de preservação do meio ambiente, os equipamentos não são populares porque ainda são caros. Mas isso não foi um obstáculo para um empresário do Recife que fez as contas e percebeu que, em oito anos, conseguirá pagar o investimento e, praticamente, não se preocupar mais com conta de luz. 

Fábio Lucena, dono de um posto de combustíveis na Avenida Norte, não pensou no valor do investimento, mas sim na economia de energia a longo prazo. A conta de luz do estabelecimento apenas não era mais cara do que a folha de pagamento dos funcionários: passava dos R$ 4 mil. Atualmente, após a instalação de painéis solares no telhado, a conta não chega a R$ 80.

Com a economia na conta de energia, o empresário conseguiu investir no posto. Além de ter ampliado o número de funcionários de 9 para 19 profissionais, aumentou o horário de funcionamento. Antes, o estabelecimento não abria aos domingos e fechava sempre às 22h. Agora funciona durante 24 horas, todos os dias da semana.

“Ainda vamos começar a pagar o financiamento, que tem carência de seis meses, e a parcela média vai dar R$ 4 mil por mês durante oito anos somente. O que eu gastava de energia já não gasto mais, pois meu projeto sobra energia. E utilizo na ampliação dos negócios do posto”, explica o empresário Fábio Lucena.

Instalação em casa

Em uma casa, o sistema de energia solar precisa, basicamente de um medidor especial, que garante que nada queime, deixando a energia solar em 220 volts, controlando a carga e evitando curtos-circuitos. Essa estrutura é vendida pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), mas apenas um profissional com um curso na área pode instalar esse sistema.

Os preços variam entre R$ 8 mil e R$ 10 mil para instalar em uma casa de 200 metros quadrados. “A Celpe supervisiona a instalação em relação à qualidade do medidor instalado. Com toda a instalação estando de acordo com as normas vigentes, a Celpe aprova, e a pessoa já começa a fornecer. Não é possível gerar sem o consentimento da Celpe”, orienta o professor Marcos André de Almeida.

Todas as paredes podem ser vivas com o concreto verde...

 

Além de serem sinais de sofisticação e consciência ambiental, atualmente telhados verdes e jardins verticais são alvos de políticas públicas e subsídios nas grandes cidades globais. É o caso em São Paulo, Nova York e Paris, onde já há lei que obriga os prédios comerciais a instalarem essas estruturas, além de placas solares, como parte do esforço para uma transição energética sustentável. As vantagens nisso são mais que estéticas e vão desde a mitigação da poluição atmosférica até a redução do consumo de energia com ar condicionado por conta do resfriamento natural das edificações. Um telhado verde, por exemplo, pode diminuir a temperatura interna de um projeto em até 30%.

O futuro em certa medida é otimista e a tendência é que a natureza seja cada vez mais incorporada ou introduzida nas skylines. Mas o que está sendo desenvolvido hoje na vanguarda da arquitetura e da engenharia civil é ainda mais promissor. Grupos multidisciplinares de pesquisa na Espanha e na Inglaterra estão numa corrida para lançar materiais de construção biorreceptivos, que, graças à sua composição física, são capazes de receber e estimular o crescimento de musgos, microalgas e fungos liquenizados em seus interiores, tornando qualquer estrutura em um jardim vertical.

“O que acontece normalmente é que as pessoas gastam muito dinheiro com soluções anti-musgo e afins, pois relacionam o seu surgimento com sujeira e decadência. Mas o contrário é mais interessante, quando, na verdade, poderiam abraçar essas espécies insurgentes no concreto como uma pintura ecológica ou adorno natural. Nossa ideia é aproveitar e integrar a função desses seres vivos como filtros naturais do CO2 e controladores térmicos nas construções urbanas”, conta Ignácio Segura  Pérez, chefe de pesquisa do Grupo de Tecnologia Estrutural da Universidade Politécnica da Catalunha. Desde 2010, ele e sua equipe trabalham na criação de painéis de “concreto verde”.

Os pesquisadores estão utilizando a combinação de dois tipos de materiais conhecidos na construção civil para obter no concreto verde as propriedades necessárias de pH, porosidade e rugosidade que facilitam o crescimento das espécies. O primeiro é um concreto composto de fosfato de magnésio, oMPC, geralmente usado em reparos estruturais dos prédios por secar rapidamente.

O segundo, por sua vez, é o concreto tradicional de cimento Portland, com o diferencial de ser tratado com dióxido de carbono (CO2) em um ambiente controlado com 65% de umidade relativa do ar. “Essa composição é feita para deixar o concreto verde menos ácido, o que acelera o crescimento dos musgos, líquens e fungos. Feito isso, nós aplicamos o material nos painéis, que possuem três camadas específicas para suportar o sistema vegetativo. A primeira é impermeável para impedir a entrada de umidade no material estrutural. A segunda capta água para criar um ambiente apropriado para a colonização das plantas e fungos, enquanto a terceira faz a impermeabilização inversa, ou seja, evita que a água escape para nutrir esse pequeno habitat dentro do material”, explica Ignacio.

Segundo o pesquisador, o apelo da nova tecnologia vai além da sustentabilidade, a intenção é permitir que arquitetos, designers e artistas plásticos possam personalizar suas construções, novas e antigas, com padrões ecológicos que podem variar conforme o clima, a época do ano e os tipos de organismo e vegetação desejados. “Isso vai  estimular a adoção por paisagistas e arquitetos, criando novos conceitos de jardins verticais. Já mandamos amostras do material para diversas universidades e pesquisadores, inclusive no Brasil, para ser testado com espécies locais de plantas e fungos. O próximo passo é lançar o concreto verde comercialmente, o que não deve passar de 2016”, comenta o pesquisador. Em 2015, o projeto foi premiado no Beyond Building Barcelona-Construmat, que reconhece tecnologias inovadoras em construção.

Com o mesmo propósito dos catalães, o BiotA Lab, um laboratório de pesquisa em arquitetura, engenharia e microbiologia da London College University, está trabalhando no conceito de materiais biorreceptivos. “Jardins verticais e paredes vivas precisam de sistemas mecânicos de irrigação e manutenção, que tornam sua instalação inacessível para a maioria das pessoas. Nossa ideia é que a própria natureza cuide do sistema fotossintético sem a necessidade de interferência”, afirma Richard Beckett, um dos diretores do projeto. “Há um potencial gigantesco para aplicações e ganho de escala neste momento. A proposta, além de ser mais barata a longo prazo, é uma resposta para a demanda crescente nas cidades por mais verde e qualidade de vida no contexto do combate à poluição e àsmudanças climáticas”, ressalta ele.

Biota Lab está trabalhando com “concreto verde” semelhante ao espanhol, mas a composição utilizada varia para receber diferentes espécies, que crescem dentro de desenhos geométricos pré-determinados (foto abaixo) e tornam as futuras fachadas e paredes mais bonitas e biodiversas. “Esse aspecto certamente torna mais complexa a nossa pesquisa. Como controlar musgos e fungos que crescem de maneira caótica? Queremos que os arquitetos e também as pessoas parem de ver essas espécies como elementos de prédios mal cuidados ou abandonados”, comenta ele, que compara o concreto verde com a casca dos troncos das árvores. “A casca é mais que uma proteção, é um hospedeiro. Ela permite que outras espécies cresçam e se integrem a ela. Qualquer parede pode se tornar um potencial receptáculo da natureza com essa tecnologia, uma casca protetora”, diz Beckett.

99% Invisible mostra como a biotecnologia pode afetar o ambiente urbano...

 

Em um recente artigo escrito para a página 99% Invisible, Kurt Kohlstedt explora como a técnica de integrar microalgas nos edifícios pode criar um sistema dualista de vida e construção que tem a possibilidade de desempenhar funções como sombreamento, geração de energia e regulação térmica.

Entre os projetos que utilizam essa tecnologia estão biorreatores que produzem oxigênio e biocombustível, um edifício com uma fachada bio-adaptável e uma lâmpada de rua que filtra dióxido de carbono do ambiente urbano.

França inaugura primeira estrada solar do mundo...

 

A França inaugurou a primeira estrada solar do mundo. A rodovia é pavimentada com painéis solares capazes de fornecer energia para a iluminação pública de Tourouvre, pequena cidade de 5 mil habitantes no noroeste do país, na região da Normandia.

O trecho de um quilômetro coberto com 2,8 metros quadrados de painéis solares revestidos de resina foi ligado à rede de energia elétrica local, segundo anunciou a ministra do Meio Ambiente francesa, Ségolène Royal.

"Este novo uso da energia solar aproveita grandes extensões de infraestrutura rodoviária já em uso para produzir energia sem ocupar novos espaços", disse Royal por meio de um comunicado.

A ministra anunciou um plano de quatro anos para o "desenvolvimento das estradas solares", com projetos iniciais na Bretanha, no oeste, e em Marselha, no sul do país.

Uma média de 2 mil carros trafega pela estrada em Tourouvre diariamente, testando a resistência dos painéis para o projeto desenvolvido pela empresa de engenharia civil francesa Colas, uma subsidiária do gigante da construção Bouygues.

A ideia, que também está sendo explorada na Alemanha, Holanda e Estados Unidos, é que as estradas sejam ocupadas por carros em apenas 20% do tempo, oferecendo vastas extensões de superfície para absorver os raios solares.

Críticas à "estrada solar" O projeto rfoi alvo de críticas de diversas organizações ambientalistas que consideram seu custo, de 5 milhões de euros, exagerado para a quantidade de energia que pode produzir.

"Sem dúvida é um avanço técnico, mas para desenvolver as energias renováveis há outras prioridades do que este brinquedo que sabemos que é muito caro, mas não funciona bem", disse ao jornal Le Monde o vice-presidente da Rede para a Transição Energética (CLER), Marc Jedliczka.

O preço do quilowatt produzido nesta via solar chega a 17 euros, frente aos 1,3 euros para a geração de em uma instalação fotovoltaica – que produz volts de energia por meio da luz solar – em um telhado. Os especialistas destacam que as instalações inclinadas são mais eficientes na hora de produzir eletricidade, uma desvantagem desta iniciativa, pois está em posição horizontal.

Os responsáveis pelo projeto sustentam que o trecho inaugurado hoje é uma prova de que o preço da infraestrutura diminuirá à medida que aumente a demanda, o que barateará também o custo da energia produzida. Em 2020, disseram, o preço do quilowatt produzido em uma estrada solar será similar ao de outra usina de energia solar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Rios brasileiros têm qualidade que varia de regular a péssima...


Um levantamento com a medição da qualidade da água em 183 rios, córregos e lagos de 11 Estados brasileiros e do Distrito Federal – o mais abrangente até hoje coordenado pela Fundação SOS Mata Atlântica – revela que 36,3% dos pontos de coleta analisados apresentam qualidade ruim ou péssima.

Apenas 13 pontos foram avaliados com qualidade de água boa (4,5%) e outros 59,2% estão em situação regular, o que significa um estado de alerta. Nenhum dos pontos analisados pela organização foi avaliado como ótimo. Os dados foram coletados entre março de 2015 e fevereiro de 2016, em 289 pontos de coleta distribuídos em 76 municípios. 

Em São Paulo

No Estado de São Paulo, de um total de 212 pontos de coleta analisados em 124 rios, 41,5% estão sem condições de usos múltiplos, por exemplo, para o abastecimento humano, lazer, pesca, produção de alimentos, manutenção ecossistêmica, abastecimento público, entre outras coisas, por apresentarem qualidade de água ruim ou péssima. Apenas 6,1% dos locais avaliados apresentaram qualidade de água boa; e 52,4% apresentaram índices regulares, em estado de alerta.

Neste ano, a cidade de São Paulo perdeu dois pontos que, até 2015, apresentavam qualidade de água boa, localizados em áreas de manancial no Parque dos Búfalos (Represa Billings) e em Parelheiros (Represas Billings/Guarapiranga). A queda nos indicadores está relacionada à pressão por novas ocupações e mudanças nos usos do solo nas áreas de mananciais.

No Rio de Janeiro

Já o Estado do Rio de Janeiro não apresenta nenhum ponto com qualidade de água boa entre os 27 rios avaliados. Dos 30 pontos medidos, 22 (73,3%) estão em situação de alerta com condições regulares – deste total, 16 estão na cidade do Rio de Janeiro.

Em outros estados

Os outros 32 rios analisados estão localizados no Distrito Federal e nos Estados de Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Paraíba, Pernambucos, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Devido a uma parceira com a empresa Ypê, patrocinadora da iniciativa, a expectativa é de que o projeto Observando os Rios, que levanta esses dados com base no monitoramento da qualidade da água, seja ampliado nos próximos anos, com a criação de dez novos grupos em nove Estados. A meta é que esse monitoramento seja realizado em todos os 17 Estados da Mata Atlântica até 2020.

A explicação

“Esses indicadores reforçam a importância da campanha Saneamento Já, que tem como objetivo engajar a sociedade em uma petição pela universalização do saneamento e por água limpa nos rios e praias brasileiras, e que é também tema da Campanha da Fraternidade 2016. O Plano Nacional de Saneamento Básico postergou a universalização do saneamento no país para 2033, sendo que antes o prazo era até 2020 – em virtude da falta de investimentos no tratamento de esgoto e para acabar com os lixões nos municípios. Isso resulta na precária condição de saneamento ambiental das bacias analisadas, com agravamento dos indicadores de saúde pública e o aumento das doenças de veiculação hídrica”, alerta Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica.

Comparativo 2015-2016

A análise comparou os indicadores de qualidade da água do período de março de 2014 a fevereiro de 2015, quando as regiões Nordeste e Sudeste enfrentaram uma grave estiagem, com os dados de março de 2015 a fevereiro de 2016. Em 125 pontos de coleta monitorados notou-se uma tendência de comprometimento da qualidade da água, com leve piora nos indicadores.

Cerca da metade dos rios analisados nos dois levantamentos seguem indisponíveis para uso por apresentarem qualidade ruim e péssima. O porcentual de pontos em estado de alerta, com condições regulares, caiu de 452% para 47,2%, com aumento dos pontos com qualidade ruim de 41,6% para 47,2% e apenas 3,2% dos rios seguem apresentando qualidade de água boa.

A evolução dos indicadores de qualidade da água do Estado de São Paulo deste período com o do ano anterior, feita em 103 pontos monitorados nos rios paulistas, segue a mesma tendência dos indicadores nacionais, apresentando aumento de 40 para 50 na quantidade de pontos avaliados com qualidade de água ruim. Porém, o diferencial é que os pontos com qualidade de água boa foram mantidos e um ponto saiu da condição péssima.

Metodologia

As coletas para o levantamento, que têm como base a legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama 357/2005), são realizadas com o uso de um kit de análise, que possibilita medir o IQA – Índice de Qualidade da Água, com base na metodologia desenvolvida pela SOS Mata Atlântica.

Para a avaliação da qualidade da água são considerados 16 parâmetros, incluindo níveis de oxigênio dissolvido, fósforo, nitrato, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes, turbidez, cor, odor, temperatura da água, pH, entre outros parâmetros biológicos e de percepção. O kit permite classificar a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

A coleta em rios, córregos e lagos dos Estados com Mata Atlântica é feita por voluntários que formam grupos de monitoramento. Eles recebem capacitação e material da Fundação SOS Mata Atlântica para realizar a análise e disponibilizar os resultados em um banco de dados na internet.  A iniciativa, patrocinada pela Ypê, é aberta à população em geral, que pode participar dos grupos de monitoramento já existentes ou ajudar a criar novos grupos para monitorar rios próximos a escolas, igrejas e outros centros comunitários. 

Turca de 16 anos transforma casca de banana em bioplástico...

 

Algumas frutas são natural e perfeitamente embaladas. As bananas são exemplo disso. Esta relação serviu de inspiração para que a jovem turca Elif Bilgin tivesse a ideia de usar as cascas dessa fruta como matéria-prima para a fabricação de um bioplástico.

Os amidos e celuloses que compõem a membrana protetora da banana são ideais para a fabricação de fios isolantes e até mesmo próteses médicas. O processo químico para este projeto foi elaborado pela garota de apenas 16 anos e lhe rendeu o prêmio Scientific American Science, além de tê-la colocado entre os finalistas do concurso de ciência do Google.

Foram necessários dois anos de estudo e diversas experiências para que as cascas pudessem ser transformadas em plástico. Elif já tinha acompanhado um trabalho parecido feito com cascas de manga, mas a imensa quantidade de casas de banana descartadas diariamente a fez pensar eu uma alternativa.

A opção criada pela jovem turca pode servir como saída para a redução no uso de petróleo durante a fabricação do plástico e também torna o descarte deste resíduo menos impactante no meio ambiente.

Elif sonha em ser médica e também em criar uma casa feita a partir de resíduos. Sobre o reconhecimento que seu trabalho tem tido, ela se diz satisfeita por colaborar com um projeto que pretende reduzir os plásticos fabricados com petróleo. “Isso também significa que eu iniciei o processo de mudar o mundo, o que já me faz sentir como uma vencedora”, declarou ao Inhabitat.

Cresce nos EUA novo modelo de comunidade planejada com fazendas comunitárias chamadas “agrihoods”...

 

A frase “comunidade planejada” evoca muitas imagens, talvez uma piscina, gramados bem cuidados, cercas brancas, segurança, mas uma fazenda não está na lista. Contrariando essa imagem estereotipada da vida suburbana estão surgindo um número crescente dos chamados “agrihoods” por todos os Estados Unidos. Estes empreendimentos residenciais tem como diferencial não os inúteis e dispendiosos camposde golfes, mas fazendas comunitárias de agroecologia. De acordo com site CivilEats, existem atualmente cerca de 200 deles em todo o país.

O mais recente, chamado The Cannery, foi construído no que anteriormente era o lar de uma fábrica de conservas de tomate localizada a cerca de 1,6 Km do centro da cidade de Davis, Califórnia. O empreendimento de 40.4686 metros quadrados da empresa de desenvolvimento New Home Company é considerado o primeiro agrihood a criar raízes em terras anteriormente industriais. A comunidade também é o lar de 547 casas, toda são eficientes em termos energéticos onde cada uma é alimentada por energia solar e vem equipada com tomadas de energia para carros elétricos.

Isso é ótimo, iniciativas como essas precisam começar a acontecer em todo o mundo, e o fato de que alguém já fez isso mostra ao restante do mundo desenvolvido que é possível. Em vez de construir comunidades residenciais normais, por que não criar algo sustentável? Por que utilizar imensas áreas para criar inúteis campos de golfe e não fazendas que produzam alimentos?

The Cannery é único por outras razões também. A fazenda comunitária de quase 30 mil metros quadrados será gerida pelo Centro de Aprendizagem Baseada em Terra, um grupo sem fins lucrativos que pretende executar programas de educação agrícola para estudantes e aspirantes a agricultores do local, além de uma operação comercial com foco em vegetais orgânicos, para abastecer a comunidade e também serem vendidos fora.

Há um custo para tudo isso, é claro, pois as casas no The Cannery são vendidas entre US$ 400 mil até US$ 1 milhão. Embora o termo “agrihood” pode ser relativamente novo, o conceito não é. O conceito tem raízes que remontam a meados de 1800. A primeira comunidade planejada dos EUA, em Riverside, Illinois, tinha um ar pastoral mesclando a vida da cidade e vida no campo.

The Cannery também possui uma rede de 16 km de trilhas de bicicleta, bem como uma rede de trilhas para pedestres para as pessoas para se locomoverem. A praça central oferece espaço para encontros ao ar livre, acesso a lojas de varejo e estacionamento de bicicletas coberto com lugares para usar e carregar dispositivos eletrônicos. Haverá também uma sala de aula agroecologia para aqueles que desejam aprender sobre agricultura. Além de ser um empreendimento residencial, o The Cannery servirá como um modelo de agrihood e de agricultura urbana sustentável.

Quando se trata de sustentabilidade global de alimentos, é importante notar que vários cientistas concluíram e demonstraram que a agricultura biológica é a melhor e mais sustentável em todo o mundo. A União de Cientistas Preocupados diz que os cultivos transgênicos não são garantidos, como prometido pelas empresas de publicidade. Eles ainda não conseguiram produzir os rendimentos prometidos e os agricultores não estão autorizados a guardar sementes devido as patentes das empresa. Sem falar que são obrigado a gastar muito dinheiro com fertilizantes e pesticidas.

O cultivo de orgânicos também é importante por causa de todos os problemas de saúde causados pelos pesticidas que incluem doenças como o autismo, doença renal, doença de Alzheimer, câncer e muito mais. Cada pessoa no planeta pode se alimentar com menos de 100 metros quadrados de terra bem gerida. Os agrihoods estão se tornando populares nos EUA por que as pessoas anseiam se conectar com a fonte de nossa comida e com a terra.

É simplesmente ilógico as cidades não terem suas próprias fazendas que produzam alimentos de forma orgânica sem agrotóxicos e sem modificação genética para alimentar sua própria população. Tudo acaba vindo de outros lugares distantes, centralizando a produção em alguns lugares e isso acaba exigindo um enorme gasto de combustível para transporte dos alimentos de um extremo ao outro. As agrihoods são uma resposta sustentável para o mundo moderno.

Estudos comprovam que abraçar árvores faz bem à saúde...

 

Pode parecer coisa de doido ou de hippie, mas os benefícios que o contato com uma árvore podem proporcionar à saúde já foram comprovados cientificamente. Esse foi um dos temas trabalhados por  Matthew Silverstone em seu livro “Blinded by Science”.

Na publicação, Silverstone explica como o ato de abraçar uma árvore impacta o corpo humano. Conforme demonstrado nos estudos acadêmicos usados por ele, trata-se de uma questão de vibração. Tudo vibra, em diferentes intensidades e formas, e isso afeta todo o sistema biológico.

Para entender melhor como isso funciona, o autor usa o exemplo da água. Ao beber um copo de água, que possui uma vibração de 10Hz, a vibração do sangue é imediatamente afetada. O mesmo acontece com o contato com a natureza, principalmente pelo toque.

Os estudos mostraram que essa influência ajuda a melhorar a saúde e pode colaborar para o tratamento de doenças comuns, como a depressão, dores de cabeça, hiperatividade e déficit de atenção.

Essa troca de vibrações também parece ser uma explicação bastante plausível para a influência positiva que caminhadas no parque ou cuidados com uma horta têm no humor das pessoas.

Tecido de fibra de abacaxi pode substituir couro animal...


O subproduto deste material é apenas uma biomassa, que pode ser usada como adubo natural.

O Piñatex foi lançado na Europa em 2014 e diversas marcas já o utilizam em protótipos de produtos veganos e totalmente livres de crueldade animal. 

Um tecido feito a partir de fibras de abacaxi pode ser um excelente substituto ao couro animal. Apelidado de Piñatex, o material foi criado pela designer espanhola Carmen Hijosa, a partir de uma técnica tradicional nas Filipinas, em que as fibras da fruta são usadas para a fabricação de uma camisa especial, chamada Barong Tagalog.

A descoberta surgiu a partir do descontentamento de Carmen. Após trabalhar durante anos na indústria do couro, ela percebeu que era necessário criar uma matéria-prima alternativa e mais sustentável. O Piñatex começou a tomar forma quando a designer percebeu que era possível transformar as fibras do abacaxi em uma malha não-tecida, ou seja, que se conecta sem que seja necessário tricotagem ou tecelagem.

As fibras que compõe o material são extraídas das folhas de abacaxi antes mesmo de serem cortadas da plantação. A partir daí, elas são cortadas em camadas e colocadas em um processo industrial, do qual o resultado é o tecido. O subproduto desta prática é apenas uma biomassa, que pode ser usada como adubo natural, garantindo um ganho extra aos produtores.

Após a manufatura, as fibras ganham uma aparência semelhante a uma tela de pintura, que pode ser tingida com qualquer cor e impressa de várias formas, com o intuito de obter texturas diferentes. Esse tratamento permite que o Piñatex fique ainda mais semelhante ao couro.

De acordo com Carmen Hijosa, o material pode ser usado na fabricação de sapatos, bolsas, estofados para sofás e cadeiras, roupas, painéis, estofados automotivos e muito mais.

O Piñatex foi lançado na Europa em 2014 e diversas marcas já o utilizam em protótipos de produtos veganos e totalmente livres de crueldade animal.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Plástico é lixo?

 

Estudo do lixo de Santo André encomendado pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) em 2013 (gravimetria), que fez raio X do que é descartado pelos moradores da cidade, detectou que o principal produto não orgânico misturado ao lixo comum é o plástico.
Ele representa mais de 15% do lixo úmido do município, ou 97,5 toneladas, que seguem diariamente para o aterro sanitário sem necessidade. Como no resto do mundo, no Brasil, o consumo do material aumentou nos últimos anos – entre 2000 e 2009, o crescimento foi de 35%, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (2009).
Para minimizar o impacto no meio ambiente é necessário, antes, optarmos por novas formas de consumo, sempre que possível substituindo o plástico. Já o fabricante tem de investir em alternativas que atendam à demanda de empresas que usam o produto em embalagens.
No fim do ciclo, resta a reciclagem. Mas nesse quesito também precisamos avançar. Segundo o Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica do Plástico no Brasil (2012), da Plastivida, instituto que representa a cadeia produtiva do setor, o País reciclou só 21,7% dos plásticos pós-consumo em 2011.
Houve melhora em relação a 2010, mas é possível fazer muito mais. Até porque o plástico vai para lixões, rios e aterros. Neste último caso, ele compromete a vida útil desses espaços, cada vez mais escassos no País. O fabricante deve fazer a logística reversa, prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, de forma que o plástico retorne à cadeia produtiva com agilidade e em volume que atenda à necessidade de matéria-prima.
Em Santo André, a maior parte do plástico é polietileno de baixa densidade, usado, entre outros, para confeccionar vasilhames que guardam alimentos. Graças à reciclagem, o volume do plástico no lixo da cidade caiu pela metade desde 2006.
É fundamental que a população destine corretamente o seu lixo para colaborar com o aumento da vida útil do aterro e, indiretamente, com a renda das cooperativas de reciclagem.
No município, participar da coleta seletiva é fácil. Aqui, desde 1998, quando foi lançada a coleta seletiva porta a porta, se instituiu a divisão por lixo úmido (orgânicos) e seco (reciclagem).
Este modo mais descomplicado de destinação à reciclagem soma favoravelmente para que mais andreenses separem o plástico e demais recicláveis, depositando-os na frente do imóvel no dia em que a coleta seletiva passar. É ato de cidadania benéfico a toda cidade.