domingo, 22 de novembro de 2015

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Lixo: Restos de 26 feiras livres de SP já estão virando adubo na Lapa...

Leia Mais:http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,lixo-de-feira-comeca-a-virar-adubo-na-capital-imp-,1082821
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter
Leira de compostagem com placas indicando origem e datas dos restos de feira depositados e a caixa de escoamento do líquido 



Começou a funcionar no bairro da Lapa, em São Paulo, o projeto piloto Feiras e Jardins Sustentáveis. Depois de uma pesquisa sobre métodos adequados de compostagem, de um mapeamento de locais de coleta de material orgânico, com estudo de rotas de transporte e horários, e a criação de uma logística de operação, foi instalado um pátio para tratar restos de 26 feiras livres da região. 

Na última terça (17), houve uma inauguração oficial do projeto com técnicos e administradores ligados à prefeitura e às empresas parceiras. Visitei a unidade na semana anterior, durante um seminário sobre tratamento de resíduos orgânicos. 

Diariamente, desde setembro, estão sendo recolhidos restos de frutas, legumes e verduras no final das feiras participantes. São cinco toneladas diárias, 35 toneladas por semana. Todo esse material é verificado no ato da coleta junto com os feirantes, para evitar a mistura com plásticos ou outros tipos de resíduos não adequados, como peixes e carnes, por exemplo. 

Quando chegam ao pátio da Lapa, os resíduos das feiras são depositados em leiras (que são aquelas lombadas comuns nas hortas) feitas de camadas de restos de poda de jardins e cobertas de palha, para que sejam decompostos, possam depois maturar e descansar para uso posterior no plantio. 

Esse processo é chamado de compostagem termofílica em leiras estáticas de aeração natural e é conhecido também como método UFSC (de Universidade Federal de Santa Catarina) por ter sido adotado para reciclagem das sobras orgânicas naquela instituição, em projeto liderado pelo agrônomo e professor Paul Richard Muller. 

O método foi escolhido por demandar pouco investimento em infraestrutura, não causar odor e por combinar os restos de verduras, frutas e legumes aos compostos de carbono presentes em palhadas, folhas secas e lascas de madeira, facilmente obtidas em jardins e parques, criando ambiente adequado para bactérias e fungos degradarem o material em poucos meses. 

Depois que a leira já recebeu resíduos suficientes para chegar na altura que permita ainda o manuseio, ela é deixada em repouso por 90 dias. Nesse período, a temperatura interna chega aos 65 graus. Depois disso, o material é retirado, peneirado e descansa por mais 30 dias antes de ser ensacado e distribuído. 

Já em dezembro, deve estar pronto o primeiro lote de adubo orgânico feito com esse lixo verde nobre, que será usado na plantação de árvores e manutenção de jardins e praças da região.


O projeto tem caráter experimental e deve durar um ano. Todas as etapas estão sendo acompanhadas e analisadas para que o sistema possa ser expandido para outros pátios semelhantes e as quatro centrais de compostagem que a Prefeitura da cidade quer implantar em 2016, com capacidade para 50 toneladas cada uma. 

Foi desenhado pelo setor de resíduos sólidos orgânicos da Amlurb, empresa de limpeza pública da cidade, coordenado pelo engenheiro agrônomo Antonio Storel, em parceria com a empresa Inova, concessionária responsável pelos serviços de limpeza da área noroeste da cidade (que inclui a subprefeitura da Lapa), e com o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo, o Cepagro. 

O Cepagro é a organização responsável pelo projeto Revolução do Baldinhos, de gestão comunitária de resíduos orgânicos na comunidade Chico Mendes no bairro de Monte Cristo, em Florianópolis, que se tornou referência na área. 

O projeto faz parte da estratégia do governo municipal de São Paulo para cumprir uma das metas da administração de processamento dos resíduos das 900 feiras livres e de podas de jardins. A meta se alinha com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê que os aterros sanitários só devem receber rejeitos, isto é, apenas o material que não for passível de reciclagem ou reaproveitamento pode ser depositado nesses locais. 

Os resíduos orgânicos provenientes das feiras e domicílios formam a maior parcela do lixo comum. Embora não sejam contaminantes em si, são veículo de contaminação quando se degradam misturados a outros materiais, no processo de deposição dos aterros, e são responsáveis pelas emissões de gás carbônico, gás metano e chorume nesses locais. 

Há 11 anos, em agosto de 2004, era fechada a usina de compostagem da Vila Leopoldina, na zona oeste na cidade. Inaugurada em 1974, ela foi a última central daquele tipo a fechar suas portas no município. Na época de pleno funcionamento, recebia diariamente cerca de 800 toneladas de resíduos, geradas por aproximadamente 950 mil habitantes dos bairros do Butantã, Pinheiros e Lapa. 

Naquela época, era usado um outro método para a compostagem e a usina sofreu as consequências da falta de controle da coleta e da mistura inadequada de materiais. Por causa do mau cheiro causado pelo processo de decomposição, seu fechamento foi reivindicado pelos moradores da região.

Extra shelter spaces open due to cold weather alert | City of Vancouver

Extra shelter spaces open due to cold weather alert | City of Vancouver

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Rio Doce terá processo de decantação para evitar rejeitos na sua foz...


 



A mineradora Samarco vai lançar floculantes de origem vegetal no Rio Doce, para decantar os rejeitos de mineração e evitar que eles cheguem à sua foz, depois do rompimento de barragens na cidade de Mariana (MG). A medida foi acordada pela empresa com o governo federal, após análise de técnicos, que chegaram à conclusão que a medida não trará impactos ambientais.

Os floculantes são usados em tratamento de água e fazem com que os sólidos suspensos se aglomerem em grandes flocos e precipitem para o fundo do rio ou do reservatório. Geralmente, eles são usados em reservatórios, antes de passar pela estação de tratamento de água. As cidades ao longo do Rio Doce já estão usando floculantes vegetais para restabelecer o abastecimento de água tratada.

“Diante do desastre ambiental ocorrido, a Samarco adquiriu uma grande quantidade de floculantes para fazer esse uso e tentar, ao máximo, que ocorra essa decantação da lama ainda no reservatório de Aimorés, a fim de minimizar o impacto ambiental na foz do Rio Doce”, explicou a presidente do Ibama, Marilene Ramos.

O Ibama, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e a Agência Nacional de Águas (ANA) se reuniram com representantes da Samarco e autoridades locais no domingo (15) para avaliar medidas para reduzir os danos ambientais. Marilene Ramos afirmou que navegou no Rio, do município de Candonga (ES) até a região afetada. “Em Candonga, ainda há muitos materiais suspensos [na água], o que indica a necessidade de outras ações”, afirmou.

A Samarco também se comprometeu com o governo a construir 20 quilômetros de diques de filtração, para diminuir a quantidade de sólidos carregados pela água. As barreiras flutuantes terão como prioridade proteger áreas ambientais mais sensíveis, como manguezais e áreas de reprodução de espécies ameaçadas de extinção.

A presidente do Ibama não descarta a aplicação de outras multas à mineradora Samarco, além dos R$ 250 milhões já anunciados. “Sendo apurados outros danos, poderão ocorrer outras multas”, afirmou. Ela disse ainda que a prioridade da aplicação dos recursos será para projetos na região afetada, sejam ambientais, de saneamento ou de reestruturação da cidade.

Entre as medidas avaliadas como necessárias do ponto de vista ambiental estão a dragagem dos resíduos sólidos do Rio Doce, o reflorestamento das margens do rio e a reintrodução de animais. “São mais de 600 hectares de áreas de proteção ambiental nas margens dos rios cuja cobertura vegetal foi totalmente perdida” e a fauna foi totalmente dizimada, segundo Marilene Ramos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Argentinos criam gerador portátil de energia eólica...

O gerador atinge uma potência de 2,5 megawatts-hora, o que equivale a umamédia de 40% a 70% do consumo de uma casa em Buenos Aires



Em 2009, na Argentina, Ignacio Juárez fundou, junto com um parceiro, a Semtive, uma empresa de energia renovável. Com o passar do tempo, perceberam que investir na criação de suas próprias turbinas, adaptadas às necessidades de sua região, iria representar maior economia e um rendimento melhor.

Geralmente turbinas eólicas se encontram em campos abertos, mas Juárez queria investir na criação de uma que pudesse trabalhar nas cidades e com a disponibilidade de ventos que existem nelas. O que faz de seu equipamento portátil diferente de outros que já existem em espaços urbanos é o fato de serem adaptados à realidade argentina. Desse modo, ele é mais barato e eficiente, sem contar que apresenta tamanho e complexidade reduzidos.

Gerador para casas e empresas

A turbina criada por Juárez atinge uma potência de 2,5 megawatts-hora, o que equivale a uma média de 40% a 70% do consumo médio de uma casa em Buenos Aires. A Semtive comercializa as suas turbinas em residências privadas e usa painéis solares como apoio para aumentar a eficiência energética.

Além de propriedades privadas, a empresa tem o governo da cidade de Buenos Aires como um de seus principais clientes e é responsável pela energia de postes instalados em parques e espaços verdes. O conjunto destes postes custa US $ 4.000, que é 20% menos do que uma conexão de instalação convencional para uma rede elétrica existente.

As turbinas para uso residencial com um tamanho de dois metros de altura e um metro de diâmetro pesam aproximadamente 80 kg, e custam cerca de US $ 3.500 (cerca de 33.000 pesos, ou 3.125 euros). Um investimento sustentável e que representa grande economia.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Estudante de Pedagogia ensina a fazer floreiras com garrafas PET

A estudante de pedagogia Ana Carolina Delpoio, de Louveira (SP), encontrou uma maneira criativa de enfeitar a varanda de seu quarto e resolveu compartilhar a ideia: floreiras que utilizam a embalagem que iria para o lixo.
“Como gosto de criar decorações e ‘colocar a mão na massa’, instalei em casa, em frente à janela do meu quarto”, conta a estudante. “Gosto muito de flores para colorir o ambiente e achei a ideia da garrafa muito bacana. Então peguei a inspiração com uma escola aqui do bairro e algumas dicas pela internet.”
Aprenda a fazer o vaso de garrafa PET.
Materiais
- 1 garrafa PET
- Arame
- Prego
- Martelo
- Alicate
- Tesoura
- Mudas de flores
Passo a passo
- Com uma tesoura, corte a garrafa PET de comprido.
- Depois, faça pequenos furos nas extremidades. Nesses furos, encaixe o arame que sustentará o vaso.
- Faça alguns furos no fundo da garrafa para que haja o escoamento da água.
- Em seguida, coloque algumas pedras na garrafa para a terra ficar firme.
- Para finalizar, coloque a terra com as mudas de flores de sua preferência.
Estudante de Louveira ensina a fazer floreiras usando garrafas PET (Foto: Ricardo Custódio/TG)Garrafas PET são transformadas em vasos na varanda do quarto (Ana Carolina Delpoio/Voce no TG)

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A cidade de bambu que deve abrigar até 20 mil pessoas...

Uma cidade de concreto ou uma cidade de bambu? Se depender dos arquitetos da Penda, bambu é solução para um futuro não muito distante. Recentemente, a firma de arquitetos desenvolveu design inovador, que visa criar um estilo de cidade completamente novo, e não tem como não achar isso o máximo.
Focando em construções sustentáveis, a cidade de bambu proposta pela empresa poderá abrigar até 20 mil pessoas, ficando pronta em 2023.
Em entrevista, eles explicaram: “O estado atual de irresponsabilidade no planejamento das cidade, pede da nossa profissão o ato de repensar o processo de construção. O uso de materiais naturais como o bambu, ligados a um sistema modular inteligente, dá para estruturar liberdade para crescer em todas as direções.”
Confira as imagens do projeto!
projeto-cidade-bambu-deve-abrigar-ate-20-mil-pessoas_01projeto-cidade-bambu-deve-abrigar-ate-20-mil-pessoas_02projeto-cidade-bambu-deve-abrigar-ate-20-mil-pessoas_03

projeto-cidade-bambu-deve-abrigar-ate-20-mil-pessoas_01
projeto-cidade-bambu-deve-abrigar-ate-20-mil-pessoas_02
projeto-cidade-bambu-deve-abrigar-ate-20-mil-pessoas_03

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Britânico cria ilha artificial feita de garrafas PET...

Vai ganhando adeptos a ideia de construir casas flutuantes, no mar, no rio ou na lagoa. Mas oinglês Richart (Rishi) Sowa soube inovar e criou a sua própria ilha artificial feita de garrafas PET. Pra isso, ele junta raízes de planta que dão uma imagem ainda mais natural ao lugar.

Já muita gente sonhou ter uma ilha e a única diferença para Rishi é que ele realmente conseguiu ter. Mas foi preciso muita coragem: quando se mudou para o México, Rishi construiu uma ilha com cerca de 250 mil garrafas PET, uma forma barata de construção que aumenta a flutuabilidade.

No entanto, em 2005, o furacão Emily arrasou a ilha do britânico. Com força de vontade, ele voltou a juntar garrafas e em 2008 nasceu a Joyxee Island, onde vive atualmente. Desta vez, para dar mais força à estrutura, ele juntou raízes de plantas e fez crescer plantações dentro das garrafas. Assim, a terra e a ilha se mantêm unidas e todo o espaço fica com um aspetco ainda mais legal. Veja só:

RishiIsland1
RishiIsland2
RishiIsland3
RishiIsland4
RishiIsland5
RishiIsland6
RishiIsland7
RishiIsland8
RishiIsland9
RishiIsland10

Projeto cria casa sustentável no interior de SP...