segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Cientistas transformam CO2 do ar em fibras de carbono...


Cientistas nos Estados Unidos conseguiram criar nanofibras de carbono a partir de dióxido de carbono (CO2) extraído do ar – e dizem que o processo poderia até ajudar a combater a mudança do clima.
O método apresentado nesta semana em um encontro da Sociedade Americana de Química, em Boston, é capaz de produzir 10g por hora das valiosas fibras.
Mesmo se as potenciais aplicações no combate às emissões de CO2 não derem frutos, como suspeitam alguns especialistas, a técnica promete baratear a produção de nanofibras de carbono.
O sistema é alimentado por poucos volts gerados por energia solar. A eletricidade atravessa um tanque cheio de sal derretido, à medida que o CO2 é absorvido, as valiosas nanofibras começam a se formar ao redor dos eletrodos.
“Até hoje, nanofibras de carbono são caras demais para muitas aplicações”, disse à BBC o professor Stuart Licht, da universidade George Washington.
Redução de custos – O material é usado atualmente na produção de componentes eletrônicos e baterias, mas se fosse mais barato, poderia reforçar materiais usados na fabricação de peças de avião e carro, entre outros.
A questão é se o sistema criado pela equipe do professor Licht será capaz de reduzir estes custos.
O cientista diz que aumentar a produção seria fácil, e que o equipamento consome pouca energia.
A maior promessa, porém, é a possibilidade de usar o sistema para reduzir os níveis de CO2 na atmosfera, considerados os culpados pelo aquecimento global pela grande maioria dos cientistas.
Para isso, seria necessário construir enormes reatores ─ algo que suscita o ceticismo de especialistas.
“Como estão capturando CO2 do ar, o processo precisa lidar com enormes volumes de gás para coletar a quantidade necessária de carbono, o que, em grande escala, pode aumentar o custo do processo”, afirmou a engenheira química Katy Armstrong, da universidade de Sheffield.
Outro que levanta dúvidas sobre a viabilidade da ideia é o pesquisador da Imperial College London Paul Fennell.
“Se o objetivo deles é fazer nanofibras, é louvável, e vão ter um produto que vale a pena. Mas se a sua ideia é tirar CO2 da atmosfera e produzir uma quantidade de nanofibras suficiente para fazer diferença na mudança climática, eu ficaria muito surpreso se conseguir”, afirmou Fennell.
O professor Licht, no entanto, diz que vai ser preciso trabalhar conjuntamente, com recursos da sociedade, para testar o processo em larga escala. “Não tem pegadinha”, afirmou.
De toda forma, outros químicos ficaram impressionados com o simples fato de a equipe do professor Licht ter produzido nanofibras a partir do carbono atmosférico. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

PROJETO DE LEI PREVÊ A CRIAÇÃO DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL...



Deve ser votado em breve, na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, o Projeto de Lei Iniciado no Senado (PLS 221/2015), que cria a disciplina de Educação Ambiental para as escolas, no ensino fudamental e no médio. Mesmo se for aprovado, o projeto ainda precisa ser avaliado por outra comissão, a de Educação, Cultura e Esporte.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Brasil já utiliza técnicas para tornar a água salgada em água potável...



Na última reportagem da série ‘Água – Planeta em Crise’, o repórter Tonico Ferreira mostra como a agricultura está sobrevivendo à falta de água e como técnicas para tornar a água salgada em água potável já estão sendo utilizadas no Brasil.
Para produzir quase tudo o que consumimos usamos grande quantidade de água, não tanto a água que sai da torneira, mas a água invisível, virtual, aquela que foi gasta, em quantidade impressionante, na produção de um bem ou de serviço.
Por exemplo, para produzir apenas uma banana são gastos 160 litros de água. Um ovo, 200 litros. Uma pizza (marguerita), 1.260 litros. Um litro de etanol (de cana de açúcar), 2.100 litros. Uma camisa de algodão, 2.500 litros e um único quilo de carne, 15.400 litros.
É por isso que de toda a água consumida no mundo, 70% vai para a agricultura. A indústria fica com 20% e, no uso doméstico, gastamos apenas 10%. Se as cidades sofrem com a seca, o que não dizer do campo?
Uma fazenda em Quixeré, CE, hoje pode-se dizer que virou fazenda fantasma. Dois anos atrás era uma empresa agrícola modelo na produção de frutas, mas tudo foi desativado por falta de água e o que hoje é um campo tomado por mato, já foi uma grande plantação de melões. As mangueiras de irrigação abandonadas ainda estão no local e o que sobrou do sistema de canalização de água e da plantação de bananeiras representa um prejuízo irrecuperável.
Califórnia – Na Califórnia, nos Estados Unidos, que entrou no quarto ano seguido de seca, o corte de água para irrigação é o maior da história do estado.
A Califórnia tem 78 mil fazendas e é o maior celeiro de alimentos dos Estados Unidos. Neste ano, metade das fazendas irrigadas vai receber só 20% ou menos do suprimento normal de água que vem pelos canais.
O sistema de barragens e transposição de águas construído nos últimos 100 anos, que conta com um aqueduto com mais de 700 km, entrou em colapso. A neve acumulada nas serras, que ao derreter contribui com 1/3 do abastecimento de água do estado, baixou neste ano para apenas 5% do volume histórico.
Felícia Marcus, do Conselho de Recursos Hídricos do estado, diz que a saída agora é economizar, reusar, capturar água de chuva e dessalinizar água do mar. Felícia reconhece que a situação é desesperadora e diz que as obras grandiosas de engenharia deram uma falsa segurança hídrica aos californianos. “O nosso sucesso em ser capaz de levar água com segurança através de longas distâncias é agora nosso ‘calcanhar de Aquiles’ na tentativa de como convencer as pessoas a intensificar a economia de água durante a seca”, diz.
Austrália – A Austrália acaba de sair de uma seca que durou 10 anos e conseguiu preservar sua posição de grande exportadora de produtos agrícolas.
Os fazendeiros passaram a usar plantas geneticamente modificadas, irrigar com mais controle e aperfeiçoaram o sistema de recolhimento de água de chuva de cada gota que cai. Os fazendeiros têm direito a retirar uma determinada quantidade de água da natureza e essa água pode ser comercializada. Quem tem sobrando vende para quem precisa.
No auge da crise, Margot vendeu parte da água a que tinha direito para o próprio governo, que queria ajudar os rios que estavam secando. “Agora nós somos muito mais eficientes e o governo tem muito mais água para cuidar dos pântanos e dos rios. Isso foi uma bela troca”, explica a fazendeira Margot Henty.
Mesmo assim, Margot paga cada litro de água que usa. A entrada é controlada pelo governo via rádio e é cara: cerca de R$ 160 mil por ano.
Brasil – No Brasil, a cobrança pela retirada de água dos rios está apenas começando. É efetiva em algumas bacias de rios do Nordeste e do Sudeste.
Nas bacias em São Paulo, dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, onde a cobrança é pioneira, a água custa R$ 0,01 por metro cúbico captado, R$ 0,02 quando não volta para a natureza e outros R$ 0,10 por quilo de poluição jogado no rio.
“Através da cobrança nós caracterizamos a água como um bem de valor econômico e finito. E, através da cobrança, ou seja, de um controle pelo bolso, nós reduzimos os consumos”, conta Francisco Lahoz, secretário-executivo do Consórcio PCJ.
O Ceará é o estado que melhor cobra: arrecadou R$ 77 milhões no ano passado. Para enfrentar os períodos de seca, o estado fez obras de engenharia importantes, por exemplo, enquanto embaixo passa o canal do trabalhador, por uma ponte acima passa o Eixão das Águas. São duas obras construídas para alcançar um objetivo que é fundamental: interligar o sistema de abastecimento de água do estado.
Os projetos começaram em 1993, com a criação da companhia que gerencia os recursos hídricos do Ceará e tiveram continuidade independentemente das mudanças de governo, o que é raro no Brasil.
Dessalinização – Além de usar melhor os recursos de água existentes, está na hora do Brasil olhar para a dessalinização.
“Não é uma solução de curto prazo, mas eu acho que é uma solução que tem que ter, o botão está disponível para ser apertado, usando um termo mais fácil de entender, quando você tiver uma necessidade urgente porque é um processo que demora para ser concebido, para ser implementado”, explica Newton Azevedo, representante do Brasil no Conselho Mundial da Água.
No Nordeste brasileiro até existem cerca de 3,5 mil pequenas unidades de dessalinização em poços de água salobra, mas como não há manutenção preventiva, pelo menos 60% delas estão paradas por falta de filtro, bombas quebradas e equipamentos entupidos.
Cingapura – Cingapura tem duas enormes usinas de dessalinização que atendem até 25% da demanda de água da ilha. É uma parceria do governo com uma empresa privada. “Para dar certo, é preciso ter eficiência energética, manutenção, empréstimos de longo prazo e garantia de compra da água pelo governo”, diz Winnifred Heap, vice-presidente executiva da Hyflux.
Governo ativo, parcerias com a iniciativa privada, controle do uso e do preço de um lado, de outro, o uso consciente, a despoluição, o reuso e a dessalinização. Tudo isso já está sendo feito junto ou separado em algum lugar deste planeta.
O tempo de água farta acabou e não há como escapar. O destino da nossa espécie no planeta depende agora da nossa capacidade de proteger essa fonte da vida, que é a água.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Como funciona o aquecimento de água via equipamento solar?


O Brasil é um país privilegiado no que diz respeito à insolação por ser localizado na zona tropical e equatorial, possuindo cerca de oito horas de incidência direta de luz solar por dia (baseadas em uma média anual). Por esse motivo, é um excelente mercado para o sistema solar fotovoltaico e para o aquecimento de água através da radiação solar (energia solar térmica).
Diferentemente da energia solar fotovoltaica, cujo princípio de funcionamento é a conversão da energia solar em energia elétrica, a energia solar térmica é uma tecnologia que permite a conversão da energia solar em energia térmica, e a partir disso, proporciona o aquecimento da água em sistemas residenciais, prediais e comerciais.
A conversão da radiação eletromagnética proveniente do sol em energia térmica é realizada pelos coletores (ou painéis) solares.
Há diversos tipos de coletores, com diferentes eficiências na conversão de energia. Para cada finalidade, há um tipo de coletor mais apropriado, como pode ser visto na imagem a seguir:
Imagem: aquakent
Assim, como é possível perceber pela imagem, os sistemas solares térmicos são versáteis, podendo ser utilizados no fornecimento de água quente para diversas funções, como o aquecimento de piscinas, apoio ao aquecimento central, água para banho e setores industriais. Dessa forma, ele contribui para uma máxima poupança energética no aquecimento da água.

Como funciona?

A superfície dos painéis possui aletas feitas de cobre ou alumínio, comumente pintadas de uma cor escura para maior absorção da radiação solar. Assim, estas aletas captam essa radiação para então transformá-la em calor. O calor é então absorvido pelo líquido presente no interior dos painéis, que é em seguida transportado por bombeamento através de tubos isolados, até que chegue ao depósito de água quente (reservatório térmico ou boiler).
O depósito de água quente é composto por material isolante, que impede o resfriamento da água, permitindo que seja fornecida água quente mesmo em períodos sem sol, como à noite.
Imagem: Soletrol (adaptada)
Há ainda um sistema auxiliar de aquecimento (que pode ser elétrico ou a gás), que atua garantindo que haja água quente mesmo nos momentos em que a radiação solar não é suficiente para aquecê-la completamente.

Componentes

De forma geral, o sistema solar de energia térmica é composto pelos seguintes itens:
• Painel solar
Podem ser um ou mais painéis, que possuem a função de transformar a radiação solar incidente em energia térmica.
• Acumulador solar (reservatório térmico)
Depósito que reserva a água quente até que esta seja necessária para uso. O tamanho do tanque deve ser compatível com as necessidades da residência.
• Circuito hidráulico
Tubulação, bombas circuladoras e válvulas.
• Grupo de circulação
Faz parte do circuito hidráulico, e tem por função a circulação do líquido térmico pelos tubos que ligam o painel solar ao depósito acumulador.
• Central de controle
Elementos de controle e regulação que asseguram o correto funcionamento do sistema.
• Apoio energético
Sistemas complementares de aquecimento que são acionados apenas em momentos em que a radiação incidida sobre os painéis não foi suficiente para o pleno aquecimento da água.

Coletores

Como foi possível ver na imagem sobre as aplicabilidades dos coletores, há mais de um tipo de coletor, e essas variações apresentam eficiências diferentes, dependendo do objetivo de sua utilização. Vejamos então as principais diferenças entre os coletores planos abertos, coletores planos fechados e coletores tubulares a vácuo:
Coletores planos fechados e abertos
Os principais componentes de um coletor plano fechado são:
• Caixa externa: geralmente feita de alumínio. Possui a função de suportar os demais componentes.
• Isolamento térmico: sua função é minimizar as perdas de calor para o meio, sendo normalmente feito de lã de vidro ou  e rocha, ou espuma de poliuretano.
• Flauta: tubos conectados entre si que permitem o escoamento a água no interior do coletor, sendo geralmente feitos de cobre.
• Aletas: responsáveis pela absorção e transferência da energia solar para a água. São feitas de alumínio ou cobre e são pintadas de preto fosco para aumentar a absorção da radiação.
• Cobertura: geralmente de vidro, policarbonato ou acrílico que permite a passagem da radiação solar, minimizando a perda de calor.
A principal diferença entre o coletor plano fechado e o aberto, é que o aberto não apresenta caixa externa, cobertura e isolamento térmico, sendo menos eficiente no aquecimento da água a temperaturas mais elevadas.

Imagem: Esfera Energia Solar / Dasol
Coletores tubulares a vácuo
Coletores tubulares a vácuo apresentam como seus principais componentes:
• Tubos: geralmente são dois tubos concêntricos de vidro, sendo que a água flui pelo seu interior. Entre o interno e o externo há uma camada de vácuo, responsável pela minimização das perdas térmicas.
• Cabeçote: os tubos são inseridos no cabeçote, por onde passa a água. Pode ser feito de aço, alumínio ou cobre, e revestido por algum material isolante térmico.
• Estrutura: é o que mantém os tubos na posição adequada à captação da energia solar, e presos ao cabeçote.
Imagem: Esfera Energia Solar

Circulação

Há ainda duas variações de sistemas solares térmicos, que se diferenciam pela forma como a água circula dentro do sistema: o sistema com circulação em termossifão e o sistema com circulação forçada.
Circulação em termossifão
Esse tipo de sistema se utiliza da física para promover a circulação da água de forma gratuita, ou seja, faz uso da termodinâmica e da força da gravidade, que fazem com que a água quente suba naturalmente para o reservatório e que a água fria desça para o painel solar.
Assim, os sistemas com circulação em termosifão dispensam a utilização de bombas elétricas, sendo, por isso, mais econômicos e mais simples de instalar. Para alguns casos, pode ser menos eficiente que o de circulação forçada, além de exigir que o reservatório esteja, necessariamente, posicionado acima dos painéis.
Circulação forçada
Sistemas com circulação forçada geralmente apresentam o tanque de água separado dos painéis, permitindo então o posicionamento do tanque a nível do chão, podendo ser instalado em qualquer compartimento da casa, enquanto os painéis geralmente são instalados nos telhados. Ao contrário dos sistemas de circulação em termossifão, os de circulação forçada precisam de bombas de água que são controladas eletronicamente.

Instalação

Para a instalação de sistemas de energia solar térmica, alguns pontos devem ser considerados:
• O local de instalação deve ser seguro, ou seja, os componentes devem ser instalados em local ao qual pessoas e animais não tenham acesso facilitado, sendo geralmente instalados nos telhados (rooftop);
• É aconselhável evitar instalar os painéis em locais com sombreamento total e/ou parcial;
• Os painéis devem ser instalados o mais próximos possíveis do local de consumo.
fonte da imagem: Soletrol
O tempo de retorno do investimento em energia solar térmica tende a variar, acontecendo geralmente em um intervalo que vai de 18 a 36 meses. A vida útil de um aquecedor solar é estimada por volta de 240 meses, fazendo com que o sistema seja bastante vantajoso e econômico.
Por utilizar pouca ou muitas vezes dispensar a utilização da energia elétrica para o aquecimento da água, o sistema é econômico, além de ambientalmente amigável por não gerar resíduos para além das placas e não causar danos ao meio ambiente. É também promissor no Brasil e no mundo, pois causa impactos ambientais mínimos e reduz a pegada de carbono dos consumidores, que estarão minimizando suas emissões ao optar por uma forma de obtenção de água quente a partir da redução do consumo de energia elétrica.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Brasil assina acordos ambientais de 54 milhões de euros com a Alemanha...


Os governos do Brasil e da Alemanha assinaram nesta quarta-feira (19) três acordos de cooperação na área ambiental que envolvem investimentos de 54 milhões de euros (R$ 209,2 milhões, pela cotação desta quarta). Os acordos de cooperação são destinados à conservação florestal e à regularização ambiental de imóveis rurais na Amazônia e em áreas de transição para o cerrado.
Dois dos acordos de cooperação firmados têm o objetivo de fortalecer a implantação de políticas brasileiras para proteção e manejo sustentável da biodiversidade, além de políticas de adaptação às mudanças climáticas e para a gestão territorial.
O terceiro acordo, de 23 milhões de euros (R$ 89,1 milhões), firmado entre o Ministério do Meio Ambiente, a Caixa Econômica e o KFW, banco de desenvolvimento alemão, vai viabilizar o Projeto de Regularização Ambiental de Imóveis Rurais na Amazônia e em áreas de transição do cerrado. O contrato de contribuição financeira tem duração de quatro anos.
O projeto vai apoiar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos imóveis de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais de Rondônia, Mato Grosso e Pará. Também estão previstas ações de recuperação dos passivos ambientais das áreas de preservação permanente e de reserva legal encontradas dentro desses terrenos.
As assinaturas ocorreram durante cerimônia de abertura da Conferência Florestas, Clima e Biodiversidade, em Brasília, com a participação da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a presidente da Caixa, Miriam Belchior, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann.
“Estamos trabalhando para que possamos incentivar os produtores a fazer integração entre lavoura, pecuária e floresta. Estamos trabalhando para mostrar ao mundo o que somos capazes de fazer. Estamos muito interessados em fazer mais no mesmo espaço de terra”, disse a ministra Kátia Abreu.
De acordo com ela, o Brasil tem 5 milhões de produtores rurais sem acesso a um sistema de assistência técnica e extensão rural eficiente. “Queremos ampliar a classe média rural brasileira – 70% estão em classes muito baixas. À medida que vamos em busca de produtores levando tecnologia, automaticamente ele vai fazer o que os grandes produtores fazem, preservando o meio ambiente.”
Cadastro Ambiental Rural – O projeto foi elaborado em parceria com os órgãos de meio ambiente dos estados contemplados e com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a previsão é que sejam adquiridos produtos, serviços e insumos para apoiar os registros do CAR.
O acordo também conta com a validação de propostas de recuperação ambiental que visem à recomposição, recuperação, regeneração ou compensação das áreas de preservação permanente, reserva legal e áreas de uso restrito dos imóveis rurais.
Um dos acordos firmados visa melhorar os mecanismos do Fundo Amazônia, criado em 2008 para, principalmente, captar recursos para investimentos não reembolsáveis em iniciativas de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de conservação e uso sustentável do bioma.
O projeto terá US$ 4 milhões por um cofinanciamento entre a Noruega e a Alemanha e vai viabilizar o acordo de cooperação técnica Apoio às Atividades de Fomento e de Concessão de Colaboração Financeira Não Reembolsável no âmbito do Fundo Amazônia.
Visita – Nesta quinta-feira (20), a presidente Dilma Rousseff recebe na capital federal a chanceler alemã Angela Merkel, que virá ao Brasil acompanhada de dez ministros. Dilma pretende apresentar a Merkel o plano de concessões na área de infraestrutura e tentar fazer com que empresas da Alemanha participem das obras, informou o Ministério das Relações Exteriores.
O Plano de Investimento em Logística foi lançado em junho por Dilma em cerimônia no Palácio do Planalto. Por meio de concessões em áreas como portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, o governo estima R$ 198,4 bilhões em investimentos na infraestrutura do país nos próximos anos.
Desde que lançou o programa, Dilma aproveitou viagens internacionais para apresentá-lo a líderes de outros países, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi. Em discursos, a presidente tem dito que o Brasil está aberto a investidores estrangeiros.
A Alemanha é atualmente o quarto maior parceiro comercial do Brasil, atrás de China, Estados Unidos e Argentina. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o fluxo comercial entre os países – soma entre exportações e importações – chegou a US$ 20,5 bilhões em 2014.
Além das conversas sobre o plano de concessões, informou o Itamaraty, Dilma abordará na reunião com Merkel no Palácio do Planalto temas como mudança do clima – os dois países participarão de conferência das Nações Unidas sobre o tema em dezembro, em Paris – e reforma do Conselho de Segurança da ONU.
Outro tema de destaque que será abordado pela presidente e pela chanceler é o da segurança na internet. Brasil e Alemanha se articularam para aprovar na ONU resolução que garante maior privacidade na internet após denúncias de que líderes internacionais, como Dilma e Merkel, haviam sido alvo de espionagem do governo dos Estados Unidos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Google lança ferramenta que calcula custos da energia solar...


Um número crescente de pessoas recorre à internet para obter informações sobre potenciais economias que poderiam fazer ao optar pela energia solar. De olho nessa demanda, o Google lançou na última segunda-feira (17) seu mais recente empreendimento no mundo das fontes renováveis: o Project Sunroof.
Trata-se de uma ferramenta on-line que ajuda proprietários a calcular o potencial de captação de energia solar dos seus telhados e decidir se vale a pena instalar um sistema fotovoltaico em casa.
De acordo com o blog Google Green, a iniciativa é testada atualmente na área da Baía de São Francisco, na Califórnia, e em Boston, mas poderá ser estendida para todos os 50 estados americanos e, posteriormente, para outros países.
Funciona assim: quem estiver em uma das regiões de teste, basta digitar o endereço residencial ou comercial no Projeto Sunroof para saber o quanto de luz solar atinge seu telhado ao longo do ano.
Fatores considerados – São levados em conta fatores como a orientação do telhado, sombra de árvores e edifícios nas proximidades, além dos padrões climáticos locais. Outra possibilidade é digitar o montante típico que se paga na conta de energia elétrica para personalizar os resultados.
A ferramenta combina todas essas informações para estimar a quantidade que o proprietário poderia economizar com painéis fotovoltaicos e ainda ajuda a conectá-lo com fornecedores locais da tecnologia.
De olho no potencial das energias renováveis e também na economia de suas operações, o Google já investiu US$ 1 bilhão em projetos de geração limpa, publicou um vídeo (em inglês) para divulgar o projeto.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

CAR já cadastrou 59% dos imóveis rurais...


Com 237,2 milhões de hectares, correspondentes a 360,5 mil imóveis já cadastrados, o Cadastro Ambiental Rural divulgou, na segunda-feira (10), seu boletim mensal. Com incremento médio de 5% dos imóveis cadastráveis e um percentual de 59% já cadastrado, a previsão é de que até o dia 5 de maio do ano que vem, quando expira o prazo, o total alcance um território próximo de 397,2 milhões de hectares. Essa é área passível de ser cadastrada, de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE, de 2006.
“Já cadastramos uma área corresponde ao tamanho de oito Alemanhas”, informou o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Raimundo Deusdará. Os novos números foram divulgados no 2º Encontro Nacional dos Editores, Colunistas e Bloqueiros, em Brasília. Ele lembrou, ainda, que o Código Florestal prevê que, após 2017, os proprietários rurais que estiverem fora do cadastro ficam impedidos de fazer empréstimos bancários para custear suas atividades.
Discussão - O perfil dos imóveis cadastrados vem se mantendo, segundo Deusdará. Os pequenos agricultores e os agricultores familiares já totalizam quase 90% de território cadastrado. O cadastramento enfrenta problemas nos Estados do Sul. “Mas isso está sendo contornado”, explica o diretor do SFB. De acordo com ele, há uma discussão sobre se o Pampa é ou não área consolidada, o que estaria atrasando o cadastramento principalmente no Rio Grande do Sul.
A Região Norte, liderada pelos Estados do Pará e Mato Grosso, é a que onde há maior adesão ao CAR, com 94,9 milhões de hectares. Antes da criação do Sistema de Cadastramento Ambiental Rural (Sicar), os Estados já se encontravam com boa parte de sua área cadastrada. O Sul registra cadastros de apenas 22% de sua área. “Estamos atuando com mais intensidade na solução das áreas críticas”, afirmou Deusdará.
Florestas - O Programa de Recuperação Ambiental (PRA), que dará apoio à restauração das áreas que não deveriam ter sido desmatadas, identificadas no CAR, já registrou adesão de mais de 50% dos cadastrados. “É melhor notícia do boletim”, avalia o diretor da SBF.
De acordo com ele, o Ministério do Meio Ambiente já está trabalhando em projetos de apoio a recuperação dessas áreas. O MMA está elaborando um curso de educação ambiental para preparar os secretários estaduais de meio ambiente na execução do PRA.

18/08 - Feliz dia do Estagiário!


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Transformar esterco em eletricidade é um bom negócio em fazenda dos EUA...


Em muitos estabelecimentos pecuaristas, o esterco pode ser um problema. Na fazenda leiteira americana Homestead Dairy, no entanto, cheira a dinheiro. Lá, um sistema de recuperação de biogás transforma o esterco das vacas e outros dejetos em eletricidade.
De fato, a energia gerada é suficiente para iluminar mil casas, um serviço pelo qual a empresa local paga generosamente.
Mas este é apenas um ganho adicional.
“Funciona economicamente, mas uma das principais razões pelas quais fizemos isto foi tentar ajudar a controlar o odor, por causa dos vizinhos”, informou Floyd Houin, cuja família é proprietária desta fazenda em Plymouth, Indiana (centro) desde 1945.
“A terra é importante para nós também porque cultivamos para alimentar as vacas. Por isso, queremos fazer tudo o que pudermos para cuidar da terra e da água. Bebemos a mesma água que todos os demais”, explicou.
Normalmente, os estabelecimentos pecuaristas lançam seus dejetos em lagoas abertas e o mau cheiro não as torna muito populares entre os vizinhos.
Estas lagoas também têm um impacto ambiental significativo porque emitem metano e dióxido de carbono – que contribuem para o aquecimento global – e podem contaminar as águas subterrâneas se tiverem algum vazamento ou transbordarem durante chuvas intensas.
Instalar um digestor anaeróbico – basicamente uma cobertura gigante que utiliza o calor para acelerar a decomposição – permite capturar tanto o cheiro quanto os gases de efeito estufa.
Energia para um milhão de casas - A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos estima em mais de três milhões de toneladas o volume de gases de efeito estufa eliminados no ano passado pela Homestead e por outros 246 estabelecimentos pecuaristas que instalaram sistemas de recuperação do biogás.
Isto equivale a retirar mais de 630.000 automóveis das ruas.
Há 8.000 estabelecimentos leiteiros ou de criação de porcos nos Estados Unidos suficientemente grandes para que seja viável instalar um sistema de recuperação de biogás.
A EPA avalia que poderiam gerar energia suficiente para abastecer um milhão de lares e reduzir emissões equivalentes às de quase quatro milhões de automóveis.
A recuperação de biogás também vem sendo utilizada para capturar metano de depósitos de lixo e usinas de tratamento de esgoto, e até mesmo em fábricas de cerveja artesanal.
Segundo Allison Costa, da unidade AgStar, da EPA, o governo “está comprometido” em fazer avanços neste campo e uma extensão deste sistema “poderia ajudar a fazer avanços significativos em alguns dos nossos desafios ambientais e energéticos”.
O problema, segundo Costa, é que implica em um enorme investimento e a maioria das companhias de serviços públicos dos Estados Unidos não pagará o suficiente pela eletricidade para que o projeto seja atraente para aqueles que obtêm empréstimos bancários.
Também requer muita manutenção, para a qual muitos estabelecimentos não têm pessoal. Mas quando funciona, diz Costa, realmente o faz.
Um bom investimento Ryan Rogers, de 31 anos, ama seu digestor. “Tem tantas (coisas) boas”, afirma Rogers, que é casado com uma integrante da família Homestead e dedica quatro horas por dia à manutenção e administração do digestor.
Isto inclui controlar o odor dos 70 mil galões de esterco e urina produzidos diariamente pelas 3.400 vacas leiteiras.
O digestor também transforma o esterco em fertilizante, o que implica em maior produtividade nos mais de 1820 hectares (4.500 acres) de cultivos de milho.
Uma vez extraído o fertilizante, o que resta é usado para criar leitos para as vacas.
A família conseguiu um empréstimo para cobrir parte dos custos do biodigestor e o contato com a empresa local de eletricidade. Além disso, recebe dinheiro extra – e combustível para os geradores – cobrando menos do que o depósito de lixo local de restaurantes e usinas de processamento de alimentos para gerenciar seu lixo.
“É um campo crescente nos Estados Unidos”, diz à AFP Mike Fenton, da Michigan CAT, que vende os geradores Caterpillar usados na Homestead.
Embora o custo inicial seja grande – um sistema como o da Homestead custa 6 milhões de dólares – Fenton garante ser um bom investimento.
A maioria dos estabelecimentos – assegurou – consegue pagar por ele e começar a obter ganhos em três a cinco anos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Chineses elaboram algoritmo para prever chuvas 30 dias antes...



Uma equipe de cientistas chineses elaborou um algoritmo para poder prever fortes chuvas com até 30 dias de antecedência, informou nesta quarta-feira (12) o jornal “South China Morning Post”.
Este novo modelo de prognóstico meteorológico poderá detectar as chuvas “sem falso alarme ou omissão”, segundo um estudo publicado anteriormente na revista “Advances in Atmospheric Sciences”.
Até agora, a máxima antecedência para prever precipitações era de 10 dias, o que o estudo dirigido por Xia Zhiye, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, garante superar. Para isso, a equipe examinou cem casos de fortes chuvas ocorridas nas décadas passadas em vários lugares do mundo, entre eles China, Japão, Índia, Estados Unidos, México e Reino Unido.
Os cientistas adotaram um modelo focado na “informação pequena ou mais detalhada” sobre as mudanças meteorológicas, ao invés de uma estratégia mais ampla como é o habitual, já que consideram que assim é mais simples detectar os possíveis eventos.
Xia garantiu que cada sistema meteorológico local deve ser examinado de forma individual, já que cada um tem suas próprias peculiaridades, e deu como exemplo que a informação histórica recolhida por uma estação local é mais útil para prever o tempo da região que a obtida ao redor do planeta.
Em outras palavras, os cientistas combatem a teoria do “efeito borboleta”, expressão cunhada pelo meteorologista americano Edward Lorenz em 1961 para expressar a imprevisibilidade do tempo, assinalando que mesmo um acontecimento tão aparentemente imperceptível como o bater de asas de uma borboleta pode ter efeitos dramáticos.
Graças também à rápida modernização informática e à melhora na obtenção e comparação de dados, os cientistas chineses acreditam poder rebater a teoria de Lorenz, embora reconheçam que seu novo algoritmo “não é perfeito”.
A China tende a sofrer frequentes inundações devido a fortes chuvas em várias áreas do país, entre elas a capital, Pequim, que ainda deixam dezenas de mortos a cada ano e provocam a evacuação de milhares de pessoas. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Juventude define plano para meio ambiente...


O Ministério do Meio Ambiente (MMA) convida os brasileiros, preferencialmente os jovens de 15 a 29 anos, a participar da consulta pública do Plano Nacional de Juventude e Meio Ambiente (PNJMA). A participação é feita por meio das etapas da 3ª Conferência Nacional da Juventude (ConfJuv).

A 3ª ConfJuv tem como tema “As várias formas de mudar o Brasil”. O objetivo é ouvir da juventude sobre “como você muda o Brasil? A sua cidade? O seu bairro?”. Dentro desse contexto, o MMA convida os jovens a debater o Eixo Temático 10 da Conferência “Sustentabilidade e Meio Ambiente”, por meio de Conferências Livres de Juventude e Meio Ambiente com o objetivo de aprimorar o Plano Nacional de Juventude e Meio Ambiente.

CONTRIBUIÇÃO
A etapa nacional ocorre em dezembro, em Brasília, quando se reunirão os dois mil delegados eleitos nos Estados. Essa fase permite que a população dê a sua contribuição por meio dos encontros locais e, principalmente, por meio das conferências livres de juventude e meio ambiente.

Conferências livres são encontros de mobilização, organizados por qualquer pessoa, até 31 de outubro, em torno dos temas da conferência e elaboração de propostas para a plataforma digital. A consulta ao PNJMA após esse período poderá receber contribuições até 30 de novembro de 2015, pelo e-mail juventude.meioambiente@mma.gov.br.

O Plano Nacional da Juventude e Meio Ambiente está com o texto na integra disponível no manual orientador para realização das conferências livres de juventude e meio ambiente. “O MMA espera que os jovens apresentem sua contribuição afirmando o que é prioridade ou sugerindo ações inovadoras ao PNJMA e para colaborar a solucionar problemas socioambientais nos seus locais e territórios”, explica a coordenadora de Juventude do MMA, Marccella Berte.

APLICATIVO

A plataforma digital é um aplicativo para celulares e tablets. Ao fazer o download do aplicativo nos aparelhos eletrônicos, qualquer pessoa pode apresentar propostas e discutir sobre o que está sendo debatido no ambiente digital, até 31 de outubro. Basta acessar o aplicativo “#3ConfJuv”, disponível para uso online em juventude.gov.br/conferencia ou para instalação nas lojas online de smartphones ou tablets Android ou iOS. As resoluções das conferências livres também serão cadastradas no aplicativo.

Os autores das 600 propostas que mais pontuarem no aplicativo serão convidados para a última etapa, em Brasília. O documento que visa subsidiar a construção do Plano Nacional de Juventude será discutido na Conferência a partir das propostas que receberem mais apoio dos usuários.

HISTÓRICO

O PNJMA é uma resposta do Governo Federal às propostas eleitas como prioridades nas conferências ao longo dos últimos anos. A 1ª Conferência Nacional de Juventude elegeu a bandeira “Sustentabilidade e Meio Ambiente” como 4ª prioridade da juventude brasileira em 2008.

Propostas de criação de uma ação de políticas públicas específicas de juventude e meio ambiente também foram eleitas como prioridades em outras quatro conferências (2ª Conferências Nacional de Juventude, 2ª, 3ª e 4ª Conferências Nacional de Meio Ambiente).

O PNJMA é resultado de um histórico de demandas da juventude e de elaboração da política pública de juventude e meio ambiente. Esse processo contou com a participação de um conjunto de atores ao longo dos últimos anos, especialmente os conselheiros nacionais de Juventude por meio do GT de Meio Ambiente do CONJUVE e por meio de consulta pública realizada pelo Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) instituído pelos Ministros da Educação, Meio Ambiente e da Secretaria Geral da Presidência da República.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Holandês de 21 anos embarca para missão de limpar Pacífico de plásticos...


O holandês Boyan Slat era um adolescente quando teve a ideia de livrar os oceanos de resíduos de plástico. Aos 21 anos, ele conseguiu reunir, via financiamento coletivo, os US$ 2,2 milhões para começar a tarefa, e agora dá o primeiro passo da missão: a elaboração de um mapa deste tipo de resíduos no Pacífico.
Para compor este plano, Slat reuniu uma frota de 30 embarcações que percorrem atualmente as águas entre o Havaí e a costa oeste dos EUA para quantificar a presença de resíduos ao longo de 3,6 milhões de quilômetros quadrados, segundo a The Ocean Cleanup, fundação que ele mesmo preside.
Os primeiros barcos, que zarparam no último dia 2 em Honolulu, chegarão a San Francisco por volta de 23 de agosto, e se a expedição tiver sucesso, terá “recolhido mais dados em três semanas que nos últimos 40 anos”, de acordo com a fundação.
Esta missão serve de preparação para a “faxina” em grande escala que está prevista para começar em 2020.
O conceito de Slat é: “Ao invés de buscar o lixo no mar, que seja o mar que traga o lixo”, como ele afirmou ao site “TEDxTalks”. Para isso, ele propõe instalar em áreas estratégicas barreiras flutuantes que retenham o plástico atraído pelas correntes marítimas, com consequente economia de energia e sem prejuízo para a fauna.
Coletados, os resíduos seriam sugados por plataformas capazes de absorver 65 metros cúbicos diários de material, e posteriormente um navio o recolheria em 45 dias.
Slat considera que o plástico se tornou um problema global, e os estudos que lidera apontam que anualmente são jogados ao mar 8 milhões de toneladas destes materiais.
Um milhão de aves marinhas e cem mil mamíferos aquáticos morrem anualmente por causa desta poluição, que põe em risco a sobrevivência de mais de cem espécies.
De acordo com a The Ocean Cleanup, um terço dos resíduos plásticos marítimos se concentram na grande mancha de lixo do Pacífico, que tem quase um milhão e meio de quilômetros quadrados.
Até pouco tempo atrás, a coleta de plástico que polui os oceanos era considerada uma tarefa irrealizável. Estimava-se que, se fossem usados navios para recolher o lixo, seria preciso 79 mil anos para despoluir as águas, e com um custo de dezenas de bilhões de dólares.
No entanto, segundo um estudo da fundação, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a invenção de Slat pode retirar a totalidade dos resíduos da grande mancha de plásticos do Pacífico em apenas dez anos.
A fé do holandês em sua ideia o levou a abandonar os estudos de Engenharia Aeronáutica aos 19 anos para se concentrar em seu projeto e a fundar em 2013 a The Ocean Cleanup, que conta com 25 empregados e mais de cem voluntários.
Um ano depois, em junho de 2014, com a ajuda de quase cem cientistas e engenheiros que se somaram à causa, publicou o estudo que foi respaldado pela ONU.
Só faltava conseguir financiamento.
No começo, Slat teve muito pouco sucesso: “Era desencorajador, ninguém estava interessado. Cheguei a ligar para 300 empresas em um dia em busca de patrocinadores, e só uma respondeu… negativamente”, afirmou.
Tudo mudou após ele aparecer no “TEDxTalks” com a conferência “Como os oceanos podem limpar a si mesmos”.
O vídeo teve um fulminante sucesso que culminou, em setembro de 2014, no maior ‘crowdfunding’ (financiamento coletivo) com fins não beneficentes da história: US$ 2,2 milhões de 38.000 mecenas procedentes de 160 países.
Dois meses depois, as Nações Unidas reconheceram seu trabalho e lhe concederam um dos prêmios “Campeões da Terra”.
Atualmente, o holandês, que a revista “Paris Match” classifica como “salvador dos oceanos”, trabalha na construção dos primeiros 100 quilômetros de barreira flutuante no Pacífico.
Segundo a The Ocean Cleanup, os dois primeiros quilômetros começarão a funcionar em águas japonesas em 2016. 

domingo, 9 de agosto de 2015

Feliz Dia dos Pais !!!



Pai, alguém para se orgulhar...
Alguém para se agradecer... e
Especialmente, alguém para se AMAR...

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

6 de Agosto... Dia da Educação...


Acreditamos que a Educação como forma de aprendizagem pode transformar simples áreas nas quais pode ser inserida em grandes mudanças, como por exemplo, a Educação Ambiental que por primar a sustentabilidade,sintetizada o lema "uma educação sustentável para a sobrevivência do planeta".