terça-feira, 30 de junho de 2015

Avião Solar Impulse II segue rumo aos EUA movido apenas pelo sol...


O avião Solar Impulse II, movido a energia do sol, já passou do “ponto de retorno” em sua travessia do Japão para o Havaí, o que indica que a aeronave segue pelo Oceano Pacífico rumo aos Estados Unidos, dando continuidade à histórica volta ao mundo.
A decolagem aconteceu na madrugada desta segunda (29) de Nagoia, no Japão, rumo ao Havaí. A rota é considerada complicada. Abastecida exclusivamente por energia solar, o Solar Impulse II levará cerca de 120 horas no novo percurso, um total de cinco dias e cinco noites.
O avião decolaria inicialmente na terça-feira passada, mas a partida teve que ser suspensa na última hora pelo mau tempo, quando o piloto já estava no comando.
O projeto teve outro contratempo, também por razões meteorológicas, quando no dia 1º de junho interrompeu o trajeto que tinha iniciado no dia anterior, da cidade chinesa de Nanquim rumo ao Havaí, e foi obrigado desviar o caminho para Nagoia.
Instabilidade meteorológica – A travessia sobre o Pacífico é considerada a etapa mais difícil do percurso do avião pela instabilidade meteorológica e a grande distância do voo, que supera a soma dos seis trajetos anteriores. Se tiver êxito na tentativa, estabelecerá um recorde de distância para um avião que usa apenas energia solar e viaja sozinho.
A “aventura solar” da aeronave pretende marcar um feito histórico: percorrer 35 mil quilômetros sem usar uma gota sequer de combustível, impulsionado unicamente pela energia solar.
A aeronave, que se alimenta com mais de 17 mil células solares, tem por objetivo completar a volta ao mundo em 12 etapas, que já incluíram até o momento escalas em Mascate (Omã), Ahmedabad e Benarés (Índia), Mandalay (Mianmar), Chongqing e Nanquim. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Desinvestir em energia fóssil é insuficiente para conter aquecimento global, diz Bill Gates...


Renunciar a investir nas energias fósseis não será suficiente para conter o aquecimento global – alertou nesta sexta-feira (26), em Paris, o bilionário e filantropo norte-americano Bill Gates.
Retirar-se das indústrias com alta pegada de carbono deve vir acompanhado de investimentos significativos em tecnologias alternativas para ser eficaz, disse o fundador da Microsoft.
Sua fundação, a Fundação Bill e Melinda Gates, está sob o fogo dos críticos por supostamente investir 1,4 bilhões dólares em empresas que emitem gases de efeito estufa, tais como a BP.
De acordo com a edição desta sexta-feira do jornal britânico Financial Times, Bill Gates anunciou que iria investir dois bilhões de dólares em energia verde, mas disse que não iria retirar o dinheiro que investiu em empresas que emitem gás com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global.
“Eu acho que a solução é o investimento”, afirmou Gates nesta sexta-feira, à margem do show de abertura do Solidays, um festival de música organizado pela associação Solidarité Sida, apoiada por ele.
“Eu gosto do fato de que estudantes e as pessoas em geral estejam interessadas na mudança climática”, mas “não quero fazê-los acreditar que se eles conseguem (das empresas) que parem de investir (nas indústrias fósseis), terão conseguido solucionar o problema da mudança climática”, apontou Gates, a cinco meses da Conferência Mundial de Paris sobre o clima.
Bill Gates, que considera a mudança climática uma grande ameaça para o planeta, disse que não é “realmente contra a retirada dos investimentos”, mas que isso deve ser acompanhado de “sérios investimentos em tecnologias inovadoras”.
Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), existe uma necessidade urgente de se distanciar maciçamente dos combustíveis fósseis, especialmente do carvão, e investir pesadamente em eficiência energética para dissociar o crescimento e as emissões de efeito estufa.
Empresas, bancos e fundos de investimento anunciaram recentemente sua intenção de se retirar do carvão e outras indústrias prejudiciais ao clima.
O parlamento norueguês votou no início de junho a saída do carbono dos fundos soberanos da Noruega, o maior do mundo, e a empresa francesa Total anunciou que estava encerrando as atividades que ainda possui com carbono.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Empresa japonesa quer ser pioneira na exploração de minérios na Lua...


Uma empresa startup do Japão quer ser pioneira em pesquisar a existência de recursos minerais na superfície da Lua com veículos robotizados e, posteriormente, vender suas descobertas a empresas mineradoras.

“Descobriremos onde se distribuem elementos como as terras raras mediante a análise da areia e das camadas usando as câmeras de entre 10 e 100 veículos robotizados”, disse nesta segunda-feira (22) ao jornal econômico “Nikkei” o executivo-chefe da empresa ispace, Takeshi Hakamada.
No entanto, a companhia, fundada em 2013, ainda está arrecadando fundos para poder mandar seu primeiro jipe à Lua, o que espera que seja lançado em torno da segunda metade de 2016 pelo operador aeroespacial privado americano SpaceX.
Prêmio do Google – O objetivo, além disso, é que este primeiro veículo participe de um concurso convocado pelo gigante tecnológico Google, pelo qual 15 equipes devem conseguir que seu veículo percorra 500 metros sobre a Lua e envie vídeo e fotos outra vez à Terra. A primeira equipe que conseguir vai levar um prêmio de US$ 20 milhões.
O prêmio é mais do que o dobro que o investimento inicial de cerca de US$ 8 milhões que a ispace precisa arrecadar para lançar em 2016 sua sonda e, conta Hakamada, representa a melhor publicidade para começar a enviar veículos de exploração antes do ano de 2023.
A empresa arrecadou quase a metade desse orçamento graças ao patrocínio que acertou por enquanto com o grupo de maquinaria pesada IHI e lojas de departamento Mitsukoshi.
Para o concurso – chamado Google Lunar Xprize – a equipe da ispace deve explorar uma área lunar conhecida como Lacus Mortis com um veículo desenvolvido por especialistas da universidade japonesa de Tohoku e engenheiros voluntários.
À frente da equipe de desenvolvimento está o professor Kazuya Yoshida, que já contribuiu para a criação de outro veículo da agência aeroespacial japonesa chamado Hayabusa-2.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Sistema reduz desperdício de água usada na agricultura em até 30%...


Um novo sistema que permite evitar o desperdício de água em até 30% no manejo da irrigação é uma nova aposta para economizar na área da agricultura. A tecnologia inclui um sensor que mede a umidade do solo e um equipamento eletrônico sem fio que envia as informações obtidas para um computador, que realiza a análise dos dados ao produtor, explica Sonia M. Zanetti, pesquisadora do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara (SP).
A solução, criada pelo Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), em parceria com a empresa de tecnologia Sencer, pode ser aplicada em todas as produções agrícolas, é sustentável e fácil de manusear. Além de ser compatível com diversas plataformas, o sistema é de baixo custo e não precisa de manutenção.
O sensor é uma mistura de óxidos semicondutores e o pó obtido é conformado por prensagem, gerando um elemento poroso. As propriedades elétricas do sensor são alteradas pela presença da água, e assim, é possível medir a umidade pelo monitoramento da resistência elétrica do sensor cerâmico. Quanto mais água estiver presente no solo, maior será a alteração da resistência.
Além da coleta de dados, o aparelho ainda oferece dados climáticos disponíveis, como previsão de tempo, índice de chuva, temperatura, umidade do ar e velocidade e direção do vento. Através da tecnologia, também é possível fazer análises avançadas do solo e plantio com base em históricos de dados, tendências e estatísticas.
O objetivo do sistema é gerar conhecimento ao agricultor que, na maioria das vezes, irriga 30% a mais que o necessário e se torna uma simples solução para o problema. Se as ferramentas forem usadas corretamente, também haverá economia de energia, aumento de produtividade e melhoria na qualidade do cultivo.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Grama cortada produz adubo até 50% mais potente, diz pesquisa da UFSCar...



Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em Araras (SP) passaram a adotar um método para utilizar grama cortada e fazer adubo. Quando misturada com esterco ou restos de alimentos, a grama vira um novo composto que fortalece raízes, flores e frutos, trazendo um aumento de até 50% na produtividade. O substrato orgânico funciona como um tipo de terra vegetal e traz vantagens em relação a outros compostos.
“Esse material dispensa o uso de ferti-irrigação e do fertilizante adicional. É um ganho bastante positivo principalmente no caso de produtores orgânicos que não podem usar esse fertilizante mineral”, explicou o estudante de agroecologia da UFSCar, Cesar Zanello.
Após um ano e meio de pesquisas, os resultados agradam os pesquisadores. Um dos testes foi feito com pés de tomate plantados ao mesmo tempo. Os que receberam o novo composto apresentaram folhas mais volumosas e bonitas, além de tornar as raízes mais fortes. Além disso, foram avaliados 10 tipos de hortaliças e flores. “Obtivemos de 20% a 50% de aumento no número de flores e nas hortaliças também de 20% a 50% na produtividade final dessas plantas”, disse Zanello.
Por enquanto, o método foi testado apenas na universidade. Ainda assim, o professor de hortifuticultura da UFSCar, Jean Cardoso, afirma que as donas de casa também poderão utilizá-lo. “Ela tem também o jardim dela, o resíduo de grama, pode ser compostado com restos alimentos de origem vegetal. São seis porções de resíduos da grama para uma porção de resíduos de alimentos ou esterco bovino, por exemplo”, comentou.
A simples solução já produziu grandes resultados. “Não sei se fomos os primeiros a pensar, mas talvez os primeiros a concretizar. Na verdade, é um resíduo disponível, a gente tinha problema aqui no campus e achamos que era uma alternativa para dar um uso adequado a esse resíduo, que era descartado inadequadamente”, finalizou.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Mudança climática preocupa maioria, diz pesquisa...


A maioria (79%) da população do planeta está “muito preocupada” com os efeitos da mudança climática, mas menos da metade apoia um imposto sobre o carbono para diminuir as emissões – revela uma pesquisa realizada em quase 80 países.
Realizada no sábado em 79 países de forma simultânea, essa enquete é o maior esforço, feito até agora, para conhecer a opinião da população mundial sobre este assunto.
Os resultados foram publicados neste domingo no site da iniciativa chamada “World Wide Views on Climate and Energy” (“Opiniões do mundo inteiro sobre o clima e a energia”, em tradução livre).
Na semana que vem, a pesquisa será entregue aos negociadores na reunião prevista para acontecer em Bonn, na Alemanha. O encontro será preparatório para a grande conferência da ONU, realizada no fim do ano em Paris, na qual se espera que os países assinem um acordo mundial para conter o aquecimento global.
As respostas ao questionário mostram que 71% dos 10.000 entrevistados acreditam que o processo negociador da ONU não tem sido suficiente para abordar a mudança climática.
Pelo menos 19% disseram estar “moderadamente preocupados” sobre os efeitos da mudança climática, e menos de 2% não estão preocupados.
Uma maioria de 63% considera que o acordo de Paris deverá “fazer tudo o que for preciso” para alcançar o objetivo das Nações Unidas: limitar o aquecimento a 2°C acima da temperatura da era pré-industrial.
Já quando se trata de tomar medidas práticas, as respostas são mais variadas. Somente 16% apoiam a introdução de um imposto sobre o carbono para todos os países, e 42% para todos os países, mas com maiores custos para aqueles que não reduzirem as emissões. Cerca de 30% dos entrevistados se mostraram a favor de um imposto ligado ao nível de desenvolvimento do país.
Apenas um em cada dez é contra qualquer tipo de taxa, considerada como a melhor medida para inverter a atual tendência de emissões.
Do Brasil ao Japão, passando por Senegal e China, os organizadores da pesquisa realizaram 100 debates com pessoas de 79 países.
“Espero que os responsáveis encontrem nesta iniciativa um eco das preocupações, esperanças e aspirações dos cidadãos sobre o tipo de planeta que querem para si mesmos e para seus filhos”, afirmou no sábado a diretora-executiva da Convenção Marco da ONU sobre Mudança Climática, Christiana Figueres. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Alunos da UnB constroem postes de energia sustentável em comunidades do RJ...




Graças ao trabalho conjunto entre alunos da Universidade de Brasília (UnB) e uma organização não governamental, a comunidade da Vila Beira-Mar, no Rio de Janeiro, vai ganhar 40 postes de energia no fim deste mês. O grupo desenvolveu um protótipo de poste de luz fotovoltaico, ou seja, capaz de produzir energia elétrica por meio da luz do Sol. Sustentável e econômico, esse é o primeiro equipamento de iluminação pública a ser desenvolvido com essa tecnologia no Brasil. A população beneficiada também será capacitada para fazer a manutenção dos objetos.

A parceria que tornou possível a iniciativa é entre o Projeto Um Litro de Luz e a Enetec, empresa júnior de engenharia elétrica da UnB. “Nosso sonho é que todas as pessoas tenham acesso à luz”, afirma Vitor Belota, presidente do Um Litro de Luz Brasil. “Nosso objetivo é mostrar a importância da luz em uma comunidade. O simples fato de haver energia elétrica em um local pode reduzir bastante os números de violência, especialmente contra a mulher. A luz devolve às pessoas a possibilidade de conversar em uma praça, sem medo de estar ali quando o Sol se põe”, completa Vitor.

Parceria

O projeto procurou a Enetec com o objetivo de encontrar conhecimento técnico para desenvolver a tecnologia dos postes de luz idealizada pelo brasileiro Alfredo Moser (leia Para saber mais). Pedro Gonzalez, 19 anos, Isabel Araújo, 22, e Arthur Carvalho, 20, foram os estudantes do curso de engenharia elétrica selecionados para atuar diretamente na empreitada. Pedro é o líder do grupo e relata que o desenvolvimento do poste sustentável superou as expectativas de toda a equipe. “É empolgante poder ajudar outras pessoas. Por meio dessa parceria, conseguimos ver o resultado da nossa engenharia aplicada em prol daqueles que ainda utilizam as velas como única fonte de luz”, pontua.

No dia da instalação dos postes, também estarão no local 25 voluntários de todo o Brasil para auxiliar a equipe. “Vamos levar grande parte das coisas prontas para adiantar o trabalho, mas algumas lâmpadas serão montadas lá mesmo”, detalha Pedro. O grupo planeja, no futuro, instalar os postes também na UnB.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Cientistas alertam sobre emissão de CO2 caso camadas de gelo derretam...



Um grupo de cientistas alertou nesta terça-feira (9) sobre as consequências terríveis para o planeta que representaria o descongelamento de gelo em terra firme, pois isso liberaria uma enorme quantidade de CO2, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global.
Até 1,5 bilhão de toneladas de CO2 estão retidos no que se chama permafrost – vastas extensões de terra sob camadas de gelo, ou nos polos, em tundras, estepes ou geleiras, explicou numa conferência de imprensa Susan Natali, uma pesquisadora do Centro de Pesquisa Woods Hole, em Massachusetts.
À medida que as temperaturas aumentam, essas terras liberam o gás do efeito estufa, advertiu a especialista à margem das negociações sobre um acordo para combater as mudanças climáticas na ONU, em Bonn (Alemanha).
“Daqui a 2100 prevemos a liberação de entre 130 e 160 gigatoneladas de CO2 na atmosfera”, explicou Natali aos jornalistas em Bonn, onde negociadores tentam simplificar o projeto de acordo a ser aprovado durante a conferência ministerial em Paris, em dezembro.
Esse número equivale às emissões dos Estados Unidos em razão da produção de combustível e cimento, indicou a especialista.
Mais CO2 do que na atmosfera – O carbono acumulado no permafrost permaneceu retido por milhares de anos, e equivale ao dobro do que existe na atmosfera.
O relatório de Natali e seus colegas foi publicado na revista “Nature” em abril.
Os dados não puderam ser integrados devido à falta de tempo no relatório final do grupo de peritos da ONU sobre mudanças climáticas.
Se o mundo for capaz de controlar suas emissões de CO2 e o aumento da temperatura média de 2°C neste século, irá descongelar em cerca de 30% de seu permafrost.
Mas se o mundo não conseguir combater este aquecimento, poderia perder até 70% da superfície de terra congelada.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Veículo da Nasa detecta vidro em crateras de Marte...



Cientistas detectaram fragmentos de vidro nas crateras de Marte. Os resíduos teriam se formado por causa de um violento impacto, provavelmente de algum asteroide, e podem dar pistas que podem levar à descoberta de vida no planeta. Os cientistas Kevin Cannon e Jack Mustard estudaram a superfície do planeta, registrada por um veículo da Nasa, e divulgaram a descoberta na publicação científica Geology. Cannon e Mustard são os principais investigadores do material enviado pela sonda da Nasa que explora o planeta.
Para identificar os minerais e tipos de rochas remotamente, os cientistas mediram o espectro da luz refletida na superfície do planeta. Mas o vidro criado por causa de um impacto não costuma ter particularmente sinais fortes de reflexo da luz. Ou seja, eles não conseguiam saber, com certeza, do que se tratava o material de cor verde.
Cannon resolveu fazer um teste em laboratório: misturou diversos tipos de poeiras com composição parecida com as das rochas e do solo de Marte e os colocou em um forno para que o vidro fosse formado. A partir daí, mediu o sinal espectral do vidro, para saber como ele refletiria. Usando um algoritmo, Mustard capturou sinais semelhantes enviados pelo sistema do veículo da Nasa que tirou as fotos.
Dessa forma, os cientistas descobriram que as crateras tinham vidro em suas entranhas. A busca por vidro se baseou em um estudo de 2014, liderado pelo cientista Peter Schultz, da Brown University, nos Estados Unidos. Ele descobriu moléculas orgânicas em partículas de vidro na Argentina, que haviam sido formadas através de um impacto de algum asteroide, milhões de anos atrás. Ao descobrir que havia vidro nas crateras de Marte, os cientistas concluíram que trata-se de uma pista para se descobrir se o planeta já abrigou vida molecular.
“A análise dos pesquisadores sugere que os depósitos de vidro são ligados a impactos em Marte”, afirmou o diretor da divisão de ciência planetária da Nasa, Jim Green, em entrevista ao site da agência. A região onde o vidro foi encontrado é uma das áreas onde a Nasa pretende pousar em 2020, em uma missão para coletar amostras de solo e de rochas. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Crise hídrica faz aumentar procura por análise da qualidade da água...



Desconfiados da qualidade da água do volume morto do Sistema Cantareira, cada vez mais consumidores estão procurando serviços de análise de água em São Paulo e na região metropolitana. Segundo laboratórios do setor, a demanda pelo serviço também aumentou entre pessoas e empresas que estão usando fontes alternativas de água, como poços artesianos, minas e água de reuso.
O G1 ouviu cinco empresas especializadas em análise de água, que relataram um aumento de 15% a 50% na procura pelo serviço desde outubro do ano passado.
“Desde que começou a crise hídrica, aumentou substancialmente o número de amostras solicitadas para análise, em torno de 15%”, doz Eduardo Thomé, gerente de vendas da empresa Microambiental. “O mais interessante é que mais pessoas físicas têm demandado esse tipo de serviço, como donas de casa e condomínios residenciais.”
No laboratório Bachema, o aumento da busca por esse tipo de teste chegou a 50%. Lá, a demanda parte tanto da população quanto de empresas, principalmente devido à percepção de características diferentes na água como odor e gosto diferente.
Falta de limpeza da caixa d’água – Nem todos os laboratórios têm registrado mudanças nos resultados dos testes. No caso da Microambiental, foi observada uma quantidade maior de microorganismos nas amostras. Já as outras empresas ouvidas não registraram uma piora nos resultados dos testes.
Outro fator que tem comprometido a qualidade da água que chega ao consumidor, segundo relato das empesas, é a resistência dos consumidores em limpar as caixas d’água. Empresas, condomínios e residências têm evitado o procedimento para não precisar esvaziar o reservatório, pelo temor de não conseguir enchê-lo novamente.
Dona do laboratório Biolacqua, Rose Marie Serafim explica que a coleta da água para análise é feita diretamente da rede, antes de ela passar pela caixa d’água. “Depois que a água entrou no reservatório, a responsabilidade é da pessoa de fazer a manutenção. As pessoas não estão limpando a caixa d’água e isso está afetando a qualidade da água da torneira.” Desde novembro, a empresa registrou um aumento de 40% na busca pelo serviço de análise de água.
Fontes alternativas de água – No laboratório Cascardi, a maior demanda tem sido a de condomínios e casas que querem testar se podem usar com segurança água de algum sistema de reuso ou de poço artesiano. “Querem saber se é seguro usar para irrigação de jardim, lavagem de roupa. É importante fazer o teste para a pessoa ter uma ideia da condição da água. Por mais limpa que possa parecer, não quer dizer que não haja contaminantes”, diz Gabriela Miorim Nóbrega, gerente técnica da empresa, que observou 15% de aumento por essa procura no último trimestre do ano passado.
Experiências parecidas foram relatadas pelos laboratórios Labortechnic e Microambiental, que teve até que aumentar o número de funcionários dedicados ao procedimento. “A preocupação com a qualidade da água é visível”, diz Thomé.
Veja dicas sobre como garantir a qualidade da água
- Antes de usar a água proveniente de sistemas de reuso, de poços artesianos ou de minas, é importante testar a qualidade dessa água em laboratório especializado
- O fato de a água ser tranparente e sem cheiro não significa que não haja contaminação
- Existem vários testes de qualidade de água. Para verificar se ela é segura para o consumo humano, os testes devem seguir a Portaria 2.914, de 2011, do Ministério da Saúde
- A Sabesp recomenda que a limpeza da caixa d’água seja feita a cada seis meses. Veja as recomendações que devem ser seguidas no procedimento.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Japoneses projetam elevador para ir da Terra ao espaço a 200 km/h...



Se você não é astronauta, a ideia de passear no espaço não passaria de um sonho, né? Coisa de ficção científica, certo? Para começar, você precisaria ter, ou pegar carona, em uma nave espacial. Só que uma empresa japonesa não pensa bem assim. Ao invés de nave, eles estão desenvolvendo um super elevador para quem quer ver a Terra lá do alto.
A contagem regressiva, a ignição dos motores, a decolagem. Imagens e sons que a humanidade conhece desde a década de 60, quando os primeiros foguetes tripulados partiram da Terra.
Mas e se a aventura espacial fosse tão simples quanto embarcar em um elevador? Parece ficção científica, mas para os japoneses isso pode ser possível, até 2050. Só que o elevador terá que subir até o andar de número 38 mil. E a ideia não é de hoje.
No fim do século 19, o cientista russo Konstantin Tsiolkovsky ficou impressionado com a Torre Eiffel, em Paris. Na época, era a maior estrutura já feita pelo homem, e ele pensou: “quem sabe podemos aumentá-la, aumentá-la… até o espaço?”. Mas não passou de sonho.
A ideia andou meio esquecida até que surgiu no caminho uma outra torre: a Skytree, no centro de Tóquio. Uma das maiores do mundo, tem 634 metros de altura, quase o dobro da Torre Eiffel, de Paris. Ainda está muito longe do espaço, mas quem construiu a Skytree, já anunciou: pretende tocar a obra do elevador espacial.
O elevador subiria a 200 quilômetros por hora por um cabo, ligando a Terra ao espaço. Ultrapassaria a estação espacial internacional. Continuaria subindo e, depois de três semanas, alcançaria incríveis 100 mil quilômetros. Cerca de um terço da distância até a lua.
O Fantástico conversou com o homem que está à frente do projeto.
Yoji Ishikawa, com formação em astronáutica e estudos sobre como viveríamos na lua e em Marte.
“O elevador serviria para levar pessoas e carga, e ainda trazer recursos naturais encontrados só no espaço”, conta o Yoji Ishikawa.

O cabo ficará bem esticado e bem preso nas duas pontas: na Terra, e em uma base, no oceano. E lá em cima, em uma plataforma de desembarque. Os japoneses querem construir uma estação que vai girar na órbita da Terra.
“O elevador teria a capacidade de transportar 30 pessoas, mais a carga.”, diz Yoji.
Em uma universidade perto de Tóquio, está sendo feito o primeiro teste com um dos componentes do futuro elevador espacial: o mecanismo do veículo, que se tudo der certo, vai levar as pessoas diretamente ao espaço. Por enquanto vai só até o sexto andar do Departamento de Engenharia. É um protótipo.
Estudantes pesquisam a solução de algumas dúvidas que ainda têm pela frente. Como o formato do cabo pelo qual o elevador vai subir: os testes são feitos com uma corda cilíndrica e uma espécie de fita, mais achatada.
Sem necessidade de foguetes para vencer a gravidade, ir ao espaço ficaria mais barato e mais seguro. Uma coisa é certa: o último andar terá a melhor vista do universo.