segunda-feira, 30 de março de 2015

Mais de 200 cidades brasileiras aderem à Hora do Planeta, informa WWF...



A organização não governamental (ONG) WWF informou neste domingo (29) que as 27 capitais brasileiras, mais de 180 municípios e mais de 600 monumentos apagaram as luzes no sábado (28), como parte da mobilização Hora do Planeta. No mundo, houve adesão de mais de 10 mil cidades em 172 países. Trata-se de um movimento simbólico para alertar a população para as alterações climáticas. A manifestação ocorre uma vez por ano, no fim de março. Vários pontos do mundo apagam as luzes das 20h30 às 21h30, em seus horários locais, assumindo compromisso com a sustentabilidade.
De acordo com a WWF, no Brasil houve participação de órgãos públicos, empresas e pessoas físicas. A ONG explica que faz contato prévio com os órgãos públicos, convidando-os a aderir. São contabilizados entre os participantes somente aqueles que preenchem e enviam um termo de adesão. No caso das empresas e pessoas físicas, a participação é livre e não há como contabilizar.
No país, pontos famosos como o Congresso Nacional e a Catedral Metropolitana, em Brasília, participaram do movimento. No exterior, a Torre Eiffel, em Paris, permaneceu no escuro durante cinco minutos. O monumento não desligou as luzes por mais tempo por razões de segurança. Cerca de 300 outros monumentos em Paris participaram da Hora do Planeta. A ponte de Sidney, na Austrália, a Times Square, em Nova York, o Big Ben, em Londres, e a Torre Taipei (um dos edifícios mais altos do mundo), em Taiwan, também apagaram as luzes. 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Cientistas holandesas usam composto vegetal para desenvolver asfalto ecologicamente correto...



Uma equipe de cientistas holandesas afirma ter criado uma forma de utilizar um composto presente nas células vegetais na substituição do betume durante a fabricação de asfalto.
Segundo os pesquisadores da TNO, um laboratório que transforma ciência em aplicações sustentáveis que podem ser usadas no mundo real, uma molécula conhecida como lignina pode substituir o betume.
O betume, conhecido popularmente como piche, é um composto extraído da destilação do petróleo, processo altamente poluente.
A lignina, que mantém a água longe das células das plantas, além de uni-las, é quimicamente parecida com o betume. Ambos os compostos possuem um grande número de anéis de carbono em sua estrutura.
Durante a conferência anual da Sociedade de Químicos dos Estados Unidos, o pesquisador Ted Slaghekm, da TNO, demonstrou ser possível integrar a lignina no betume, em nível molecular, produzindo uma mistura capaz de ser usada para criar asfalto.
A equipe de cientistas holandesas afirma que a lignina pode ser usada para melhorar as qualidades materiais das misturas de betume, tornando-o mais resistente em altas temperaturas ou mais maleável no frio.
A lignina corresponde a quase um terço de todo material seco presente nas árvores. Na produção de papel, ela é removida do processo, sendo jogada no lixo. Estima-se que todos os anos, sejam eliminadas 50 milhões de toneladas da substância no mundo todo.
A TNO planeja testar o novo composto em uma ciclovia na Holanda, ainda neste ano. 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Reino Unido criará maior reserva natural marinha do mundo...


O governo britânico anunciou a criação de uma reserva natural marinha na Polinésia que, com seus 834.000 quilômetros quadrados, superfície quase igual à da Venezuela, será a maior do mundo.
A reserva estará em torno das ilhas britânicas de Pitcairn, no oceano Pacífico, em uma zona que abriga mais de 1.200 espécies de mamíferos marinhos, aves marinhas e peixes.
A decisão está incluída nas metas de 2015-2016, apresentadas no Parlamento pelo ministro das Finanças, George Osborne.
A reserva protegerá uma das águas mais claras e cheias de corais do mundo.
Será a maior reserva contínua e totalmente protegida do mundo, e superará em espaço a segunda, também britânica, em torno das ilhas Chagos do oceano Índico, que tem cerca de 640.000 km2.
Os ecologistas comemoraram a notícia, entre eles a atriz britânica Helena Bonham-Carter, que recentemente fez uma campanha em favor da proteção do mar posando nua com um atum.
“As águas em torno de Pitcairn estão cheias de tartarugas, baleias, tubarões e atuns, como o que eu abracei” nas fotos, disse a atriz.
“Graças a esta decisão do governo, estas espécies ameaçadas podem se regenerar e não teremos que explicar aos nossos netos o que era um atum”, prosseguiu.
“Não sabia que tirar a roupa poderia ser tão eficaz, terei que fazer isso mais vezes”, brincou a atriz.
As autoridades locais das ilhas, que propuseram a criação da reserva junto às organizações Pew e National Geographic, comemoraram a decisão.
“Os moradores de Pitcairn estão muito contentes com a designação da maior reserva marinha do mundo em nossas águas amplas e puras”, afirmou o conselho em comunicado.
“Nossa expedição científica à zona”, explicou Enric Sala, explorador da National Geographic, “revelou a existência de novas espécies, assim como uma abundância de grandes predadores como tubarões”.
“Foi como viajar para um novo mundo cheio de tesouros escondidos e desconhecidos, um mundo que agora estará protegido para as próximas gerações”, acrescentou.
O arquipélago de Pitcairn é composto por quatro ilhas. A maior delas – de mesmo nome – é habitada por 60 pessoas.
A maioria descende dos marinheiros do “Bounty”, barco da Marinha britânica, cuja tripulação se revoltou no século XVIII e ficou no local – uma história levada ao cinema em 1962, protagonizada por Marlon Brando. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Cerca de 750 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, mostra ONG...





Cerca de 750 milhões de pessoas no mundo vivem sem acesso à água potável, o que resulta na morte de mais de 500 mil crianças por ano, informa comunicado divulgado na quarta-feira (18) pela organização Plan Internacional.
Por ocasião do Dia Mundial da Água, que será comemorado domingo (22), a organização não governamental (ONG) de proteção aos direitos da infância lembrou que o recolhimento de água é um trabalho de mulheres e, sobretudo, de crianças, na maioria dos países em desenvolvimento da África, Ásia e América.
A falta de água de qualidade e potável “agrava a pobreza dos países em desenvolvimento” e causa “subnutrição e morte”, comenta.
“Uma criança morre por minuto devido à falta de acesso à água limpa”, destaca o comunicado.
No ano passado, a Plan Internacional investiu mais de 42 milhões de euros em projetos de água e saneamento e na melhoria de instalações sanitárias de mais de 800 mil famílias.
“Embora a meta fixada pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), de 89% de cobertura de água potável em nível mundial, tenha sido alcançada em 2012, ainda há 45 países que não conseguiram chegar a esse objetivo e não deverão atingi-lo até 2026″, de acordo com os cálculos da ONG.
A diretora-geral da Plan Internacional na Espanha, Concha Lopez, garantiu que “o acesso à água potável em uma comunidade melhora de forma decisiva aspectos como a educação e a igualdade de gênero”.
Lopez acrescentou que ter um ponto de água próximo de casa “melhora os índices de presença na escola e contribui para o cumprimento de outro ODM: garantir a educação primária universal”.
Os programas dessa organização estendem-se a projetos contra doenças como a malária ou a cólera em vários países, como a região de Kayes, no Mali, onde uma de suas iniciativas, financiada pela União Europeia, contribui atualmente para a distribuição de água de qualidade a cerca de 20 mil pessoas.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Conferência da ONU pede atuação contra mudança climática...


Representantes de todo o mundo reunidos na conferência da ONU sobre prevenção de desastres destacaram neste domingo a necessidade de abordar a questão da mudança climática para reduzir o impacto dos desastres e promover o crescimento sustentável.
Durante a sessão plenária da conferência, que começou no sábado (14) na cidade japonesa de Sendai e irá até quarta-feira, a secretária francesa de Desenvolvimento e Francofonia, Annick Girardin, disse que a mudança climática é responsável por mais de 80% do prejuízo causado pelos desastres naturais.
A conferência de Sendai é “sobretudo uma chamada à lucidez, porque já não é possível ignorar o caos climático”, assinalou Girardin.
A situação piorará se a comunidade internacional não for capaz de chegar a um acordo sobre a redução da emissão de gases durante a conferência sobre mudança climática que acontecerá no final de ano em Paris, advertiu a secretária.
“A redução do risco de desastres deve estar estreitamente integrada com o desenvolvimento”, destacou o ministro sul-coreano de segurança pública, Park In Yong.
A conferência é também vista pela comunidade internacional como uma oportunidade importante para melhorar a solidariedade mundial meses antes da realização da cúpula que adotará a agenda de desenvolvimento a partir de 2015.
Paralelamente à sessão plenária, neste segundo dia da conferência, houve uma sessão ministerial para discutir como melhorar a reconstrução das comunidades após os desastres.

sábado, 14 de março de 2015

Fotossíntese artificial...



As plantas convertem diariamente água e luz solar em fonte de energia há bilhões de anos, por meio da fotossíntese. Hoje, o pesquisador brasileiro Jackson Dirceu Megiatto Júnior, do Instituto de Química da Unicamp, em Campinas, São Paulo, estuda um processo parecido, feito em laboratório, que pode se tornar uma fonte alternativa para o consumo de eletricidade no futuro.

Com a ajuda da química e da engenharia molecular, o pesquisador está desenvolvendo um tipo de pigmento artificial chamado porfirina, parecido com a clorofila (responsável por absorver a luz nas plantas). Quando mergulhada em água e exposta à luz, a porfirina produz hidrogênio e oxigênio, gases também gerados na fotossíntese. No caso das plantas, o oxigênio é liberado na atmosfera e o hidrogênio é combinado com o gás carbônico para produzir açúcares, ricos em energia.

No experimento do pesquisador brasileiro, os gases são armazenados em tanques, conectados a outro dispositivo, e depois transformados em eletricidade e água. Com 4,5 litros de água expostos ao sol durante o dia é possível gerar energia para suprir a demanda de uma casa com quatro pessoas e um carro elétrico. Depois essa água é reutilizada para produzir hidrogênio e oxigênio novamente.

"Propomos um ciclo energético renovável que consome luz solar para gerarcombustíveis usando a água como reagente. Ou seja, a água seria a fonte de energia", afirma Megiatto Júnior. A energia é gerada sem poluição, e a técnica poderia reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa. Para que a técnica possa ser usada nas casas, é preciso aperfeiçoar o processo, produzir em larga escala e diminuir o custo dos materiais. Hoje, a técnica transforma de 2% a 3% da energia solar em eletricidade, mas, em teoria, a eficiência pode chegar a 30%. "O processo tem potencial para produzir substâncias mais complexas, que, num futuro distante, poderiam suprir alguns derivados da indústria petroquímica, como os plásticos", diz Megiatto Júnior.

sexta-feira, 13 de março de 2015

O lixo e as mudanças climáticas...



O homem moderno produz e consome para sobreviver e, como consequência, gera uma quantidade imensa deresíduos. A decomposição dos rejeitos orgânicos em lixões e aterros, ao fim do ciclo de vida de cada produto, gerabiogás, uma mistura gasosa com quase 50% de metano (um potente gás causador de efeito estufa), mais uma quantidade semelhante de dióxido de carbono e uma pequena parte de outras impurezas, como vapores d’água e de ácidos.


O biogás é emitido desde os primeiros meses do aterramento do lixo até mais de cinco décadas depois. Essas emissões se tornam mais intensas quanto maior a quantidade de restos orgânicos, umidade e temperatura ambiente. Já o dióxido de carbono (CO2) emitido por um aterro se origina do carbono retirado da atmosfera pela fotossíntese. Essa emissão não contribui para o aumento das concentrações de gases de efeito estufa (também conhecidos como GEE). No entanto, o metano – com 21 vezes o poder de aquecimento global do CO2 – representa uma emissão significativa.



Assim como os demais GEE, ele pode ser expresso em termos de massa de dióxido de carbono equivalente (CO2e).



É paradoxal, mas um lixão a céu aberto emite 60% menos do biogás formado em um aterro sanitário. A colonização por ratos, urubus, moscas, entre outros vetores nocivos, porém, potencializa seus danos ambientais. Então, converter lixões a céu aberto em aterros sanitários (já que aterros controlados não são mais que lixões melhorados), além de nos livrar de sérios problemas ambientais, oferecem medidas para a recuperação do metano gerado com maior intensidade.



Com o contínuo aumento da concentração atmosférica de GEE desde a Revolução Industrial, as mudanças climáticas globais observadas nas últimas décadas fizeram com que o Brasil – e quase todos os países do planeta – aderisse a tratados internacionais, como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e o Protocolo de Kyoto. A partir de então, o governo brasileiro passou a quantificar as emissões de GEE nas mais importantes atividades da economia. 



Segundo dados de 2010, as emissões totais de GEE no Brasil foram de pouco mais de 1,2 milhão de toneladas de CO2e. A atividade agrícola foi a principal fonte (com 35%), enquanto o acúmulo de resíduos urbanos em aterros emitiu 49 mil toneladas de CO2e (4%). Estudos que fundamentaram o inventário nacional de emissões entre os anos 1970 e a primeira década deste século 21 apontam que o volume de resíduos urbanos gerados todos os dias per capita dobrou no período. Cresceram também as quantidades coletadas e enviadas aos aterros, o que acelera as emissões de GEE em proporções superiores ao crescimento populacional. Uma alternativa para reduzir esses números é a instalação de aterros sanitários com sistemas de coleta desses gases em dutos ou sua destruição pela queima ou eliminação do gás. O biogás precisa ser purificado para se transformar em combustível eficiente. Já o gás metano pode ser aproveitado para gerar energia.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Como será a primeira cidade 100% sustentável do planeta?





Ela empregará apenas energias renováveis, reutilizará todo o lixo que produz, terá apenas transporte público (movido a eletricidade) e neutralizará toda a sua emissão de gás carbônico. Parece sonho, mas está virando realidade desde 2008, em um deserto nos Emirados Árabes Unidos, a 30 km da capital, Abu Dhabi.

Por enquanto, Masdar (fonte, em árabe) é apenas um canteiro de obras em torno de seis prédios e uma universidade, mas, até 2030, quando ficar pronta, seus 6 km2 abrigarão 40 mil pessoas e apenas empresas não poluidoras. O custo do projeto será de cerca de US$ 22 bilhões.

Movida a sol e vento
Como a região recebe quase 12 horas diárias de sol, usinas solares com imensos painéis foram distribuídas estrategicamente ao redor do empreendimento. Uma torre de energia eólica de 45 m (o equivalente a um prédio de 15 andares) captará as correntes de ar frio e também informará aos moradores a quantidade de energia consumida no dia.

O pedestre é rei
Todos os veículos serão públicos, elétricos e automatizados e só circularão no subsolo. Por meio de totens eletrônicos, qualquer um poderá solicitar um carro para até quatro pessoas. Aí, é só digitar o endereço de destino no computador de bordo. Haverá também transporte coletivo em trilho suspenso, com partidas rumo a Abu Dhabi a cada meia hora.

Vá pela sombra
Quem planeja uma cidade do zero tem a vantagem de poder "mexer" nos seus elementos climáticos. Para aproveitar a brisa do deserto, Masdar será erguida sobre uma elevação de 7 metros. E, para evitar a incidência do sol escaldante da região, as ruas serão estreitas, potencializando a canalização do vento e a formação de sombras.

Coração e cérebro
A obra está crescendo em torno do Instituto de Ciência e Tecnologia, um prédio de 163 mil m2, que abriga um braço do aclamado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) dos EUA. Ela reúne pesquisadores e professores interessados em aprimorar as soluções de sustentabilidade. Já conta com 337 estudantes de 39 países (incluindo brasileiros).

Prédios espertos
Até a arquitetura dos prédios é controlada. Eles terão design inteligente, altura máxima de 40 metros e painéis solares no telhado. Elementos estruturais como madeira certificada e paredes duplas facilitarão o isolamento térmico. Serão abastecidos com água do mar da Arábia dessalinizada, reaproveitada após o uso.

Projeto com grife
O projeto urbanístico, encabeçado pelo famoso arquiteto inglês Norman Foster, inclui estações de tratamento de água e esgoto e centros de reciclagem. As diversas áreas arborizadas darão preferência a espécies que produzem biocombustíveis. A praça central terá toldos que vão abrir e fechar ao longo do dia, de acordo com a temperatura.

Polo corporativo
Uma das razões para os Emirados construírem Masdar é "limpar a consciência": atualmente, o país depende muito do petróleo abundante em seu território e tem uma das maiores taxas per capita de consumo de energia. A cidade pretende atrair até 1.500 empresas sustentáveis com um pacote de incentivos. General Electric, Mitsubishi e Siemens já estão confirmadas.

A terra há de comer
Masdar já recicla 86% dos resíduos da própria construção. A madeira é picada e aplicada em áreas ajardinadas e o concreto é moído e reutilizado no preenchimento do solo. Para restos orgânicos, a comunidade terá usinas públicas de compostagem, cujo adubo será usado nas áreas verdes. Moradores também receberão composteiras domésticas.

terça-feira, 10 de março de 2015

Universidade desenvolve banheiro químico que gera energia a partir da urina...


Um banheiro químico revolucionário poderá mudar totalmente a vida de quem vive em campos de refugiados.
Desenvolvido na Universidade do Oeste da Inglaterra, ele foi criado para aproveitar a urina para produzir energia própria.
O banheiro foi inaugurado na quinta-feira e gerou grandes expectativas.
“Se isso funcionar, vai ser uma mudança na vida daquelas pessoas, porque nos campos de refugiados na África, não há nenhuma eletricidade e fica muito escuro. Isso pode representar a forma mais sustentável e barata de gerar energia”, disse Andy Bastable, da Organização Internacional de caridade, Oxfam. 

sábado, 7 de março de 2015

Substância presente no açafrão pode ajudar no combate à dengue, diz USP...



O tempero que dá cor e sabor a muitos pratos pode ser o ingrediente que faltava no combate à dengue. Pesquisadores da Universidade de Paulo (USP) em São Carlos descobriram que a curcumina, uma substância presente no açafrão e que dá o tom laranja ao pó, pode matar as larvas do Aedes aegypti.
Segundo o professor Vanderlei Bagnato, do Instituto de Física (IFSC), quando a larva ingere a substância e é exposta a qualquer tipo de luz, inclusive a solar, ocorre uma reação que leva à destruição de seu intestino e à morte. Tudo isso de forma simples.
Basta colocar o pó em locais onde o mosquito da dengue costuma se reproduzir, como pratos e vasos de plantas. A larva ingere a substância e morre pouco depois, mesmo quando a área não está plenamente iluminada. “Ela mata em duas horas as larvas que estavam diretamente expostas ao sol e leva um período um pouquinho mais longo, de 24 horas, para as larvas que estavam em locais sombreados”, explicou a pesquisadora Larissa Souza.
Além de ser eficaz, a substância não agride o meio ambiente. Quando entra em contato com a luz, combate as larvas e se dissolve. Em testes no laboratório, bastaram alguns minutos para o líquido alaranjado voltar a ficar quase transparente. “Se você colocar a curcumina na água de um vaso e o seu cachorrinho, por um acaso, for lá e tomar essa água, nada vai acontecer”, afirmou Bagnato.
Aplicação – O próximo passo da pesquisa é aplicar o pó nos quintais das casas para definir qual é a quantidade mais adequada pra combater o mosquito e usar o estudo em benefício da população.
“Precisamos da cooperação com as autoridades, com os agentes sanitários, para que a gente possa elaborar realmente um trabalho ainda em teste, mas em campo, para verificar se essa pode ser uma solução viável para esse tremendo problema que nossa sociedade vem vivendo”, afirmou o professor.

quinta-feira, 5 de março de 2015

GPS não funciona? Pode ser culpa das irregularidades da atmosfera da Terra...

Quando você não sabe como chegar a um lugar, provavelmente usa o seu smartphone ou outro aparelho que conta com o sistema de GPS (Sistema de Posicionamento Global). Você pode não perceber, mas especialmente em altas latitudes do nosso planeta, os sinais que viajam entre os satélites de GPS e seu dispositivo podem ficar distorcidos na atmosfera superior da Terra.
Pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (Agência Espacial americana), em Pasadena, na Califórnia (EUA), em colaboração com a Universidade de New Brunswick, no Canadá, estão estudando irregularidades na ionosfera, uma parte da atmosfera que fica a cerca de 350 km acima do solo, definindo a fronteira entre Terra e o espaço. A ionosfera é uma “casca” de partículas carregadas (elétrons e íons), chamados de plasma, que é produzido pela radiação solar e pelo impacto de partículas energéticas.
O novo estudo, publicado na revista Geophysical Research Letters, compara a turbulência na região das auroras boreais com as latitudes mais altas, e os ganhos de percepções que podem ter as implicações que amenizam os distúrbios na ionosfera. As auroras são luzes multicoloridas no céu, que ocorrem principalmente quando partículas energéticas expulsas da magnetosfera, a bolha magnética protetora que envolve a Terra, colidem com a ionosfera. As zonas aurorais são faixas ovais estreitas de latitudes mais altas fora das calotas polares, que são regiões em torno dos polos magnéticos da Terra. Este estudo centrou-se na atmosfera acima do Hemisfério Norte.
“Queremos explorar o plasma próximo à Terra e descobrir como a irregularidades de plasma interferem com os sinais de navegação transmitidos pelo GPS”, disse Esayas Shume, pesquisador e principal autor do estudo.
Se você imagina a ionosfera como um fluido, as irregularidades compreendem as regiões de menor densidade (bolhas), vizinhas das áreas de ionização de alta densidade, criando o efeito de aglomerações de mais e menos ionização. Esta “espuma” pode interferir com os sinais de rádio, incluindo os de GPS e aeronaves, especialmente em altas latitudes.
O tamanho das irregularidades no plasma dá aos pesquisadores pistas sobre a sua causa, que ajudam a prever quando e onde eles irão ocorrer. Mais turbulência significa uma perturbação maior de sinais de rádio.
“Uma das principais conclusões é que existem diferentes tipos de irregularidades na zona auroral em comparação com a calota polar”, disse Anthony Mannucci, supervisor do grupo de sensoriamento remoto da ionosfera e atmosférica no JPL. “Verificou-se que os efeitos sobre os sinais de rádio serão diferentes nas duas localizações”.
Os pesquisadores descobriram que as alterações acima da calota polar do Ártico são de menor escala – cerca de 1 a 8 km – do que na região auroral, onde vão de 1 a 40 quilômetros de diâmetro.
Por que a diferença? – Segundo Shume, a calota polar está ligada a partículas de vento solar e campos elétricos no espaço interplanetário. Por outro lado, a região de auroras está ligada às partículas energéticas na magnetosfera da Terra, em que as linhas de campo magnético fecham em torno da Terra. Estes são detalhes cruciais que explicam as diferentes dinâmicas das duas regiões.
Para olhar irregularidades na ionosfera, os pesquisadores usaram dados de satélite da Agência Espacial Canadense, que foi lançado em setembro de 2013. O satélite cobre toda a região de altas latitudes, tornando-se uma ferramenta útil para explorar ionosfera.
Os dados provêm de um dos instrumentos que observa os sinais de GPS “trafegando” pela ionosfera.
A pesquisa tem inúmeras aplicações. Por exemplo, as aeronaves que voam sobre o Polo Norte dependem de comunicações sólidas com o solo; se perderem estes sinais, elas podem ser obrigadas a mudar suas rotas de voo, diz Mannucci. Os telescópios de rádio também podem enfrentar distorções da ionosfera e a compreensão dos efeitos pode levar a medições mais precisas para a astronomia.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Programa Produtor de Água começa a apresentar primeiros resultados...


O governo federal, estimulado pelo grande sucesso das ações, estuda a melhor forma de ampliar o Programa Produtor de Água, desenvolvido pela Agencia Nacional de Águas (ANA). Hoje são 38 projetos em execução, abrangendo área de 400 mil hectares, dos quais 40 mil já recuperados. São mais de 1.200 produtores recebendo por serviços ambientais e uma população impactada de mais de 40 milhões.
O Produtor de Água colabora com o abastecimento de sete capitais – Goiânia, Rio de Janeiro, Campo Grande, Palmas, Rio Branco, São Paulo e Curitiba – e o Distrito Federal. A adesão é voluntária. Outros nove municípios do Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Sergipe foram selecionados e devem iniciar as negociações para os arranjos locais.
Proteção hídrica – O foco do programa é o estímulo à política de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), voltada à proteção hídrica no Brasil. Assim, o governo apóia projetos que visem a redução da erosão e do assoreamento de mananciais no meio rural, melhorando a qualidade e a oferta de água. A iniciativa presta apoio técnico e financeiro à montagem dos arranjos de pagamento por serviços ambientais e para a execução das ações de conservação de solo e água nos diversos projetos existentes.
A ANA apoia tecnicamente todo o processo para estabelecer parcerias que garantam o pagamento pelos serviços ambientais, o fornecimento de assistência técnica e recursos para a realização das ações. Financia, também, as ações para as quais não se identificou parceiro capaz suprir essa necessidade.
O PSA é feito pelos representantes dos usuários dos serviços, tais como: comitês de bacia com recursos da cobrança pelo uso da água, companhias de saneamento com recursos das tarifas pagas pelos usuários da água, entre outras fontes. “O esforço que a gente faz é de montar arranjos locais onde os técnicos identifiquem as necessidades dessa água e quem serão os pagadores” explicou o gerente de Uso Sustentável da Água e do Solo da ANA, Devanir Garcia dos Santos. “Assim, se algum parceiro ou até mesmo a ANA sair, o projeto continua”.
Cobertura vegetal - O Produtor de Água trabalha para manter a cobertura vegetal sobre o solo o ano todo e instalar terraços ou bacias de infiltração capazes de reduzir a velocidade da água e aumentar o tempo de oportunidade de infiltração no solo. Reduzindo o volume que escoa e sua velocidade de deslocamento, reduz-se a erosão. Isso se consegue com a manutenção de florestas ou reflorestamento das áreas, com um melhor manejo do solo, plantios mais adensados, rotação de culturas, um bom manejo de pastagens evitando sua degradação, entre outras ações. Ou seja, praticando uma agricultura e uma pecuária sustentável.
“Se nós adequarmos o solo no médio prazo vamos ter a maior parte da água de chuva que cai na bacia se infiltrando no solo, fica segura no solo, leva um tempo para chegar até o leito do rio”, detalha o especialista. “Esse tempo é exatamente o fim do período chuvoso e início do período seco, mantendo a vazão do rio mesmo nesse período sem chuvas”. Segundo ele, a água cai, escoa rapidamente causando cheia nos rios e não alimenta os lençóis freáticos. Quando acabar a chuva não há mais contribuição para o reservatório.
O produtor, ao aderir ao programa, passa a ser o principal ator na equação de produção de serviços ambientais. Primeiro ele se dispõe a liberar as áreas que precisam ser revegetadas. Transforma-se no guardião de todas as ações executadas na sua propriedade, zelando pelo sucesso delas. Isso estimula parceiros a investir no programa por ter garantia da efetividade na execução das ações. Um terceiro aspecto é que o produtor modifica sua maneira de ocupar o solo, aumentado sua renda. As demais ações são pagas pelo programa.
Serviços ambientais – São iniciativas individuais ou coletivas que favorecem a manutenção, recuperação ou melhoramento dos serviços ecossistêmicos.
Serviços Ecossistêmicos – São benefícios relevantes para a sociedade gerados pelos ecossistemas em termos de manutenção ou melhoramento das condições ambientais.
Terraços e bacias de infiltração – São praticas que reduzem a velocidade de escoamento da água, pois interceptam o fluxo e aumentam o tempo de oportunidade de infiltração dessa água no solo. Os terraços são valetas em nível perpendicular ao declive do terreno e retém a água da chuva. As barraginhas ou bacias de infiltração são pequenas barragens ao longo das estradas vicinais ou das áreas de plantio para conter as enxurradas e aumentar a infiltração da água da chuva.