sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Apple construirá usina de energia solar ao custo de US$ 850 milhões...


A Apple formalizará uma parceria com a empresa First Solar para construir uma usina de energia solar de US$ 850 milhões, afirmou Tim Cook, presidente-executivo da empresa, na terça-feira (10) durante o congresso anual de tecnologia do banco Goldman Sachs, segundo o site “Venture Beat”.
A planta será construída em Monterey County, na Califórnia (EUA). Segundo a Apple, a construção vai gerar energia para abastecer 60 mil casas. A fabricante do iPhone já produz energia solar na Carolina do Norte e em Nevada.
A fonte de energia renovável abastece, diz Cook, as centrais de dados da Apple. Agora, segundo o executivo, o objetivo é abastecer também os escritórios e as lojas varejistas. E a matriz energética não deve se concentrar apenas nos raios do Sol. Geração de energia a partir do vento, da água e até geotermal, estão na mira da Apple.
O mais novo data center da Apple, anunciado na semana passada, também será alimentado com energia solar. Ficará no Arizona e custará US$ 2 bilhões.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Cientistas da Espanha descobrem material alternativo à celulose...



Um grupo de pesquisadores da Espanha, ligados ao Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), descobriu um material alternativo à celulose produzido por bactérias do solo e que pode ter importantes aplicações na química, saúde e alimentação.
O estudo, que contou ainda com a participação de pesquisadores da Universidade Autônoma de Madri (UAM) e da Universidade de Sevilla, detalha a produção deste novo tipo de polissacarídeo em bactérias, que comparte propriedades com outros de interesse industrial, como a celulose e a goma curdlan.
No entanto, segundo explicaram os pesquisadores em um comunicado, o material recentemente descoberto é produzido de maneira natural por bactérias do solo benéficas para as plantas.
O estudo foi publicado na revista da Academia Americana de Ciências, a “PNAS”, onde foi descrita a nova estrutura deste biopolímero e os mecanismos químicos que regulam sua produção.
Relação bactérias e plantas – Além disso, a pesquisa traz dados sobre o papel que pode ser desempenhado por este material nas relações que se estabelecem entre as bactérias produtoras e as plantas.
Os pesquisadores acrescentaram que o novo polissacarídeo apresenta uma estrutura mista entre a celulose e a goma curdlan, e que apresenta propriedades de ambos, mas também tem algumas características próprias que permitiram que o material tenha novos usos e aplicações biotecnológicas.
Os autores do trabalho afirmaram que já existem produtos feitos com celulose bacteriana que são usados como pele artificial no tratamento de feridas e queimaduras, e que estão sendo investigadas a possibilidade de se criar, entre outros, vasos sanguíneos artificiais. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Plantar árvores é o melhor jeito de combater o aquecimento global...



Constantemente são desenvolvidas novas tecnologias que prometes ajudar a reduzir os impactos das mudanças climáticas no planeta Terra. No entanto, um grupo de cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acredita que a solução seja muito mais simples e natural: árvores.
A solução apresentada pelos britânicos é relativamente barata, se comparada aos sistemas complexos que envolvem tecnologias ainda não inventadas. Segundo eles, o jeito mais prático de compensar boa parte do prejuízo já causado e evitar que a temperatura global suba ainda mais, consiste em plantar árvores e melhorar a qualidade do solo.
A proposta consiste em realizar o plantio em áreas que não possuem árvores e melhorar o solo através da utilização de uma camada de carvão vegetal. De acordo com o estudo publicado pela universidade, estas são as tecnologias mais promissoras até 2050.
Mesmo sugerindo esta opção, no entanto, os cientistas deixam claro que o plantio e cuidado com o solo por si só não serão capazes de reverter o impacto já causado. Para que isso seja possível, é preciso reduzir as emissões de gases de efeito estufa para os próximos anos, a fim de impedir que a temperatura do planeta aumente mais do que 2ºC.
Os autores também ressaltam que é necessário um esforço global em prol da arborização, para que a medida seja bem sucedida. Plantios pontuais não seriam suficientes para remover o CO2 da atmosfera em escala compatível com a quantidade emitida.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Fungo transforma resíduos plásticos em “petiscos” comestíveis...



Os principais fungos usados no projeto são consumidos em todo o mundo: Pleurotus Ostreatus, ou shimeji-preto, e Schizophyllum Commune, que ocorre na Ásia, África e México.
“Ambos os fungos se caracterizam por digerir resíduos, mas a biomassa resultante permanece comestível", explicou a fundadora do Livin Studio, Katharina Unger, ao Dezeen.
Nesse caso, cogumelos são cultivados em recipientes comestíveis do tamanho de ovos, feitas de agár-ágar, substância extraída de algas marinhas.
A cultura é feita com uma pequena quantidade de plástico esterilizado e uma cultura de micélio, a parte fibrosa do cogumelo. À medida que a cultura cresce, ela digere o material residual e preenche o recipiente. Tanto o "potinho" como o conteúdo são totalmente comestíveis.
No momento, o processo digestivo completo pode levar alguns meses, mas Unger e sua equipe estão investigando formas de acelerá-lo. O sistema foi criado para integrar outras formas de cultivo.
“Os fungos podem ser usados por pequena propriedades ou comunidades agrícolas", comentou Unger ao Dezeen.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Turismo e sustentabilidade: como beber desta fonte harmonizando benefícios...


Turismo sustentável é aquele no qual todas as partes envolvidas saem ganhando: o turista vivencia uma experiência única em contato com culturas e ambientes novos; o local visitado se beneficia sociológica e economicamente ao ser conhecido e divulgado para além de suas fronteiras (e somente se respeita aquilo que se conhece); e a econômica local (comunidades, poder público e pequenas empresas) se beneficia com novos negócios gerados pelo turismo. E o turismo, como se sabe, movimenta negócios em mais de 50 atividades diferentes. Todo tipo de turismo deveria ser sustentável, mas infelizmente não o é. E o turismo mais sustentável é aquele praticado em centros urbanos, com indicadores socioambientais positivos e também aquele realizado em contato próximo da natureza como as variações do eco-turismo, turismo de aventura e turismo rural.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Britânico cria tapete que gera energia elétrica com a força de pisadas...



A busca por fontes alternativas de obtenção de energia já é uma preocupação de cientistas e designers que lidam com o tema devido ao fato de as fontes tradicionais de combustível, como petróleo, serem finitas e poluentes. Já existem diversas formas bem inusitadas de se obter energia: através de campos eletromagnéticos, de algas e até de tecidos e plásticos. Mas você já imaginou que um tapete também pudesse ter essa função?

É justamente essa a ideia por trás da nova invenção do britânico Laurence Kemball-Cook. Trata-se de um tapete que gera energia elétrica através de pisadas. Batizado de Pavegen, ele tem um modo de funcionamento simples: uma placa de absorção de energia fica localizada abaixo da cobertura feita com borracha reciclada. Ele converte energia cinética (da força das pisadas) em elétrica, que é armazenada para ser usada para os mais diversos fins, como no abastecimento em postes públicos e semáforos ou em recargas de baterias e dispositivos eletrônicos.

As placas são flexíveis, à prova d’água, pesam 28 kg e tem uma potência de 12 volts de corrente contínua. Cada pisada produz 7 watts de potência e leva ao acendimento de uma luz na parte central da placa, que demonstra que a energia foi captada. A borracha reciclada é preponderante na parte superior. Já as bases da placa são formadas com mais de 80% de materiais reciclados.

Pavegen é ideal para o centros urbanos em que existe uma circulação grande de pessoas. Um dos locais que serviu como teste para o produto foi a estação de trem em West Ham, em Londres. Lá, foram instaladas várias placas, formando um tapete para conseguir captar uma quantidade de energia razoável (veja mais aqui).

Esse foi mais um produto que tentou o financiamento coletivo, conhecido no exterior como crowdfunding, na plataforma do Kickstarter. Na tentativa de atrair as pessoas para o financiamento do Pavegen, os criadores resolveram instalar algumas dessas placas no corredor de uma escola, no Reino Unido. No entanto, surpreendentemente, o projeto não atingiu a quantia previamente estipulada no prazo determinado.

Mas isso não abalou os criadores. Isso porque o Pavegen despertou interesse de marcas e instituições conhecidas, como a ONG World Wildlife Foundation (WWF) e a companhia de bebidas Johnnie Walker. A WWF, na Hora do Planeta do ano de 2012, fez uma pista de dança com as placas e uma mesa de luz interativa. Já a empresa de whisky criou o Johnnie Walker keep walking project em Madri, na Espanha, em que 42 milhões de passos foram "coletados" para serem convertidos em energia elétrica.

Outra divulgação da iniciativa se deu no Brasil, no TEDxRio+ 20, em que o design Laurence Kemball-Cook veio dar uma palestra sobre a sua criação.

Aplicação e viabilidade

Uma das várias possibilidades de uso das placas seria a sua instalação massiva em calçadas, o que faria com que as simples caminhadas gerassem energia para alimentar os postes de luz. Outra opção seria o uso da nova tecnologia em estações de metrô. Imagine a quantidade de energia que não seria gerada com o enorme número de pessoas circulando nos horários de "rush". Daria para manter o funcionamento das lâmpadas da estação.

Quanto à comercialização do produto, não se sabe o preço exato, mas um porta-voz da Pavegen adiantou que, depois de cortar os custos pela metade em relação ao ano de 2012, o objetivo é fazer com que o preço gire em torno de R$ 154 por placa.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Poluição causada pelo homem reduz chuvas na América Central, diz estudo...



A poluição do ar relacionada à industrialização no hemisfério norte foi quase certamente a responsável pela redução das chuvas sobre a América Central, em mais uma evidência de que a atividade humana pode influenciar o clima, sugeriu um novo estudo divulgado nesta segunda-feira (9).
“Identificamos uma tendência de seca sem precedentes a partir de 1850″, escreveram os cientistas na revista “Nature Geoscience”, após estudarem o ritmo de crescimento desde 1550 de uma estalagmite encontrada numa caverna de Belize.
Estalagmites são rochas pontiagudas formadas pelo gotejamento de água rica em minerais a partir do teto de uma caverna.
Especialistas de Grã-Bretanha, Estados Unidos, Suíça e Alemanha disseram que a seca em Belize “coincide com o crescimento nas emissões de aerossol no hemisfério norte”, à medida que a Revolução Industrial impulsionava o uso de combustíveis fósseis.
As descobertas indicam que o crescimento da poluição do ar em países como China e Índia podem causar ainda mais distúrbios, especialmente na Ásia, sobre uma zona de chuvas tropicais que circula o globo na altura da linha do Equador e que é vital para a agricultura.
Os cientistas ligaram as secas à poluição capaz de recobrir os raios solares ao examinarem como nove grandes erupções vulcânicas ocorridas no hemisfério norte desde 1550, quando as cinzas despejadas na atmosfera cobriram o sol, também foram registradas como períodos secos no processo de crescimento da estalagmite.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Mundo está inerte para crise da água causada pelo clima, alerta o IPCC...



A escassez de água pode levar a conflitos entre comunidades e nações, já que o mundo ainda não está plenamente consciente da crise hídrica que muitos países enfrentam como resultado da mudança climática, alertou o chefe do conselho climático da Organização das Nações Unidas (ONU).
O relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) prevê um aumento de 0,3 a 4,6 graus Celsius na temperatura global até o final do século 21.
Países como a Índia devem ser fortemente atingidos pelo aquecimento global, que trará mais anomalias climáticas, como secas, que levarão a uma carência séria de água e afetarão a produção agrícola e a segurança alimentar.
“Infelizmente, o mundo não acordou de fato para a realidade do que iremos enfrentar em termos de crises no que diz respeito à água”, declarou o chefe do IPCC, Rajendra Pachauri, aos participantes de uma conferência sobre segurança da água.
“Se você olhar os produtos agrícolas, as proteínas animais – cuja demanda está aumentando –, são muito dependentes de água. Ao mesmo tempo, do lado do abastecimento, haverá várias limitações. Primeiro porque haverá profundas mudanças no ciclo da água devido à mudança climática.”
Especialistas em desenvolvimento de todo o mundo vêm demonstrando uma preocupação cada vez maior com a segurança da água nos últimos anos.
Inundações e secas mais frequentes causadas pela mudança climática, a poluição dos rios e lagos, a urbanização, o abuso na extração de água subterrânea e o aumento das populações fazem com que muitas nações como a Índia enfrentem graves carências de água.
Além disso, a demanda de mais energia em países como a Índia para sustentar seu crescimento econômico resultou na necessidade de direcionar mais água para hidrelétricas e usinas nucleares.
Os meses secos de junho e julho, durante os quais acontecem cortes de energia e falta água com frequência, são um retrato da crise hídrica iminente na Índia.
Os hospitais de Nova Délhi cancelaram operações a certa altura de 2013 por não terem água para os funcionários esterilizarem os instrumentos, limparem as salas de cirurgia ou lavarem as mãos. Shoppings de luxo foram forçados a desligar o ar-condicionado e fechar banheiros.
Pachauri disse ser necessário usar a tecnologia para ajudar a utilizar a água de maneira mais eficaz, especialmente na agricultura, área na qual há muito desperdício.
“Naturalmente, esta (crise hídrica) também levará a tensões – provavelmente algum conflito entre grupos e Estados ribeirinhos”, declarou.
A Índia se encontra no centro de uma disputa com seus vizinhos do leste e do oeste, Bangladesh e Paquistão, que acusam Nova Délhi de monopolizar os cursos de água.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Sustentabilidade: funcionários engajados, companhias lucrativas...



Uma pesquisa realizada pela UniEthos em 2012 indica que 69% dos empresários consideram a sustentabilidade como uma necessidade no planejamento estratégico em suas companhias. 90% dos entrevistados reconhecem a importância de investimentos futuros na área.
Os números reforçam a tendência do ambiente corporativo em gerar conscientização dos colaboradores para a adoção de práticas sustentáveis. Os gestores costumam focar na elaboração de relatórios que afetam diretamente o orçamento da companhia. No entanto, é preciso lembrar que o processo se inicia com orientação e medidas simples e eficazes, que resultam na diminuição de custos e, consequentemente, no aumento da margem de lucro.
Entre as táticas mais utilizadas estão treinamentos e cursos que mostram a importância do tema e garantem maior assimilação. Outras ferramentas envolvem palestras periódicas e até mesmo dinâmicas para incentivar condutas rotineiras, a exemplo da diminuição do consumo de papel nas impressões e o desligamento de computadores e outros equipamentos eletrônicos da tomada fora do horário do expediente.
Entre 1992 e 2012, a consciência ambiental quadruplicou no Brasil, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente. Por meio da conscientização o colaborador percebe o importante papel social que representa, e pode inclusive disseminar o conhecimento adquirido no ambiente corporativo na comunidade em que vive engajando amigos e parentes à importância da sustentabilidade.
Além das inúmeras vantagens, um profissional consciente e disposto a implantar práticas sustentáveis na companhia ajuda ainda no aumento da margem de lucro, com a diminuição de gastos (como água e energia, por exemplo).
Contribui para a valorização da marca com o engajamento socioambiental e tem a certeza de que veste a camisa de uma corporação preocupada com o seu futuro e de todo o planeta.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

“Felicidade sustentável”








Só teremos um modelo de desenvolvimento sustentável, se houver ampla reflexão sobre a felicidade e do que precisamos para sermos felizes. A maioria dos cientistas e dos indicadores nos mostra que o atual modelo de desenvolvimento está esgotando os recursos naturais, aquecendo o planeta, dizimando a biodiversidade, derrubando nossas florestas, transformando terras férteis em desertos, poluindo o ar e as águas, aumentando a desigualdade, incentivando o desemprego e os empregos precários, fomentando a competição e a violência, solapando a democracia e a confiança nas instituições e nos governos e piorando a qualidade de vida, no campo e nas cidades.
Foi vendida a ideia de que o caminho da felicidade passa pelo consumo, pela aquisição da roupa de grife, do carro do ano, do último modelo de celular ou do eletrodoméstico. É o consumo e o acúmulo de bens sem limites e nunca saciados que propulsionam esse modelo suicida de desenvolvimento.
A Rede Nossa São Paulo desenvolveu o Irbem (Indicadores de Referência de Bem-Estar nos Municípios) para avaliar a qualidade de vida nas cidades. Para montar os indicadores, perguntou aos habitantes quais seriam os itens importantes para sua qualidade de vida. A maioria respondeu que a felicidade é ter uma boa, carinhosa e fraterna convivência com a família, os amigos e a comunidade; uma relação amorosa saudável; equilíbrio entre trabalho e vida pessoal; acesso à educação e transporte público de qualidade; proximidade da natureza; frequentar cinema, espetáculos, teatros e museus; hospital e posto de saúde perto de casa; melhor convivência com animais; vida espiritual rica; prática de atividades físicas; ações comunitárias e a chance de viver numa sociedade solidária e segura (veja a pesquisa completa em www.nossasaopaulo.org.br).
É claro que condições materiais razoáveis de vida são importantes, e é fundamental que as políticas públicas objetivem proporcionar essa realidade para todos. Mas centrar a felicidade no consumo e no acúmulo de bens é insustentável. Ao olhar todos os apelos que hoje relacionam consumo à felicidade, é de se perguntar: como fizeram antigas gerações, antes de todas essas invenções, para serem felizes? Como fazem as pessoas sem carros ou sem últimos modelos para serem felizes? Por que muitas pessoas que têm todos esses bens são infelizes?
Em vez de promovermos investimentos e empregos em atividades artísticas, culturais e educacionais que favoreçam a saúde e o bem-estar; apoiem idosos, pessoas com deficiência, crianças e populações menos favorecidas; priorizem o transporte público de qualidade; preservem a natureza e apostem na pesquisa médica e no desenvolvimento de energias sustentáveis, concentramos nossos esforços em produzir bens de consumo que rapidamente tornamos obsoletos para podermos, enfim, consumir suas novas versões.
Só teremos um modelo de desenvolvimento sustentável que preserve o planeta, reduza a desigualdade e promova a paz, a solidariedade e a qualidade de vida das pessoas e das futuras gerações, se houver uma ampla reflexão pessoal e coletiva sobre a felicidade, sobre o que realmente precisamos para sermos felizes. E se essa reflexão pautar a vida das pessoas, empresas, instituições e governos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A agroecologia é a solução para a fome e a mudança climática...



Nossos governos adotarão as medidas urgentes e necessárias para abordar essas crises? Terão uma oportunidade na próxima rodada de negociações da 20ª Conferência das Partes (COP 20) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, que acontecerá em Lima, no Peru, entre 1º e 12 de dezembro.
Camponeses como o salvadorenho Adolfo são os principais produtores de alimentos hoje em dia. Precisamos deles, e não da produção industrial, para alimentar o planeta no contexto da mudança climática e da degradação generalizada dos recursos naturais. Em nosso planeta, 805 milhões de pessoas sofrem fome crônica e o sobrepeso e a obesidade afetam mais de dois bilhões de pessoas; 65% da população mundial vive em países onde o sobrepeso e a obesidade matam mais pessoas do que a desnutrição.
Os que sofrem fome são principalmente as pessoas pobres das zonas rurais nos países em desenvolvimento, fundamentalmente produtores de pequena escala da África e Ásia. Quase uma em cada nove pessoas vai dormir com fome todas as noites.
Não é o caso de Adolfo e sua família, apesar de viverem em uma região que foi devastada pelos efeitos da mudança climática e das inundações, o Vale Lempa, em El Salvador. Ele sabe por experiência própria que a diversidade agrícola e a conservação em mãos camponesas das sementes tradicionais são fundamentais para o sustento dos produtores de pequena escala.
A enorme maioria dos governos de todo o mundo ignorou os produtores de pequena escala durante décadas, afundando milhões deles na pobreza. Entretanto, esses camponeses e camponesas continuam sendo os que produzem a maior parte dos alimentos do mundo, utilizando variedades tradicionais de sementes e sem recorrer a insumos industriais.
Na África, os camponeses cultivam praticamente todos os alimentos consumidos localmente. Na América Latina, 60% da produção, incluída a carne, é produzida em pequenas propriedades familiares. Na Ásia, centro mundial da produção de arroz, praticamente todo o arroz é cultivado em áreas inferiores a dois hectares.
Mesmo assim o agronegócio e alguns governos promovem fortemente a agricultura industrial (baseada em monoculturas, sementes híbridas e pesticidas e fertilizantes químicos) como a melhor forma de alimentar o planeta. Além disso, a agricultura industrial é uma das maiores contribuintes para a mudança climática, devido ao seu alto consumo de combustíveis fósseis, pesticidas e fertilizantes e por seus impactos sobre solos, águas e biodiversidade.
E existe suficiente evidência de que essa indústria está destruindo os recursos dos quais dependemos para produzir nossos alimentos. Porém, os promotores da agricultura industrial fazem caso omisso de seus impactos ambientais. Conhecendo o grande desafio que representa a mudança climática, já que poderia reduzir consideravelmente a produtividade agrícola, especialmente nos países em desenvolvimento, outros são os caminhos que se deveria fomentar.
Por outro lado, os defensores da agricultura industrial a justificam dizendo que, devido à crescente população mundial, será necessário produzir mais alimentos e para isso é preciso aumentar o rendimento. Mas sabemos que produzir mais alimentos e aumentar o rendimento não são os únicos desafios. De fato, já produzimos alimentos suficientes para alimentar nossa população atual e futura.
O problema não é a falta de alimentos, mas sua distribuição desigual. O acesso aos alimentos está definido pela riqueza e pelo lucro, em lugar da necessidade. Promove-se o livre comércio acima do direito à alimentação. Em consequência, metade dos grãos do mundo é usada para alimentar animais criados em estabelecimentos industriais e uma proporção importante de cultivos alimentares básicos se converte em agrocombustíveis para carros. Assim, as pessoas famintas ficam sem alimentos para dá-los aos consumidores ricos.
Para erradicar a fome é imprescindível aumentar a renda dos setores empobrecidos e contribuir para que os produtores de alimentos em pequena escala possam manter seu modo de vida, para se alimentarem e alimentarem o mundo de forma sustentável.
Porém, a saída estrutural para a fome e a pobreza será encontrada com a construção da soberania alimentar dos povos. Isto é, “o direito dos povos a alimentos nutritivos e culturalmente adequados, produzidos de forma sustentável e ecológica, e seu direito a decidir seu próprio sistema alimentar e produtivo”, resume a Declaração de Nyéléni com a qual foi encerrado o Fórum Mundial pela Soberania Alimentar, realizado em Mali em 2007.
Para isso é imprescindível: que o controle dos sistemas e políticas agroalimentares recaia sobre os que produzem, distribuem e consomem alimentos, em lugar dos mercados e das corporações; priorizar as economias e os mercados locais e nacionais; fomentar a sustentabilidade ambiental, social e econômica da produção, distribuição e consumo, e garantir o direito dos produtores de alimentos à gestão da terra, das águas, das sementes e da biodiversidade em geral.
“A soberania alimentar supõe novas relações sociais, livres de opressão e desigualdades entre homens e mulheres, povos, grupos raciais, classes sociais e gerações”, destaca também a Declaração de Nyéléni. A soberania alimentar inclui o direito à segurança alimentar. Mas um país que se centra apenas em conseguir a segurança alimentar não distingue de onde provêm os alimentos nem as condições nas quais se produz e distribui.
Os objetivos nacionais de segurança alimentar frequentemente são conseguidos mediante a produção de alimentos em condições de destruição do ambiente e de exploração social que destroem os produtores locais, enquanto beneficiam as empresas do agronegócio.
Nos últimos anos, vários organismos das Nações Unidas reconheceram que a agroecologia é a forma mais eficaz para combater as crises alimentar, ambiental e de pobreza. Uma análise da agroecologia, realizado em 2011, deixou evidente que tem o potencial de duplicar a produção de alimentos em dez anos.
Para enfrentar esse desafio, surgiu o movimento pela “soberania alimentar”, que conta com apoio de mais de 300 milhões de homens e mulheres, produtores de alimentos em pequena escala, consumidores e ativistas pela justiça ambiental e pelos direitos humanos, entre outros.
O poder das empresas de sementes e pesticidas como a Monsanto e a Syngenta, de supermercados gigantes como o Wal-Mart, e de empresas produtoras de grãos como a Cargill cresceu tanto que exercem muito influência nas políticas agroalimentares nacionais e globais. Isso assegura que o agronegócio receba milhares de milhões de dólares em subvenções e apoio normativo.
Acabar com a fome no mundo está ao nosso alcance, mas é preciso uma transformação fundamental do sistema agroalimentar mundial: uma mudança radical da agricultura industrial para a agroecologia e a soberania alimentar.
Essa transformação, sem dúvida, teria repercussões muito positivas na crise climática: menos agricultura industrial e mais produção agroecológica equivalem a menos emissões de carbono, algo fundamental para nos proteger da mudança climática.
Adolfo e milhões de produtores como ele estão na linha de frente dessa transformação e os líderes mundiais devem lhes dar muito mais apoio – em nível de Nações Unidas –, bem como nos planos nacional e local, se pretendem seriamente solucionar a crise alimentar e climática.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Terra pode perder 75% de sua biodiversidade nos próximos séculos...


Ao longo dos últimos 3,5 bilhões de anos mais de 95% das espécies que já povoaram a Terra foram extintas. Esta é a estimativa científica sobre o passado. No entanto, a perda da biodiversidade mundial ainda acontece hoje e em níveis altíssimos.
Conforme reportagem publicada na revista científica Nature, se a tendência atual continuar a se repetir, é possível que, nos próximos séculos, o planeta perca 75% de suas espécies. Os mais ameaçados são os anfíbios, que devem ser reduzidos em 41%.
Apesar de essas serem previsões feitas por especialistas, ainda é muito difícil mensurar com certeza o tamanho do desastre. Isto porque as espécies registradas são ínfimas em relação às existentes. Estima-se que existam mais de 50 milhões de tipos diferentes de animais, plantas e fungos vivos. Porém, menos de dois milhões foram catalogados.
Ainda assim, com um número tão baixo estudado, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) possui 76 mil nomes na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas.
Quando os pesquisadores avaliam o futuro, o cenário é repleto de incertezas. Muitos fatores, como as mudanças climáticas, ainda são obscuros em suas consequências e podem acelerar a extinção de diferentes formas, muitas delas desconhecidas até agora.
O estudo da Nature mostra que as políticas de conservação poderiam retardar as extinções, mas as tendências atuais não são positivas. Mesmo com a expansão de áreas terrestres e oceânicas protegidas, as pressões sofridas continuam a aumentar. “Em geral, o estado da biodiversidade está piorando, em muitos casos de forma significativa”, explicou Derek Tittensor, ecologista marinho do Programa Ambiental das Nações Unidas para a Conservação Mundial e do Centro de Monitoramento de Cambridge, em declaração à Nature.
Para conseguir mensurar melhor o cenário futuro, os pesquisadores têm trabalhado no desenvolvimento de sistemas interativos para computadores que permitem a realização de simulações sobre a forma como as atividades humanas alteram os ecossistemas. O primeiro modelo, chamado de GEM, levou três anos para ser construído e tenta representar todos os micro-organismos com massa corporal de dez microgramas até 150 toneladas. O projeto ainda passa por ajustes, mas se for possível capturar toda a amplitude da vida na Terra, ela também pode ajudar a reduzir o estrago futuro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pesquisa inédita na América Latina busca baratear tratamento de água...



Um professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está desenvolvendo uma pesquisa inédita na América Latina para a dessalinização da água. Estudos baseados na ‘deionização capacitiva’ já existem nos Estados Unidos e na Europa, mas são uma novidade por aqui, onde a intenção é desenvolver um processo mais barato para a transformação da água salobra em potável, auxiliando regiões como o semiárido nordestino.
Luis Augusto Martins Ruotolo pesquisa tratamentos da água desde o mestrado. Começou estudando a remoção de metais pesados, depois remoção de poluentes orgânicos e, em um pós-doutorado nos Estados Unidos, foi convidado e estudar a dessalinização (retirada do sal para produzir água potável).
Ele explicou que o processo consiste no uso de placas (eletrodos) de carbono que, mediante a aplicação de uma baixa voltagem (1,2V), removem o sal (NaCl), retendo-o sobre a superfície dos eletrodos. Eletrodos positivos atraem o cloreto – Cl (íon de carga negativa), eletrodos negativos atraem o sódio – Na (íon de carga positiva) e a água sai dessalinizada. “O processo remove os íons (partículas eletricamente carregadas) da água e ela fica limpa”, afirmou.
A diferença do procedimento, desenvolvido em parceria com o professor Marc Anderson, da University of Wisconsin-Madison (EUA), o mestrando Rafael Linzmeyer Zornitta e com o pesquisador espanhol Julio Jose Lado Garrido está nos custos. “A deionização capacitiva é mais simples do que a osmose reversa, sua maior concorrente, não requer muita manutenção e consome pouca energia, o que permitiria o uso de painéis solares fotovoltáicos. E a luz solar é abundante no semiárido”, comentou Ruotolo.
Segundo o professor, o governo já instalou equipamentos de osmose reversa para dessalinização da água salobra no semiárido, mas muitos estão parados devido à dificuldade de manutenção. “A gente espera que empresas e que o governo se interessem pela tecnologia. Nos EUA, por exemplo, a Marinha financia pesquisas para ter água potável nos navios”.
Processos – Na osmose reversa ocorre uma espécie de filtração por membranas. O problema é que, com o tempo, essas membranas, além de possuírem um custo relativamente elevado, vão entupindo e precisam de manutenção adequada ou então ser trocadas. Além disso, para que a água permeie o sistema, o mesmo tem que trabalhar com pressões muito altas, o que exige maior gasto de energia.
Outra forma de retirar o sal da água é a destilação, baseada nos diferentes pontos de ebulição das substâncias – uma evapora e a outra fica armazenada, por exemplo. “É um processo que consome muita energia. É feito, por exemplo, em alguns países do Oriente Médio, onde há abundância de petróleo e, portanto, energia barata”, explicou Ruotolo.
Consciência – O pesquisador enfatizou que os processos devem ser condizentes com a realidade de cada país e de cada região, mas que, por mais barata que seja a tecnologia desenvolvida, ela nunca vai ter custos mais baixos do que o tratamento convencional, de transformar a água limpa e abundante em potável. E isso reforça a necessidade de cuidar desse recurso.
“Nenhum processo é mais barato do que o convencional. Se há água, vamos cuidar e não poluir, porque daqui a pouco não vai adiantar ter água e não poder usar”, afirmou, indicando ainda que a água pode ficar mais cara e que é fundamental repensar o consumo. “A visão de que tratamento de resíduos industriais é custo tem que acabar. Reuso e reciclagem de água é investimento. Por que não tratar, reutilizar e ao mesmo tempo evitar o desperdício? Uma coisa não anula a outra. Elas têm que caminhar juntas e o conhecimento deve ser usado para isso”.
Entre os pontos que deveriam ser combatidos, Ruotolo citou os vazamentos na rede de distribuição e o uso de água tratada para atividades como lavar a calçada e dar descarga. “Como nunca faltou, não sentimos na pele. Se há um ponto positivo na estiagem é começar a repensar a questão do uso da água, como no apagão. Rever nossa postura. A gente nunca se antecipa ao problema. Espero que as indústrias e o governo comecem a repensar suas responsabilidades, assim como a população”. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Designers criam conceito de ventilador que gera energia para si mesmo...


Os designers Julia Zhu e Tab Chao desenvolveram o conceito de um ventilador de teto capaz de reutilizar a energia necessária para o seu funcionamento. Batizado de "Self-Generator", o aparelho captura o restante da energia mecânica gerada depois que é desligado, transformando-a em energia elétrica e armazenando-a num capacitador, para ser usada na próxima vez que for ligado.
Segundo os criadores do conceito, "de acordo com o princípio da energia, a energia cinética gasta ao ligar o ventilador do 0 para uma velocidade X é igual à dissipação quando ele é desligado e a velocidade vai de X para 0. Devido à perda por fricção e na transformação para o capacitador de energia, cerca de duas ou três vezes depois, é possível usar a energia armazenada para ligar o ventilador. O gasto é o mesmo de um ventilador comum; desde que esteja totalmente carregado, funcionará automaticamente."
Aliás, o design do ventilador o torna mais leve, fazendo-o girar mais rápido e gastar menos energia ainda no processo. Por todo lado que você olha, é só vantagem. Como foi supracitado, não passa de um conceito, mas bem que poderia se tornar realidade o quanto antes porque, brace yourselves, o verão brazuca aqui por essas bandas é quente, bem quente.