sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Declaração de Lima conclama governos a reconhecer o papel vital da Pan-Amazônia para a regular o clima e garantir a segurança climática para a humanidade...



A declaração também chama o governo do Peru a assumir um papel essencial na Conferência das Partes (UNFCCC CoP 20), a ser realizada em dezembro, em Lima, no sentido de posicionar a região como vital para o alcance dos objetivos e metas da Convenção de Clima, evidenciando a necessidade de valorização da Amazônia e a urgência em proteger as suas florestas e rios e os serviços que os seus ecossistemas prestam às sociedades para fazer frente às mudanças climáticas. Para isso é preciso agir de forma integrada para interromper o desmatamento e garantir o funcionamento equilibrado do sistema ecológico.
A declaração é o resultado do 3º Encontro Pan-Amazônico, que reuniu cerca de 200 pessoas, entre representantes governamentais, de organizações não governamentais e de movimentos sociais e indígenas e empresas para discutir o papel da Amazônia e acordar recomendações para atores sociais em vários países.
As recomendações do encontro serão entregues ao ministro do Meio Ambiente do Peru e presidente da CoP 20, Manuel Pulgar-Vildal nos próximos dias e depois difundida e endereçada a atores importantes, como a França, sede da CoP-21 de Clima, bancos, empresas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), entre outros. Ao mesmo tempo, o 'Chamado da Pan-Amazônia' traça uma rota para as organizações envolvidas atuarem e difundirem a importância da Amazônia em outros eventos, como a Cúpula dos Povos Frente às Mudanças Climáticas.
Realizado em Lima, Peru, esta semana, o 3º Encontro Pan-Amazônico apresentou o estudo 'O Futuro Climático da Amazônia', elaborado pelo cientista Antonio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), que explicou o papel fundamental da região para estabilizar o clima regional e global, manter o ar úmido da América do Sul e exportar rios aéreos de vapor que no verão transportam matéria prima para as chuvas que irrigam a região e produzem um terço das chuvas que alimentam a terra. As florestas geram 20% do oxigênio do planeta e armazenam entre 90 e 140 milhões de toneladas métricas de carbono, cumprindo um papel vital na luta contra o câmbio climático.
"Estamos pensando e atuando para defender o futuro da humanidade, fazendo algo pela região mais importante e pela vida dos que estão aqui no planeta hoje e os que ainda virão. Mas precisamos trabalhar mais e melhor com os outros setores e fazer com que essa discussão sobre a responsabilidade que temos pela Amazônia seja ampliada", comentou Claudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF.
Organizado pela Articulação Regional Amazônica (ARA), e co-promovido pelo Ministério do Meio Ambiente do Peru (MINAM) e por organizações como WWF e Aliança Clima e Desenvolvimento (CDKN), o 3o Encontro Pan-Amazônico representou um espaço de diálogo para discutir e definir uma agenda prioritária e uma linha de trabalho colaborativo com vistas à CoP20.
A Pan-Amazônia se estende por cerca de 6.7 milhões de km2, alcançado partes de nove países - Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa/França. Aproximadamente 33 milhões de pessoas e 350 grupos indígenas vivem na Amazônia, 60 dos quais em isolamento voluntário. É na Amazônia que se encontram mais de 40% das florestas tropicais úmidas remanescentes no planeta e pelo menos 10% da biodiversidade conhecida.
Sobre a Iniciativa Amazônia Viva: A Iniciativa Amazônia Viva lidera os esforços da Rede WWF para garantir uma Amazônia ecologicamente saudável e que mantenha sua contribuição ambiental e cultural às populações locais, aos países da região e ao mundo, por meio da manutenção dos processos e dos serviços ecológicos, em um sistema que propicie o desenvolvimento econômico inclusivo, com equidade social e responsabilidade global.
Sobre a Rede WWF: A Rede WWF é uma das maiores e mais respeitadas organizações ambientalistas independentes do mundo. O WWF tem o apoio de quase 5 milhões de pessoas e dispõe de uma rede mundial que atua em mais de 100 países. A missão da Rede WWF é interromper a degradação do meio ambiente e construir um futuro no qual os seres humanos vivam em harmonia com a natureza.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O que você precisa saber antes de reutilizar garrafas plásticas...



Pergunta: se ela só contém água, qual é o problema se eu não lavar minha garrafinha de plástico? Resposta: se você tem uma garrafa que usa diariamente para tomar água, parabéns! Nós achamos ótimo que todos fiquem hidratados. Mas a questão é a seguinte: qual foi a última vez que você lavou essa garrafa d’água? Afinal, se você só a enche de água, ela não chega a ficar suja, certo?
Não é bem assim, especialmente se você usa uma garrafinha descartável que não foi feita para ser usada mais de uma vez. Em um artigo publicado no periódico Practical Gastroenterology, especialistas observaram que os produtores de água comercialmente engarrafada não recomendam a reutilização das garrafas descartáveis. Isso porque “o desgaste cotidiano provocado pela reutilização e as lavagens repetidas podem levar à deterioração física do plástico, com o surgimento de rachaduras e o afinamento visível do plástico. Bactérias podem alojar-se nas rachaduras, gerando riscos à saúde”, eles escreveram. Além disso, “a reutilização de garrafas plásticas pode levar à contaminação bacteriana a não ser que as garrafas sejam lavadas regularmente”, o que significa lavar com sabão suave, enxaguar bem (mas não com água muito quente) e certificar-se de que “não houve deterioração física antes de reutilizar a garrafa”.
Mesmo as garrafas de água plásticas reutilizáveis podem encerrar riscos de contaminação bacteriana se você não as lavar ou se as reutilizar “apesar de sinais visuais de desgaste”, segundo o artigo. “As bactérias que podem alojar-se nos riscos e fendas representam um risco maior à saúde que a possibilidade de substâncias passarem do plástico para a água durante o uso diário.”
E as garrafas de água podem servir de refúgio perfeito para as bactérias. Em um estudo de 2002, publicado no Canadian Journal of Public Health, pesquisadores da Universidade de Calgary testaram 76 amostras de água de garrafas de água de alunos do ensino básico; algumas delas eram reutilizadas durante meses a fio sem jamais serem lavadas. Descobriram que quase dois terços das amostras apresentavam níveis bacterianos que passavam dos padrões, possivelmente “graças ao efeito do recrescimento de bactérias em garrafas que permaneceram em temperatura ambiente por um período prolongado”.
Os cientistas não examinaram a fonte exata da contaminação, mas “a fonte mais provável das bactérias entéricas encontradas nas garrafas de água dos alunos está nas mãos dos próprios alunos”, diz o estudo. “A lavagem inadequada de mãos após o uso do toalete pode resultar na presença de coliformes fecais nas salas de aula.”
E as garrafas não lavadas funcionam como criadouro perfeito de bactérias, observa Cathy Ryan, uma das responsáveis pelo estudo e professora de geociências na Universidade de Calgary. Ela disse ao HuffPost que “as bactérias crescem quando as condições corretas existem”, como umidade e a temperatura adequada. “Essas coisas estão presentes em garrafas não lavadas”, ela diz.
Num ensaio mais casual (e sem revisão de pares), a emissora KLTV examinou níveis de bactérias em garrafas d’água usadas por uma semana sem serem lavadas. As culturas bacterianas foram tiradas do gargalo e boca das garrafas. Resultado: “Em todas as garrafas havia muitas bactérias do tipo que podem fazer você adoecer gravemente, quase como uma intoxicação alimentar”, disse à emissora o médico Richard Wallace, do Centro de Saúde da Universidade do Texas. “Podem provocar náuseas, vômito, diarreia. Basicamente o pior vômito de sua vida.”
Você deve estar pensando: “Sem problemas, vou colocar minha garrafa d’água na máquina de lavar louça, e pronto”. Bem, “o impacto da lavagem manual ou não em água muito quente deve ser pequeno sobre a estrutura química da maioria dos plásticos que dizem ‘poder ser lavados na máquina’, mas as garrafinhas ditas descartáveis são feitas para ser usadas só uma vez e então descartadas, não reutilizadas”, diz o professor de farmacologia Scott Belcher, da Universidade de Cincinatti, que pesquisou a liberação de bisfenol A (BPA), que causa perturbação endócrina, de diferentes tipos de garrafas de água. “O aquecimento certamente vai elevar a migração de substâncias químicas do plástico”, ele diz.
É claro que não estamos dizendo que você jamais deve reutilizar uma garrafa de água (afinal, só temos um planeta Terra e precisamos cuidar bem dele). Mas, observa Belcher, você pode pensar melhor sobre o tipo de garrafa de água que você compra e reutiliza. Ele recomenda garrafas de vidro com estruturas protetoras e garrafas de aço inoxidável. “Se você quiser uma garrafa de plástico, recomendo uma feita de polipropileno, geralmente um plástico branco”, ele disse ao HuffPost. “Essas são as garrafas de plástico não reativo do tipo que frequentemente usamos no laboratório.” Mas ele ressalva que não é possível saber que plastificadores ou outros aditivos podem ter sido usados no processo de manufatura. E, mesmo que você opte por uma garrafa de um desses tipos, lembre que ainda é importante mantê-la limpa para minimizar a contaminação bacteriana (lavando-a e deixando-a secar antes de reutilizá-la).

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Ibama concede licença de instalação para a Usina Hidrelétrica São Manoel...



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença de instalação da Usina Hidrelétrica São Manoel, projetada no Rio Teles Pires, divisa entre Mato Grosso e Pará. A usina, licitada no ano passado, terá potência instalada de 700 megawats (MW), com estimativa de operar com 400 MW médios de energia firme.

A licença, concedida no último dia 14 à Empresa de Energia São Manoel, é válida pelo período de quatro anos. Ela está condicionada ao cumprimento, durante o período de obras, de uma série de condicionantes previstas em planos e programas ambientais.

Entre as condicionantes estão a apresentação de plano de gestão ambiental, de plano ambiental de construção e de programas como o de acompanhamento das atividades minerárias; de monitoramento da estabilidade das encostas sujeitas a processos erosivos; de monitoramento das águas subterrâneas e de investigação de contaminação do solo por mercúrio.

As exigências também incluem programas de compensação ambiental; monitoramento da flora; recomposição vegetal; resgate e salvamento científico da fauna; educação ambiental; indenização e remanejamento; e monitoramento da atividade pesqueira.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Estudante cria sistema capaz de purificar a água com a luz do Sol...



A água pode parecer um recurso natural abundante. Mas, além de estar cada vez mais escassa, há lugares no mundo que ainda não têm água filtrada. Pensando nisso, Deshawn Henry, estudante de Engenharia Civil da Universidade de Buffalo, criou uma lente solar capaz de filtrar a água. O sistema de baixo custo tem potencial para ajudar as comunidades mais carentes.
Para criar a lente, Henry usou materiais baratos de uma loja de hardware. O resultado foi um equipamento capaz de filtrar 99,9% das impurezas de um litro de água em cerca de uma hora.
A ideia de Henry tem potencial para ajudar a população de países menos desenvolvidos, pois os tratamentos de água são caros. Mais de um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água limpa. Isso leva à morte de uma criança com menos de 5 anos a cada minuto no mundo.
A lente aumenta a luz solar e aquece um litro de água a uma temperatura suficiente para filtrá-la. À medida que o Sol muda de posição no céu, o recipiente de água precisa ser ajustado a fim de ficar no ponto focal da lente. O processo de aquecimento elimina os agentes patogênicos presentes na água, deixando-a limpa e potável.
James Jensen, professor que supervisionou o projeto, disse em nota que o trabalho permite que uma família em região ensolarada possa tratar a água sem ter que gastar energia ou depender de tecnologias importadas. Mas como filtrar um litro de água por hora não é suficiente para atender a demanda de uma família de cinco pessoas, o estudante planeja aprimorar e criar uma lente maior, que conseguirá limpar uma quantidade maior de água.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Tecnologias transformam o chorume, resíduo tóxico do lixo, em água limpa...




As tecnologias de proteção e de recuperação do meio ambiente têm conseguido resultados revolucionários no Brasil e no mundo. O chorume, aquele líquido resultante da decomposição do lixo, já pode ser transformado em água pura.
A maior parte do lixo gerado no Brasil é matéria orgânica, principalmente restos de comida. A decomposição desses resíduos provoca o aparecimento do chorume, o suco do lixo, um líquido escuro, tóxico, que pode contaminar as águas subterrâneas. Na maioria dos aterros do país, não há tratamento adequado para o chorume.
“Não é possível que a gente continue levando o chorume para estações de tratamento de esgoto que não tratam chorume. Diluem apenas”, comenta o engenheiro civil Walter Plácido.
Uma das exceções é o aterro de Cariacica, no Espírito Santo. Lá, uma tecnologia totalmente brasileira transforma 130 mil litros de chorume por dia em água tratada e adubo.
“95% do chorume vira água e os outros 5% são transformados em resíduo, na forma de um lodo sólido, sendo que este resíduo pode ser utilizado em processos de compostagem para que sejam transformados em adubo orgânico”, explica o empresário Poy Ramos Carneiro.
Em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, o tratamento do chorume é ainda mais sofisticado. Sai mais barato tratar o chorume por essa tecnologia alemã do que levar o material para tratamento em uma estação de esgoto.
O chorume recolhido do aterro é bombeado para uma miniestação de tratamento que cabe em um contêiner. Equipamentos de última geração filtram o chorume. Micro membranas só deixam passar as moléculas de água. O resultado do processo é impressionante. É água pura, destilada. O que era problema virou solução. Uma economia de R$ 300 mil em apenas dois meses.
“Eu acho que é um primeiro passo para que o país evolua no tratamento do chorume para todos os aterros”, diz Milton Pilão Junior, executivo da empresa de tratamento de resíduos.
O desafio agora é descobrir o que fazer com 80 mil litros de água destilada por dia.
“Os usos mais nobres desta água deveriam ser usos industriais. Indústrias que têm necessidade de água com alto padrão de desmineralização, alto padrão de destilação”, aponta o engenheiro Walter Plácido.
Por enquanto, a água destilada está sendo usada para baixar a poeira dentro do próprio aterro. Um banho de luxo, até que novos negócios transformem essa água em uma fonte de receita para quem cuida do lixo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Fernando de Noronha instala usina de energia solar...



Reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial Natural, Fernando de Noronha, arquipélago de Pernambuco, inaugura sua primeira usina solar fotovoltaica. Localizada em um terreno de cinco mil metros quadrados, terá potência instalada de 400 kWp (quilowatt-pico) gerando cerca de 600 MWh/ano, equivalente a 4% do consumo da ilha.
Com investimento de cinco milhões de reais, a Usina Solar Noronha I do Grupo Neoenergia é composta por 1.644 painéis de silício policristalino. A operação foi realizada por meio do Programa de Eficiência Energética da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe).
Até então, todo o abastecimento da ilha era proveniente da Usina Termelétrica Tubarão. A utilização da radiação solar como fonte renovável de energia, reduzirá o consumo em cerca de 200 mil litros de óleo diesel por ano. Após o período de um ano, a usina será doada ao Governo Federal, que terá uma economia superior a R$ 100 mil/ano referente ao consumo de energia.
Noronha II – Além da Usina Solar Noronha I, a ilha receberá também uma nova unidade solar fotovoltaica. Concebido pela parceria entre a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Sectec), e a Celpe, o projeto de Eficiência Energética ampliará o parque de energia renovável no arquipélago.
Os painéis fotovoltaicos da Usina Solar Noronha II serão instalados sob uma área de concreto de oito mil metros quadrados, pertencente ao Governo do Estado. O sistema que converte a radiação solar em energia elétrica terá potência instalada de 500 kWp, vai gerar cerca de 777 MWh/ano – o que corresponde a 6% do consumo da ilha. A energia produzida será injetada na rede de distribuição da concessionária.
Com a entrada em operação das usinas solares fotovoltaicas, o sistema elétrico de Fernando de Noronha será monitorado com o objetivo de definir a melhor estratégia para maximizar a geração renovável. A previsão é que a Usina Solar Noronha II entre em operação no primeiro semestre de 2015.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Água mineral vai ter selo de qualidade do Inmetro...



O consumidor que quiser ter certeza que a água mineral está dentro dos padrões de qualidade estabelecidos pela legislação do setor contará com a ajuda do Inmetro. O instituto publicou no mês passado, e já está em vigor, a Portaria 307/2014, que concederá um selo de qualidade às águas mineirais naturais e potáveis envasadas, vendidas em embalagens descartáveis e de vidro retornável que atenderem aos Requisitos de Avaliação da Conformidade estabelecidos pelo documento. A adesão por parte das fabricantes é voluntária, já que a regulamentação não foi motivada por constatação pela reguladora do setor de problemas na qualidade das águas envasadas no Brasil, explica Roberta Chamusca, técnica da Divisão de Regulamentação Técnica e Programas de Avaliação da Conformidade do Inmetro. Ela conta que o pedido do selo partiu da própria indústria, que busca elevar a competitividade dos produtos feitos no país.
“O pedido de certificação partiu da Abinam (Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais) depois que delegações estrangeiras, por receio de consumir águas brasileiras, trouxeram de seus países a bebida, para o Panamericano (jogos que ocorreram no Rio em 2007). É uma forma de protegerem a competitividade delas. Dessa forma, os consumidores terão maior segurança sobre a qualidade do que estão consumindo”, complementa Roberta.
Para obterem o Selo de Identificação da Conformidade, as águas mineral e a potável de mesa envasadas terão de ser aprovadas em uma série de testes feitos em certificadoras acreditadas pelo Inmetro. Serão realizadas desde a inspeção do rótulo e da tampa da embalagem, para verificar se há risco de adulteração do conteúdo, até a determinação das características químicas e microbiológicas das bebidas.
“São feitos testes para verificar se há presença de, pelo menos, cinco bactérias, além do tolerado pela legislação”, informou a técnica do Inmetro.
Carlos Alberto Lancia, presidente e hidrogeólogo da Abinam, conta que, das 400 empresas de água mineral do país, pelo menos 10% delas, ou seja, 40 fabricantes, já sinalizaram que vão aderir à certificação. Ele acredita que, a partir dessas adesões, o restante das empresas também vão procurar se habilitar para receber o selo.
“Já temos maquinário adequado para recebermos a certificação. Só precisamos capacitar nosso pessoal para atender ao que pede a regulamentação, que torna ainda mais rígida as regras para o envase de água mineral, inclusive para o controle de bactérias.”
Só este ano a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda de duas marcas de água mineral natural (Raposo e São Lourenço) por presença, além do permitido pela vigilância sanitária, da bactéria Pseudomonas aeruginosa. De acordo com a reguladora, a bactéria em quantidades como as identificadas nos lotes desses dois produtos pode afetar o sistema imunológico e causar infecção bacteriana. A proibição foi preventiva, tendo em vista que a reguladora não registrou nenhum caso de consumidor que tenha adoecido após consumidor as bebidas. Lancia rebate a informação da Anvisa, e diz que esta bactéria encontrada em quantidade além do permitido pela legislação não causa dano à saúde.
“Ela é comum, inclusive, na água de rede que chega às casas”, complementa o presidente da entidade.
O processo de certificação inclui, ainda, auditorias na empresa responsável pelo envase da água, para avaliação dos requisitos de boas práticas de fabricação e o atendimento à legislação vigente.
De acordo com Roberta, como a portaria é recente e as certificadoras ainda precisam se adequar ao regulamento para começar a certificar as fabricantes. Nenhuma indústria requereu o selo ainda, informa. Ela acredita que os consumidores começarão a encontrar águas com selo a partir de 2015.
A certificação toma por base regulamentos da Anvisa e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) do Ministério de Minas e Energia. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Consulta pública sobre rótulos de alimentos alergênicos terminou...




A consulta pública sobre a norma de rotulagem de alimentos que têm substâncias alergênicas terminou em 18/8. Proposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a consulta teve início no dia 16 de junho e trata das informações que devem estar disponíveis nos rótulos sobre alimentos, ingredientes, aditivos alimentares, coadjuvantes de tecnologia e matérias-primas embalados na ausência dos consumidores. Sugestões podem ser enviadas por meio de formulário específico no portal da Anvisa.

A proposta de norma lista os principais alimentos alergênicos, como cereais com glúten, crustáceos, ovo, peixe, amendoim, leite, soja e castanhas, e estabelece regras para as embalagens de alimentos que contenham essas substâncias, tais como posição do alerta no rótulo, tamanho da letra e inclusive cor do fundo. O objetivo da Anvisa é que a existência dessas substâncias nos alimentos seja informada de forma clara, evitando, assim, possíveis acidentes.

Após a decisão final da agência, as indústrias terão até 12 meses para se adaptar às regras. De acordo com a proposta, elas trarão nos rótulos declarações como “Alérgicos: Contém (nomes das fontes)” ou “Alérgicos: Contém derivados de (nomes das fontes)”, conforme o caso. A presença ou ausência de glúten também deverá ser indicada.

As medidas são apoiadas pela campanha “Põe no rótulo”, criada por mães e pais de crianças que têm alergias. No dia 15, a campanha divulgou, em sua página no Facebook, que mais de 3 mil contribuições já foram enviadas à Anvisa, por meio da consulta. A expectativa dos integrantes é que mais contribuições sejam enviadas nesses últimos dias.

Em todo o Brasil, 8% das crianças têm alergia alimentar, segundo estimativa da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Dependendo do grau de sensibilidade, o alérgico pode ter choque anafilático, fechamento da glote, além de outras reações graves que podem levar à morte.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Mistura de urina e compostos pode dar origem a fertilizante sustentável...



Os problemas da fabricação e do uso de fertilizantes nitrogenados são muitos, de emissões de gases do efeito estufa, à contaminação dos lençóis freáticos, passando pela eutrofização de lagos, perda da produtividade do solo e intoxicação de animais, entre outros.
Mas a principal questão sobre esse tema está no fato de que não há alternativas ou substitutos realmente eficientes ao uso de fertilizantes nitrogenados, o que faz com que a produção agrícola em larga escala esteja necessariamente atrelada ao uso desse tipo de produto.
Porém, pesquisadores parecem ter encontrado uma boa resposta para esse problema: a urina. O funcionamento é bastante similar ao dos fertilizantes nitrogenados comuns, que disponibilizam o elemento químico para as plantas.
Nesse caso, a urina, que é rica em nitrogênio e ureia, é misturada ao composto (resultante do processo de compostagem). O produto final, de acordo com os pesquisadores, faz com que o nitrogênio fique mais tempo disponível no solo, enquanto oferece mais carbono, originário do composto, para as plantas.
Apesar de ser uma alternativa simples e barata para produtores em regiões mais pobres, ainda há muita controvérsia quanto ao uso da urina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliou que não há riscos caso o líquido seja despejado no solo e não diretamente nas plantas. No entanto, ele pode se tornar mais alcalino, o que dificulta a absorção de nutrientes por parte do vegetal (veja mais aqui).
Por bem ou por mal, essa é uma alternativa. Se a ideia vai pegar é outra história. Acima de tudo, é um grande passo para o desenvolvimento de produtos que possam substituir os fertilizantes nitrogenados.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Pegada hídrica, um novo desafio para a pecuária...



A estiagem que afeta o Estado de São Paulo traz reflexos negativos tanto no meio urbano como no rural. Para Albano Henrique de Araújo, coordenador de Estratégia de Água Doce da The Nature Conservancy (TNC), organização de conservação ambiental presente em mais de 35 países, parte do problema está associado a uma gestão ineficiente do recurso água, que poderia ser otimizada com a aplicação do conceito da pegada hídrica.
Pegada hídrica é a quantidade de água, direta e indiretamente, usada na produção de um produto. A água está presente na calça jeans, no combustível, na carne, no leite, no papel. O quanto desse recurso é preciso até o produto chegar ao consumidor é um cálculo complexo, e o resultado, geralmente, alto. Conhecer o valor da pegada pode colaborar para evitar o desperdício e melhorar a gestão da água.
O Brasil tem cerca de 12% da água doce do planeta. No entanto sua distribuição é desigual e as principais reservas não estão localizadas onde se concentra grande parte da população. Um exemplo é que 68% da disponibilidade de água superficial está na Região Hidrográfica Amazônica, onde a concentração populacional é menor.
"A falta de água traz uma conscientização imediata sobre a importância de usar de forma sustentável os recursos hídricos", afirma Albano de Araújo. Para ele, a preocupação com a água é inversamente proporcional à sua disponibilidade. Com os problemas de escassez vividos na atualidade, o assunto entra na pauta do governo e da sociedade.
A falta de água não afeta apenas o meio urbano. Agricultores e pecuaristas sofrem com a escassez, já que dependem de água para produção de alimentos. No entanto, o manejo desse recurso ainda não faz parte da rotina desses produtores e o uso intenso, sem gestão adequada, coloca em risco sua disponibilidade em quantidade e qualidade e o futuro dos sistemas de produção.
Pegada hídrica na pecuária
O agronegócio, apenas em 2013, gerou, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), um superávit de US$ 83 bilhões. As exportações de carne bovina em 2013 significaram US$ 6,6 bilhões de receita, alta de 13,9% em relação a 2012, de acordo com informações da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
Para manter-se competitivo economicamente e ao mesmo tempo fazer com que a produção agropecuária seja socialmente justa e ambientalmente correta, é preciso que o produtor adote em suas rotinas produtivas conhecimentos, práticas e tecnologias que visem uma propriedade mais sustentável. O manejo hídrico é um dos gargalos.
Segundo o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste, as propriedades rurais ainda não têm controle significativo da água captada e consumida. "Houve evolução nos sistemas de produção e em suas práticas reprodutivas, nutricionais e sanitárias. Agora, o momento é de um novo salto - internalizar o manejo hídrico, ambiental e de resíduos. Educação e uma cultura hídrica são indispensáveis para que a água não seja uma ameaça ao desempenho e à sanidade das criações", explica Palhares.
Para fazer o manejo hídrico da propriedade, é necessário conhecer os fluxos de água e o quanto é consumido. Mas como chegar a esses números? Embrapa, instituições de pesquisa e iniciativa privada estão, neste momento, calculando a pegada hídrica da carne e do leite. No caso da carne, por exemplo, o cálculo para conhecer a pegada hídrica leva em consideração toda a água usada no processo, desde a quantidade consumida na produção do alimento dado ao animal até a utilizada no abate.
Informações do cálculo são mais importantes que resultado
De acordo com Julio Palhares, conhecer o sistema de produção é fundamental. O valor depende do local do sistema, do tipo de animal, da composição e origem dos alimentos fornecidos e das formas de uso da água – para consumo animal, irrigação, resfriamento e lavagem.
A pegada hídrica auxilia no entendimento de como o produto se relaciona com a água. O pesquisador ressalta que o mais importante não é o valor final, mas as informações geradas pelo cálculo que possibilitam uma melhor gestão dos recursos hídricos nas propriedades e nas cadeias de produção.
O cálculo da pegada que envolve a Embrapa e parceiros tem como base os sistemas de produção de carne em confinamento e de leite a pasto. O diferencial da pesquisa diante de cálculos já feitos é trabalhar com as realidades produtivas brasileiras. O resultado será a validação de práticas e tecnologias para reduzir o valor da pegada hídrica e, assim, melhorar a eficiência do uso da água.
A média global para a produção de um quilo de carne bovina é de 15,5 mil litros de água. De acordo com Araújo, esse valor foi influenciado pela criação intensiva de gado nos países europeus, com alimentação à base de ração.
No Brasil, a produção a pasto é predominante. O especialista da TNC acredita que o resultado da pegada hídrica no Brasil deve ser inferior à média global, levando em conta os métodos produtivos e as condições climáticas.
Bom exemplo
O produtor de leite orgânico Ricardo José Schiavinato, da Fazenda Nata da Serra, em Serra Negra (SP), utiliza controle da água para diminuir o consumo em sua propriedade.
Uma das práticas é a irrigação noturna. Outra foi a instalação do evaporímetro de Piche, que mede a evaporação da água, o que garante maior informação para a gestão. A reutilização da água da lavagem do laticínio e do local de ordenha na fertirrigação para adubação das pastagens também ajudou a garantir a economia e melhor aproveitamento dos recursos.
Schiavinato conta que, com o monitoramento constante, é possível economizar água e também dinheiro. O consumo é um indicador importante para a tomada de decisão na hora da gestão de modo a melhorar a eficiência da produção na fazenda.
Para medir o consumo na propriedade e conhecer o custo da água, de forma simples e barata, o pesquisador Julio Palhares recomenda a instalação de hidrômetros. Ele alerta, entretanto, que "os equipamentos devem ser escolhidos de acordo com as características estruturais e hídricas de cada propriedade, o que requer consulta a um profissional habilitado".
O manejo hídrico em propriedades agropecuárias, como o caso de Schiavinato, ainda é isolado. De acordo com Palhares, é necessário ampliar o conhecimento sobre o assunto e fortalecer políticas públicas que estimulem o uso eficiente da água pelas criações pecuárias.
O impacto de práticas hídricas adequadas ultrapassa o ambiente da propriedade, afetando positivamente toda a cadeia de produção e até o consumidor final. Trata-se de produzir igual ou maior quantidade de carne ou leite, por exemplo, com menos litros de água. O resultado é a redução do valor da pegada hídrica, essencial para uma produção animal mais sustentável e economicamente viável.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O Mundo não será salvo pelos "Caridosos" ...



O Mundo não será salvo pelos "Caridosos", mas pelos Eficientes que eliminam os desperdícios.


Brasil - Fazer mais com menos energia veio surgindo aos poucos num formato tecnicista. Eficiência energética é um conceito da física, relação entre a energia que entra e a energia que sai em um processo, uma instalação, um equipamento. Conter a demanda e eliminar os desperdícios de energia elétrica era o objetivo inicial. Depois se buscou um melhor rendimento energético dos equipamentos, processos, construções e edificações.
De certa forma, os governos vêm procurando conscientizar seus cidadãos para a utilização, e não para o consumo de energia. No Brasil podemos destacar três grandes programas: o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo Inmetro; o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), coordenado pela Eletrobras; e o Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás (Conpet), coordenado pela Petrobras. Em 2001, no auge da crise de suprimento de eletricidade, foi aprovada no Congresso a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia (Lei de Eficiência Energética).
Essa coleta de dados não é fácil porque existe um relacionamento intrínseco entre energia, crescimento econômico, meio-ambiente, eficiência e desperdício, ficando difícil algum desses temas serem tratados individualmente. Passou-se também a adotar um índice da intensidade energética na economia: toneladas equivalentes de petróleo/Produto Interno Bruto em US$ mil. No Brasil, em 1970, esse índice era de 0,156 e, em 1980, caiu para 0,117 tep/PIB. Em 1990 aumentou para 0,124; em 2000 cresceu para 0,130; em 2010, registrou-se 0,129. Na avaliação do potencial futuro de economia de energia, a AIE (Agência Internacional de Energia) e o WEC (Conselho Mundial de Energia), a maior esperança deveria estar nas edificações, seguindo-se - pela ordem - os transportes, a indústria, os eletrodomésticos e a iluminação.
Nas edificações, três elementos são fundamentais: a envoltória (casco do edifício), o que existe dentro dela e o modo como eles são utilizados. Vários parâmetros estão envolvidos: isolamento térmico, ventilação natural, aquecimento e resfriamento dos espaços, aquecimento de água, iluminação natural e artificial e aparelhos eletromecânicos e eletrônicos, que vão desde a qualidade da aquisição até o modo como são utilizados.
O 1º Prêmio Algás/Ademi de Eficiência Energética foi recentemente entregue ao projeto do edifício mais eficiente no uso da energia. Além do uso mais eficiente das fontes de energia, dentre elas, o gás natural, e da relação custo-benefício, o prêmio sinaliza uma série de oportunidades de negócio: nova filosofia de projeto, mercado de trabalho para esses projetistas, modificação nos códigos de construção, novas formas de construir, novos negócios com a aquisição de diversificados equipamentos, acesso às informações sobre o uso da energia, aprimoramento da saúde e da produtividade dos ocupantes, maior valia para os proprietários dos imóveis e para os investidores, reforço das marcas corporativas e criação de valor para as empresas de energia. Visão ampliada, eficiência e eficácia são conceitos que não devem estar apenas na produção e no uso da energia, mas em todos os campos da ação humana.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Parece Photoshop, mas não é: conheça as encantadoras montanhas multicoloridas da China...



As montanhas do parque ecológico Zhangye Danxia, na Província de Gansu, na China, formam uma das mais belas paisagens do mundo. São tantas cores e perfeição que fica até difícil acreditar que elas sejam verdadeiras. Mas pode acreditar, elas são reais. 
O parque de Zhangye Danxia, de mais de 400 km², levou 24 milhões de anos para formar a estupenda paisagem.
Nesse período, o arenito vermelho e minerais de diversas cores foram se acumulando no local, esculpidos por forças naturais como vento e chuvas
Essa verdadeira obra de arte da natureza pode ser visitada por turistas. Para atrai-los, passarelas foram construídas para que as pessoas possam olhar de perto as formações rochosas
Chuvas, ventos e placas tectônicas também ajudaram a dar origem ao cenário
Estima-se que as montanhas coloridas tenham levado 24 milhões de anos para se formarem
Esse tipo de fenômeno é único e encontrado apenas na China.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Google oferece US$ 1 milhão por inovação que torne a energia limpa mais viável...



O gigante das buscas na internet Google oferece um prêmio de US$ 1 milhão por uma inovação que torne a energia de origem solar ou eólica mais prática para uso cotidiano.
O Google se associou ao Instituto de Engenheiros em Eletricidade e Eletrônica para apoiar o "Littlebox Challenge" (Desafio da Caixinha), prometendo contemplar quem apresentar o melhor projeto de um aparelho maior que um laptop, que transforme de forma eficiente a corrente elétrica em alternada, que é a usada em residências e empresas.
As fontes de energia renovável como os painéis solares e os geradores eólicos produzem corrente direta, que deve ser transformada em alternada, que alimenta atualmente os complexos aparelhos que produzem energia a partir de fontes fósseis ou nucleares.
O desafio é miniaturizar os transformadores de energia à décima parte de seu tamanho atual, semelhantes a um 'cooler' grande.
Os novos inversores podem ser uma forma de o Google melhorar a transmissão de sua própria geração de energia, já que a empresa mantém um projeto de energia eólica (a partir do vento).
Inversor menor
“Um inversor menor poderia ajudar a criar pequenas redes de transmissão de baixo custo em remotas partes do mundo. Ou permitir manter as luzes durante um blecaute via bateria de carros elétricos”, afirmou Eric Raymond, do time Google Gren, voltado às ações sustentáveis dentro da empresa.
As propostas podem ser enviadas até 30 de setembro. Os 18 finalistas notificados deverão levar seus protótipos de inversores a uma fábrica nos Estados Unidos em outubro de 2015. O resultado do concurso será anunciado em janeiro de 2016.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

13 fontes inesperadas de energia...

Se vamos continuar vivendo nesse ritmo (ou seja, exagerando em tudo e desrespeitando a natureza), precisamos encontrar, urgentemente, alternativas para os combustíveis fósseis – uma vez que eles são muito poluidores e um dia vão acabar. A boa notícia é que opções não faltam. Veja:
13. Tabaco
Tabaco geneticamente modificado pode ser uma boa fonte de energia. Os principais blocos de construção para biocombustível em plantas são amido e açúcar, por isso, naturalmente, aumentar a quantidade de amidos e açúcares em uma planta irá melhorar a produção de combustível. Uma engenheira agrícola recentemente descobriu que poderia ajustar um gene no tabaco para aumentar a produção de amido em 700%, o que se traduz em um aumento da produtividade de açúcar (um passo na produção de biocombustíveis) de 500%. Como bônus, esta técnica poderia ser usada na produção de alimentos, justamente para aumentar a produção de amido e açúcar.
12. Bateria de açúcar
A tecnologia atual de bateria depende de metais tóxicos, que são difíceis de obter, têm expectativa de vida limitada e criam problemas de reciclagem e eliminação. Açúcar, por outro lado, não causa nenhum destes problemas. Recentemente, um grupo de bioengenheiros construiu um protótipo de uma “célula de combustível enzimática” que imita o comportamento de sistemas biológicos (como plantas), convertendo a glicose em energia. A bateria resultante cria mais energia do que uma bateria de íons de lítio, é biodegradável e recarregável.
11. Pinhão-manso
Esta planta produz sementes ricas em óleo que são excelentes para o biodiesel, e é capaz de prosperar em terras secas e arenosas que não são boas para a produção de alimentos. O detalhe é que as sementes não prosperam tão facilmente quanto as plantas em solos pobres. Agora, os cientistas estão trabalhando em maneiras de modificar geneticamente essa cultura para torná-la mais adequada para a produção de biodiesel. O resultado poderia ser uma planta resistente capaz de viver em qualquer lugar, que produz quantidades incríveis de combustível.
10. Microalgas
As microalgas nascem praticamente prontas para servir de combustível. Elas crescem no mar, e, assim, não competem com a produção de alimentos. Além disso, produzem mais amido e açúcar do que as algas conhecidas como cianobactérias, que também estão sendo exploradas como uma fonte de energia alternativa. O problema? É difícil obter uma safra gigantesca de microalgas. Atualmente, os pesquisadores estão procurando maneiras de modificá-las geneticamente para torná-las uma fonte de combustível mais robusta. Além disso, também estão integrando “circuitos” genéticos em bactérias e algas para a produção de biocombustíveis a partir da fotossíntese. Há ainda propostas para a engenharia de antenas de absorção de luz nestes organismos, para aumentar a eficiência e a produção de biocombustíveis. Isto significaria alterar geneticamente os microrganismos para absorver a luz – e não realmente adicionar pequenas antenas de metal neles.
9. Levedura
Conversão de material vegetal em combustível nem sempre é eficiente, especialmente porque esse material vegetal é muitas vezes resíduo da silvicultura e agricultura. No entanto, o biólogo Na Wei e seus colegas descobriram que podem modificar geneticamente uma forma de levedura para digerir a xilose fibrosa das plantas. Normalmente, esta parte da planta não é usada, pois cria um ambiente tóxico e ácido para os micróbios que a dividem em açúcares. Mas a levedura melhorada é capaz de digerir a xilose em componentes químicos que poderiam criar biocombustível, de forma que poderia nos ajudar a converter resíduos vegetais em energia valiosa.
8. Panicum virgatum
Panicum virgatum é uma fonte de biocombustível controversa. A plante cresce rápido, produz uma grande quantidade de material, mas também é invasiva. Ainda assim, poderia um dia ser muito útil – especialmente se somarmos alguns genes extremamente úteis à seu repertório. Um grupo de biólogos descobriu que, ao modificá-la geneticamente com um gene do milho, poderiam aumentar a quantidade de amido e digestibilidade da planta (tornando-a mais produtiva e fácil de converter em combustível), e desligar completamente seu florescimento, potencialmente prevenindo a invasão.
7. Fotossíntese artificial
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia e do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (ambos nos EUA) estão pesquisando o que eles chamam de “fotossíntese artificial”. Seu objetivo é produzir uma versão sintética da maquinaria molecular que as plantas usam para criar energia da luz e da água. O resultado seria algo que se parece com um painel solar dentro de um chassis de plástico. Ao bombardear o dispositivo com luz e água, pode-se produzir hidrogênio líquido ou hidrocarbonetos. Isto resolve o problema típico da energia solar, que é armazenamento. Como este combustível solar seria líquido, poderíamos usar nossa infraestrutura de armazenamento de combustível atual para distribuí-lo da mesma forma que fazemos com petróleo e gás.
6. Baterias de fluxo redox
As baterias de fluxo redox são destinadas para uso em carros e outros veículos de transporte. Basicamente, são baterias que podem ser recarregadas sempre, porque a sua energia é armazenada na solução eletrolítica, em vez de nos eletrodos, como em uma bateria de íons de lítio. Elas são mais parecidas com células de combustível do que baterias, mas funcionam com reações eletroquímicas reversíveis, em vez de consumir combustível – são “imortais”.
5. Esgoto
Fontes convencionais de biodiesel, como óleos vegetais, precisam ser desenvolvidas e processadas antes de serem usadas – por isso, são mais caras do que os resíduos de esgoto. A massa de semissólidos que é separada a partir da água como parte do processo de tratamento de esgotos pode ser usada para criar biocombustíveis usando dois métodos diferentes. Um dos mais populares é a gaseificação do lodo, em que a lama é seca e aquecida para produzir um gás que pode ser queimado. No entanto, cientistas da Coréia do Sul criaram um processo que aquece os lipídios no interior do lodo para transformá-los em biodiesel. Este novo processo poderia levar a um combustível mais barato devido às enormes quantidades de lodo processado por estações de tratamento de águas residuais, mas exigiria que as instalações se adaptassem para acomodar o processo de produção de biocombustíveis no local.
4. Urina
Células de combustível movidas a urina são um tipo de tecnologia de célula combustível microbiana, onde colhemos a energia liberada por micro-organismos conforme eles quebram sua alimentação (novidade: xixi humano é uma excelente fonte de alimento para os micro-organismos). Células de combustível microbianas alimentadas por urina estão atualmente sendo desenvolvidas como uma fonte de energia potencial para tudo, desde eletrônicos pessoais a robôs autossuficientes.
3. Carbonização hidrotérmica
Carbonização hidrotérmica é um processo em que a biomassa – tudo de materiais vegetais a lixo – é misturada com água e exposta a calor e pressão em um reator. A lama resultante é, em seguida, prensada e seca para criar hidrocar. Quando a água não é utilizada, os resultados são chamados de biocar. Ambos são produtos como o carvão, que podem ser queimados para produzir energia ou processados para produzir gás sintético. O potencial por trás de hidrocar é que ele usa biomassa molhada. Fontes de biomassa que devem ser secas antes de serem queimadas ou processadas precisam de mais energia para a produção, mas a esperança é que carbonização hidrotérmica tire proveito de resíduos de biomassa sem a necessidade do trabalho de preparação.
2. Painéis solares espaciais
Satélites de grande porte que transportam painéis solares em breve poderão ser lançados para o espaço. Isso nos permitiria superar os efeitos da atmosfera sobre quanta luz solar os painéis podem realmente absorver. Basicamente, no espaço, teríamos acesso a pura energia solar. A eletricidade gerada pode então ser irradiada para a Terra com um transmissor de micro-ondas.
1. Gordura de jacaré
Gordura de jacaré tem um teor de lipídeos muito alto, o que significa que é ideal para a conversão em biodiesel. Além disso, a indústria de carne de jacaré produz toneladas de gordura como resíduo, e nós poderíamos aproveitar para usar esse produto que está atualmente sendo jogado fora.