quarta-feira, 30 de julho de 2014

Sustentabilidade passará a integrar rotina das empresas brasileiras...




A adoção de ações sustentáveis passará a fazer parte da rotina das empresas brasileiras. O Grupo de Trabalho sobre Relatórios de Sustentabilidade reuniu-se pela primeira vez nesta terça-feira (29), em Brasília, para definir diretrizes capazes de orientar o governo federal na construção de uma estratégia nacional de promoção de documentos desse tipo. Os relatórios deverão divulgar o desempenho ambiental, social e econômico das organizações, além de estabelecer objetivos e monitorar possíveis impactos. A expectativa é que, até o fim do ano, se formalize documento com sugestões para a formulação da estratégia nacional.
O incentivo à produção dos relatórios ocorre no âmbito do Grupo dos Amigos do Parágrafo 47, um dos legados da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em 2012. O grupo faz referência ao Parágrafo 47 do documento final da Rio+20 – O Futuro que Queremos –, que reconhece a importância da comunicação e divulgação do impacto ambiental das atividades realizadas pelas empresas. O texto reforça, ainda, o papel dos governos na promoção da transparência das decisões e ações sustentáveis.
Interesse – A participação do empresariado é fundamental na definição da estratégia nacional de incentivo à sustentabilidade na economia brasileira. A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Regina Gualda, destacou o papel de cada um dos atores envolvidos com o processo. “O interesse do governo é ouvir todos os envolvidos no sentido de formular diretrizes para uma futura política de promoção dos relatórios de sustentabilidade”, afirmou.
O diretor do Departamento de Produção e Consumo Sustentável do MMA, Ariel Pares, destacou o envolvimento da comunidade internacional com a promoção do desenvolvimento sustentável por meio dos relatórios. Para ele, a questão foi um dos destaques da Rio +20 e é essencial que a estratégia nacional seja definida. “O Parágrafo 47 é um compromisso de natureza internacional e tanto os governos quanto o setor empresarial entenderam sua importância”, ressaltou.
A previsão é que o Grupo de Trabalho se reúna periodicamente até o fim do ano para concluir o documento de orientação com recomendações e sugestões para a estratégia nacional. Além dos representantes do MMA e dos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores, o Grupo de Trabalho conta com membros dos seguintes organismos: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Banco Central, Comissão Brasileira de Acompanhamento de Relatórios Integrados, Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Carbon Disclosure Project (CDP), Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBEDS), Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Global Reporting Initiative (GRI) e Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon).

terça-feira, 29 de julho de 2014

Maior barco solar do mundo se lança em missão pré-histórica na Grécia...



O maior barco solar do mundo, o catamarã PlanetSolar, iniciará uma missão na Grécia para encontrar um dos locais mais antigos habitados pelo homem na Europa, anunciou um dos organizadores esta segunda-feira.
A partir de 11 de agosto, uma equipe de cientistas da Suíça e da Grécia buscarão uma “zona rural pré-histórica” no sudeste da península do Peloponeso, informou à AFP o pesquisador Jilien Beck, da Universidade de Genebra.
A missão, com duração de um mês, organizada em conjunto com a escola suíça de arqueologia e com o ministério da Cultura grego, fará buscas em torno da caverna Franchthi, no Golfo de Argos, onde os europeus primitivos viveram entre os períodos Paleolítico e Neolítico.
A caverna acabou sendo abandonada por volta do ano 3.000 a.C., mas os cientistas entendem que os habitantes devem ter construído uma cidade próximo dali.
“Esta caverna foi habitada continuamente por cerca de 35.000 anos e temos razões para acreditar que, por volta do final da era neolítica, os habitantes se mudaram para um sítio vizinho que agora está submerso”, disse Beck.
“Se pudéssemos encontrar esta cidade, ela estaria entre as mais antigas da Grécia e da Europa”, afirmou.
Construído na Alemanha, o PlanetSolar tem 31 metros de comprimento e é movido por painéis solares com cerca de 500 metros quadrados.
Em 2012, o catamarã se tornou o primeiro navio a circum-navegar o planeta exclusivamente com energia solar. Em média, chega a alcançar uma velocidade de 7,5 nós ou 14 km/h.
Enquanto estiver na Grécia, a embarcação também será usada em pesquisa geofísicas e para auxiliar arqueólogos subaquáticos em seus trabalhos no Mar Egeu.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Quando se põe preço na natureza...







Quanto custa uma floresta? Qual é o valor econômico de um oceano? Pode-se pagar por uma floresta alpina ou uma pradaria glacial? Estes cálculos salvarão o planeta ou subordinarão a natureza às forças do mercado? A Organização Global de Legisladores para o Equilíbrio Ambiental (Globe International) divulgou no último dia de sua segunda Cúpula Mundial, realizada na semana passada na Cidade do México, um estudo sem precedentes sobre a contabilidade natural, que é a primeira compilação integral das iniciativas jurídicas e políticas de 21 países para calcular o valor monetário dos recursos naturais.
“O estudo sobre e legislação climática da Globe” define como “capital natural” tudo o que inclua os ecossistemas, a energia solar, as jazidas minerais e os combustíveis fósseis, entre outras coisas. Reconhece o impacto degradante da atividade humana para o ambiente e destaca a “urgente necessidade de desenvolver métodos e medidas eficazes para contabilizar o capital natural, e de incorporá-los aos marcos legais e de política pertinentes”.
“O informe foi concebido em grande parte como uma associação de aprendizagem Norte-Sul”, explicou o destacado cientista Ben Milligan, pesquisador do Centro de Direito e Meio Ambiente da Universidade College, de Londres. “Foi dada igualdade de voz a todos os aportes”, explicou à IPS, fossem da Secretaria Internacional da Globe ou dos 21 grupos dos países incluídos, dos quais cinco da Ásia, três da Europa, sete da África e seis da América.
Segundo Milligan, os autores descobriram que existe um alto apoio político ao reconhecimento de que, “além dos importantes valores culturais, espirituais e estéticos da natureza, esta também proporciona bens e serviços essenciais para nosso bem-estar e existência econômica”. O informe inclui conclusões alarmantes. No Peru, por exemplo, onde o enfoque das contas de capital natural se vincula à avaliação econômica, o Ministério do Ambiente comprovou que “o valor total dos serviços dos ecossistemas selecionados em 2009 chega a US$ 15,3 bilhões”.
Detalhado, isto representa US$ 2,5 bilhões procedentes da água e da energia, US$ 8 bilhões da agricultura, silvicultura e pecuária, e US$ 864 milhões da pesca, enquanto as exportações de capitais naturais geraram US$ 9 milhões em 2009. “Os serviços dos ecossistemas são a base produtiva de setores como pesca, agricultura, manufatura, turismo e indústria farmacêutica” do Peru, segundo o informe. O governo já utiliza várias ferramentas para medir a saúde do ambiente, inclusive o informe anual Estado do Meio Ambiente, redigido pelo Sistema Nacional de Informação Ambiental.
Na República Democrática do Congo (RDC) sabe-se que uma extensa rede de lagos e rios cobre 3,5% da superfície total do país, enquanto as florestas, que abrigam mais de 700 espécies identificadas de árvores, representam 60% da área nacional. O setor florestal gera 2% do produto interno bruto (PIB). O Banco Central angolano estima que as indústrias extrativistas contribuíram com 45% do PIB em 2010, e a contribuição da mineração foi de aproximadamente 34%.
O governo procura fortalecer o marco legal e regulatório do setor. Assim, realiza pesquisa geológica e mineral para ampliar seu conhecimento do solo e subsolo, e avaliações ambientais do impacto da mineração. Os defensores da contabilidade do capital natural afirmam que o sistema vai modelar o comportamento do governo e fomentar o uso sustentável dos recursos, enquanto outros alertam que o cálculo da “riqueza natural” é mais um passo para a mercantilização completa do planeta.
“A avaliação dos serviços e das funções ecológicas da natureza pode funcionar nos dois sentidos”, pontuou à IPS outra das autoras do estudo, Vandana Shiva, ecologista e criadora da Fundação de Pesquisa sobre Ciência, Tecnologia e Ecologia da Índia. Compreender o valor que têm os ecossistemas estáveis e sãos é “necessário e bom”, afirmou. “Mas, no momento em que se toma um sistema complexo com numerosas funções e o reduzimos a uma só função que pode ser apropriada e comercializada, já estamos falhando. Afinal, a moeda da vida é a vida, não o dinheiro”, ressaltou.
Shiva se referiu à Cúpula dos Povos realizada em paralelo às negociações de alto nível da conferência do meio ambiente no Brasil em 2012 (Rio+20). Na ocasião, ativistas, grupos indígenas e cientistas rechaçaram a ideia de uma economia verde baseada na “financiarização” dos serviços ecológicos, pelo medo de que se ignore as causas básicas da destruição ambiental.
Uttarakhand, um Estado do norte da Índia, oferece um claro exemplo desse debate, já que recentemente se converteu no primeiro Estado indiano a calcular seu produto ambiental bruto. Com seus exuberantes vales e suas pradarias alpinas, este Estado do Himalaia é um dos mais verdes da Índia, e conserva quase 60% de suas florestas, apesar dos decididos esforços para limpar a terra e destiná-la à construção.
O estudo da Globe International diz que vários relatórios avaliam a terra de Uttarakhand em cerca de US$ 5 bilhões a US$ 7 bilhões ao ano. O governo ofereceu ao Estado um “subsídio ecológico” de US$ 300 milhões por ano em troca de preservar a riqueza de sua terra. Shiva afirmou que o subsídio serve apenas para desviar a atenção de problemas mais graves, como o desmatamento e o derretimento das geleiras nesse Estado, que provocaram graves inundações em 2013.
A Suprema Corte da Índia reconheceu que as represas e os projetos hidrelétricos agravaram o trágico desastre na área. Isso demonstra que “a valorização é boa se mostrar uma luz vermelha para a destruição. Mas quando a valorização se converte em um preço, apenas oferece uma luz verde para destruir de maneira mais inteligente”, ressaltou Shiva. Outros temem que a contabilidade do capital natural pisoteie os direitos dos indígenas.
Para Hugo Blanco, dirigente da Confederação Camponesa do Peru, a tabulação da “riqueza natural” de um país não corrigirá a pirâmide do poder que coloca as empresas transnacionais em cima e a população indígena e o ambiente na base. “Um exemplo é o projeto Conga”, apontou à IPS, se referindo à iniciativa de mineração de ouro e cobre na região peruana de Cajamarca, que ameaça envenenar a água de 40 lagoas de alta montanha, que, por sua vez, abastecem cerca de 600 aquíferos e fornecem água potável e para irrigação a milhares de camponeses, antes de fluir para os cinco grandes rios que desembocam nos oceanos Atlântico e Pacífico.
E, alerta Blanco, o pior é a ameaça da construção de uma represa que, se acontecer, inundará o território de centenas de camponeses com a finalidade de fornecer eletricidade para a mina. “Esse é um sistema de loucos”, ressaltou. Esses projetos revelam o real compromisso do governo peruano, não com as leis nacionais que protegem os direitos dos povos indígenas ou o ambiente, mas com as multinacionais, afirmou.
Blanco acredita que seu país é um perfeito exemplo das deficiências inerentes ao sistema de valorização que fixa um preço à natureza. O Peru é um dos dez países megadiversos do planeta, segundo o Convênio sobre a Diversidade Biológica, e ocupa o primeiro lugar em quantidade de espécies de peixes (mais de duas mil), o segundo em aves (1.736) e o terceiro em anfíbios (322). “Seria uma grande estupidez vender essa riqueza, não importa quantos milhares de milhões de dólares se possa obter. Não podemos vender a vida”, enfatizou.
Democracia da Terra
O estudo da Globe International indica que a Índia conta com 2,4% da superfície terrestre do planeta, mas abriga de 7% a 8% de suas espécies de fauna e flora. Além disso, é um dos 17 países megadiversos, com três zonas de forte biodiversidade e alta taxa de endemismo das espécies. Ao se referir à obra da Navdanya, uma organização que significa “nove sementes” e que surgiu da Fundação de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Ecologia, Vandana Shiva falou dos esforços que são realizados na Índia para conservar a natureza sem recorrer à linguagem do dinheiro.
Integrada por poupadores de sementes e produtores orgânicos em mais de 17 Estados, a Navdanya criou 11 bancos de sementes comunitários, formou cerca de 500 mil camponeses em agricultura sustentável e compôs a maior rede ecológica de comércio justo no país. “Se o sistema globalizado baseado nas matérias-primas e a “financiarização” reduzem a base social e ecológica da comunidade, o trabalho da Navdanya a aumenta e melhora”, garantiu Shiva à IPS.
Em torno do conceito de Democracia da Terra, a Navdanya oferece aos agricultores uma alternativa ao sistema de cultivo comercial, que provocou uma onda de suicídios sem precedentes na história. “Democracia da Terra significa que nenhum sistema pode reduzir-se a uma simples função ou produto que se comercializa no mercado mundial”, explicou Shiva. Há quem “se dê conta de que os solos absorvem carbono, e querem reduzir essa função a uma equação entre o carbono e o comércio, sem se preocupar com o fato de o solo não ser apenas carbono, mas também fósforo, magnésio e muitas coisas mais que não se pode atribuir um simples valor monetário”, concluiu a ecologista.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Coitadas das largatixinhas...



A Rússia perdeu o contato nesta quinta-feira (24) com um satélite com várias lagartixas enviadas ao espaço para serem usadas em experiências científicas, informou a empresa encarregada do satélite.
O satélite Foton-M4, lançado em 19 de julho, deixou de responder à sala de controle, indicou a empresa espacial russa TsSKB-Progress.
A bordo deste satélite, estavam sendo realizadas várias experiências, incluindo uma sobre os efeitos da microgravidade sobre os organismos e o comportamento sexual destas lagartixas.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Índia constrói o maior parque solar do mundo...



O governo indiano anunciou que vai aproveitar a forte incidência de raios de sol na região desértica do Rajastão para construir o maior parque de geração fotovoltaica do mundo. Batizada de “Ultra-Mega Green Solar Power Project”, a central terá capacidade de produzir 4.000 MW, e ficará localizada a cerca de 75 quilômetros de Jaipur, importante centro urbano do país asiático.

O projeto será financiado pelo capital de empresas estatais, e terá o dobro da capacidade atual de todos os centros de geração de energia renovável no país. A Índia é um dos países que mais dependem das usinas de carvão mineral no mundo, que causam preocupantes índices de contaminação no meio ambiente, impactando negativamente na economia, e, principalmente, na saúde das pessoas.

O anúncio da construção do projeto para a imprensa internacional foi realizado por um documento online, e, de acordo com o site The Economic Times, o parque solar ocupará uma área de 93 mil quilômetros. As obras serão divididas em etapas: a primeira fase deverá ser concluída em 2016, garantindo à maior central do mundo a capacidade de geração de 1.000 MW.

O projeto do parque solar representa não só uma preocupação ambiental, mas, principalmente, um avanço social no país, que enfrenta sérios problemas de infraestrutura e precisa de urgentes obras de modernização, sobretudo nas regiões mais populosas. Assim, a usina de geração fotovoltaica será um dos símbolos de revitalização socioambiental. Recentemente, a companhia de trens da Índia anunciou a implantação de sistemas de ar-condicionado movidos a energia solar para os vagões.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Produção de energia eólica no Brasil aumenta 44,4% em um ano...



A produção de energia eólica aumentou 44,4% no último ano, segundo a edição do Boletim de Operações de Usinas da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A comparação é entre os meses de maio de 2013 e 2014.


No mesmo período, a geração de energia termelétrica aumentou 20,7%. Apesar de apresentar uma redução de 5,1%, a energia produzida por hidrelétricas mantém-se predominante, sendo responsável por 66,5% da produção brasileira.

De acordo com a CCEE, em maio, fontes eólicas produziram 747 megawatts (MW) médios e térmicas, 17.307 MW médios. O boletim informa que o salto na entrega das térmicas foi impulsionado pelas usinas nucleares: foram produzidos 1.763 MW médios – número 154,1% acima do registrado em maio de 2013. As usinas térmicas a carvão geraram 1.823 MW médios (aumento de 37,3%) e as de biomassa 3.038 MW médios, produção 21,6% superior à registrada em maio de 2013.

A capacidade instalada somou 127.026 MW provenientes de 1.118 usinas que estão operando comercialmente no período. Ainda segundo o boletim divulgado hoje (15), a geração total de energia pelas usinas do Sistema Integrado Nacional foi 60.978 MW médios. Apesar de a geração ter sido 2,8% inferior à registrada em abril, é 1,8% maior do que o resultado obtido em maio de 2013.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Japão inaugura primeira estação de hidrogênio para carros elétricos...







A primeira estação comercial japonesa de recarga de hidrogênio para veículos elétricos foi inaugurada nesta segunda-feira no oeste do Japão, visando a abastecer a nova geração de carros com tecnologia de bateria de hidrogênio que estará no mercado em 2015.

A fábrica, localizada na cidade de Amagasaki e operada pela companhia japonesa Iwatani, começará a funcionar quando chegarem ao mercado os primeiros carros de bateria de hidrogênio, e até então estará em fase de provas e de formação para seus futuros empregados.

O preço do hidrogênio será similar ao da gasolina, anunciou a empresa japonesa, líder nacional no setor de gases industriais.

A estação custou cerca de 500 milhões de ienes (R$ 6,56 milhões), e permitirá encher um tanque de hidrogênio de tamanho padrão em cerca de três minutos.

As instalações “representam o início de uma nova sociedade baseada no hidrogênio”, afirmou em entrevista coletiva o diretor da empresa, Masao Nomura, em declarações divulgadas pela agência “Kyodo”.

O governo japonês, por sua vez, prevê instalar uma centena de estações comerciais de hidrogênio nas principais cidades do país para o final de 2016, com o objetivo de fomentar o uso de automóveis elétricos de nova geração.

Os automóveis elétricos de bateria de hidrogênio funcionam graças à reação química do hidrogênio com o oxigênio, e só emitem vapor de água.

A maior fabricante mundial de veículos, Toyota Motor, apresentou no final de junho seu primeiro modelo baseado nesse tipo de energia para ser produzido em massa, que será lançado em março por um preço estimado de 7 milhões de ienes (aproximadamente R$ 153 mil).

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Carro elétrico brasileiro tem produção prevista para 2015...


Após várias tentativas malsucedidas desde 2002, o empresário Ricardo Machado tentará novamente criar um carro elétrico brasileiro, que será chamado Obvio! (exclamação inclusa) e não será vendido para consumidores finais.

O modelo de negócios envolverá uma união com a fabricante paranaense de buggies de luxo Wake Motors, o que resultou na criação da empresa DirijaJa. Curiosamente, o Obvio! 828E (nome completo do modelo) não será posto à venda, o que faz com que não seja afetado pelos impostos IPI e ICMS, que encarecem o veículo. Todos os Obvio! farão parte da frota da própria DirijaJa e serão alugados para empresas de estacionamentos.

Após investimento de R$ 44 milhões, o veículo deverá começar a ser produzido no final de 2015 e alugado para empresas que quiserem utilizar os veículos em suas frotas ou para estacionamentos que aluguem os carros para usuários comuns, que poderão devolver os veículos em quaisquer estacionamentos conveniados, de forma similar ao que ocorre na Europa. A reserva e checagem da disponibilidade de veículos poderá ser feita por meio de apps para smartphones.

Este programa de car sharing será implantado, inicialmente, em Curitiba e no Rio de Janeiro. Eventualmente o programa será expandido para São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Caxias do Sul.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Estradas que geram energia?




Anos atrás, quando a expressão "aquecimento global" começou a ganhar popularidade, o casal de americanos Julie e Scott Brusaw teve a ideia de substituir o asfalto e superfícies de concreto por painéis fotovoltaicos para gerar energia solar no próprio meio urbano.

Nascia assim o projeto Solar Roadways, painéis rodoviários solares que podem ser instalados em estradas, estacionamentos, calçadas, ciclovias, parques infantis ou em qualquer superfície onde incida sol.

A fim de chegar às vias comerciais, o projeto busca apoio no site de financiamento coletivo Indiegogo para angariar US$ 1 milhão até o final do mês.

O casal afirma que, se todas as rodovias dos EUA fossem cobertas por esses paineis, seria possível gerar três vezes mais energia do que o país consome hoje. Em 2009, a dupla assinou um contrato com a Administração Rodoviária Federal dos EUA para construir o primeiro protótipo, que deu origem a um estacionamento solar, forte o suficiente para aguentar veículos pesados.

Para provar, o casal resolveu passar com um trator por cima, como mostra o vídeo:

Segundo a descrição do projeto, a estrutura serve a outros propósitos além de gerar energia solar.

Em dias de neve, é capaz de aquecer para evitar o acúmulo de gelo, tem ainda LEDs para criar linhas e sinalização rodoviária, e um corredor adjunto para armazenar e tratar águas pluviais.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Sem chuva, vale até reciclar esgoto...




A seca no Sudeste brasileiro pegou muita gente de calça curta no país da enxurrada. Mas no continente mais seco do mundo, a noção de que é preciso gerir a água para o futuro é realidade há décadas.

Na cidade australiana de Perth – onde a vazão para os reservatórios caiu pela metade desde os anos 1970 –, o pilar de longo prazo da política hídrica é a dessalinização, que responde por metade do consumo de 1,8 milhão de habitantes. O outro grande esforço em marcha é o de reciclar.

Um programa de tratamento de “águas residuais” – que vão pelo ralo após o uso em chuveiros, pias e máquinas de lavar – e sua reintrodução no aquífero recebeu luz verde em 2013. No início de março passado, a Water Corporation, empresa que abastece Perth, informou que 3,5 bilhões de litros de água altamente tratada e purificada foram reinjetados nos aquíferos mais profundos da região, onde ficará estocada para uso futuro. O plano é reciclar e reinjetar 7 bilhões de litros por ano, com possibilidade de expansão para 28 bilhões de litros.

O processo envolve ultrafiltragem, osmose reversa e exposição a raios ultravioleta. A reinjeção é necessária para que a população, que prefere um processo “natural” de filtragem, aceite beber água que já foi usada e descartada.

Um porta-voz da Water Corporation informou que a expectativa é de que 1 litro de água reciclada custe “um pouco menos” do que 1 litro de água dessalinizada. Ambientalistas aguerridos contestam as boas intenções da empresa – segundo eles, seria mais barato tornar obrigatório que novas residências captem água da chuva e disponham de seu próprio sistema de reciclagem.
A reciclagem, segundo a Water Corp, tem potencial para responder por até 20% do consumo de Perth em 2060.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Dia 15/07 - Feliz Dia Do Homem...


Merkel promete R$ 2,2 bilhões para fundo que luta contra mudança climática...

 
 
A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou nesta segunda-feira (14) que seu país contribuirá com 750 milhões de euros (cerca de R$ 2,2 bilhões) ao Fundo Verde para o Clima, destinado a reduzir os gases do efeito estufa e lutar contra a mudança climática.

“Em nome da Alemanha posso dizer que assumimos nossa responsabilidade”, disse Merkel em seu discurso perante o Quinto Diálogo do Clima de Petersburgo, fórum no qual participa junto ao presidente peruano, Ollanta Humala.

A contribuição alemã será destinada ao fundo internacional criado pelas Nações Unidas para transferir recursos dos países ricos a outros em desenvolvimento a fim de combater os efeitos da mudança climática, perante sua especial vulnerabilidade e a escassez de meios.

A comunidade internacional criou formalmente em 2010 este fundo, que em dezembro passado abriu uma sede permanente em Songdo (Coreia do Sul) para tramitar os recursos.

O compromisso internacional é que para 2020 sejam mobilizados US$ 100 bilhões (R$ 2,2 bilhões) por ano destinados a projetos que reduzam as emissões de gases do efeito estufa.

O Quinto Diálogo do Clima de Petersburgo, reunião de alto nível na qual participam 35 países, começou hoje na capital alemã com o objetivo de fortalecer a agenda da próxima Cúpula do Clima, que será realizada em dezembro em Lima.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Saco de feijão vira cadeira confortável e elegante para sala de estar ...




Sacos de feijão podem servir para uma gama de utilidades que vão além, necessariamente, de armazenar feijões. O estúdio Lujo, da Nova Zelândia, é um exemplo disso ao projetar e fabricar cadeiras utilizando essa matéria-prima.


E se engana quem pensa que as cadeiras são feias e desprovidas de conforto. Ao contrário disso, mostram-se como opções elegantes e versáteis para qualquer sala de estar, segundo seus criadores, que afirmam utilizar tecido de alto desempenho têxtil e fácil de limpar.


O mobiliado inusitado, feito com sacos de feijão de 300 litros, é 267 dólares australianos (cerca de R$ 555) e o produto tem garantia de 5 anos.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Aparelho movido a energia solar será lançado ao espaço em 2016 ...






Um pequeno aparelho espacial de 30 centímetros movido apenas a energia solar será lançado em 2016, anunciou nesta quarta-feira a empresa americana que o fabricou.

O LightSail (veleiro leve, em inglês), da Planetary Society, parece um cubo e será levado ao espaço com a ajuda de um foguete Falcon Heavy, da empresa SpaceX.

Depois do lançamento, o LightSail poderá viajar pelo espaço somente com energia solar captada por suas velas sobre uma superfície total de 32 metros quadrados.

O projeto é financiado por fundos privados e membros da Planetary Society, um organismo de promoção da exploração espacial, cofundado pelo famoso astrônomo Carl Sagan em 1980.

O LightSail deve ir além da órbita terrestre baixa, onde está a Estação Espacial Internacional (ISS), para chegar à órbita terrestre mediana, mais distante.

“As asas solares nos darão acesso a dados científicos cruciais sobre a Terra”, declarou Jennifer Vaughn, encarregada da Planetary Society.

Segundo o seu presidente, Bill Nye, no ano que vem será feito um voo de teste com um foguete menor e numa órbita mais baixa.

A agência espacial americana (Nasa) lançará sua própria vela solar, a Sunjammer, perto do fim do ano.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Físicos querem criar um "pequeno sol" na Terra ...



Um reator nuclear experimental capaz de gerar energia sustentável, limpa e inesgotável! Esta certamente seria a solução perfeita para um dos maiores problemas que o mundo enfrenta atualmente. Na realidade, esta alternativa está sendo estudada pelo cientista Manuel García Muñoz, coordenador de um grupo de pesquisadores da Universidade de Sevilha, na Espanha. Segundo ele, “a ideia seria reproduzir a forma como as estrelas geram energia, fusionando os núcleos de seus átomos. Naturalmente, em uma escala muito menor”.

Para que isto ocorra é preciso uma temperatura de 20 milhões de graus, em torno de 100 milhões quando se trata de reatores operando na Terra. O segredo é conseguir fabricar reatores nucleares que controlem com perfeição a fusão de isótopos de hidrogênio gerada em seu interior. “Não dispomos de material que consiga suportar essa temperatura, por isso devemos manter o plasma protegido por campos magnéticos e longe das paredes do reator, levitando no espaço vazio”, esclarece García Muñoz.

Tudo muito complexo, porém não impossível. A energia obtida com um copo d’água equivaleria a energia consumida por uma pessoa durante toda a sua vida. O grupo liderado pelo cientista está tentando provar que a energia derivada da fusão nuclear pode ser viável, tanto do ponto de vista tecnológico como econômico e, em alguns anos, poderia ser a solução definitiva para a iminente escassez de petróleo.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Por que o Tietê continua sujo ...



Os esgotos domésticos, responsabilidade dos municípios e do Estado, continuam sendo lançados e são o maior vilão das águas.

Sem água de boa qualidade, São Paulo não pode mais se dar ao luxo de desperdiçar rios e córregos para diluir esgoto. A média das análises da qualidade da água realizada no período de setembro a dezembro de 2013, em 78 testes feitos pela Fundação SOS Mata Atlântica com grupos de voluntários em rios do Alto e Médio Tietê, aponta melhoria em 49 pontos de coleta. Mesmo assim, não há muito o que se comemorar.

Dos rios e córregos analisados, 13 pontos têm índices péssimos de qualidade e somente quatro saíram dessa condição para regular, graças à integração do projeto Córrego Limpo nas ações de despoluição.
Ao longo do Tietê, de Mogi das Cruzes a Barra Bonita, 16 testes obtiveram índice ruim, 46 regular e apenas três aceitável. Esses indicadores descrevem o cenário de 21 anos do projeto de despoluição do Tietê, que está em sua terceira etapa e já demandou U$ 2,1 bilhões.

A recuperação da bacia do Alto Tietê, com 18 milhões de habitantes distribuídos em 39 municípios, começa a se consolidar em um programa de saneamento ambiental. É possível medir e comprovar que, para cada metro cúbico de esgoto tratado na Região Metropolitana, um quilômetro de rio renasce no interior.

O monitoramento realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica aponta que, no início de 1990, metade do Tietê estava morto. A mancha gerada por esgotos domésticos e industriais cobria mais de 500 quilômetros e os rios de São Paulo eram os mais poluídos do Brasil.

Em uma década, a indústria cumpriu a legislação e tratou efluentes. De 1.210 lançamentos de cargas tóxicas nos rios, restaram 400, feitos por indústrias controladas pela Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental de São Paulo). Porém, os esgotos domésticos, responsabilidade dos municípios e do Estado, continuam sendo lançados e são o maior vilão das águas (no Estado, causam 60% da poluição).

Somente em 2010 a população começou a perceber singelos resultados. Na capital, o odor deixou de ser o principal incômodo. No interior, o Tietê fomenta a economia e voltou a fazer parte da cultura paulista.

Mas, para que apresente resultados efetivos na capital, é preciso tirar do papel o pacto pela despoluição anunciado pelo governador Geraldo Alckmin. Esse pacto político, que conta com apoio da iniciativa privada, precisa ser capaz de promover a gestão integrada do saneamento na bacia.
Dez municípios da Região Metropolitana não são operados pela Sabesp, responsável pelo projeto Tietê. A divisão de competências e as diferenças político-partidárias resultam em entraves que fazem com que a despoluição seja mais difícil do que em países que recuperaram grandes rios, como o Tâmisa e o Reno.

A ocupação desordenada e o aumento de moradias irregulares desprovidas de coleta e tratamento de esgotos impõem a necessidade da atuação integrada do Estado, União, municípios e da sociedade.
É preciso conectar mais 200 mil domicílios à rede de esgoto, o que representa mais de 1,5 milhão de pessoas com acesso ao saneamento, elevando os índices de tratamento de esgoto a 84%. Somente o esforço conjunto permitirá que os rios de São Paulo voltem a fazer parte do cotidiano das pessoas e das cidades de maneira positiva.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Prêmio Marketing Best Sustentabilidade 2014 ...






O Marketing é a mais importante das ferramentas no processo de construção e preservação de empresas de forma sustentável. Uma busca permanente das organizações na conquista de um equilíbrio sustentável e consistente, mediante a adoção das melhores práticas de sustentabilidade. E que se traduzem em todas as suas iniciativas e ações de inclusão social, de incentivo à cultura, de respeito ao meio ambiente e na direção de uma economia verde.

A 13ª Edição do Prêmio Marketing Best Sustentabilidade, tem como objetivo estimular, reconhecer, premiar e difundir os exemplos de ações empresariais sustentáveis.

O Prêmio que foi criado em 2002 como Marketing Best Responsabilidade Social, passa a denominar-se Prêmio Marketing Best Sustentabilidade. A mudança teve como objetivo dar maior abrangência aos projetos inscritos, tendo em vista a questão da sustentabilidade que tornou-se essencial em todas as decisões estratégicas de aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais na sociedade.

Empresas, fundações, institutos e associações que tenham desenvolvido, ações e projetos de sustentabilidade tanto para o público interno das organizações como para as comunidades com as quais se relacionam, podem se inscrever para o Prêmio.


Cronograma – MKT BEST SUSTENTABILIDADE 2014

#Lançamento do Prêmio - 1˚ quinzena de março
#Inicio das inscrições – março
#Término das inscrições – 14 de julho
#Entrega das Marketing Performances de Sustentabilidade – até 23 de julho
#Julgamento – 28 julho
#Divulgação dos resultados – 28 julho
#Reunião com os vencedores – 30 julho
#Solenidade de entrega dos prêmios – 19 de agosto



Inscrições


A 13ª edição do Prêmio Marketing Best Sustentabilidade está com as inscrições abertas. A iniciativa, que já se tornou uma referência no contexto corporativo, tem como objetivo estimular e disseminar os melhores exemplos de empresas, fundações, institutos e associações que atuam na promoção e demonstração prática de valores e princípios da sustentabilidade.

Podem ser inscritas na premiação todas as ações de marketing voltadas à sustentabilidade, de cunho social, ambiental e cultural, entre outros, nas áreas de Meio Ambiente (Coleta Seletiva e Reciclagem, Defesa do Ecossistema, Combate ao Efeito Estufa); Economia Verde (Práticas de Reflorestamento, Controle de Emissão de CO2, Produtos e Serviços Verdes); e Incentivo à Cultura (Oficinas de Arte Comunitárias, Ações de Estímulo à Leitura e Cinema para as Comunidades Distantes).

Como já é tradicional, na primeira fase do Prêmio Marketing Best Sustentabilidade, cerca de 1.500 marketing experts ― entre os melhores e mais conceituados profissionais de todo Brasil ― formam o grande júri do prêmio, indicando as empresas e organizações que merecem concorrer à premiação, de acordo com o entendimento e opinião de cada especialista.

Todas as indicações realizadas pelos marketing experts são separadas e relacionadas para que, em um segundo momento, os responsáveis pelas ações sejam contatados pela Editora Referência com o objetivo de inscreverem seus cases. Os vencedores são anunciados após a análise criteriosa da Comissão Julgadora, composta por até 5 integrantes, previamente divulgados na mídia, convidados pelas entidades idealizadoras do Marketing Best Sustentabilidade.

As inscrições podem ser feitas no site www.marketingbest.com.br.
Para conferir as atrações, cases, vídeos e últimas novidades sobre o prêmio, acesse:www.facebook.com/PremioMarketingBestSustentabilidade e https://twitter.com/mktbest.

Realizado pelo MadiaMundoMarketing, o Prêmio Marketing Best Sustentabilidade 2014 é uma iniciativa da Editora Referência e MadiaMundoMarketing, com apoio da Academia Brasileira de Marketing (Abramark) e J.Cocco Comunicação e Marketing.



Divulgação das empresas indicadas

Inscrições abertas para as iniciativas empresariais mais consistentes e inspiradoras voltadas à sustentabilidade

A organização do 13º Marketing Best Sustentabilidade, premiação que já se tornou uma referência no contexto corporativo, divulga a lista das 314 empresas indicadas para inscreverem seus cases. Confira a relação completa:

http://www.marketingbest.com.br/sustentabilidade/indicadas/.

O Prêmio Marketing Best Sustentabilidade tem como objetivo estimular e disseminar os melhores exemplos de empresas, fundações, institutos e associações que atuam na promoção e demonstração prática de valores e princípios da sustentabilidade. Nesta primeira fase, cerca de 1.500 marketing experts ― entre os melhores e mais conceituados profissionais de todo Brasil ― formaram o grande júri e indicaram empresas e organizações que, na opinião de cada especialista,  merecem concorrer na edição 2014 da premiação.

Após as devidas inscrições, realizadas através do site do prêmio, todos os cases serão avaliados pela Comissão Julgadora, formada por três membros da Academia Brasileira de Marketing (Abramark) e pelo presidente da Dclemente&Associados, definindo os grandes vencedores.


Definida a Comissão Julgadora

A Editora Referência e o MadiaMundoMarketing, idealizadores do Prêmio Marketing Best Sustentabilidade, divulgam a Comissão Julgadora que avaliará os cases da edição 2014 da maior premiação do gênero no País.

Presidida por Milton Mira de Assumpção Filho (presidente da M.Books do Brasil Editora e membro da Academia Brasileira de Marketing - Abramark), a Comissão Julgadora será composta por: Décio Clemente (presidente da Dclemente&Associados e comentarista de marketing da Rádio Jovem Pan); Francisco Alberto Madia de Souza (presidente do MadiaMundoMarketing e da Abramark); e pelo Prof. Francisco Gracioso (conselheiro associado da ESPM e membro da Abramark).

O Prêmio Marketing Best Sustentabilidade já se tornou uma referência no contexto corporativo e tem como objetivo estimular e disseminar os melhores exemplos de empresas, fundações, institutos e associações que atuam na promoção e demonstração prática de valores e princípios da sustentabilidade.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pele de tomate vira pele de lata para alimentos...



Para não afetar os alimentos, essas latas precisam ser revestidas com uma espécie de verniz, ou laca, que seja biologicamente inerte e não faça mal à saúde.

Pesquisadores europeus se deram conta de que os revestimentos adotados hoje estão longe do ideal, e por isso se reuniram em um esforço multi-institucional, batizado de Projeto Biocopac, cujo objetivo era produzir um revestimento biológico e ecologicamente amigável.

O resultado é uma laca natural produzida a partir de peles de tomate, um subproduto da indústria alimentícia, que é descartado depois da fabricação de molhos e similares.

A laca, que pode ser aplicada nas embalagens metálicas, tanto interna, quanto externamente, é feita à base de cutina, uma substância cerosa extraída da pele dos tomates.

"A bio-laca vai melhorar a sustentabilidade das latas metálicas, promovendo sua reciclagem e diminuindo o impacto ambiental das embalagens e dos resíduos," disse Angela Montanari, coordenadora do projeto.

Bisfenol A

O principal efeito do aproveitamento da pele dos tomates, contudo, deverá ocorrer na proteção à saúde dos consumidores.

O revestimento à base de peles de tomate promete substituir o bisfenol A, um composto largamente utilizado no revestimento de latas para embalagem de alimentos e bebidas.

O bisfenol A provoca uma série de efeitos nocivos à saúde, o que está levando ao seu banimento em todo o mundo.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Entenda definidamente porque o meio ambiente depende muito da sustentabilidade...



O conceito de desenvolvimento sustentável surge formalmente no Relatório Brundtland(2). Esse documento, produzido pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, introduziu definitivamente a ideia de que o desenvolvimento econômico deve se realizar sem comprometer o desenvolvimento econômico das gerações futuras.

De forma bastante simplificada, a novidade dessa abordagem do desenvolvimento sustentável reside na inserção da dimensão ambiental nos modelos de crescimento econômico. Dessa forma, vamos analisar o impacto da aplicação dos princípios de sustentabilidade e economia verde para a sociedade como um todo.

A sustentabilidade do crescimento econômico sempre foi a questão central dos modelos de desenvolvimento. Entretanto, os modelos de desenvolvimento adotados pelos países nos últimos 50 anos da era do planejamento e da intervenção governamental, excepcionalmente, referiam-se às questões ambientais como uma restrição. A base natural das economias em planejamento era considerada infinita, isto é, um fator de capital sem restrições de escassez.

Entenda os efeitos da aplicação dos princípios da sustentabilidade e os novos modos de viver no vídeo abaixo

Não obstante essa base natural estar intrinsecamente associada às vantagens comparativas ensejadas por essas economias na sua inserção internacional e altamente associada às atividades de subsistência das camadas mais pobres da população, geralmente majoritárias nos países em desenvolvimento, na literatura sobre desenvolvimento econômico, poucas são as referências às questões ambientais.

Apesar de a finitude desses recursos colocar um impedimento na trajetória de desenvolvimento adotada e gerar problemas sociais significativos, a percepção de escassez não existia na concepção desses modelos(3).

O conceito de desenvolvimento sustentável, embora possa ter inúmeras descrições e sua utilização nos meios de comunicação geralmente ocorrer em contextos vagos, é possível ser discutido objetivamente da mesma forma que se discute a sustentabilidade do crescimento econômico quando se considera a importância de manterem-se não declinantes os valores dos ativos de uma economia. Isto é, a sustentabilidade de uma economia ocorre na medida em que o seu estoque de capital, que define o fluxo de bens e serviços futuros, seja mantido pelo menos constante.

A questão atual da sustentabilidade apenas introduz a necessidade de tratar-se o capital natural diferenciadamente do capital material. Uma diferenciação com semelhante corte teórico e metodológico, comparando-se ao daquela que introduziu a teoria do capital humano e tecnológico nesses mesmos modelos.

Os modelos de crescimento econômico desenvolvidos na década de 1970, que analisavam a otimização intertemporal do uso dos recursos naturais na produção(4), dependiam de hipóteses sobre a essencialidade dos recursos e seus impactos no nível de crescimento da economia.

De acordo com Perrings et al. (1995), a essencialidade dos recursos ambientais pode ser analisada pelo grau de complementaridade e de substituição entre o capital natural e o capital material dentro das possibilidades de produção e consumo de uma economia. Isto é, a elasticidade de substituição entre esses dois tipos de capital é que define esse grau de essencialidade. Quanto maior a elasticidade de substituição, menos essencial será o recurso.
Unidade de Conservação da Mata do Passarinho (Olinda-PE)

Unidade de Conservação da Mata do Passarinho
(Olinda-PE)

Nos modelos tradicionais, assume-se que essa elasticidade de substituição é maior ou igual a um. Ou seja, o nível do estoque de capital natural poderá ser reduzido desde que a economia consiga realizar os investimentos compensatórios em capital material.

Essa seria a conhecida regra de Solow-Hartwick, na qual a sustentabilidade de uma economia, entendida como sua capacidade de manter certo nível de consumo, seria determinada pela capacidade de evitar que a renda gerada na exploração do recurso natural não renovável seja totalmente transformada em consumo presente. Para tal, bastaria reinvestir parte dessa renda gerada com a exploração de recursos naturais na formação de capital, seja material ou natural, equivalente ao consumo de capital natural(5).

O importante para a maximização do bem-estar, de acordo com esses modelos, é manter o estoque total de capital “constante” ao longo do tempo(6). Assim, as questões ambientais não eram consideradas como relevantes ou restritivas ao crescimento. O que importa é a capacidade política de imobilizar parte dos ingressos resultantes da exploração desses recursos naturais.

Entretanto, a capacidade de geração de serviços dos ecossistemas depende da manutenção de certos componentes ecossistêmicos, tais como população e cadeia alimentar, dentro de limites específicos. Uma vez vencidos esses limites, o sistema poderá entrar em colapso e sua produtividade torna-se nula. A definição desses limites identifica os limites do crescimento e, portanto, determina a trajetória de sustentabilidade de uma economia.

Assim, é prudente identificar quais são os níveis mínimos de segurança ou a capacidade de suporte dos recursos naturais que estão sendo apropriados na geração de renda.

Dessa forma, podemos definir o capital natural crítico como aquele em que o nível de consumo já excede sua capacidade de suporte e, portanto, sua produtividade tende a zero. Nesses casos, a elasticidade de substituição é menor que um e as possibilidades de substituição entre capital natural e material tendem a se reduzir quando o produto cresce.

Nesses casos críticos, um nível de estoque de capital natural declinante representa uma trajetória de não sustentabilidade, e perdas de bem-estar devem ser consideradas. Logo, o consumo desse capital tem que ser negativo, isto é, deve ser apreciado e não depreciado.

O capital natural não crítico seria, então, aquele no qual o nível de estoque ainda não atingiu sua capacidade de suporte. Entretanto, isso não significa que esse capital não apresente um nível mínimo de segurança abaixo do qual ele se torna crítico.

Entretanto, o consumo desse capital pode ser compensado por investimentos em capital material sem perdas de bem-estar. Seja em investimentos de recuperação de rios, áreas contaminadas ou no controle desses impactos, como no caso da mudança do clima, com esforços em mitigação e adaptação.

A hipótese de sustentabilidade muito fraca, “crescimento econômico sem restrições ambientais”, assume que as possibilidades de substituição são inesgotáveis, desde que o estoque total da economia não decline. No outro extremo, a hipótese de sustentabilidade forte, de “crescimento zero”, assume que não há mais possibilidades de substituição, pois todas as formas de capital natural são críticas e não se admite qualquer consumo de capital natural.

Intermediariamente, estaria a hipótese de sustentabilidade fraca, que distingue as formas críticas e não críticas de capital natural e determina tratamentos diferenciados de acordo com o nível crítico de estoque identificado. Nessa abordagem, admite-se também o progresso técnico como agente de sustentabilidade quando esse reduz a intensidade ambiental do consumo.

Enfim, a sustentabilidade seria possível com maior eficiência ambiental resultante de (i) mudanças nos processos de produção e no desenho do produto; (ii) mudanças na estrutura de produção e consumo; e (iii) redução no nível de produção e consumo.

Nesse espectro, a economia verde seria caracterizada como uma forma de sustentabilidade fraca que aceita que o progresso técnico permitiria um aumento contínuo no estoque de capital natural, isto é, uma apreciação e não uma depreciação. Com isso seria possível obter níveis de intensidade mais baixos de materiais e poluição por unidade de renda, que, por sua vez, induziriam o “desligamento”/“descasamento”, ou a separação, da atividade econômica dos impactos ambientais.