segunda-feira, 30 de junho de 2014

R$ 10 bilhões no lixo !!!





O Ministério do Meio Ambiente (MMA) estima que, no Brasil, o desperdício com resíduos gire em torno de R$ 10 bilhões anuais. Tudo isso devido à falta de reciclagem e à destinação incorreta do lixo.

Não há dúvidas de que este número deve ser reduzido, mas como? Para que ocorram mudanças neste cenário, além de um maior entendimento da sociedade em relação à importância do reaproveitamento, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – que deve ser implementada ainda esse ano – promete trazer grandes avanços para o país.


A meta da PNRS é acabar com os lixões e implementar aterros sanitários. A ideia é não gerar resíduos sólidos, mas reduzir, reutilizar e reciclar, tratando e dando destinação adequada. Dessa forma, pretende-se diminuir os prejuízos ao meio ambiente, aumentar a qualidade de vida e melhorar a saúde da população.

No campo da alimentação, os números também são alarmantes. De acordo com o relatório Global Food; Waste not, Want not (“Alimentos Globais; Não Desperdice, Não Sinta Falta”), são jogados no lixo de 30 a 50% da comida produzidos no mundo. Ou seja, durante todo o ano, cerca de 2 bilhões de toneladas de alimento nunca são ingeridos.

Todos os municípios que fazem parte da Agenda 21 têm em seus Planos Locais de Desenvolvimento Sustentável (PLDS) propostas referentes ao tratamento especial dos resíduos sólidos. Ações como ampliar os serviços de coleta, transporte e destinação do lixo para todos os bairros do município; captar recursos financeiros para adquirir equipamentos, realizar campanhas educativas e capacitar pessoal para a coleta seletiva podem ser conferidas no tema Saneamento de cada Agenda 21 Local.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Tatu símbolo da Copa ganha plano para conservação ...



Com o início da Copa do Mundo no Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promove o Plano de Ação Nacional (PAN) para a conservação do tatu-bola, mascote oficial do evento. O PAN Tatu-bola tem como objetivo a redução do risco de extinção do Tolypeutes tricinctus, o tatu-bola-do-Nordeste, e a avaliação adequada do estado de conservação do Tolypeutes matacus, o tatu-bola-do-Centro-Oeste.

O tatu-bola faz parte de um grupo de 11 espécies de tatu existentes no Brasil e é primo do tamanduá e das preguiças. As principais ameaças à sobrevivência são, principalmente, a caça predatória e destruição do habitat causadas pela expansão da agropecuária, intensificada na última década.

Ele ganhou esse nome pois tem três cintas móveis no dorso, que o permite fechar completamente sua carapaça, formando uma bola. Esse é seu mecanismo de defesa contra predadores naturais.

O T. tricinctus, espécie exclusivamente brasileira, vive nos ambientes da caatinga e cerrado e integra a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, classificada como “em perigo”, e a Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), na categoria “vulnerável”.

A meta do ICMBio, durante os cinco anos de vigência do plano, é reduzir o risco de extinção do T. tricinctus, elevando-o, pelo menos, à categoria de “vulnerável”.Já o T. matacus habita o Pantanal e áreas vizinhas de cerrado, porém é mais comum na Bolívia, Argentina e no Paraguai. Com o PAN, essa espécie será mais bem estudada, uma vez que se encontra na categoria Dados Insuficientes, por falta de informações em sua área brasileira.

Para atingir a meta, foi criado um Grupo de Assessoramento Estratégico e estabelecidas 38 ações, em seis objetivos específicos: atualizar as áreas de ocorrência das espécies de tatu-bola e avaliar suas principais ameaças; mobilizar as comunidades locais e a sociedade em geral, sobre a importância da proteção da espécie; ampliar o conhecimento sobre a biologia e a ecologia para o direcionamento de estratégias de conservação; ampliar, qualificar e integrar a fiscalização para coibir a caça; reduzir a perda de habitat nos próximos cinco anos e promover a conectividade entre as populações do tatu-bola-do-Nordeste.

Os PANs são instrumentos de gestão para troca de experiências entre entidades com o intuito de orientar as ações prioritárias para conservação da biodiversidade. É uma ferramenta definida pelo governo a partir do Programa Pró-Espécie, instituído em fevereiro deste ano, que busca minimizar ameaças e o risco de extinção de espécies.

Existem, no momento, 44 planos de conservação de espécies ameaçadas sendo implantados pelo ICMBio em todas as regiões do Brasil, envolvendo 362 tipos de animais dos biomas marinho, Caatinga, Cerrado, Amazônia, Pampa e Pantanal.

O PAN Tatu-bola foi anunciado formalmente em 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade, com outras medidas do Ministério do Meio Ambiente para a preservação de espécies ameaçadas, incluindo o tatu-bola. O pacote de ações de proteção da fauna brasileira foi publicado no Diário Oficial da União.

A elaboração do PAN Tatu-bola foi coordenada pelo ICMBio, com o apoio da Associação Caatinga e do Grupo Especialista em Tatus, Preguiças e Tamanduás da IUCN e colaboração de representantes de outras 15 instituições. O plano será coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação do Cerrado e Caatinga, com coordenação executiva da Associação Caatinga.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Em Fukushima, sistema de descontaminação da água é religado ...




A companhia que administra a central nuclear de Fukushima religou neste domingo (22) o sistema de descontaminação de água, que registrou vários problemas nos últimos três meses.

Tokyo Electric Power (Tepco) anunciou ter reiniciado, a título experimental, as três linhas paralelas de tratamento para a remoção de radionuclídeos antes da descarga no mar.

Este equipamento desenvolvido com o grupo japonês Toshiba é apresentado como uma peça chave para resolver o problema da água contaminada que encheu a central nuclear acidentada de Fukushima Daiichi, parcialmente destruída pelo tsunami de 11 de março de 2011.

A água contaminada, cujo volume aumenta a cada dia, é um dos maiores problemas a ser gerenciado pela Tepco e as autoridades.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Catadores atuam em cidades-sede da Copa 2014 ...




Milhares de torcedores que vão aos jogos nos estádios da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 estão contando com o trabalho de catadores de material reciclável, que garantem a limpeza da área externa das arenas e das festas oficiais para as torcidas. Seis cidades-sede foram contempladas com R$ 2,3 milhões do Ministério do Meio Ambiente (MMA), permitindo a atuação de 710 catadores em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal e São Paulo.

Esses recursos foram usados de acordo com o plano definido para cada cidade, incluindo capacitações, gastos com remuneração, aquisição de uniformes e equipamentos de proteção, alimentação e transporte dos catadores, logística para transporte do material coletado e divulgação das ações de coleta seletiva solidária. Os catadores estão realizando a coleta seletiva no entorno das arenas onde os jogos estão sendo disputados, nas festividades locais, incluindo as festas oficiais para as torcidas, chamadas de FIFA Fan Fest.

“Esse projeto tem contribuído para estimular a população que ali se encontra a pensar na correta forma de descarte dos seus resíduos; para dar visibilidade nacional e internacional ao trabalho desenvolvido pelos catadores de materiais recicláveis; e para fazer refletir sobre questões ambientais e de sustentabilidade e, ainda, demonstrar o modelo de gestão de resíduos por meio da coleta seletiva com a participação dos catadores de materiais recicláveis”, explica o gerente de Projeto do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Rocha.

Destinação adequada - Todo o material recolhido é destinado às cooperativas de reciclagem. As cooperativas de catadores estão ampliando a renda com a venda do material reciclável coletado nas áreas da Copa, que são reaproveitados. Essa iniciativa também gera economia de recursos naturais, redução do envio de materiais para o aterramento e conseqüente redução na contaminação do solo e da água, além da inclusão social da categoria de catadores de material reciclável.

Em fortaleza, já foram recolhidos, desde a abertura da Copa até terça-feira (17), 1,1 tonelada de resíduos ao redor da arena Castelão. Já os resíduos coletados das Fan Fests chegaram a 4,7 toneladas, no mesmo período. Até segunda-feira (16), em Manaus, foram coletadas, aproximadamente, três toneladas, entre plásticos, garrafas pet, latinhas e papelões.

O MMA está realizando visitas técnicas às cidades que receberam os recursos. São Paulo, Natal e Belo Horizonte já foram vistoriadas. A analista ambiental do MMA, Mariana Alvarenga, acompanhou a ação dos catadores em SP, na abertura da Copa, e verificou um trabalho muito bem organizado, tanto do ponto de vista do projeto, quanto das cooperativas. “Os catadores estão tendo visibilidade e chamando atenção para o tema dos resíduos sólidos”, destaca. No dia seguinte ao jogo, a analista conheceu o trabalho da cooperativa que já havia separado e pesado todo material recolhido. As cidades de Fortaleza, Manaus e Curitiba serão visitadas até a semana que vem.

Histórico - Cada cidade elaborou seu projeto de acordo com as suas necessidades, seguindo as diretrizes do MMA. No início do ano, o MMA promoveu o seminário Plano de Limpeza e Coleta das Cidades-Sede da Copa 2014, com a finalidade de compartilhar experiências de coleta seletiva em grandes eventos entre os municípios e esclarecer aspectos do projeto de inclusão do catador na Copa do Mundo FIFA 2014.

Essa iniciativa é um dos temas prioritários definidos no âmbito da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CTMAS), instalada em maio de 2010, com representantes do governo federal, dos estados e dos municípios e coordenada pelos Ministérios do Meio Ambiente e do Esporte.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Mimetismo é arma de defesa dos animais há milhões de anos ...


















Cientistas descobriram que insetos desenvolveram a capacidade de imitar o ambiente em que vivem muito antes do surgimento das angiospermas.

Alguns animais conseguem se camuflar tão bem a ponto de serem identificados somente a partir de um exame muito atento de uma folha, um ramo ou uma casca de árvore. Muitos insetos, por exemplo, têm o poder de se tornarem praticamente invisíveis, adaptando-se a uma forma ou à cor predominante de seu ambiente. Este tipo de camuflagem é conhecido como mimetismo. O bicho-folha – que representa uma das espécies de bichos-paus – é um dos mais conhecidos adeptos dessa prática.

Cientistas já sabiam que essa técnica de defesa (e também de ataque) era antiga. Só não imaginavam que o mimetismo ocorresse há muito mais tempo do que suspeitavam. Eles acreditavam que insetos que usam o mimetismo em troncos e folhas – representantes da ordem Phasmatodea – haviam surgido com a ascensão das angiospermas (plantas com flores), processo que se iniciou há 90 milhões de anos.

Descoberta surpreendente – Um grupo de pesquisadores liderado pelo biólogo evolucionista Sven Bradler, no entanto, detectou evidências fósseis de representantes da ordem Phasmatodea e revelou que a espécie Cretophasmomima melanogramma já usavam o mimetismo há aproximadamente 126 milhões de anos. A descoberta publicada recentemente na revista científica Plos One surpreendeu especialistas.

Há 126 milhões de anos, no período Cretácio, dinossauros reinavam no mundo animal. Entre as plantas, as mais adaptadas eram as samambaias, os ginkgos (árvores de origem chinesa) e outras gimnospermas (plantas sem flores), como as coníferas. E as angiospermas? Não passavam de uma exceção.

Mimetismo antes das flores – A descoberta faz com que a hipótese anterior – a de que o mimetismo se desenvolveu após o surgimento das plantas com flores – deva ser, se não inteiramente descartada, ao menos relativizada. Os fósseis estudados pela equipe de Bradler não imitavam a folha de uma angiosperma, mas de uma espécie de gingko.

“Os Phasmatodea se tornam parecidos com as plantas das quais se alimentam, que hoje são predominantemente plantas com flores. Na época, no entanto, eram sobretudo as gimnospermas”, explica o biólogo.

Modelo de sucesso – Com frequência, os insetos evoluem em sintonia com o mundo vegetal – pode-se dizer que os dois grupos co-evoluem. E isso acontece não apenas para que sejam capazes de se defender de predadores, mas também para permitir que ataquem suas presas sem que estas os vejam, como faz o Louva-a-deus.

Na luta pela sobrevivência, a natureza não tem limites. Nem mesmo para se tornar invisível. “Existem lagartas que se parecem com excrementos de pássaros”, afirma Bradler. Por essas e outras, o biólogo não descarta que o mimetismo – esse modelo de camuflagem tão bem sucedido – possa ser ainda mais antigo.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Decodificação de DNA do eucalipto revela segredos de uma superárvore ...



Cientistas anunciaram ter decodificado o genoma do eucalipto, revelando os segredos de seu rápido crescimento e adaptabilidade, que poderiam, um dia, incentivar o plantio de florestas para produção de biomassa e madeira.

O eucalipto é nativo da Austrália, mas se tornou a árvore de madeira dura mais cultivada no mundo. Além disso, é uma importante fonte para a produção de papel, madeira e óleos essenciais, sendo plantado em mais de 100 países em seis continentes.

A árvore também é considerada uma importante fonte potencial de biocombustíveis.
Agora, uma equipe internacional de cientistas decodificou o DNA de uma das espécies de eucalipto mais dispersas, a “Eucalyptus grandis“.

“Nós nos interessamos especialmente em entender sua habilidade de produzir madeira com alto teor de celulose, que é o que o torna cobiçado por sua polpa e produção de papel”, explicou o co-autor do estudo, Alexander Myburg, do Departamento de Genética da Universidade de Pretória, na África do Sul.

“Conseguimos identificar quase todos os genes envolvidos em transformar açúcar em celulose na árvore e também o outro componente principal da madeira, que é a lignina”, afirmou em um podcast publicado na revista Nature, que publicou o estudo.

“É importante compreender estes processos porque são os componentes principais que serão usados em termos de biocombustíveis e outros biomateriais que são extraídos da biomassa arbórea, das árvores”, acrescentou.

Os cientistas descobriram que o genoma do “Eucalyptus grandis” contém mais de 36.000 genes, “um genoma de uma planta de tamanho mediano”.

Ele também contém o maior número de duplicações de sequências – duas sequências idênticas, uma seguindo a outra, em um segmento de cromossomo – que qualquer outro genoma de planta já decodificado.

Myburg disse que as descobertas podem ser valiosas para a compreensão de como impulsionar o conteúdo de celulose nas árvores, mas também como extrai-la mais facilmente.

A celulose, basicamente uma longa cadeia de moléculas de glicose, pode ser quebrada em açúcar e fermentada para produzir biocombustíveis, por exemplo.

“A perspectiva de acelerar os ciclos de cultivo para produtividade e qualidade da madeira é impulsionada pelo genoma do eucalipto”, escreveram os autores.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Conama aprova normas para licenciamento de parques eólicos ...



O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) aprovou, nesta terça-feira (10), resolução que estabelece critérios e procedimentos para o licenciamento de parques eólicos instalados em terra. A medida, segundo a ministra Izabella Teixeira, “é de extrema importância para o País, porque trará segurança jurídica, atraindo investimentos para o setor elétrico e aumentando a participação de energia limpa na matriz elétrica do Brasil”.

A ministra ressaltou a necessidade de estabelecer critérios também para o licenciamento de outros tipos de parques eólicos: “O Conama deverá agora fazer o mesmo para modernizar o licenciamento de empreendimentos de energia solar e para os parques eólicos “off shore”, aqueles que operam na plataforma marítima continental”.

Ela lembrou que o Brasil vem obtendo bons resultados no combate ao desmatamento, graças à Política Nacional de Mudanças do Clima. “É hora de avançarmos mais em fontes limpas com a incorporação de tecnologias de ponta na produção de eletricidade”, destacou.

A expectativa do Governo é que a oferta de energia eólica, um dos setores que mais crescem no mundo, seja ampliada, principalmente nos estados do Nordeste, que oferecem condições excelentes para o aproveitamento dos ventos.

A ministra Izabella Teixeira destacou os conselheiros do Conama “compreenderam a importância estratégica da medida para o cumprimento das metas brasileiras de redução de emissões de CO2”, e atenderam à convocação para a reunião extraordinária.

“A aprovação da resolução permitirá uma tomada de decisão mais transparente com relação ao licenciamento”, destacou. O texto base, aprovado na última reunião ordinária, em 28 de maio, sofreu pequenas alterações e foi submetido a uma votação de destaques, o que não levou mais que uma hora. “A uniformização do marco jurídico é de extrema importância para definir o papel dos estados, do governo federal e dos municípios nos procedimentos de licenciamento”, destacou.

Remediadores – O Conselho aprovou ainda a atualização de resolução que trata de remediadores – produtos utilizados para recuperação de ambientes e ecossistemas contaminados e ao tratamento de efluentes e resíduos. A necessidade de estabelecer regras mais rígidas para a comercialização e utilização desses produtos é crescente, segundo explicou o representante do Ibama no Conama. A idéia é reduzir o impacto que algumas delas pode provocar, mesmo quando a intenção é a de recuperação ambiental. O registro no órgão, que já era obrigatório, passa a ser mais rigoroso e haverá maior controle no uso desses produtos.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Lago isolado há 15 milhões de anos está cheio de vida ...





Temperaturas extremamente baixas, escuridão absoluta e escassez de nutrientes fazem do Lago Vostok, na Antártica, um lugar pouco acolhedor. Ainda assim, pesquisadores da Universidade Estadual de Bowling Green (EUA) encontraram evidências de que, nessas condições extremas, há vida por lá.

Liderada pelo biólogo Scott Rogers, a equipe analisou amostras de gelo coletadas do lago – tomando um cuidado especial para que não fossem contaminadas – e encontrou 3.507 diferentes amostras de DNA de diversos organismos, das quais 1.623 já foram associadas a organismos conhecidos.

Boa parte das amostras identificadas (94%) pertence a bactérias, algumas das quais são normalmente encontradas no sistema digestivo de peixes e crustáceos, uma possível evidência (embora não conclusiva) de que podemos encontrar esses animais no lago.

Por causa de uma série de fenômenos que começou há 60 milhões de anos, o Lago Vostok está sob uma camada de 3,7 km de gelo. Se alguma espécie foi capaz de se sobreviver a essas condições, procurar por formas de vida em regiões inóspitas pode ser mais promissor do que se imaginava.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

As bromélias e suas interações com o ambiente ...



Bromélias apresentam riqueza e abundância de espécies, nas regiões tropicais e neotropicais, sendo consideradas espécies “chave” nos ecossistemas em que se encontram, disponibilizando seus serviços a outros seres vivos, o que indica que a extinção de algumas espécies de bromélias possa levar a extinção, outras espécies, sejam elas micro ou macroscópicas, associadas a elas (Canela, 2005).

Inúmeras relações mutualísticas são estabelecidas entre bromélias e outras espécies, o que as torna, essenciais a existência de outras espécies e ao equilíbrio nos ecossistemas onde são encontradas (Canela et all.,2003;Alves, 2005).

Mosquitos e aranhas são os artrópodes que mais se destacaram, pois muitos estudos e observações foram desenvolvidos,nos quais esses animais ovipositam, forrageam e vivem nessas plantas. Alguns são especialistas , dependem exclusivamente de bromélias para sobreviver, assim a existência dessas plantas, pode estar intimamente ligada a sobrevivência desses animaise de outro, não apenas invertebrados, como tambem de aves , anfíbios e mamiferos.

Vertebrados que se destacaram na pesquisa foram os beija-flores polinizando e os anuros ovipositam e forrageam em bromélias. Apenas dois trabalhos discutiram frugívoria, um com micos-leões e outro com ursos .

Herbivoros forrageam partes das bromélias foram apresentados na pesquisa e também insetos controladores desses herbívoros, em pesquisas que são desenvolvidas na América do Norte.
Bromélias apresentam mecanismo CAM, que serve para realização da fotossíntese, com reduzidas perdas de água , abertura dos estômatos à noite.

Efeitos estocásticos (queda de árvores, a formação de clareiras naturais) associados ao desmatamento e o extrativismo de espécies ornamentais aumentam a probabilidade de extinção dessas espécies ,que tem acelerado o processo de fragmentação da Mata Atlântica , provocando o empobrecimento da flora em geral e a predominância de espécies com dispersão anemocórica, com redução de espécies zoocóricas (Silva et all. 2007).

O presente trabalho teve como objetivo apresentar alguns serviços oferecidos pelas bromélias, para a conservação e manutenção dos ecossistemas. Mesmo sendo encontradas em diversos ambientes, essas plantas, são mais conhecidas e estudadas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Sul e Sudeste do Brasil apresentam várias trabalhos sobre essas plantas, enquanto as demais regiões são carentes em pesquisas. A extração dessas plantas de forma desordenada, pode levar a extinção, espécies que nem sequer chegaram a ser descritas. Interferindo no fluxo gênico entre populações , alterando a dinâmica das teias tróficas e comprometendo a sobrevivência de outras espécies que vivem associadas as bromélias.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

LOréal investe na sustentabilidade em seu parque fabril ...



As fábricas de São Paulo e Rio de Janeiro são as pioneiras na implantação dos novos processos produtivos que já representam uma economia anual de R$ 4 milhões, referentes à diminuição no consumo de água, energia elétrica e redução de custo para destruição dos resíduos gerados.

Esses resultados fazem parte de um conjunto de metas nomeado “Sharing Beauty with all” (Compartilhando a beleza com todos) que visa reduzir o impacto ambiental da companhia em 60% até 2020.

Em 2013, a L’Oréal registrou mundialmente uma diminuição em 43,1% nas emissões de gás carbônico, 26,7% no consumo de água por produto e em 19,6% de energia. No Brasil, os índices são ainda mais promissores: até abril deste ano a redução nas emissões de CO² foi de 60%; 35% na utilização de água e 41% de energia.

As medidas empregadas nas fábricas brasileiras representaram a economia de mais de 150 mil metros cúbicos de água. Em energia, a queda foi de 18 milhões de quilowatts/hora, o equivalente ao consumo diário de um milhão de pessoas.

Entre as práticas adotadas para alcançar esses indicadores está o uso da Caldeira Flex, na fábrica de São Paulo. A tecnologia substitui o gás natural pelo etanol da cana-de-açúcar na produção de cosméticos. A indústria já começou a instalação da mesma tecnologia na fábrica carioca.
Outro projeto que se destaca é o ATM (Ativador Metabólico) que reduziu a zero os resíduos gerados no tratamento de efluentes. Antes a unidade produzia 330 toneladas de lodo biológico por ano, apenas na unidade paulistana. A companhia pretende levar estes processos paras as suas fábricas da Itália e da França.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

5 Junho - Dia do Meio Ambiente ...


Plástico forma novas rochas na natureza e muda registro geológico da Terra ...



Lixo plástico derretido em praias, misturado a sedimentos, fragmentos de lava basáltica e detritos orgânicos, como conchas, é capaz de produzir um novo tipo de material rochoso, segundo conclusão de novos estudos divulgados recentemente.
O novo material, apelidado de plastiglomerate, permanecerá para sempre no registro rochoso da Terra, e no futuro pode servir como marco geológico do impacto da humanidade no planeta, afirmam pesquisadores.
Lixo plástico é um problema mundial que afeta hidrovias, mares e oceanos, de acordo com o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, organização internacional que trabalha para proteger a vida animal e preservar o meio ambiente. Produzido pela primeira vez da década de 1950, o plástico não é degradado facilmente pela natureza e estima-se que persista no meio ambiente por centenas de milhares de anos. Detritos plásticos também são leves e, por isso, não costumam ser enterrados, tornando-se parte do registro geológico permanente. 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Abraçar árvores: a estratégia dos coalas para fugir do calor ...



O irresistível coala raramente bebe água e não tem glândulas sudoríparas, o que sempre intrigou os cientistas, que queriam saber como os animais se refrescam do calor.
Zoólogos anunciaram nesta terça-feira ter descoberto o segredo do mamífero: abraçar árvores, pois seus troncos podem ser alguns graus abaixo do que os arredores.
Os coalas têm altas taxas de mortalidade quando são registradas ondas de calor. Incapazes de suar, eles respiram de forma ofegante como estratégia para se refrescar, mas na natureza, eles raramente bebem água e quando precisam fazê-lo, o recuso costuma ser escasso.
Como escaladores de árvores, os coalas não costumam buscar superfícies frias e sombrias como muitos outros animais.
Ansiosos por desvendar o segredo do marsupial, uma equipe de zoólogos observou 37 coalas na natureza durante inverno e verão no sudeste da Austrália, em 2009, 2010 e 2011.
Nos dias mais quentes, eles descobriram que os animais se posicionavam mais frequentemente com os membros esticados de forma que pareciam abraçar o tronco das árvores ou ramos mais baixos.
Quanto mais quente fica, mais baixo os marsupiais ficavam nas árvores e com mais frequência em árvores diferentes do eucalipto, sua fonte de alimentos.
Isto poderia ser explicado porque o eucalipto é apenas de 1,46 a 1,87 grau Celsius mais frio do que a temperatura do ar, enquanto a acácia é 5ºC mais fria.
Com base em suas observações, os estudiosos concluíram que os animais perdem substancial calor corporal em contato com os troncos das árvores quando faz calor.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Plantas brasileiras podem ajudar a enfrentar impactos das mudanças climáticas ...



A seriguela e o umbuzeiro, árvores comuns do Semiárido nordestino, e a sucupira-preta, do Cerrado, fazem parte de um grupo de plantas brasileiras que poderão desempenhar um papel importante para a agricultura no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas. Elas estão entre as espécies do país com grande capacidade adaptativa, tolerantes à escassez hídrica e a temperaturas elevadas.
De acordo com Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estudo do genoma dessas espécies pode ajudar a tornar culturas como soja, milho, arroz e feijão tão resistentes quanto elas aos extremos climáticos. Assad foi um dos palestrantes no quarto encontro do Ciclo de Conferências 2014 do programa BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 22 de maio, em São Paulo.
“O Cerrado já foi muito mais quente e seco e árvores como pau-terra, pequi e faveiro, além da sucupira-preta, sobreviveram. Precisamos estudar o genoma dessas árvores, identificar e isolar os genes que as tornam tão adaptáveis. Isso pode significar, um dia, a chance de melhorar geneticamente culturas como soja e milho, tornando-as igualmente resistentes”, disse. “Não é fácil, mas precisamos começar.”
Assad destaca que o Brasil é líder em espécies resistentes. “O maior armazém do mundo de genes tolerantes ao aquecimento global está aqui, no Cerrado e no Semiárido Nordestino”, disse em sua palestra O impacto potencial das mudanças climáticas na agricultura.
Os modelos de pesquisa realizados pela Embrapa, muitos deles feitos em colaboração com instituições de outros 40 países, apontam que a redução de produtividade de culturas como milho, soja e arroz decorrente das mudanças climáticas deve se acentuar nas próximas décadas. “Isso vale para as variedades genéticas atuais. Uma das soluções é buscar genes alternativos para trabalhar com melhoramento”, disse Assad.
Outras plantas do Cerrado com grande capacidade adaptativa lembradas pelo pesquisador são a árvore pacari e os frutos do baru e da cagaita. No Semiárido Nordestino, árvores como a seriguela, o umbuzeiro e a cajazeira foram apontadas como opções importantes não só para estudos genéticos como também para programas voltados à geração de renda pela população local.
“Em vez de produzir culturas exóticas à região, é preciso investir naquelas que já fazem parte da biodiversidade nordestina e têm potencial de superar as consequências do aquecimento global”, adiantou Assad.
Para o melhoramento de espécies, de forma a que se tornem tolerantes ao estresse abiótico, a Embrapa planeja lançar, em 2015, uma soja resistente à deficiência hídrica, produzida a partir de um gene existente em uma planta do Japão. “Testamos essa variedade este ano, no Paraná, em um período sem chuvas. Ainda há estudos a serem feitos, mas ela está se saindo muito bem”, disse o pesquisador.
Assad também citou avanços empreendidos pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que já lançou quatro cultivares de feijão com tolerância a temperaturas elevadas, além de pesquisas feitas no município de Varginha (MG) em busca de variáveis mais tolerantes para o café.
Prejuízos e mudanças no sistema produtivo – Cálculos da Embrapa feitos com base na produtividade média da soja mostram que somente esse grão acumulou mais de US$ 8,4 bilhões em perdas relacionadas às mudanças climáticas no Brasil entre 2003 e 2013. Já a produção de milho perdeu mais de US$ 5,2 bilhões no mesmo período.
A área considerada de baixo risco para o cultivo do café arábica deve diminuir 9,45% até 2020, causando prejuízos de R$ 882 milhões, e 17,15% até 2050, elevando as perdas para R$ 1,6 bilhão, de acordo com análises feitas na Embrapa e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Diante dos prejuízos, outra solução apontada por Assad é a revisão do modelo produtivo agrícola. “A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera aumentou mais de 20% nos últimos 30 anos, tornando indispensável a implantação de sistemas produtivos mais limpos”, disse à Agência FAPESP.
“O Brasil é muito respeitado nesse tema, em especial porque reduziu o desmatamento na Amazônia e, ao mesmo tempo, ampliou a produtividade na Região Amazônica”, disse.
Segundo Assad, isso abre canais de diálogo sobre a sustentabilidade na agricultura e sobre a adoção de estratégias como integração entre lavoura, pecuária e floresta, plantio direto na palha, uso de bactérias fixadoras de nitrogênio no solo, rochagem (uso de micro e macronutrientes para melhorar a fertilidade dos solos), aplicação de adubos organominerais, além do melhoramento genético.
“O confinamento do gado é outro ponto que está em discussão por pesquisadores e criadores em diversas partes do mundo. Ele pode resultar em menos emissão de gases de efeito estufa, mas torna o rebanho mais vulnerável à doença da vaca louca. Nesse caso, uma alternativa é a recuperação de pastos degradados”, afirmou Assad.
Estudos feitos na Embrapa Agrobiologia mostram que um quilo de carne produzido em pasto degradado emite mais de 32 quilos de CO2 equivalente por ano. Já em pasto recuperado a partir do que a agricultura de baixa emissão de carbono preconiza, a emissão por quilo de carne pode ser reduzida a três quilos de CO2 equivalente anuais.
“Isso mostra que ambientalistas, ruralistas, governo e setor privado precisam sentar e decidir o que fazer daqui em diante – qual sistema de produção adotar? Com ou sem pasto? Com ou sem árvores? Rotacionado ou não? São mudanças difíceis, de longo prazo, mas muitos agricultores já estão preocupados com essas questões, com os prejuízos que o aquecimento global pode trazer, e começam a buscar soluções”, disse

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Cientistas lançam desafio à Fifa: salvar o tatu-bola da extinção ...




Neste momento, em alguma fábrica da China, imagino que estão sendo (ou já foram) produzidos alguns milhões de bonecos do Fuleco, o simpático tatu-bola que foi escolhido como mascote da Copa do Mundo 2014 no Brasil. Infelizmente, o número de tatu-bolas de verdade que caminham hoje pelas florestas secas da caatinga brasileira é bem menor do que isso. A espécie, conhecida cientificamente como Tolypeutes tricinctus, está ameaçada de extinção (consta como “vulnerável” no Livro Vermelho do ICMBio), assim como o ambiente natural do qual ela depende para sobreviver.
Pensando nisso, um grupo de pesquisadores do Nordeste resolveu fazer um desafio à Fifa e ao governo brasileiro, bem mais modesto do que a construção de estádios e outras obras megalomaníacas desse tipo: destinar 1 mil hectares de caatinga como área protegida para cada gol que for marcado na Copa do Mundo no Brasil. Considerando que cerca de 150 gols são marcados em média por torneio, isso implicaria na criação de 1.500 km2 de áreas protegidas no bioma. E se você está achando muito, saiba que isso representaria míseros 0,002 % da área total de ocorrência da espécie, delimitada na figura abaixo (estimada em 732 mil km2).
Não é pedir demais, né? Pra quem está gastando (no caso do Brasil) ou ganhando (no caso da Fifa) bilhões de dólares com o futebol e a venda de souvenirs do Fuleco, não custa muito dar esse cachê para o coitado do tatu-bola.
A proposta dos pesquisadores está descrita em um artigo publicado na revista científica Biotropica. O autor principal é o biólogo Enrico Bernard, da Universidade Federal de Pernambuco, Laboratório de Ciência Aplicada à Conservação da Biodiversidade. Ao receber o artigo, fiz uma rápida entrevista com ele por email:
Qual é a mensagem principal do artigo?
A escolha do tatu como mascote da Copa do Brasil é uma oportunidade ímpar para que FIFA e governo brasileiro estabeleçam um novo padrão de legado ambiental para as Copas.
Você acha que a Fifa poderá dar ouvidos a ela?
Espero que sim, afinal a escolha de uma mascote simboliza um comprometimento de quem o escolheu com uma causa. Aos escolherem o tatu-bola e ao batizarem-no com um nome cuja origem deixa claro a fusão de futebol + ecologia, a FIFA sinalizou que pretendia abordar este tipo de questão nesta Copa.
O tatu-bola foi uma boa escolha para mascote da Copa? Porquê? De que formas ele é representativo do Brasil e da biodiversidade brasileira?
Sob o ponto de vista de marketing a escolha do tatu foi apropriada: É um animal tipicamente brasileiro e que assume uma forma peculiar de bola, que obviamente remete ao futebol. Entretanto, o mal status de conservação da espécie e de seu habitat colocam tanto a FIFA quanto o governo brasileiro em uma situação delicada quanto à escolha. Eles precisarão agir efetivamente.
Também assinam o trabalho Felipe Melo (UFPE), José Siqueira (Universidade Federal do Vale do São Francisco), Braulio Santos (UFPB), Orione Álvares-da-Silva (ICMBio), e Gerardo Ceballos (Universidad Nacional Autonoma de México).
Segundo eles, apesar de toda a publicidade positiva gerada pela escolha do tatu-bola como mascote da Copa, a Fifa não fez absolutamente nada pela espécie até agora.
Compromissos. Proteger a caatinga seria o melhor meio de proteger o tatu-bola, já que a perda de habitat é uma das principais ameaças à sua sobrevivência. Segundo os dados apresentados no artigo, a caatinga brasileira já perdeu quase metade (47%) de sua cobertura vegetal original, que era de 845 mil km2 (11% do território nacional). Fora isso, o tatu é um constante alvo de caça das populações locais, como fonte alimentar de subsistência. A capacidade dele de se enrolar na forma de uma bola não ajuda muito nessas horas …
Além da criação de novas áreas protegidas, os pesquisadores cobram também do governo brasileiro a real implementação do projeto Parques da Copa, que em 2011 prometia investir US$ 275 milhões em 47 unidades de conservação (26 federais e 21 estaduais e municipais) que deveriam atrair visitantes durante a Copa. Dois anos depois, segundo os autores, o número de unidades supostamente beneficiadas foi reduzido para 16 e apenas 2% dos recursos prometidos foram de fato investidos até agora.
Por fim, resta perguntar: Quem tem mais chances de sair ganhando nessa Copa, a seleção brasileira ou o tatu-bola?
Essa vocês respondem !!!