sexta-feira, 30 de maio de 2014

51: Boa Idéia !!!


Algumas ações que podemos fazer em nosso dia a dia contra o aquecimento global.



1. Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente, utilizando-as você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.
2. Limpe ou troque os filtros do seu ar condicionado. Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.
3. Escolha eletrodomésticos de baixo consumo energético. Procure por aparelhos com o selo do Procel para nacionais ou Energy Star para importados.
4. Não deixe seus aparelhos em standby Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da
energia consumida quando ele está em uso.
5. Mude sua geladeira ou freezer de lugar ao colocá-los próximo ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles, nem pensar!
6. Descongele geladeiras e freezers antigos se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo. 
7. Feche suas panelas enquanto cozinha ao fazer isso você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar. Já as panelas de pressão economizam cerca de 70% do gás utilizado!
8. Use a máquina de lavar roupas/louça só quando estiverem cheias caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.
9. Tome banho rápido de preferência de chuveiro. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais
energia e água que um chuveiro.
10. Use menos água quente aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.
11. Mantenha a torneira fechada torneira aberta é igual a desperdício, com essa atitude você gasta de 12 a 20 litros de água por minuto. Se deixar pingando, são desperdiçados 46 litros por dia.
12. Pendure ao invés de usar a secadora você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.
13. Recicle no trabalho e em casa se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros
e metais) e dobrado (papel).
14. Faça compostagem cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem*: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.
15. Reduza o uso de embalagens. Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.
16. Compre papel reciclado. Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel
comum e poupa nossas florestas.
17. Utilize uma sacola para as compras sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.
18. Plante uma árvore, uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante
árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica
(www.sosmataatlantica.org.br) ou Iniciativa Verde (www.iniciativaverde.com.br) .
19. Compre alimentos produzidos na sua região, fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.
20. Compre alimentos frescos ao invés de congelados comida congelada consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.
21. Compre orgânicos além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais,
insetos e, ainda por cima, absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura “tradicional”. Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse agricultura orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera, portanto, incentive o comércio de orgânicos. *Compostagem: é o processo de transformação de materiais grosseiros, como palhada de cereais, sabugo de milho e estrume, em materiais orgânicos.
22. Coma menos carne o metano, emitido por bois e vacas, é um dos maiores responsáveis pelo efeito
estufa. Além disso, a produção de carne demanda uma quantidade enorme de água e terras.
23. Ande menos de carro use mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se
você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.
24. Não deixe o bagageiro vazio em cima do carro qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.
25. Mantenha seu carro regulado calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.
26. Dirija com atenção e não desperdice combustível escolha as marchas corretas, utilize o freio de mão ao invés do pedal quando possível, desligue o carro quando ele ficar mais de 1 minuto parado. Dessa forma,
você economiza dinheiro, combustível e preserva o meio ambiente.
27. Lave o carro a seco existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a
lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem.
28. Quando for trocar de carro, escolha um modelo menos poluente apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos.
29. Use o telefone ou a Internet a quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou a Internet pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.
30. Voe menos deixar de pegar um avião apenas uma ou duas vezes por ano faz uma diferença
significativa para a atmosfera.
31. Incentive sua escola, trabalho, condomínio ou comunidade a reduzir suas emissões de poluentes você pode se tornar um agente de grandes mudanças se, além de reduzir suas emissões de poluentes também estimular seus amigos a fazer o mesmo.
32. Economize CDs e DVDs, CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, pen drives ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.
33. Proteja as florestas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que
nunca. O papel delas no aquecimento global é grande, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.
34. Considere o impacto de seus investimentos o dinheiro que você investe não rende juro sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Informe-se com o seu gerente
antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.
35. Informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrata todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas.
36. Desligue o computador muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.
37. Considere trocar seu monitor o maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. Doe o antigo para uma instituição como o Comitê para a Democratização da Informática (www.cdi.org.br).
38. Não troque o seu MP3 ou celular, pelo menos enquanto estiverem em bom estado. Se o problema é a bateria, considere trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta, pois utilizam derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias.
39. No escritório, desligue o ar condicionado uma hora antes do final do expediente num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.
40. Não permita que as crianças brinquem com água toda brincadeira com água é divertida, mas passa uma ideia equivocada de que ela é um recurso infinito. Não deixe que seus filhos, irmãos ou crianças de sua
convivência brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.
41. No hotel, economize toalhas em alguns hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas
diariamente, para economizar água e energia.
42. Participe de ações virtuais a Internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore (www.clickarvore.com.br), que planta árvores com a ajuda dos internautas.
43. Instale uma válvula na sua descarga, instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário.
44. Economize água em suas viagens a distribuição de água no mundo é extremamente irregular. O Brasil, que possui um dos maiores reservatórios do mundo, tem um nordeste agonizante pela seca e pela pobreza. Ao viajar para regiões onde a água é escassa, economize mais ainda.
45. Recicle árvores todos os anos, toneladas de madeira e de plástico são jogadas no lixo, sem contar as toneladas de papel que usamos sem necessidade. Procure reaproveitar tudo o que puder e recicle, quando possível.
46. Não peça comida para viagem se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, prefira consumir sua comida lá mesmo ao invés de pedir para viagem. Assim você economiza as embalagens de plástico, papel e isopor utilizadas.
47. Regue as plantas à noite ao regar as plantas à noite ou de manhã, você impede que a água se perca na
evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.
48. Frequente restaurantes naturais / orgânicos experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos
agressivos ao meio ambiente.
49. Vá de escada para subir até dois andares ou descer três. Além de fazer exercício, você economiza
energia elétrica.
50. Faça sua voz ser ouvida pelos seus representantes. Use a Internet, cartas ou telefone para falar com os seus representantes em sua cidade, estado e país.
51. Promova essas ações oriente as pessoas do seu convívio social sobre os elementos apresentados nessa
lista de ações. Com certeza, cada um fazendo sua parte, o mundo ficará bem melhor para se viver.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sabões, detergentes e seus impactos no meio ambiente ...





Em sistemas que dependem do oxigênio, como rios e lagos, os agentes tensoativos interferem nas taxas de aeração, pela redução da tensão superficial do meio, que faz com que as bolhas de ar permaneçam um menor tempo que o previsto em contato com meio. Além disso, a formação de espuma na superfície com o movimento das águas impede a entrada de luz nos corpos d'água, essencial para a fotossíntese dos organismos subaquáticos.

Outro prejuízo causado pelos sabões e detergentes é a interferência que provocam nas aves aquáticas. Elas possuem um revestimento de óleo em suas penas e boiam na água graças à camada de ar que fica presa debaixo delas. Quando esse revestimento é removido, essas aves não conseguem mais boiar e se afogam.

Todos os sabões são produzidos a partir de matérias-primas biodegradáveis, óleos e gorduras que passaram por um processo de saponificação. Portanto, os sabões possuem tensoativos biodegradáveis. Já os detergentes sintéticos podem ou não ter tensoativos biodegradáveis, pois eles são provindos do petróleo, matéria-prima não renovável. Experiências mostram que os detergentes de cadeia carbônica não-ramificada são biodegradáveis, ao passo que os de cadeia ramificada não são (clique aqui e entenda melhor o que são cadeias carbônicas).

Atualmente, todos devem conter tensoativos biodegradáveis, de acordo com as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Contudo, os detergentes não são constituídos apenas de tensoativos. Eles também contêm substâncias conhecidas como agentes sequestrantes, cuja função é melhorar o poder de limpeza em águas duras (que têm maior concentração de íons de cálcio e magnésio, o que dificulta a ação de sabões e detergentes). Um dos agentes sequestrantes mais usados é o tripolifosfato de sódio. Porém, sabe-se que o uso desses agentes causa eutrofização dos corpos hídricos, pois eles são nutrientes para as algas e, quando vão parar num lago, favorecem a proliferação delas. Esse crescimento de algas em demasia interfere no equilíbrio natural e diminui o oxigênio dissolvido na água, acarretando a problemas na vida aquática. Em virtude disso, aumentou-se a pressão para retirada dessa substância e a troca por outra menos impactante ao meio ambiente. Muitas indústrias já estão diminuindo e retirando esse componente de sua fórmula.

Uma dúvida muito frequente sobre a confecção de sabão é sobre o uso da soda cáustica (NaOH). Sabe-se que ela é uma base forte (pH 14), podendo causar irritações na pele quando está no seu estado puro. Porém, quando ela é empregada na fabricação de sabão ocorre uma reação química de saponificação. A soda cáustica reage com os óleos no processo e resulta em sabão mais glicerina. Desta forma, quando o sabão passa por um processo de cura, toda soda cáustica presente reage com os óleos, formando um produto de pH próximo ao neutro.

Um dos aspectos mais relevantes para a venda dos produtos são as fragrâncias e os corantes. Esses componentes são importantes para a aceitação do produto pelo público, mas nem todas as pessoas têm uma sensação agradável pelo uso dessas substâncias. Elas podem causar alergias respiratórias, de contato, irritações e ressecamento da pele (saiba mais sobre os riscos aqui e aqui).

No meio ambiente, essas substâncias podem aumentar a demanda bioquímica de oxigênio, requerendo um tratamento prévio antes de serem lançadas nos corpos hídricos. Dê sempre preferência a fragrâncias e corantes naturais, pois eles têm menos riscos de causarem alergias e causam menos impacto ao meio ambiente.

Alternativas

Qualquer produto de higiene causa algum tipo de impacto. O importante é sempre ponderar o uso e fazer escolhas certas. Usar métodos físicos de limpeza, como varrer e aspirar, são importantes para diminuição de uso de químicos.

Sempre que possível, evite o uso do sabão e do detergente, busque alternativas de limpeza com produtos caseiros e igualmente eficientes, como o vinagre e o bicarbonato de sódio. Saiba mais sobre o poder de limpeza dessas duas substâncias e onde elas podem ser utilizadas.

Procure conhecer e testar os produtos de limpeza ecológicos que existem no mercado. Dê preferência aos que tenham selo de certificação. Isso significa que a empresa passou por uma auditoria sobre os processos e matérias-primas utilizadas.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Cher protesta contra Cristina Kirchner por estado de urso polar ...




A cantora e atriz americana Cher protestou em sua conta no Twitter contra à presidente argentina, Cristina Kirchner, pelas condições de tortura vividas pelo urso polar Arturo no zoológico da cidade de Mendoza, no oeste do país.
“Não choras por ele Argentina? Não há lágrimas de Cristina Kirchner pelas torturas ao urso polar Arturo. Suas mãos estarão manchadas de sangue quando ele morrer”, postou em sua página.
Ela se uniu à campanha para transferir Arturo a uma reserva no Canadá, como é pedido desde o final de 2013 por organizações ambientalistas e defensoras dos direitos dos animais. Cher pediu que seus seguidores retuitassem sua postagem para que a situação do urso seja conhecida, e encorajou outros famosos a se somarem à cruzada.
“Desde quando está bom que a água seja verde?”, ironizou a cantora.
O caso de Arturo, o único urso polar da Argentina, se tornou público no final de dezembro, quando uma onda de calor colocou em risco sua vida e surgiu a possibilidade de sua mudança ao Canadá. No entanto, em fevereiro, um grupo de especialistas, integrado por veterinários e funcionários do local, realizou um exaustivo estudo sobre o animal e descartou a mudança por conta de sua idade avançada.

terça-feira, 27 de maio de 2014

II ENPJA – Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental...



O II Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental será realizado de 29 a 31 de maio em Porto Alegre – RS. Seu principal objetivo é reunir pesquisadores docentes e discentes interessados no diálogo sobre o atual momento de investigação no tema e possibilidades futuras de atuação compartilhada. As inscrições serão aceitas até a data do evento. Os valores são: até 30/04 – R$50,00 para estudantes (graduação e pós-graduação) e R$ 80,00 para o público em geral (professores, pesquisadores, profissionais); após 30/04, – R$ 60,00 para estudantes e R$120,00 para o público em geral. Pesquisadores com apresentação de trabalho são isentos de taxa, devendo apenas enviar os dados solicitados no link: http://jornalismoemeioambiente.com/enpja/

sexta-feira, 23 de maio de 2014

ONU: população precisará de 40% a mais de água em 2030 ...



A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que, em 2030, a população global vai necessitar de 35% a mais de alimento, 40% a mais de água e 50% a mais de energia. Neste ano, as celebrações giram em torno do tema Água e Energia e a relação arraigada entre esses dois elementos foi destaque na reunião da ONU, em Tóquio.

Água e energia estão entre os desafios globais mais iminentes, segundo o secretário-geral da Organização Meteorológica Global e membro da ONU-Água, Michel Jarraud, em nota divulgada pela organização.

Atualmente, 768 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada, 2,5 bilhões não melhoraram suas condições sanitárias e 1,3 bilhão não têm acesso à eletricidade, de acordo com a ONU.

A situação é considerada inaceitável por Jarraud. Segundo ele, outro agravante é que as pessoas que não têm acesso à água tratada e a condições de saneamento são, na maioria das vezes, as mesmas que não têm acesso à energia elétrica.

O Relatório Global sobre Desenvolvimento e Água 2014, de autoria da ONU-Água, reforça a necessidade de políticas e marcos regulatórios que reconheçam e integrem abordagens sobre prioridades nas áreas de água e energia.

O documento destaca como assuntos relacionados à água impactam no campo da energia e vice-versa. Um dos exemplos citados lembra que a seca diminui a produção de energia, enquanto a falta de acesso à energia elétrica limita as possibilidades de irrigação.

Ainda de acordo com o relatório, 75% de todo o consumo industrial de água é direcionado para a produção de energia elétrica.

Energia e água estão no topo da agenda global de desenvolvimento, segundo o reitor da Universidade das Nações Unidas, David Malone, que este ano é o coordenador do Dia Mundial da Água em nome da ONU-Água, juntamente com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido).

O diretor-geral da Unido, Li Yong, destacou a importância da água e da energia para um desenvolvimento industrial inclusivo e sustentável. “Há um forte clamor hoje para a integração da dimensão econômica e o papel desempenhado pela indústria das manufaturas em particular, na direção das prioridades de desenvolvimento pós‐2015. A experiência mostra que intervenções ambientalmente saudáveis nas indústrias de transformação podem ser altamente efetivas e reduzir significativamente a degradação ambiental. Eu estou convencido que um desenvolvimento industrial inclusivo e sustentável será um elemento chave para uma integração bem sucedida das dimensões econômica, social e ambiental,” declarou Li, em nota da ONU.

O Dia Mundial da Água foi instituído em 1992. Desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, a data é referência para as discussões em busca de soluções para os conflitos existentes entre oferta e demanda de água ao redor do mundo.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A importância da Alfabetização Ecológica nas escolas brasileiras ...




É com imensa honra e satisfação que convidamos a Pedagoga e Educadora Ambiental do Rio Grande do Sul para dialogarmos sobre as ações pedagógicas que permeiam o lançamento do seu livro ABC Ambiental Ilustrado: Um Mundo Encantado Chamado Terra, com atividades para alfabetização em 2013. Felizmente, compartilharmos com os leitores do Jornal, um bate-papo ecológico muito especial sobre os novos conhecimentos que recomendam a vivência da cidadania ambiental entre os gestores, os educadores e os futuros pedagogos do Brasil.

Para conhecer ou pesquisar as informações voltadas para a educação ambiental que facilita e redimensiona a leitura e a escrita na escola, acesse o site do Projeto Apoema (www.apoema.com.br), que é direcionado por Berenice Gehlen Adams e embasado pela Política Nacional de Educação Ambiental, Todo esse referencial teórico é riquíssimo e bastante indicado para auxiliar a comunidade escolar (professor, diretor, aluno ). Segue a entrevista:

JMA: Qual sua visão referente à alfabetização que é desenvolvida nas escolas brasileiras? Relate alguma experiência que considera importante para ensinar valores que descrevem a qualidade de vida do cidadão brasileiro e do meio ambiente.

A visão que tenho sobre a alfabetização do Brasil não é nada otimista, Luciana, e ela vem de algumas pesquisas que fiz quando estava trabalhando no projeto do livro ABC Ambiental Ilustrado, pois evidenciaram que os processos de alfabetização, da maioria das escolas do nosso País, não têm apresentado bons resultados e estes vão refletir em diversos problemas de aprendizagem dos alunos, ao longo da sua vida escolar, como por exemplo: leitura lenta; problemas de interpretação; muitas dificuldades em escrever uma boa e simples redação; e, o pior deles, o da falta de interesse pela leitura. Quanto a relatar alguma experiência, ressalto que todas as atividades que sensibilizem as crianças sobre o meio ambiente para a importância da vida e evidenciem que há uma conexão entre tudo e todos, são fundamentais. Utilizar recursos didáticos como livros e outros que envolvam os sentidos para aguçar a percepção ambiental, também é muito importante, como áudios, vídeos, fotografias, ilustrações. A exploração de diferentes espaços como parques, praças, museus, espaços públicos e ambientes ao ar livre – desde que sejam seguros – é fundamental para o envolvimento das crianças com essa ciranda que se chama VIDA.

JMA: Como pedagoga experiente e apaixonada pela preservação do meio ambiente, o que de fato motivou a produção do livro ABC Ambiental Ilustrado: Um Mundo Encantado Chamado Terra com atividades para alfabetização no ano de 2013? De que forma ele instrumentaliza ou apóia educadores do Rio Grande do Sul e das demais cidades brasileiras? 

Eu sempre tive um imenso desejo de produzir um livro didático para as crianças que estão ingressando no mundo da leitura e da escrita, e que pudesse aliar o processo de alfabetização propriamente dito, ao desenvolvimento de uma consciência crítica em relação ao meio ambiente. Eu sou muito a favor de livros textos para a alfabetização, que são também chamados de “cartilhas”, pois eles podem funcionar como passaportes para o mundo da leitura, mas infelizmente, não temos boas produções à nossa disposição por disponibilizarem textos que privilegiam os fonemas, as letras, e muitas vezes não têm sentido algum para a criança. A maioria deixa a desejar em se tratando de conteúdo. O ABC Ambiental Ilustrado é um livro que traz para cada letra um poema, e apresenta ilustrações e fotos com conceitos que podem ser explorados pelos professores, no processo de alfabetização. Ele pode ser pintado, recortado, desenhado, escrito, lido, enfim, pertencerá à criança, e ela poderá apropriar-se dele. Nesta fase as crianças aprendem muito mais com o concreto, com o que podem manipular, por isto entendo que o livro, nesta fase, é fundamental. Em relação ao seu conteúdo, há a preocupação de apresentar palavras que evocam o nosso sistema de vida e tudo o que ele envolve. Caberá a cada docente ampliar estes conceitos, inserindo-os no universo de seus alunos, abordando a interdisciplinaridade que estiver nele implícita. Uma cartilha ou um livro texto que não seja extrapolado pelos professores em suas atividades, nunca trará bons resultados, por si só. Como o ABC Ambiental Ilustrado foi lançado no final de 2013, não há, ainda, experiência concreta a se relatar. Há um projeto piloto da sua aplicação em andamento para o ano letivo de 2014 em parceria com uma cidade de Minas Gerais, então, os resultados poderão ser colhidos, apenas, no final desta aplicação. Estou muito confiante de que se trata de um recurso pedagógico que pode enriquecer no processo de alfabetização, bem como na inserção da Educação Ambiental à rotina escolar da educação básica salientando que pode ser utilizado em qualquer localidade do País.

JMA: A organização do livro contou com sua vivência de educadora por meio de fotos, desenhos e outros detalhes que dignificam seu amor pela natureza. O professor precisa vivenciar a educação ambiental antes de apregoá-la para seus alunos?

A Educação Ambiental é uma prática em que a maioria dos professores já está engajada, quer seja por determinação das escolas, ou como iniciativa do professor por exercício de sua cidadania planetária. O docente, necessariamente, deve acompanhar o que acontece no mundo para abordar em suas aulas, e o mundo está mostrando que precisamos dar maior ênfase a atitudes que minimizem os danos ao meio ambiente, então, este recurso pedagógico pode ser um grande aliado, principalmente se o professor não tiver familiaridade com a Educação Ambiental em seu contexto teórico (muitos docentes utilizam especificamente e de forma estanque as datas comemorativas e temas fechados como lixo, poluição, reciclagem, raramente enfocando a beleza da vida,de sua plenitude, evidenciadas nas suas infindáveis lições, trabalhando o meio ambiente e seus “problemas” ao invés de abordar o meio ambiente e a vida que ele abriga.). Para estes professores, o livro poderá ser um incentivo para que ele se engaje a esta prática, que nada mais é do que trazer a vida em seu amplo contexto para dentro das atividades escolares. 

JMA: De acordo com suas experiências pedagógicas, como o professor pode articular conhecimentos práticos referentes aos temas complexos, como o aquecimento global, a reciclagem do lixo, a poluição dos mares etc? Nesse sentido, poderia indicar duas sugestões de atividades que considera primordiais para fundamentar a alfabetização ecológica no contexto escolar?

Luciana, eu procuro enfatizar que a Educação Ambiental mais profunda é aquela que promove um trabalhado educativo sob o prisma de como a vida funciona, as relações existentes entre diferentes ecossistemas, envolvendo todas as disciplinas, associando os conteúdos curriculares possíveis – uma vez que estes devem ser atendidos -. Esta Educação Ambiental desperta o interesse das crianças de forma que elas se sintam alegres e envolvidas em descobertas, caso contrário, sem este envolvimento, a criança fica assustada com abordagens como: “Precisamos salvar o Planeta”, ou que “O Meio ambiente está sofrendo”. Elas ainda não têm a capacidade de alcançar a compreensão de futuro, e por isto se sentem impotentes diante tantos problemas que nem foram elas quem criaram. Por este motivo, sugiro que a Educação Ambiental seja abordada por um foco mais abrangente de meio ambiente, uma vez que, normalmente, partimos de algum “problema” para praticar a Educação Ambiental. Porém, isso não impede que estes temas que você levantou, Luciana, sejam trabalhados, mas devem estar dentro de um contexto que seja significativo para as crianças. Para abordar o tema “aquecimento global”, uma sugestão é fazer uma visita a alguma estufa de mudas, podendo ser em floriculturas ou viveiros florestais, e mostrar como funciona esta estufa (Em não podendo sair com as crianças, pode-se utilizar um livro que trate do assunto, ou um vídeo). A partir deste aprendizado, o professor cria atividades que possibilitem uma associação ao efeito estufa natural da Terra, para que as crianças percebam que sem ele seria tão frio que não haveria vida no Planeta, assim como algumas plantas precisam da estufa para germinar e crescer. Depois de compreendido, aí se chega ao assunto aquecimento global, para a compreensão de que o calor nesta estufa natural da Terra se acentua pelo excesso de fumaça que é liberada no ar (explorar diferentes tipos de fumaça, bem como as atividades que geram fumaça). Enquanto o professor perceber que há interesse no assunto, explora-o até o esgotamento ou até que perceba outro tema que possa dar continuidade. Em relação à sugestão para um trabalho focado em reciclagem, será muito apropriado partir de algo concreto, que evidencie o sistema de reciclagem natural que existe na terra, pela decomposição de material orgânico, podendo ser visto em composteiras, que podem ser feitas na própria escola. Fazer um minhocário, também é bem simples e mostra como as minhocas transformam o lixo orgânico em húmus. A partir disto, podem-se explorar muitas atividades interdisciplinares enfocando os resíduos que geramos e o tempo que demoram em se decompor, desde atividades artísticas, até brincadeiras com a sucata, criação de histórias, entrevistas, visitas a feiras, etc, lembrando que, ao tratar o tema reciclagem deve ser tratado, também, o tema redução de consumo.

JMA: Fale sobre a importância da arte ambiental, que pode ser articulada por meio de teatros, músicas,vídeos,confecção de recicláveis, os quais ajudam o professor a reeducar seus alunos para a preservação da natureza. Você acha que as indústrias podem fabricar brinquedos ecológicos e, desse modo, ajudar os educadores a desenvolverem essa missão educacional?

A arte, de todos os tipos, é uma das mais belas maneiras que se pode fazer a Educação Ambiental de forma interdisciplinar. A sucata é uma importante matéria prima, porém, é preciso salientar que estes materiais devem ser previamente solicitados, dando um prazo para a sua coleta de resíduos limpos que a família da criança costuma produzir durante uma semana, por exemplo. Nunca solicitar que as crianças tragam materiais específicos como: 3embalagens de garrafas PET, 2 embalagens de copos de Iogurte, 1 embalagem de pote de sorvete, etc, pois muitas famílias que não fazem uso de certos produtos passarão a consumi-los porque é preciso mandar para a escola do filho – aí está havendo um incentivo ao consumo, e o que é pior, de maneira forçada. Há muitos relatos de pessoas que passaram a comprar um determinado produto, pois alguém o recicla muito bem, ou precisam levar para um curso ou para a escola. Se gerarmos uma dependência destes recursos, geramos outro problema, ao invés de minimizá-lo. Mas, a reciclagem deve sim, ser incentivada como recurso pedagógico de fácil acesso. Tem muito material educativo encontrado no lixo, e isto são poucos os que compreendem. Há muitas pessoas que são completamente contra a utilização da sucata, mas pelos motivos que citei, e com razão. Sobre a produção de brinquedos ecológicos, estes, sem dúvida, são muito bem-vindos para apoiar a Educação Ambiental! 

JMA: O órgão gestor de educação ambiental (Ministério do Meio Ambiente e Mistério da Educação) no Brasil pode e deve ajudar os educadores a resolverem os problemas ambientais. Poderia citar algum referencial educativo (livro, vídeo, projeto) indicado por eles, os quais auxiliam o trabalho de alfabetização realizado no contexto escolar?

Há muito tempo eu acompanhava bem de perto as atividades do MMA, Luciana, e nesse tempo percebia um grande esforço, principalmente na época da Ministra Marina Silva, o MA e a EA no Brasil tinham mais destaque. Foi um tempo em que muitos ideais da Educação Ambiental tomaram corpo nas ações de educação. Houve uma explosão de Redes de EA por todo o Brasil, graças a REBEA (Rede Brasileira de Educação Ambiental). Foi quando nasceram muitos projetos como as Salas Verdes, os Coletivos Educadores, e produziam materiais informativos, publicações, entre outros, mas há muito tempo que não acompanho mais o Órgão Gestor do MMA, por não ter nenhum envolvimento, atualmente. Além disto, ao final de 2012 o Projeto Apoema – EA deixou de ser ONG e passou a ser programa socioambiental da empresa Apoema Cultura Ambiental, justamente por falta de possibilidades reais de parcerias com o Governo, por falta de incentivo e pela burocracia desgastante dos processos para apoios a projetos. 

JMA: O desafio de implementar as políticas públicas voltadas para a sustentabilidade nos currículos escolares é algo fundamental para melhorar a qualidade do ensino no Brasil. Segundo as pesquisas acadêmicas (Berenice Adams/Vilmar Berna/Moacir Gadotti), as crianças e os adultos compreendem melhor os valores essenciais para a convivência social no planeta Terra, tais como respeitar a diversidade cultural e zelar pelo local de moradia. O que falta de fato para que os governantes, os educadores, as famílias brasileiras dialoguem sobre a cidadania ambiental no contexto escolar?

Esta sua pergunta, Luciana, dá um bom tema para uma tese, e por isso, respondê-la é um desafio. O que falta, principalmente no nosso Governo é: coerência; respeito, conhecimento, atitude, seriedade, boa vontade e principalmente, o exercício da cidadania planetária. De um lado, nossa legislação ambiental brasileira é a mais completa do mundo, de outro, o nosso Governo permite verdadeiras atrocidades, como por exemplo, a transposição do Rio São Francisco, a construção de grandes usinas hidrelétricas, o desrespeito com os povos indígenas, e por aí vai. Assim, ocorrem inúmeros retrocessos, em prol de grandes corporações que lucram com a devastação. Para mim, este é o ponto crucial que justifica a falta de um diálogo sobre cidadania ambiental no contexto escolar, é um reflexo dessa irresponsabilidade ambiental governamental.

JMA: Fale sobre a revista eletrônica Educação Ambiental em Ação (www.revistaea.org) que você articula com amigos, colaboradores, parceiros e ambientalistas renomados para ajudar a disseminar a educação ambiental no Brasil. Fale sobre essa “alfabetização de idéias e projetos ecológicos” que beneficiam aqueles que não sabem zelar pelo meio ambiente. Os universitários podem mobilizar algum trabalho acadêmico por meio dela? Como?

A revista eletrônica Educação Ambiental em Ação é uma produção virtual, e é fruto de um desejo de educadores ambientais e produtores culturais de diferentes áreas de atuação, de diversas partes do País, - sendo uma das participantes da Argentina -, todos integrantes do GEAI (Grupo de Educação Ambiental da Internet), que se articula como rede, fundado em 2000. A cada dia aumenta de forma muito significativa a participação de acadêmicos e universitários que enviam suas experiências, ações, pesquisas em seus artigos, que são avaliados e, se aprovados e estando de acordo com as normas da revista - que estão disponíveis no site - são publicados. A revista conta, ainda, com diversas seções como: Dinâmicas, Textos de reflexão, Educação, Sugestões Bibliográficas, Arte e Ambiente, Práticas de Educação Ambiental, Entrevistas, entre outras. Normalmente elaboramos um cronograma anual definindo o tema de cada edição, elegendo uma frase que será o “norte” dos nossos trabalhos. Acredita-se que a produção é uma grande contribuição para todos que queiram aprimorar suas práticas relacionadas à Educação Ambiental. Sua periodicidade é trimestral e desde 2001, quando foi lançada, já tivemos mais de 4 milhões de acessos, um número muito significativo para uma produção que não faz uso de publicidade, evidenciando a grande procura pelo assunto Educação Ambiental.

JMA: O ensino da educação ambiental pode e deve ser articulado nos cursos de Pedagogia, mas, infelizmente, esse processo de reeducação é algo difícil, burocrático e desafiador para as universidades e faculdades brasileiras pela falta de apoio pedagógico para implementar atividades práticas, como organizar uma horta escolar, por exemplo. Poderia socializar alguns conselhos ambientais concernentes à aplicação de conhecimentos práticos para os futuros pedagogos do Brasil?

A falta da Educação Ambiental nos cursos de formação de professores, de Pedagogia, - e de outros cursos de outras áreas do conhecimento - evidencia mais uma contradição das nossas políticas públicas, sendo que a Lei Nº 9.795, que institui o Programa Nacional de Educação Ambiental, abarca os seguintes artigos que se relacionam ao seu questionamento:

Art. 10 A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal. 

§ 1o A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino. 

§ 2o Nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao aspecto metodológico da educação ambiental, quando se fizer necessário, é facultada a criação de disciplina específica. 

§ 3o Nos cursos de formação e especialização técnico-profissional, em todos os níveis, deve ser incorporado conteúdo que trate da ética ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas. 

Art. 11 A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores, em todos os níveis e em todas as disciplinas. 
Parágrafo único. Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação, com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental. 

Art. 12 A autorização e supervisão do funcionamento de instituições de ensino e de seus cursos, nas redes pública e privada, observarão o cumprimento do disposto nos arts. 10 e 11 desta Lei.

Na prática, infelizmente, isto não acontece, evidenciando descaso e irresponsabilidade no descumprimento desta Lei, criada já em abril de 1999, e, ainda hoje, a maioria dos professores e dos espaços de educação desconhecem a sua existência.

Concluo a minha resposta, então, Luciana, com alguns conselhos a quem está fazendo Pedagogia: 

- Conheça os documentos referência da Educação Ambiental, facilmente encontrados na Internet: A Lei 9795; Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global; e, a Carta da Terra (existem muitos outros, mas estes eu considero como principais);

- Leia artigos pedagógicos que tratam de experiências de Educação Ambiental relacionadas ao que é do seu interesse. Se trabalha com corpo docente e equipe diretiva, busque por experiências que promovam a capacitação em Educação Ambiental e sensibilização de docentes e da equipe; se trabalha com crianças, inteire-se de práticas, dinâmicas, e atividades relacionadas; se trabalha em empresa, busque conhecer como a Educação Ambiental é trabalhada nestes ambientes empresariais.

- Elabore um projeto de Educação Ambiental e busque meios de aplica-lo no seu ambiente acadêmico.

A partir daí, o caminho estará aberto para muitas descobertas que implicarão em uma melhor visão da Educação Ambiental e da sua relação direta com o ser pedagógico de cada um.

JMA: O Projeto Apoema oferece cursos ou palestras direcionadas aos educadores brasileiros. Quais são eles e como acessá-los para que gestores e professores adquiram conhecimentos para enriquecer a prática da educação ambiental dentro e fora do contexto escolar?

Por algum tempo o Projeto Apoema desenvolveu três cursos de Educação Ambiental à distância, através da Apoema Cultura Ambiental, que é a empresa pela qual presto estes serviços e publico os livros de Educação Ambiental. Como os recursos tecnológicos dão saltos grandes em curtos espaços de tempo, resolvemos dar uma reelaborada no ambiente virtual e em breve pretendemos retomá-los. Em relação a palestras, atualmente venho desenvolvendo o tema: Cultivando um jardim de atitudes sustentáveis e pode ser abordado tanto com professores como com crianças a partir dos 10 anos. Além disso, faço oficinas com professores que tratam dos documentos referência da Educação Ambiental. Muitas instituições me procuram para elaborar projetos (tanto escolas como empresas) muitas vezes já com um tema específico, para o qual preparo a palestra ou a oficina em forma de “encomenda”. 

JMA: Fale sobre o consumo infantil no Brasil e as ações que envolvem a alfabetização ecológica para sanar a crise ambiental que tende a agravar-se no mundo inteiro.

Este é um tema, Luciana, que tem grande importância dentro do contexto da Educação Ambiental porque ele precisa extrapolar o ambiente escolar para chegar nos lares, nos pais, nos avós, na comunidade, pois as crianças só consomem o que os adultos adquirem para ela. A escola poderá, através de eventos, de informativos, de atividades desafiadoras, levar a comunidade a perceber que consomem muito mais do que necessitam, conscientizando-os para o consumo sustentável. Outro ponto desta questão do consumo infantil é o da própria escola incentivar o consumo através da sua cantina, disponibilizando produtos alimentícios de baixa qualidade. 

JMA: Deixe um recado eco especial para os leitores do Jornal Meio Ambiente e seus contatos para serem divulgados para os educadores brasileiros.

A Educação Ambiental é um processo apaixonante e transformador, e não se trata, de forma alguma, de se incluir mais conteúdos ao currículo escolar ou torná-la uma disciplina, mas sim, ela nos propõe a evocar um novo olhar no nosso fazer educacional, que inclui o ambiente em sua totalidade, às práticas rotineiras. Sou míope, e lembro-me perfeitamente do dia em que saí da ótica com meus óculos novos. Na época eu tinha treze anos. Fiquei maravilhada com tudo o que via... Eu podia ver cada folha das árvores, podia distinguir o tipo de pássaro que voava, podia ver o rosto bem definido das pessoas, quando antes tudo era nebuloso. É mais ou menos isto o que se sente em relação à educação, quando colocamos as lentes da Educação Ambiental, é quase um encantamento. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Biogeografia aplicada ao turismo ...



A Biogeografia é um ramo da Geografia estudada há bastante tempo. O próprio pai da Geografia Moderna, Alexander von Humboldt, assim como diversos outros exploradores, contribuíram em seus aportes teóricos.
A Biogeografia é uma ciência de caráter multidisciplinar, que tem por objetivo integrar disciplinas da Geografia com as de Ciências Biológicas, como a Ecologia e a Biologia Evolutiva, além de outros campos do conhecimento (Geologia, por exemplo), para entender o processo de distribuição da biodiversidade e ecossistemas no espaço geográfico, através do tempo geológico.
Segundo Raphael de Carvalho Aranha, um dos organizadores do recém lançado Geografia aplicada ao Turismo, “dentre as principais atribuições da Biogeografia podemos destacar, além da influência natural, a possibilidade de diagnosticar a interferência antrópica (ação humana), possibilitando assim, construir cenários futuros e poder contribuir para a preservação e conservação de áreas e espécies. Dessa forma, abre a possibilidade de apontar dados para mitigar ações negativas antrópicas.”
Biogeografia e ecoturismo
Definido pelo Ministério da Indústria, Comércio e Turismo e pelo Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal como: um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas, a aplicação da Biogeografia na atividade turística pode ser largamente desenvolvida na prática do ecoturismo.
Assim, além de valorizar as premissas ambientais, sociais, culturais e econômicas, o ecoturismo inclui a interpretação ambiental como fator importante durante a experiência turística. Ele também passa informações e curiosidades relacionadas à natureza, aos costumes e à história local, possibilitando uma integração mais educativa e envolvente do turista com a região, o qual passa a respeitá-la e conservá-la.
O ecoturista interage ativamente com a comunidade tradicional e a natureza tal como ela é, tentando sempre promover o menor impacto ambiental negativo. Ele possui uma atitude proativa, sempre procurando escutar curiosidades e particularidades relativas ao local, o que permite uma viagem com valor agregado de conhecimento e contato com tudo que diz respeito ao destino visitado.
Torna-se necessário, com relação às acomodações, valorizar a simplicidade sem descuidar do conforto, já que luxo e sofisticação são dispensáveis, pois quem busca o ecoturismo quer vivenciar a natureza em seu estado maior, sentindo de fato sua presença por meio de sons (de animais, rios, cachoeira, mar etc.), aromas e sabores da culinária regional.
O ecoturismo deve ser uma atividade econômica de pequena escala, menos impactante negativamente, e seus adeptos, pessoas conscientes com relação à preservação e conservação ambientais e culturais, proporcionando ao habitante local a valorização da região e a geração de renda.

O turismo em áreas naturais é uma atividade que, se bem planejada e desenvolvida, pode trazer benefícios amplos para as populações locais, como a oportunidade de diversificação e consolidação econômicas; a geração de empregos; a conservação ambiental; a valorização da cultura; a conservação e/ou recuperação dos patrimônios histórico, artístico e ambiental; a recuperação da autoestima dos habitantes locais; e a redução da emigração, principalmente de jovens.
O Brasil possui um campo muito vasto e promissor para a atuação do profissional do turismo na área de ecoturismo, que se tornou um segmento promissor. Tornaram-se necessárias a qualificação de profissionais de ecoturismo; melhorias nas acomodações existentes; a construção de novos empreendimentos; a valorização da gastronomia local; e melhorias na infraestrutura básica da cidade, como transporte público, hospitais e postos de saúde, farmácias, saneamento, coleta de lixo, telefonia, entre outros.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

EXCLUSIVO: O perigo de esquentar comida em recipientes plásticos, no forno de microondas, é real ...


EXCLUSIVO: O perigo de esquentar comida em recipientes plásticos, no forno de microondas, é real ...

Circulam periodicamente pela internet, em e-mails, uma advertência segundo a qual o aquecimento de comida no forno de microondas, feito em recipientes de plástico, libera uma substância que pode causar câncer, a dioxina.

Diferentemente do que ocorre muitas vezes nesse tipo de mensagem, nesse caso, o risco é real e concreto. O Instituto Nacional do Câncer, através de sua Coordenação de Prevenção e Vigilância do Câncer, emitiu em março passado uma nota técnica sobre a dioxina, em que confirma não só a toxicidade da substância, mas também admite seu potencial carcinogênico.

Explica a nota que “a dioxina é um composto orgânico incolor e inodoro. É um subproduto espontâneo resultante de fenômenos e desastres naturais como a atividade vulcânica e os incêndios florestais, assim como da atividade do homem (indústria de plásticos, incineração, branqueador de papel e escapamento de gases de automóvel). A dioxina se encontra em todas as áreas onde haja atividade industrial, tanto no solo, na água e no ar, como nos alimentos – até mesmo no leite materno. Em geral, o risco de contato por inalação e contato dérmico é baixo”.

No aspecto alimentar, o Inca explica que “a dioxina detectada na terra, em sedimentos e suspensa na água será absorvida pelas plantas e subseqüentemente ingerida por animais e armazenada no tecido adiposo deles. O consumo de tecidos animais e vegetais (incluindo as verduras) é o modo de entrada da dioxina no corpo humano”.

Outro modo dos seres humanos terminarem a ingerindo é justamente pelo aquecimento de plásticos contendo alimentos, o que ocorre rotineiramente no uso do microondas.

A toxicologista Silvana Turci, chefe da Área de Vigilância do Câncer relacionado ao Meio Ambiente e ao Ambiente de Trabalho do Inca explica que a dioxina é um subproduto gerado no processo de fabricação do plástico e que, a princípio, nem a indústria teria como aferir a qualidade da matéria-prima quanto a essa contaminação. Isso porque, no Brasil, apenas um laboratório, da Petrobras, tem aparato técnico nesse sentido.

Assim, qualquer plástico pode conter dioxina, desde brinquedos a garrafas PET. Porém, em condições normais de temperatura, o composto não é liberado. Visto que não há como ter segurança quanto à presença ou não da dioxina num plástico específico, vale o princípio da precaução. Ou seja, o recomendável é que nunca se aqueça alimentos no microondas em recipientes desse material. O melhor é transferir a comida para vasilhas de vidro que suporte o calor (temperado). Essa cautela se aplica também para as bandejas de espuma em que são acondicionadas lasanhas e outras massas, por exemplo.

Tal cuidado é simples e pode evitar danos sérios à saúde. Segundo a nota técnica do Inca, a dioxina se acumula no tecido gorduroso de animais e todos os estudos realizados com eles têm revelado o potencial cancerígeno do composto, mesmo em baixas doses.

“É uma substância com efeito cumulativo e residual a longo prazo. O tempo de meia vida é de, em média, 7 anos”, diz o alerta, informando ainda que alguns estudos têm relacionado a exposição a dioxinas com problemas reprodutivos e deficiências do sistema imunológico.

Outra advertência

Mas em relação ao filme plástico, tão utilizado para embalar alimentos? Silvana Turci explicou que esse uso também implica em riscos, embora a via de contaminação seja diferente. O problema, segundo ela, é que os compostos tóxicos presentes no plástico – principalmente os clorados – são solúveis em gorduras e isso faz com que sejam atraídos por elas.

Na prática, um sanduíche com manteiga ou requeijão, por exemplo, pode ser contaminado por esses compostos e, de novo, o melhor é aplicar o princípio da precaução.

A mãe que envia o lanche do filho para a escola pode lançar mão do papel alumínio, que não apresenta esse problema. Mas, para Silvana Turci, o ideal mesmo seria a retomada de hábitos antigos, como acondicionar o sanduíche ou a fruta em um pano de prato, num saquinho de papel ou – para os mais adeptos da modernidade – num pedaço de papel toalha.

Desinformação

Um dos maiores inimigos do consumidor ainda é a falta de um alerta maciço sobre esses necessários cuidados e, também, as informações truncadas que, muitas vezes, terminam circulando, sobretudo no território livre da internet.

Um caso clássico é o dos absorventes internos, que foram foco de um e-mail alarmista – e equivocado –, advertindo sobre a presença de dioxina neles. A mensagem levou a marca Tampax a garantir, em seu site, que o produto fabricado por eles não contém a substância.

“Este é um aspecto que tomamos com a maior seriedade e responsabilidade, pois foi comprovado em experimentos independentes de laboratório que a dioxina (conhecida tecnicamente como 2,3,7,8-tetraclorodibenzodioxina) tem produzido câncer”, diz o texto.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Rotina de trabalho sustentável já existe em 200 instituições públicas ...




É possível tornar o local de trabalho um ambiente agradável e, principalmente, sustentável. Muitas instituições da administração pública já incorporam ações que permitem transformar a rotina do órgão e economizar gastos públicos. Essa é a proposta do programa do Ministério do Meio Ambiente (MMA), chamado Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), que comemora 15 anos de existência em 2014.
A A3P pretende incorporar os princípios da responsabilidade socioambiental nas atividades da administração pública. As ações vão desde a mudança nos investimentos, compras e contratações, passando pela sensibilização e capacitação dos servidores, gestão adequada dos resíduos e recursos naturais, até a promoção da qualidade de vida no ambiente de trabalho.
Troca de experiências – Atualmente, mais de 200 órgãos públicos, entre federais, estaduais e municipais fazem parte do programa. Também existe um canal de comunicação, chamado Rede A3P, que permite a troca de experiências entre os participantes, servindo de estímulo e exemplo. São quase 500 órgãos cadastrados e 1.200 pessoas.
Para a coordenadora do Programa de Responsabilidade Socioambiental do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ketlin Scartezini, as boas práticas no trabalho passam pela adoção dos 5R’s (reduzir, repensar, reaproveitar, reciclar e recusar consumir produtos que gerem impactos socioambientais significativos), assim como no investimento na melhoria contínua. O STJ é parceiro do programa A3P desde 2010.
“A gente desenvolve uma série de ações procurando sensibilizar os servidores com relação ao uso racional de recursos, ao planejamento das compras de materiais e a eficiência nos processos de trabalho”, explica. Essa tem sido a campanha atual do STJ que está focada no consumo consciente. Ketlin Scartezini explica que o objetivo é passar de unidade em unidade, com os dados de cada um e sensibilizar o servidor com relação a quanto ele impacta no todo. “Fazemos isso para as unidades se sentirem inseridas no processo, por meio de uma palestra impactante que fala da realidade do dia-a-dia”, enfatiza.
Uma ação que merece destaque no órgão é a virtualização dos processos, pois o STJ foi o primeiro tribunal federal a extinguir o processo em papel e desenvolver um sistema no qual todas as fases de tramitação são feitas por meio eletrônico. Iniciativa pioneira e inovadora que garante a redução no consumo de papel. A coordenadora destaca que, nessas palestras, esse é um ponto reforçado, para que os funcionários possam estar sempre atentos a esse modelo que gera economia.
Mais ações – Na Agência Nacional das Águas (ANA) o consumo de papel também está sendo reduzido. Caiu de 6 mil resmas em 2008 para 3 mil em 2013. “Trabalho de conscientização e educação ambiental junto aos servidores”, justifica a coordenadora da Comissão de Gestão Ambiental da ANA, Magaly Vasconcelos. Uma das campanhas de conscientização do órgão é justamente o servidor consciente que cuida do meio ambiente. Aquele que executar bem as ações da A3P na sua estação de trabalho recebe um cartão verde e um certificado. Os que ainda merecem atenção e cuidados em alguns pontos recebem o cartão amarelo ou vermelho.
Já os resíduos sólidos que são separados na agência têm destinação final adequada. Lâmpadas e cartuchos, por exemplo, são recolhidos por uma empresa. Em 2013, 21 toneladas de resíduos foram doadas para cooperativas. Está prevista, inclusive, a criação de um galpão na área central onde fica o órgão para recolhimento desses materiais. “O resíduo sólido atende bem à sustentabilidade, pois possui viés econômico, social e ambiental”, acrescentou Magaly Vasconcelos.
Cuidar do que é nosso – Os funcionários da ANA também recebem atenção especial quando o tema é não desperdiçar água. Há investimento constante na infraestrutura, tanto que está previsto para esse ano a individualização dos hidrômetros no local onde fica a sede da ANA e de mais sete órgãos federais, além da troca de tubulação para evitar vazamentos. As torneiras do prédio já foram trocadas pelas de monocomando (que permite o controle da abertura e fechamento da água em apenas um comando).
Magaly explica que as ações não param por aí. Está em andamento a construção totalmente sustentável de um novo bloco, prevista a aquisição de uma academia no espaço comum que o órgão divide com outras instituições e a elaboração de um projeto para reutilização da água da chuva.