quarta-feira, 30 de abril de 2014

A inteligência das plantas revelada ...




Em 1880, o naturalista britânico Charles Darwin foi o primeiro a escrever que as extremidades das raízes vegetais "agem como o cérebro de animais inferiores". Desde então, cientistas descobriram que as plantas atuam também como se tivessem linguagem, memória, visão, audição, defesas e cognição. Percebem-se como indivíduos e são capazes de fazer escolhas. Em outras palavras, elas têm o que Darwin previa no último parágrafo de seu livro O Poder do Movimento nas Plantas: inteligência.


As evidências para isso vêm de diversos países ao redor do globo, em instituições de pesquisa como a Universidade da Califórnia e a Universidade de Washington, nos Estados Unidos, o Instituto Max Planck e a Universidade de Bonn, na Alemanha, a Universidade de Lausanne, na Suíça, além de institutos de pesquisa no México, França, Itália e Japão.

Nos últimos meses, diversos estudos, publicados em revistas científicas como Nature, Science ou Plos One têm demonstrando o funcionamento dessas até então desconhecidas habilidades vegetais. E provado que as plantas estão longe de ser criaturas passivas, como se acreditava. Um dos estudos mais recentes, divulgado no fim do ano passado na revista Ecology Letters, mostrou como as plantas se comunicam por meio de compostos voláteis. Viajando pelo ar, eles avisam outras árvores sobre a presença de herbívoros potencialmente perigosos — as folhas recebem a mensagem e tornam-se mais resistentes às pragas.

"As plantas são capazes de comportamentos muitíssimo mais sofisticados do que imaginávamos", afirma o biólogo Rick Karban, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e principal autor do estudo sobre comunicação vegetal. "Elas passaram por uma seleção em que tiveram de lidar com os mesmos desafios que os animais e desenvolveram soluções que, às vezes, guardam semelhanças com as deles." É o avanço dos estudos em biologia e fisiologia vegetal, aliado a tecnologias mais potentes para conduzir experimentos e recolher dados, que está fazendo com que os cientistas percebam que árvores e arbustos são criaturas sensíveis, que dividem o mesmo espaço com os animais na escala evolutiva.

A língua das plantas — Quem está mostrando as evidências mais contundentes de uma cara característica animal — a linguagem — nos vegetais são pequenas artemísias. Há mais de uma década, Karban cuida do cultivo de quase cem delas em um campo aberto na Califórnia. Regularmente, suas folhas ganham pequenos cortes que imitam dentadas de insetos para que emitam os compostos orgânicos voláteis, conhecidos pela sigla VOC. O objetivo é entender o papel desses elementos perfumados na natureza, que parecem enviar mensagens muito precisas de uma planta para outra.

Com seu campo californiano, Karban não só provou que esses compostos existem, como percebeu que eles viajam a até 60 centímetros de distância e são percebidos por outros ramos da planta, por pés vizinhos da mesma espécie e, por vezes, por outras espécies que estão ao lado. "As plantas coordenam suas defesas e as de seus parentes", afirma Karban, que estuda o tema há mais de trinta anos. "Esse e outros trabalhos indicam que a comunicação entre os vegetais é um fenômeno real que ocorre na natureza."

Pelas contas do pesquisador, outros 48 estudos de comunicação vegetal confirmam que as plantas detectam esses sinais aéreos. E dominam mais de uma língua: algumas conseguem também enviar mensagens para predadores de herbívoros que, atraídos pelos compostos emitidos, evitam que as folhas sejam comidas. "Plantas reconhecem os herbívoros que as atacam, às vezes até antes que eles cheguem", diz o pesquisador. "Descobrir essa linguagem das plantas, além de ser muito interessante, pode nos mostrar como manipular a defesa de safras inteiras."

Sinapses vegetais — Afora as mensagens voláteis, as plantas emitem sinais elétricos — semelhantes a sinapses dos neurônios — para enviar informações entre uma célula e outra. Edward Farmer, o biólogo pioneiro em pesquisas sobre comunicação vegetal da Universidade de Lausanne, na Suíça, descobriu, há alguns meses, uma maneira até então inédita de transmissão de sinais elétricos vegetais, com pulsos que seguem por longas distâncias entre as membranas da planta. É como um rudimento das sinapses animais.

“Esses sinais elétricos que viajam através dos tecidos resultam em diversas respostas, afetando a expressão dos genes ou ativando processos bioquímicos. Mostramos que alguns deles são importantes para comunicar ferimentos sofridos pelo vegetal”, afirma Farmer. É mais ou menos o mesmo princípio que nos faz perceber estímulos e responder a eles, mas em sua versão vegetal.

O bioquímico, no entanto, é cuidadoso ao relacionar plantas a outros seres vivos. Para ele, as capacidades dos vegetais devem ser conhecidas e estudadas por suas características próprias. "Não devemos antropomorfizar as plantas. E é importante notar que as plantas têm um sistema nervoso diferente dos animais", afirma o pesquisador.

Defesa vegetativa — Plantas, afinal, têm maneiras especiais de enfrentar desafios. Martin Heil, biólogo do Centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional do México, costuma dizer que o principal valor dos vegetais é sua maneira inusitada de lidar com os problemas. "É preciso evitar a impressão de que os vegetais seriam mais valiosos se fossem mais similares a nós", diz o pesquisador. "É fascinante ver o quanto as plantas são muito mais ativas do que pensávamos e desenvolveram milhões de estratégias que as ajudam a sobreviver a condições ambientais complexas e incertas."

Heil começou a estudar há quase vinte anos, na Alemanha, os mecanismos extremamente sofisticados que folhas e ramos desenvolveram para driblar sua falta de mobilidade e escapar de predadores. Nos últimos meses, descobriu como funciona a clássica associação entre plantas e as formigas que as defendem de pragas e animais herbívoros como vacas e cavalos. “Os vegetais manipulam os insetos e os deixam sem outra alternativa para buscar alimento”, diz o pesquisador. Isso acontece por meio de elementos químicos secretados pela planta que “viciam” as formigas e fazem delas uma verdadeira tropa de defesa.

Nos próximos meses, o pesquisador entrará em um time de especialistas em imunologia para descobrir como folhas e ramos respondem a agressões externas. "Nesse contexto, plantas e humanos são realmente semelhantes. Nós usamos exatamente os mesmos mecanismos de percepção de ferimentos e agressões", diz.

Nova etapa — Em conjunto, todos esses estudos estão provocando uma verdadeira revolução na compreensão das plantas. Desde a Antiguidade, quando o filósofo grego Aristóteles (século IV a. C.) classificou as plantas como seres entre os vivos e os não-vivos — daí o sentido da palavra "vegetativo" — elas amargam a penúltima posição na evolução. Estão entre os minerais e os animais, classificadas como criaturas passivas, que apenas sofrem os golpes do meio ambiente.

Relegadas a esse lugar, o interesse sobre seu funcionamento chegou tardiamente. Foi só nos anos 1960 que todas as etapas da fotossíntese, com suas fases clara e escura, foram desvendadas pelos cientistas. "De certa forma, ainda estamos na Antiguidade, acreditando que as plantas são insensíveis. Já sabemos que, de um mesmo ancestral comum, evoluíram plantas e animais", diz o biólogo Marcos Buckeridge, professor de fisiologia vegetal do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). "É preciso dar a elas um lugar ao lado dos animais."

Buckeridge trabalhou por vinte anos no Instituto de Botânica de São Paulo e, pesquisando plantas como o jatobá e o pau-brasil, percebeu que elas têm sistemas inteligentes para se adaptar ao meio ambiente e escolher as melhores opções para sua sobrevivência. "Se inteligência é a capacidade de se reconhecer como indivíduo e de tomar as melhores decisões, de acordo as experiências vividas e condições ambientais, então as plantas são inteligentes", afirma o pesquisador.

Diversos estudos publicados ao longo dos últimos dez anos provaram que um vegetal se reconhece como um ser único e percebe quando outras plantas ou animais tentam invadi-lo. Além disso, relaciona variáveis como níveis de água e luz e, de acordo com o que viveu no passado, toma decisões. Escolhe crescer para um ou outro lado ou abandonar ou manter suas folhas para economizar energia. "Com todas essas descobertas, não consigo ver diferenças nessa habilidade inteligente em humanos ou vegetais", afirma Buckeridge.

Cérebro descentralizado — O que torna um e outro diversos é o tipo de processamento de informações. Árvores e arbustos, devido a sua falta de locomoção, desenvolveram um sistema descentralizado — diferente do animal, que é localizado em órgãos como o cérebro. O processamento vegetal de informações é semelhante a uma rede de inteligência artificial, como em computadores. Seus sensores, que captam luzes de diferentes intensidades (como nossos olhos) ou sons delicados como o movimento aquático dentro das células (como nossos ouvidos), estão espalhados por todo o vegetal.

“Plantas leem ao menos vinte parâmetros diferentes do ambiente e integram toda essa informação sensorial a suas células e tecidos para responder de maneira inteligente – senão, elas não sobreviveriam. Isso requer memória, aprendizado, uma forma de cognição. Mas é preciso lembrar que elas têm sua própria versão dessas habilidades, ditadas por sua vida vegetal”, afirma Frantisek Baluska, biólogo da Universidade de Bonn, na Alemanha e um dos fundadores do Laboratório Internacional de Neurobiologia Vegetal, em Florença, na Itália.

Dessa maneira, um vegetal age por meio de uma reunião de sistemas inteligentes que dirige suas atitudes. "Cada ramo ou folha é uma unidade mais ou menos autônoma que se une para formar o todo da planta. Como uma confederação", diz Buckeridge.

Ética — Intencionalmente, o objetivo dos pesquisadores é borrar as fronteiras entre os reinos mineral, vegetal e animal. Essa visão hierárquica da natureza — criada pelo botânico sueco Carlos Lineu no século XVIII, espelhada nos grandes impérios europeus — deu lugar a uma visão mais democrática da natureza na área científica. "Passamos de uma visão cósmica centrada no homem para outra centrada no animal. Agora, estamos caminhando para um sistema que será centrado na vida", afirma o biólogo.

O próximo passo será decidir o que fazer com essas informações que colocam os vegetais em um espaço muito próximo a nós. Da mesma forma que descobertas mostrando que animais sentem dor e têm sistemas biológicos próximos aos humanos suscitam a discussão sobre o uso que fazemos deles, também a forma de utilizar as plantas no futuro, a depender desses pesquisadores, será uma questão ética. "O problema vai deixar de ser se esses seres sofrem ou não ou se têm memória. Eles sentem e lembram. O que ainda vamos precisar decidir é nosso papel e responsabilidade frente a seres que colocamos a nosso serviço. Será um problema moral para as próximas gerações", diz Buckeridge.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Desastres naturais: o desafio na prevenção e na emergência no Sul e Sudeste...



A incidência dos altos índices pluviométricos nas regiões Sul e Sudeste, neste verão, com estimativas acumuladas até fevereiro do ano que vem, de chegar a 1400 mm já sinalizam as dificuldades contínuas identificadas anteriormente na série histórica em ambas as regiões. O que está mudando aos poucos é a cultura de mitigação (redução de danos) e adaptação aos eventos extremos e aos desastres naturais no país.
Sem sombra de dúvidas, a tragédia na Serra Fluminense, em 2011, com mais de 900 mortos, foi um divisor, que impôs ao poder público, atitudes efetivas, partindo do básico: o diagnóstico. O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou recentemente a existência de áreas de maior risco de deslizamentos e inundações em 286 municípios nas regiões.
Não é mais possível falar do efeito surpresa das águas. A Agência Nacional das Águas (ANA) em parceria com gestores hídricos dos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e Sergipe, criaram 13 “salas de acompanhamento de tendências hidrológicas. No ano que vem, a expectativa é que exista essa retaguarda nos demais estados. O mapeamento de risco das bacias hidrográficas também foi mais um subsídio à prevenção anunciado recentemente.
Do total de 286 municípios levantados, em 195 ocorreram o maior número de mortes, nas últimas duas décadas. Segundo o Ministério da Integração Regional, 97% dos óbitos devido às chuvas no Sul e 87% no Sudeste. De acordo com o Plano de Ação do Governo Federal para o período de chuvas – Sul e Sudeste, até 30 de janeiro, as áreas mais vulneráveis estão concentradas nas regiões da Serra do Mar, nos estados de SP, RJ e ES; Serra da Mantiqueira, Centro-Sul de MG e região serrana do RJ.
Agostinho Ogura, diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), explica que não é possível associar previamente os eventos climáticos a determinados fenômenos. O que se sabe, por exemplo, é que em janeiro de 2011, houve a associação de La Niña, na região de Nova Friburgo. No ano anterior, em Niterói, no Morro do Bumba, do El Niño. Já no Vale do Itajaí, em SC, em novembro de 2008, o fenômeno hidrometereológico extremo foi classificado como normal.
Agora também será o momento de provar se as capacitações de cerca de 4,5 mil integrantes de Defesas Civis em 227 municípios terão resultados no atendimento de alerta e às vítimas em potencial. Até 15 de fevereiro, está prevista também a manutenção da Força Nacional de Emergência, técnicos de diferentes áreas da estrutura do governo. Já a Força Nacional do SUS tem hoje 329 profissionais, de médicos a técnicos de enfermagem, conforme anunciado na semana passada. Para completar a retaguarda, as Forças Armadas foram equipadas para atuar nas regiões Sul e Sudeste.
A cifra empenhada, segundo o Ministério da Integração Nacional, é de R$ 4,9 bilhões, incluindo em grande parte, obras de infraestrutura de drenagem e em encostas, entre outras.
Agora, o que qualquer um de nós espera, é que o que já estamos vendo em diversas localidades em várzeas, encostas, em áreas impermeabilizadas nos grandes centros urbanos adensados não se intensifique. Sem planejamento urbano e gestão ética dos recursos nas cidades, o enfrentamento dos desastres naturais sempre será frágil.
A questão habitacional e do modelo construtivo e de planejamento viário associado à educação ambiental é mais um ponto. Quantos resíduos vão parar nos córregos e rios continuamente todos os anos? Isso é a realidade diária com a qual convivemos. É um ciclo vicioso e cruel, porque não afeta só o bolso, com perdas materiais, mas a saúde e significa a fronteira entre a vida e a morte.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Empresa americana desenvolve placa solar com o formato de uma telha de barro ...



Converter a luz do sol em eletricidade não significa necessariamente fazer uma cobertura no telhado com painéis solares sem graça. A empresa SRS Energy, da Filadélfia, desenvolveu uma placa, a Solé, que faz esse trabalho sem comprometer a estética: tem o formato de uma telha de barro, na cor azul escuro. O produto foi especificamente produzido para ser compatível com as telhas de cerâmica fabricadas pela empresa parceira E.U.Tile - assim, será dada aos seus clientes a opção de cobrir uma seção de seu telhado com a nova versão, mais fashion, das placas fotovoltaicas.
As telhas já estão disponíveis no mercado americano, mas ainda não chegaram ao Brasil. A SRS Energy diz que as telhas Solé, feitas de um polímero de alta performance usado frequentemente nos para-choques de automóveis, são leves, inquebráveis e recicláveis.
Em solo brasileiro, por outro lado, está sendo instalada, no Estado de Pernambuco, a primeira fábrica de painéis para geração de energia das Américas - a Eco Solar do Brasil. A fábrica terá capacidade anual de produzir 850 mil painéis fotovoltaicos, responsáveis pela captação e armazenagem da energia solar. A grande fornecedora de tecnologia para a Eco Solar é a suíça Oerlikon Solar, com mais de 100 anos de atuação.

O presidente da Eco Solar, Emerson Kapaz, explica que uma placa tem capacidade para armazenar até 150 watts. Um diferencial da tecnologia adotada pela empresa, chamada de "filme fino", é que as placas são feitas de material 100% limpo, mais eficiente e mais barato, garante ele:
- Essa é uma tecnologia que tem um custo acessível. No início, iremos trabalhar com 80% da produção para o mercado brasileiro e apenas 20% para exportação.
O preço da placa fotovoltaica, com capacidade de armazenar até 150 watts, deve ficar em cerca de R$ 320. Para uma casa com quatro pessoas, por exemplo, seriam necessárias seis placas (R$ 1.920) e a economia de energia seria de aproximadamente 30%. Hoje, o custo de uma placa com potência de 135 watts gira em torno de R$ 1,5 mil.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Norueguês cria “elevador” que ajuda ciclistas em ladeiras ...




Alguns ciclistas gostariam de uma ajuda extra para superar as subidas do caminho. Quem pedala em Trondheim, na Noruega, não tem esse problema. A cidade conta com uma espécie de elevador para bicicletas em uma de suas principais ladeiras.

A tecnologia não é nova. Apelidado de Trampe/CycloCable, o elevador foi instalado pela primeira vez em 1993 e no ano passado passou por mudanças que o tornaram mais seguro. As subidas fazem parte da vida de qualquer ciclista, por isso, há quem critique a ideia. Mas, conforme informado no TreeHugger, 41% dos ciclistas locais garantem que pedalam mais por conta dessa ajuda.

A ideia surgiu em 1992, pelo designer JarleWanvik, um entusiasta das bicicletas. A inspiração veio dos sistemas que ajudam esquiadores a subir montanhas.

O sistema está instalado em uma subida que conta com 130 metros de distância, mas os fabricantes garantem que é possível utilizá-lo em distâncias de até 500 metros. Os ciclistas são transportados em velocidade média de 1,5 metro/segundo.

O funcionamento é bastante simples. O ciclista deve estar em sua bicicleta a, aproximadamente, dez centímetros da guia onde o sistema está instalado. Então, ele apoia um de seus pés no pedal do elevador e é carregado até o topo da ladeira. Ao final da subida uma luz verde é acesa e o ciclista está liberado para prosseguir o seu caminho.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

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Musgo da Antártida retorna à vida após 1.500 anos congelado ...



Amostras de musgo congelado na Antártida foram trazidas de volta à vida depois de mais de 1.500 anos, revelou um artigo publicado nesta segunda-feira no periódico Current Biology. O estudo, realizado por cientistas da Universidade Reading e pela Pesquisa Antártica Britânica, é o primeiro a mostrar uma sobrevivência de tão longo prazo em uma planta — o máximo registrado anteriormente era de vinte anos. Fenômenos mais prolongados só haviam sido observados em bactérias. "Estes musgos permaneceram congelados por um período muito prolongado", disse Peter Convey, da Antártica Britânica. "Sua sobrevivência e recuperação é muito, muito mais longa do que qualquer coisa registrada antes."

Os musgos formam uma parte importante do sistema biológico em ambas as regiões polares e são as plantas dominantes em vastas áreas. Convey e seus colegas, segundo o artigo, estudam principalmente as amostras congeladas de musgo polar porque elas fornecem um arquivo das condições do clima no passado.

Depósitos de musgo do tipo estudado na Antártida datam de 5.000 a 6.000 anos, mas as amostras na qual os pesquisadores focaram sua análise têm cerca de 2.000 anos. Os pesquisadores cortaram as amostras de musgo congelado em pedaços finos, mantendo-as livres de contaminação, e as colocaram em uma incubadora com a temperatura e o nível de luz que são normais para o crescimento. Depois de poucas semanas, o musgo começou a crescer e, com a técnica de datação por carbono, os pesquisadores determinaram que o musgo tinha 1.530 anos. O experimento, destaca o artigo, demonstra que os organismos multicelulares podem sobreviver por períodos muito mais longos do que os cientistas consideravam possíveis até agora.

terça-feira, 22 de abril de 2014

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Consumidor pode gerar energia e vender excedente ...




Pouca gente sabe, mas é possível produzir energia em casa e vendê-la para a companhia elétrica. No ano passado, entrou em vigor uma resolução da Aneel que obriga as concessionárias a fornecerem a chamada geração distribuída, o que transforma toda casa em um potencial fornecedor, ou microgerador, como se diz no jargão do setor. Nesta semana, o Portal da Câmara vai trazer reportagens sobre alternativas de uso de energia elétrica na capital paulista. Mostraremos como a cidade de São Paulo pode alterar o panorama atual, ficar mais iluminada e ainda economizar. Apresentaremos alternativas ao consumidor e, dentro da temática, realçaremos ainda como a Câmara Municipal já se preocupa há tempos com o assunto.
Hoje é possível instalar um painel fotovoltaico em casa e integrá-lo ao sistema de distribuição – abatendo da conta a energia que você produz. Se o cliente produzir mais do que consumiu, ele pode abater o valor da próxima conta, ou da conta de outra instalação, se preferir. Mas pouca gente sabe da informação, e uma parcela muito pequena da população faz uso do econômico sistema.
A geração distribuída pode ser solicitada por clientes de baixa, média e alta tensão que gerem energia limpa (hidráulica, solar, eólica ou biomassa) em suas instalações. Segundo a AES Eletropaulo, desde a entrada em vigor da resolução, apenas dois grandes clientes solicitaram a conexão com a rede de distribuição.
O primeiro a fazer isso, em julho de 2013, foi o escritório do Greenpeace na região do Butantã. Além de diminuir a conta de luz, a ação teve o intuito de divulgar a microgeração, que é uma das bandeiras da organização. Segundo a ONG, até dezembro do ano passado apenas 131 sistemas de microgeração haviam sido conectados às distribuidoras – 22 no Estado de São Paulo.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pesquisadores transformam cerâmica velha em cimento sustentável ...




Um grupo de pesquisadores internacionais desenvolveu uma técnica que transforma resíduos cerâmicos em cimento sustentável. A nova possibilidade permite uma destinação mais útil e adequada para resíduos que seriam descartados em aterros ou lixões.

Os cientistas que integram o estudo são de quatro instituições: Universidade Politécnica de Valência, Universidade Jaume I de Castellón, Faculdade Imperial de Londes e Universidade Estadual Paulista. Juntos os cientistas criaram a nova matéria-prima que já passou por testes e usos em escala laboratorial.

Os resultados foram muito positivos. Além de ser um cimento sustentável, por não utilizar matéria-prima nova, ele também se mostrou muito mais resistente que os modelos tradicionais. “Se trata de um material totalmente novo. Sua principal característica é que não contém o cimento Portland, o que o torna muito mais sustentável do que os cimentos usados atualmente. Ele é composto unicamente pelos resíduos cerâmicos, uma substância ativadora e água”, explica María Victoria Borrachero, pesquisadora da Universidade Politécnica de Valência.

Até o momento, os cientistas já utilizaram resíduos de pisos e azulejos de cerâmica, itens sanitários e grés porcelânico. O processo é simples, como informado por María. “Primeiro trituramos a cerâmica, moemos e a misturados com uma solução ativadora. Imediatamente depois, a mistura é amassada com areia e o cimento está pronto para ser colocado em moldes e submetido a um processo de endurecimento especial, feito em alta temperatura”.

Para tornar o sistema ainda mais sustentável, os pesquisadores têm testado o uso de cinzas de casca de arroz para complementar os resíduos da cerâmica. Essa possibilidade deixaria o material ainda mais sustentável e barato, por ser feito quase que inteiramente com itens reaproveitados. Esta é uma ótima opção para a destinação adequada dos resíduos da construção civil.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Afinal: quanto lixo gera uma praia ?




A praia seja ela no Paraná, na Bahia, em Santa Catarina ou no Ceará, não gera lixo. É claro que podemos falar sobre os resíduos trazidos pelas marés, que se resumem a gravetos, folhas e sem dúvida alguns resíduos recicláveis, oriundos da abusada ação do homem em diversos pontos do planeta.

O lixo encontrado nas praias é em quase sua totalidade (mais de 85%), oriundo da alimentação do veranista e do usuário daquele espaço, isto é, um lixo gerado ali mesmo. São cocos verdes, latas de refrigerante, espetos de madeira, palitos de sorvete, canudinhos e outros resíduos que em algum momento foram “devorados” pelo veranista. Todo esse resíduo, depositado nas areias tem dois grandes parceiros: o veranista e o vendedor ambulante.

O veranista, que traz sua bebida ou alimento de casa, tem se mostrado o mais responsável pelo seu lixo. Normalmente carrega consigo uma sacolinha e cuida um pouco melhor do resultado de sua “farra gastronômica”. O veranista que tem nos ambulantes seu recurso mais próximo para saciar essa necessidade, se demonstra menos preocupado com o meio ambiente, deixando nas areias um rastro de irresponsabilidade ambiental e um descaso sem tamanho.

No Paraná, desde 2011, há um PROGRAMA ECOPRAIA, que tem apresentado resultados surpreendentes. Visa uma solução operacional e educativa, sendo que este programa surpreende até os mais céticos, pois apresenta alguns vetores básicos:

- Geração de emprego e renda locais. 100% dos colaboradores são pessoas locais, treinadas e instruídas sobre as questões dos resíduos e sobre o trato com o veranista.

- Saúde pública. A limpeza e o saneamento das areias secas têm demonstrado uma redução no uso dos equipamentos de saúde pelos veranistas. Uma areia limpa e saneada de bactérias oferece um ambiente menos hostil ao ser humano.

- Aumento do turismo local. Pesquisas demonstram um incremento de até 15% na frequência e no tempo de hospedagem na região, após a implantação do programa.

- Valorização imobiliária. Também segundo pesquisas, a valorização diante do aumento do fluxo de turistas se dá na faixa de 5 a 8%, acima dos índices normais de mercado.

- Resultados de marketing. O programa tem trazido ao Governo do Estado do Paraná e a SANEPAR, contratantes dessa ação socioambiental, resultados satisfatórios, tanto que as contratações já ocorrem pelo terceiro ano consecutivo. Pesquisas realizadas na orla têm apresentado satisfação de quase 100% (não se pode agradar a todos mesmo), de veranistas e moradores.

- Redução dos índices bacteriológicos das areias. Estudos do Instituto Ambiental do Paraná resultam em reduções de mais de 85% na presença de bactérias, parasitas, fungos e outros hospedeiros, causadores de doenças de pele e gastrointestinais.

Não bastassem essas ações e resultados, o ECOPRAIA é sem sombra de dúvidas um gerador de mídia gratuita sem proporções, em emissoras locais, rádios e jornais a nível estadual.

Mas afinal, como operacionalizar essa ação com resultados tão satisfatórios? Muito trabalho e uma logística única seria a primeira resposta.

No ECOPRAIA toda a ação se desenvolve enquanto todos os “atores” envolvidos estão atuando: veranistas, ambulantes e as equipes de limpeza.

No ECOPRAIA a limpeza realizada durante o dia, com a praia cheia e vibrante. Ali, equipes treinadas e uniformizadas passeiam em um verdadeiro “arrastão” de limpeza enquanto o lixo é gerado. Esse formato, único em todo o mundo, diverge frontalmente da limpeza realizada pelas madrugadas. Na madrugada ninguém é visto, e o ditado já ressalta: QUEM NÃO É VISTO NÃO É LEMBRADO!

Enquanto os atores principais estão sujando, nossos colaboradores equipados com carrinhos-de-mão, sacos plásticos e rastelos, driblam os guarda-sóis procurando lixo em cada canto em cada barraca. A participação dos veranistas se torna natural. Cada um busca em seu espaço o resíduo e o disponibiliza, em muitos casos, acompanhado de um sorriso e de um “muito obrigado”. Isso é educação ambiental de verdade! As pessoas se sentem estimuladas a participar e interagir com o “arrastão”. É comum, vermos crianças e turistas levando seus lixos aos carrinhos, ou os depositando nos DUMPERS (veículos de apoio que trafegam junto com as equipes).

Tudo isso, acontecendo com muita naturalidade. Toneladas de lixo são retiradas das areias Paranaenses diariamente (em média 15 T/dia). Mas a ação não para por aí!

Todos os resíduos coletados são selecionados entre orgânicos e recicláveis. Os recicláveis enviados para associações de catadores, gerando ainda mais emprego e renda na região. Os orgânicos, uma vez ensacados, são deixados em pontos estratégicos da orla, de onde serão retirados pela madrugada por equipes com caminhões e pás carregadeiras.

A segunda etapa do ECOPRAIA: o saneamento das areias secas.

Equipamentos saneadores são rebocados por tratores, e peneiram toda a faixa de areia seca, retirando micro lixos e aerando a faixa. Após esse revolvimento e aeração, os raios solares no dia seguinte, farão a higienização dessa areia, sem o uso de nenhum produto químico. A natureza faz seu papel !

Tudo ocorre na praia, com a maior e mais segura interação: equipes, veranistas, ambulantes, equipamentos e principalmente o meio ambiente. Nosso respeito com o ecossistema local, com a fauna e flora preservadas, tem sido motivo de elogio dos órgãos ambientais do Estado e inclusive, a atenção da organização internacional BANDEIRA AZUL, que certifica no Brasil e no mundo, as mais bem cuidadas áreas de praias. Mesmo após três anos de implantação, nenhum acidente foi registrado, tanto com relação aos colaboradores, bem como os turistas ou com equipamentos.

Alguns outros equipamentos fazem parte dessa ação socioambiental:

- sacolas biodegradáveis, que distribuídas entre os veranistas, serve de apoio ao processo de coleta.

- bituqueiras de bolso.

- tambores de 200 litros, que distribuídos pela orla da praia, se transformam em pontos de apoio que durante a noite serão devidamente esvaziados.

Todas essas ações, equipamentos e acessórios de apoio, são devidamente estudados para cada cidade, para cada praia. Uma ação que após anos de grande sucesso, nos permite afirmar:

“ECOPRAIA: SATISFAÇÃO DE QUEM CONHECE E ORGULHO DE QUEM CONTRATA!”

terça-feira, 15 de abril de 2014

Renata Puchala: Natura aposta na “economia de floresta em pé” ...


Geração de negócios é fundamental para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. É o que afirma Renata Puchala, gerente de Sociobiodiversidade do Programa Amazônia da Natura, maior produtora de cosméticos do Brasil. Com esse objetivo, foi inaugurado em março deste ano o complexo industrial Ecoparque Ver a Vida, em Benevides (PA), responsável pela fabricação de sabonetes e óleos. O novo empreendimento ocupa uma área de 172 hectares e recebeu investimento de R$ 200 milhões de reais. A busca por atrair investidores e outras empresas, segundo Puchala, pode gerar uma “economia de floresta em pé” e reafirmar a importância da utilização sustentável de riquezas naturais da floresta amazônica.


Clima e Floresta - A Natura já usa ingredientes da Amazônia há algum tempo, inclusive é pioneira nisso. Por que abrir uma fábrica na Amazônia? Qual a importância de se levar uma indústria do porte da Natura para a região amazônica?
Renata Puchala - O Ecoparque tem este objetivo: atrair parceiros para impulsionar a “economia de floresta em pé” na Amazônia, economia esta inclusiva e sustentável. Hoje existem cinco grandes economias que ditam as principais agendas na Amazônia. São elas a pecuária, a soja, a mineração, a madeira e infraestrutura, com hidrelétricas e rodovias. São cinco economias de cunho predatório. Dada a vocação da Amazônia em ser pautada nas suas riquezas naturais, humanas e culturais, queremos impulsionar o crescimento da economia de floresta em pé na região. Com a atuação da Natura e atração de empresas parcerias, podemos dinamizar o potencial de geração de negócios pautados na riqueza da sociobiodiversidade amazônica e, com isso, mostrar que é possível ter alternativas de desenvolvimento sustentável na região. Para tanto, ter empresas que demandam os insumos e serviços da floresta é fundamental. Não basta ter o fruto no pé, precisamos oferecer mercado para toda essa riqueza.
Clima e Floresta - O que está sendo produzido na unidade paraense?
Puchala - Iniciaremos as operações com a Unidade Industrial Natura, que fabricará 80% dos sabonetes da empresa até 2015 e contará com 274 colaboradores, sendo 98% da mão de obra e 70% dos serviços contratados localmente.  Além da Fábrica de Sabonetes Natura, já fechamos a primeira parceria com a empresa Symrise, a qual ficará responsável pela produção de óleos fixos e manteigas da biodiversidade no Ecoparque.
Clima e Floresta - Por que foi escolhida essa localização?
Puchala - Benevides é uma região estratégica, pois temos muitas comunidades e cadeias da sociobiodiversidade próximas ao local, como as de priprioca, murumuru, andiroba, cacau, açaí etc.
Clima e Floresta - Há uma área voltada para pesquisa nessa planta?
Puchala - Por enquanto não. Hoje o Núcleo de Inovação Natura na Amazônia (Nina) está situado em Manaus. O papel do Nina é ser um articulador em rede das principais universidades e instituições de pesquisa da região amazônica, impulsionando pesquisas e inovações com potencial de geração de novos negócios. O Nina está fisicamente instalado em Manaus, tendo fortes parcerias no Estado do Pará.  
Clima e Floresta - Qual a importância da biodiversidade amazônica para a indústria de cosméticos e outras?
Puchala - A biodiversidade nos oferece um grande potencial de novas descobertas, que podem ser traduzidas em novas tecnologias, princípios ativos, benefícios, processos. Além de todo o potencial natural, existe ainda todo o potencial cultural de conhecimentos e saberes atrelados à biodiversidade. Surgem então novas aplicações, novos conceitos de produtos e marcas, novas formas de enxergar o mundo e valores. Ou seja, mais do que um grande potencial de inovação, a biodiversidade nos convida a ampliar a consciência sobre nós e sobre o mundo, nos faz enxergar a interdependência da vida, nos ensina através da biomimética e é uma fonte de inspiração enorme para novos valores e formas de como nos relacionar com o mundo.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Índice de Sustentabilidade Empresarial tem nova categoria ...



Todas as companhias listadas na BM&FBOVESPA terão, a partir deste ano, a oportunidade de simular sua participação no processo de seleção do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). O anúncio foi feito hoje durante o lançamento do ISE 2014/2015, evento realizado na BM&FBOVESPA.

Nesta nova categoria, intitulada SIMULADO, as companhias interessadas poderão responder ao questionário em qualquer momento do ano (questionário do ano anterior), até duas vezes no ano, recebendo imediatamente após a conclusão o resultado da sua pontuação e a comparação com as notas mínimas, média e máxima das participantes do ano anterior.

O Simulado permitirá a todas as empresas listadas, com especial valor para as que estão iniciando na sua jornada de sustentabilidade, terem um instrumento de diagnóstico qualificado de forma prática e rápida. Além disso, poderão se preparar para futuramente concorrer a integrar a carteira do ISE com mais propriedade e familiaridade com o processo.

O Simulado vem se somar às duas categorias tradicionais de participação no ISE, ambas abertas apenas às companhias detentoras das 200 ações mais líquidas na BM&FBOVESPA. As categorias são: Elegível (para as empresas que querem concorrer a integrar a próxima carteira) e Treineira (para as empresas que querem treinar a participação no processo do ano corrente, sem concorrer a integrar a carteira).

Durante o evento, também foram apresentados o cronograma do ISE 2014/2015 e as atividades previstas para a comemoração dos 10 anos do índice, a ser celebrado em 2015. As empresas terão de 10 de março a 08 de agosto para se inscrever no processo e as respostas do questionário deverão ser entregues entre os dias 14 de julho e 22 de agosto. Mais informações estão disponíveis em www.isebvmf.com.br.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A Amazônia como esperança e solução ...




As maiores inundações das últimas décadas em Rondônia, principalmente em Porto Velho, por causa do Rio Madeira e das hidrelétricas nele construídas, segundo muitos especialistas; as enchentes no Acre e o bloqueio de rodovias abertas há décadas; a polêmica sobre deficiências no estudo de impacto ambiental no Rio Madeira – tudo isso trouxe a Amazônia de volta ao centro de discussões, em que se envolveu até a presidente da República.

Na questão do Rio Madeira, segundo técnicos, o problema da contribuição das hidrelétricas para as enchentes calamitosas se deve a que seu estudo de impacto ambiental (EIA) não levou em consideração os aumentos dos fluxos de água vertida pelos reservatórios, vindos para o Brasil em decorrência do derretimento de gelos nos Andes – fenômeno observado há décadas pelos cientistas da área do clima. Mas a presidente da República criticou a visão dos técnicos.

O debate logo se ampliou para toda a questão de hidrelétricas na Amazônia, já que estão planejadas também usinas para a bacia do Tapajós e para a área do Rio Teles Pires (igualmente criticadas por técnicos e ambientalistas). Em meio a tudo, voltou à cena parecer do Ibama, de 2007, que sugerira se dobrasse a área alagável prevista nos projetos do Madeira e sugerira um EIA-Rima mais abrangente, incluindo a Bolívia. Também na Amazônia, a Justiça de Rondônia mandou agora rever os estudos do EIA-Rima de outra usina, Belo Monte. A Fundação Nacional do Índio lembrou (Estado, 19/3) que, das 31 condicionantes estabelecidas para essa usina, 22 estão atrasadas ou não saíram do papel – principalmente as que são de responsabilidade do próprio governo.

Polêmicas sobre hidrelétricas na Amazônia são antigas. Basta lembrar a que cercou a construção da Usina de Tucuruí, principalmente para fornecer energia mais barata que a do mercado a empresas fabricantes de alumínio, que vieram até de outros países. Ou a própria polêmica sobre a Usina de Belo Monte, em que a construtora se recusa agora a assinar termos de compromisso para garantir a execução dos projetos de mitigação de impactos para grupos indígenas.

Outra discussão é a dos impactos decorrentes dos fluxos de migrantes gerados por projetos como esses – e outros. Agora mesmo, em Porto Velho, um dos problemas está exatamente na ausência de infraestruturas para receber esses fluxos, centenas de milhares de pessoas (que já se fixaram em Porto Velho). Em Tucuruí também foi assim, como já está sendo em Altamira, por causa de Belo Monte. E já ocorrera em projetos de outras áreas, como o Jari. Ao todo, há 366 projetos hidrelétricos em oito países amazônicos, já planejados (soldepandobolivia, 19/3), em implantação ou em operação.

Usinas não são a única questão na Amazônia. Quem se preocupa em quantificar os efeitos das migrações de centenas de milhares de pessoas para áreas beneficiadas por projetos de incentivos fiscais (isenção de impostos) para indústrias? Que ocorreu em Manaus, por exemplo, onde, por causa da poluição, grande parte da população que migrou tem de consumir apenas água subterrânea, embora a cidade seja cercada por rios do porte do Solimões e do Negro. E em Belém, onde apenas 8% da população dispõe de coleta de esgotos e estes são despejados nos rios.

Mas nada demove os planejadores oficiais. Não anunciou a própria presidente o lançamento de edital para a implantação da Hidrovia Tocantins-Araguaia, que começará pelo derrocamento (remoção de pedras submersas) do Pedral do Lourenço, com a construção de um canal de calado mínimo de 3 metros e largura de 145 a 160 metros no Tocantins (Agência Brasil, 21/3)? Projeto semelhante tem sido defendido para um canal no Rio Araguaia, mais extenso que o Canal do Panamá, para assegurar um leito navegável, já que o rio recebe resíduos de erosões que mudam o leito navegável de lugar de ano para ano (milhões de metros cúbicos anuais, já medidos por hidrólogos da Universidade Federal de Goiás). Nas duas obras, quem pagará? Que fará para remover os resíduos conduzidos pelo rio e os o que forem retirados na implantação? E não é para finalidades como as da hidrovia que se está acabando de implantar a Ferrovia Norte-Sul?

O Brasil precisa de uma estratégia para a Amazônia, que deixe de considerar a floresta ou os povos que a habitam como “obstáculos” ao progresso. A floresta é um dos hábitats da biodiversidade brasileira (pelo menos 15% da planetária), fonte de novos medicamentos, novos alimentos, novos materiais que substituirão os que se esgotarem. E vários estudos mostram que áreas indígenas são o melhor caminho para a conservação dessa biodiversidade, mais eficiente até que parques e áreas de proteção legalizados. A Floresta Amazônica é também essencial para a parte brasileira (12%) da água superficial no planeta – alto privilégio. E para o clima. O mundo continua a perder áreas florestais -15,5 milhões de hectares por ano, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, em 21/3). Mesmo aqui, embora tenha diminuído bastante o desmatamento, há lugares (Mato Grosso, principalmente) e períodos em que ele recrudesce.

Também não se pode postergar mais a preparação de projetos competentes para a área do clima. O Ministério do Meio Ambiente tem dito que não consegue aplicar R$ 90 milhões com essa destinação, que poderiam ir para convênios com Estados e municípios, que não os fazem. Os graves problemas do clima que estamos enfrentando podem repetir-se.

Não podemos fazer da Amazônia um problema – ela deve ser uma solução. Nem podemos perder a esperança. Há uns 20 anos o autor destas linhas perguntou a uma jovem nordestina, que carregava um recém-nascido no colo e migrara para a última fronteira da penetração em Rondônia, se ela e o marido tinham esperança de enriquecer ali. E ela, serena, respondeu: “Nós já semo rico de esperança”.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Você já ouviu falar em água virtual?






EM TUDO QUE COMPRAMOS, DESDE ALIMENTOS E PEÇAS DE VESTUÁRIO ATÉ APARELHOS ELETRÔNICOS, EXISTE UM CONSUMO DE ÁGUA QUE MUITAS VESZES ESTÁ "ESCONDIDO" E PODE NÃO APARECER EM SUA EMBALAGEM, APARÊNCIA OU CONTEÚDO. Mas essa água virtual, por vezes empregada em um volume bem maior que o esperado, também deve ser considerada quando da escolha de consumir determinados produtos.
Seu uso ocorre durante as etapas produtivas e pode ser desde a água da chuva necessária para um vegetal crescer até a água gasta nos processos de manuseio e industrialização do item. A porção de água virtual, mesmo “invisível”, muitas vezes é bem maior do que a parcela de água presente no produto final. Segundo dados da organização internacional Waterfootprint, somente para a produção de um único litro de leite, por exemplo, são utilizados cerca de mil litros de água.
O uso de água virtual somado a outros fatores, como a quantidade de água diretamente utilizada em um produto, o tipo de fonte, o momento de sua utilização e sua localização, podem nos fornecer a pegada hídrica de um produto, ou seja, seu impacto hídrico analisado de forma mais ampla. A disponibilidade ou escassez de água em um ecossistema também influencia o cálculo da pegada hídrica de um bem de consumo produzido em determinado local, podendo variar de uma região para outra.
Alguns produtos de uso comum possuem uma pegada hídrica relativamente grande, se comparados ao volume e composição do produto final. É o caso de itens como o açúcar de cana refinado, o arroz e a carne bovina, que para cada quilo produzido, segundo a Waterfootprint, consomem respectivamente 1.800, 2.500 e 15.400 litros de água. Informações da WWF indicam que itens de vestuário comprados em larga escala como pares de sapatos e camisetas de algodão consomem para sua produção, em média, 8.000 e 2.900 litros de água cada um.
Esses exemplos nos mostram como grande parte do impacto ambiental de um produto já vem embutido nele antes mesmo de chegar até nós, sem que saibamos sobre sua dimensão ou como foi ocasionado. Pensar na água virtual que consumimos é pensar na história dos produtos antes de chegarem até as prateleiras. Esse aspecto deve ser um dos levados em conta por consumidores e fabricantes, em prol de um modelo de consumo mais sustentável e consciente.
Para navegar na água virtual
O projeto What is Your Water Footprint?, dos designers Joseph Bergen and Nickie Huang, da
Universidade de Harvard, reúne infográficos interativos sobre a pegada hídrica dos países do mundo e também de alguns itens de consumo. No site do projeto é possível verifi car o consumo de água da população de uma localidade, a disponibilidade de água doce em determinado país e os usos específi cos do recurso, como doméstico, industrial ou para agricultura. Além de saber quais nações contam com pouco acesso à água, é possível obter comparações gráficas entre a pegada hídrica desses países e também entre o uso de água virtual na produção de diferentes itens, em sua maioria produtos alimentícios.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Jovens empreendedores brasileiros poderão concorrer a prêmio de 500 mil euros do 8º Desafio Verde Internacional da Loteria de Código Postal ...



As inscrições para o 8º Desafio Verde Internacional da Loteria de Código Postal (8th International Postcode Lottery Green Challenge) estão abertas para os jovens empreendedores de start-ups que contemplam nos seus planos de negócios a redução de CO2. O desafio está à procura de produtos ou serviços que combinam sustentabilidade, empreendedorismo e criatividade. O vencedor dessa competição internacional será premiado com500.000 euros para desenvolver o seu produto ou serviço e trazê-lo para o mercado. A organização também concederá 200.000 euros a um ou dois vice-campeões. Os participantes podem submeter seus planos de negócios no site www.greenchallenge.info até 3 de junho. Os jurados apresentarão o vencedor no dia 11 de setembro, em Amsterdã.

O Desafio Verde Internacional da Loteria de Código Postal é a maior competição mundial anual para empreendedores sustentáveis que podem instigar a mudança. É uma campanha global desenvolvida pelo Postcode Lottery e suportada por Richard Branson e Bill Clinton para incentivar jovens empreendedores do mundo todo a desenvolver planos de negócios que enderecem os desafios ambientais, na expectativa de mudar para melhor a forma como o mundo faz negócios. Um dos principais objetivos para os jovens empresários é o desenvolvimento de novos produtos, serviços ou inovações que ajudarão a reduzir gases de efeito estufa e o combate às alterações climáticas.

Os jovens empreendedores brasileiros também poderão concorrer com seus planos de negócios ao prêmio de 500.000 euros. O Desafio já recebeu inscrições de brasileiros em edições passadas. Para ter a chance de vencer, os produtos ou serviços devem reduzir as emissões de gases de efeito estufa e estarem aptos a entrar no mercado dentro de dois anos.

terça-feira, 8 de abril de 2014

5 ideias para deixar sua casa mais sustentável ...




1. Pratique os 5 Rs do lixo:

A maioria dos materiais do dia-a-dia de uma casa é reciclável (papel, metal, vidro, plástico, restos orgânicos), podendo ser separados e entregues em postos de coleta. Os impactos do lixo provêm da contaminação do ambiente pela disposição inadequada e pela cultura do desperdício e do descartável. Hoje, somente 14% dos municípios brasileiros  têm programas de coleta seletiva, enquanto cerca de 20% do lixo do país ainda é jogado em rios e várzeas!

2. 9o Rs para ser mais sustentável:

Repensar hábitos e atitudes;
Reduzir o consumo e o desperdício;
Reutilizar para aumentar a vida útil do produto;
Reciclar e transformar em algo novo;
Recusar produtos que agridam a saúde e o ambiente.
3. Economize energia:

Todas as principais fontes de energia atuais causam impacto ao ambiente, além de estarem se esgotando: hidrelétricas, petróleo, nuclear, carvão, gás natural, termoelétricas. Reflita sobre seu consumo anual, eliminando gastos e uso desnecessário de eletrodomésticos. Os itens que mais consomem energia em casa são o chuveiro elétrico e a secadora de roupas.

Dicas:

Instale a geladeira em local ventilado e não deixe a porta aberta;
ilumine a casa sem desperdício (uma lâmpada fluorescente de 20W ilumina mais do que uma incandescente de 60W, podendo durar dez vezes mais);
economize ao lavar e passar roupa;
não demore muito tempo com o chuveiro aberto;
evite aparelhos elétricos no horário de pico;
e prefira equipamentos com selos de baixo consumo de energia.capturar3
4. Deixe sua casa mais verde:

São várias as matérias-primas ecologicamente corretas que podem ser utilizadas numa casa para deixá-la mais sustentável: madeiras de reflorestamento e telhas cerâmicas reaproveitadas; condicionantes ambientais que melhoram a ventilação; placas solares de obtenção de energia; equipamentos de reuso da água. Para dar um passo adiante na sustentabilidade, pesquise em sites como o www.akatu.org.br e www.ecovillage.org.

5. Cuide da água:

Ameaçada pela redução das reservas naturais, pela poluição (lixões, despejos industriais e domésticos) ou pelo desperdício, a água é um recurso finito cujo consumo mundial duplica a cada 25 anos. O volume diário de água usado por um habitante da região Sudeste do Brasil pode chegar a 360 litros. Boa parte disso é gasto em casa, e cerca de 80% do uso ocorre no banheiro (pia, chuveiro ou vaso sanitário). Gastamos também no consumo indireto, aquele embutido nos alimentos provenientes de irrigação e na fabricação de bebidas, por exemplo.
Dicas:

Só o ato de fechar a torneira enquanto se escova os dentes poupa até 25 litros de água!
Elimine também os vazamentos.
Não deixe torneira pingando;
Use a vassoura para varrer a calçada e não a mangueira;
Use uma bacia ou o tanque fechado para lavar a louça;
Reduza o tempo de banho.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Energia eólica deve crescer 4% na matriz brasileira ...


Atualmente, o setor de eólica responde por 2% da matriz energética brasileira, mas essa porcentagem pode despontar em 2014, segundo projeção feita pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).
A entidade nacional prevê que, até o final do ano, a energia proveniente dos ventos consiga abocanhar 6% da matriz energética brasileira. Por quê?
A primeira razão apontada pela ABEEólica é o aumento dos investimentos em parques eólicos do país, provocado pelo sucesso que esse tipo de energia limpa fez nos leilões de 2013. No ano passado, dos 7,6 GW comercializados nos leilões com entrega futura, 60,5% foram de fonte eólica.
Como resultado, estima-se que o setor deva investir R$ 23 bilhões em fazendas de vento em 2014 para dar conta das entregas. A quantia é mais do que o dobro da média anual do Brasil para investimentos em parques eólicos, que é de R$ 10 bilhões.
O segundo motivo citado pela ABEEólica para justificar o grande crescimento da energia proveniente dos ventos na matriz brasileira é o fim do problemas com as linhas de transmissão.
Atualmente, o Brasil possui vários parques eólicos concluídos, mas que não estão em operação por falta de linhas de transmissão. A expectativa é de que, até o final do ano, todos os cabos sejam entregues, contribuindo para o aumento da produção nacional.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Naturais X Orgânicos. Qual a diferença ?






Atualmente no mercado alimentício estamos a todo instante recebendo diversas informações sobre descobertas e novidades entre os tipos de alimentos. São eles produtos modificados geneticamente, como o caso dos transgênicos, alimentos integrais, orgânicos, naturais, entre outros. Pesquisas realizadas pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, apontam que entre dez consumidores, sete analisam as embalagens e sua tabela nutricional, porém apenas três compreendem as informações nela fornecida.
Baseando-se nesses dados, podemos chegar a conclusão que grande parte da população não compreende o tipo de alimento que esta consumindo e facilmente poderia confundir informações importantes entre eles.
Recentemente nos Estados Unidos foi lançada uma campanha de educação pública com o objetivo de destacar os benefícios dos alimentos rotulados como orgânicos e suas características distintas dos alimentos designados como naturais. A campanha foi difundida pelo grupo Only Organic (em livre tradução, Somente Orgânicos), uma organização sem finalidades lucrativas que recebe apoios de diversas empresas do segmento dos produtos orgânicos. Com a finalidade de esclarecer ao consumidor a diferença entre estes produtos. Veja abaixo algumas informações que descrevem a diferença e características entre os alimentos orgânicos e naturais:
PRODUTOS NATURAIS:
São todos os produtos que provém da natureza, o que não quer dizer que seja benéfico nem livre de agrotóxicos. Esses tipos de produtos podem não apresentar uma redução significante no índice de gorduras e calorias, mas são muito mais saudáveis do que os produtos tradicionais.
PRODUTOS ORGÂNICOS:
Produzidos a partir de matérias primas que foram cultivadas sem a ação de agrotóxicos e respeitando o meio ambiente. Os maiores benefícios desse tipo de produto são a ausência de insumos químicos que podem prejudicar a saúde, o sabor e a textura são muito expressivos que os alimentos cultivados com agrotóxicos e não prejudicam o meio ambiente durante o processo de produção.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

8 serviços públicos que ajudam a preservar o meio ambiente ...


É comum ouvir dizer que é preciso cuidar do planeta, ser um consumidor consciente, destinar o lixo corretamente. No entanto, muitas pessoas não sabem por onde começar e, para ajudá-las, a Biblioteca Virtual (serviço de informação eletrônico gratuito) reuniu uma série de serviços interessantes que estão à disposição dos paulistanos, confira abaixo.

Onde jogar o entulho

Tijolos, blocos, concreto em geral, tubulações, entre outros resíduos, podem causar problemas ao meio ambiente, como disseminação de doenças, contaminação do solo, das águas subterrâneas e superficiais, além de poluição do ar.

Para evitar tais situações, opte por serviços privados de recolhimento de entulho ou serviços gratuitos, oferecidos pelas prefeituras:

- Ecopontos (São Paulo)

Locais onde a própria pessoa deve levar pequenos volumes de entulho (até um metro cúbico), grandes objetos (móveis, poda de árvores, etc.) e resíduos recicláveis. A destinação é gratuita e o serviço fica disponível todos os dias, em determinados horários.

Informações sobre os locais podem ser obtidas através do site da Prefeitura.

- PEV - Pontos de entrega voluntária de entulhos (Guarulhos)

O município de Guarulhos dispõe de 16 PEVs, onde moradores podem depositar gratuitamente entulhos, madeiras, podas e móveis velhos. É permitido levar um metro cúbico de resíduos por dia.

A relação dos PEVs e demais orientações podem ser obtidas no site da Prefeitura.

Consulte a prefeitura de sua cidade sobre as formas oferecidas à população para destinar o entulho corretamente.

Onde obter mudas e sementes de plantas

Há lugares que fazem a venda ou distribuição de diversas espécies e tipos, como os serviços abaixo:

- Campanha permanente de doação de mudas no parque do Ibirapuera

São distribuídas para a população espécies de plantas arbustivas, herbáceas, medicinais, trepadeiras e aromáticas; juntamente com um folheto explicando sobre as características do exemplar escolhido e do modo de seu plantio.

A distribuição é realizada aos fins de semana. Informações complementares estão disponíveis no site da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

- Venda de mudas e sementes pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI)

Órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo comercializa mudas e sementes de espécies florestais nativas e frutíferas a todos os interessados, sejam eles produtores rurais ou não.

Existem 21 Núcleos de Produção de Sementes e Mudas da CATI espalhadas por todo o estado de São Paulo, onde você pode adquirir a sua muda ou semente. Em caso de dúvidas ou esclarecimentos, entre em contato com a sede em Campinas:

CATI Campinas - Órgão Central

Avenida Brasil, 2340 - Vila Itapura

Telefones: (19) 3743-3831 / 3241-5071

E-mail: cpmex@cati.sp.gov.br
Informações sobre as espécies vendidas, tabelas de preços, entre outras dúvidas, podem ser encontradas na página da Secretaria de Agricultura e Abastecimento ou no próprio site da CATI.

Para economizar energia elétrica

- Projeto "Recicle mais, pague menos" (AES Eletropaulo)

Neste projeto os clientes podem trocar materiais recicláveis por desconto na conta de luz. Para tanto, basta comparecer a um posto de coleta com a conta de energia para fazer o cadastramento. Você deve preencher uma ficha de adesão. A partir daí, basta comparecer ao posto de coleta levando os materiais recicláveis limpos, secos e separados para pesagem. Qualquer cliente residencial da AES Eletropaulo pode participar.

Por enquanto, existem três pontos de coleta na cidade de São Paulo:

- Vila Guacuri: Rua Joaquim Forzano, em frente ao nº 50 - funciona às terças e quintas-feiras, das 9 às 16 horas.

- Heliópolis: Rua Coronel Silva Castro, altura do número 202 - funciona às segundas, quartas e sextas-feiras, das 9 às 16 horas.

- Barueri: Avenida Marginal Direita, sem número - na praça onde fica a UBS do Jardim Paulista.

Acesse o site do projeto para obter mais informações.

Simulador de consumo de energia

A AES Eletropaulo disponibiliza um simulador online para ajudar os clientes com o planejamento dos gastos com energia nas residências. Ele simula uma casa virtual, onde é possível selecionar aparelhos domésticos e, a partir da indicação da quantidade, potência, frequência e tempo deles, calcular automaticamente o valor aproximado da conta de energia, incluindo os impostos.

Para saber mais sobre o nível de consumo de energia dos aparelhos elétricos, sugerimos a consulta das páginas da CPFL Energia e da Elektro sobre o assunto.

De olho na qualidade do ar

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) mantém um mapa com informaçõesatualizadas sobre a qualidade do ar na Região Metropolitana de São Paulo, no interior e no litoral do Estado. Ela também emite boletins diários, também descrevendo a quantidade de poluentes detectados.

Qualidades das praias paulistas

A CETESB também possui uma página com boletins diários sobre a condição de balneabilidade (qualidade das águas para banho e prática de esportes) das praias do litoral paulista.

Onde comprar madeira legalizada

Ao adquirir madeira para uma reforma na sua casa, por exemplo, você já pensou na origem dela? Dar preferência a fornecedores que comercializam madeira que não é fruto de desmatamento ilegal é importante para a preservação das reservas florestais.

A Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo mantém o Programa Madeira Legal, que visa promover o consumo de madeiras de origem legal.

Uma das frentes deste programa é o Cadmadeira, um cadastro estadual das pessoas jurídicas que comercializam, no Estado de São Paulo, produtos e subprodutos da flora brasileira, visando o comércio responsável. Fornecedores podem se cadastrar e interessados em adquirir madeira legalizada também podem conferir quem está cadastrado. A relação dos fornecedores cadastrados pode ser conferida no site do Sistema Integrado de Gestão Ambiental.

Aplicativos que ajudam a preservar o meio ambiente

- Sistema Ambiental Paulista

Criado pela Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo, o aplicativo permite que se cheque a qualidade do ar e a condição das praias, além de localizar e traçar rotas até os parques estaduais e urbanos. Também informa onde estão os pontos de coleta de óleo de cozinha, participantes do programa Óleo Sustentável. O aplicativo está disponível no Google Play e na App Store.

- Parques SP

Desenvolvido para smartphones e tablets (sistemas Android e iOS), contém um guia virtual para ajudar o visitante a planejar sua viagem e conhecer um pouco mais sobre os Parques Estaduais Carlos Botelho, Ilha do Cardoso, Intervales, Caverna do Diabo, Ilhabela e PETAR. Nele, o usuário encontra informações sobre trilhas, atrativos e equipamentos turísticos, mapas interativos, fotos e vídeos. Também é possível traçar rotas ponto a ponto.

O aplicativo está disponível no Google Play e na App Store.

Para onde direcionar os materiais recicláveis

O Instituto GEA - Ética e Meio Ambiente, voltado para a cidadania e educação ambiental, divulga umarelação de locais aonde levar seus materiais recicláveis.

Você encontra listas de sucateiros que compram recicláveis; associações que aceitam recicláveis sob a forma de doação e que podem fazer a retirada também; locais para entrega voluntária de materiais e de baterias de celular.

Segundo a recomendação do próprio site, é aconselhável ligar antes para o local, a fim de confirmar a continuidade da coleta.

Envolver um grupo ou uma comunidade num planejamento para coletar e destinar seus materiais recicláveis é um grande desafio. O site SíndicoNet, especializado em questões de condomínios, dá dicas sobre como implementar a coleta seletiva em condomínios.