quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Qual a diferença entre Poluição e Contaminação ?




A contaminação é a presença, num ambiente, de seres patogênicos, que provocam doenças, ou substâncias, em concentração nociva aos seres vivos. No entanto, se estas substâncias não alterarem as relações ecológicas ali existentes ao longo do tempo, esta contaminação não é uma forma de poluição. 

Poluição é uma alteração ecológica, ou seja, uma alteração na relação entre os seres vivos, provocada pelo ser humano, que prejudique, direta ou indiretamente, nossa vida ou nosso bem-estar, como danos aos recursos naturais como a água e o solo e impedimentos a atividades econômicas como a pesca e a agricultura. 


Vamos colocar a questão da água : contaminação x poluição. 

A água poluída apresenta características diferentes da água em condições normais. Por exemplo, a cor, o cheiro e a temperatura alterados podem ser indicativos de poluição. A água contaminada contém substâncias tóxicas ou organismos estranhos àquele ambiente. 

Segue o exemplo: 

Quando agitamos a água estamos "colocando" oxigênio dentro da água, que é perdido quando a água é fervida. A água sem oxigênio tem gosto desagradável. 

Uma água barrenta, de coloração acentuada, malcheirosa ou espumante é considerada impura ou nociva, por estar "suja". Entretanto, muitas vezes, trata-se de uma água que não faz mal à saúde. Já uma água realmente contaminada por germes patogênicos, mas inodora e de aparência límpida, não é rejeitada. Trata-se de um equívoco perigoso. Deixar de beber a água suja não traz nenhum risco. Pelo contrário, é uma atitude prudente. Já beber a água que parece potável pode trazer graves conseqüências à saúde.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Mais afinal de contas o que é lixo???




Lixo é todo e qualquer resíduo produzido pelo ser humano. Qualquer coisa imprestável que se joga fora.

PROBLEMAS CAUSADOS PELO LIXO

O lixo contribui para a poluição visual, a do solo, a da água e a do ar. Atinge o ser humano com doenças transmitidas por pragas, insetos ou animais que se alimentam do lixo.

Insetos como os que transmitem a malária, a dengue e a febre amarela costumam se concentrar em áreas sujas que contenham água parada. Os ratos são transmissores da peste bubônica, da leptospirose, do tifo e da disenteria, que podem causar até a morte do indivíduo.

O urubu, apesar de considerado como símbolo da sujeira, é animal protegido por lei que proíbe sua matança. Sua utilidade está no fato de retirar o material orgânico da superfície do solo. Por outro lado, é transmissor da leptospirose.

A ORIGEM DO LIXO

Residencial: é o lixo produzido em nossa casa - restos de alimentos, sacos e embalagens plásticas, garrafas, latas, papéis, entulho, etc.

Industrial: lixo que tem origem nas fábricas - produtos químicos, metais, óleo, plásticos, embalagens, papéis, borracha, etc.

Hospitalar: lixo proveniente de hospitais, ambulatórios, consultórios, clínicas veterinárias, farmácias e laboratórios de análises clinicas - produtos químicos, seringas, embalagens de remédios, plásticos, curativos, partes de membros amputados, órgãos humanos, etc.

Comercial: lixo produzido por lojas, hotéis, escritórios, restaurantes, escolas, supermercados, oficinas - peças metálicas, papéis, papelão, sacos plásticos, embalagens, restos de alimentos, etc.

Radioativo: lixo de usinas nucleares - aparelhos radioativos, subprodutos nucleares, resíduos da geração de energia nuclear, etc.

CLASSIFICAÇÃO DO LIXO

Orgânico ou Biodegradável: são materiais de rápida decomposição como restos de comida, papel, papelão, madeira, tecido, etc..

Inorgânico ou Não-biodegradável: são materiais de decomposição muito lenta como metal, vidro, plástico, isopor, borracha, etc.

O QUE PODEMOS FAZER

A solução para os problemas causados pelo lixo é a reutilização dos produtos e a reciclagem. Hoje já podemos reciclar quase tudo, como papéis, vidros e plásticos, ficando de fora somente alguns produtos por questões de segurança ou dificuldade de manuseio. Alguns desses produtos são as latas de aerossol que contém CFC, um dos principais fatores para a destruição da camada de ozônio; e as lâmpadas fluorescentes que, quando quebradas, liberam vapor mercúrio, um produto altamente tóxico.

Mas, o mais importante é a redução da quantidade de lixo, pois, se cada um de nós continuar produzindo lixo no ritmo atual, em alguns anos não haverá mais local para depositá-lo.

Reduzir
-Comprar produtos duráveis e resistentes, que não necessitem reposição constante
-Planejar compras para não haver desperdícios. Por exemplo, preferindo itens com opção de refil
-Assinar jornais e revistas em conjunto. Além de mais econômico, ajuda a consumir menos papel.
Reutilizar
-Reaproveitar materiais, criando novas formas de uso para eles
-Restaurar e consertar, aumentando a vida útil dos produtos
-Doar materiais que possam servir para outras pessoas, para não acumular inutilidades ou mandá-las para o lixo
Reciclar 
-Transformar materiais que não servem mais em produtos iguais novos.

DIFERENÇA ENTRE REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM

A reutilização de materiais contribui socialmente na geração de emprego e renda por meio de cooperativas e até mesmo de trabalhos domésticos que transformam o lixo em obras de arte ou produtos utilitários para serem vendidos como novos. Ex.: utilizar os anéis das latinhas de alumínio na confecção de bolsas.

A reciclagem diminui os danos ambientais, já que evita a retirada de nova matéria prima da natureza além de reduzir o volume de resíduos. Só as indústrias fazem a reciclagem. Ex.: transformar uma lata de alumínio em uma lata nova.

POR QUE RECICLAR

Porque cada vez mais o lixo toma conta do meio ambiente, comprometendo a qualidade de vida no nosso planeta. Assim, a implantação de coleta seletiva, a reutilização e a reciclagem de lixo são necessidades urgentes.

DIFERENÇA ENTRE ATERRO SANITÁRIO E LIXÃO

Aterro sanitário - o lixo é depositado em área escolhida oficialmente, levados em conta os aspectos ambientais

Lixão - o lixo é jogado de qualquer maneira em área não autorizada, o que contribui para a poluição do solo, da água e do ar.

COLETA SELETIVA

Sistema de separação de material orgânico (restos de comida) do inorgânico (metal, vidro, plástico, papel, alumínio, madeira, etc.) nas casas, nas indústrias, nos hospitais e no comércio. O armazenamento é feito em recipientes próprios para cada tipo de material que, então, são coletados porta a porta ou direcionados para os PEVs (Pontos de Entrega Voluntária).

SEPARAÇÃO DO LIXO

Na coleta seletiva cada cor de recipiente corresponde a um tipo de material a ser nele depositado, seguindo um padrão de cores internacionalmente estabelecido:
Vermelho = plástico
Amarelo = metal
Azul = papel
Verde = vidrou
Laranja = material orgânico

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Plástico é lixo?




Estudo do lixo de Santo André encomendado pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) em 2013 (gravimetria), que fez raio X do que é descartado pelos moradores da cidade, detectou que o principal produto não orgânico misturado ao lixo comum é o plástico. Ele representa mais de 15% do lixo úmido do município, ou 97,5 toneladas, que seguem diariamente para o aterro sanitário sem necessidade.

Como no resto do mundo, no Brasil, o consumo do material aumentou nos últimos anos – entre 2000 e 2009, o crescimento foi de 35%, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (2009).

Para minimizar o impacto no meio ambiente é necessário, antes, optarmos por novas formas de consumo, sempre que possível substituindo o plástico. Já o fabricante tem de investir em alternativas que atendam à demanda de empresas que usam o produto em embalagens.

No fim do ciclo, resta a reciclagem. Mas nesse quesito também precisamos avançar. Segundo o Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica do Plástico no Brasil (2012), da Plastivida, instituto que representa a cadeia produtiva do setor, o País reciclou só 21,7% dos plásticos pós-consumo em 2011. Houve melhora em relação a 2010, mas é possível fazer muito mais. Até porque o plástico vai para lixões, rios e aterros. Neste último caso, ele compromete a vida útil desses espaços, cada vez mais escassos no País. O fabricante deve fazer a logística reversa, prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, de forma que o plástico retorne à cadeia produtiva com agilidade e em volume que atenda à necessidade de matéria-prima.

Em Santo André, a maior parte do plástico é polietileno de baixa densidade, usado, entre outros, para confeccionar vasilhames que guardam alimentos. Graças à reciclagem, o volume do plástico no lixo da cidade caiu pela metade desde 2006. É fundamental que a população destine corretamente o seu lixo para colaborar com o aumento da vida útil do aterro e, indiretamente, com a renda das cooperativas de reciclagem.

No município, participar da coleta seletiva é fácil. Aqui, desde 1998, quando foi lançada a coleta seletiva porta a porta, se instituiu a divisão por lixo úmido (orgânicos) e seco (reciclagem). Este modo mais descomplicado de destinação à reciclagem soma favoravelmente para que mais andreenses separem o plástico e demais recicláveis, depositando-os na frente do imóvel no dia em que a coleta seletiva passar. É ato de cidadania benéfico a toda cidade.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O que são piscinas biológicas?



O que são piscinas biológicas?


Num tempo em que as preocupações ecológicas têm cada vez mais relevância, também as piscinas podem ser mais amigas do ambiente: chamam-se piscinas biológicas e a sua manutenção fica inteiramente a cargo de plantas aquáticas que asseguram mergulhos 100% verdes e sempre refrescantes…

As piscinas biológicas podem ser descritas como sendo lagos artificiais que são escavados no terreno onde a piscina será instalada e que são protegidos com uma tela impermeável de elevada qualidade. Qual é, então, a principal diferença entre uma piscina biológica e uma piscina tradicional? As piscinas biológicas não requerem cloro nem filtros, mas subsistem graças às plantas aquáticas colocadas numa das áreas da mesma e que garantem a limpeza e a manutenção da própria piscina biológica. Como? Através da libertação de oxigênio que caracteriza o processo de fotossíntese. Uma piscina amiga do ambiente, sem dúvida…

Como se constrói uma piscina biológica?

A construção de uma piscina biológica requer um terreno plano com uma área com pelo menos 10 x 15 metros. Após a habitual escavação, o buraco é impermeabilizado com uma tela que é solidamente afixada no local e a piscina é dividida em dois espaços distintos – a zona de lazer e natação e a zona das plantas aquáticas, as responsáveis pela manutenção da piscina biológica. O buraco é depois enchido e a tela impermeável fica completamente invisível. Graças à presença das plantas aquáticas, o resultado final é uma piscina com um ar muito natural, muito semelhante a um lago.

Que tipo de plantas são utilizadas e qual o seu papel?

As plantas aquáticas utilizadas nas piscinas biológicas são criadas em viveiros, especificamente para este efeito e são fornecidas por uma empresa especializada na construção deste tipo de piscinas. Estrategicamente plantadas numa zona da piscina biológica, estas plantas aquáticas têm um papel crucial porque são inteiramente responsáveis pela limpeza e saúde da própria. Como é que isto se processa na prática? As plantas aquáticas purificam a água sempre que libertam oxigénio, o que ocorre durante o típico processo de fotossíntese que caracteriza a flora. Uma vez que a água da piscina biológica estará constantemente a ser oxigenada, o risco da produção de microrganismos e bactérias é praticamente inexistente. De uma forma 100% natural e extremamente saudável, as plantas aquáticas substituem, na perfeição, os filtros e químicos habitualmente associados à limpeza das piscinas convencionais. As plantas são subsistentes e regeneram-se continuamente, por isso, não necessitam de qualquer tipo de tratamento específico. Por parte do proprietário, requer-se apenas que se retire as folhas ou outro lixo que pode surgir na superfície da piscina biológica e que se aspire o fundo 1 a 2 vezes por mês para evitar a formação excessiva de calcário.

Quanto custa uma piscina biológica?

Dependendo do tamanho da piscina biológica a construir e dos materiais utilizados na sua construção (um acabamento em betão é mais caro do que o revestimento com uma tela impermeabilizada), os custos finais rondam os €125 | R$295 por metro quadrado. Por norma, este valor não cobre o custo associado à água do primeiro enchimento.

Principais vantagens e desvantagens das piscinas biológicas

Como qualquer tipo de piscina, também as piscinas biológicas apresentam vantagens e desvantagens – avalie cada um dos pontos antes de decidir se uma piscina biológica é a escolha acertada para a sua casa.

Vantagens

Um ambiente 100% natural, ecológico e saudável, que não requer o uso de químicos ou cloro.
Custos de manutenção reduzidos.
Tempo de manutenção reduzido.
Como a piscina biológica não requer equipamentos elétricos, não existem custos energéticos.
Em termos estéticos, surge como uma zona tranquila e visualmente apelativa no exterior da casa.
Mais-valia em termos imobiliários.
As piscinas biológicas ajudam a equilibrar o ecossistema, eliminando a presença de insetos indesejados.
Perfeitas para quem adora estar em contacto com e observar a natureza, promoção da biodiversidade (fauna e flora).
Apesar do seu aspeto natural e da existência de plantas aquáticas, as piscinas biológicas não atraem mosquitos.
Mesmo depois de um inverno rigoroso, em que a piscina fica hibernada, as plantas voltam sempre a florescer na primavera e não necessitam de ser substituídas.
A tela impermeabilizada é mais barata do que o acabamento em betão e tem uma maior longevidade.
Pode criar uma borda em torno da piscina biológica tal e qual os modelos mais convencionais ou deixá-la com um aspeto mais natural.

Desvantagens

Custo inicial elevado.
Requer que a construção seja feita por parte de uma empresa especializada em piscinas biológicas. Não existem muitas e as deslocações das mesmas podem aumentar o custo final.
Existência de animais anfíbios na zona das plantas aquáticas e que podem ocasionalmente surgir na zona de banhos.
Necessita de adquirir um aspirador para piscinas.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Madeira plástica como solução ao desmatamento ...






Madeira plástica como solução ao desmatamento ...

O que é a Madeira Plástica?

É um material semelhante à madeira e que é fabricado a partir da reciclagem de vários tipos de plástico, que são processados e pigmentados para chegar a um novo material, sólido com uso idêntico aos da madeira, podendo ser pregada, parafusada, rebitada ou colada. Essa pode ser uma solução ambientalmente correta, eficaz e economicamente viável para o mercado da construção sustentável.

Além de evitar o desmatamento de matas nativas, é uma solução 100% ecológica que respeita o meio ambiente, ajudando a eliminar o lixo plástico e desmatamento indevido de nossas florestas.


Vantagens:

Não Racha
Não solta Farpas
Resiste a corrosão
Imune a pragas
Pode ser furada
Pode ser aparafusada
Não absorve água
Isola a umidade
Não Mofa
Não cria Fungos
Pigmentação de fábrica que dispensa pintura

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O porquê desta onda de calor ...



Em 4 de janeiro de 2014 aconteceu a passagem da Terra pelo periélio de sua órbita em torno do Sol, às 9h00. O periélio é o ponto de menor afastamento entre a Terra e o Sol. Nesse instante a distância que nos separa do astro-rei é de 147.104.613 Kms. A órbita anual da Terra em torno do Sol vai ao seu ponto mais próximo do Sol, a uma distância de 0,98 UA, lembrando que 1 UA é de aproximadamente 150 milhões de quilômetros.

A distância entre a Terra e o Sol varia ao longo do ano porque a sua órbita tem uma forma ligeiramente oval. Como resultado, esse momento marca o ponto do ano em que o Sol parece maior no céu e é quando a Terra recebe mais radiação solar. Na prática, no entanto, esse efeito é extremamente pequeno. A órbita da Terra é quase exatamente circular e sua distância do Sol varia em apenas cerca de 3% ao longo do ano.

O que é periélio?

É quando a Terra está mais próxima do Sol. Seu oposto é o afélio que ocorre em julho de cada ano.

Esse evento foi observado no século 16, quando Johannes Kepler apresentou provas mostrando que os planetas orbitam o Sol em elipses ligeiramente alongadas, e não em círculos.

O termo periélio também é usado quando se trata de cometas. O ponto de maior aproximação do Sol e de um cometa é chamado de periélio desse cometa.

Mas não se iludam, fora desse período vai ser muito frio!!! Vamos ser um planeta de extremos...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Banco de jardim recolhe e armazena água da chuva ...









Um projeto de sustentabilidade urbana onde o aproveitamento da água é o grande protagonista.

MARS architects recebeu um pedido da BMW Guggenheim Lab para participar, na visão de longo prazo do grupo de reflexão, para o desenvolvimento de intervenções que poderiam beneficiar as nossas cidades e os grandes ambientes urbanos.

Para a sua participação, a empresa internacional focada em questões de água, foi criada uma peça de mobiliário de exterior que recolhe e armazena a água da chuva através de almofadas funcionais.

Water bench - banco de água – é um projeto adaptável, modular, que foi formado fora das nossas noções tradicionais de um sofá Chesterfield, criando a atmosfera de uma sala-de-estar urbana dentro da esfera pública.

Este inovador banco combina mobiliário de ar-livre com a recolha e armazenamento de água para criar um produto que pode diminuir as necessidades de água da cidade, permitindo que espaços públicos, como jardins e parques, se tornem independentes do fornecimento de água da cidade.

Concebido como o primeiro protótipo de uma série de soluções de pequena escala que visam enfatizar multifuncionalidade e sustentabilidade no design urbano, e neste caso, aumentando a independência de água ao nível local, enquanto também incentiva a interação social.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Cadastro Ambiental Rural passará a ser obrigatório em todo o país ...


A ferramenta já contribui para melhoria do controle do desmatamento na Amazônia.

Uma ferramenta que tem contribuído para a redução do desmatamento em estados como o Pará e o Mato Grosso, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), deve se tornar obrigatória em todo o país nos próximos dias.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a ministra Izabella Teixeira está em vias de assinar uma Instrução Normativa que oficializará o CAR como condição para que uma propriedade esteja de acordo com a legislação ambiental. A partir da assinatura do documento, passará a valer o prazo de dois anos previsto pelo Código Florestal para que todos os proprietários de terras e posseiros do Brasil regularizem sua propriedade.

O CAR é uma espécie de carteira de identidade ambiental das propriedades rurais. Ele é composto por um mapa da propriedade, construído a partir de imagens de satélite, e de dados sobre a situação da vegetação na propriedade. Ele mostra, entre outras informações, o tamanho da propriedade, a porcentagem de área preservada (Reserva Legal) e se as Áreas de Preservação Permanente (APPs) estão de acordo com as exigências da legislação. São consideradas APPs, por exemplo, os trechos às margens de rios e nascentes, além das encostas de morros.

Desde que o novo Código Florestal entrou em vigor, o CAR tornou-se obrigatório e passou a ser o primeiro passo para que uma propriedade se regularize ambientalmente. As informações contidas no CAR ajudam os governos e o próprio produtor rural a saber se uma propriedade precisa recuperar áreas de vegetação degradada e onde exatamente elas estão. O CAR também é um mecanismo de identificação das responsabilidades individuais pela conservação da floresta. Como passa a haver um registro da ocupação dos territórios rurais, que pode ser cruzado com os dados de desmatamento, dá para saber quem está desmatando e quem está conservando a terra. Por fim, o CAR também permite o planejamento do uso do espaço por parte do produtor e, em uma escala mais ampla, por parte das prefeituras e dos governos estaduais.

Desmatamento caiu com o CAR

Exemplo do impacto do CAR na redução do desmatamento são os municípios de São Félix do Xingu e Santana do Araguaia, ambos no sudeste do Pará. Desde que o CAR começou a ser implantado massivamente na região, em 2009, Santana do Araguaia saiu da lista dos municípios que mais desmatam a Amazônia, elaborada anualmente pelo Ministério do Meio Ambiente. Em São Félix do Xingu, que já foi o campeão nacional em área desmatada e ainda hoje é o município com maior rebanho bovino do Brasil, com mais de 2 milhões de cabeças de gado, o desmatamento caiu 68%, entre 2009 e 2012.

A expansão do cadastro na região norte de Mato Grosso também contribuiu diretamente para a saída de dois municípios da lista do MMA: Brasnorte e Feliz Natal. Além do CAR, diversas outras medidas de incentivo à produção sustentável contribuíram para a redução do desmatamento nesses municípios. Porém, a ampliação do CAR certamente é uma das medidas mais importantes para aumentar a capacidade dos governos de monitorar a situação ambiental e para ajudar o produtor a aumentar sua produtividade, segundo o gerente de conservação do Programa Amazônia da organização ambiental The Nature Conservancy, Marcio Sztutman.

“O CAR contribuiu para melhorar a vida de muitos produtores e para facilitar a transição para uma produção mais responsável em municípios onde a situação do desmatamento era alarmante. Em nível nacional, é uma ferramenta fundamental para que o Código Florestal seja cumprido efetivamente”, afirma Sztutman.

A TNC foi uma das responsáveis pela expansão do CAR nos dois municípios e em pelo menos outras oito cidades paraenses. Em conjunto com prefeituras, governo estadual e sindicatos de produtores rurais, a organização cadastrou mais de 2 mil propriedades só em 2012, em um total de 554 mil hectares - área equivalente à das nove maiores capitais brasileiras somadas.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Alterações climáticas fazem mudar a economia global ...




Em meio às presentes anomalias naturais em algumas outras partes do mundo, a mídia internacional voltou a explorar novamente o tema das consequências da mudança climática enfrentada pela civilização humana.

Os especialistas mostram-se bastante alarmados: as alterações climáticas ultrapassaram o âmbito da ciência, chegando a ser uma questão de importância nacional. Elas podem ser consideradas como um novo fator estrutural da economia mundial. Ao mesmo tempo, os especialistas alertam contra as tentativas de caracterizar as mudanças climáticas globais como apenas aquecimento. Mesmo se for assim, o processo que se dá na realidade é muito mais complicado. Ele passa por alternação de períodos de aquecimento e esfriamento, mantendo em geral uma tendência de longo prazo à elevação das temperaturas.

É mais justo dizer que estamos presenciando hoje uma mudança climática global caracterizada pelo aumento, por um lado, da intensidade dos extremos meteorológicos e, por outro, a repetitividade mais frequente dos fenômenos naturais perigosos e anomalias climáticas. O que os especialistas denominam de “crescimento da conflituosidade na natureza”.

O problema já não se reduz apenas ao dilema sobre se o aquecimento está ocorrendo ou o esfriamento, nem tampouco tem a ver com o grau de culpa da humanidade. A discussão mudou-se para o plano de interesses objetivos, a teoria cedeu lugar à prática, a escolha tática relegou para segundo plano a estratégia. E verificou-se que o impacto do clima sobre a economia real é ambíguo. Pois, de tudo se pode tirar proveito, segundo acredita Konstantin Simonov, presidente do Fundo de Segurança Energética Nacional:

“Não é um fato consumado que é o aquecimento global que acontece. Eu falaria mais bem nas mudanças do clima e anomalias naturais, o que estamos presenciando na realidade. É uma evidência dos problemas ambientais globais, mas não do aquecimento global. A julgar pelo estado do tempo, devemos tratar do esfriamento global. Contudo, não existem quaisquer estatísticas exatas que permitam tirar uma conclusão expressamente unívoca. No que respeita ao impacto das anomalias na economia, é igualmente ambíguo. Com certeza, os desastres naturais paralisam a atividade econômica. Mas há sempre alguns pontos positivos. Quando a Europa assolada por frios consome mais energia, os preços do gás natural sobem. E quem se beneficia com isso? São os produtores e vendedores, ou seja, a Rússia, entre outros.”

De acordo com especialistas, o mundo do negócio deve considerar as mudanças do clima como fator da luta competitiva. Porque estes processos levarão a uma redistribuição em grande escala dos mercados, na qual serão envolvidos todos os setores sem exceção: agricultura, seguros, transportes, construção, indústria do lazer, ramo imobiliário, geologia econômica, produção de alimentos, saúde pública, mineração e até finanças. Eis um comentário a respeito do economista Alexander Abramov:

“Os primeiros a ganhar com isso serão os setores relacionados com o desenvolvimento das fontes alternativas de energia, de geradores eólicos a reatores termonucleares. Entre os setores potencialmente mais afetados poderão constar a produção de carvão e a de petróleo. A produção de gás, pelo contrário, poderá passar a ocupar uma posição privilegiada. Serão afetadas as produções classificadas como poluentes. Por exemplo, grandes usinas siderúrgicas de baixa tecnologia, todas as empresas que expelem à atmosfera elevadas quantidades de dióxido de carbono e ainda aquelas que sejam incapazes de passar a implementar a nova tecnologia.”

As alterações climáticas globais já estão afetando a economia mundial. Se a tendência negativa se preservar, é de esperar no futuro os choques mais sensíveis. No entanto, acredita-se que tal instabilidade promove o progresso científico e tecnológico, “desperta a humanidade da hibernação”. Mas devemos começar a nos preparar para o novo desde já, com antecipação, para que as novidades não nos peguem de surpresa.