sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Residências feitas de concreto inflado custam apenas 3.500 dólares...





A residência em formato de cúpula é resultado de um tipo de construção nada convencional – apesar de ter sido desenvolvido na década de 60 –, o método construtivo está em análise e poderá ser usado como alternativa para projetos de abrigo para refugiados e habitação de baixo custo.
A técnica batizada de Binishell consiste em inflar balões para servirem como fôrmas, por cima delas é colocado o concreto e o restante dos materiais. O arquiteto Dante Bini foi quem patenteou a ideia e, na época, ajudou a reduzir o tempo e o custo das construções – uma vez que os moldes tradicionais eram bastante caros. Agora, seu filho Nicoló Bini, está propondo novas construções utilizando esse método.
“É uma alternativa a habitação de baixo custo que é melhor do ponto de vista ambiental e humanitário. Temos um produto permanente que não é apenas mais verde, mas também mais rápido para construir do que outros sistemas”, afirmou ele.
Nesse tipo de construção, são integrados sistemas que reduzem o consumo de energia em até 75% em relação aos métodos tradicionais. É necessária uma quantidade menor de materiais, que devem ser comprados na localidade do morador. Há redução de custo tanto ambiental quanto financeira. A empresa avalia que a residência mais simples custaria apenas $ 3.500 dólares.
Além disso, é possível criar uma estrutura resistente aos desastres naturais. Em tais situações, o projeto ainda se mostraria eficaz pela rapidez com que as paredes podem ser erguidas – o que seria extremamente importante em casos emergenciais.
Os telhados verdes também poderiam ser uma boa solução para melhorar o conforto térmico e acústico das residências, além de reduzir ainda mais o impacto ambiental causado pelas construções.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Estudante produz blocos com areia usada e reduz impacto ambiental...




Pensando no meio ambiente e na redução dos custos na construção civil, a estudante de Engenharia Ambiental, Carolina Nucci Stetner, 28 anos, criou um projeto inovador, em que se reutiliza a areia de fundição – proveniente de fábricas ou oficinas onde há fundição de metais – na fabricação de blocos de construção.
Segundo ela, a adoção da prática na produção dos blocos garante uma redução de 33% no impacto ambiental das obras, e de 20% no preço de cada unidade. “Com o projeto, diminuímos a retirada de areia do meio ambiente e, também, o valor do bloco, peça fundamental para a construção de habitações”, afirma.

O bloco criado pela estudante está agora na fase final dos testes, que são realizados no laboratório da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), em São José dos Campos, interior de São Paulo. “Meu sócio, Paulo Dyer, e eu produzimos o bloco em uma fábrica da cidade, que faz tudo isso sem nenhum custo para a gente. Depois, levamos os blocos para a universidade, onde eles são colocados em um maquinário específico. Essa máquina vai destruí-los e medir a qualidade”, afirma. Segundo ela, a qualidade do bloco feito com a areia de fundição é a mesma do bloco convencional, produzido com areia nova.

Na fábrica, Carolina e Dyer recebem a areia de fundição já tratada e inerte, ou seja, sem a presença de elementos que podem agredir o meio ambiente, e pronta para ser enquadrada no processo comum de produção dos blocos.
Embora o produto já esteja pronto, a estudante não vai vender os blocos até que os últimos testes sejam concluídos. Além disso, Carolina está à procura de um investidor para expandir o negócio e patentear a ideia. “Nossa ideia não é só montar uma fábrica, mas abrir uma empresa de consultoria que ensine o processo de produção”, diz.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Chega ao Brasil produto social que transforma água contaminada em água limpa...




Estima-se que cerca de um bilhão de pessoas sofram com a falta de água potável no mundo. Para tentar combater esse tipo de problema, a P&G desenvolveu um produto social inovador chamado P&G Sachet, que acaba de chegar ao Brasil. Utilizando uma tecnologia de baixo custo, o sachê de quatro gramas é capaz de transformar dez litros de água contaminada em dez litros de água potável. No primeiro ano do projeto no país, serão doados 1,8 milhão de sachês pela empresa, porém, este número deve aumentar com a iniciativa do Walmart, que incentivará a doação de sachês pelos próprios consumidores.
O consumo de água contaminada é uma das principais causas de mortes entre bebês e crianças em países em desenvolvimento. Doenças como a diarreia, matam mais de 1.600 crianças com até cinco anos por dia no planeta. No Brasil, é estimado que 17,3% da população não recebe água por meio de rede de abastecimento. A falta da água potável reflete diretamente o desenvolvimento de uma sociedade e as crianças são as que mais sofrem com isso.
O P&G Sachet não será vendido e faz parte da principal ação de responsabilidade social da empresa, o Programa Água Pura Para Crianças, que já entregou mais de 7,8 bilhões e meio litros de água purificada em todo mundo.
No Brasil, o projeto será desenvolvido inicialmente no Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais carentes do país onde pessoas sofrem diariamente com a falta da água potável. “O Vale do Jequitinhonha representa os problemas da maioria das famílias do semiárido brasileiro, que não têm o suprimento adequado e permanente de água limpa. Em regiões assim, é comum o contato de animais com a água de lagos e rios, contaminando com coliformes fecais a água que é usada para o abastecimento dos moradores”, destaca Gerson Pacheco da ONG ChildFund Brasil, que fará a distribuição, orientará as famílias locais e os multiplicadores sociais da região.
Cada família receberá o produto para obter água potável por um ano inteiro. O objetivo é atender 24.250 pessoas ao fornecer 18 milhões de litros de água purificada em 4.850 mil domicílios da região. “Com isso, esperamos reduzir na região a incidência de doenças transmitidas em função da ingestão de água contaminada”, afirma Juliana Gattaz, gerente de Comunicação, Sustentabilidade e Responsabilidade Social da P&G. Até 2015, a meta é fornecer 22 milhões de litros de água potável no Brasil.
O programa ainda vai contar com o apoio da rede varejista Walmart, que, juntamente com a P&G, desenvolveu uma promoção para incentivar os consumidores a contribuírem com o projeto. Por meio da promoção Doe Água Limpa, a cada produto das marcas P&G comprados na rede, será doado o equivalente a mais um dia de água limpa para uma pessoa.
“Se aqui apresentamos apenas números e estatísticas do projeto, nas comunidades atendidas isto representa vidas salvas e um futuro melhor para cada criança. O compromisso do Walmart é de engajar o consumidor brasileiro nessa causa”, destaca Guilherme Loureiro, Presidente do Walmart Brasil.
Como funciona?
Para purificar a água, o conteúdo do P&G Sachet deve ser despejado em um recipiente com dez litros de água não potável. Depois é preciso mexer a mistura por cinco minutos e aguardar mais cinco minutos para a sujeira decantar. Em seguida, a água deve ser passada por um filtro, que pode ser até mesmo uma simples camiseta de algodão limpa. Para finalizar, deve-se esperar por 20 minutos para que o bactericida do produto faça efeito e pronto. Em 30 minutos uma água barrenta ou contaminada se transforma em água limpa para o consumo.
A P&G contabiliza o investimento em mais de 50 milhões de dólares utilizados para fornecer água de qualidade para comunidades carentes em todo o mundo. Até agora, o P&G Sachet já foi distribuído em mais de 75 países e, com os 7,8 bilhões de água purificada fornecidas pelo programa, foram evitados mais de 325 milhões de dias de doenças e 43 mil mortes em consequência do consumo de água contaminada, sendo a maior parte crianças, além da parceria com mais de 140 organizações parceiras que estão envolvidas no programa, entre elas o CARE, PSI, Save The Children, ChildFund e Visão Mundial.
“É uma meta alcançada que nos orgulha muito e nos motiva a seguir em frente. A P&G tem como compromisso a conscientização sobre a crise mundial de água e, até 2020, nossa meta é salvar uma vida a cada hora, com a distribuição de 200 milhões de sachês, o equivalente a dois bilhões de litros de água pura por ano”, anuncia Allison Tummon Kamphuis, diretora global do Programa Água Pura Para Crianças, da P&G.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Gasolina e Diesel podem ser substituídos por bactérias do intestino humano...




Já imaginou seu próximo veículo utilizando bactérias como fonte de energia? Não? Mas essa realidade pode estar mais próxima do que imaginamos. Essa pesquisa está em um estágio muito precoce e o estudo busca um método para a produção de um combustível renovável, que anteriormente, só era acessível a partir de reservas fósseis.
Quando o assunto é natureza, devemos observar atentamente com olhos de águia, pois tudo pode ser reaproveitável. Inclusive micro-organismos que são responsáveis por doenças, podem ser utilizadas ao nosso benefício e foi com esse olhar atento que os cientistas descobriram como utilizar a bactéria Escherichia coli (encontradas no intestino humano), como fonte de combustível.
Esse micro-organismo, muitas vezes por trás dos ataques de diarreia, ajudou a criar o gás propano é algumas vezes derivado de outros produtos do petróleo, durante processamento de óleo ou gás natural. Os pesquisadores acrescentaram três enzimas a esta bactéria e isso lhes permitiu extrair o ácido butírico, um composto essencial para a produção de mau cheiro de propano. Esses ‘ingredientes’ poderiam levar a um combustível que utiliza o sol para convertê-lo numa forma utilizável. Os cientistas afirmam uma produção em maior escala será possível entre cinco e dez anos.
Inicialmente a produção de combustíveis renováveis vem para complementar os já existentes e, posteriormente, substituir os combustíveis fósseis, como diesel, gasolina, gás natural e combustível de aviação.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Solução possível para a crise de abastecimento pode vir do esgoto...



Ele polui o meio ambiente, espalha doenças. Mas em tempos de seca, o esgoto pode ser uma das soluções. Para isso, é preciso reaproveitá-lo com inteligência. O resultado é água limpa, cristalina, produzida em uma estação de tratamento.

Em Búzios, no litoral do estado do Rio, 5% do esgoto da cidade já passam por uma filtragem especial para irrigar um campo de golfe.
"No começo a gente sofreu um pouco de impacto, poxa, a gente vai usar água de esgoto, mas as pessoas têm que ver por trás que existem todos os tratamentos", diz o diretor do campo de golfe Fabrício Mônaco.

Esgoto passa por estações de tratamento equipadas com filtros especiais

São 40 mil litros por dia. Uma receita extra de R$ 10 mil por mês para a concessionária. Quem paga a conta também comemora: "Se eu fosse contratar serviço direto de água, seria muito mais oneroso do que a água hoje de reuso da concessionária", afirma Fabrício.
Para virar água de reuso, o esgoto passa por estações de tratamento equipadas com filtros especiais e membranas que retiram todas as impurezas.

"Do outro lado sai água limpa, e desse lado aqui, fica retido toda a sujeira que estava no esgoto”, mostra o prefeito de Búzios.
Em alguns dias do verão, a população de Búzios se multiplica por dez, principalmente turistas que vem de outra cidade e a falta de água ainda acontece. Para evitar esse problema tem gente defendendo o uso dessa água na rede de abastecimento.

Jornal Nacional: A água tem gosto de quê, prefeito?

Prefeito de Búzios: Normal, gosto de água.

O prefeito da cidade, que é médico, sabe que a água só estaria própria para consumo se recebesse de volta os sais minerais retirados pelos filtros. Um golinho não tem problema. Problema mesmo é não poder usar a água de reuso no sistema de abastecimento.
“A gente está vendo hoje, com a crise em São Paulo e alguns outros lugares, a necessidade de ter acesso a outras fontes de água e eu acho que isso precisa ser modificado”, diz Carlos Roma Júnior, concessionária de água e esgoto - Prolagos.

Esgoto tratado nos EUA não vai direto para as redes de abastecimento

Segundo especialistas, a legislação brasileira não é clara o suficiente para permitir a ligação direta da água de reuso com as redes de abastecimento.

O que já é uma realidade em países como Cingapura e Namíbia. Nos Estados Unidos, o esgoto tratado não vai direto para as redes de abastecimento, e sim para reservatórios de onde as companhias de abastecimento retiram a água que depois será servida à população. Isso já acontece nos estados da Califórnia e do Texas.

Campinas será a primeira cidade do Brasil a utilizar água de reuso como se faz nos Estados Unidos.
“Existe uma certa brecha de entendimento desse reuso indireto. Que é pegar o efluente, jogar em uma represa e depois pegar”, explica Eduardo Pacheco, engenheiro do Portal Tratamento de Água.

Foram R$ 180 milhões investidos em duas estações. Juntas, têm capacidade para produzir 360 litros de água de reuso por segundo. O suficiente para abastecer uma população de 155 mil pessoas por dia.

A água tratada de esgoto que sai da estação é lançada no rio Capivari no ponto que é o encontro da água de reuso, bem mais limpa, com a água suja do Rio Capivari. Mas isso vai mudar. A partir de 2016, a água de reuso será lançada a 19 quilômetros de distância, rio acima. Uma nova tubulação levará o esgoto tratado até um ponto do rio bem próximo da estação de água que abastece Campinas.

Água de reuso responde por menos de 1% do consumo de água no Brasil

A ideia é reforçar o volume de água do rio Capivari a apenas 400 metros de distância da estação de tratamento. O ponto de captação da estação de tratamento abastece aproximadamente 60 mil moradores de Campinas.

"Nós pegarmos essa água com 90% de grau de pureza, levarmos ela até a nossa captação, ou seja, um pouco antes da nossa captação, ela vai fazer a diluição da água do rio, que vem do nosso rio Capivari, onde nós fazemos a captação. Com isso, há melhora na qualidade e na quantidade. Em melhorando a qualidade, gastaremos muito menos no tratamento da água, pois usaremos menos produtos químicos", afirma Marco Antônio dos Santos, Soc. de Abastecimento de Água e Saneamento.

O especialista Gesner de Oliveira estima que a água de reuso responde por menos de 1% do consumo de água no Brasil. “Esgoto é visto como algo feio, diferente de água. O que é um mito. Na verdade, é a mesma coisa. Há água de diferentes qualidades e com diferentes propriedades físico-químicas. Por isso que há laboratórios, laboratórios acreditados. Há testes que são realizados antes de, naturalmente, colocar na rede de distribuição pública”, afirma professor da FGV-SP Gesner de Oliveira.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Brasil tem oportunidade para controle biológico...


Maior consumidor mundial de agrotóxicos, o Brasil tem uma oportunidade de reduzir a aplicação de químicos na lavoura após a identificação no país, feita no ano passado, de uma praga exótica quarentenária, a Helicoverpa armigera. A opinião é do engenheiro agrônomo José Roberto Postali Parra, professor titular de Entomologia e Acarologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

Parra realizou a apresentação especial “Controle biológico no Brasil: situação atual e perspectivas” no Simpósio Nacional de Instrumentação Agropecuária, ocorrido de 18 a 20 de novembro, em São Carlos, na unidade de pesquisa em Instrumentação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O professor da USP também representou a FAPESP na abertura do evento.

Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), “Semioquímicos na Agricultura”, Parra destacou que o Brasil passa pelo momento mais propício para a adoção do controle biológico na lavoura, que consiste no combate a pragas agrícolas por meio de inimigos naturais como, por exemplo, insetos ou até microrganismos como fungos, bactérias, vírus e nematoides.

O INCT é financiado pela FAPESP em conjunto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

“Chegou o momento do controle biológico no Brasil”, afirmou o professor da USP, que associa essa oportunidade à identificação no país da lagarta Helicoverpa armigera, praga quarentenária que se alimenta de mais de cem tipos de culturas.

Dos algodoais do oeste da Bahia vieram alguns dos primeiros relatos da praga. Também já houve suspeita da lagarta em plantações de feijão em Goiás e no Tocantins e em outras culturas pelo Brasil.

“Como é um inseto de controle muito difícil e o uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil gerou uma série de desequilíbrios, o controle biológico passou a ser indispensável para o controle dessa lagarta”, disse.

Trata-se de uma solução viável, mas que exigirá muita pesquisa nacional, uma vez que não é possível importar soluções prontas de outros países, de acordo com o especialista. “Nossas condições são únicas e o controle biológico deve ser desenvolvido para a nossa realidade”, afirmou Parra.

Esse controle está inserido na filosofia do manejo integrado de pragas (MIP), um conjunto de medidas que visa manter a quantidade de pragas abaixo do nível de dano econômico, respeitando-se critérios econômicos, ecológicos e sociais, de acordo com o professor.

O MIP foi motivado também pelas consequências trazidas pelo uso dos agroquímicos. Parra explicou que, até a década de 1960, os inseticidas tinham uma forte participação no combate de pragas. Em 1948, o químico suíço Paul Müller chegou a ser laureado com o Nobel de Medicina pelo desenvolvimento do DDT, produto que conteve epidemias de tifo e malária ao matar seus insetos vetores. No entanto, descobriu-se que o produto é letal para pássaros e cancerígeno para humanos, o que fez com que fosse banido a partir da década de 1970.

O uso disseminado e indiscriminado de inseticidas também provocou o desenvolvimento de insetos resistentes a esses químicos. Outra consequência indesejada é a contaminação ambiental, que pode levar a problemas como a morte de abelhas, por exemplo.

“Todos esses fatores impulsionaram os trabalhos com controle biológico, que envolve áreas como taxonomia, modelos de simulação, ecologia, bioecologia, seletividade de produtos químicos e várias outras áreas”, detalhou.

Biodiversidade pouco explorada

José Roberto Postali Parra, professor titular de Entomologia e Acarologia da Esalq (foto: Fabio Reynol}Um grande desafio para a aplicação do controle biológico no Brasil é o subaproveitamento de uma riqueza natural: a sua ampla biodiversidade. “Apesar de ser imensa, nossa biodiversidade é pouco conhecida, pouco investigada e pouco explorada”, disse Parra, ressaltando que aí poderiam ser encontradas fontes naturais para o combate de pragas.

O Brasil tem dez inimigos naturais disponíveis para a utilização no campo; no mundo, são registrados cerca de 250, segundo Parra. No entanto, o número de pragas conhecidas ultrapassa 500 espécies, o que abre um imenso caminho a ser percorrido pela pesquisa.

As novas metodologias de controle biológico podem utilizar técnicas modernas como sensoriamento remoto com hiperespectrômetros, aparelhos capazes de detectar a presença de insetos na planta, mesmo que estejam sob folhas ou no interior do vegetal.

Com essa técnica, é possível calcular a quantidade de insetos na lavoura com precisão bem maior que os métodos tradicionais, como as armadilhas de feromônios, armadilhas luminosas e a amostragem de insetos por batimento de pano, que consiste em colocar um tecido branco nas entrelinhas da plantação e chacoalhar as plantas para os insetos caírem nele e serem contados.

“Isso é inviável em uma plantação de 50 mil hectares”, argumentou Parra. Por isso, drones equipados com hiperespectrômetros podem mapear a quantidade e a localização dos insetos para que a ação de combate seja direcionada a esses alvos. Os drones também podem fazer uma liberação controlada de inimigos naturais de acordo com a incidência de pragas encontrada.

Essas novas tecnologias levam a outro gargalo: a sua transferência ao produtor. Técnicas modernas exigem mão de obra especializada e um serviço de extensão rural que saiba repassar esses conhecimentos, o que o professor da USP considera um grande desafio.

A logística é outro obstáculo a ser superado devido à grande extensão territorial do Brasil. “Estamos acostumados a falar sobre prazo de validade e tempo de prateleira para patógenos, mas, quando produzimos insetos, isso é mais complexo”, disse. O inimigo natural deve ser lançado no campo no tempo de vida ideal, medido em dias, e seu transporte para lugares distantes tem de ser feito em câmaras frigoríficas.

Ao mesmo tempo, é preciso ter cuidado com predadores como as formigas que atacam a vespinha Trichogramma, um dos insetos mais populares no combate a pragas, inclusive à lagarta Helicoverpa armigera.

De acordo com Parra, o controle biológico será cada vez mais difundido por necessidade e pressão dos mercados. Ele narrou o caso da Espanha, maior produtor mundial de pimentão, que se viu diante da proibição do uso de inseticida nessa cultura. Por conta disso, o país foi obrigado a utilizar controle biológico.

“Estamos vivendo no Brasil um marco para o controle biológico. Se continuarmos aplicando inseticidas de maneira indiscriminada, as pragas vão aumentar. Temos necessidade do controle biológico e condições favoráveis: biodiversidade, mercado agrícola forte e massa crítica de especialistas para desenvolver a área”, disse Parra.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Japão: Uma cidade toda com Energia Solar Fotovoltaica...



A recém-inaugurada Fujisawa Sustainable Smart Town, ou simplesmente Fujisawa SST, no leste do Japão. Localizada a cerca de 50 km da capital Tóquio, a cidade inteira funciona de forma inteligente, consumindo menos recursos naturais.
Ela conta com serviços de compartilhamento de carros e bicicletas elétricas, casas alimentadas por energia solar e os moradores têm até incentivo financeiro para reduzirem o consumo de energia.
O projeto é fruto de uma parceria da Panasonic com outras sete empresas japonesas e uma norte-americana. Seu custo estimado é de R$ 1,3 bilhão. Até 2018, segundo projeções da empresa, cerca de três mil pessoas devem habitar Fujisawa.
A ideia é que ela evolua para se adaptar às novas tecnologias limpas que possam reduzir ainda mais o impacto sobre o meio ambiente e também sirva de inspiração para outras cidades do Japão e do mundo.
Energia solar Fontes renováveis de energia vão ser responsáveis por 30% do abastecimento da nova cidade. Painéis solares instalados nos telhados das casas garantem a energia necessária para os moradores. As sobras são armazenadas em baterias.
Preço As casas em Fujisawa possuem até 163 m² e custam em torno de US$ 550 mil. Segundo a Panasonic, fora da cidade inteligente, uma residência com tamanho similar e sem o conceito "smart" sai por cerca de US$ 500 mil.
Compartilhamento de veículos elétricos A cidade conta com “smart spots”, pontos específicos onde os moradores podem alugar bicicletas e carros elétricos. Eles podem ser compartilhados ou alugados com hora marcada e as reservas podem ser feitas através da televisão, na própria residência.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ciência avança sobre parte inexplorada dos oceanos...



Apesar de cobrir 70% da superfície do planeta, os oceanos são o ecossistema menos explorado da Terra. Para cientistas, a necessidade de compreender melhor os oceanos é uma questão de sustentabilidade.
“A exploração dos recursos marinhos aumenta cada vez mais, fazendo dos oceanos uma fonte que muitos julgam inesgotável para a satisfação de diversas demandas humanas. É preciso compreender melhor a complexidade da vida marinha para estabelecer uma relação sustentável com ela”, disse Rick Grosberg, diretor do Coastal and Marine Sciences Institute (CMSI) da University of California em Davis (UCD), à Agência FAPESP.
Esforços para avançar no conhecimento sobre a vida marinha, correntes oceânicas e suas relações com a vida em terra firme foram compartilhados por pesquisadores dos Estados Unidos e de instituições do Estado de São Paulo na FAPESP Week California, realizada de 17 a 20 de novembro nas cidades de Berkeley e Davis.
Grosberg falou sobre pesquisas com invertebrados marinhos, incluindo anêmonas, hidrozoários, ascídias e caracóis, e do uso de abordagens genômicas no estudo de suas populações. “Os trabalhos de meu grupo envolvem atividades de campo e de laboratório, com genética molecular, genética populacional e filogenia, além de uma quantidade ainda modesta de modelagem”, disse.
Entre esses trabalhos estão pesquisas em genética da conservação de invertebrados marinhos e crustáceos de piscinas vernais, conjuntos temporários de águas formados em determinadas épocas do ano, que servem de hábitat para plantas e animais. “Em menos de um século, a urbanização e a conversão agrícola destruíram 90% desses habitats”, disse.
Pesquisadores do laboratório de Grosberg iniciaram estudos genéticos para caracterizar os efeitos do hábitat na diversidade de espécies endêmicas – que ocorrem em apenas um ecossistema – de camarão girino. De acordo com o pesquisador, várias dessas espécies são agora protegidas pelo governo dos Estados Unidos em razão dos trabalhos do laboratório.
O objetivo agora é expandir o projeto para outras espécies simpátricas – variações genéticas de populações que habitam a mesma região geográfica, tornando-se espécies diferentes. “Também estamos examinando os efeitos das mudanças climáticas, da pesca excessiva, da poluição e da fragmentação de hábitat sobre a resiliência dos recifes de coral”, disse Grosberg.
Luciano Martins Verdade, professor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP) e membro da coordenação do Programa BIOTA-FAPESP, falou sobre a importância do monitoramento da biocomplexidade em todos os ecossistemas.
“Seja no meio aquático ou terrestre, precisamos de mecanismos de monitoramento que nos permitam tomar decisões de intervenção humana para corrigir problemas gerados por pressões – como, por exemplo, de pesca excessiva ou uso de produtos agroquímicos – que contaminam o meio, mas são necessários à atividade agrícola”, considerou.
Verdade destacou em sua palestra a necessidade de o processo produtivo levar em consideração a conservação da biodiversidade.
“Hoje, mais do que nunca, a paisagem em que a pesca ou a agricultura são feitas é a mesma ocupada pela diversidade biológica. O que se pretende é uma paisagem que seja de fato multifuncional, que tenha a missão de produção de espécies domesticadas, mas comporte também uma missão de conservação da diversidade biológica”, disse.
Correntes marítimas
Outro fator diretamente ligado à vida nos oceanos e fora deles, as correntes marítimas, foi abordado na FAPESP Week California por Edmo José Dias Campos, professor do Instituto Oceanográfico da USP.
Campos apresentou as atividades de pesquisa conduzidas no âmbito do Projeto Temático Impacto do Atlântico Sul na célula de circulação meridional e no clima, realizado com apoio da FAPESP e que integra o projeto internacional South Atlantic Meridional Overtuning Circulation (Samoc).
“Estamos atuando para entender o comportamento das regiões profundas do oceano em uma área onde não há observações anteriores”, destacou Campos. Segundo ele, as observações mais recentes surpreenderam pela intensidade das correntes do Atlântico Sul.
“Já temos um conjunto de correntes medidas a quatro mil metros de profundidade que estão mostrando variações de amplitude muito maiores do que o esperado. Também verificamos que a componente leste-oeste dessa corrente tem uma variabilidade muito grande, como se houvesse uma espécie de meandramento ou oscilação lateral, com amplitudes muito grandes. Precisamos revisitar os dados e analisá-los, mas tudo indica que se trata de um fenômeno inédito”, disse.
O conhecimento sobre o comportamento das correntes pode ajudar na compreensão das mudanças climáticas. “Se conseguirmos manter esse sistema de observação ao longo do tempo, vamos poder dizer se há alterações de mais longo período e considerar suas relações com o clima”, disse Campos.
Os trabalhos são realizados com o navio de pesquisa oceanográfica Alpha-Crucis, adquirido pela FAPESP no âmbito do projeto Incremento da capacidade de pesquisa em oceanografia no estado de São Paulo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sobre as Origens das Emissões de Gases Causadores de Mudanças Climáticas...



Apenas 90 empresas e países produtores de petróleo geraram 2/3 das emissões humanas de gases causadores de mudanças climáticas.  A conclusão é de um estudo publicado pelo “jornal”Mudanças Climáticas (com 4.399 artigos publicados em 353 edições cobrindo o período 1978-2014).  O estudo, de autoria de Richard Heed, intitulado Rastreando as Emissões Antropogênicas de Dióxido de Carbono e de Metano Provenientes dos Produtores de Combustíveis Fósseis e de Cimento, 1854 – 2010 mostra que 50 empresas privadas, 31 estatais e 9 nações produtoras de petróleo, gás, carvão e cimento foram “responsáveis” fizeram esse estrago todo (“responsáveis” entre aspas porque não haveria produção sem consumo).
Cerca de 30% das emissões foram resultado das atividades de apenas 20 empresas.  A estatal soviética que atua nessa área foi responsável por 8,9% das emissões, seguida de perto pela sua similar chinesa, com 8,6%.  Entre as empresas privadas, a “liderança” fica com a Chevron-Texaco – 3,5% das emissões totais -, seguida pela Exxon – 3,2% dessas emissões.
“Há milhares de produtores de petróleo, gás e carvão no mundo.  Mas aqueles que decidem – os CEOs das empresas e os ministros do petróleo e do carvão, podem todos caber em um ou dois ônibus de passageiros” – afirmou o autor do estudo e pesquisador do Instituto de Contabilidade Climática, do Colorado, EUA.
Cerca de metade das emissões totais ocorreram nos 25 anos anteriores a 2010, e essas empresas ainda têm como ativos reservas tão grandes de petróleo, gás e carvão que, se exploradas, aumentarão de maneira decisiva os impactos das mudanças climáticas.
Para não responsabilizar apenas as empresas, vale dizer que os países altamente desenvolvidos subsidiam a exploração de petróleo, gás e carvão com isenções tributárias que totalizam US$ 88 bilhões por ano!  Esse valores foram resultado de estudos feitos por uma tradicional e robusta organização inglesa ODI e pela norte-americana Oil Change International, e se encontra disponível para download nas páginas de ambas na internet.
A governo da Inglaterra – que tanto fala na necessidade de proteção das florestas tropicais – tem sido um dos mais generosos na concessão desses incentivos tributários, com isenções que totalizaram US$ 4,5 bilhões para empresas de diversas nacionalidades atuarem na exploração do petróleo do Mar do Norte, que declina rapidamente.  Desse total, US$ 1,2 bi foram concedidos a duas empresas francesas – GDF-Suez e Total -, US$ 450 milhões para empresas norte-americanas – incluindo a Chevron – e US$ 992 milhões para empresas britânicas.  O governo da Inglaterra também deu incentivos com recursos públicos para que empresas ampliassem as suas atividades de sondagem e exploração em países como o Azerbaijão, o Brasil, Ghana, India, Indonesia, Guiné, Rússia, Uganda e Qatar.
O relatório também critica os países do G-20 por permitirem que dinheiro subsidiado seja canalizado para a exploração de petróleo, gás e c carvão através do Banco Mundial e outras organizações financeiras multi-laterais, num total de $ 520 milhões por ano – quatro vezes mais do que para energias renováveis.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Jovem que não produz lixo há 2 anos prova que levar uma vida sustentável é mais fácil do que você imagina...




Graduanda em Estudos Ambientais, a nova-iorquina Lauren Singer sempre se incomodava quando seus colegas traziam embalagens de alimentos para a sala de aula e as jogavam no lixo, ao fim do dia. Foi então que viu a quantidade de embalagens que ela mesma utilizava em sua casa. Percebendo-se uma grande hipócrita, por falar sobre sustentabilidade e meio ambiente e não aplicar esses conceitos em sua dia a dia, a garota de 23 anos decidiu mudar, adotando um estilo de vida a lixo zero.

Para eliminar o uso de plástico e papelão em sua vida, Lauren percebeu que precisaria mudar por completo. Contudo, por mais drástica que a mudança de vida possa parecer ter sido, ela afirma que não foi tão difícil e que vale a pena. A garota começou aos poucos, usando sacolas retornáveis e recipientes próprios, optando por comprar alimentos a granel, de produtores locais, e criando seus próprios produtos de higiene e limpeza em casa. Até mesmo as roupas de Lauren mudaram e agora ela faz compras somente em lojas de segunda mão. A estudante se sente feliz por poder afirmar que está há dois anos sem produzir nada de lixo.

No dia a dia, ela se acostumou a negar recibos de papel, canudos, sacolas plásticas e folhetos. Além disso, Lauren descobriu as vantagens dos alimentos produzidos localmente, além de adotar um estilo de vida muito mais simples. Segundo ela, os resultados dessa intensa mudança de hábitos foram: 1) economia de dinheiro, já que toda e qualquer compra é pensada; 2) uma alimentação melhor e 3) ela se sente mais feliz por agir de acordo com os conceitos sustentáveis em que acredita.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A natureza tem uma ótima maneira de estocar água...



É crescente o número de municípios que sofre crises no abastecimento de água. Em tempos de variabilidade climática e de imprevisibilidade no padrão de chuvas essas crises se tornam mais frequentes e graves.

Dispor de reservas de água capazes de abastecer as necessidades humanas em periodos de seca é fundamental para a segurança hídrica local. Prover água de forma segura e permanente demanda estocá-la, gerir bem o estoque e distribuí-la de modo eficiente. Estocada, ela se torna uma poupança valiosa. Para isso, a capacidade de planejamento e gestão precisa ser aprimorada.

A água pode ser acumulada em reservatórios e barramentos de agua superficial e distribuída por meio de infraestrutura hídrica – dutos, canais, transposições. Há também a opção de acumulá-la no solo, a forma mais natural de se estocar água: ela chove, se infiltra no solo e se acumula nos aquíferos, de onde brota em nascentes e alimenta os córregos, riachos e rios. Esse serviço hidroambiental é prestado gratuitamente pela natureza.


A proteção das áreas de mananciais e de recarga de aquíferos permite que a agua de chuva se infiltre no solo e os reabasteça.Nas reservas subterrâneas, a água é filtrada no solo não saturado que retém parte de suas impurezas. Ela se acumula nos aquíferos freáticos de onde brota com qualidade muitas vezes melhor do que aquela que se infiltrou no solo. Sua quantidade também é preservada, pois há menor evaporação do que nos reservatórios de superfície, nos quais parte dela se perde por evaporação, especialmente em climas quentes e secos.

No Brasil, há exemplos inspiradores da importância de acumular agua no subsolo para proteger nascentes e mananciais. No século XIX, o imperador Pedro II promoveu diretamente o reflorestamento da Floresta da Tijuca, que havia sido devastada para o plantio de café. Tal devastação ameaçava o abastecimento de água da capital do país, o Rio de Janeiro. A intervenção do próprio imperador atesta a importância estratégica do tema. O episódio é um exemplo positivo do que pode ser feito hoje no Brasil em escala maior, para manter vivas as fontes de abastecimento. Entre as boas práticas atuais nesse tema, destaca-se o Programa Produtor de Água, que paga por serviços ambientais os produtores rurais que deixam de usar suas propriedades para outras finalidades e passam a priorizar a produção de água. Vários municípios brasileiros têm adotado esse modo para proteger suas fontes e uma condição essencial para tanto é que haja algum ator disposto a pagar por esse serviço ambiental. Companhias de águas estaduais ou municipais são grandes interessadas nos seus resultados. Outra iniciativa relevante é o Programa Cultivando água boa , de Itaipu Binacional, voltado para a sustentabilidade hídrica e com muitas ações socioambientais. Ademais, o programa conserva os solos, reduz erosão, reduz o assoreamento e aumenta a vida útil do reservatório da hidrelétrica.

Há bons exemplos em iniciativas da sociedade civil tais como a do Instituto Terra, que promove o plantio em grande escala de arvores numa região devastada pela pecuária no vale do Rio Doce, com resultados expressivos em termos de retorno de nascentes que haviam desaparecido. 

Para a maior parte das 5500 cidades brasileiras e para milhares de distritos e propriedades rurais a formação de estoques de água no solo é uma solução ecológica natural, econômica e factível tecnicamente.

Os municípios têm competências legais para atuar sobre o que se faz com o seu solo e dispõem de instrumentos tais como leis de ocupação do solo e os planos diretores, que precisam ser formulados de modo hidricamente consciente. Hidratar o planejamento e a gestão municipal, ou seja, levar em consideração as questões da água, é um imperativo para se prover fonte segura de abastecimento em tempos de variabilidade climática.

A natureza tem uma ótima maneira de estocar água. Pode-se trabalhar a favor das pessoas e da natureza aproveitando os serviços que ela oferece. Isso implica reconhecer, valorizar e proteger os serviços hídricos naturais prestados pelo ciclo da água e cuidar para que sejam mantidos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

RAPS abre processo seletivo 2014 para Rede de Líderes Políticos por um Brasil Sustentável...



A Rede de Ação Política pela Sustentabilidade – RAPS – está com inscrições abertas para o processo seletivo 2014 da Rede de Líderes Políticos por um Brasil Sustentável. Até 12 de janeiro, os interessados podem se inscrever gratuitamente para participar dos projetos Líderes RAPS, Empreendedores Cívicos ou Jovem RAPS.
O primeiro tem como objetivo ampliar o número de políticos com mandato comprometidos com os valores e princípios da ética e da sustentabilidade. O projeto Empreendedores Cívicos visa a potencializar a participação da sociedade na vida política do país por meio do engajamento os temas da política e do controle social. Já o projeto Jovem RAPS tem como foco estimular a participação da juventude nas experiências de práticas cidadãs, fomentando o surgimento de novos protagonistas na vida pública.
A partir de março de 2014, os selecionados para estes projetos receberão formação e capacitação gratuitas em cursos, palestras, seminários e eventos com os melhores consultores e cientistas políticos do Brasil e do exterior, como o professor Steve Jarding, da Universidade de Harvard (EUA), especialista em planejamento de campanhas eleitorais.
O processo seletivo contará com rigorosa análise curricular e entrevista. As inscrições devem ser feitas em formulário específico no site http://www.raps.org.br/inscricao/users/edital.
A RAPS é uma entidade civil, sem fins lucrativos, de natureza apartidária e com pluralidade ideológica, cuja missão é contribuir para o aperfeiçoamento da democracia e do processo político brasileiro por meio, principalmente, da identificação e apoio a atuais e novas lideranças políticas. A RAPS se propõe a ser uma resposta de como é possível empreender na política de forma inovadora por um Brasil ético e sustentável.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Produto quer "transformar danos ambientais em renda" com reciclagem do óleo de cozinha...



Você sabia que cada brasileiro consome cerca de 19 litros de óleo por ano? Este valor representa um total de 3 bilhões de litros gastos anualmente pela população do Brasil, que em vez de irem para o ralo podem gerar renda. É o que afirma David Keller, um dos responsáveis pelo Oliplanet. O projeto pretende motivar a reciclagem do material no pais, com a criação de um produto para melhorar a forma de coleta e um site para informar como e onde depositar todo óleo guardado.
De acordo com a Associação Brasileira para sensibilização, coleta e reciclagem de resíduos de óleo comestível (Ecóleo), menos de 1% do óleo de cozinha que é consumido, acaba reciclado. Uma parte dele é descartada na pia das cozinhas - ação que atinge a rede de esgoto, podendo provocar um entupimento da tubulação (o que aumenta as chances de enchentes). E, se conseguir passar por esta etapa e alcançar os rios, cada litro de óleo derramado pode poluir até 20 mil litros de água dos rios.
Keller defende que a melhor maneira de descartar o material é armazenando-o em garrafas PET. "Você encontra uma facilmente, elas têm boa vedação e são muito resistentes. Isso garante que o óleo chegue até a reciclagem sem atingir o meio ambiente", destaca o profissional, que também comentou que, apesar de não se tratar de uma novidade, poucas pessoas o fazem. "Penso que as coisas precisam ser fáceis e práticas para funcionar".
Para facilitar o manejo da ação, o Oliplanet é um material que tem a finalidade de escoar os líquidos como um funil. Ele permite a acoplagem na maioria das garrafas PET do mercado, servindo também como tampa da garrafa utilizada, segundo Keller.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014



Incentivos fiscais para captura de carbono devem ser parte do acordo sobre mudanças climáticas que substituirá o Protocolo de Kyoto, disseram em uma declaração conjunta na terça-feira (25) 56 países que pertencem à Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (Unece).
A recomendação dos Estados-membros da Unece coloca a questão formalmente na mesa para o encontro da Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) em dezembro de 2015, em Paris, que buscará um acordo vinculativo para substituir Kyoto.
Delegados de quase 200 países se encontrarão no Peru no mês que vem para trabalhar no acordo, em meio a novos alertas científicos sobre os riscos de inundações, ondas de calor, acidificação dos oceanos e aumento dos níveis do mar.
A recomendação da Unece diz que o desenvolvimento comercial de captura de carbono e armazenamento (CSS, na sigla em inglês) -retirando dióxido de carbono da atmosfera para reduzir a concentração de gases-estufa- não tem apoio político suficiente, e deveria ter, pelo menos, tanto apoio quanto outras tecnologias de baixo carbono.
“Um acordo internacional pós-Kyoto deve aceitar uma ampla gama de instrumentos fiscais para encorajar CCS/CCUS (utilização de captura de carbono e armazenamento), mas a seleção de instrumentos deve ser deixada à discrição dos governos nacionais”, disse o comunicado da Unece.
Os governos devem, também, trabalhar juntos para patrocinar financeiramente projetos demonstrativos, de acordo com a entidade.
É preciso mais do que investir em energias renováveis – Aumentar fontes alternativas de energia, como eólicas e solares, não seria o suficiente para lidar com a mudança climática, considerando que essas tecnologias não fazem nada para reduzir o dióxido de carbono que já se acumulou na atmosfera, o qual, segundo a ONU, está causando o aquecimento global e perigosos aumentos na acidez dos oceanos.
“Cimento, aço, produtos químicos, processo de refino e meios de transporte estão entre os muitos setores que devem ser tratados de uma maneira semelhante ao setor de energia e de um jeito que se direcione às preocupações sobre os efeitos da competitividade internacional”, disse o comunicado.
“Dirigir-se propriamente quanto a CCS/CCUS em um acordo internacional pode ser uma das poucas estratégias capazes de progredir para um rápido uso de CCS como uma parte importante das atividades de globais de redução de CO2”.
O número de grandes projetos de CCS dobrou desde 2010, para 22, e a tecnologia teve um marco neste ano, com o começo da primeira usina energética a carvão equipada com CCS, disse o Instituto Global de CCS no começo deste mês.
Os altos custos do CCS -como capturar dióxido de carbono dos gases expelidos de usinas de energia ou retirar o carbono do gás natural- tem desencorajado maiores investimentos, apesar das preocupações sobre mudanças climáticas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Nova parede promete ‘aposentar’ ventilador e ar-condicionado...



Quando o assunto é refrigerar os ambientes, o ar-condicionado e o ventilador ainda são os aparelhos mais utilizados, não é mesmo?
O problema é que o primeiro costuma turbinar a conta de luz, enquanto o segundo geralmente funciona com aquele barulho irritante. Ao pensar nisso, estudantes espanhóis desenvolvem um produto que promete acrescentar mais uma alternativa para amenizar o calor.
Trata-se da cerâmica de hidrogênio, um novo material que interage com a temperatura atmosférica. Assim, o produto promete resfriar o ambiente em dias de calor ao passo que isola o espaço no inverno.
A ideia ainda é um conceito. Mas, nos próximos anos pode ser possível encontrar essa parede, que refrigera, na loja de materiais de construção mais próxima.
Chamado de hidrocerâmica, o novo material de construção é formado por bolhas de hidrogel que interagem com o meio ambiente. O hidrogel é um insumo tecnológico com capacidade de absorver até 400 vezes sua massa em água.
Bolhas carregadas – Segundo o site de inovações Springwise, o novo material de construção pode ser ‘carregado’ por água e, em dias de calor, evaporar o líquido refrescante para dentro do ambiente.
Em sentido oposto, quando chove e a temperatura torna-se mais amena, as bolhas de hidrogênio são carregadas novamente de água e isolam a construção.
A ideia ainda é um conceito, mas não se admire se, nos próximos anos, você encontrar essa parede que refrigera na loja de materiais de construção mais próxima.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Brasileiro cria vaso sanitário que gasta apenas 2 litros por acionamento...



As tecnologias que reduzem o desperdício de água em residências estão cada vez mais aprimoradas. Descargas com vasão dupla já são comuns, mas o empresário brasileiro Leonardo Lopes criou um modelo ainda mais eficiente. O vaso sanitário desenvolvido por ele utiliza apenas dois litros de água a cada acionamento.

O modelo é comercializado pela Acquamatic e permite a economia de até oito litro a cada acionamento, se comparado aos modelos tradicionais. Segundo o empresário, um dos segredos para a eficiência é a ausência de sifão. Assim, um basculante despeja os dejetos diretamente na prumada do esgoto. Ele ainda explica que tudo acontece pela própria dinâmica da água, sem a necessidade do uso de eletricidade.

Enquanto os sanitários tradicionais gastam um litro de água para evitar o mau cheiro, o modelo desenvolvido por Lopes usa apenas 200 ml. Tamanha eficiência rendeu o selo hídrico ao produto. Outro diferencial foi o uso do polímero ABS na fabricação, mais resistente do que a louça utilizada nos vasos comuns.

A matéria-prima reduz os níveis de poluição durante toda a fase de produção e descarte. O modelo também é altamente resistente, suportando até 1,5 tonelada, conforme informado pelo fabricante.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Muda regra de licenciamento para recolher embalagem de agrotóxico...



O Conselho Nacional do Meio Ambiente aprovou, na terça-feira (19), resolução alterando os critérios mínimos para o licenciamento ambiental de postos de coleta de embalagens de agrotóxicos.
A medida revisa resolução anterior que instituiu a logística reversa no setor, considerado atividade potencialmente poluidora e nociva à saúde dos trabalhadores.
As exigências da resolução anterior, que afetam os estabelecimentos comerciais e as indústrias, passam a vigorar também para a coleta mais criteriosa das embalagens vazias, ou contendo resíduos. O novo texto torna as exigências anteriores compatíveis com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
O setor de embalagens de agrotóxicos foi um dos primeiros a adotar a logística reversa, por resolução Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) há mais de dez anos, e vem obtendo bons resultados, de acordo com o monitoramento feito pelas autoridades ambientais.
Retorno de embalagens - A devolução da embalagem é obrigação do agricultores e vem sendo feita dentro das exigências em postos e centrais espalhados pelo país. As emendas à proposta de resolução foram acordadas sem grandes dificuldades e a aprovação pelo plenário, quase unânime.
Pela nova resolução, os estabelecimentos que já operam a logística reversa estão obrigados a requerer, junto aos órgãos ambientais licenciadores, a adequação às novas normas. Representantes do setor acreditam que não enfrentarão dificuldades para adequar sua rede.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Prepare-se: as profissões do futuro são verdes!



Se você está escolhendo um curso superior ou está concluindo sua graduação e gosta da área ambiental, talvez uma das profissões abaixo possa ser interessante para você. A área ambiental está demando um número cada vez maior de profissionais em médias e grandes empresas. Até mesmo pequenas empresas do setor industrial já se preocupam com a contratação de profissionais ou serviços terceirizados na área.
Um profissional do setor ambiental em geral precisa obter uma especialização na área, como um MBA em gestão ambiental, ou um mestrado em energias renováveis, por exemplo. Um conhecimento detalhado da legislação ambiental também é fundamental. Profissionais das áreas de engenharia, administração e direito podem encontrar excelentes oportunidades nesse mercado.
Se você deseja iniciar seus estudos hoje mesmo, recomendamos conhecer um pouco sobre: ISO 14.001,Certificação Leed e Certificação ambiental.
Confira abaixo as profissões mais quentes na área ambiental.
CarreiraO que faz?Formação básicaMercado de trabalhoSalário
Advogado ambientalAnalisa riscos e prepara contratos com cláusulas ambientaisDireito + especialização na área ambientalVocê poderá atuar como consultor para empresas em temas da área ambientalR$ 15.000,00
Especialista em energias renováveisDesenvolve projetos de uso de energia renovável de fontes, como solar e eólicaEngenharias (civil, elétrica ou de energia) + especializaçãoOportunidade quente, pois há carência de mão de obra na áreaR$ 8.000,00
ContabilistaPrepara e analisa balanços e números do patrimônio das empresasCiências contábeisFalta mão de obra qualificada para trabalhar na área, especialmente em empresas que precisam gerenciar o investimento em projetos ambientaisR$ 10.000,00
Coordenador de tratamento de águaCoordena o tratamento e a eliminação de resíduos na águaEngenharia (civil, química) + especializaçãoEmpresas e indústrias estão em busca desse profissional diante da legislação ambiental mais exigenteR$ 10.000,00
Técnico em meio ambienteColabora para o planejamento e a prática de projetos ambientais, orientados pelo gestorHá cursos técnicos que incluem formação na áreaEsse profissional é procurado por pequenas e médias empresas que acordaram para a sustentabilidadeR$ 3.000,00
Gestor de sustentabilidadeEstabelece políticas ambientais nas empresasAdministração ou engenharia + especializaçãoSão importantes para implantar na empresa a estrutura de sustentabilidadeR$ 15.000,00
Engenheiro ambiental e sanitárioFiscaliza e orienta terrenos e obras para verificar riscos de poluiçãoEngenharia + especializaçãoA legislação ambiental amplia bastante o campo de atuação desse profissionalR$ 8.000,00
Designer de produtos sustentáveisPlaneja embalagens de produtos com materiais sustentáveisEngenharia ou design + especializaçãoGrandes empresas têm políticas fortes de redução de impactos do descarte de resíduosR$ 5.000,00
UrbanistaEstuda e desenvolve formas de construção e ocupação do espaço urbano menos agressivas ao meio ambienteArquitetura e urbanismoÉ crescente o número de obras e construções que adotam princípios verdes, além de empresas que buscam certificações ambientaisR$ 8.000,00
Diretor de relações com investidoresTraduz as práticas de sustentabilidade da empresa para o público externo (investidores, imprensa, fornecedores e clientes).Não existe uma formação específica, o profissional deve buscar especializações e empresas com demanda por esse tipo de profissionalÉ um profissional fundamental em organizações de médio e grande porteR$ 10.000,00

quarta-feira, 19 de novembro de 2014



Quase 670 mil hectares da Floresta Amazônica entraram em regime de proteção. Decreto presidencial criou, na última sexta-feira (20), no Estado do Amazonas, a Estação Ecológica Alto Maués, em área totalmente livre de ocupação humana. A unidade abriga importantes espécies da biodiversidade brasileira, entre elas uma das maiores concentrações de primatas.
Além de garantir a preservação de exemplares da fauna e da flora, a criação da unidade de conservação vai assegurar a perenidade dos serviços ecossistêmicos da região. Contribuirá, ainda, para a estabilidade ambiental local.
Fronteira - A estação faz fronteira com o Parque Nacional da Amazônia e as florestas nacionais de Pau-Rosa e do Amanã. Dentro dos limites da Alto Maués vivem 13 espécies de primatas, das quais três só existem na região. Também há 624 espécies de aves, três delas ameaçadas de extinção. As condições da região também são adequadas para a sobrevivência e reprodução da onça pintada.
Como não há ocupação humana, a estação terá mantida a integridade da cobertura vegetal. A unidade faz parte das metas do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e consta no documento Área Prioritária para Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) definirá a zona de amortecimento da estação ecológica. Nessa área, serão permitidas atividades minerárias autorizadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e licenciadas pelo órgão ambiental competente.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

‘Bomba do Bem’ ajuda a reflorestar área queimada no Sul de Minas...



Um grupo de voluntários de São Tomé das Letras (MG) começou a fabricar um tipo de adubo orgânico que ganhou o apelido carinhoso de “bomba do bem”. O material, feito à base de terra, argila, esterco, água e sementes de árvores nativas e frutíferas da região, é uma tentativa de agilizar a recuperação de mais de mil hectares de mata destruídos por um incêndio este ano.

A técnica de adubação foi descoberta pela internet. A proposta é que o material orgânico e a argila garantam a umidade necessária para o desenvolvimento das sementes. Confeccionada em forma de bola, a “bomba do bem” é arremessada nos pontos atingidos pelo fogo. Em contato com o solo, o material se desfaz e espalha as sementes.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O ciclo da água...


A água é um dos recursos ambientais. Ela tem grande fluidez e capacidade de transformação e permeia a maior parte das esferas da natureza: a hidrosfera contém a água doce, salgada, de superfície ou subterrânea; cobrindo grande parte da superfície do planeta, parece ser muita água, mas seu volume é pequeno se comparado com o volume total do planeta. A água está presente na atmosfera, na umidade do ar, nas nuvens ou rios voadores. Também está na litosfera, embebida como água subterrânea nos solos; tem interface com a pirosfera, o calor no interior quente da terra nos geigers que trazem agua aquecida daquela esfera do planeta. A água está presente na biosfera, uma fina membrana na superfície do planeta. Está na seiva dos vegetais, nos humores dos corpos animais e humanos. Cerca de 70% do peso de um ser humano é composto de água. Está também na cosmosfera, na cauda gelada dos cometas, nos corpos celestes que a trouxeram para a Terra.

A hidrosfera infiltra-se na litosfera, na atmosfera, na biosfera.

O ciclo da água na natureza compreende várias etapas conforme mostra o vídeo de 4m: http://www2.ana.gov.br/Paginas/imprensa/Video.aspx?id_video=83.

Aquecida pelo calor do sol, a água de superfície evapora de oceanos, mares, rios e lagos. Ao se condensar, ela se precipita na forma de chuva, neve ou granizo; cai na terra e escoa, formando rios, lagos, mares e oceanos; uma parte dela se infiltração no solo e alimenta os lençóis freáticos e os aquíferos subterrâneos. O ciclo longo da água passa pelos seres vivos, tais como as plantas que a sugam do solo e depois a transpiram e devolvem à atmosfera por evapotranspiração, pela qual as plantas e arvores suam e liberam para a atmosfera a agua existente em sua seiva, coletada no subsolo pelas raízes. Ela se condensa nas nuvens e o ciclo se repete com a precipitação de chuva. Aumenta-se a umidade do ar, formam-se nuvens, os rios voadores que vão levar para longe essa umidade, que se precipita na forma de chuvas. A floresta e especialmente a floresta amazônica é uma grande bomba que emite água para a atmosfera, conforme mostra o trabalho do cientista Antonio Donato Nobre, que torna claro que a seca no sudeste brasileiro em 2014 está relacionada com o desmatamento da Amazônia.


A água é muito sensível a variações de temperatura e o ciclo da água sofre as influências do que ocorre com os ciclos biogeoquímicos tais como os do carbono, do nitrogênio, do fósforo, do enxofre. A água é o elemento da natureza que responde mais rapidamente às variações de temperatura que ocorrem no clima e, por isso, grande parte das medidas de adaptação às mudanças climáticas envolvem o elemento água.