domingo, 21 de janeiro de 2018

Custo da energia eólica cai 23% no mundo, aponta pesquisa...




O custo da energia eólica produzida em terra (onshore) caiu 23% desde 2010 e o da eletricidade gerada por painéis solares fotovoltaicos, 73% no período. Há outras boas notícias. O custo da energia solar deve ainda reduzir pela metade em 2020.

A expectativa é que em 2019 os melhores projetos de energia eólica em terra e de energia solar fotovoltaica produzam eletricidade a US$ 3 centavos por kWh, o que pode ficar bem abaixo do custo atual da energia produzida a partir de combustíveis fósseis.

Os dados fazem parte do relatório "Renewable Power Generation Costs" da International Renewable Energy Agency (Irena), o maior fórum mundial de promoção de energias renováveis, um clube que já reúne 154 países mais a União Europeia e tem 26 em processo para ingressar.

Em Abu Dhabi, no Chile, em Dubai, no México, no Peru e na Arábia Saudita, a energia solar bateu recordes de preços baixos alcançando US$ 3 centavos por kWh.

Outras fontes de energia renovável como biomassa, geotérmica e projetos hidrelétricos mostraram ser competitivas nos últimos 12 meses com combustíveis fósseis.

O relatório foi lançado durante a 8. Assembleia Mundial da entidade, em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos (EAU), onde fica a sede da Irena.

"Há uma transição global em curso que não deixa dúvidas sobre a transformação que temos que enfrentar nas nossas economias", disse Adnan Amin, o diretor geral da Irena, na abertura da Assembleia. "É impressionante observar a velocidade com que a mudança está ocorrendo", continuou.

O Brasil ainda não faz parte da Irena, que tem entre seus participantes os Estados Unidos, a China e a Índia.

A 8ª Assembleia da Irena segue até amanhã (14). Há 1.100 representantes de governos, ONgs e empresas de 150 países participando do evento.

(A jornalista viajou a Abu Dhabi a convite da Irena)


Fonte: Revista Valor

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Brasil pode ser o primeiro país a cobrar royalties da energia eólica...




A primeira vez que vi de perto um kit solar para produção de energia foi em 1977 num campus universitário da Paraíba. Ainda criança, achei tudo aquilo meio futurista e totalmente deslumbrante.

Lá se vão mais de 40 anos, e a energia solar no Brasil –que rivaliza com a Austrália na condição de país com maior insolação em todo o planeta– já soma mais de 19 mil sistemas fotovoltaicos instalados, a um custo que vem caindo ano a ano e que, de acordo com o último leilão de energia realizado há duas semanas, já se tornou mais competitivo que as térmicas a gás ou as PCHs (pequenas centrais hidrelétricas).

No mesmo leilão, a energia eólica realizou um feito histórico ao oferecer um preço (R$ 98,62/MWh) que, na prática, foi inferior ao custo médio de todas as hidrelétricas construídas no Brasil desde 2005.

Ou seja, o vento desbancou no mercado de energia aquela que vinha sendo a mais competitiva de todas as fontes. Somando mais de 500 parques eólicos com 6.500 aerogeradores instalados, a energia do vento chegou a abastecer 12% do território nacional e mais de 60% da região Nordeste. Ironicamente, essa fonte de energia poderá ser punida justamente pelo seu sucesso.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) pode fazer com que o Brasil seja o primeiro país a cobrar royalties da energia eólica.

Embora as taxas sejam usualmente cobradas como compensação à atividade exploratória de um recurso finito que gere impactos importantes (petróleo, gás), a PEC 97/2015 surpreende ao afirmar que "o vento é um recurso que pertence a todo o povo brasileiro" e que seria justo compartilhar os benefícios econômicos dessa atividade.

Além de ignorar o fato de que a cobrança eventual será totalmente repassada para o consumidor (onerando a tarifa de energia), a PEC desconsidera os recolhimentos usuais desse setor, como PIS/Pasep (R$ 50 milhões mensais até 2020) e ISS (R$ 1 bilhão), além da remuneração direta dos pequenos proprietários rurais que autorizam a instalação dos aerogeradores em suas terras.

Hoje são aproximadamente 4.000 famílias, que recebem R$ 10 milhões por mês. Na ofensiva em favor da PEC, Fortes alega ainda que as fazendas eólicas ocupam vastas áreas, limitando a realização de outras atividades econômicas. Só que a área total ocupada pelos equipamentos varia de 3% a 5% da propriedade, permitindo que outros usos possam ocorrer simultaneamente.

Não satisfeito, Fortes já disse que defenderá também a cobrança de royalties da energia solar.

Então ficamos assim: enquanto o mundo abre caminho para as energias solar e eólica (eventualmente com subsídios), para cumprir o Acordo de Paris, o Brasil –que acaba de desonerar as petroleiras de taxas e impostos até 2040– debate a reinvenção dos royalties, punindo fontes limpas e renováveis. Que os bons ventos de 2018 nos tragam lucidez e visão estratégica de longo prazo.


Fonte: Folha UOL

Geração de energia eólica cresce 27%...



A produção de energia eólica em operação no Brasil, entre janeiro e novembro de 2017, foi 27% superior à geração no mesmo período do ano passado.

As usinas movidas pela força do vento somaram 4.594 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.622 MW médios gerados no mesmo período de 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7,4% em 2017. A fonte hidráulica foi responsável por 70,6% do total e as usinas térmicas responderam por 22%.

Os números exclusivos são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.


Fonte: Veja Negócios

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

França anuncia plano para dobrar capacidade em energia eólica até 2023...



O governo da França anunciou nesta quinta-feira um plano para acelerar o desenvolvimento de projetos de geração de energia eólica no país, com o objetivo de dobrar sua capacidade instalada da fonte até 2023.

O governo espera que as medidas ajudem o país a atingir suas metas para energia renovável, que têm sido frustradas por uma longa oposição de ativistas a projetos eólicos na França.

"Atualmente, leva-se entre sete e nove anos para se desenvolver projetos de energia eólica offshore (em alto mar)", disse o ministro de Ecologia, Sebastien Lecornu, em um comunicado, acrescentando que as propostas de reformas podem reduzir esse tempo pela metade.

(Por Bate Felix)


Fonte: Época Negócios

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Gestão Ambiental: Combate à desertificação...




Reverter o processo de desertificação por meio de ações que enfrentem a degradação do solo, da água e a perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga é o objetivo do Projeto Redeser: Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil - Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade. A iniciativa é fruto de parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), oficializada no dia 20 de dezembro.

O projeto será desenvolvido em seis estados do Semiárido e beneficiará 18 municípios: Delmiro Gouveia, Olho d'Água do Cascado e Piranhas, em Alagoas; Uauá, na Bahia; Crato, Barbalha e Jardim, no Ceará; Barreirinhas, Água Doce, Tutóia e Matões, no Maranhão; Santa Luzia, São Mamede e Várzea, na Paraíba; Carnaúba dos Dantas, Equador, Parelhas e Santana do Seridó, no Rio Grande do Norte.


Fonte: Diário do Nordeste

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Gestão Ambiental: Energia solar no Brasil...




O Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 1 gigawatt (GW) em projetos operacionais da fonte solar fotovoltaica conectados à matriz elétrica nacional, segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). 

A potência é suficiente para abastecer 500 mil residências, produzindo energia renovável, limpa, sustentável e competitiva capaz para atender o consumo de 2 milhões de brasileiros. 

O Estado do Ceará já possui usinas solares particulares em funcionamento. Mas, na geração distribuída, é possível perceber o crescimento no uso pela população, empresas e governos de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias e prédios públicos.


Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Silêncio na floresta...




A tragédia que emudece a Mata Atlântica chegou ao Estado do Rio. Após calar, no verão passado, as florestas de Minas Gerais e do Espírito Santo, ao dizimar bugios, os macacos cantores, a febre amarela é apontada agora como a provável razão para o silêncio em que mergulharam as áreas verdes fluminenses, onde foi confirmada a circulação do vírus. Na Reserva Biológica do Tinguá, na Baixada Fluminense, o Bugio já não canta mais, triste sinal do impacto da doença sobre o meio ambiente.

Um caso misterioso de origem de espécies foi elucidado por pesquisadores do Brasil e do Canadá. Análises de DNA e das propriedades ópticas das penas revelaram que o dançador-de-coroa-dourada (Lepidothrix vilasboasi), pássaro que só existe no Pará, é uma ave híbrida, que surgiu da mistura de outras duas espécies, há mais de 150 mil anos. 

Casos como esses são raríssimos. Existem apenas quatro espécies de aves de origem híbrida confirmadas no mundo. O paraense é o primeiro do tipo no Brasil. Os oceanos não são os únicos corpos de água que acidificam devido às mudanças climáticas. Os sistemas de água doce também são afetados e isso pode ter um impacto nos organismos que vivem neles. Esta é a conclusão dos biólogos da Ruhr-Universität Bochum após análise dos dados a longo prazo de uma série de reservatórios de água fresca na Alemanha e experimentos de laboratório controlados com organismos de água doce.


Fonte: Diário do Nordeste