sexta-feira, 23 de junho de 2017

Decreto do governo federal prevê ampliação da Estação Ecológica do Taim no Sul do RS...


 
 O presidente Michel Temer assinou na segunda-feira (05/06/2017), Dia Mundial do Meio Ambiente, um decreto prevendo a ampliação da Estação Ecológica do Taim, a principal reserva do Rio Grande do Sul, no Sul do estado. Há mais de 30 anos, medida vem sendo defendida por ambientalistas.

O ato do governo federal põe fim a um impasse que começou em 1986, quando a Estação Ecológica do Taim foi criada. Desde então, os ambientalistas defendiam a ampliação. Conforme o decreto, a área da reserva vai triplicar, passando de 10,7 mil para 32,7 mil hectares, entre os municípios de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar.

Um dos locais mais importantes para o estado, a reserva abriga pelo menos 30 espécies de mamíferos, como capivaras, e répteis, como jacarés. Além disso, 250 espécies de aves migratórias fazem uma parada estratégica na região para se alimentar e descansar.

Em abril, o Taim recebeu o título de área úmida de importância nacional na Convenção de Ramsar, um dos acordos mais importantes do mundo para a preservação do meio ambiente. A certificação foi concedida no último dia 25 de abril, durante encontro em Leticia, na Colômbia.

Além da Reserva Ecológica do Taim, Temer assinou decretos que ampliam outras duas unidades de conservação, do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e na Reserva Biológica (Rebio) União, no Rio de Janeiro. Outro decreto prevê a criação do Parque Nacional, no Pará.

Fonte:  g1.globo.com

Fundos regionais de financiamento voltam a incluir projetos do setor energético...



 


Os fundos constitucionais e de Desenvolvimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, administrados pelo Ministério da Integração Nacional, estão retomando os investimentos em projetos de geração, transmissão e distribuição de energia.

O aporte de recursos para esta finalidade estava bloqueado desde 2012. A medida deverá estimular novos empreendimentos no setor, que, em maio, registrou crescimento de 0,7% no consumo e geração de energia no país, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O ministério pretende ampliar as contratações para o setor energético, com taxas e prazos mais atrativos em relação ao mercado. De acordo com a pasta, a expectativa se comprova no Nordeste, onde, desde setembro do ano passado, tornou-se possível financiar com recursos do Fundo de Desenvolvimento da região (FDNE) projetos de geração de energia por fontes renováveis.

Juros – Os encargos e bonificações definidos pelo governo federal para os fundos regionais são estímulos a mais para investimentos em setores diversos. Os fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO) dispõem de taxas diferenciadas conforme o segmento e local onde será aplicado o recurso, além de bônus adicional por adimplência nos pagamentos das parcelas.

Os juros aprovados para o Norte e Nordeste variam de 8,55% ao ano (7,27% com bônus) a 15,23% (12,94% com bônus), dependendo do porte do empreendimento e da finalidade do crédito. Já a região Centro-Oeste está operando com juros que variam de 9,5% ao ano (8,08% com bônus) a 16,9% ao ano (14,37% com bônus).

Para os Fundos de Desenvolvimento – FDNE, FDCO (Centro-Oeste) e FDA (Amazônia) -, as taxas definidas variam de acordo com a prioridade do setor para estimular o desenvolvimento de cada região. Os juros para empréstimos no Nordeste e na Amazônia vão de 7,35% ao ano a 8,6%. Para o Centro-Oeste, os encargos são de 8% a 9,5%.

Operações de investimentos também têm condições facilitadas. De 12 consultas aprovadas nesse período, 11 empreendimentos são direcionados a essas atividades e já estão aptos a buscar crédito em instituições financeiras federais.

Como resultado as solicitações de crédito cresceram 354,6% no primeiro trimestre deste ano. Do total de 12 consultas aprovadas nesse período, 11 empreendimentos são direcionados a estas atividades e já estão aptos a buscar crédito junto a instituições financeiras federais.

Fonte:  agenciabrasil.ebc.com.br

Estudo liga aspirina a risco maior de sangramento grave em idosos...




As pessoas com mais de 75 anos que tomam aspirina diariamente para evitar ataques cardíacos enfrentam um risco significativamente elevado de sangramento grave ou mesmo fatal e devem ingerir medicamentos para azia para minimizar o perigo, mostrou um estudo de 10 anos.

Entre 40 e 60% das pessoas com mais de 75 anos na Europa e nos Estados Unidos tomam aspirina todos os dias, estimaram estudos anteriores, mas as implicações do uso a longo prazo em pessoas idosas permaneceram incertas até agora, porque a maioria dos testes clínicos envolve pacientes com menos de 75 anos.

O estudo publicado nesta quarta-feira (14), no entanto, foi dividido igualmente entre os idosos com idade superior a 75 e os pacientes mais jovens, examinando um total de 3.166 britânicos que sofreram infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) e estavam tomando medicação para diluir o sangue para evitar uma recorrência.

Os pesquisadores enfatizaram que as descobertas não significam que pacientes idosos devam parar de tomar aspirina. Em vez disso, eles recomendam o uso amplo de medicamentos para azia, como omeprazol, que podem reduzir o risco de sangramento gastrointestinal superior em 70 a 90%.

Perigo reconhecido – Enquanto a aspirina – inventada pela Bayer em 1897 e agora amplamente disponível – geralmente é vista como inofensiva, o sangramento é um perigo reconhecido.

Peter Rothwell, um dos autores do estudo, disse que tomar medicamentos antiplaquetários como aspirina impediram um quinto dos ataques cardíacos e derrames cerebrais recorrentes, mas também levou a cerca de 3 mil mortes por sangramento em excesso anualmente apenas no Reino Unido.

A maioria dessas mortes envolveu pessoas com mais de 75 anos.

“Em pessoas com menos de 75 anos, os benefícios de tomar aspirina para prevenção secundária após um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral compensam claramente o risco relativamente pequeno de sangramento. Essas pessoas não precisam se preocupar”, disse Rothwell.

“Nas pessoas com mais de 75 anos, o risco de um sangramento grave é maior, mas o ponto chave é que esse risco é substancialmente evitável tomando inibidores da bomba de prótons junto com a aspirina”, completou.

O presidente da Faculdade de Medicina Farmacêutica, Alan Boyd, que não esteve envolvido no estudo, disse tem considerado que os benefícios da aspirina compensam os riscos de sangramento em todos os pacientes e que a nova pesquisa forçaria uma reavaliação.

Rothwell, diretor do centro de prevenção de acidentes vasculares cerebrais e demência na Universidade de Oxford, e seus colegas descobriram que a taxa anual de sangramentos graves ou fatais era inferior a 0,5 por cento em menores de 65 anos, aumentando para 1,5 por cento nos idosos com idades entre 75 e 84 anos e quase 2,5 por cento para as pessoas com mais de 85 anos.

Fonte: g1.globo.com

Cientistas relatam derretimento de área que é o dobro da Califórnia na Antártica...




Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio registraram o derretimento parcial de uma área que é dobro do estado da Califórnia na Antártica. O estudo foi publicado pela revista “Nature Communications” na quinta-feira (15/06/2017).

De acordo com o artigo, ventos quentes do El Niño passaram pela região durante duas semanas em janeiro de 2016. Os dados recolhidos por satélite mostram uma mistura de neve derretida e gelo sobre uma plataforma sólida que canaliza cerca de um terço do gelo que flui para o oeste da Antártica para o oceano.

Embora os cientistas tenham evidências há anos de que a água quente dos oceanos está derretendo as placas de gelo da Antártica, essa é uma das primeiras pesquisas em que foi possível documentar como o ar quente também pode causar o degelo generalizado.

A equipe instalou os instrumentos necessários para investigar os processos na Antártica Ocidental semanas antes dos ventos quentes. “Nós tivemos muita sorte de conseguir instalar equipamentos de última geração na Antártica Ocidental logo antes dessa grande ocorrência de derretimento”, disse Dan Lubin, coautor do estudo.

Fonte: g1.globo.com

MG concentra o principal polo de criação de peixe ornamental do Brasil...



 
Os peixes ornamentais disputam a liderança do mercado de animais de estimação ao lado dos cachorros e dos gatos. Mesmo com essa importância, a criação no campo só foi reconhecida há pouco tempo. A atividade garante o sustento de milhares de agricultores familiares.

O mundo dos peixes ornamentais é cheio de cores, brilhos e dos mais diversos formatos. Mas, antes de embelezar os aquários, a criação começa no campo. Seja em estufas ou em tanques escavados, oito municípios mineiros concentram 70% da produção nacional.

Não foi à toa que a zona da mata de Minas Gerais se tornou a maior produtora de peixe ornamental do Brasil. O clima favorável e a fartura de água deram ao lugar as condições propícias para o desenvolvimento da criação. Entremeadas por rios caudalosos, cachoeiras exuberantes e morros de onde vertem muitas nascentes, as propriedades encontraram na água doce a vocação para o sustento de pelo menos três mil pessoas.

O criador Márcio Onibene, do município de São Francisco do Glória, tem os tanques em uma área onde plantava milho e feijão. A escolha pelo peixe ornamental foi feita há 30 anos, quando a atividade engatinhava e o setor beirava a informalidade. Só há sete anos, a criação foi reconhecida pelo governo federal. Existir oficialmente trouxe uma série de exigências. “No começo foi necessário em torno de 13 documentos. Mas, depois foi aumentando. Demorou na média de três anos”, diz.

Os peixes ornamentais criados em Minas Gerais não pertencem às águas da região. A maior parte dos animais vem da Bacia Amazônica ou da Ásia. São pelo menos cem espécies e quase um incontável número de variedades, que seguem principalmente para São Paulo, de onde, depois, são distribuídas para todo o país. “No mês comercializamos em torno de 100 mil a 150 mil peixes”, calcula Onibene.

Em outra propriedade, que fica no município de Vieiras, o imponente casarão centenário foi testemunha do início de toda a piscicultura ornamental desenvolvida na zona da mata. Essa história foi contada décadas atrás no Globo Rural, quando o repórter Lucas Battaglin conheceu o grande incentivador da atividade na região.

Depois de tanto tempo, a fazenda que o Globo Rural conheceu na década de 80 mudou bastante. Inclusive, tem até outro dono. Mas, a principal fonte de renda dos novos proprietários continua sendo a piscicultura de peixes ornamentais. A diferença é que os tanques da frente da sede foram todos aterrados e o gado voltou a se tornar o protagonista desses hectares.

“Aqui tinha aproximadamente 500 tanques de peixe. Essa piscicultura já estava ultrapassada, degradada e os tanques muito velhos. Tinha que recomeçar. Tinha que desmanchar e fazer tudo novamente”, explicou o agricultor José Ronaldo Dias.

Enquanto José Ronaldo se dedica a cuidar do pasto das vacas de leite, o filho dele, Ulisses Dias, administra os 21 hectares de tanques escavados que já pertencia à família. A produção deles gira em torno de 200 mil peixes por mês.

As carpas coloridas representam cerca de 70% de toda produção da propriedade. “A carpa você consegue vender de vários tamanhos. Com isso, você consegue vários preços num determinado peixe. Você pode estocar como você pode também acelerar o crescimento dela”, diz Ulisses Dias.

O preço da carpa pode variar de R$ 0,10 a R$ 100, dependendo da cor, da idade e do peso.

O crescimento da piscicultura ornamental na região jogou luz a um setor que praticamente não era visto pelos órgãos governamentais. Por pelo menos quatro décadas, o criador desenvolveu sozinho sua atividade, sem apoio técnico e sem ajuda da pesquisa. Até que no início de 2017, um centro foi inaugurado para estudar as necessidades específicas desse tipo de produção.

A estrutura está dentro da Epamig, no município de Leopoldina. Segundo Elizabeth Cardoso, uma das pesquisadoras da empresa, a zona da mata de Minas Gerais movimenta cerca de R$ 2 milhões por mês com a produção de peixe ornamental.

Já no município de Patrocínio do Muriaé vive o veterinário Gabriel Miranda, um dos piscicultores mais antenados na criação de peixe ornamental. Os tanques desativados da propriedade da sua família produziam 20 mil peixes por mês.

“Nós decidimos desativar pelo manejo. Como somos nós que trabalhamos aqui, eu, meu pai e meu irmão, basicamente mão-de-obra familiar, a lida nesses tanques é muito pesada. Além da gente não conseguir nesse sistema produzir peixes com excelente qualidade”, diz Miranda.

Os criadores que trabalham com peixe ornamental têm que correr atrás de constantes inovações para apresentar ao mercado, seja na cor, no formato e no tempo de vida dos animais. Foi em busca dessas características que Miranda passou a concentrar seus esforços. Por isso, mudou a criação para outro tipo de ambiente. A estufa é um local de temperatura controlada e de manejo mais fácil.

“O foco nesse sistema não é alta produção. Mas uma produtividade significativa nesse sistema, com valor agregado. O peixe mais caro que a gente trabalhava lá era na faixa de R$ 0,60. Hoje, eu trabalho com média de preço em torno de R$ 2,00 por unidade de peixe nesse sistema”, compara Miranda.

Em outra propriedade fica a criação de três irmãos. Antônio Ribeiro, Roni Ribeiro e Ernani Ribeiro encontraram no pouco espaço que as estufas ocupam a oportunidade de trabalhar em um negócio próprio. Em apenas meio hectare eles contam com sete estufas e já estão finalizando outras três. Tudo foi feito com recurso próprio.

A especialidade são os peixes betta, espécie vinda da Ásia que chama atenção pelo colorido diversificado. Como é de briga, o macho fica isolado. A fêmea só é colocada junto dele na hora do acasalamento.

Hoje, a propriedade tira em torno de sete mil peixes por mês, o que para o técnico agrícola da Emater traz uma renda acima de qualquer outra atividade disponível pela região. “Eu acredito que no mínimo para uma família sobreviver da atividade de uma bovinocultura de leite ela precisa de pelo menos cinco hectares. Com mil metros na piscicultura eu consigo ter uma renda melhor do que numa atividade de leite de cinco hectares. A gente fala que até cem metros quadrados pode gerar um salário mínimo por uma família”, explica Cristiano Alberto Silva.

O peixe betta representa pelo menos 80% da produção da Associação dos Aquicultores de Patrocínio do Muriaé e Barão do Monte Alto – Aquipam, associação que agrega 55 criadores. “O momento atual da produção de peixe ornamental é o melhor possível. Tudo que produz, vende. Enquanto o Brasil está em crise, nós estamos vendendo”, diz Getúlio Dias Leite.

Para continuar vendendo, o produtor não para de buscar novidades. Esse é o caso de Miranda. Ele fez questão de mostrar as últimas espécies selecionadas na propriedade. “Temos uma variação de gupy ou lebiste, que é bem comum. Ele tem cor brilhosa e a cauda que a gente chama de half moon ou meia-lua. É uma cauda aberta. E uma novidade recente que vale a pena a gente ressaltar são os oscar red rubi albino. É nativo da nossa Bacia Amazônica, foi levado para fora, foi melhorado e agora a gente está importando e tentando produzir”, diz.

Todos os domingos os criadores levam a produção até a maior feira de peixes ornamentais do país, que acontece às segundas-feiras em Guarulhos, São Paulo. 
 
Fonte:g1.globo.com

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Com realidade virtual, mostra permite visitante “sentir” aldeia indígena...




A mostra Experiência Munduruku, em cartaz até 25 de junho no Centro Cultural Correios, centro da capital paulista, proporciona aos visitantes uma simulação de imersão em uma aldeia indígena munduruku, no estado do Pará. Promovida pela organização não governamental Greenpeace, esta é a primeira experiência de imersão multissensorial no Brasil, segundo a organização.

As sessões de imersão duram cerca de 15 minutos, com realidade virtual e estímulos visuais, de áudio, vibrações e calor, além de um perfume desenvolvido especialmente para o momento. Por meio dessa experiência, o público poderá sentir algumas das características da Amazônia.

“O que estamos trazendo ao público brasileiro é uma experiência inovadora que une arte e ciência”, disse Danicley de Aguiar, da campanha Amazônia da organização não governamental Greenpeace. “É uma oportunidade única para muitas pessoas que nunca puderam ir à Amazônia possam entender o que a floresta significa para os povos indígenas e comunidades ribeirinhas que dependem dela para sobreviver”.

Guiado pela voz do cacique Juarez Saw Munduruku, o visitante vai percorrer as águas do Rio Tapajós, no Pará, e conhecer o modo de vida do povo Munduruku, possibilitando a compreensão da relação deste povo com as matas e os rios.

Na imersão multissensorial, o visitante entra em uma cápsula que o estimula por meio da visão, audição, tato e olfato. Para cada sentido há uma tecnologia desenvolvida especialmente para a mostra, como um filme em realidade virtual gravado em uma aldeia localizada no rio Tapajós, além de luzes infravermelhas que simulam a temperatura na aldeia e de dois canais de áudio – um com sons do vídeo e outro com ruídos em uma subfrequência que, ligado a microssensores, vai produzir vibrações no corpo do visitante.

“O povo Munduruku vive na região do Rio Tapajós desde tempos ancestrais. Há mais de três décadas estão lutando pela demarcação de seu território tradicional no Médio Tapajós, constantemente ameaçado pelo plano de construção de hidrelétricas nesse trecho do rio. Nosso objetivo é que uma experiência como esta ajude os demais brasileiros a compreenderem que a Amazônia é muito mais que um mar de florestas ou uma grande província mineral e energética”, disse Aguiar.

A mostra é gratuita, dura cerca de 15 minutos e fica aberta ao público no Centro Cultural Correios (Avenida São João, s/nº – Vale do Anhangabaú). O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 11h às 17h.

Fonte:  agenciabrasil.ebc.com.br