quarta-feira, 23 de maio de 2018

Poluição do ar, um possível fator de risco para a doença de Alzheimer...



A má qualidade do ar já foi associada a uma maior incidência de problemas cardiovasculares e respiratórios, mas um novo estudo indica que ela também pode estar relacionada ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer. Isso porque pesquisadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, identificaram pela primeira vez nanopartículas de metais provenientes da poluição atmosférica no cérebro, demonstrando que elas podem alcançar diretamente o órgão, onde então desencadeariam reações prejudiciais à saúde.

No estudo, os cientistas liderados por Barbara Maher, professora do Centro para o Meio Ambiente da Universidade de Lancaster examinaram amostras dos lobos frontais dos cérebros de 37 indivíduos com entre 3 e 92 anos de idade, dos quais 29 eram moradores vítimas de acidentes de trânsito na Cidade do México, uma das mais poluídas do mundo, e os oito restantes de falecidos habitantes idosos de Manchester, uma das cidades que têm a pior qualidade do ar na Grã-Bretanha, com diagnóstico de Alzheimer ou outros problemas neurológicos. Usando vários equipamentos, eles constataram a presença de magnetita (um tipo de mineral de ferro oxidado com propriedades magnéticas) nos tecidos.

Até aí,não haveria nada de estranho, já que a magnetita está presente naturalmente no órgão e em outras partes do corpo como forma de armazenar o ferro usado em diversos processos biológicos. Mas análises com poderosos microscópios mostraram que, à diferença da magnetita produzida pelo nosso organismo, que tem um formato anguloso, a grande maioria das partículas encontradas era esférica, com diâmetros de até 150 nanômetros. Além disso, estas partículas esféricas estavam frequentemente acompanhas por nanopartículas contendo outros metais, como platina, níquel e cobalto.

— As partículas que encontramos são notadamente similares às nanoesferas de magnetita que são abundantes na poluição do ar em ambientes urbanos, em especial próximo a ruas movimentadas, e que são formadas pela combustão ou pelo aquecimento por fricção em motores e freios de veículos — destaca Barbara, principal autora de artigo sobre o achado, publicado na edição desta semana do periódico científico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).
De acordo com os pesquisadores, partículas com menos de 200 nanômetros de diâmetro (para se ter uma ideia, um fio de cabelo tem uma espessura entre 80 mil e 100 mil nanômetros) são pequenas o suficiente para alcançarem o cérebro diretamente pelo bulbo olfativo e depois pelo nervo olfativo ao se respirar o ar poluído, sem precisar passar pelos pulmões e a corrente sanguínea.

— Nossos resultados indicam que as nanopartículas de magnetita na atmosfera podem entrar no cérebro humano, onde talvez se tornem um risco para a saúde, inclusive de condições como o mal de Alzheimer — afirma Barbara.

Ainda segundo os cientistas responsáveis pelo estudo, entre os possíveis efeitos prejudiciais da presença destas partículas de magnetita no cérebro, está promover a formação dos chamados radicais livres, compostos extremamente reativos cuja ocorrência no órgão já foi associada ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer, em especial à formação das placas da proteína defeituosa beta-amiloide características da doença. Outros especialistas, no entanto, ressaltam que ainda é muito cedo para relacionar diretamente a poluição do ar a casos de Alzheimer, sendo necessários mais estudos para tanto, como, por exemplo, verificar se há uma maior incidência da doença em habitantes de cidades muito poluídas na comparação com moradores de áreas rurais com melhor qualidade do ar.

— Este estudo oferece evidências convincentes de que a magnetita da poluição atmosférica pode entrar no cérebro, mas não nos diz nada dos efeitos que isso tem na saúde cerebral ou no desenvolvimento de condições como o mal de Alzheimer — avalia Clare Walton, gerente de pesquisas da Sociedade para o Alzheimer, organização filantrópica britânica dedicada a ajudar as vítimas e apoiar pesquisas sobre a doença. — As causas de demência são complexas e até agora não temos estudos suficientes para dizer se viver em cidades ou áreas poluídas aumenta o risco de desenvolvê-la.

Opinião parecida tem David Reynolds, cientista-chefe da Alzheimer’s Research UK, outra organização britânica voltada para o estudo da doença:

— Pouco se sabe sobre o papel das nanopartículas de magnetita no cérebro e se suas propriedades magnéticas influenciam as funções cerebrais. É interessante ver mais pesquisas investigando a presença deste mineral no cérebro, mas é muito cedo para concluir que ele pode ter um papel causal no mal de Alzheimer ou outra doença cerebral.

Apesar disso, os cientistas concordam que a poluição atmosférica é um importante fator de risco à saúde de modo geral, e que por isso deve ser combatida. E não é para menos. De acordo com relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em maio deste ano, 80% da população urbana do planeta está exposta a poluentes em quantidade superior aos limites recomendados. Só no Brasil, das 45 cidades avaliadas, 40 tinham ar considerado de má qualidade pela OMS, incluindo capitais como Rio, São Paulo e Curitiba.

Fonte: Site O Globo

terça-feira, 22 de maio de 2018

Energia da iluminação pública de Vitória (ES) virá de energia solar...





Vitória terá uma “usina” de geração de energia solar, que tem baixo custo de operação e manutenção e ainda traz economia para a cidade. A estrutura já está sendo montada na área de estacionamento da Praça do Papa, na Enseada do Suá.

Serão instaladas 540 placas solares em uma área de, aproximadamente, 1 mil metros quadrados, recebendo diretamente a incidência da luz solar. A energia solar gerada na região da Praça do Papa será usada para iluminar, principalmente, as luminárias da cidade.

A expectativa é de que o município economize 25 mil kWh, ou seja, cerca de R$ 100 mil por ano. A economia poderá ser revertida em redução da tarifa de iluminação pública ou em melhorias no sistema de iluminação da cidade. A previsão é de que a usina comece a operar até agosto deste ano.

O sistema fotovoltaico de geração de energia tem 4,77 kWp de potência instalada. A energia produzida na estrutura vai para a rede da EDP Escelsa.

“Vamos gerar energia solar e ao mesmo tempo cobrir o estacionamento. Possivelmente, é a primeira usina no Estado. Essa é uma ação que já estamos trabalhando há algum tempo. Iremos gerar energia e economia. Estamos começando na cidade uma tendência mundial sem volta”, disse o prefeito Luciano Rezende.

Projeto


Após a conclusão do projeto piloto na Enseada do Suá, a Prefeitura também tem planos de instalar placas para a captação de energia solar no estacionamento do Tancredão, no bairro Mário Cypreste.

O investimento total na instalação das duas usinas (Praça do Papa e Tancredão) será de R$ 1,4 milhão.

São sistemas de geração de energia para iluminação pública e sinalização especial de faixas de pedestres alimentados por painéis fotovoltaicos. A geração de energia ocorrerá de forma sustentável e por meios da captação do sol pelas placas solares.

Usina de energia solar

Energia solar gerada na região da Praça do Papa será usada para iluminar, principalmente, as luminárias da cidade.

Segundo o secretário de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória, Tyago Hoffmann, será uma “usina” de produção de energia em tamanho menor.

Ele explicou que a energia será gerada por fontes renováveis, que não agridem o meio ambiente, e segue na linha do que o mundo tem feito com sucesso ao buscar soluções para diminuição da emissão de gás carbônico.

“A Prefeitura economizará recursos e, ao mesmo tempo, terá a capacidade de gerar energia. Um salto importante que coloca Vitória em destaque nacional e em sintonia com aquilo que o mundo faz há tempo”, explicou Tyago.

Fonte: Site Ambiente Energia

segunda-feira, 21 de maio de 2018

GDF recua no aumento da conta de água...






O governo Rollemberg (PSB) decidiu recuar no movimento pelo aumento da conta de água. O governador determinou que a Adasa e Caesb não sigam em frente no reajuste.

Nesta semana, a população foi pega de surpresa com a publicação da proposta de reajuste divulgada no Diário Oficial do Distrito Federal. O texto foi assinado pela Adasa. O valor chamou a atenção por ser superior à inflação, sendo de 2.99%.

Rollemberg argumentou que na condição de governador tem autonomia para tal decisão. Segundo o governador, a publicação da Adasa não é impositiva, mas sim uma autorização. Nada foi dito sobre um eventual fim do racionamento no DF.

Fonte: Site Jornal de Brasília

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Este edifício vai limpar o ar de Nova York...




Está a ser construído um arranha-céus que vai limpar o ar à sua volta. Localizado no bairro de West Soho, em Nova York, o 570 Broome está na fase final de construção, com as suas paredes exteriores revestidas por uma cobertura especial, que vai causar uma reação química para retirar poluição do ar e limpar toda a superfície exterior.

Construídas em conjunto pela Neolith e pela Pureti, as placas deste material usa partículas de dióxido de titânio, que são ativadas pela luz solar para decompor nitróxidos em vapor de água e sais inertes. O resultado final é que as paredes do edifício ficam limpas e descontaminadas de poluentes, tendo também um efeito anti-bactereológico e melhorando a qualidade do ar.

Além desta cobertura especial anti-poluição, os arquitetos responsáveis pelo 570 Broome também instalaram espaços verdes no exterior de vários dos 25 andares e no pátio central, por trás da portaria. O edifício nova-iorquino vai ter 54 apartamentos.

Fonte: Site Motor 24

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Um olhar para a separação do lixo...




Entre as ações individuais que mais poluem o planeta está a falta de separação do lixo, na avaliação de Rejane Pieratti, diretora de Desenvolvimento, Produção e Consumo Sustentáveis do Ministério de Meio Ambiente. Quando você vai ao mercado e compra um pacote de pão ou um refrigerante, é sua responsabilidade destinar corretamente a embalagem depois de consumir. E a cultura de deixar de separar os resíduos porque acha que "o lixeiro mistura tudo depois" deve ser revista.

– Sempre tem uma escola, um ponto de entrega voluntária, uma cooperativa para quem podemos entregar – acrescenta Rejane.
Cerca de 260 toneladas potencialmente recicláveis são aterrados pela falta de separação na origem diariamente em Porto Alegre, gerando um prejuízo estimado em R$ 9 milhões ao ano, segundo a prefeitura. Rejane ressalta que, quando isso acontece, além de impedir que o material seja reutilizado, acaba-se levando à diminuição da vida útil daquele aterro, fazendo necessário em um futuro próximo buscar mais áreas para comportar as montanhas de lixo geradas pelas cidades.

Fundadora da Pasárgada - Oficina de Sustentabilidade, Fabíola Pecce já promoveu oito edições de um curso chamado Sustentabilidade do Eu Sozinho. Ela convida cada pessoa a imaginar como seria ficar um mês sem tirar o lixo de dentro de casa para responder se a sua ação faz a diferença.

– É como uma torneira pingando. Se tu colocares um balde embaixo, depois de um tempo vais ver o tamanho do impacto – diz ela.

Fonte: Site Gaúcha ZH

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Mongólia vai lançar o compartilhamento de bicicletas para reduzir a poluição do ar e o engarrafamento...





A Mongólia lançará um projeto de compartilhamento de bicicletas na capital Ulan Bator em 31 de maio para reduzir a poluição do ar e o engarrafamento, informou a assessoria de imprensa do prefeito em comunicado.

S. Batbold, prefeito de Ulan Bator, e G. Dashnyam, CEO da fabricante de bicicletas Nickel Ganbaa, assinaram um acordo nesta terça-feira para implementar o projeto U-Bike, que colocará 500 bicicletas em mais de 40 locais na primeira fase.

As bicicletas terão dispositivos de GPS para evitar roubos.Em 2020, 2.000 bicicletas serão implantadas em 150 localidades.

Bicicletas elétricas, totalizando 2.500, serão colocadas em 250 locais até 2021-2026. Até 2027-2033, o seu número será duplicado. A taxa para o serviço será de 500 tugrik mongóis (20 centavos de dólar dos EUA) por 30 minutos, e 800 tugrik (cerca de 33 centavos) por hora.

Fonte: Site Meio Ambiente Rio

terça-feira, 15 de maio de 2018

Cães e gatos sofrem tanto quanto humanos com a poluição urbana...




A poluição urbana é um problema de saúde pública que gera medidas drásticas dos governos para diminuir as emissões de gases tóxicos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 7 milhões de pessoas morrem mais cedo no mundo devido a complicações ligadas aos poluentes nas cidades. Poucos se interessam, porém, pelos efeitos sobre os animais domésticos que, como o homem, respiram cotidianamente o mesmo ar contaminado das metrópoles.

Cães, gatos, coelhos - mamíferos que, como os humanos, sofrem com os efeitos das partículas finas e óxido de azoto, os principais gases - a longo prazo podem sofre ou terem agravadas doenças respiratórias. A poluição do ar também favorece a aparição de cânceres e tumores, além de causar a morte precoce.

Os estudos sobre o tema são raros, a começar pelo fato de que não existe uma instituição que acompanhe o assunto, o equivalente à “saúde pública” dos animais. Na Europa, por exemplo, não há estatísticas objetivas sobre o aumento da mortalidade ou das doenças nos bichos de estimação.

O que existe é apenas a constatação cotidiana dos veterinários mais experientes, como observa Martine Kammerer, diretora do Centro de Antídotos Animais e Ambientais e professora da Escola Nacional Veterinária de Nantes, na França.

“Infelizmente podemos dizer que não há dados. Para os homens, temos estudos epidemiológicos complexos, com organismos de acompanhamento detalhados. Mas na medicina veterinária, tudo que podemos afirmar sobre a poluição é muito aproximativo e em teoria”, constata a pesquisadora. “Isso vale para o mundo todo: nos Estados Unidos também não há mais dados.”

Gatos com asma e cães com exposição direta a poluentes

Gatos, que possuem tendência a desenvolver asma alérgica, são bastante vulneráveis às micropartículas – ainda mais nos dias quentes, quando a concentração do poluente aumenta no ar.
Já os cães, que frequentam mais a rua com seus donos, estão sujeitos à exposição direta dos escapamento dos carros, que ficam bem na altura dos seus focinhos. Nos dois casos, os filhotes e os animais idosos são os mais suscetíveis, a exemplo do que também ocorre com os humanos.

Como a preocupação com o bem-estar animal é um tema em ascensão, os cuidados para diminuir a exposição dos animais domésticos tendem a se amplificar. Uma medida simples é observar se o animal respira com dificuldade durante as caminhadas na rua, e respeitar os seus limites se ele demonstra cansaço. O aumento dos casos de insuficiência respiratória é um sinal deste mal urbano.

“Felizmente, ainda não precisamos colocar máscaras nos cães na hora do passeio, mas podemos nos esforçar para levá-los em parques arborizados, para respirar um ar mais puro. Também podemos preferir os horários de menor exposição aos poluentes, como o amanhecer ou tarde da noite, ou seja, fora dos horários de pico dos automóveis e, principalmente, evitando os congestionamentos”, explica Kammerer. “O passeio não é só para caminhar: é para respirar melhor.”

Animais: termômetros de mazelas para o homem

Ao longo da história, o comportamento da fauna funciona como um termômetro para situações perigosas ao homem, como mostra o desaparecimento das abelhas devido ao uso abusivo de agrotóxicos.
O exemplo recente mais marcante talvez seja o dos animais silvestres que “previram” a ocorrência do violento tsunami no sudeste asiático em 2004 e se refugiaram nas colinas antes da chegada da onda devastadora, que matou mais de 220 mil pessoas.

A sensibilidade dos bichos à poluição atmosférica é diferente da do homem, mas a análise sobre os efeitos de diferentes componentes químicos nos animais – e as consequências similares que podem existir nos humanos – é uma das bases da ciência. Por isso, aprofundar os estudos a respeito do impacto da poluição nos animais urbanos pode revelar informações preciosas para antecipar consequências no homem.

É importante também não negligenciar a poluição interna. “Os gatos domésticos, que não saem de casa, são amostras da poluição que temos em casa, em especial os produtos químicos que exalam dos materiais de construção e de limpeza, dos carpetes, das cortinas, os chamados perturbadores endócrinos”, ressalta a pesquisadora francesa. “Os gatos, me parece, têm cada vez mais problemas de tireoide, típicos desse tipo de poluentes. Essa relação é uma hipótese que está sendo explorada por muitos pesquisadores.”

Outro exemplo: um dono fumante deve preferir abolir o cigarro dentro de casa. Do contrário, seu animal se transforma em fumante passivo, sujeito às mesmas complicações de saúde que os homens.

Fonte: Site Carta Capital