domingo, 23 de julho de 2017

Paraná TIC promove Hackathon Trinacional voltado à energia inteligente...



O primeiro Hackathon Trinacional do mundo acontece entre Brasil, Argentina e Paraguai em Foz do Iguaçu, cidade que abriga uma parte da Itaipu Binacional, reconhecida mundialmente como a líder em geração de energia limpa e renovável. A partir do tema Smart Energy, desenvolvedores, designers e entusiastas do assunto devem propor em 36 horas possíveis soluções para sites, aplicativos ou ferramentas de inovação. 

O objetivo é somar ideias que auxiliem a questão da distribuição de energia por meio de fontes renováveis, envolvendo de alguma forma a tecnologia no processo. Empresas da área de inovação e negócios estarão presentes no encontro, e podem se interessar pelo financiamento de projetos desenvolvidos. O Hackathon acontece entre os dias 26 e 27 de julho, durante a 6ª edição do Paraná TIC.

Para promover a integração dos participantes, as equipes devem ser formadas por, no mínimo, duas pessoas de países diferentes. A premiação será de R$ 3 mil para o grupo vencedor, R$ 2 mil para o segundo lugar e R$ 1 mil para os que ficarem na terceira colocação. Para participar do Hackathon, basta fazer a inscrição por meio deste link: https://www.sympla.com.br/paranatic---1-hackathon-trinacional-do-mundo__155444 e também se inscrever para o evento geral do Paraná TIC pelo link: http://www.paranatic.com.br/index.php?pagina=nav/inscricao.

Fonte: Convergência Digital

Número de carros elétricos em circulação na Madeira ultrapassou os 100...



O número de carros elétricos e híbridos em circulação na Madeira ultrapassou os 100 no início deste ano e a rede de postos de carregamento, que é gratuito até 2018, continua a ser alargada, informou hoje o Governo Regional.

"Acabámos de instalar mais um posto de carregamento na Avenida Sá Carneiro [centro do Funchal], com características que o colocam como do mais avançado que há no setor, e temos previsto para breve abrir mais dois postos, um na Ribeira Brava [zona oeste da ilha da Madeira], outro em Machico [zona leste]", disse o secretário da Economia, Turismo e Cultura.

Eduardo Jesus falava no âmbito da apresentação da Estratégia Regional Para a Promoção da Mobilidade Elétrica, no Funchal, um documento em que estão definidas várias medidas de sensibilização e divulgação dos benefícios da utilização de veículos elétricos, a nível doméstico e empresarial.

"A Madeira já atingiu os 30% de produção de energia renovável e até 2020 será possível atingir os 50%, o que é uma cifra extremamente importante para uma região com estas características", afirmou o governante, vincando que "só tem sido possível avançar a esta velocidade" com a ajuda de dois "parceiros fundamentais": a Empresa de Eletricidade da Madeira e a Agência Regional de Energia.

Eduardo Jesus revelou, por outro lado, que o executivo vai investir na criação de carreiras de transportes público movidos a eletricidade, nomeadamente na ilha do Porto Santo, no corredor da Estrada Monumental, onde se situa a maioria dos hotéis do Funchal, e na ligação direta entre a capital madeirense e o aeroporto, no concelho de Santa Cruz.

Fonte: Diário de Notícias 

Mercado livre de energia chega a quase cinco milhões de portugueses em maio...



O mercado livre de energia em Portugal alcançou um número acumulado de cerca de 4,85 milhões de clientes em maio. O número de clientes avançou 0,4% em maio, "crescimento semelhante ao do mês anterior".

O mercado livre de energia em Portugal alcançou um número acumulado de cerca de 4,85 milhões de clientes em maio, um crescimento de 6,8% face a igual mês em 2016, segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Face a abril deste ano, diz o regulador, o número de clientes no mercado livre avançou em 0,4% em maio, “crescimento semelhante ao registado no mês anterior”.

Desde maio de 2016, o número de consumidores no mercado livre cresceu 6,8%, a uma taxa média mensal de 0,5%”, indica a síntese mensal da ERSE.

De acordo com o mesmo documento, revelado esta terça-feira, o consumo dos clientes no mercado livre representava em maio cerca de 92,4% do consumo total registado em Portugal continental.

No que refere a quotas de mercado, a EDP Comercial manteve em maio a sua posição como o principal operador no mercado livre em número de clientes (84% do total de clientes) e em consumos (cerca de 44% dos fornecimentos no mercado livre).

Face a abril, a sua quota reduziu-se 0,1 pontos percentuais em número de clientes e 0,3 pontos em consumo.

Todas as demais comercializadoras mantiveram “sensivelmente as suas quotas”, nota a ERSE: a Iberdrola (16%), a Fortia (3,1%), a GN Fenosa (2,8%) e o conjunto de comercializadores agrupados na rubrica “Outros” (6%).

Fonte: Observador

Portugal quer metas vinculativas para interligações de energia na Europa...



O Governo português vai apresentar várias propostas de alteração às medidas do novo pacote para as energias limpas na União Europeia. Portugal quer que as metas de introdução de energia renovável e de reforço das interligações de redes entre países da UE sejam vinculativas e não apenas indicativas como está a ser discutido.

O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, aproveitou a presença do vice-presidente da Comissão Europeia — Maros Sefcovic tem a pasta do mercado único de energia — numa conferência que se realizou esta segunda-feira no Porto para deixar clara a posição de Portugal e mostrar descontentamento em relação ao estado da construção do mercado integrado de energia, em particular no que toca às insuficientes ligações da Península Ibérica à Europa.

Esta não é uma reivindicação nova, o reforço das interligações de eletricidade e gás a França, para permitir exportar energia, mas também assegurar uma porta de acesso a preços mais baratos, já tinha sido defendida pelo anterior Governo. Mas agora o tema está em discussão no novo pacote legislativo, o Clean Energy (Energia Limpa) que vai aprovar as medidas que a União Europeia se propõe aplicar para cumprir as metas do acordo do clima assinado em Paris.

Portugal, disse Seguro Sanchez, defende a criação de um novo artigo na proposta de diretiva do mercado interno de eletricidade com referência explícita às metas de interligações elétricas de 10% para 2020 e 15% para 2030 que devem ser vinculativas.

Fazemo-lo, não só porque a Península Ibérica enfrenta constrangimentos inaceitáveis no transporte de eletricidade e também de gás, mas também porque esta situação coloca igualmente em causa a segurança do abastecimento de energia a toda a União Europeia”.

A Península Ibérica, descrita como uma ilha devido à reduzida capacidade de interligação com França, pode no futuro servir de “garante de segurança de abastecimento do espaço europeu no setor do gás natural — via vários terminais de GNL (gás natural liquefeito como o de Sines) — e o setor elétrico, e possa exportar energia renovável para o espaço europeu, afirmou ainda o secretário de Estado da Energia. Na resposta, Mario Sefcovic reconhece que o isolamento energético da Península Ibérica é um tema sensível e garante que a Comissão Europeia está a trabalhar no assunto, do ponto de vista técnico.

Metas de renováveis devem ponderar custo para cada país

Para além da prioridade às interligações, Portugal defende ainda a adoção de objetivos vinculativos para a eficiência energética e para a incorporação de energias renováveis, mas o governante considera que esses objetivos devem ter em conta “a avaliação dos custos suportados pelos consumidores e pela economia de cada país nestes objetivos nacionais”.

Segundo Jorge Seguro Sanches, cerca de 20% dos custos anuais do sistema elétrico português (mais de 1,2 mil milhões de euros em sobrecustos financiados pelas tarifas elétricas) resultam do apoio concedido às produção em regime especial (onde estão algumas renováveis, sobretudo eólica), uma fatura que resulta também da extensão destes custos no tempo decidida em 2013.

A meta de Portugal para 2020 é a quinta mais ambiciosa a nível da União Europeia e o objetivo dos 31% de quota de fontes renováveis no consumo final de energia vai ser atingido, garante ainda o secretário de Estado da Energia. Isto apesar das dúvidas manifestadas pelo presidente da APREN (Associação de Produtores de Energia Renovável) na mesma conferência, realizada na Faculdade de Engenharia do Porto. António Sá da Costa diz que as metas para 2020 foram fixadas no pressuposto de que entrariam em operações as novas barragens aprovadas nos Governos de Sócrates, mas a execução de alguns destes projetos está fortemente atrasada.

Por outro lado, a seca e a necessidade de recorrer a mais centrais térmicas para produzir eletricidade irá também enfraquecer a percentagem de renováveis no sistema elétrico português.

Fonte: Observador

Economia no bolso é o primeiro resultado de quem investe em energia renovável...



A economia de cerca de R$ 5 mil no último ano em gastos com consumo de energia elétrica é apenas um dos pontos que o físico Marcio Serafim de Almeida, morador de Palmas, valoriza quando analisa o investimento feito com a instalação do sistema de geração de energia solar em casa. Ele foi um dos primeiros moradores de Palmas a instalar um sistema autossustentável em sua própria residência. Ao todo, 27 residências e uma empresa já possuem sistemas de geração de energia fotovoltaica na Capital.

"Compensou porque pagávamos R$ 450 por mês e passamos a pagar R$ 55. Nós nos privávamos muito em, às vezes, não ligar o ar condicionado em alguns horários do dia, mas, na verdade, é uma questão de conforto poder fazer isso e sabendo que não estamos prejudicando o meio ambiente. No fundo, meu sonho, nos próximos dez anos, é poder comprar um carro elétrico e não ir mais a um posto de gasolina", frisa Almeida.

O morador explica que espera reaver o investimento feito ainda em 2015 em até cinco anos e meio. "O sistema tem vida útil de, pelo menos, 30 anos. Recomendo, sim, acho que é um sistema residente, o custo de instalação tem diminuído muito nos últimos tempos, por isso, agora penso em expandir e instalar mais seis placas para compensar o aumento do meu consumo. Além da questão de responsabilidade com o meio ambiente, para nós, é claro que também pesa como uma forma de valorização do patrimônio", explica o morador.

Incentivos fiscais

O investimento também retornou em menos gastos com a conta de energia a partir deste ano, em descontos no boleto do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que caiu de R$ 650 para R$ 249, segundo o físico. Isso porque, desde 2015, com a criação do Programa Palmas Solar, a prefeitura oferece benefícios fiscais a quem adotar projeto de conversão de energia fotovoltaica em residências, comércios ou indústrias. Os descontos chegam até 80% no IPTU, por cinco anos. Assim como também no Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) na primeira transferência de imóvel e no Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para a empresa responsável prestação de serviço contratada.

Dezenas de outros empresários e consumidores pessoa física já protocolaram projeto na Secretaria Extraordinária de Projetos, Captação de Recursos e Energias Renováveis (Secres) para aderir ao programa, criado pela Lei Palmas Solar (Lei Complementar nº 327/2015) e regulamentado pelo Decreto Municipal nº 1.220, de 28 de março de 2016.

"Os interessados em aderir ao programa podem visitar a unidade demonstrativa, construída em parceria com a Ferpam Solar, no Gabinete II do prefeito, no antigo AMA, e que serve para  interessados conhecerem como o sistema funciona. O conjunto de placas instalado lá, por exemplo, gera uma economia de 52% do consumo de energia elétrica do gabinete", explica o secretário municipal extraordinário de Projetos, Captação de Recursos e Energias Renováveis (Secres), Fábio Frantz Borges.

Segundo Borges, os interessados podem buscar orientações sobre como buscar a instalação do sistema na própria Secretaria Extraordinária, no 7º andar da Prefeitura de Palmas, na Avenida JK, ou no Resolve Palmas para solicitar os benefícios previstos em lei.

Projetos

A adesão ao programa tem sido incentivada também no segmento público. Isso porque a implantação do sistema de conversão e/ou aproveitamento de energia solar em prédios públicos é agora uma exigência da legislação municipal que determina que todos os prédios públicos, das instâncias municipal, estadual e federal, construídos ou reformados na Capital a partir de março de 2016, incluam em seu projeto sistema de geração de energia fotovoltaica.

Por isso, a Escola de Tempo Integral (ETI) Almirante Tamandaré, gerida pela Prefeitura de Palmas e a Marinha do Brasil, se tornou a escola pública com maior produção fotovoltaica do Brasil. Na ETI, 160 placas de captação de energia geram economia de aproximadamente R$ 5 mil por mês. Valor que, no orçamento da unidade, passa a ser convertido em outros custos internos.

O secretário executivo Sérgio Faria explica que a prefeitura tem trabalho na captação de recursos para tirar do papel um projeto para instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica que pode trazer suficiência energética para todos os órgãos públicos municipais em até quatro anos. "A ideia é instalar placas na cobertura do Espaço Cultural e em um estacionamento coberto no Parque do Povo e aproveitar o potencial de produção energética sustentável que Palmas, por sua localização geográfica, possui", ressalta Faria.

O secretário municipal Fábio Frantz Borges acrescenta ainda outra missão para o projeto. "No País, está em ascensão a busca por energia renovável, sustentável. Temos em mente que, uma vez que se tem uma matriz energética de fonte solar, ela pode diminuir a necessidade de ativar termelétricas que são caras e altamente poluentes e que, como está ocorrendo neste mês, em que estão sendo ativadas termelétricas, o que se reflete na conta", completa.


 Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação de Palmas

sábado, 22 de julho de 2017

Portugal e a energia renovável...


Cada vez mais os países estão a apostar em energias renováveis. Portugal não é excepção, sendo um dos países europeus na liderança de consumo destas energias.

O meio ambiente é algo que tem de ser preservado para sustentabilidade das gerações futuras. Para isso, é importante apostar cada vez mais em energias renováveis, pois são menos poluentes e mais benéficas para a saúde.

Quando pensamos em energias renováveis geralmente associamos a grandes empresas e grandes investimentos, mas não é bem assim. Qualquer um de nós pode optar por um carro eléctrico, ou colocar painéis fotovoltaicos ou solares em casa.

De acordo com Afonso Martins, especialista em tecnologias renováveis na ElectroREP: “É muito importante estudar os perfis de consumo. Nas habitações aconselho sempre, se possível, uma bateria.

E agora há sistemas de gestão de baterias tão desenvolvidos que só utilizam a energia que foi acumulada quando a que estamos a pagar é mais cara”. Apesar de ser um investimento que demora alguns anos a recuperar, a médio/longo prazo é rentável. Para além disso, é mais ecológico.

“Temos que começar a preocupar-nos com esta bola redonda onde vivemos. Já deveríamos ter começado. Em Portugal há nove ou dez milhões de casas para dez milhões de portugueses, é quase uma casa para cada um. Portanto, não vamos construir muito mais casas. Penso que a reabilitação pode trazer esta preocupação com a energia. E quando falamos de energia solar é porque é de mais fácil implementação, mas há outras formas, por exemplo a geotermia nos Açores. Na Islândia 90% da energia é produzida através de geotermia”, sublinha.

Uma aposta no futuro

Portugal aposta cada vez mais em energias renováveis, sendo um dos países da Europa que mais consome este tipo de energias. De acordo com dados divulgados este ano pela Eurostat, 28% da totalidade da energia consumida em Portugal é renovável.

No ano de 2016, 57% do consumo de electricidade em Portugal proveio de energias renováveis, principalmente hídrica (dados da REN – Redes Energéticas Nacionais).

Apesar de ainda não sermos auto-suficientes, estamos no bom caminho. “ O nosso petróleo em Portugal são as energias renováveis e o turismo. As energias renováveis terão inelutavelmente um papel fundamental no futuro de Portugal, da Europa e do planeta. Temos que estimar o que temos”, refere Afonso Martins.

Alternativas por explorar

Existe actualmente uma forma de obter energia renovável que ainda não é muito explorada a nível mundial: a energia das marés.

Pela primeira vez o nosso país tem um protótipo a ser testado nesta área, na Ria Formosa, na barra Faro-Olhão, na junção entre o sistema estuarino e o mar. O estudo está a ser feito pela Universidade do Algarve.

Apesar das torres eólicas offshore estarem a ser exploradas principalmente nos países nórdicos como Suécia e Noruega, são uma fonte de energia de enorme potencial e que vários países pretendem explorar num futuro próximo.

Fonte: Descla


 

Goiás Solar é destaque em evento sobre energia renovável no Rio de Janeiro...


Lançado este ano pelo Governo de Goiás, para servir de suporte à política estadual de gestão voltada a geração e distribuição de energias renováveis, o Goiás Solar serviu de exemplo bem sucedido de políticas públicas com vistas à inovação energética no Brasil, durante a abertura da Brasil Solar Power Conferênciae Exposição 2017, realizados nesta quarta e quinta-feira, dias 5 e 6, no Sul América Centro de Convenções, no Rio de Janeiro.

Promovido pelo Grupo Canal Energia em parceria com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – Absolar – o encontro reuniu os governadores de Goiás, Marconi Perillo e do Piauí, José Wellington Dias, além de representantes dos governos de São Paulo e da Bahia e as mais altas autoridades ligadas à produção de energia renovável do Brasil.

Ao discursar na solenidade, o executivo da Absolar, Rodrigo Lopes Sauaia, destacou o pioneirismo goiano no setor. “A liderança e o pioneirismo no lançamento do programa Goiás Solar, demonstrou o comprometimento do Estado em favor do desenvolvimento da energia solar fotovoltaica no País, motivo que orgulha todo o setor”, declarou.

O diretor-presidente do Conselho Administrativo da Absolar, Nelson Colaferro, disse que o programa Goiás Solar é o melhor exemplo de sucesso recente na utilização de alternativas de financiamento nos âmbitos federal e estadual. Ele lembrou que essas alternativas permitiram a inauguração do condomínio Luciano Peixoto, na cidade histórica de Pirenópolis, com 149 habitações de interesse social, todas com sistema solar instalado e projetado para reduzir em até 70% a conta de energia das famílias.

O secretário de Minas e Energia de São Paulo e presidente do Fórum de secretários de Minas e Energia do Brasil, João Carlos Meirelles acredita que, “no máximo em 25 anos, com modelos concretos como o que foi implantado em Goiás pelo governador Marconi Perillo, teremos total garantia de energia renovável”.

Ao discorrer sobre a política de incentivo à geração de energia fotovoltaica no Estado, o governador Marconi Perillo se colocou à disposição da Absolar para servir de interlocutor junto ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e ao Ministério da Integração para que sejam redefinidas as políticas de todos os fundos constitucionais visando à liberação de créditos a pessoas físicas. “Já está claro o potencial existente para a energia distribuída e para a energia concentrada. Se conseguirmos esses créditos teremos condições de ampliar muito a oferta e a viabilização dos projetos existentes”, avaliou.

Ao considerar que Goiás caminha para ser o Estado da geração limpa, o governador disse que a grande meta é reduzir a zero a energia vinda de fontes sujas e não renováveis, como o caso da energia termoelétrica.

Incentivo e crédito para a energia solar

Em 2015, Goiás, Pernambuco e São Paulo foram os primeiros a aderir ao Convênio ICMS Nº 16/ 2015 do Confaz. No mesmo ano, o Governo do Estado instituiu, por meio da Goiás Fomento, o crédito que financia tanto a energia solar fotovoltaica quanto a energia produzida através da biomassa. Trata-se de uma linha de crédito que financia tanto a energia solar fotovoltaica, quanto a biomassa. Em 2016, através de decreto, o governador Marconi Perillo permitiu a isenção do ICMS sobre a energia de micro e minigeração distribuída em todo o Estado.

“Essas e outras ações – considera – ditaram o caminho para que, em 2017, nós inaugurássemos o programa Goiás Solar, uma abordagem inovadora para a questão das fontes de energia renováveis. Com ele, Goiás se mobiliza em todos os âmbitos para gerar energia de forma sustentável”.

Marconi defende que o Goiás Solar seja considerado mais que um simples projeto de incentivo. Segundo ele, trata-se de uma política de Estado voltada para a instalação, difusão, pesquisa e o aprimoramento das fontes de energia renováveis.

Lembrou ainda que, desde 2015, a energia de microgeração e minigeração está isenta de ICMS em Goiás, de acordo como o convênio Confaz. “Com o Goiás Solar, o Estado lidera a atualização do convênio Confaz. Queremos expandir a isenção de ICMS para os insumos, componentes e equipamentos da cadeia produtiva fotovoltaica”, informou.

Desde 2015, a Goiás Fomento possui créditos produtivos específicos para as energias renováveis. Com o Goiás Solar, a linha de crédito para micro e pequenas empresas foi expandida de 50 mil para 200 mil reais. “Até o ano passado, não podíamos captar dinheiro do FCO para energia solar. Agora, isso é possível. Conseguimos, junto à Sudeco e ao Condel, incluir a energia solar fotovoltaica na programação anual do FCO, o que coloca Goiás e o Brasil Central na vanguarda da energia renovável”, salientou.

De acordo com o governador, a experiência foi tão bem-sucedida que o Banco do Brasil, baseando-se no modelo goiano, lançou o programa Agro Energia, de alcance nacional, para o fortalecimento do setor fotovoltaico. “Ou seja, Goiás está ditando moda para o resto do País”, disse com entusiasmo.

De acordo com a Absolar, Goiás tem a licença ambiental para energia solar fotovoltaica mais atualizada do Brasil. É moderna, muito simplificada e resolve o problema dos empresários em menos de uma semana. Para áreas de até 30 hectares a licença é declaratória.

“Outro ponto fundamental – destacou o governador – é a atuação harmônica junto à concessionária distribuidora Enel, que tem se mostrado uma parceira de peso no desenvolvimento dos projetos de energia renovável”.

Antes da solenidade de abertura do Solar Power, o governador reuniu-se com a presidência da Enel para dar continuidade a um acerto que visa a implantação de uma grande planta de energia fotovoltaica concentrada na Região Nordeste do Estado. “Pode ser que tenhamos a maior produção de energia concentrada do País a partir dessa parceria”, disse ainda.

Em sua palestra, o governador afirmou considerar que “graças à privatização bem sucedida da Celg, hoje contamos com o apoio da Enel, que é a maior operadora de energia limpa do País. Vinda de uma cultura de usinas limpas, ela sabe como elas funcionam. O diálogo tem sido muito promissor”, salientou.

Marconi informou ainda a existência de um projeto em parceria com a Fapeg e o IFG para instalação de uma usina solar fotovoltaica no terraço do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia. Os investimentos, por parte da Secima e da Fapeg, são da ordem de R$ 2 milhões para execução do projeto. Além de inaugurar a energia solar fotovoltaica em prédios públicos goianos, a usina também servirá como posto de pesquisa e laboratório. São projetos de comunicação que visam inteirar a sociedade do Goiás Solar e contribuir para a formação de uma cultura da sustentabilidade, de acordo com avaliação do governador.

Ao dar destaque ao Residencial Luciano Peixoto, entregue no dia 24 passado, com 149 moradias dotadas de placas geradoras de energia fotovoltaica ligadas à rede da Celg, ele declarou que o Projeto Casa Solarbeneficia, em sua primeira etapa, 1,2 mil famílias de quatro municípios. É o primeiro do Brasil com essas dimensões que atende totalmente as regulamentações da Aneel.

Como propostas para o futuro, defendeu a geração centralizada, que conta com uma fonte geradora potente e linhas de transmissão que levam a energia até o consumidor final. Pode ser limpa, como as hidrelétricas, ou não, e a geração distribuída, feita a partir de diversas pequenas fontes geradoras próximas aos consumidores, tornando o uso de linhas transmissoras desnecessário.

“Precisamos encontrar o equilíbrio entre a geração centralizada e a distribuída. O Estado tem feito sua parte no incentivo à geração distribuída. Entretanto, a centralizada só pode crescer com autorização da Aneel, através de leilões. Assim, vamos diversificar a matriz energética e distribuir a responsabilidade entre todos os âmbitos do poder público. O futuro depende do equilíbrio e da sustentabilidade”, acrescentou.

“Penso muito no futuro, agora que chego ao meu quarto e último mandato como governador de Goiás. Tenho a satisfação de dizer que estou deixando um legado positivo para as próximas gerações. Os próximos governantes receberão mais do que uma herança política favorável. Receberão um Estado mais equilibrado, mais sustentável e mais forte”, salientou Por fim, o governador garantiu que, “antes de terminar o governo tenho ainda esta missão, de jogar duro para que a Aneel realize anualmente leilões que nos permitam avançar na geração de energia renovável”.

Fonte: Gabinete de Gestão de Imprensa do Governador