segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Empresas criam tênis feito com chiclete...

Você provavelmente já deve ter pisado com seu tênis em um chiclete na rua, não é mesmo? Não só você, mas milhares de pessoas já foram vítimas deste problema global.

O gasto para a limpeza dessa sujeira é de milhões de euros por ano, sem contar, que o chiclete demora em torno de 20 a 25 anos para começar a se decompor, o que é um grande problema ambiental.

Pensando nisso, três organizações de Amsterdã, a Iamsterdam, a empresa de design Explicit Wear e a de sustentabilidade Gumdrop, resolveram se unir para juntos criar um tênis com o chiclete reciclado.

As três criaram o Gumshoe, tênis cujas solas são feitas com os chicletes retirados das ruas. Um quilo das gomas já é o suficiente para solar quatro pares do modelo, o resto é composto por couro.

Segundo o porta-voz do projeto, Jonathan Van Loon, a iniciativa foi um modo de alertar as pessoas sobre esse problema, criando algo que elas realmente queiram, feito com uma matéria-prima que ninguém se importa.

O tênis Gumshoe

O tênis possui a sola composta por recicláveis, conhecida como Gum-Tec, feitos com 20% do chiclete. Os compostos Gum-Tec são transformados em pequenos grãos, sendo moldados no solado.

Segundo as instituições, é possível criar sapato a partir da goma, pois um dos principais ingredientes é a borracha sintética, que pode ser decomposta por técnicas já conhecidas de reciclagem.

Os três possuem até mesmo o cheiro de chiclete, a única diferença é que não é grudento. O Gumshoe é o primeiro calçado do mundo a utilizar chiclete reciclado em seu processo de fabricação.

Além disso, na sola do tênis há um mapa da cidade de Amsterdã com os locais onde foram retirados os chicletes. Inclusive, as empresas pretendem criar produtos semelhantes em outras cidades do mundo nas quais também exista esse problema.

A ideia é criar um plano de ressolamento, de forma que quando o tênis estiver gasto, os donos o leve para receber uma nova sola feita do chiclete reciclado. O intuito é dar mais publicidade ao problema, para que com o tempo surjam mais aplicações para o novo material.

Fonte: Pensamento Verde

domingo, 13 de janeiro de 2019

Curiosidade: como sobreviver sem água corrente...

Você sabe como proceder em caso de acabar a água nas torneiras? Acabar de vez, nenhuma gotinha? Venha descobrir como

Uns dizem que a água nunca acabará. Mas, “e se”? Água pode ter, mas e se o fornecimento parar? Usando o caos explorado em filmes de ficção, te perguntamos: você saberia o que fazer em caso de ficar sem água corrente?

Neste post daremos umas dicas interessantes, fique atento!

Água corrente: e se…

Em caso de falta de água, como proceder? Água da chuva. O IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas, montou um manual bem bacana que não requer construção e nem equipamentos especiais para captar a água da chuva. O manual completo você pode acessar aqui, gratuitamente.

O que fará depende também do tamanho da sua casa, quantos recipientes pode usar para a coleta e também como tudo isso será transportado. O mais comum de vermos são os baldes, estrategicamente posicionados para armazenar a água da chuva e até mesmo aproveitar a água usada pela máquina de lavar. Ok, se ficarmos sem água corrente por uma semana não adianta esta última dica. Mas já é bom termos em mente sobre esta reutilização e prevenir, não é?

Bombonas plásticas são ótimas aliadas para captação da água da chuva e cabe bem mais do que em um balde. Mas não é para beber! Vamos entrar ainda na parte da filtragem, beleza?

O manual do IPT recomenda: não beba água da chuva. O ideal é usá-la para lavar roupas, na descarga e limpeza geral, por exemplo. Mas, se não tiver de onde tirar e precisa beber água, o manual também dá dicas do que fazer:

Purificação de água

Acontece que a água que você tem acesso não dá para beber (não é potável). Uma forma de mudar isso: purificando-a.

– Fervura: de 15 a 20 minutos, o que é o bastante para matar os micro-organismos presentes em água de poço ou de chuva. Em seguida, coloque em um filtro de água (os de barros antigos ainda são os melhores).

– Filtro de café: use um filtro de café ou outro tecido (menos algodão) para limpar a água. Os resíduos ficam no tecido, a água fica mais limpa.

– Sol: coloque a água em um recipiente transparente, como uma garrafa PET. Cada litro precisa ficar exposto por 6 horas, ou seja, uma garrafa com três litros deve ficar por 18 horas ao sol. Os raios UV são ótimos para matar bactérias e fazem com que metais pesados, comuns em água não potável, afundem. Faça um furinho na parte de baixo do recipiente e descarte esta primeira água. Depois, com silver tape, feche o orifício e pronto!

A sobrevivência com parcimônia

Tenha o hábito de economizar desde já. Além de ajudar o planeta com menos consumo, você aprende a viver a quantidade necessária para quando faltar, não usar demais. Colete água que usa no chuveiro: sabe quando ligamos e esperamos esquentar um pouco antes de entrar? Coloque um balde e use esta água para lavar roupa, na descarga, etc. Aprenda este básico e tenha em mãos um bom filtro de água (ainda recomendamos o de barro) e teste estes métodos e nos diga o que acha!

Fonte: Pensamento Verde

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Série Fenômenos Naturais: Flores congeladas...

Parece difícil acreditar, mas essas flores congeladas na água não são seres vivos, mas plantas de verdade. Um fenômeno natural e raro, que ocorre em regiões que possuem temperaturas extremas. Esse efeito acontece quando pequenas quantidades de gelo que flutuam na água congelam as gotas ao seu redor, criando uma reação em cadeia.

O resultado, claro, não poderia ser mais surpreendente e lindo, uma floricultura magnífica feita de gelo, e que além de tudo, desliza sobre a água. À primeira vista, elas parecem cristais sem vida, mas representam o ecossistema em miniatura. Além de serem excepcionalmente salgadas, em até cinco vezes a salinidade do oceano.

O gelo é desenvolvido ao redor dos pequenos blocos em formatos imperfeitos, (algo parecido com espinhos congelados). Segundo pesquisadores, as flores congeladasabrigam seus próprios ecossistemas de modo temporário, favorecendo a vida e sua sobrevivência durante o tempo extremo.

As famosas flores congeladas cobrem o Oceano Ártico, onde alojam muitas bactérias e microrganismos mesmo em temperaturas abaixo de 0. Inclusive, cada flor contém cerca de um milhão de bactérias.

Pesquisa sobre este fenômeno

Pesquisadores investigam como a vida se manifesta em situações extremas. Jeff Bowman, aluno de pós-graduação da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e Jody Deming, seu orientador na instituição, estão estudando e trabalhando na construção de uma câmera especial para reproduzir os experimentos fora do continente gelado.

No entanto, mesmo as flores sendo abundantes no Ártico e na Antártica, chegar até elas não é tão simples. Afinal, o gelo abaixo delas é muito fino e caminhar por cima é quase impossível. Desse modo, a estratégia de amostragem é encontrar um local onde a água é mantida aberta por ventos ou correntes.

Essa espécie rara foi acusada durante anos de destruir a camada de ozônio antártica. Cientistas alertavam que apesar de sua beleza, as flores tinham um efeito perigoso para a atmosfera, isso baseado nos óxidos de bromo que elas contêm em seu interior. Porém, o aumento de gelo novo no Ártico sobre o qual crescem as flores de gelo, pode se transformar em um estímulo para outros estudos desse fenômeno.

Contudo, as flores são muito frágeis e tem pouco tempo de vida. Quando a espessura do gelo e sua temperatura aumentam, as estruturas desaparecem.

Fonte: Pensamento Verde

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

5 dicas para economizar água e energia elétrica no banheiro...

Você já questionou qual é o lugar da casa que mais gasta energia e água? Não é na cozinha e nem na lavanderia. Acertou quem pensou em banheiro, já que o consumo nesse cômodo é o que mais eleva a conta no final do mês e resulta em grande desperdício.

Muitos passam mais tempo em outros lugares da casa do que dentro do banheiro, é um fato. Porém, hábitos diários durante apenas minutos são os responsáveis pelo aumento expressivo no consumo de toda a residência.

Por mais que a situação pareça comum, a conta de luz é um fator preocupante para quem paga, e o consumo desnecessário é mais preocupante ainda para o meio ambiente.

Pensando nisso, trouxemos 5 dicas importantes para te ajudar a economizar água e energia elétrica. Quer saber quais são? Confira a lista!

Manutenção preventiva

Você sabia que uma pequena bucha gasta pode fazer com que a torneira ou o chuveiro fique pingando por dias? Um detalhe importante que pode ser evitado com a prevenção. Além disso, o chuveiro deve ser limpo de tempos em tempos, assim como os ralos, para evitar infiltrações e vazamentos, e o desperdício desnecessário de água.

E não esqueça! É recomendado sempre um check-up nos canos e na fiação do banheiro. Este é um fator importante para economizar água e energia elétrica.

Quando não estiver usando a torneira, mantenha-a fechada

Pequenos hábitos diários podem nos custar muito. Deixar a torneira aberta enquanto escovamos os dentes ou nos ensaboamos, pode custar 12 litros de água desperdiçados. Se formos pensar e colocar na ponta do lápis, por mês, são 360 litros jogados pelo ralo, muita coisa né?

Então, se não estiver usando a água da torneira ou do chuveiro, feche e abra somente quando for utilizar.

Regule o chuveiro para economizar água e energia elétrica

Atitudes que podem ajudar no não desperdício, é evitar esperar o chuveiro esquentar enquanto a água vai embora pelo ralo e não tomar longos banhos com a água mais quente.

Uma dica para economizar água e energia elétrica: Deixe sempre um balde embaixo do chuveiro enquanto a água fria sai. Deste modo, você utiliza a água do balde em outros momentos.
Banhos curtos são a melhor opção, e cinco minutos já são o suficiente. E não esqueça, quando for ensaboar o corpo ou o cabelo, feche a torneira.

Além disso, programar a temperatura do chuveiro de acordo com a estação e regular a saída de água fria e quente são ações que ajudam a poupar a energia.

Prefira opções que consomem menos

No mercado existem diversas opções de descargas e torneiras econômicas. Há também, lâmpadas de LED, que poupam até 80% da energia se comparado a convencional. Opte por elas na hora de comprar.

Além disso, se for possível, implemente na sua casa placas de aquecimento solar, elas são sustentáveis, ajudam a economizar água e energia elétrica. Além disso, estas placas ajudam a manter a água quente.

Reutilize a água

Além da água que você consegue captar da chuva, reaproveite a água do chuveiro, aquela fria que cai no balde conforme falamos anteriormente. A água da máquina de lavar roupa, inclusive, também pode ser reaproveitada para lavar o chão, quintal ou banheiro.

Atitudes simples como essas são capazes de fazer a diferença não só na sua casa e conta de luz, mas no mundo. Por isso, é extremamente importante o conhecimento sobre a situação em que o planeta se encontra e as atitudes que podemos tomar para mudar isso.

Agora, conta pra gente, você já põe em prática algumas dessas dicas? Comente em nosso artigo😉

Fonte: Pensamento Verde

domingo, 6 de janeiro de 2019

5 curiosidades sobre os ursos polares...

Os ursos polares ou ursos brancos, como conhecidos, são uma espécie mamífera da família Ursidae, encontrados no Círculo Polar Ártico. Eles são considerados por pesquisadores uma espécie marinha por viverem em regiões muito geladas.

O maior urso e a maior espécie de carnívoros terrestres, adaptados para viver em lugares de baixas temperaturas. Possuem características peculiares, como a perfeição no nado para caçar focas, conseguindo nadar a 10 km/h. Vivem até mesmo em lugares próximos do gelo e da água, pois é onde encontram focas em abundância.

Seu corpo possui uma significativa quantidade de gordura, promovendo uma sensação aquecida para protegê-lo contra o frio e o gelo. Os ursos polares conseguem viver nestas regiões frias, inclusive, por conta de seus pelos quentinhos.

São animais incrivelmente fofos e admiráveis, mas a aparência pode enganar! Os ursos polares podem ser muito agressivos e perigosos. Quer conhecer um pouco mais sobre eles?

Confira 5 curiosidades sobre os ursos polares e se apaixone ainda mais por sua espécie!

Os ursos polares não são brancos!

Você consegue acreditar que os ursos polares não são brancos? Pois é, sua pele é negra e seu pelo é transparente! Essa combinação permite que o urso polar se camufle na neve, retendo calor já que a luz atravessa os pelos, esquentando sua pele negra.

Além disso, suas garras funcionam como raquetes, devido as almofadinhas rugosas e o pelo entre os dedos.

Eles se alimentam de focas

Os ursos polares adoram se alimentar de focas, pois elas possuem uma carne gordurosa do jeito que eles gostam e precisam para sua sobrevivência. Quando alimentadas, as fêmeas ficam mais fortes para amamentar seus filhotes e mantém sua temperatura quente.

No entanto, quando não encontram focas para se alimentar, se alimentam de peixes, ovos, vegetação e até lixos de humanos.

A maternidade e a reprodução das fêmeas polares

As fêmeas alcançam sua maturidade sexual aos 4 anos de idade, ficando prontas para reproduzir. Sua gestação pode durar cerca de 230 dias, podendo até mesmo variar entre 195 a 265 dias.

Quando a fêmea precisa dar à luz a seus filhotes, ela cava um buraco fundo entre os montes de neves para evitar os perigos que podem ocorrer com o filhote após o nascimento.

Outra coisa interessante é que ela dá à luz a gêmeos!

O urso polar não vive na Antártida!

Quase todo mundo acredita que sua espécie vive na Antártida, mas na realidade, eles vivem em países como Canadá, Rússia, Estados Unidos (no Alasca), Groenlândia e Noruega. Isso porque, as temperaturas no Ártico chegam a menos de 34 graus °C -, podendo atingir até 69 °C -.

Contudo, diferente dos outros ursos, os polares não hibernam no inverno, continuando sua caça normalmente.

Seu habitat está sendo ameaçado pelo aquecimento global

Os ursos polares estão sendo considerados vulneráveis desde 2006, pois sua espécie está se declinando, e seu habitat está sendo ameaçado devido ao aquecimento global. As mudanças climáticas têm feito com que o gelo no Ártico derreta, chegando a um nível de desaparecer.

O aquecimento global faz com que a região são seja mais tão fria para as espécies. Inclusive, as focas têm mudado constantemente de local em busca de lugares para se alimentar. Este fator tem dificultado cada dia mais os ursos polares de encontrarem comida.

Além disso, esse fato tem ocasionado grande impacto nos ursos, muitos estão desnutridos e até mesmo morrendo.

Fonte: Pensamento Verde

sábado, 5 de janeiro de 2019

Projetos de reintrodução de fauna...

Relatório publicado no início de setembro pela BirdLife International informa que foram extintos nos últimos dez anos, 8 espécies de aves no mundo, sendo que cinco são endêmicas do Brasil.

São elas: a Ararinha azul (Cyanopsitta Spixii), Caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum), Gritador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti), Limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi) e Arara azul pequena (Anodorhynchus glaucus).

O problema da extinção no ambiente natural coloca em evidência os programas de reintrodução da fauna nas áreas antes ocupadas pelas espécies extintas a partir de exemplares mantidos em zoológicos ou criadouros particulares. É o caso do projeto de reintrodução da Ararinha azul no sertão da Bahia a partir de pouco mais de dez exemplares que se encontram no país. Há hoje, uma população suficiente em cativeiro, totalizando 152 indivíduos, incluindo, aqueles que estão em viveiros da Alemanha e Singapura, o que permite a tentativa de povoação na natureza sem o risco de extinção definitiva.

As técnicas de reintrodução da fauna vêm tornando possível a recuperação de espécies emblemáticas em todo o mundo, corrigindo de certa forma, os erros cometidos pelos humanos que são os responsáveis pela atual onda de extinção.

Há muitos casos de sucesso a serem descritos, mas o mais marcante de todos foi o retorno à sua terra de origem do único cavalo verdadeiramente selvagem existente – O Cavalo de Przewalskii (Equus ferus przewalskii), cujos antepassados jamais foram domesticados pelo homem. A partir de poucos exemplares existentes em zoos europeus foi iniciado um programa de reprodução controlada com resultados positivos. O aumento do número de cavalos em cativeiro possibilitou o programa de soltura controlada nas estepes da Mongólia. Em 1992, foram soltos 15 exemplares que se reproduziram com sucesso e hoje totalizam mais de 150 cavalos vivendo em liberdade.

A volta do Condor da Califórnia (Gymnogyps californianus) à natureza no oeste dos Estados Unidos, representou uma vitória daqueles que sustentam a validade de se manter a reprodução em cativeiro até que se consiga uma população viável para a reintrodução sem colocar em risco a existência da espécie. O Programa de recuperação do Condor da Califórnia teve início a partir da captura, em 1987, de todos os 27 condores em liberdade para dar início à criação em cativeiro. Em 1991, iniciou-se a soltura de exemplares na Califórnia, em seguida no Arizona e em 2002 na Baixa Califórnia, no México. Atualmente, existem cerca de 400 condores, sendo que metade deles em vida selvagem. A destacar, que o número de exemplares vivendo em liberdade supera os que se encontram em zoos.

Outro ambicioso projeto está sendo desenvolvido pelo World Wildlife Fund – WWF, juntamente com o governo do Cazaquistão para a reintrodução do Tigre siberiano (Panthera tigris altaica) nesse país asiático. O animal estava extinto na região há 70 anos. O início da reintrodução está prevista para este ano e será custeado pelo WWF, que destinará 10 milhões de euros ao projeto.

A reintrodução em ambiente selvagem do lobo cinza mexicano (Canis lúpus baileyi) vem sendo comemorada na América do Norte, como mais um caso de sucesso de recuperação de fauna a partir de exemplares mantidos em zoos. O lobo cinza mexicano foi extinto nos Estados Unidos e México. No final da década de 1970, foram capturados os últimos sete exemplares em liberdade para manejo em cativeiro e posterior soltura controlada. Hoje, há 50 lobos soltos na natureza e mais de 300 em cativeiro. Todos os lobos mexicanos atuais são originários daqueles sete indivíduos iniciais.

O importante na reintrodução da fauna é a espécie liberada recuperar a função que tinha quando vivia livremente. Exemplo disso, é o caso do lobo cinza americano (Canis lúpus) reintroduzido com êxito no Parque Yellowstone em 1995, depois de 70 anos ausente. Sem o lobo, as áreas de matas do parque foram convertidas em pastagens. Na ausência do lobo, os herbívoros aumentaram desproporcionalmente seu número e provocaram o processo de diminuição da vegetação. Com a volta do lobo e com o passar dos anos a mata renasceu, e com ela suas funções ecossistêmicas.

Um problema frequente na reintrodução de fauna em seu ambiente natural é a questão mais ampla de preservação ou restauração do meio ambiente. É um problema presente na reintrodução do Mutum de Alagoas (Mitu mitu) iniciado no ano passado, após ter desaparecido do ambiente selvagem há mais de 30 anos. O maior desafio, contudo, foi encontrar uma área para a soltura, pois o desaparecimento da ave ocorreu, principalmente, devido à caça e à destruição de seu ambiente natural, que deu lugar ao plantio da cana-de-açúcar. Atualmente, existem cerca de 300 exemplares em cativeiro que se originaram de três casais capturados há 43 anos.

A reintrodução da fauna deve ser vista como uma medida temporária, pois o ideal é que a consciência social compreenda que é muito mais econômico proteger o meio ambiente que reconstrui-lo. Até atingirmos esse estágio de civilidade, a reintrodução da fauna continuará sendo uma das mais importantes medidas para impedir que desapareçam, em definitivo, muitas espécies emblemáticas na natureza.

Fonte: Pensamento Verde

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Curiosidade: como sobreviver sem água corrente...

Você sabe como proceder em caso de acabar a água nas torneiras? Acabar de vez, nenhuma gotinha? Venha descobrir como

Uns dizem que a água nunca acabará. Mas, “e se”? Água pode ter, mas e se o fornecimento parar? Usando o caos explorado em filmes de ficção, te perguntamos: você saberia o que fazer em caso de ficar sem água corrente?

Neste post daremos umas dicas interessantes, fique atento!

Água corrente: e se…

Em caso de falta de água, como proceder? Água da chuva. O IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas, montou um manual bem bacana que não requer construção e nem equipamentos especiais para captar a água da chuva. O manual completo você pode acessar aqui, gratuitamente.

O que fará depende também do tamanho da sua casa, quantos recipientes pode usar para a coleta e também como tudo isso será transportado. O mais comum de vermos são os baldes, estrategicamente posicionados para armazenar a água da chuva e até mesmo aproveitar a água usada pela máquina de lavar. Ok, se ficarmos sem água corrente por uma semana não adianta esta última dica. Mas já é bom termos em mente sobre esta reutilização e prevenir, não é?

Bombonas plásticas são ótimas aliadas para captação da água da chuva e cabe bem mais do que em um balde. Mas não é para beber! Vamos entrar ainda na parte da filtragem, beleza?

O manual do IPT recomenda: não beba água da chuva. O ideal é usá-la para lavar roupas, na descarga e limpeza geral, por exemplo. Mas, se não tiver de onde tirar e precisa beber água, o manual também dá dicas do que fazer:

Purificação de água

Acontece que a água que você tem acesso não dá para beber (não é potável). Uma forma de mudar isso: purificando-a.

– Fervura: de 15 a 20 minutos, o que é o bastante para matar os micro-organismos presentes em água de poço ou de chuva. Em seguida, coloque em um filtro de água (os de barros antigos ainda são os melhores).

– Filtro de café: use um filtro de café ou outro tecido (menos algodão) para limpar a água. Os resíduos ficam no tecido, a água fica mais limpa.

– Sol: coloque a água em um recipiente transparente, como uma garrafa PET. Cada litro precisa ficar exposto por 6 horas, ou seja, uma garrafa com três litros deve ficar por 18 horas ao sol. Os raios UV são ótimos para matar bactérias e fazem com que metais pesados, comuns em água não potável, afundem. Faça um furinho na parte de baixo do recipiente e descarte esta primeira água. Depois, com silver tape, feche o orifício e pronto!

A sobrevivência com parcimônia

Tenha o hábito de economizar desde já. Além de ajudar o planeta com menos consumo, você aprende a viver a quantidade necessária para quando faltar, não usar demais. Colete água que usa no chuveiro: sabe quando ligamos e esperamos esquentar um pouco antes de entrar? Coloque um balde e use esta água para lavar roupa, na descarga, etc. Aprenda este básico e tenha em mãos um bom filtro de água (ainda recomendamos o de barro) e teste estes métodos e nos diga o que acha!

Fonte: Pensamento Verde