sábado, 19 de agosto de 2017

Google Earth vira “megafone” para os povos da Amazônia...



Ubiratan Surui aponta para o mapa em um monitor na sede do escritório do Google em São Paulo e, com impressionante grau de detalhes, vai revelando os segredos da terra onde vive em plena floresta amazônica. “Aqui ficam os melhores pontos para coleta de castanha, ali é onde aparecem mais onças, aquelas são as melhores áreas para caçar e pescar, neste outro ponto foi onde aconteceu o primeiro contato com brancos”, conta a EXAME.com.

Diferentemente de seus antepassados e dos indígenas mais velhos do povo Surui, verdadeiras enciclopédias de conhecimento tradicional, Ubiratan usa tecnologia de geolocalização para preservar a cultura do seu povo, promover conhecimento entre os mais jovens e monitorar ameaças às fronteiras de sua terra. “Muita gente diz que a introdução da tecnologia na cultura indígena é negativa, mas nós estamos utilizando a tecnologia a nosso favor e também divulgando nossa realidade para o mundo”, afirma.

Ele não está sozinho nessa, embora quando se pensa na imensidão da floresta amazônica, nem sempre considera-se os povos e culturas que vivem nela e ajudam a mantê-la de pé. A partir de hoje, qualquer pessoa do mundo poderá mergulhar numa jornada profunda sobre a história da floresta e de seus povos, contada por meio de vídeo, mapas, áudio e realidade virtual em 360º.

O Google Earth lançou globalmente 11 histórias interativas que abordam diferentes aspectos da região amazônica, onde vivem 25 milhões de pessoas, mais que a população da Austrália. Cada história do projeto Eu sou Amazônia contempla os desafios e ameaças a esse ecossistema complexo, que produz 20% do oxigênio do planeta e abriga uma em cada 10 espécies de animais do mundo.

É possível conhecer sobre os rios voadores, a cadeia de produção de iguarias da floresta, como a castanha-do-pará e o açaí, ou descobrir como comunidades, que antes praticavam extração ilegal, agora se reestruturaram com esforços sustentáveis.
 

Na seção Viajante, os povos da Amazônia compartilham suas vivências em um formato rico e interativo. Há poucos dias, o estudante de biologia Diego Larga, do povo indígena Cinta Larga, estava às voltas gravando um “streetview” de um local na aldeia “onde o pessoal se banha”, parte de um esforço para desenvolver o ecoturismo nas terras de seu povo, que pegam parte do sul de Rondônia e uma pequena parte do sul de Mato Grosso, totalizando 2,7 milhões de hectares.

Apontando no mapa no Google Earth, ele mostra onde ocorreu o maior genocídio da história dos Cinta Larga, em 1964, o Massacre Paralelo 11, onde morreram 5 mil indígenas, envenenados com arsênio por militares, seringalistas e garimpeiros. “Sobraram apenas 400, meus pais escaparam desse conflito e hoje em dia estamos na resistência e contando essa história para o mundo inteiro”, diz.

Ele clica na aba “educação” e fala do plano de educação que o estado de Rondônia firmou em 2015 com o Ministério Público Federal para garantir 100 bolsas de estudo superior para o povo Cinta Larga. “Só a gente pode fazer a diferença para o nosso povo. Com esse projeto, estudamos sobre como fazer a gestão do território e assim buscar autonomia” conta Diego, que menciona empolgado a possibilidade de usar drones para realizar vigilância contra invasões.
 


Google Earth como ferramenta socioambiental

“O Google Earth é uma plataforma para contar histórias sobre o mundo, por isso fizemos do ‘storytelling’ uma prioridade”, conta a diretora do Google Earth, Rebecca Moore. “Acreditamos que nos tempos atuais, quando as pessoas em todo o mundo parecem se dividir em facções, se polarizando, cada vez mais temos que encontrar formas de criar pontes. Queremos ajudar a empoderar as comunidades da Amazônia para que elas contem sua história e coloquem seus povos no mapa, ao mesmo tempo em que criamos uma nova fonte de educação poderosa para o mundo”, afirma.

A ideia de usar o Google Earth como ferramenta socioambiental não é nova. Ela remonta ao ano de 2007, quando o chefe Almir Surui decidiu bater na porta do Google, na Califórnia, para propor uma parceria para ajudar a aldeia na proteção da floresta e na divulgação da cultura do povo Paiter-Surui. “Nossa luta é para conscientizar o mundo, mostrando que nós podemos sim ser protagonistas do nosso futuro, e essas ferramentas tecnológicas facilitam muito isso. Floresta não é só patrimônio dos povos indígenas, é patrimônio do Brasil e do mundo. Cada um tem o dever de defender e acreditar que é capaz de fazer mudanças para melhor”, setencia.

De lá para cá, a parceria com o Google chegou a outras comunidades e aldeias, um processo que demanda intenso treinamento, fornecimento de materiais para trabalho, como GPS, computadores e sinal de internet para todos.”Nós começamos há pouco tempo a parceria com o Google e estamos aprendendo a fazer o mapeamento territorial agora”, afirma Claudinete Cole de Souza, remanescente do Quilombo Boa Vista Trombetas, no município de Oriximiná, no Pará, o primeiro a ser reconhecido e titulado no Brasil.

“Uma coisa é a gente saber que tem oito territórios, a gente saber pelo que é falado, outra coisa é a a gente conseguir ver isso lá de cima, o que tá acontecendo dentro desse território”, compara. Claudinete explica que ferramenta permite visualizar a situação do território e fazer o levantamento socioeconômico dos quilombos, saber quais são as suas necessidades, especialmente diante de ameaças constantes. “Hoje, na Amazônia, nós quilombolas e também os indígenas somos muito ameaçados pelos grandes projetos, como mineração, como madeireiras, garimpo e grandes criadores de gado. Estamos sendo sufocados e oprimidos”, diz.

“A todo o momento o governo tenta derrubar tudo aquilo que nós conseguimos através de uma luta muito grande. Quando os grandes projetos vão pra Amazônia, dizem que lá não tem quilombola, mas tem. Nós estamos lá e temos que mostrar para o mundo que estamos lá. Com muita força, muita união, nós vamos conseguir. Porque eu sou Amazônia, eu sou liberdade, está no meu coração e está na minha vida”, desabafa emocionada.

Fonte Exame Abril

Experiência fora do corpo: resposta pode estar nos problemas de ouvido...




Cientistas daUniversidade Aix-Marseille, na França, fizeram uma pesquisa para entender porque algumas pessoas relatam passar por situações em que ficam "fora do corpo". De acordo com o estudo, publicado no periódico Cortex, a explicação pode estar nos problemas de ouvido. 

Em inglês, o fenômeno é chamado de out-of-body experiences (OBE). As experiências variam, mas geralmente estão relacionadas com a sensação de sobrevoar ou levitar sobre o próprio corpo. 

Os pesquisadores afirmaram que é comum diagnosticar OBE em quem tem histórico de tonturas e distúrbios do sistema vestibular — conjunto de órgãos do ouvido interno responsável pelo equilíbrio do corpo humano. Problemas nessa região causam tontura, dificuldades em focar a visão e sensações de rotação e flutuação. 

Além disso, muitas pessoas que relataram viver OBE passaram por situações de trauma físico ou ficaram próximas da morte.

Para a pesquisa, os cientistas analisaram mais de 400 pacientes, sendo que metade havia registros de vertigem e o restante não. Dos que tinham problemas de equilíbrio, 14% declararam que já tiveram OBE. Com os demais, apenas 5% afirmaram passar pela experiência. 

As razões por trás desse link não estão claras. Isso porque os pesquisadores não fizeram uma relação direta entre as experiências fora do corpo e os transtornos no sistema vestibular. Eles apenas fizeram uma simples conexão entre os dois elementos.

"Nossos dados indicam que OBE em pacientes com tontura podem surgir da combinação entre incoerência perceptiva e disfunções do [sistema] vestibular, com fatores psicológicos e neurológicos", concluiu o estudo. 

Fonte: Revista Galileu

4 hortas garantem alimentos saudáveis para 550 pessoas em Curitiba...



Natural de Ortigueira, o aposentado Jorge Carlos da Cruz, 79 anos, mora há 42 anos em Curitiba (Paraná), mas nunca esqueceu do contato com a terra. Ainda menino, na cidade dos Campos Gerais, ele ajudava a família a plantar, principalmente, feijão. Em 1975, ao se mudar para a capital, a rotina na lavoura deu lugar a novas responsabilidades, mas ele sempre guardou o desejo de voltar a cultivar.

“Só quando me aposentei, há 13 anos, voltei a plantar e nunca mais parei de colher meus pés de alface, couve, brócolis e repolho”, conta ele, um dos 22 produtores urbanos da horta comunitária Vitória Régia I, que integra a Regional CIC.

Ao todo, 132 famílias cultivam hortifrutigranjeiros nas quatro hortas comunitárias que têm apoio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab) na Regional CIC. Além das 22 famílias da Vitória Régia I, há 58 famílias na Vitória Régia II, 52 famílias na Vitória Régia III e 74 famílias na horta comunitária Itatiaia.

“São, ao todo, cerca de 550 pessoas que têm acesso a frutas e hortaliças plantadas para consumo próprio,doadas a quem precisa ou vendidas para moradores da região”, conta Simone Tomiazzi da Silveira,chefe de Núcleo da Smab na regional.

De acordo com Luiz Carlos de Mattos, vice-presidente da Associação dos Moradores da Vitória Régia,as hortas comunitárias ligadas à associação têm, principalmente, uma finalidade terapêutica, de ser uma atividade aos moradores, muitos aposentados, e também é uma forma de diminuir os custos em alimentação para os próprios agricultores e as famílias.

“Os produtores urbanos da hortas Vitória Régia I, II e III, que plantam sob linhões da Eletrosul, recebem assistência técnica e acompanhamento dos engenheiros agrônomos da Smab, que também fornece as mudas”, complementa ele.

A artesã Ruth das Graças Barbosa, 58 anos, planta, há 14 anos, alface, almeirão, repolho, couve, cebola, pimentão 
e morango na Horta Comunitária Vitória Régia II. “Morei muitos anos em apartamento. Eu até tentei ter hortinhas de temperos, mas era difícil. Quando vim para cá, na hora, quis participar do plantio na horta”, recorda ela, que cultiva para consumo próprio e também dá para os vizinhos. “É só chegar aqui e pedir que ganha”, garante a artesã.

Fonte: Águas de Pontal

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A surpreendente capacidade das abelhas de compreender o conceito do zero...



São produtoras de mel, cumprem um serviço ecológico essencial polinizando a maioria das plantas que nos servem de alimento e, como se não fosse o bastante, são capazes de entender o conceito do zero.

A capacidade das abelhas para entender a falta absoluta de quantidade foi descoberta por pesquisadores da Universidade RMIT de Melbourne, na Austrália, que apresentaram recentemente o resultado dos seus estudos em uma conferência em Portugal.

A ideia do algarismo zero é difícil de entender até para os humanos: os pequenos parecem ter dificuldade para isso e só o aprendem depois de outros números.

No reino animal, a compreensão desse conceito também não é comum. Mas, enquanto os macacos e os chipanzés, por exemplo, podem chegar a aprendê-lo, o surpreendente é que as abelhas, que têm um cérebro tão pequeno, também o consigam.

Aliás, elas são os primeiros invertebrados que demonstraram ter essa curiosa habilidade.

Prêmios e castigos

Para testar essa capacidade, os pesquisadores usaram abelhas melíferas (que produzem mel).
Eles criaram duas plataformas nas quais colocaram entre um e quatro objetos iguais.

E, como as abelhas aprendem mais rápido não só quando são premiadas por fazer o certo, mas também quando são castigadas por errar, elas ganhavam como recompensa uma substância doce quando voavam até a plataforma com menos objetos - e recebiam uma solução de sabor desagradável quando escolhiam a mais cheia.

Em 80% dos casos, elas tendiam a ir para a plataforma com menos objetos.
Quando tinham que decidir entre uma com poucos objetos e outra com nenhum objeto, elas escolhiam a de zero objetos.

Para as abelhas, o zero é um número
Em uma segunda etapa, os cientistas repetiram o mesmo experimento, mas variando o número de objetos.

Elas continuaram escolhendo a plataforma sem objetos, mas cometiam mais erros e demoravam mais quando tinham que escolher entre essa e uma plataforma com um objeto e outra com seis.

Segundo os pesquisadores, o fato de que a diferença de quantidade afeta a capacidade para resolver o problema mostra que as abelhas entendem que o zero é um número.
Por que ou como elas fazem isso ainda é um mistério.

"Ainda temos que descobrir algumas coisas sobre as razões que permitem que elas façam isso", disse à revista New Scientist Scarlett Howard, coautora da pesquisa.

O estudo ainda deve ser submetido a uma revisão de colegas.

Fonte: G1

Nasa abre vaga para 'protetor da Terra' contra ameaça de aliens com salário de até R$ 580 mil ao ano...



A agência espacial americana Nasa está buscando um novo "protetor planetário" com a tarefa de defender a Terra contra ameaças de alienígenas. Mais especificamente, a principal preocupação do trabalho é evitar a "contaminação biológica da exploração espacial por homens e robôs".

Isto se aplica tanto às espaçonaves retornando à Terra quanto ao risco de que humanos contaminem outros planetas.

Junto com o inspirador título do emprego, a posição vem com um bom salário, na faixa anual de US$ 124 mil a US$ 187 mil (R$ 386 mil a R$ 582 mil).

As vagas foram abertas a cidadãos americanos em julho e as pessoas podem se candidatar até meados de agosto. Mas o anúncio do emprego vinha passando em brancas nuvens até chamar a atenção, e a imaginação, de veículos de imprensa dos EUA.

A ideia nem é tão nova assim. O acordo internacional da ONU sobre exploração espacial, assinado em 1967, pedia que as potenciais nações espaciais tomassem cuidado com contaminantes.

Entre os objetivos do Escritório de Proteção Planetária da Nasa, está o de manter outros mundos "em seu estado natural" e "tomar precauções para proteger a biosfera da Terra no caso de existir vida em outros lugares".

A ideia de contaminação indesejada por alienígenas é bem comum nos livros de ficção científica.
A atual ocupante do cargo, Catharine Conley, disse ao New York Times em 2015 que ganhou óculos escuros no estilo da série de filmes dos Homens de Preto em seu primeiro dia no trabalho, mas que a principal ameaça são, na verdade, os humanos.

"Se estamos buscando vida em Marte, seria meio chato levar vida da Terra para lá e acabar encontrando isso (no planeta)", disse ao jornal americano.

As grandes responsabilidades podem explicar o salário generoso - mas as qualificações exigidas são complexas.

Além de ter um "conhecimento avançado sobre proteção do planeta", o candidato precisa ter experiência em "programas espaciais de importância nacional". Também pedem formação em física, engenharia ou matemática. E o trabalho exige que o candidato seja habilitado a trabalhar sob o mais alto nível de sigilo.

A Nasa leva a proteção planetária tão a sério que está se preparando para destruir a nave Cassini, que orbita Saturno - para que ela não se choque e contamine outro planeta depois de sua missão.

Foi o mesmo que fez com a Gallileo, que orbitou Júpiter até 2003.

Recentemente a questão da limpeza e descontaminação de aeronaves espaciais veio à tona quando o vice-presidente americano, Mike Pence, encostou em uma peça de equipamento da Nasa apesar do grande aviso de "não toque".

A peça seria usada na nave Orion, que está em construção. Depois da gafe, a Nasa garantiu que a superfície da peça seria rigorosamente limpada.

Fonte: G1

Tecnologia coreana transforma lixo orgânico em adubo em apenas 180 minutos...



Do lixo orgânico ao adubo em apenas três horas. A tecnologia que esta empresa coreana trouxe recentemente para o Brasil acelera em mais de 50 vezes o processo de compostagem – uma espécie de reciclagem de resíduos orgânicos que, normalmente, leva semanas para acontecer em condições normais.

O processo é bastante simples. Basta depositar os restos de alimentos na composteira e apertar este botão. Ao aquecer, a máquina então desidrata os resíduos e, ao final, tritura o que sobrou resultando em um farelo bastante fino e sem cheiro algum.

Depois de secos, os resíduos são decompostos por fungos e bactérias. Com isso, eles geram nutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio, que podem ser aproveitados por outras plantas que estejam crescendo.

Além de não soltar cheiro, a composteira coreana é bastante silenciosa. Uma solução interessante para quem tem uma hortinha ou um canteiro de flores em casa.

E não é só a horta da sua casa que pode se beneficiar dessa tecnologia. O lixo orgânico é um problema no mundo todo, e uma solução dessas poderia ser uma maneira de transformar esse lixo em algo útil. Tanto que a empresa está pensando em criar versões maiores das suas composteiras para uso em praças de alimentação de shopping centers, por exemplo. E o diretor da empresa até pensa em usar o adubo para gerar energia.

Fonte: Olhar Digital 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Poluição sonora nos oceanos tira a paz (e segurança) dos peixes...



Já tentou dormir ou estudar com o som de uma festa ou o bate estaque de uma construção invadindo seu quarto? Altas são as chances de você se sentir estressado e desorientado com o barulho. No fundo do mar, não é diferente. Uma nova pesquisa sugere que os peixes estão se tornando estressados ​​e confusos como resultado da crescente poluição sonora nos oceanos.

Cientistas da Universidade de Newcastle mediram os níveis de estresse do robalo europeu enquanto replicavam os tipos de sons de emitidos por perfurações para exploração de petróleo e construção de outros projetos marinhos, como estações de salva-vidas. Eles descobriram que o peixe ficava extremamente ansioso e perturbado com a poluição sonora.

Não bastasse perder a “paz” no oceano, os peixes também tornaram-se mais vulneráveis ao ataque de predadores. Ao combinarem os sons de perfuração com a simulação de um predador que se aproximava, os cientistas descobriram que os animais tinham dificuldade de fugir diante do perigo.

Os resultados, publicados esta semana na revista Marine Pollution Bulletin, sugerem que os peixes ficam menos atentos ao que se passa ao seu redor quando ruídos altos invadem seu ambiente.

“Ao longo das últimas décadas, o mar tornou-se um lugar muito ruidoso”, disse a pesquisadora Ilaria Spiga em um comunicado de imprensa. “Os efeitos que vimos foram mudanças sutis, que podem muito bem ter o potencial de interromper a capacidade dos peixes de permanecer em sintonia com seu meio ambiente.”

Além de tornar os peixes mais vulneráveis ​​aos predadores, os pesquisadores também desconfiam que a poluição sonora possa interferir com a capacidade dos peixes de encontrar comida e companheiros para reprodução. “Se os peixes evitam ativamente as áreas onde esses sons estão presentes, isso pode impedir que eles entrem nas áreas de desova, ou afetar a comunicação entre os indivíduos”, disse Spiga.

Os ruídos utilizados em experimentos de laboratório foram registrados a partir de projetos reais de construção marítima. Os cientistas dizem que os projetos de infraestrutura offshore, o transporte marítimo e até mesmo as atividades em terra (onshore) podem contribuir para a poluição sonora nos oceanos.

Estudos anteriores já destacaram como a poluição sonora pode perturbar as habilidades de comunicação e navegação de baleias e golfinhos, mas o último estudo serve como um lembrete de que o ruído marinho gerado por atividades humanas pode ser perturbador para uma variedade de outras espécies marinhas.

Fonte: Revista Exame