quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Dessalinizador que usa energia solar torna 16 litros de água salobra em potável e ganha prêmio nacional...




Um dessalinizador de baixo custo, desenvolvido a partir da captação de energia solar foi premiado nacionalmente no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017. O projeto beneficia 37 família em três cidades da Paraíba onde, de setembro a dezembro deste ano, não choveu na região, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa).

Custando até R$ 1 mil para produzir o dessalinizador, a fase de experiência da implementou 28 unidades em três assentamentos em Pedra Lavrada, Cubati e São Vicente do Seridó. O professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Francisco Loureiro, que capiteaneou o projeto, recebeu o prêmio em 23 de novembro.

O equipamento transforma água salobra em potável e foi produzido a partir de uma experiência envolvendo alunos do curso de Agroecologia e membros da Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção (COONAP), no campus II da UEPB, na cidade de Lagoa Seca, na região do Agreste da Paraíba.


Segundo Francisco, o dessalinizador foi projetado a partir de um trabalho de construção participativa, envolvendo alunos e agricultores da região. A ideia surgiu diante da necessidade de facilitar o acesso à água potável para as famílias que vivem em regiões com escassez de água.

Os assentamentos Belo Monte I, em Pedra Lavrada, Belo Monte II, na cidade Cubati, e Olho D’Água, em São Vicente do Seridó foram os ambientes beneficiados com os equipamentos.

O professor credita à escassez da chuva na região o incentivo para criar o dessalinizador e fazer com que as famílias continuem sobrevivendo de suas terras, a partir de alternativas ecológicas e técnicas.

Ainda de acordo com ele, a procura pelo projeto tem sido grande por se tratar de um método simples, de baixo custo e manutenção. O desejo dele é transformar essa iniciativa em um projeto de política pública, igual aconteceu com a construção de cisternas.

Quem desejar conhecer o projeto pode procurar a COONAP ou fazer o contato direto com o campus da UEPB, que está à disposição para contribuir. Ele diz que tem um trabalho de orientação com cartilhas explicativas, o que facilita a compreensão das pessoas que procuram a tecnologia.

Atualmente, segundo o professor, estão sendo implementados 70 novas unidades do equipamento no município de Caraúbas, no Cariri paraibano.

Dessalinizador

O modelo do dessalinizador foi projetado em uma caixa construída com placas pré-moldadas de concreto, com uma cobertura de vidro, que possibilita a passagem da radiação solar.

Os processos de dessalinização e desinfecção da água, segundo o professor, ocorrem quando a alta temperatura no interior do dessalinizador provoca a evaporação da água, que entra em contato com a superfície resfriada e faz o condensamento, retirando os sais antes existentes.

O método também elimina bactérias que podem causar doenças. Cada unidade do dessalinizador produz um volume de água potável de 16 litros por dia.

Premiação

O prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social contemplou sete projetos, com troféus de vencedores e o valor de R$ 50 mil para cada experiência, destinados à expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da metodologia. Foram inscritos no processo o total de 735 projetos, com 18 finalistas nas categorias nacional e três na internacional.

Os outros projetos premiados durante o concurso foram desenvolvidos nos estados de São Paulo, com duas experiências; Bahia, Ceará e o Distrito Federal. Na categoria internacional, o projeto vencedor foi produzido na Argentina.


Fonte: G1

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Comissão vota instalação de energia solar em unidades do Minha Casa, Minha Vida...



A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) deve votar na terça-feira (5) projeto que trata da instalação de painéis solares para a geração de energia elétrica nas unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Conforme a proposta, de autoria do senador Wilder Morais (PP-GO), as casas do programa social serão equipadas com painéis de energia solar sem custo adicional para os beneficiários que não se enquadrem na Tarifa Social de Energia Elétrica, ou de beneficiários que se enquadrem e estejam dispostos a abrir mão da tarifa especial.

A Tarifa Social de Energia Elétrica é um benefício que confere desconto na fatura de energia elétrica para pequenos consumidores. Ela abrange famílias com consumo mensal médio de até 80 quilowatt-hora e famílias de baixa renda com consumo mensal médio entre 80 e 220 quilowatt-hora.

O projeto (PLS 224/2015), na avaliação de Wilder, além de beneficiar a população de baixa renda, possibilitará o desenvolvimento da energia solar no Brasil contribuindo para o aproveitamento do potencial de irradiação solar incidente no território brasileiro, superior mesmo ao de países que lideram o uso dessa fonte de energia, como Alemanha e França.

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), relator da matéria, apresentou substitutivo ao texto original propondo mudanças. Pelo substitutivo, a obrigação da instalação do equipamento, determinada pelo projeto, é transformada em estimulo e prioridade. Outra alteração amplia o alcance da medida de forma a contemplar, além da energia fotovoltaica, a geração de energia elétrica própria de fonte eólica e de outras fontes renováveis.

O projeto estabelece que a instalação do equipamento é opcional e requer estudo prévio de viabilidade e autorização do Ministério de Minas e Energia, de acordo com regulamentos editados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Com base em experiência de instalação de painéis fotovoltaicos no Projeto Geração de Renda e Energia, na cidade de Juazeiro, na Bahia, implantado em moradias do programa, o relatório aponta que o custo estimado é de R$ 13.230 por sistema de 2,1 kW de pico instalado em cada residência.

“Possivelmente, nem todas as unidades do programa serão elegíveis para uso de sistemas fotovoltaicos, seja por serem prédios verticais multifamiliares, seja porque as condições técnicas locais contraindicam o uso de sistemas fotovoltaicos. Ainda assim, os gastos com a doação de sistemas fotovoltaicos para o programa deve superar a casa dos vários bilhões de reais”, observa Flexa Ribeiro.

Se o substitutivo for aprovado, será submetido a turno suplementar de votação.

Transportes

Também está na pauta da CI o projeto que vincula a aplicação de investimentos federais em obras e serviços de transportes à comprovação de sua viabilidade econômica.

O projeto (PLS 235/2014), de iniciativa do ex-senador Alfredo Nascimento (PR-AM), exclui dessa exigência as obras necessárias à segurança nacional e as de caráter social. Além disso, a proposição classifica a rodovia BR-319, no Amazonas, como prioritária à integração nacional, tornando obrigatória a sua restauração no trecho entre o município de Nhamundá, no Amazonas, e o de Porto Velho, em Rondônia, no prazo de dois anos.

O autor argumenta que a sociedade brasileira cobra maior racionalidade no gasto de recursos públicos aplicados ao setor de transportes, o que se daria por meio da exigência de viabilidade econômica dos investimentos federais no setor.

O relator, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), apresentou um substitutivo ao projeto e, além de ajustes na redação, retirou o prazo de dois anos previsto para a conclusão das obras na rodovia amazônica. O relator também propõe alteração no regime da BR-235, que liga Aracaju, em Sergipe, ao Campo de Provas Brigadeiro Velloso em Novo Progresso, no Pará, atravessando os estados de Sergipe, Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Tocantins. Ele ressalta sua "inegável vocação para a integração nacional" e propõe a reincorporação à malha nacional do trecho entre o município de Petrolina e a divisa dos estados de Pernambuco e Bahia, transferido ao estado de Pernambuco pela Medida Provisória 82/2002.


Fonte: Senado Federal

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Sensores deixam ruas amigáveis para idosos e pessoas com deficiência...




Enfrentar as cidades brasileiras a pé não é tarefa fácil para ninguém, mas a jornada soa ainda pior para pessoas com deficiência ou idosos. Mas algumas tecnologias criadas no país, em desenvolvimento ou já prontas, tentam modificar essa realidade.

Em Curitiba (PR), um sistema instalado em 39 cruzamentos, todos próximos a hospitais ou a lugares com maior circulação de idosos, aumenta o intervalo de travessia de pedestres no semáforo a partir da leitura do cartão de transporte que dá isenção da passagem de ônibus para pessoas com deficiência ou com mais de 60 anos.

O mecanismo foi criado por meio de uma parceria entre a prefeitura e a empresa de tecnologia Dataprom.

Segundo Pedro Darci, gerente de planejamento da Secretaria de Trânsito de Curitiba, um levantamento realizado com cerca de 500 pessoas descobriu que a velocidade de um idoso para atravessar a rua é, aproximadamente, 30% menor do que a média geral, usada para programar os semáforos.

Com os novos dados, foram feitas programações paralelas de tempo nos sinais de trânsito, ativadas pelo cartão de transporte.

No total, 150 semáforos receberam as placas leitoras entre 2015 e o fim do ano passado, com custo médio de R$ 2.900 cada uma. Mais de 160 mil pessoas usam esses cartões no município.

Para Rosemeire Vieira, coordenadora da pós-graduação em enfermagem em gerontologia e geriatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, iniciativas assim beneficiam toda a sociedade e contribuem para o envelhecimento com qualidade de vida.

"O Brasil envelheceu rápido e não tivemos tempo para a elaboração de políticas públicas que atendam às necessidades de pessoas idosas. Essas demandas são reais, e cuidar delas é responsabilidade de todos", diz Vieira.

VISÃO

Outras tecnologias nacionais visam facilitar trajetos urbanos para pessoas com deficiência visual.

Uma delas é o Vii Bus, um sistema para pontos de ônibus que traduz em braile e em áudio, com a ajuda de sensores que se comunicam por radiofrequência, todas as informações necessárias para usar o transporte público sem depender de outras pessoas.

Um painel instalado no ponto de ônibus mostra as linhas do transporte público que passam pelo local. O usuário seleciona seu destino apertando um botão e um alerta sonoro avisa quando o ônibus escolhido se aproxima. O motorista também é avisado que deve parar para o embarque do passageiro.

Segundo Douglas Toledo, CEO da Vii Solutions, responsável pela tecnologia, já estão em andamento negociações com a Prefeitura de Itatiba (84 km de São Paulo) para a implantação do sistema.

Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em Campo Mourão, o professor de ciências da computação Paulo Henrique Sabo testa a bengala inteligente que desenvolveu com um grupo de estudantes.

Também direcionada a pessoas com deficiência visual, a bengala interage com dispositivos inteligentes colocados no piso -foram instalados cerca de 400 desses no campus para os testes.

Um sensor no artefato recebe informações de localização e direções por meio de radiofrequência.

As mensagens, em áudio, são transmitidas ao usuário com fones de ouvidos por condução óssea, que não interferem na audição.

600% deve ser o aumento da população com idade maior do que 80 anos no Brasil até 2060, saltando dos cerca de 3 milhões, em 2013, para mais de 19 milhões. Já a população com idade entre os 20 e os 40 anos deve diminuir em 35%, segundo dados do IBGE

30% menor é a velocidade de um idoso ao atravessar a rua em relação à média da população em geral

R$ 2.900 é o valor de cada sensor instalado nos sinais de trânsito de Curitiba

150 semáforos de Curitiba receberam o sensor


Fonte: UOL

domingo, 10 de dezembro de 2017

Conta de luz cairá 4,3% em dezembro, com melhora dos reservatórios...




A mudança da bandeira tarifária anunciada nesta segunda-feira (27) deverá baratear a conta de luz em dezembro. A cobrança cairá da bandeira vermelha nível 2, cobrada nos últimos dois meses, para a vermelha nível 1.

Isso representará uma queda de 4,3%, em média, na comparação com o mês anterior, segundo cálculo da consultoria TR Soluções. Para consumidores residenciais, a retração será de 3,8% entre novembro e dezembro.

A diminuição no preço varia segundo a região –em São Paulo, a queda será maior, de 4,7% para clientes da Eletropaulo em geral, e 4,3% para os residenciais.

O motivo principal é a melhora na situação dos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de energia do Brasil, disse a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Criadas para sinalizar ao consumidor uma eventual escassez de energia, as bandeiras chegaram pela primeira vez em outubro ao patamar vermelho nível 2, o que representou na época cobrança extra de R$ 3,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Em novembro, uma mudança no cálculo das bandeiras elevou o valor desse adicional, e a bandeira vermelha nível 2 passou a gerar uma cobrança adicional de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora. Na prática, isso implicou em um aumento da tarifa de 3,3%, na média.

Agora, com o retorno ao nível 1 da bandeira vermelha, o valor cobrado será de R$ 3 a cada 100 quilowatts-hora.


Fonte: UOL

sábado, 9 de dezembro de 2017

Pernambuco lança Atlas Eólico e Solar...





O Sol que sempre castigou a região Nordeste do país pode ser, em futuro próximo, o principal vetor de transformação da vida do nordestino. Neste mês, o Governo de Pernambuco concluiu e disponibilizou seu Altas Eólico e Solar. O estudo aponta para diversos cenários, sendo que o potencial economicamente viável para produção de energia elétrica indica que o Estado poderia receber 700 GW em projetos fotovoltaicos e 15,3 GW em parques eólicos. Atualmente, a capacidade instala de geração do Brasil totaliza 156,1 GW, sendo 12,1 GW em energia eólica e apenas 428 MW em energia solar.

O estudo contou com três anos de pesquisa e foi realizado pela Aeroespacial, empresa de consultoria que atua no setor de energia. O Atlas Eólico e Solar de PE é o primeiro no Brasil a usar dados de empresas, satélites, modelos meteorológicos (WRF) e microescala (WindSim). Também inovou por tratar de geração híbrida (eólica-solar), geração distribuída e por ser disponibilizado integralmente em linguagem para Internet, com mapas em alta resolução disponíveis para o público. Dispensou-se a publicação em papel, em prol da facilidade de atualizações.

“As energias eólica e solar vão promover uma melhora na vida do Nordeste inteiro”, diz Paulo Ferreira, diretor executivo da Aeroespacial Tecnologias, em entrevista à Agência CanalEnergia. “O nível de radiação em Pernambuco permite fazer parque solar em qualquer lugar do território”, destaca.

O Atlas é útil por servir de material inicial para investidores interessados no setor de energia. O objetivo do governo pernambucano é fomentar o uso de energias renováveis e atrair esses investidores para o estado, promovendo desenvolvimento econômico para a população local.

Os estudos foram coordenados pela sócia da consultoria Caarem Studzinski, meteorologista com passagem pelo INPE e empresas de alta tecnologia no Brasil e no exterior. “O Atlas que está disponível para o público é apenas a ponta do iceberg”, pondera Caarem. “Os resultados em termos de formação de capital humano, da coleta da imensa base de dados montada e o desenvolvimento de técnicas de modelagem específicas para geração de energia são conquistas da Aeroespacial que terão desdobramentos por muitos anos”, diz a meteorologista.

Foram utilizados dados de mais de 100 anos, oriundos de cerca de 350 estações pluviométricas, meteorológicas, solarimétricas e anemométricas. O Atlas mostra ainda que Pernambuco tem uma rede de transmissão e distribuição cobrindo todo o estado, o que viabilizaria a exploração do potencial energético do estado. O estudo pode ser acessado pelo endereço eletrônico: http://www.atlaseolicosolar.pe.gov.br/.


Fonte: Canal Energia

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

De consumidor a dono de uma usina de energia solar...




Em tempos de bandeira amarela e vermelha na conta de luz, consumidores pernambucanos poderão aderir ao Programa Bandeira Azul e se tornar donos de usinas solares no Estado. À primeira vista, a ideia pode parecer mirabolante, mas a proposta é trocar a conta mensal de energia por um investimento. Podem aderir ao projeto consumidores residenciais, industriais, comerciais e de serviços que pagam conta com valor a partir de R$ 2 mil. A partir do próximo ano, a expectativa é reduzir esse teto inicial.

Lançado na última quinta-feira, o Programa Bandeira Azul é uma parceria da empresa pernambucana Blue Sun Brasil, em parceria com as secretarias estaduais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico. O projeto começa com investimento de R$ 600 milhões na instalação de 100 MW de energia solar nos municípios de Gravatá, Arcoverde e Floresta. Desse total, a Blue Sun vai aportar R$ 200 milhões em infraestrutura, tecnologia e mão de obra, enquanto R$ 400 milhões serão aplicados por bancos e fundos de investimentos para bancar os equipamentos. A meta é inaugurar 100 usinas fotovoltaicas até o fim de 2018.

O programa funciona assim: ao invés de pagar uma conta mensal de R$ 2 mil, por exemplo, o investidor vai pagar esse valor fixo, por um período de 10 anos, para se tornar dono da usina. Na assinatura do contrato, o cliente paga uma taxa de adesão equivalente ao preço de uma conta e só começa a arcar com as parcelas quando a usina entrar em operação. A energia solar gerada entra no sistema da Celpe e o consumidor tem um crédito para utilizar essa eletricidade em casa, no comércio, na indústria. Enquanto estiver pagando as parcelas, o cliente estará usufruindo da produção de energia. Passados os 10 anos, torna-se o dono da usina.

BENEFÍCIOS

“As vantagens do programa são muitas. A principal delas é não estar sujeito aos reajustes na conta de energia, que têm ficado entre 20% e 25% ao ano, porque o valor das mensalidades é fixo. Outro benefício é contribuir para a expansão das energias renováveis no País”, explica o CEO da Blue Sun, Leonardo Leão. O executivo afirma que o momento é propício ao lançamento do programa. “Temos um cenário de energia cara, queda nos preços dos painéis fotovoltaicos e disponibilidade de crédito”, completa.

Com 17 anos de mercado, a Blue Sun estreou no setor de energia solar há 5 anos. Naquela época, um painel fotovoltaico custava R$ 5 mil, enquanto hoje caiu para R$ 800. A empresa importa os painéis das maiores fabricantes do mundo, como a Jinko Solar (China), Trina Solar (Espanha) e Canadian (Canadá). O retorno do investimento também caiu de 25 para 6 anos.

Leão adianta que só na pré-venda já conseguiu comercializar 15 MW dos 100 MW iniciais. Nesse ritmo, a expectativa é contratar tudo até fevereiro de 2018. Depois dessa primeira fase, a instalação das usinas solares também vai chegar aos municípios de Santa Cruz do Capibaribe, Verdejante, Itaíba, Petrolina e Serra Talhada. “O projeto começou com a projeção de 10 MW, depois subiu para 100 MW e já está em 1 GW”, conta. O executivo também destaca a importância social do programa, garantindo que serão gerados 3 mil empregos no interior do Estado até 2018. “Vamos instalar as usinas em regiões de atividade econômica escassa. Vamos solarizar”, conclui.


Fonte: JC Online

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Mesmo nublada, Curitiba tem ótimo potencial para energia solar, diz estudo...



Não raro os dias em Curitiba são cinzentos. Mas apesar do frio em boa parte do ano, do céu comumente nublado e das chuvas constantes, a Capital possui um potencial elevado para geração de energia solar, a ponto de apresentar uma capacidade 39% superior ao da Alemanha, um dos cinco países que mais investe nessa fonte renovável do mundo e o segundo maior produtor de energia solar do mundo, atrás apenas do Japão.

Evidência da viabilidade da implantação de sistemas de energia fotovoltaica por meio de painéis, o dado é apenas uma das diversas revelações que traz o Atlas de Energia Solar do Estado do Paraná, lançado nesta semana em Curitiba e fruto de uma parceria entre a Itaipu Binacional, Parque Tecnológico Itaipu, Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

No Paraná como um todo, por exemplo, o potencial da energia solar, embora seja menor que o de outros estados brasileiros, como os do Nordeste, é 43% superior ao da Alemanha. O potencial paranaense é, ainda, 18% superior ao da França e 55% maior que o do Reino Unido. 

“O Paraná tem um capacidade de produção de energia solar impressionante, muito acima do que as pessoas acreditam. As capacidades de geração são quase ilimitadas, com potencial de geração tão grande como a de grandes usinas, como Itaipu. O objetivo agora é o de fomentar e disseminar esta fonte renovável de energia no estado”, afirmou em entrevista concedida em 2014 ao Bem Paraná o professor Gerson Máximo Tiepolo, coordenador do Laboratório de Energia Solar (Labens) da UTPFR e um dos autores do estudo.

Com o Atlas, que está disponível no sítio http://atlassolarparana.com, é possível saber com precisão a energia solar disponível em cada um dos 399 municípios do Paraná ou em qualquer ponto do Estado, inclusive de acordo com a época do ano, servindo como uma importante ferramenta para promover e disseminar o uso desta tecnologia.

Litoral

Se Curitiba apresenta um ótimo potencial de geração de energia solar, o Litoral, por outro lado, não é tão atrativo para esse tipo de atividade. Não à toa, o as menores taxas de irradiação e de produtividade total anual média são encontradas em Matinhos, Guaratuba, Guaraqueçaba, Pontal do Paraná, Paranaguá, Morretes e Antonina, todos na região entre a Serra do Mar e o litoral Paranaense. Por outro lado, o município de Prado Ferreira, na região norte do estado, apresenta os melhores índices.

Capacidade da energia fotovoltaica no Paraná é de uma Itaipu

Desde outubro de 2013, quando a Copel conectou o primeiro microgerador solar ao seu sistema, o número de ligações no Paraná tem crescido exponencialmente, em especial nos dois últimos anos, saltando das 100 ligações em novembro de 2015 para 855 em maio deste ano. Assim, o Estado e a Copel ficam em terceiro lugar no número de microgeradores conectados ao sistema de energia elétrica, atrás apenas do grupo paulista CPFL e da mineira Cemig.

Ainda há, contudo, muito a melhorar e em todo o país. Prova disso são as estimativas da Agência Nacional de Energia Elétrica, as quais apontam que a microgeração de energia solar poderá, até 2024, oferecer uma capacidade de geração próxima a de uma Itaipu, com capacidade de geração de 14 mil megawatts ou pelo menos uma Tucuruí, usina hidrelétrica localizada em Belém (PA) com capacidade de 8,4 mil MW.

“A Aneel prevê que até 2024 teremos 617 mil microgeradores em todo o país, com potencial de chegar a 1,23 milhão se tiver isenção do ICMS e normas adequadas para o setor”, diz o especialista. “Hoje, com 11 mil unidades, produzimos 130 MW. Então imagine isso multiplicado por 100. Seria algo próximo de uma Itaipu ou uma Tucuruí”, diz Júlio Omori, superintendente de projetos especiais da Copel.


Fonte:  Bem Paraná