segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Painel solar será pago na conta de luz de pessoas físicas...

Instalar painéis de energia solar em casa está mais fácil. É que o investimento realizado paragerar a própria energia agora pode ser pago na conta de luz, através da economia criada com os painéis fotovoltaicos - o que reduz a obrigação de pagar mais um boleto no fim do mês. A possibilidade faz parte do programa PE Solar, que foi ampliado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sdec-PE) através de uma parceria com a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). 

O futuro da energia é a geração distribuída, através de usinas pequenas no teto das casas. Por isso, ampliamos o PE Solar e estamos facilitando o pagamento dos painéis”, contou o secretário executivo de energia de Pernambuco, Lula Cardoso Ayres. Ele explicou que o PE Solar existe desde 2015, mas funcionava apenas para pessoas jurídicas. Agora, passa a atender pessoas físicas e de forma facilitada, por conta da parceria com a Celpe. “Estamos ampliando o programa para os consumidores residenciais e ainda estamos dando a possibilidade de eles descontarem as parcelas dos painéis na conta de luz”, contou Ayres, garantindo que tudo isso será feito de forma simples. 

Os consumidores interessados em gerar a própria energia devem entrar no site do PE Solar para ver as empresas de instalação de painéis fotovoltaicos credenciadas no programa - atualmente, 19 estão cadastradas pelo governo. O consumidor pode, então, negociar os preços e a instalação da sua usina solar diretamente com a empresa. Só na hora do pagamento é que ele vai optar por descontar o financiamento na conta de luz. “O consumidor não precisa fazer essa negociação com a gente. E isso não tem um custo extra”, acrescentou a gerente de relações institucionais da Celpe, Érica Ferreira.

O programa ainda deve gerar economia para o consumidor. É que a geração dos painéis vaireduzir o consumo da energia da Celpe. E é essa redução que será usada para pagar os painéis. “Tudo o que for gerado na residência vai para o consumidor. Se houver sobras, elas serão injetadas na rede da distribuidora, mas servirão como crédito para serem usadas em até 60 meses. E ainda há a possibilidade de o consumidor indicar outro imóvel, que também esteja vinculado ao seu CPF, para ser alimentado por essa sobra. Ou seja, ele vai se atender. Então, haverá redução de consumo e economia”, explicou Érica, dizendo que, por conta disso, a Celpe só vai cobrar o consumo extra, que não for gerado pelas placas solares.

Se o consumidor chegar ao ponto de gerar toda a sua energia, a companhia só vai cobrar a taxa mínima de luz, que é de R$ 24 para residências e de R$ 80 para estabelecimentos comerciais. E a Sdec garante que, dependendo do tamanho dos painéis, é possível que isso aconteça. Caso o cliente gaste R$ 500 com luz, mas passe a gerar toda a sua energia, por exemplo, será cobrada apenas a tarifa de R$ 24. 

Nos primeiros anos, contudo, a conta também virá com o valor das parcelas dos painéis. Se o financiamento for de R$ 326, por exemplo, a conta será de R$ 350. “Mas o tempo de vida médio dos painéis é de 25 anos e os financiamentos normalmente duram menos. Por isso, o desconto da conta de energia será usado para pagar os painéis apenas nos primeiros anos. Depois, vai todo para você”, concluiu Lula.

Fonte: Filha Pe

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Desenvolvimento de energia solar na China é destaque, apesar de dificuldades...

A China possui capacidade de geração de energia solar como nenhum outro país, detém uma produção total 130 gigawatts. Com todo o investimento capital e científico que o Brasil vem fazendo neste setor de energia a soma produzida não chega a 2 gigawatts. O campeão de tecnologia solar abriga muitas fazendas solares, entre elas a maior fazenda solar do mundo, localizada na região do deserto de Tengger, com capacidade de produzir 1.500 megawatts. O mercado Mais de 60% dos painéis solares do globo são produzidos em terras chinesas, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). O que faz o governo garantir que a grande demanda desses equipamentos seja real, já que existe um considerável interesse econômico. A IEA afirma que a China cumprirá sua meta de capacidade de gerar energia solar em 2020, três anos antes do previsto pelo país. Outro ponto é o aumento de recursos de energias renováveis, uma vez que limpar a matriz energética da China é um objetivo fundamental de política pública em um país em que cerca de 75% da eletricidade é proveniente da queima de carvão. Empecilho geográfico Construir fazendas solares gigantes em meio ao nada possui desvantagens. Cerca de 94% da população chinesa vive na porção leste do país, enquanto apenas 6% habita a região oeste, onde o potencial energético tem maior capacidade. Muitos dos painéis solares estão localizados no lado opostos aos grandes centros que precisam, de fato, deles. O que faz com que o “fator de capacidade”, ou seja, a energia que realmente é utilizada pela população, seja baixa. Pouco menos de um sexto do que é produzido é realmente usado. Os motivos para esse baixo fator de capacidade incluem a falta de controle sobre o clima e a energia perdida no caminho, traçado por quilométricas linhas de transmissão, que conectam as distantes fazendas solares aos locais que precisam da eletricidade.

Fonte: Sunoresearch

sábado, 13 de outubro de 2018

Geração de energia eólica cresceu mais de 26% de 2016 para 2017...

Enquanto em 2017 o crescimento da geração de energia eólica foi de 26,2% no Brasil, apenas nos oito primeiros meses de 2018 essa geração cresceu 17,8%, colocando o Brasil na oitava posição no ranking mundial de uso dessa fonte. Segundo o senador Roberto Muniz (PP-BA), o Brasil tem potencial para produzir três vezes mais energia do que consome hoje usando os ventos. Projetos de lei sobre a questão estão em discussão no Senado, entre eles o PLS 384/2016, do senador José Agripino (DEM – RN), que tramita na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). A proposta estabelece que os assentados da reforma agrária possam fazer contratos para explorar o potencial de energia eólica ou solar na propriedade, como complemento às atividades agrícolas. 

Fonte: Senado

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Petrobras vai explorar energia eólica em alto mar...

A Petrobras e a empresa norueguesa Equinor (ex-Statoil) assinaram um memorando de entendimentos para o desenvolvimento conjunto de negócios para atuarem no segmento de energia eolica em alto mar (offshore) no Brasil.

A estatal já construiu uma planta piloto, com cata-ventos com capacidade de geração de 6 a 10 megawatts (MW). Eles serão instalados em Guamaré, no Rio Grande do Norte.

A escolha da região não é casual: considerando também o Ceará, o potencial eólico em alto mar dos dois estados é de cerca de 140 GW (gigawatts). Isso equivale a mais de dez vezes a capacidade - e 90% da potência total - instalada hoje no Brasil.

A Petrobras tem quatro parques eólicos no Rio Grande do Norte, com 104 MW de capacidade, que foram negociados no Ambiente de Comercialização Regulado (ACR) no leilão de energia de reserva de 2009 e entraram em operação em 2011. Ainda no Rio Grande do Norte, a companhia tem uma planta de pesquisa e desenvolvimento em energia solar fotovoltaica de 1,1 MW, onde estão sendo avaliadas as operações de quatro tipos de tecnologia.

A Equinor opera três parques eólicos na costa do Reino Unido e desenvolve outros projetos eólicos offshore no Reino Unido, Alemanha e nos Estados Unidos. A empresa, líder mundial em captura e armazenamento de carbono (CCS), é pioneira no desenvolvimento de soluções para projetos de eólicas oceânicas para águas profundas.

Investimentos em energia renovável

O diretor de Estratégias da Petrobras, Nelson Silva, disse que o plano da estatal para o período 2019/2023 dará mais espaço para investimentos em energia renovável. O plano detalhado deverá ser anunciado no início de dezembro. "Diferente de planos anteriores, que a gente mencionava uma intenção, agora a gente vai começar a caminhar mais nessa direção," disse.

Segundo o diretor, se for viável, a estatal poderá aumentar ainda mais a participação em energias renováveis. "Se forem identificadas oportunidades que podem ser desenvolvidas, a intenção é dedicar parte do capital da companhia para esses projetos, mas antes de tudo isso vem a análise econômica. Tem que ser viável economicamente falando".

Para o diretor, a participação em renováveis é uma tendência do mercado de energia mundial. Apesar de representar ainda uma parcela menor do total da matriz mundial, é a que mais cresce. "É passo a passo, não será uma mudança radical. Já estamos com atividade nessa área, ainda que modesta, mas a gente quer crescer um pouco mais".

Fonte: Inovação e Tecnologia

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Por que o Nordeste é um polo de energia eólica?

Por que o Nordeste é um polo de energia eólica?

O Nordeste é responsável por 85% da produção de energia eólica do Brasil. São cerca de 440 parques eólicos que necessitam de ventos constantes para a geração de energia. Será que a meteorologia teria alguma explicação para isso?

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) mostra que o Nordeste é responsável por 85% do total de geração de eletricidade por meio de ventos. O Brasil possui em torno de 534 parques eólicos espalhados pelo território, e destes mais de 430 estão justamente posicionados sobre a região nordestina.

Os investimentos em energia eólica no país crescem como uma “intensa brisa do mar”, no ano de 2017 o Brasil passou o Canadá no ranking mundial de capacidade instalada da Global Wind Energy (GWEC) e agora ocupa o 8º lugar. A liderança mundial ainda está com a China.

Mais dados chamam a atenção para o Brasil, segundo um levantamento feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), tivemos um crescimento de 24% em julho de 2018 em relação ao mesmo mês no ano passado.

O estado do Rio Grande do Norte é o campeão em número de parques instalados, possui um total de 137, logo em seguida vem o estado da Bahia com 111 parques e em terceiro lugar temos o Ceará com 80 parques. De um total de 534 parques eólicos segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que representa 8,5% da matriz energética brasileira.

Com esses dados é possível concluir que o Nordeste é um polo promissor na geração de energia eólica, será que a meteorologia pode explicar o porquê isso?

“Safra de ventos brasileira”

O período entre os meses de agosto e setembro é conhecido como “safra de ventos”, isso porque o vento se torna ainda mais forte e constante nesta época do ano. Por isso, nestes meses é comum termos os recordes anuais de produção.

Exatamente neste período, temos a intensificação de sistemas de alta pressãotransientes ou semi-permanentes sobre o oceano Atlântico Sul. Isso faz com que a borda desses sistemas também se intensifique e siga soprando ventos do mar em direção à região costeira nordestina. Isso potencializa a produção energética.

Sobre o litoral norte do Nordeste, a intensificação dos ventos alísios também contribui para a geração de energia eólica, não é a toa que o Ceará é o terceiro no ranking de número de parques.

Um potencial ainda a ser explorado

Com os sistemas meteorológicos auxiliando na produção de ventos, o Nordeste já se mostrou uma região com um enorme potencial a ser explorado. Por mais que já tenhamos muitos parques eólicos instalados por lá, a matriz energética brasileira ainda é a hidrelétrica, que em muitos casos sofre com a irregularidade da chuva. O segundo lugar na produção de energia no Brasil ainda é das termelétricas que poluem muito no processo de queima de combustível.

Estimativas da ANEEL indicam que até o ano de 2022 a capacidade instalada de produção de energia eólica do país salte para um total de 17,6 GW. Vamos aguardar os próximos leilões de empreendimentos.

Fonte: Tempo

sábado, 6 de outubro de 2018

Planta de energia solar é inaugurada na área do acidente de Chernobyl...

A Ucrania inaugurou uma usina solar em Chernobyl nesta sexta-feira (5), bem em frente da usina que provocou o maior acidente nuclear da história. Instalados em área altamente contaminada estão 3.800 painéis, que geram energia suficiente para 2.000 residências.

Chernobyl Solar será capaz de gerar 1 Megawatt. Trata-se de um projeto conjunto da empresa ucraniana Rodina e da alemã Enerparc AG, que custou cerca de 1 milhão de euros.

A área continua isolada, em grande parte inabitável, e pode ser visitada apenas com a companhia de guias munidos de medidores de radiação. Em abril de 1986, um teste mal-sucedido no reator número 4 da Usina Nuclear de Chernobyl, na antiga União Soviética, lançou nuvens de material nuclear por toda a região

Dezenas de milhares de moradores foram obrigados a abandonar o local. Trinta e um funcionários e bombeiros morreram, a maioria devido a doenças agudas causadas pela radiação. Nos anos seguintes, milhares de pessoas que tiveram contato com a radiação sucumbiram a doenças como o câncer. O saldo total de mortes e os efeitos de longo prazo na saúde continuam causando um debate intenso.

“Esta não é só mais uma usina de energia solar”, disse Evhen Variagin, executivo-chefe da Solar Chernobyl LLC. “É realmente difícil subestimar o simbolismo deste projeto, em particular”.

Esta é a primeira vez que há geração de energia no local desde 2000, quando a usina nuclear finalmente foi fechada. Valery Seyda, gerente da velha usina nuclear de Chernobyl, disse que jamais imaginou que seria gerada energia naquele lugar.

“Mas agora estamos vendo um novo broto, ainda pequeno, fraco, produzindo energia neste local, e isso dá muita alegria”, disse.

Há dois anos um arco gigantesco de 36.000 toneladas foi erguido sobre a usina nuclear para bloquear a radiação e para permitir que os restos do reator sejam desmontados em segurança.

A inauguração da Solar Chernobyl coincide com um aumento de investimento acentuado em recursos renováveis pela Ucrânia. Entre janeiro e setembro, mais de 500 MW de capacidade de energia renovável foram acrescentados ao sistema elétrico do país, mais do que o dobro de 2017, segundo o governo.

Yulia Kovaliv, que comanda o Conselho do Escritório Nacional de Investimento da Ucrânia, disse que os investidores querem aproveitar os benefícios de um regime de subsídios generoso antes de o Parlamento realizar uma votação sobre sua revogação, em julho do ano que vem.

Fonte: Veja

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Energia solar reduz em até 80% custo ao produtor rural...

A energia solar pode gerar uma redução de 70% a 80% no custo de energia elétrica nas propriedades rurais. Os números foram destacados no evento “Energia Solar Fotovoltaica”, realizado pela Frísia Cooperativa Agroindustrial com mais de 100 associados. As apresentações aconteceram no Pavilhão de Exposições Frísia, anexo ao Parque Histórico de Carambeí (PR).

Benefícios - O evento propôs a discussão sobre os benefícios do uso dessa energia alternativa, tratando do mercado e apresentando as vantagens na implantação. O objetivo foi oportunizar ao cooperado a possibilidade de se informar sobre essa fonte de energia. “Foi destacado o alto potencial desse tipo de energia e as opções que o produtor tem para reduzir seus custos”, explica o coordenador ambiental e florestal da Frísia, Francis Bavoso.

 Empresas - Além das palestras, os cooperados tiveram contato com empresas fornecedoras das tecnologias e instituições de crédito. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financia a implantação de equipamentos para a geração de energia solar.

Aproximação - Segundo Bavoso, essa aproximação cooperados-empresas auxiliou os produtores rurais a buscarem em um único local orçamentos e estudos de viabilidade exclusivos para cada necessidade, o que facilita a escolha e a busca pelo produto mais competitivo. “Antes, essa era uma tecnologia cara, agora está mais acessível, pois há novas opções no mercado”, avalia o coordenador da Frísia.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA).

Fonte: Imprensa Frísia