quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Geração solar deverá ter custo 50% menor até 2020, aponta Irena...



O custo de geração de energia eólica terrestre caiu cerca de um quarto desde 2010 e os custos de energia solar fotovoltaica caíram 73% nesse período, de acordo com a análise da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês). O relatório, divulgado nesta segunda-feira, 15 de janeiro, também destaca que os custos da energia solar deverão diminuir ainda mais, caindo pela metade até 2020.

Segundo estimativas da entidade, os melhores projetos de energia solar e eólica terrestre poderiam estar fornecendo eletricidade por um equivalente a 3 centavos de dólar por quilowatt-hora (kWh) no próximo dois anos, ou até menos. Essa perspectiva tem como base os recentes resultados de leilões, o que sugere a possibilidade de projetos futuros reduzindo significativamente as médias atuais. Os custos médios ponderados globais nos últimos 12 meses para a energia solar e a energia eólica terrestre estão em US$ 0,06 e US$ 0,10 centavos por kWh respectivamente.

O relatório destaca que a energia eólica terrestre agora é rotineiramente encomendada por US$ 0,04 por kWh. O atual espectro de custos para a geração de energia de combustíveis fósseis varia de US$ 0,05 e US$ 0,17 por kWh.

Na avaliação de Adnan Z. Amin, diretor geral da entidade, esta nova dinâmica sinaliza uma mudança significativa no paradigma energético. E ainda, que esses declínios de custos em todas as tecnologias são sem precedentes e representativos do grau em que as energias renováveis ​​estão revolucionando o sistema energético global.

O relatório, intitulado “Custos de geração de energia renovável em 2017” foi lançado no primeiro dia da 8ª Assembleia da Irena em Abu Dhabi. Há o destaque de que outras formas de geração de energia renovável, como os projetos de bioenergia, geotérmica e hidrelétrica nos últimos 12 meses, competiram nos custos com a energia gerada a partir de combustíveis fósseis.

As práticas competitivas de aquisição, juntamente com o surgimento de uma grande base de desenvolvedores experientes de projetos de médio a grande concorrentes para oportunidades de mercado global, são citados como novos fatores de redução de custos recentes, além de avanços tecnológicos contínuos.

O relatório também destaca que os resultados de leilões de energia indicam que os projetos de energia eólica offshore e energia solar concentrados no período entre 2020 e 2022 custarão na faixa de US$ 0,06 a US$ 0,10 por kWh, apoiando a implantação acelerada globalmente. A  Irena projeta ainda que todas as tecnologias de energia renovável competirão com os fósseis no preço até 2020.


Fonte:  Canal Energia

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Banquete de energia barata do bitcoin vai acabar...




A prática – em que os produtores de energia eólica e solar interrompem a geração quando há excesso de oferta em todo o sistema de eletricidade – tem sido um grande problema para o país nos últimos anos. Nas províncias Xinjiang e Gansu, do noroeste, cerca de um terço da geração eólica e um quarto da solar foram reduzidos no primeiro semestre de 2017, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance.

As usinas geradoras de combustível fóssil ficaram ociosas durante mais da metade do tempo, e, em todos os combustíveis, as taxas de utilização mal ficaram acima de 12 horas por dia desde 2014. Em meio a esse excesso, o bitcoin tem sido uma benção para os geradores.

Realizar o processo de decifração de código que cria a criptomoeda requer grandes quantidades de eletricidade: entre 8,27 terawatt-hora por ano e 37,22 TWh por ano, quase o consumo de energia da Estônia ou do Peru, dependendo de quais valores você considera confiáveis. Isso significa que os mineiros de moeda digital de todo o mundo se reuniram nas regiões onde a energia é mais barata. Nos últimos anos, este lugar foi a China.

Um mapa recente de onde essas minas estão localizadas, elaborado pela Bloomberg News, mostra um quadro notavelmente parecido com as imagens de onde a oferta da matriz do país é mais abundante.

Ao longo da fronteira norte da China, há excesso de geração de carvão e, em Xinjiang, de geração eólica. Nas províncias Sichuan, Yunnan e Guizhou, do sudoeste, a ambiciosa construção de barragens provocou um excesso de hidroeletricidade. Ao oferecer combustível barato aos parques de criptografia do bitcoin, os geradores conseguiram melhorar os escassos retornos de seus ativos fixos.

O Banco Popular da China delineou planos para limitar o uso de energia por alguns mineiros de bitcoin em uma reunião a portas fechadas na quarta-feira, disseram pessoas familiarizadas com o assunto à Bloomberg News. Mas o modelo de negócios talvez já esteja ameaçado, independentemente da regulamentação bancária, devido à forma como o sistema de energia da China está mudando.

Cansada de desperdiçar eletricidade, Pequim introduziu nos últimos anos medidas para evitar a construção de geração excedente e para transferir a eletricidade disponível aos lugares onde ela é mais necessária.

À exceção de uma, todas as 16 linhas da rede de transmissão de ultra-alta tensão da China, destinada a deslocar os elétrons das províncias excessivamente abastecidas do norte e do oeste em direção ao leste, onde a energia é escassa, devem ficar prontas neste ano. Em novembro, a Administração Nacional de Energia do país prometeu acabar com o desperdício de energia renovável até 2020.

Isso já está surtindo efeito: apenas 7% da produção em parques operados pela maior geradora de energia eólica do país, a China Longyuan Power Group, foi reduzida em novembro, o 10º mês consecutivo de melhoria, escreveu Nelson Lee, analista do Banco Industrial e Comercial da China, em uma nota aos clientes no mês passado. Após anos de crescimento precipitado, o aumento da capacidade de energia instalada da China atingiu o ritmo anual mais lento desde pelo menos 2010 no trimestre de dezembro.

À medida que essas medidas absorvem o excesso de geração da China, a vida dos mineiros de bitcoin que se esbaldaram com alguns dos preços de energia mais baratos do mundo pode ficar cada vez mais difícil. Esse banquete pode terminar em breve.


Fonte:  Revista Exame

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Investidores descobrem no Brasil os melhores ventos do mundo para fazendas de energia eólica...



No Nordeste brasileiro, para além das praias e resorts paradisíacos, encontram-se alguns dos melhores ventos do mundo para gerar eletricidade.

Bem-vindo a Serra Branca. É o céu dos geradores eólicos de energia. Como nenhum outro lugar, a região abriga ventos perfeitos para girar turbinas. Prova mais recente disso foi demonstrada pela Voltalia, empresa francesa de energias renováveis, que acaba de ganhar contratos para expandir suas fazendas e produzir eletricidade eólica a custos mais baixos já vistos no Brasil.

 “Nossa estratégia é ganhar escala naquela região”, diz Robert Klein, diretor-presidente da Voltalia no Brasil. “Volume de produção é fundamental para sermos competitivos”.

Os planos de expansão da Voltalia deixam transparecer o enorme potencial para o mercado de energia eólica no Brasil. Já operam no país turbinas capazes de gerar quase 11 gigawatts, o que, segundo dados de 2016 do Conselho Mundial de Energia Eólica, colocam o país na 5ª posição do ranking mundial.

As brisas consistentes dão ao Brasil uma média de 39% de aproveitamento constante da capacidade instalada. É o melhor índice do mundo. E o estado do Rio Grande do Norte, onde fica Serra Branca, tem índices mais elevados ainda, com ventos de alta velocidade e pouca mudança de direção. Isso explica por que o estado responde pela maior capacidade eólica do país, com 2,7 gigawatts instalados, seguido da Bahia, com 1,6 gigawatts.

Alta eficiência

Duas das fazendas eólicas da Voltalia estão ranqueadas entre as “top 5” em eficiência no Brasil, em 2016, com aproveitamento de 60,8% e 58,4%, segundo classificação da Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

Com “enormes recursos eólicos e alguns dos melhores ventos do mundo”, o Brasil “tem o potencial de um mercado muito forte” – avalia Gurpreet Gujral, analista do Macquarie Bank. O país tem como meta elevar a capacidade de produção de energia limpa para 19 gigawatts até 2026, diversificando suas fontes.

Mais ventos significam mais eletricidade à venda, o que permite à Voltalia oferecer preços mais competitivos. No mês passado, a companhia ganhou contratos licitados pelo governo para fornecer energia em diferentes 5 projetos, totalizando 155 megawatts. Num dos leilões, ofereceu entregar eletricidade por R$ 96,90 o megawatt-hora, um recorde em termos de preços baixos.

A empresa deverá investir R$ 867 milhões nos projetos, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). As usinas do primeiro leilão deverão se integrar ao sistema em dezembro de 2020. As do segundo leilão, em dezembro de 2022.
A Voltalia está implantando fazendas eólicas capazes de gerar 1.000 megawatts na região, e deverá entrar na disputa na próxima rodada de leilões, em abril. Parcerias com fornecedores, como fabricantes de turbinas, têm ajudado a Voltalia a manter os custos baixos – segundo o diretor da empresa.
“Nosso apetite continua voraz”, assegura Robert Klein.

“Os lances feitos pela Voltalia nos leilões foram surpreendentes”, diz Helena CHung, analista da BNEF. “Mas a empresa está no topo da geração de energia eólica no Brasil, com projetos operando com excelente produtividade. E os preços das turbinas vêm caindo, devido à acirrada disputa dos últimos leilões”.

Os lances agressivos da Voltalia foram espelhados por outros empreendedores, como a Enel Green Power, que ofereceu R$ 97 por megawatt-hora, o que mostra o alto nível da demanda reprimida, depois de dois anos sem novos leilões. O governo cancelou dois leilões em 2016, quando a recessão econômica fez diminuir o consumo de energia elétrica.
Agora, com a economia começando a se recuperar e com aumento do consumo de energia, volta a crescer o interesse por novas usinas geradoras.

“O fato de o Brasil estar retomando os leilões é muito importante”, diz Robert Klein. “A indústria eólica estava parada e agora renasce de uma forma brilhante”, conclui.

Paranaense Copel é sócia da Voltalia em São Miguel do Gostoso

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) é sócia da Voltalia no Complexo Eólico de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, inaugurado em outubro do ano passado. A Copel detém 49% das ações do empreendimento, enquanto os franceses controlam o negócio com 51% de participação.

O complexo tem 108 MW de capacidade instalada e é composto por quatro parques, com potencial para produzir em torno de 520 GWh por ano, energia capaz de abastecer cerca de 270 mil famílias.

“ A Copel está alinhada à demanda de toda a população por fontes mais sustentáveis e baratas de energia”, disse à época da inauguração o presidente da empresa, Antonio Guetter. “Por isso, participamos de projetos como do Complexo de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, onde os ventos sopram com mais abundância, para diversificar a matriz energética e garantir retorno para os paranaenses”.


Fonte:  Revista AgroNegócio

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Geração eólica cresce 27% entre janeiro e novembro de 2017...




A produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN), entre janeiro e novembro do ano passado, foi 27% maior do que a geração de igual período de 2016, segundo dados consolidados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

As usinas movidas pela força do vento somaram 4.594 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.622 MW médios gerados no mesmo intervalo de 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do sistema alcançou 7,4% em 2017. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 70,6% do total e as usinas térmicas responderam por 22%.

No final de novembro, havia, segundo a CCEE, 489 eólicas em operação comercial no Brasil que somavam 12.470 MW de capacidade instalada, aumento de 24% em um ano.
O boletim InfoMercado mensal da CCEE indica que o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no País com 1.460,75 MW médios de energia entregues em 2017, aumento de 22,6% na comparação anual. Em seguida, aparece a Bahia com 900 MW médios produzidos (+29,3%), o Ceará com 697,29 MW médios (+6,6%), o Rio Grande do Sul com 625,94 MW médios (+20%) e o Piauí com 528,07 MW médios, aumento de 59,9% frente à geração de 2016.

Os dados de novembro confirmam ainda o Rio Grande do Norte como o Estado a maior capacidade instalada, somando 3.495,25 MW, alta de 12,8% em relação a igual mês de 2016. Em seguida aparece a Bahia com 2.349,24 MW (+34,2%), o Ceará com 2.134,96 MW (+10,6%), o Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW (+12,8%) e o Piauí com 1.443,10 MW de capacidade (66%).


Fonte: Revista Exame

domingo, 21 de janeiro de 2018

Custo da energia eólica cai 23% no mundo, aponta pesquisa...




O custo da energia eólica produzida em terra (onshore) caiu 23% desde 2010 e o da eletricidade gerada por painéis solares fotovoltaicos, 73% no período. Há outras boas notícias. O custo da energia solar deve ainda reduzir pela metade em 2020.

A expectativa é que em 2019 os melhores projetos de energia eólica em terra e de energia solar fotovoltaica produzam eletricidade a US$ 3 centavos por kWh, o que pode ficar bem abaixo do custo atual da energia produzida a partir de combustíveis fósseis.

Os dados fazem parte do relatório "Renewable Power Generation Costs" da International Renewable Energy Agency (Irena), o maior fórum mundial de promoção de energias renováveis, um clube que já reúne 154 países mais a União Europeia e tem 26 em processo para ingressar.

Em Abu Dhabi, no Chile, em Dubai, no México, no Peru e na Arábia Saudita, a energia solar bateu recordes de preços baixos alcançando US$ 3 centavos por kWh.

Outras fontes de energia renovável como biomassa, geotérmica e projetos hidrelétricos mostraram ser competitivas nos últimos 12 meses com combustíveis fósseis.

O relatório foi lançado durante a 8. Assembleia Mundial da entidade, em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos (EAU), onde fica a sede da Irena.

"Há uma transição global em curso que não deixa dúvidas sobre a transformação que temos que enfrentar nas nossas economias", disse Adnan Amin, o diretor geral da Irena, na abertura da Assembleia. "É impressionante observar a velocidade com que a mudança está ocorrendo", continuou.

O Brasil ainda não faz parte da Irena, que tem entre seus participantes os Estados Unidos, a China e a Índia.

A 8ª Assembleia da Irena segue até amanhã (14). Há 1.100 representantes de governos, ONgs e empresas de 150 países participando do evento.

(A jornalista viajou a Abu Dhabi a convite da Irena)


Fonte: Revista Valor

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Brasil pode ser o primeiro país a cobrar royalties da energia eólica...




A primeira vez que vi de perto um kit solar para produção de energia foi em 1977 num campus universitário da Paraíba. Ainda criança, achei tudo aquilo meio futurista e totalmente deslumbrante.

Lá se vão mais de 40 anos, e a energia solar no Brasil –que rivaliza com a Austrália na condição de país com maior insolação em todo o planeta– já soma mais de 19 mil sistemas fotovoltaicos instalados, a um custo que vem caindo ano a ano e que, de acordo com o último leilão de energia realizado há duas semanas, já se tornou mais competitivo que as térmicas a gás ou as PCHs (pequenas centrais hidrelétricas).

No mesmo leilão, a energia eólica realizou um feito histórico ao oferecer um preço (R$ 98,62/MWh) que, na prática, foi inferior ao custo médio de todas as hidrelétricas construídas no Brasil desde 2005.

Ou seja, o vento desbancou no mercado de energia aquela que vinha sendo a mais competitiva de todas as fontes. Somando mais de 500 parques eólicos com 6.500 aerogeradores instalados, a energia do vento chegou a abastecer 12% do território nacional e mais de 60% da região Nordeste. Ironicamente, essa fonte de energia poderá ser punida justamente pelo seu sucesso.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) pode fazer com que o Brasil seja o primeiro país a cobrar royalties da energia eólica.

Embora as taxas sejam usualmente cobradas como compensação à atividade exploratória de um recurso finito que gere impactos importantes (petróleo, gás), a PEC 97/2015 surpreende ao afirmar que "o vento é um recurso que pertence a todo o povo brasileiro" e que seria justo compartilhar os benefícios econômicos dessa atividade.

Além de ignorar o fato de que a cobrança eventual será totalmente repassada para o consumidor (onerando a tarifa de energia), a PEC desconsidera os recolhimentos usuais desse setor, como PIS/Pasep (R$ 50 milhões mensais até 2020) e ISS (R$ 1 bilhão), além da remuneração direta dos pequenos proprietários rurais que autorizam a instalação dos aerogeradores em suas terras.

Hoje são aproximadamente 4.000 famílias, que recebem R$ 10 milhões por mês. Na ofensiva em favor da PEC, Fortes alega ainda que as fazendas eólicas ocupam vastas áreas, limitando a realização de outras atividades econômicas. Só que a área total ocupada pelos equipamentos varia de 3% a 5% da propriedade, permitindo que outros usos possam ocorrer simultaneamente.

Não satisfeito, Fortes já disse que defenderá também a cobrança de royalties da energia solar.

Então ficamos assim: enquanto o mundo abre caminho para as energias solar e eólica (eventualmente com subsídios), para cumprir o Acordo de Paris, o Brasil –que acaba de desonerar as petroleiras de taxas e impostos até 2040– debate a reinvenção dos royalties, punindo fontes limpas e renováveis. Que os bons ventos de 2018 nos tragam lucidez e visão estratégica de longo prazo.


Fonte: Folha UOL

Geração de energia eólica cresce 27%...



A produção de energia eólica em operação no Brasil, entre janeiro e novembro de 2017, foi 27% superior à geração no mesmo período do ano passado.

As usinas movidas pela força do vento somaram 4.594 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.622 MW médios gerados no mesmo período de 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7,4% em 2017. A fonte hidráulica foi responsável por 70,6% do total e as usinas térmicas responderam por 22%.

Os números exclusivos são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.


Fonte: Veja Negócios